sexta-feira, abril 30, 2010

Propaganda Eleitoral Escancarada

Rodrigo Constantino, para o IL

O presidente Lula aproveitou o Dia do Trabalho para fazer um pronunciamento de sete minutos em cadeia nacional de televisão. O cenário era a biblioteca da Alvorada, com centenas de livros – que dão azia ao presidente – ao fundo. Lula disse que os “derrotistas” perderam, que o país atravessa uma fase sensacional, que foram criados 12 milhões de empregos formais em sua gestão, e que isso tudo é apenas o começo, que seu projeto vai continuar. Faltou muito pouco para o presidente citar Dilma e pedir votos, tamanho o descaramento da propaganda. Vale lembrar que nunca antes na história deste país um presidente havia sido multado pelo TSE por fazer campanha eleitoral ilegal.

Um sujeito que estivesse em coma há décadas e acordasse agora, bem no momento do pronunciamento de Lula, pensaria que o país foi criado pelo PT, que antes havia o nada. Para alguém com memória e que tenha acompanhado o desenrolar dos fatos com um pingo de atenção, entretanto, fica claro que o presidente se apropria de méritos que não são seus, e ignora o passado de sua própria trajetória. O país melhorou, em boa parte, a despeito do PT, não por causa dele. As poucas reformas positivas, a autonomia do Banco Central, foram parte da herança do governo anterior. O restante veio basicamente de fora, com o forte crescimento chinês impulsionando o preço das commodities, e a reduzida taxa de juros dos países desenvolvidos estimulando a exportação de capital para os emergentes (viva a globalização!).

Por outro lado, o governo Lula conseguiu deteriorar sensivelmente, durante o segundo mandato, as contas fiscais do governo. O endividamento bruto deu um salto expressivo, o superávit primário desapareceu, e a inflação começa a incomodar, projetando mais de 5% para este ano. Boa parte da recuperação econômica pós-crise é artificial e insustentável. Lula plantou as sementes dos problemas futuros, e usa a prosperidade ilusória momentânea para fazer campanha eleitoral, com a conta sendo paga pelos nossos impostos. O jogo pela manutenção do poder promete ser sujo mesmo. Os cachorros magros que chegaram ao poder em 2002 já ficaram obesos, mas não largam o osso de jeito nenhum!

quinta-feira, abril 29, 2010

A Influência de Lula



Rodrigo Constantino

O presidente Lula é um dos líderes mais influentes do mundo, segundo lista divulgada pela revista americana 'Time'. No release divulgado pela revista, o cineasta Michael Moore assina texto elogiando o presidente brasileiro e seu programa “Fome Zero” (ignorância ou má-fé? Em se tratando do autor do “documentário” em prol da medicina cubana, só pode ser a última opção mesmo).

Alguns petralhas, com forte complexo de “vira-latas” (eles odeiam tudo que vem do capitalismo ianque, mas vibram com qualquer elogio de lá), rapidamente celebraram, e a turma da “guerrilha virtual” de Dilma aproveitou para mandar spam com a novidade (eu fui uma das vítimas, pois estou involuntariamente na lista de emails dos fakes petralhas, que mandam cerca de dez mensagens por dia em prol da candidata petista – uma vez clandestinos...).

A revista não anuncia um ranking dos mais influentes; apenas a lista completa. Mas mesmo assumindo a mentira rapidamente disseminada pelos petralhas, de que Lula é o mais influente de todos, bastava uma rápida pesquisa, até mesmo na Wikipedia, para ver que não há muito que comemorar com esta notícia. Eis o que diz a “enciclopédia” popular sobre o título “pessoa do ano”, criado pela revista:

“O título é freqüentemente confundido como uma honra. Muitos, incluindo alguns membros da imprensa dos EUA, continuam a perpetuar a idéia de que a posição de ‘Pessoa do Ano’ é um prêmio ou recompensa, apesar das freqüentes declarações da revista dizendo o contrário. Parte da confusão parte do fato de que muitas pessoas admiráveis (sob certo ponto de vista) receberam o título — talvez a maioria. Por isso, alguns jornalistas descrevem a nova pessoa do ano como mais uma no ‘grupo’ de vencedores passados como Martin Luther King. O fato de que pessoas como Adolf Hitler já receberam o título é pouco conhecido.”

Pois é, petralhas. Hitler, aquele que ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores na Alemanha, aquele defensor do nacional-socialismo, aquele que contava com um marqueteiro profissional para enganar o povão, aquele que conquistou amplo apoio popular com sua retórica sensacionalista e antiliberal, enfim, aquele mesmo que foi responsável pelo Holocausto, já foi o “homem do ano” desta mesma revista. Além dele, outro que consta na lista é Aiatolá Khomeini, que foi o vencedor em 1979. Uma turma influente, sem dúvida. Mas ninguém diria que a influência foi positiva! Ou quase ninguém...

Para piorar a coisa, está na mesma lista deste ano a ex-candidata Republicana Sarah Palin. Sim, essa mesmo, que foi ridicularizada pela esquerda toda – não sem boa dose de razão. Em suma, Lula é um dos homens mais influentes do ano (e não o mais influente, como os petralhas querem acreditar e enganar por aí), diz a revista sob aplausos dos petralhas. E Sarah Palin é uma das mulheres mais influentes, para uma revista que já colocou Hitler e Khomeini no topo da influência mundial. Tudo isso com os elogios de Michael Moore, que ninguém mais consegue levar a sério. Motivo para regozijo dos petralhas. Lula é o cara! Foram os ianques que disseram... então é fato!

Resta agora apenas o Prêmio Nobel da Paz mesmo. Nada mais justo! Se o terrorista Arafat já ganhou o seu, por que Lula deveria ficar de fora?

"Meu coração está com Dilma"



Foi o que disse o cabo eleitoral da candidata petista, o caudilho venezuelano Hugo Chávez.

Já sabemos quem está com Dilma nestas eleições: o tirano Ahmadinejad, o caudilho Chávez, os ditadores Fidel e Raul Castro, Stédile e todos os criminosos do MST, os baderneiros da Aeoesp, os parasitas da UNE e da CUT, os coronéis nordestinos do PMDB etc.

É uma "tchurma" e tanto, né?

E você, vai fazer parte desta máfia também???

terça-feira, abril 27, 2010

Brasília e Tiradentes

Rodrigo Constantino, O GLOBO

Brasília comemorou 50 anos de idade no mesmo dia em que é celebrado o feriado de Tiradentes, por conta do enforcamento do mártir da Inconfidência Mineira. A coincidência das datas merece algumas reflexões. Apesar de ter ficado conhecido como um “herói nacional”, a verdade é que Tiradentes lutava pela secessão de Minas Gerais, contra os impostos abusivos de Portugal, principalmente a derrama, um tributo local per capita para cobrir a meta de arrecadação de ouro. Era uma luta em defesa da descentralização de poder, contra tributos excessivos do governo central.
Um Tiradentes moderno seria alguém que estivesse lutando contra os abusos de poder concentrado em Brasília. Como Roberto Campos constatou, “continuamos a ser colônia, um país não de cidadãos, mas de súditos, passivamente submetidos às ‘autoridades’ – a grande diferença, no fundo, é que antigamente a ‘autoridade’ era Lisboa. Hoje é Brasília”. Roberto Campos ficava indignado ao ver a burocracia oficial declamando que pagar impostos é “cidadania”. Para ele, cidadania era justamente o contrário: “controlar os gastos do governo”.
Tiradentes teria se revoltado com o quinto real, imposto de 20% do ouro produzido nas minas; atualmente, somos forçados a pagar quase o dobro para sustentar Brasília, um oásis para os parasitas de recursos alheios. Em nome da luta pela “justiça social”, Brasília vem concentrando renda, produzindo leis absurdas e muita corrupção ao longo deste meio século de vida. Ela tem a maior renda per capita do país, bem acima do segundo colocado, São Paulo, locomotiva da economia nacional. Distantes dos eleitores, os políticos criaram uma verdadeira ilha da fantasia no meio do nada. A cidade comemora meio século de existência no auge dos escândalos de corrupção. O sonho de JK se transformou no pesadelo dos brasileiros que trabalham e pagam a pesada conta imposta pela capital.
No fundo, nada disso é surpreendente. Os conceitos básicos do federalismo, como o princípio de subsidiariedade, já mostravam no que Brasília poderia se transformar. Lord Acton dizia que o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Cada indivíduo deve ser o mais livre possível para fazer suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade por sua vida. Aquilo que não puder ser feito no âmbito individual, será feito pela família. Depois, pela vizinhança, o bairro, o município, o estado, e finalmente o governo federal. Este deve ser responsável apenas por aquilo que não pode, de fato, ser responsabilidade das demais esferas, mais próximas do cidadão.
No Brasil acontece exatamente o contrário: o governo central concentra um poder absurdo sobre cada mínimo detalhe de nossas vidas, sem falar dos nossos bolsos. A pirâmide federalista está invertida; os estados são reféns do governo federal, que absorve cada vez mais poder e recursos. Enquanto empresas competem e isto é saudável, o próprio governo chama de “guerra fiscal” a disputa de estados por investimentos produtivos. O grande atrativo do federalismo é justamente a competição entre diferentes estados. O voto com o pé é o mais poderoso de todos. Cada indivíduo pode, então, escolher onde morar. A descentralização de poder fará com que existam alternativas distintas para cada gosto, e o governo perdulário e ineficiente terá um esvaziamento populacional.
O federalismo não existe no Brasil, um país em que tudo vem de cima para baixo, com Brasília ditando todas as regras, tratando os cidadãos como mentecaptos incapazes de assumir as rédeas de suas próprias vidas. Até quando vamos tolerar este abuso?

segunda-feira, abril 26, 2010

Conversas Cruzadas Parte 4 - Serra ou Dilma?

Último trecho de minha participação no Conversas Cruzadas durante o XXIII Forum da Liberdade, em Porto Alegre. Nesta parte, comento porque a escolha entre Dilma ou Serra é uma "escolha de Sofia", e explico porque pretendo tomar um Engov e optar pelo mal menor, o PSDB.

Conversas Cruzadas Parte 3 - BNDES

Terceiro trecho de minha participação no programa Conversas Cruzadas durante o XXIII Forum da Liberdade, em Porto Alegre. Nesta parte, comento sobre o BNDES, ou Bolsa-Empresa, mostrando como a esquerda defende um modelo "desenvolvimentista" que acaba favorecendo apenas as grandes empresas à custa do povo.

