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quinta-feira, julho 11, 2013

Vargas Llosa x Chico Buarque

Rodrigo Constantino

Não é ruim que os maiores privilegiados pela liberdade critiquem as sociedades abertas, nas quais há muitas coisas criticáveis; é ruim que o façam tomando o partido de quem quer destruí-las e substituí-las por regimes autoritários como a Venezuela ou Cuba. A traição de muitos artistas e intelectuais aos ideais democráticos não é a princípios abstratos, mas a bilhões de pessoas de carne e osso que, nas ditaduras, resistem e lutam para alcançar a liberdade. O mais triste, porém, é que essa traição às vítimas não corresponde a princípios e convicções, mas ao oportunismo profissional e a poses, gestos e atrevimentos de circunstância. Muitos artistas e intelectuais de nosso tempo tornaram-se muito baratos.

Mario Vargas Llosa, em trecho de A Civilização do Espetáculo, falando de um fenômeno infelizmente bastante comum hoje em dia. O que Chico Buarque acha disso? E Luis Fernando Verissimo? E Benicio del Toro? Para não dizer que é apenas latino-americano o problema, o que Sean Penn tem a dizer? Oliver Stone? Danny Glover? Enfim, precisamos concordar com Vargas Llosa nisso: essa gente se vendeu por migalhas. 

Mas há mais coisa por trás do fenômeno. Aguardem, ainda este ano, meu novo livro Esquerda Caviar, que será lançado em novembro pela editora Record. 

sexta-feira, julho 05, 2013

Cotas raciais no Maracanã?

Fonte: Folha
Rodrigo Constantino

Deu na FolhaEm uma entrevista coletiva que tinha como objetivo divulgar o lançamento de sua biografia, "Gilberto Bem Perto", mas que acabou enveredando para assuntos variados, o cantor Gilberto Gil criticou, na tarde desta quinta-feira, em Paraty (RJ), a falta de acesso da população negra e pobre às partidas da Copa das Confederações e da Copa-2014, no Brasil, por conta do alto preço dos ingressos.
"Tem de haver uma mobilização autopromovida pelas favelas, pelas periferias, para suprir a carência que esses grandes eventos globais acabam impondo ao Brasil, que é a filtragem pelo preço dos ingressos", disse o ex-ministro da Cultura, que afirmou ter ido ao Maracanã no último domingo, para a final entre Brasil e Espanha.
"Fiquei na tribuna de honra, ao lado do [Joseph] Blatter [presidente da Fifa], do Zagallo, Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor. Quando cheguei em casa, vi pela TV que o lugar onde os jogadores correram para abraçar a torcida não tinha o matiz racial brasileiro, era esbranquiçado. Isso no Maracanã, onde as pessoas da Mangueira costumavam descer para ver os jogos."

Comento: Era só o que faltava! Cotas raciais para jogos! Gilberto Gil está fazendo coro a Frei David Santos, da Educafro, que, segundo Ancelmo Gois, tem demandado a mesma coisa da Fifa. Essa gente não vai descansar enquanto não criar um Brasil totalmente segregado, com "negros" (lembrem-se sempre de que 40% da população é parda, mestiça, recusa o rótulo purista de "raça") de um lado, e brancos do outro. 

O que o país precisa é oferecer melhores condições para todos, independente da cor da pele. E isso não será por meio de mais intervenção estatal, com criação de privilégios na canetada, e sim por reformas liberais que permitam mais prosperidade econômica. 

Por fim, Gilberto Gil deveria convencer seu camarada Chico Buarque a reduzir os preços dos ingressos para seus shows, pois nesse momento, os artistas de esquerda parecem esquecer o discurso bonitinho para a platéia, e mergulhar nessa coisa "terrível" chamada lucro. Será que Gil vai reclamar do show do colega ter muito "branco de elite", e ninguém das favelas e periferias?

terça-feira, maio 14, 2013

Mais Lobão e menos Chico Buarque


Rodrigo Constantino, O GLOBO

“A bundamolice comportamental, a flacidez filosófica e a mediocridade nacionalista se espraiam hegemônicas. Todo mundo aqui almeja ser funcionário público, militante de partido, intelectual subvencionado pelo governo ou celebridade de televisão, amigo”. É o músico Lobão com livro novo na área. Trata-se de “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, e sua metralhadora giratória não poupa quase ninguém.

Polêmico, sim. Irreverente, sem dúvida. Mas necessário. As críticas de Lobão merecem ser debatidas com atenção e, de preferência, isenção. O próprio cantor sabia que a patrulha de esquerda viria com tudo. Não deu outra: fizeram o que sabem fazer, que é desqualificar o mensageiro com ataques pessoais chulos, com rótulos como “reacionário” ou “roqueiro decadente”. Fogem do debate.


Leia mais no GLOBO.

quinta-feira, junho 21, 2012

Verissimo, o cara-de-pau

O Verissimo é tão cara-de-pau, mas tão cara-de-pau, que mesmo quando ele finge estar criticando o Lula, ele está na verdade o bajulando. No artigo de hoje, ele escreve: "No acordo com Maluf trocou-se uma história e uma coerência por um minuto e pouco a mais de espaço para o candidato do PT na TV. Ó Lula!" 

Como assim uma história e uma coerência? Qual história? A do líder sindicalista sempre disposto a tudo pelo poder? Qual coerência? A de nunca ter princípios quando se trata de subir e ficar no poder? Por que Verissimo não lembra do Sarney, do Jader Barbalho, do Collor? Isso não havia manchado já a história de Lula? E a amizade com o mais velho e cruel ditador da América Latina, Fidel Castro, ou El Coma Andante, até hoje reverenciado pelo ex-metalúrgico? Isso não tem problema? A adulação aos ditadores africanos, ao Ahmadinejad, isso tudo faz parte dessa "linda" história? 

Não custa lembrar que Maluf e Marta Suplicy já tinham firmado acordo no passado. Logo, a grande novidade não é o acordo entre PT e Maluf, e sim a foto. A imagem que vale mais do que mil palavras! A própria Erundina condenou a foto, não a parceria em si. Que grande coerência ética!

Verissimo, você é um grande cara-de-pau! Difícil é saber quem vale menos: Verissimo ou Chico Buarque!

Outros comentários sobre Verissimo: