terça-feira, junho 12, 2012

Falta coragem


Rodrigo Constantino, O GLOBO

“Nada é mais temido por um covarde do que a liberdade do pensamento.” (Luiz Felipe Pondé)

Não sei quanto ao leitor, mas eu confesso estar cansado da ditadura velada do politicamente correto. A impressão que fica é que um bando de “almas sensíveis” tomou o poder e deseja impor aos outros seu estilo acovardado de vida.
O reflexo disso é este estado-babá que vemos diariamente avançar sobre nossas liberdades, com os aplausos de uma gente medrosa e insegura.
Exemplos não faltam. A começar pelo ícone máximo desta tirania: Anvisa. Seus burocratas cismaram que têm o direito de cuidar de cada um de nós como se fôssemos mentecaptos indefesos. Os “iluminados” agentes da Anvisa vão impor dieta saudável, eliminar as substâncias perigosas, controlar a exposição ao sol, enfim, serão como nossos pais, e nós seremos as crianças incapazes de decidir por conta própria como viver.
Mas seria injusto culpar apenas a Anvisa por tais evidentes excessos. Não. Estas medidas, cada vez mais autoritárias, recebem aprovação de muitos pais, gente que parece adorar a servidão voluntária, talvez com muito medo do que faria em liberdade.
O que se passa aqui? Será que estes adultos se sentem tão assombrados com a vida que precisam delegar ao governo o controle sobre tudo? Será que perderam a capacidade de assumir riscos e as rédeas de suas vidas? Por que fogem da responsabilidade (habilidade de resposta) como o diabo foge da cruz?
Um caso recente ilustra bem isso. Alguns pais buscaram o governo para proibir uma promoção do McLanche Feliz. Motivo: eles se sentiam “obrigados” a comprar aquela comida gordurosa porque seus filhos desejavam o brinquedo anexo. Como assim, obrigados? Será que estes pais nunca ouviram falar da palavra “não”? Será que não conseguem mais impor limites aos filhos? Que monstrinhos estes pais estão criando para o mundo?
Os sintomas desta doença moderna da covardia generalizada podem ser vistos em vários outros casos. Agora tudo é culpa do “bullying”, por exemplo. Se o psicopata entra na escola atirando a esmo, claro que a causa está no apelido que lhe deram na infância!
Tanta paranoia vai acabar eliminando um processo natural e até necessário de preparação para a vida, muitas vezes hostil e dura. Apelidos “ofensivos”, segregação voluntária (daquele chato que ninguém suporta), piadas engraçadas, nada disso pode mais. Resultado: um mundo de manés acostumados a gritar pelo “papai” estado no primeiro sinal de problema que surgir. Os pais vão ficar orgulhosos. Identificam-se bastante com esta postura.
Como Karl Kraus disse: “A força mais enérgica não chega perto da energia com que alguns defendem suas fraquezas”.
Outro caso claro está no uso abusivo de eufemismos. Favelas viram “comunidades”, pivetes viram “meninos de rua”, negros e mulatos são “afrodescendentes”, deficientes viram “pessoas especiais” e por aí vai. Vejo o dia em que todo anão será chamado de “verticalmente reduzido”.
Os mais jovens ficariam espantados ao ler artigos de polemistas como Paulo Francis ou Nelson Rodrigues. Como assim chamar as coisas pelos seus nomes? Isso era permitido naquela época? E olha que não faz tanto tempo assim, para dar o tom assustador do andar da carruagem...
Por falar nesses dois, que falta fazem! Colocavam os pingos nos is, sem ter que agradar a esta maioria facilmente ofendida. Lula, por exemplo, era chamado por Francis de semianalfabeto (o menor de seus defeitos). “Preconceito!” A patrulha atua em coro organizado, mas não refuta o fato em si. Não seria pós-conceito? As palavras perderam o sentido.
De mãos dadas aos politicamente corretos estão os eco-chatos, essa turma com “consciência ecológica” que vai salvar o planeta pedalando sua bike e fechando o chuveiro durante o banho. Mas ninguém pressiona o governo para resolver as graves falhas de saneamento básico que matam vários pobres todo ano.  Haja hipocrisia!
Muitos são apenas “melancias”: verdes por fora, mas vermelhos por dentro. No fundo, eles querem é atacar o capitalismo, desta vez por seu sucesso, ou seja, por criar riqueza demais.
Por falar em socialistas, a demanda por igualdade de resultados entre humanos diferentes talvez seja o maior indício de covardia que existe. Ignorar que uns são melhores que outros é a marca registrada dos covardes, que anseiam, como formigas, pela igualdade plena para fugir da própria mediocridade.
O historiador Paul Johnson, em “Os Heróis”, destaca a coragem dos independentes como a mais nobre qualidade individual. Como esta coragem está em falta no mundo moderno!