Conversas Cruzadas Parte 2 - Liberalismo e Crise

Segundo trecho do Conversas Cruzadas durante o XXIII Forum da Liberdade, em Porto Alegre. Nesta parte eu comento sobre o liberalismo e a atual crise mundial.

quinta-feira, abril 22, 2010

A Máfia



Uma imagem vale mais que mil palavras. Eis a foto de uma máfia, uma gangue criminosa que tomou o poder na América Latina. É isso que queremos para o Brasil?

Uma nova "Pequena Era do Gelo"

O Globo

Um estudo publicado pela revista "Environmental Research Letters" mostra que a força do inverno recém-terminado, onde as temperaturas chegaram a 22 graus Celsius negativos no norte do continente, deve repetir-se com mais frequência nas próximas décadas, trazendo de volta um frio visto pela última vez há 300 anos. Os pesquisadores da Universidade de Reading, no Reino Unido, chegaram a esta conclusão após relacionarem dados meteorológicos registrados na estação com medições de mais de 300 anos atrás. Hoje, assim como no século XVII, o planeta vive um período de baixa atividade solar, o que influencia a chegada das correntes de ar que amenizam o frio europeu.

- Para os padrões recentes, tivemos um inverno que pode ser considerado muito rigoroso - avalia Mike Lockwood, coautor do estudo. - Gostaríamos de saber se este foi um episódio isolado ou se existe algum respaldo estatístico.

Para dissipar a dúvida, a equipe de Lockwood recorreu ao Central England Temperature - que, com 351 anos de medições, é o banco de dados meteorológicos mais antigo do mundo. Seu histórico abrange um período conhecido como Pequena Era do Gelo, que ocupou metade do século XVII. Logo depois, houve um lento processo de aquecimento natural, encerrado apenas 300 anos depois.

Os estudos da atividade solar mostram que ela tende a crescer vagarosamente por até três séculos, e depois decair rapidamente nos 100 anos seguintes. A queda atual começou em 1985. Para Lockwood, já chegamos na metade do caminho de uma nova Era do Gelo, o que nos permite comparar as temperaturas recentes com os registros históricos. [...]

Comentário: Que mudança rápida! Agora já tem cada vez mais cientistas falando em... ESFRIAMENTO GLOBAL! Como ficam os mais fanáticos membros da seita ambientalista, ou melhor, eco-terrorista? E o aquecimento global? Derreteu? Tanto pânico incutido nos leigos, tantos recursos desviados, tanto poder concentrado por conta da "ameaça iminente" do aquecimento, e agora o risco é uma nova "era do gelo"? Mas os oportunistas sempre podem sair pela tangente. Podem falar em "mudanças climáticas", o que incluiria tudo. Ou seja, o esfriamento global é resultado... do aquecimento global. Entendeu?

terça-feira, abril 20, 2010

Companheira Estella - 10 mil visitas!



Gostaria de compartilhar com os leitores do blog que meu vídeo caseiro onde comento sobre o passado guerrilheiro de Dilma ultrapassou a marca de 10 mil visitas no YouTube. Cada um deve fazer sua parte, divulgando mais informações sobre esta quadrilha no poder. A luta pela liberdade continua!

segunda-feira, abril 19, 2010

A Morte da Constituição



Rodrigo Constantino

A Constituição está morta. Eis a constatação que Thomas Woods e Kevin Gutzman fazem em Who Killed the Constitution?. No livro, os autores defendem a tese de que o óbito da Magna Carta americana se deu faz tempo, obra de décadas de ataques de todos os partidos, de esquerda e direita, com o apoio muitas vezes dos próprios juízes da Suprema Corte, que deveriam ser os guardiões da Lei maior.

A idéia de uma Constituição limitando os poderes do governo, de forma clara, com pesos e contrapesos estabelecidos, é uma idéia liberal e instigante. Os “pais fundadores” dos Estados Unidos, munidos com os ideais iluministas, defensores da liberdade individual, criaram a Constituição para amarrar as mãos dos governantes, restringindo seu poder. Um governo de leis, conhecidas ex ante por todos, ao invés de um governo arbitrário e ilimitado de homens, sujeitos às paixões humanas: uma meta e tanto. A descentralização do poder, por meio de um casamento de estados independentes, e não uma fusão nacionalista que concentrasse muito poder na esfera federal, eis o plano dos fundadores da nação. Algo deu errado com o passar do tempo.

As boas intenções e o foco no curto prazo, aliados ao fato de que a tendência natural de quem está no poder é sempre desejar mais poder, fizeram com que cada governo americano fosse concentrando poder, a despeito das intenções presentes na Constituição. Presidentes foram passando por cima da lei, e juízes da Suprema Corte foram muitas vezes cúmplices neste atentado contra a Constituição. O livro estuda doze casos específicos que teriam marcado, ao decorrer dos anos, a gradual morte do ideal constitucional dos “pais fundadores”. Mas muitos outros casos existem.

Cada cidadão deveria ser livre para fazer tudo aquilo que não estivesse proibido na lei, e cada governante deveria fazer somente aquilo explícito na lei.* Uma elasticidade infinita nas interpretações, entretanto, foi cedendo cada vez mais arbitrariedade ao governo, e limitando concomitantemente as liberdades individuais. Como era de se esperar, as guerras e crises foram os grandes aliados do governo central, sempre aproveitando este momento e expandindo seus tentáculos à revelia das leis. Espionagem, tortura, declaração de guerra sem aprovação do Congresso, confisco de ouro, censura, decretos-lei, inúmeros atos e medidas do governo federal que fariam os autores da Constituição ter calafrios, e tudo feito com o respaldo da Suprema Corte, ainda que claramente inconstitucional.

O grande benefício de um governo restrito pela Constituição está no longo prazo: a garantia da liberdade. Em determinados momentos, pode parecer que a coisa “certa” a se fazer é uma medida inconstitucional, mas abrir este precedente é muito perigoso, pois cria uma arbitrariedade sem volta. Muitos defendem atos de governo claramente inconstitucionais com base na crença de que ele é desejável no momento, mas ignoram que amanhã poderá ser outro governante, com idéias opostas, no poder. É justamente o tamanho do poder que deve ser limitado. Quem o exerce deveria ser uma preocupação secundária.

A esquerda americana, por exemplo, lutou ao longo de décadas para aumentar os poderes do Executivo, mesmo desrespeitando a Constituição. Depois tiveram que aturar um presidente Bush sem os devidos freios constitucionais, abusando de forma escancarada do poder, como fez no Patriot Act. Como criticar seu governo com base no argumento da Constituição sem parecer hipócrita ou oportunista? Este é um grande desafio para uma esquerda que nunca ligou muito para o que dizia a Constituição na hora de pregar mais e mais governo na esfera social. Dois pesos e duas medidas, justamente o contrário de uma República solidamente calcada numa Constituição.

O grande problema é, na prática, preservar o poder descentralizado, assim como os pesos e contrapesos, uma vez que o governo será seu próprio juiz. Se o governo federal tiver um monopólio na interpretação da Constituição, ele vai naturalmente ler cada caso com um viés a seu favor. Os juízes da Suprema Corte, apontados pelos presidentes, ainda que aprovados necessariamente pelo Congresso, tendem a ir adotando a visão mais favorável ao governo central com o tempo. Atualmente, o presidente Obama terá que apontar um novo juiz, e já deu a entender que deve ser alguém com um foco voltado para o “social”. Onde foi parar a visão de que a função dos juízes da Suprema Corte é garantir a Constituição?

Tudo isso é bastante assustador para os defensores da liberdade individual. O poder tem sido cada vez mais concentrado no Executivo, passando por cima do Congresso e da própria Constituição. A arbitrariedade cada vez maior é digna de governos monárquicos, não de repúblicas liberais. E se isso é a realidade lamentável dos Estados Unidos atualmente, o que dizer da precária situação brasileira?

* Os primeiros presidentes americanos, como Thomas Jefferson, James Madison, James Monroe e Andrew Jackson, demonstravam uma preocupação com a constitucionalidade de suas medidas impensável nos dias de hoje. Mesmo defendendo uma determinada medida, como a construção de estradas federais, por exemplo, eles sabiam que seu desejo não era suficiente, nem mesmo o fato de a Constituição não lhes negar este direito. Bastava o fato de que nada na Constituição permitisse tal direito, de forma declarada, para que tais presidentes recuassem em seus planos, compreendendo que aquilo que não está explicitado como função do governo federal na Carta, não é sua função, e depende da aprovação do Congresso ou de emenda constitucional.

O Roto e o Esfarrapado



"Quero lançar um desafio ao atual governador. Sua casa comprada em Mangaratiba é lavagem de dinheiro. Me processe! Entre na Justiça e prove que você comprou com dinheiro de seu trabalho. Eu o estou desafiando. Venha!"

Eis o desafio de Garotinho a Sérgio Cabral. É o roto falando do esfarrapado, quando se trata de ética, de honestidade. Não por acaso Dilma tem tanta dificuldade em escolher qual dos dois apoiar... Mas, independente de quem faz o desafio, ele continua válido. Diga, governador Sérgio Cabral, de onde veio o dinheiro para comprar a mansão em Angra e os apartamentos na zona mais nobre do Rio?

A Escolha do MST



Rodrigo Constantino, revista Voto

“Um governo Serra, para nós, seria o pior dos mundos". Foi o que disse durante o “Abril Vermelho” o líder do MST, João Pedro Stédile, após o movimento ter anunciado e realizado a invasão de dezenas de propriedades privadas. Stédile disse ainda que não espera nenhum voto do MST para o candidato tucano. O MST parece ter feito sua escolha, e seu nome é Dilma. Faz todo sentido.

Não que o PSDB tenha uma postura abertamente contrária ao “movimento social” dos invasores e destruidores de propriedade; mas é que claramente o PT adota uma postura bem mais negligente – para não dizer conivente – com os criminosos do MST. Segundo o próprio presidente Lula, a relação entre o PT e o MST é como uma relação de pai para filho. O presidente literalmente veste o boné da entidade.

A linguagem que os líderes do MST entendem é a da violência, da ameaça, da coerção. Seu ideal de mundo é um retrocesso marxista que, na prática, entrega apenas favelas rurais na melhor das hipóteses, quando não um país destroçado na pior delas, como ocorreu no Zimbábue de Robert Mugabe. Aprisionados numa ideologia fracassada, seus líderes, sedentos por poder político, doutrinam uma legião de ignorantes, transformados em verdadeira massa de manobra oportunista do movimento. Trata-se da barbárie em ação, que nos remete aos sans-culottes na França, durante o Terror.

