Deu no Financial Times: Employers attack Italy’s labour reforms
Alguns trechos da reportagem:
Italy’s leading industrialists and employers have slammed Mario Monti’s revised labour market reforms as inadequate and counterproductive after initial plans were watered down to appease trade unions and the centre-left Democratic party.
“The text is very bad,” Emma Marcegaglia, head of the Confindustria employers association, told the Financial Times on Thursday. “It is not what we agreed,” she added, referring to more than two months of talks that culminated in the government’s initial proposals in late March.
[...]
But subsequent reform efforts, including liberalisation of the services sector, were disappointing. “On cuts in public spending, we have seen nothing so far,” she added.
Comentário: Como tenho dito faz tempo, não será fácil este doloroso encontro das cigarras europeias com a dura realidade! A Itália, uma espécie de Brasil da Europa, não faz reformas há anos. Sua economia vem perdendo competitividade a cada dia. As leis trabalhistas são absurdamente benevolentes e irrealistas. No passado, até assassinato a quem pregava mudanças ocorreu. Não é fácil mexer nas máfias sindicais. São poderosas demais. Tampouco é fácil reduzir os gastos públicos. Os marajás não largam o osso facilmente. Porém, a crise se impõe sobre os sonhos dos esquerdistas. A brincadeira acabou. É hora de acordar, e trabalhar! Resta saber se vão fazer isso a tempo de salvar o país, ou se terão de caminhar ainda mais na direção da Grécia e de Portugal antes de caírem na real.
Idéias de um livre pensador sem medo da polêmica ou da patrulha dos "politicamente corretos".
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quinta-feira, abril 05, 2012
sexta-feira, março 30, 2012
O encontro das cigarras com a realidade
Deu no G1: Espanha faz greve geral contra reformas trabalhistas
Diz a reportagem:
"A Espanha enfrenta nesta quinta-feira (29) uma greve geral de 24 horas contra as reformas trabalhistas propostas pelo governo. Os sindicatos espanhóis destacam a adesão “em massa”. Segundo informações das agências de notícias, trabalhadores fazem piquetes em frente às empresas.
Grupos sindicalistas foram às ruas e protestaram em frente as empresas e às estações de transporte público. De acordo com informações do governo espanhol, 33 pessoas foram detidas e cinco policiais ficaram feridos em incidentes menores."
No começo de 2010, escrevi para a revista VOTO um artigo sobre este inevitável encontro das cigarras europeias com a realidade. Nele, eu alertei:
Há, entretanto, um grave problema na equação: convencer esse povo, agora já acostumado, a abrir mão dos privilégios insustentáveis. Muitos já ameaçam ou até fazem greves gerais, mostrando que não aceitarão, sem luta, regressar à realidade, largar o osso oferecido pelo governo no passado. A cigarra, mesmo doente, não deseja abrir os olhos e verificar que aquela dolce vita não existe mais. Ela irá relutar até o final. Só que as formigas cansaram de bancar a farra da cigarra. Até quando ela conseguirá cantar assim?
Diz a reportagem:
"A Espanha enfrenta nesta quinta-feira (29) uma greve geral de 24 horas contra as reformas trabalhistas propostas pelo governo. Os sindicatos espanhóis destacam a adesão “em massa”. Segundo informações das agências de notícias, trabalhadores fazem piquetes em frente às empresas.
Grupos sindicalistas foram às ruas e protestaram em frente as empresas e às estações de transporte público. De acordo com informações do governo espanhol, 33 pessoas foram detidas e cinco policiais ficaram feridos em incidentes menores."
No começo de 2010, escrevi para a revista VOTO um artigo sobre este inevitável encontro das cigarras europeias com a realidade. Nele, eu alertei:
Há, entretanto, um grave problema na equação: convencer esse povo, agora já acostumado, a abrir mão dos privilégios insustentáveis. Muitos já ameaçam ou até fazem greves gerais, mostrando que não aceitarão, sem luta, regressar à realidade, largar o osso oferecido pelo governo no passado. A cigarra, mesmo doente, não deseja abrir os olhos e verificar que aquela dolce vita não existe mais. Ela irá relutar até o final. Só que as formigas cansaram de bancar a farra da cigarra. Até quando ela conseguirá cantar assim?
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