Obama's Real Spending Record


Vadi@ ou vadia?

Luiz Felipe Pondé, Folha de SP

Vadi@ ou vadia, eis que a questão. A primeira é de mentirinha, a segunda é pra valer.

Você me pergunta como pronunciar a palavra "vadi@"? A resposta é: não se pronuncia. A intenção no uso de "@" no lugar da vogal que designa o gênero de uma palavra é exatamente ser politicamente correto e emudecer a palavra. Coisa de fascista.

Pergunto-me: que mente brilhante teve tempo vazio o suficiente para pensar em algo tão sublimemente vazi@? Mas e "vadia"? Vadia, até ontem, era uma mulher fácil. Mas, agora, é um termo que designa um novo direito: aquele de vestir saia curta, mostrar os seios, e não ser objeto de violência sexual. Tem todo meu apoio. "Homem que é homem não bate."

No fundo, o novo uso da palavra "vadia" significa: "só gosto de apanhar de quem me dá tesão", como me disse, uma vez, mais ou menos assim, uma aluna, para definir o que era, para ela, uma mulher emancipada.

O movimento das vadias, nascido no Canadá, retoma a ideia de ser vadia de uma forma bem-humorada e, espero, sem incorrer no erro clássico do feminismo: deserotizar a mulher a fim de torná-la "cidadã".

Uma das coisas que me faz simpatizar com a "agenda das vadias" é sua estética, que a distancia da agenda careta e puritana do feminismo institucionalizado. O puritanismo feminista, que não entende nada de mulher, faz da mulher uma "camarada" vestida de homem em meio a um mundo brocha de tanta exigência de igualdade entre os sexos.

Pecado dá mais tesão do que a revolução sexual, esta brincadeirinha de menina de classe média.

Não existe "sexo correto", sexo é o lugar no qual nos perdemos, e por ser gostoso, sempre "metemos" os pés pelas mãos.

Aliás, o sentido ambíguo da palavra "metemos" nesta frase (num contexto sobre sexo) fala mais de sexo do que uma lei que diga que "sexo é dever do Estado e direito de todo cidadão" ou que "sexo é saudável e que devemos praticá-lo três vezes ao dia, segundo pesquisas em Harvard".

Como diria Freud, sendo irônico: "Penis normalis dosim repetatur" não resolve o problema da histérica. Veja, por exemplo, a literatura sadiana (do Marquês de Sade, autor do século 18, chamado de "divino" por quem provavelmente não faz sexo): existe coisa menos erótica do que sua histeria a favor do "sexo livre"? Sade cresce quando fala que a natureza é perversa e não quando fazem dele arauto da Revolução Francesa e sua breguice ideológica.

O risco maior é do movimento das vadias fazer da vadia uma vadi@ e com isso revelar nosso preconceito contra as verdadeiras vadias, mulheres que encantam o mundo com seu Eros intratável.

As verdadeiras vadias devoram homens porque em sendo promíscuas, entendem mais sobre a alma humana do que "padres, freiras e revolucionários", parentes muito próximos das feministas, e mais afins com a tendência de fazer do sexo um "direito de todo cidadão".

Quem diz coisas como "sexo é saudável" faz gargarejo e escova os dentes depois de fazer sexo oral.

Recomendo para quem quiser ser vadia pra valer e não vadi@, a trilogia de E.L. James, uma inglesa, "Fifty Shades", cujo primeiro volume, "Fifty Shades of Grey" (cinquenta tons de cinza) é best-seller absoluto no mundo de língua inglesa.

O livro narra o romance entre um homem de cerca de 30 anos, "macho alfa" (rico, bonito, seguro, inteligente) e uma mulher de cerca de 20 anos, também arrasadora. Surpresa: ele curte "sadomasô" light e ela se descobre apaixonada pela submissão sexual ao homem como jogo de prazer. Contra quem acusa seu livro de "machista", a autora diz que graças ao seu livro as mulheres estão conseguindo falar de sexo de novo depois de anos em silêncio devido à patrulha das "camaradas".

A diferença entre vadi@ e vadia é que enquanto a primeira geme de ressentimento porque é mulher, a segunda geme de tesão quando puxam seu cabelo. Depois, ela toma um banho e vai numa reunião de negócios sem que ninguém suspeite em qual secreta posição ela gosta de apanhar de quem lhe dá tesão.

Amanhã é Dia dos Namorados. Compre uma saia de vadia pra sua namorada. E não escove os dentes depois.

Eurocopa & eurocrises

JOÃO PEREIRA COUTINHO, Folha de SP

1. Sempre gostei da Eurocopa. O futebol é um pormenor. As minhas razões são políticas. Gosto da Eurocopa porque ela é a expressão tangível (e bem ruidosa) da diversidade nacional europeia que nenhuma construção federal será capaz de suprimir.

Dias atrás, a chanceler Angela Merkel declarou em entrevista: a solução para os problemas do euro passa por mais "integração" dos países da zona do euro. Tradução: é necessária uma estrutura política federal, ou aparentada, com a Alemanha no topo e a Europa transformada numa união semelhante aos Estados Unidos da América.

Angela Merkel, claro, não lê a imprensa portuguesa. Se lesse, veria o que escreveram a respeito do jogo Alemanha x Portugal (que os portugueses, injustamente, perderam por 1 a 0). A retórica antigermânica era violenta, o que se entende: o país está sob resgate financeiro internacional, com a bênção punitiva da Alemanha.

Por isso o jogo não foi um jogo. Antes, o ajuste de contas entre o servo e o capataz. Infelizmente, ganhou o capataz.

Mas as rivalidades que a Eurocopa oferece não são apenas explicadas por crises econômicas momentâneas. Existem também memórias históricas que persistem em retornar à superfície.

Jogos como Polônia x Rússia ou França x Inglaterra são evocações fantasmagóricas de lutas seculares que deixaram a sua pegada arqueológica. Quando essas equipes se voltarem a enfrentar na Eurocopa, não será apenas de futebol que a mídia irá falar.

Que lições ensina a competição? Uma lição simples: nos Estados Unidos, os New York Yankees podem ter uma rivalidade conhecida com os Boston Red Sox. Mas, quando a hora do jogo se aproxima, o estádio enche-se de americanos, não de "new yorkers" ou de "bostonians". E todos eles cantam o único hino que interessa -o hino de um país, forjado com o sangue da Guerra Civil.

Na Europa, não existe um único país; nem sequer, como pretendem os federalistas, diferentes "regiões" que podem fazer parte de um super

Estado com capital em Bruxelas.

O que existe são nações múltiplas que, na hora do confronto desportivo, regressam a um sentimento primordial de pertença: a uma língua, uma cultura, uma identidade. Nações que, mesmo em tempos de paz, conservam ainda na memória afinidades comuns -ou aversões mútuas.

Não é por acaso que um jogo entre Portugal x Inglaterra (dois velhos aliados) nunca tem a carga "bélica" de um Portugal x Espanha.