Quaisquer meios parecem justificados pelos seus “nobres” fins: invasão, destruição de laboratórios e plantações, cárcere privado e até mesmo assassinato. Basta um “julgamento popular” e ponto final. Como latifúndios improdutivos são coisa do passado, o MST adotou critérios mais elásticos para justificar suas invasões: plantar eucaliptos, por exemplo, não pode, uma vez que ninguém os come. Ninguém come minério de ferro também, e a Vale que se cuide!

Além disso, o governo Lula pretende adotar uma meta mínima de produtividade rural, sob o risco de cada proprietário ter suas terras confiscadas caso o índice não seja atingido. Em português mais claro, chama-se pilhagem, mas com a embalagem da lei tudo fica mais belo. Que ninguém se engane: o governo Lula é cúmplice do MST.

Intelectuais de esquerda reclamam de uma suposta “criminalização” do MST. Mas eu poderia jurar que quem criminaliza o movimento são seus próprios membros, que insistem em atos ilegais de vandalismo e invasão. O MST é um movimento criminoso em sua essência. O desrespeito às leis é total. O espantoso não é “criminalizar” um grupo de bandoleiros, mas sim o fato de que tais criminosos não só continuem livres, como façam anúncios de futuras invasões, sem que reação alguma da polícia seja vista. O grau de complacência com estes invasores é assustador, lembrando que a complacência de hoje acaba sendo paga com o sangue de amanhã.

O MST representa o embrião já bastante alimentado e crescido das FARB, na linha das FARC que tanta desgraça vem causando na Colômbia. Não é surpresa, então, que a simpatia do MST seja pelo PT, simpatia esta aparentemente recíproca. Afinal, o PT, entre o governo eleito da Colômbia e os narcoguerrilheiros das FARC, demonstra fortes inclinações em direção aos últimos. Eles são parceiros no Foro de São Paulo, sem falar do relacionamento próximo das FARC com Hugo Chávez, o caudilho venezuelano camarada do presidente Lula. Por falar em Chávez, este também já resolveu se meter nas eleições brasileiras e declarou sua preferência por Dilma, a candidata petista. Por que será?

Se o ditado popular “diga-me com quem andas que te direi quem és” ainda tem alguma validade neste país, então qualquer um com um pingo de respeito pela democracia, o Estado de Direito e o respeito à propriedade privada deveria ficar bastante alerta às “amizades” petistas. Quando não são elogios aos irmãos ditadores de Cuba, enquanto o corpo de um dissidente ainda esfriava após sua morte por greve de fome, é a afirmação de que há “excesso de democracia” na Venezuela, ou então a defesa do tirano do Irã, Ahmadinejad. O PT anda na pior companhia possível.

A melhor campanha para o PSDB é feita não por seus marqueteiros, mas sim pelos companheiros radicais do PT. Se Stédile e seu MST votam em Dilma, se Chávez votaria em Dilma caso fosse brasileiro, e se Ahmadinejad votaria em Dilma se fosse eleitor no país, parece claro qual candidato escolher nas próximas eleições: aquele que não desperta a simpatia do que há de pior na espécie humana.

sexta-feira, abril 16, 2010

Incentivos à Corrupção



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

Mais um escândalo de corrupção veio à tona na saúde pública. O chefe da Neurocirurgia do Salgado Filho foi indiciado com empresários por fraude na compra de materiais para o hospital municipal. Segundo a polícia, a propina do médico era de 15% a 25% do valor de cada nota fraudada. A polícia vai investigar se a fraude também acontece em outras unidades municipais, estaduais e federais. Alguém tem dúvida?

O setor público de saúde é conhecido pela quantidade de escândalos de corrupção. Em 2004, por exemplo, na Operação Vampiro, a máfia do sangue foi acusada de desvio de quase R$ 400 milhões do Ministério da Saúde.

Corrupto existe em todo lugar. O que se deve questionar, portanto, é a razão pela qual os corruptos costumam “fazer a festa” no setor público. O motivo parece óbvio: o mecanismo de incentivos é totalmente inadequado quando se trata de governo. Se empregados corruptos tentassem praticar desvios em hospitais privados, encontrariam muito mais obstáculos.

Para começo de conversa, o escrutínio dos sócios, que dependem da lucratividade de seu negócio, enquanto no governo existe apenas dinheiro da “viúva”. Se fraudes colocarem um hospital privado numa situação precária de caixa, ele irá à falência. Em contrapartida, um hospital público simplesmente demanda mais verbas públicas, por meio de impostos, ou então deixa a qualidade do serviço completamente abandonada. Afinal, ele não depende mesmo da satisfação dos clientes para sobreviver. O SUS que o diga!

Fica claro que quanto menos recursos passarem pelo setor público, melhor. No governo, os incentivos à corrupção são atraentes demais para os corruptos. Não é por acaso que todos eles adoram o governo!

As armadilhas da "contabilidade mental" para o investidor

Rodrigo Constantino, Jornal Valor Econômico

"Sempre pense no seu ponto de entrada como o fechamento da noite anterior." (Paul Tudor Jones)

Se alguém vai ao cinema e, no momento de comprar o ingresso percebe ter perdido o dinheiro que estava no bolso, provavelmente irá comprá-lo assim mesmo, usando alguma outra fonte (talvez pegando emprestado).

No entanto, se esta mesma pessoa já havia comprado o ingresso e descobre que o perdeu dificilmente irá comprá-lo uma segunda vez. Em ambos os casos o custo para ver o filme seria o mesmo: o dobro do normal. O que mudou de um caso para o outro, então?

Dinheiro não tem carimbo. Trata-se de um meio de troca válido para obter qualquer produto demandado. Todavia, no momento em que "carimbamos" aquele dinheiro, comprando algum ativo específico, realizamos uma espécie de "contabilidade mental", registrando a operação em um balancete no cérebro.

É justamente isso que ocorre quando o ingresso do cinema já foi comprado. Ao verificar que ele foi perdido, comprar um novo ingresso significaria registrar mentalmente o dobro do preço normal para aquele bem. O filme parece caro de repente.

Por outro lado, tendo perdido o dinheiro ainda não carimbado, a pessoa não associa que a compra do ingresso custa o dobro. Para ela, o dinheiro perdido servia para inúmeras coisas, e não necessariamente era o dinheiro do ingresso. Não havia ainda um registro contábil na mente.

Essa percepção foi chamada de "mental accounting" pelo economista de Chicago Richard Thaler, na tentativa de descrever o processo de categorizar e agrupar resultados econômicos em diferentes contas na mente.

A aplicação desse conceito pode ser útil no campo dos investimentos também. Muita gente compra ações e carimba aquele dinheiro, gravando na memória o preço pago pelo ativo. Com as oscilações de preço, o investidor então começa a analisar seu desempenho e tomar medidas sempre com base naquele preço antigo pago no momento da compra.

Essa postura pode ser bastante perigosa, principalmente em mercados com tendência de baixa. Quando o preço da ação começa a cair em queda livre, o investidor fica paralisado, e evita vender porque espera recuperar o prejuízo.

Ele está decidindo o que fazer com base na memória do preço de entrada, e não se concentrando no que deve ocorrer com o ativo em si. Entretanto, os mercados não ligam para o seu preço de compra. O racional não é fazer contas de quanto falta para recuperar as perdas passadas, e sim refletir sobre qual deve ser a tendência do ativo agora, independente dos seus registros contábeis.

O que importa não é o passado, mas o que está por vir. Saber reconhecer erros e realizar prejuízos é fundamental para a sobrevivência nos mercados. Tomar decisões emocionais, se negando a vender apenas porque isso significaria assumir um erro, pode ser o caminho mais rápido para a bancarrota. O ego não deve ficar acima da razão.

O preço pago pela ação é totalmente irrelevante para a decisão de quando vendê-la. Tal medida deve levar em conta apenas as expectativas em relação ao futuro da ação. Afinal, o dinheiro da compra das ações pode ter sido "carimbado" na memória, mas deve-se lembrar sempre que os ativos podem ser transformados novamente em dinheiro "sem carimbo" a qualquer momento, principalmente em se tratando de ativos com alta liquidez.

O apego emocional ao preço de entrada na ação deve ser evitado a todo custo. O preço de entrada é sempre o atual. E o relevante é para onde deve ir esse preço de agora em diante.

Para concluir, acrescento outro exemplo de "mental accounting" para reforçar a mensagem. Um jogador que ganha R$ 500 na roleta de um cassino tende a continuar jogando e colocando o dinheiro todo no risco, mesmo que antes ele não estivesse disposto a arriscar a mesma quantia do próprio bolso.

Isso ocorre porque ele não considera esse dinheiro como sendo seu ainda. Não houve um registro mental, pois ele está usando apenas seu lucro em fichas. Acontece que o lucro não realizado poderia ser transformado a qualquer momento em dinheiro.

Na prática, o resultado objetivo é exatamente o mesmo, ainda que o jogador possa se sentir diferente. O mesmo ocorre com todos os investidores que não sentem estar perdendo dinheiro na baixa apenas porque estão entregando lucros "não realizados". Um mecanismo razoável de proteção contra este auto-engano pode ser uma constante marcação a mercado dos ativos. Nunca é demais repetir: não importa o preço de antes; apenas o esperado para o futuro. O que passou, passou!

quarta-feira, abril 14, 2010

As Barreiras do Sindicalismo

Rodrigo Constantino, O GLOBO

“O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar.” (Hayek)