Nas páginas finais das suas memórias, Jean Monnet, um dos pais fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, semente da atual União Europeia, escrevia: "A soberania das nações do passado não consegue mais resolver os problemas do presente: não consegue mais garantir a essas nações o progresso e controle do seu futuro. A Comunidade [Europeia do Carvão e do Aço] é apenas um estágio rumo ao novo mundo do futuro".

Jean Monnet, manifestamente, nunca assistiu à Eurocopa.

2. A Espanha vai receber um empréstimo dos restantes países da zona do euro no valor de 100 bilhões de euros. Para recapitalizar o seu setor bancário exaurido. Tudo está bem quando acaba bem?

Longe disso. Um dos melhores estudos que li sobre a crise europeia pertence a Jay Shambaugh. Título: "The Euro's Three Crisis". Tese poderosa: a crise do euro é, na verdade, composta por três crises. Uma crise bancária, uma crise de endividamento e uma crise de crescimento. A Espanha tem as três em proporções avassaladoras. O que significa que resolver a primeira deixa as outras duas intactas.

Pior: de acordo com Jay Shambaugh, as três crises estão tão interligadas que mexer em apenas uma delas muitas vezes piora as restantes. A Irlanda tentou resolver a sua crise bancária -e agravou brutalmente a crise de endividamento. A Grécia tentou corrigir o endividamento com medidas de austeridade -e matou o crescimento.

Enfrentar a crise do euro, avisa Shambaugh, é enfrentar as três crises, não apenas usar remendos para uma delas.

Quem acredita que a Espanha resolve os seus problemas com 100 bilhões de euros para o setor bancário vai ter surpresas desagradáveis a curto prazo.

sexta-feira, junho 08, 2012

Not so expert

Buttonwood, The Economist

ASK enough people for advice, they say, and you will eventually find someone who will tell you what you want to hear. But the need for advice burns so strongly that people become blind to its quality. There is a remarkable tendency to trust experts, even when there is little evidence of their forecasting powers. In his book “Expert Political Judgment”, Philip Tetlock shows that political forecasters are worse than crude algorithms at predicting events. The more prominent the expert (ie, the more they were quoted by the news media), the worse their records tended to be. There is also an inverse relationship between the confidence of the individual forecaster and the accuracy of their predictions.

The remarkable tendency for individuals to rely on expert advice, even when the advice clearly has no useful component, was neatly illustrated in a recent academic paper* about an Asian experiment. Undergraduates in Thailand and Singapore were asked to place bets on five rounds of coin flips. The participants were told that the coins came from fellow students; that these would be changed during the process; that the coin-flipper would be changed every round; and that the flippers would be participants, not experimenters. Thus there was a high likelihood that the results would be random.

Taped to the desk of each participant were five envelopes, each predicting the outcome of the successive flips. Participants could pay to see the predictions in advance, but they saw them free after the coin toss had occurred.

When the initial prediction turned out to be correct, students were more willing to pay to see the next forecast. This tendency increased after two, three and four successful predictions. Furthermore, those who paid in advance for predictions placed bigger bets on subsequent coin tosses than those who did not.

Paying for financial advice might not seem quite as bizarre as paying for coin-toss predictions, but there are some similarities. Nobody can reliably forecast the short-term outlook for economies or stockmarkets; Warren Buffett, the world’s most successful long-term investor, thinks it is not worth trying to do so. But plenty of economists and strategists earn a good living doing just that. The average active-fund manager fails to beat the stockmarket index; no reliable way has been found for selecting above-average managers in advance. Yet investors are still willing to pay for the services of active managers.

The sheer complexity of modern financial markets and the torrent of information that is published each day are a boon to the providers of financial advice. Investors may feel that they simply do not have the time to analyse all the data, and they therefore need to rely on the advice of professionals. This is true even if they think the markets are a “rigged game” played for the benefit of insiders; it still makes sense for them to pay for an insider’s view.

There may be another, psychological, reason why investors want to pay for advice: the avoidance of regret. If you choose to put all your money into technology stocks on the back of your own research, and such stocks collapse, you only have yourself to blame. But if you have listened to the advice of an expert, then the decision is not your fault.