A economia de mercado pode ser descrita também como a democracia dos consumidores. Os empresários não determinam o que deve ser produzido independente da demanda; eles estão sujeitos à soberania dos clientes. São esses que, em última instância, decidem quais produtos serão os vencedores.
A suposta frieza da busca pelo lucro no livre mercado costuma incomodar muitas pessoas. Mas o que se ignora é que justamente isso garante a supremacia dos consumidores. Os empresários são forçados a oferecer os melhores produtos pelos menores preços. Por isso eles são levados a pagar o salário de mercado, ou seja, aquele sujeito às leis da oferta e procura. Se uma empresa é forçada a reduzir a jornada de trabalho sem reduzir os salários, com uma produtividade constante, ela perderá competitividade e poderá ir à falência.
Os consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo mesmo produto, só porque alguns sindicalistas desejam mais tempo livre. Os próprios sindicalistas nunca aceitariam o mesmo argumento na compra dos produtos que consomem. O sindicalista enquanto consumidor não questiona se o item demandado foi produzido por empregados que trabalham 40 ou 45 horas semanais. Ele quer o melhor produto pelo menor preço. E, quando ele exerce essa escolha, ele está definindo como o empregador deve agir, sempre mantendo o menor custo possível.
Uma característica comum à mentalidade sindicalista é o foco no curto prazo: há um lucro que poderia ser dividido de forma mais igualitária. A função do empresário é vista como sem valor, uma exploração. O sindicalista ignora completamente o fato de que as condições de mercado estão sempre mudando, e que decisões fundamentais, que podem selar o destino da empresa, precisam ser tomadas diariamente. Trata-se de uma visão estacionária: ignora os problemas essenciais do empreendedorismo sob um processo dinâmico que é o mercado.
A essência das políticas sindicais é sempre garantir privilégios para um grupo minoritário à custa da maioria. O resultado acaba sendo a redução do bem-estar geral. Os sindicatos tentam criar barreiras contra a competição entre trabalhadores, garantindo vantagens para aqueles já empregados e filiados aos poderosos sindicatos. Quando obstáculos são erguidos, como o salário mínimo ou as restrições de horas trabalhadas, o que os sindicatos fazem é dificultar a entrada de novos trabalhadores no mercado. O resultado prático é mais desemprego e informalidade, assim como preços maiores para os consumidores.
A melhor garantia que os trabalhadores têm para mudar de vida está no livre mercado. Com o foco nos consumidores, os empresários terão que investir em tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho, permitindo maiores salários. Por isso os trabalhadores de países mais livres, com maior flexibilidade trabalhista e menores encargos, desfrutam de condições bem melhores que aquelas encontradas em países mais intervencionistas. Basta comparar Austrália, Estados Unidos e Dinamarca com o próprio Brasil, ou então a Inglaterra antes e depois de Thatcher que, corajosamente, enfrentou a máfia sindical.
Não adianta achar que imposições legais vão melhorar a vida dos trabalhadores. A solução não está no decreto estatal ou na pressão sindical, mas sim no próprio progresso capitalista. Foi ele que permitiu o acesso dos trabalhadores a maiores salários e diversos produtos que aumentaram o conforto de maneira impensável no passado.

XXIII Fórum da Liberdade



O XXIII Fórum da Liberdade foi um verdadeiro sucesso do ponto de vista dos liberais. Depois comento com mais calma, e assim que eu tiver os vídeos em mãos, publico no YouTube. Participei do programa Conversas Cruzadas novamente, na TVcom, e tão logo consiga os vídeos, eles também vão para o YouTube. À medida que achar matérias sobre minha participação no evento, colocarei no blog também. Seguem algumas delas: no Terra, no Jornal do Commercio, Correio do Povo, Zero Hora. De fato, digamos que foi um verdadeiro massacre liberal, deixando o "colega socialista" sem rumo.

sexta-feira, abril 09, 2010

Civilização e Barbárie



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

Nos dias 12 e 13 de abril se realizará em Caracas a reunião da Quinta Internacional Socialista, proposta pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. A iniciativa tem como objetivo reagrupar forças da esquerda do mundo todo, na esperança de que o socialismo é possível. A Venezuela representa o novo ícone do “socialismo do século 21”, que nada mais é do que o velho socialismo requentado. As receitas continuam as mesmas – concentração de poder no Estado – e os resultados também: muita miséria e escravidão.

Concomitantemente, nos mesmos dias ocorrerá em Porto Alegre o XXIII Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais. Trata-se de um evento com excelentes debates e palestras, além de pluralidade de idéias, já que esquerdistas também são convidados para expor seus pontos de vista. A pluralidade tão propagada pela esquerda e tão pouco respeitada de fato por ela é um importante pilar liberal, justamente porque os liberais acreditam no diálogo e no poder de seus argumentos, dispensando a tática da violência.

De um lado, as FARC terroristas, que seqüestram e fazem tráfico de drogas em nome da causa; do outro, intelectuais defendendo o direito de propriedade privada. De um lado, os bandoleiros do MST, que depositam na invasão e depredação suas armas de “persuasão”; do outro, empresários demonstrando como geram riqueza e empregos com suas iniciativas ousadas. De um lado, governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada dia; do outro, jornalistas que colocam a liberdade de expressão como um princípio inegociável. De um lado, o mercantilismo da ALBA; do outro, a defesa do livre comércio. De um lado, parasitas do esforço alheio; do outro, produtores do progresso capitalista, que vem retirando milhões de seres humanos da miséria.

Em suma, de um lado temos a barbárie representada pelos socialistas, que mudaram um pouco a roupa, mas mantiveram a essência; do outro, a civilização, representada pelos liberais defensores de uma economia de mercado e um Estado de direito, com igualdade de todos perante as mesmas leis.

quinta-feira, abril 08, 2010

Dilma e Garotinho: só love



"Cariocas, recortem esta foto. Guardem. Os que querem emagrecer podem até colar na porta da geladeira, porque dá engulhos e tira o apetite. Mas, sobretudo, lembrem-se dela no dia das eleições. É isso que dona Dilma acha que o Rio merece." (Cora Ronai)

Sem mais.