Some financial advice may be extremely useful. Many advisers steered their clients away from Bernie Madoff’s fraudulent funds. Investors also need to be made aware of the benefits of diversification and of the effect on their portfolios of tax rules and regulations. There is also evidence that market valuations revert to the mean over the long term, so pointing out when markets look historically cheap or dear can help.

The problem for the industry is that such advice will not be needed very often, and that limits the potential fees. So instead investors are bombarded with endless research on why stock A is better than stock B, why one currency is bound to outperform another and so on. Clients end up churning their portfolios, even though the costs erode their returns.

Perhaps the financial-advice industry survives because the idea that the future is unknowable is just unsatisfying. Some forecast—any forecast—is therefore comforting. Mr Tetlock suggests that “we believe in experts in the same way that our ancestors believe in oracles; we want to believe in a controllable world and we have a flawed understanding of the laws of chance.”

* “Why Do People Pay for Useless Advice? Implications of Gambler’s and Hot-Hand Fallacies in False-Expert Setting”, by Nattavudh Powdthavee and Yohanes Riyanto, Institute for the Study of Labour, May 2012.

Esse é o Hollande!


O homem responsável pelo governo socialista da segunda maior economia da zona do euro. Cada um tem o seu Lula, não é mesmo?





Aliás, soube que o filme Madagascar 3 descasca o modelo francês. Quando o avião cai no país, os macacos saem correndo enquanto os pinguins exigem que eles trabalhem no conserto da aeronave. Os macacos, bem adaptados ao clima político francês, alegam que lá eles desfrutam de direitos trabalhistas fartos, e que não precisam trabalhar "tanto" assim. Ainda não vi o filme, mas já gostei!

Eu me remexo muito! Eu me remexo muito! Já os franceses que votam em Hollande gostam mesmo é de sombra e água fresca, de preferência bancadas pelos outros...

quarta-feira, junho 06, 2012

Revolução moderna


Como se faz uma revolução moderna, sob a liderança dos petralhas:

Pai e mãe estão na sala assistindo novela.

Filho adolescente entra com cara de vilão interpretado pelo Vin Diesel. Diz:

- Pai, mãe. Hoje eu tomei uma decisão muito importante.

Com cara de sono, o pai pergunta:

- Que decisão?

- A partir de hoje vou ser dono da minha própria vida. Vou morar sozinho, quer vocês gostem ou não, chegou a hora de eu ter o meu canto, o meu espaço, cuidar das coisas do meu jeito, entrar e sair a hora que eu quiser, dormir com quem eu quiser, na hora que eu quiser, comer a hora que eu quiser, tomar banho a hora que eu quiser e lavar louça só se eu quiser. Vou morar sozinho. So-zi-nho.

Os pais se olham sem muito interesse e a mãe responde:

- Tudo bem, meu filho. A gente te apóia.

- Ótimo. Eu me adiantei e já deixei as coisas de vocês lá fora.

(autor desconhecido por mim)

terça-feira, junho 05, 2012

Bando de covardes!

Desabafo sobre a ditadura do politicamente correto, sobre a histeria com o "bullying", termo da moda, sobre o fascismo da Anvisa, enfim, sobre este bando de covardes que deseja delegar ao estado-babá o controle de nossas vidas. Deixem-nos em paz!


Milton Friedman e a Escola de Chicago

Invista menos de 10 minutos do seu precioso tempo para ver este excelente e didático vídeo sobre as principais ideias de Milton Friedman e da Escola de Chicago, por quem tenho profundo respeito. Que maravilha seria se o governo ficasse restrito a estas funções básicas!

Why This Slow Recovery Is Like No Recovery


By ROBERT J. BARRO, WSJ

Last week's dismal jobs report showed little change in payroll employment for May and a slight rise in the unemployment rate to 8.2%, thereby underscoring the weakness of the economic recovery. Although changes in payroll employment and the unemployment rate are important, the key gauge of recession and recovery is the growth rate of real gross domestic product, and that is where our core problems lie.

The average annual growth rate of U.S. GDP since 1948 has been 3.1%. In the recession starting in the third quarter of 2007 and ending in the second quarter of 2009, GDP fell by nearly 5%. But this decline is 10% when gauged relative to trend—that is, after factoring in normal growth. To make up for this shortfall, the subsequent recovery has to attain growth rates averaging above 3% for several years.

This is not an unreasonable expectation. For instance, the GDP growth rate averaged 4.3% per year from 1982 to 1989 following the deep recession of the early 1980s. Yet in the current "recovery," beginning in the second quarter of 2009, growth has averaged only 2.4% per year, and just 1.8% for the first quarter of 2012. This low growth means that the U.S. economy has actually been falling further and further behind the normal trend. Therefore, it is not a recovery at all.



Getty Images

The Obama administration likes to blame the country's weak economic performance on the Bush administration, Europe's debt crisis, Japan's tsunami and so on. President Obama's advisers are now saying they learned only gradually that the economy was in even worse shape than they had imagined in 2009. But even if this is so, it gets the signals backwards: A bigger recession predicts a stronger recovery (as has to be true for the economy to return to its trend line).

The pattern of strong recoveries following sharp downturns is clear when one examines the history of economic disasters. The worst depressions relate to wartime destruction, and the subsequent peacetime periods typically exhibit strong growth. Examples include the high post-World War II growth rates in Japan, Germany and much of Western Europe.

The pattern applies also to non-war depressions, including the Great Depression of the 1930s. U.S. GDP growth from 1933 to 1940—starting from the trough of the Depression and ending before the economy was heavily influenced by World War II—was a remarkable 7% per year, despite the 1937-38 recession.

A better argument can be made that recoveries are typically sluggish following a real-estate crash and prolonged declines in housing prices, as the U.S. has recently experienced. In a study of international housing crises published May 2 by Global Economics Weekly, Jose Ursua examines long-term house-price data for 11 countries, including the U.S. His sample included 65 housing busts, defined as falls in average house prices by at least 15%. The bottom line is that housing crises do impede subsequent recoveries.

However, the average GDP growth rate during the U.S. recovery since 2009 remains nearly 2% per year lower than would be expected, according to the Ursua study. That is, after factoring in the estimated impact of the typical housing bust, Mr. Ursua found that the U.S. growth rate since 2009 should have averaged a little over 4%, rather than the 2.4% we've experienced.

What's interfering with a real recovery? Perhaps the Obama administration should stop casting blame elsewhere and examine the policies it has implemented to ease the pain of recession and falling housing prices. (Some of those, to be fair, were initiated under the Bush administration.)

Consider the expansion of social-safety-net programs, including food stamps, unemployment insurance, Medicaid (prospectively) and housing and mortgage programs. In a study published last month by the National Bureau of Economic Research, University of Chicago economist Casey Mulligan observed that, because these programs were means-tested (falling or ending as income rises), expanding them raised the effective marginal tax rate on labor income.

Specifically, Mr. Mulligan estimates that the effective marginal tax rate for low-income households went from around 40% in 2007, before the recession started, to about 48% in 2009, at the start of the recovery. Thus, while these programs may be attractive from the standpoint of assisting poor families, they dilute incentives to work.

To achieve a real recovery, government policy should focus on individual incentives to work, produce and invest. Central here are tax rates and regulations, including especially clarity about future policies. In a successful policy package, the government would get its fiscal house in order and make meaningful long-term reforms to entitlement programs and the tax structure.

The Obama administration seems to think that individual incentives and serious fiscal reforms are of no great importance and policy should emphasize Keynesian-style demand stimulus (public works, prolonged benefits) along with bits of industrial policy (loans and grants to "green" energy companies). This approach has failed for three years.

Mr. Barro is a professor of economics at Harvard and a senior fellow of Stanford University's Hoover Institution.