Lula "solidário" com Cuba

No seu programa "Café com Presidente", o presidente Lula explica que pretende ser "solidário" com o regime cubano. Não obstante o absurdo de ajudar uma cruel e assassina ditadura, resta perguntar: solidariedade não é algo voluntário, feito com nosso próprio sacrifício? O presidente Lula acredita em solidariedade com o sacrifício alheio; pensa que pode usar os NOSSOS recursos, obtidos pelos impostos, para os SEUS fins nefastos. O presidente Lula acredita ser o DONO do Estado...

terça-feira, abril 06, 2010

Plano Nacional de Doutrinação



Rodrigo Constantino

“Eu nunca deixei a escola interferir na minha educação.” (Mark Twain)

Cerca de três mil pessoas reunidas na I Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, aprovaram proposta defendendo que “o Estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”. A reivindicação deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE), documento com as principais políticas públicas educacionais dos próximos dez anos.

A idéia dos sindicalistas, professores e representantes de organizações “sociais” é interpretar legalmente a educação como um bem público, cuja oferta pela iniciativa privada deve se dar por meio de concessão. Na prática, trata-se de um controle ainda maior do Estado sobre a vida privada, ferindo inclusive a Constituição, que prevê a livre iniciativa no setor. Os empresários do setor seriam reféns do governo. Os sindicalistas acreditam que o foco na lucratividade afeta a qualidade do ensino. Talvez por isso o ensino público tenha qualidade tão excelente!

Quando a educação é uma concessão pública, surge um evidente problema: qual será a educação oficial do governo? Parece óbvio que este modelo irá incentivar todo tipo de disputa e briga entre grupos de interesse, cada um tentando vencer o “jogo democrático” para impor a sua visão de mundo. Deve a educação pública ter inclinação tradicional ou construtivista? Deve ela ter cunho religioso ou secular? Deve ela adotar a ideologia socialista ou liberal? Quais matérias merecem maior destaque na grade curricular? A uniformização do ensino público irá limitar as alternativas através do domínio de certas características. O burocrata não conta com os incentivos adequados para satisfazer os consumidores, e toda burocracia acaba optando por regras uniformes para evitar transtornos.

Ao contrário disso, o livre mercado é notório por atender todo tipo de demanda. Quanto mais pública for a educação escolar, mais uniforme ela tende a ser, ofuscando as necessidades e desejos das minorias. Basta lembrar que jornais e revistas são um importante aspecto da educação, e existem todos os tipos de linha editorial nesse setor (não por acaso, essas mesmas pessoas que defendem maior controle estatal na educação querem o tal “controle social” da imprensa, censurando a liberdade de expressão). Abolindo a escola pública, o mesmo aconteceria na área de ensino escolar, com um mercado livre fornecendo enorme variedade para os clientes. Caveat Emptor!

A educação, como os demais bens, deve ser ofertada num ambiente de livre concorrência. Quanto menos intervenção estatal, melhor. Cabe aos consumidores decidir o que presta ou não, separar o joio do trigo. A mentalidade arrogante dos burocratas e sindicalistas é a verdadeira inimiga do progresso educacional. Imbuídos da crença de que somente eles sabem qual a melhor forma de educar o povo, eles desejam controlar nos mínimos detalhes a “qualidade” do ensino. Na prática, tudo aquilo que for contra a visão uniforme e medíocre dessa gente “politicamente correta” será visto como inadequado, ainda que exista demanda por parte dos pais. Quem sabe como educar melhor seus filhos: os próprios pais, ou os sindicalistas, políticos e membros de “movimentos sociais”?

Aceitar estas mudanças propostas no Conae significa aproximar o modelo educacional brasileiro do modelo cubano. Na ilha-presídio, feudo particular dos irmãos Castro, a “educação” é vista como bem público, e o Estado manda e desmanda no setor. Os inocentes úteis comemoram: acham que a educação cubana é excelente. Na verdade, existe apenas doutrinação ideológica, e as vítimas do comunismo precisam repetir como o regime é maravilhoso, ainda que os olhos mostrem uma realidade totalmente oposta. Os cubanos aprendem a ler, mas não são livres para escolher sua leitura. E, como disse Mário Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler, mas não lê.

O ideal de um típico sindicalista é que todos sejam como ele, “educados” para repetir como o governo é fantástico e o livre mercado é um demônio. O maior risco, caso essa mentalidade autoritária e arrogante predomine, é seu filho ser “educado” para se tornar um desses sindicalistas, eleitor do PT. Já pensou numa coisa dessas?!

quinta-feira, abril 01, 2010

1º de Abril: Dilma's Day



No famoso "dia da mentira", a homenageada do blog não poderia ser outra: Dilma "Stalin" Rousseff. Quando se trata da arte de mentir, Dilma é praticamente imbatível. Também, ela teve aula com ninguém menos que "o cara", o mestre da mentira, o melhor ator do país, quiçá do mundo, nosso presidente Lulla. Feliz Dia da Dilma a todos os leitores!

"Sou doutora pela Unicamp"

"Não era um dossiê. Era um banco de dados sobre o governo anterior"

"Encontrei com a secretária da Receita várias vezes e com outras pessoas junto em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere eu não tive”

"Não haverá apagão"

A lista é longa...