Rodrigo Constantino
A crise gerada pelo vazamento de informações sigilosas de espionagem do governo americano se internacionalizou. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha convocou o embaixador norte-americano no país, Philip Murphy, para pedir esclarecimentos sobre alegações de que a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos EUA espionou instituições da União Europeia.
Abro aqui um parêntese: não vejo Edward Snowden, o ex-técnico da CIA responsável pelos vazamentos, como um herói libertário, ao contrário de muitos colegas. Claro que há efeitos positivos no que ele fez, mas nem por isso seus atos são defensáveis, já que, para liberais como eu, os fins nobres não justificam quaisquer meios. Isso sem falar que não costumo ter muita simpatia por "heróis da liberdade" cujo alvo prioritário é sempre o governo americano, e que depois ainda buscam refúgio nas piores ditaduras mundo afora. Fecho o parêntese.
O que eu queria falar aqui pode ser resumido em uma perguntinha básica: alguém consegue imaginar qual seria a reação em geral caso essas denúncias todas ocorressem durante o governo Bush? O governo americano usando os drones de forma compulsiva e sem controle ou transparência, a Associated Press sendo monitorada pelo governo, a Receita Federal (IRS) investigando opositores políticos com mais afinco, e espionagem envolvendo até a Europa? Sério, qual seria a reação das pessoas, da grande imprensa?
Posso imaginar Michael Moore com sua corpulenta presença diária na imprensa, alegando que vive sob a pior ditadura do mundo. Noam Chomsky diria que nem Hitler chegou tão longe. A CNN não falaria de outra coisa. Sean Penn viajaria até Cuba para abraçar Fidel Castro e apontar como deveria ser um regime verdadeiramente livre. Oliver Stone diria que a América tinha que ter perdido a Guerra Fria para o mundo poder viver com liberdade sob a União Soviética.
E não só por lá. Aqui, Arnaldo Jabor daria ataques histéricos semanalmente em suas colunas de jornal, e faria acusações terríveis na televisão. Todos ficariam chocados e não falariam de outra coisa: o governo americano sob Bush com esse histórico seria visto como a mais cruel e nefasta ditadura que o mundo já viu! Ninguém pode duvidar disso...
O fato de não ser nada parecida a reação quando é Obama no poder diz muito sobre a esquerda. Mostra como ela parte de um duplo padrão de julgamento, como ela apela para um salvo-conduto quando quem abusa do poder é "um dos seus". Sim, há críticas aqui e acolá, sem dúvida. Até porque Obama não pode mais ser reeleito, e a esquerda já prepara o terreno para outro - ou outra - messias, que virá "salvar a Pátria" e quiçá a humanidade.
A esquerda monopoliza os fins nobres, as virtudes, e quando alguém se mostra autoritário, corrupto, vendido ou incompetente, então ela ou fecha os olhos, ou pior!, diz que o governante em questão "aderiu à direita". A esquerda precisa permanecer pura. É uma tática pérfida, nojenta, asquerosa, mas que infelizmente ainda engana muitos inocentes úteis.
Observar a reação dessa gente diante dos escândalos do governo Obama é bastante instrutivo. Trata-se de um silêncio constrangedor se comparado ao que seriam os ataques raivosos no caso de um governo Republicano. Um peso, duas medidas. Essa é a marca registrada da esquerda. É lamentável...
Idéias de um livre pensador sem medo da polêmica ou da patrulha dos "politicamente corretos".
Mostrando postagens com marcador Bush. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bush. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, julho 01, 2013
terça-feira, março 19, 2013
Dez anos de Guerra do Iraque
![]() |
| Kofi Annan da ONU cumprimenta Saddam Hussein |
Rodrigo
Constantino
Dez
anos de Guerra do Iraque. O que você "sabe" é que Bush mentiu para ir
à guerra e terminar o serviço começado pelo pai, certo? O que você talvez não
saiba é que Saddam Hussein ignorou o acordo de inspeção com a ONU após anos
brincando de "gato e rato" com os inspetores; que Hans Blix foi feito
de idiota e a ONU tinha a obrigação de agir para não ser desmoralizada; que Saddam
abrigou o terrorista que atacou o WTC em 1993; que deu proteção a outros
terroristas como Abu Abbas e Abu Nidal; que financiou ataques suicidas no
Oriente Médio; que usou gás de mostarda contra população indefesa; que tinha
esquema de corrupção com gente graúda da própria ONU (no programa “Oil for Food”);
que o presidente Bill Clinton, antes de Bush, assinou a autorização para o país
buscar remover Saddam do poder e substituí-lo por um regime democrático; que
tal medida contou com aprovação maciça da maioria do Congresso, incluindo do
Partido Democrata (157 a favor x 20 contra); que o governo Clinton efetivamente
iniciou ação militar, ainda sob pressão pelo escândalo Monica Lewinsky,
bombardeando intensamente por quatro dias instalações iraquianas na Operação
Raposa do Deserto (na Wikipedia não aparece o nome do presidente Clinton!).
ISSO
tudo você sabia? Mas a imagem que ficou foi a de um cowboy beligerante
resolvendo issues familiares ou em
busca do petróleo (e então, como anda a colonização no Iraque hoje?). Criticar
a guerra é absolutamente legítimo. O que NÃO é legítimo é ignorar todo o
contexto e acusar somente Bush sem entender o que estava em jogo. Vale notar
que a reação estridente veio ANTES até da guerra do Afeganistão, essa sim,
absolutamente justa pela ótica americana, quando lembramos que o Talibã dava
guarida aos terroristas do ataque de 11 de setembro. Compare isso com a reação
após Pearl Harbor em 1941! E entenda que a máquina de propaganda esquerdista
tomou conta da América, em uma estranha e nefasta simbiose com os radicais
islâmicos.
Leitura
recomendada: Unholy Alliance: RadicalIslam And the American Left, de David Horowitz.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Capitalism and the Right to Rise
In freedom lies the risk of failure. But in statism lies the certainty of stagnation
By JEB BUSH, WSJ
Congressman Paul Ryan recently coined a smart phrase to describe the core concept of economic freedom: "The right to rise."
Think about it. We talk about the right to free speech, the right to bear arms, the right to assembly. The right to rise doesn't seem like something we should have to protect.
But we do. We have to make it easier for people to do the things that allow them to rise. We have to let them compete. We need to let people fight for business. We need to let people take risks. We need to let people fail. We need to let people suffer the consequences of bad decisions. And we need to let people enjoy the fruits of good decisions, even good luck.
That is what economic freedom looks like. Freedom to succeed as well as to fail, freedom to do something or nothing. People understand this. Freedom of speech, for example, means that we put up with a lot of verbal and visual garbage in order to make sure that individuals have the right to say what needs to be said, even when it is inconvenient or unpopular. We forgive the sacrifices of free speech because we value its blessings.
But when it comes to economic freedom, we are less forgiving of the cycles of growth and loss, of trial and error, and of failure and success that are part of the realities of the marketplace and life itself.
Increasingly, we have let our elected officials abridge our own economic freedoms through the annual passage of thousands of laws and their associated regulations. We see human tragedy and we demand a regulation to prevent it. We see a criminal fraud and we demand more laws. We see an industry dying and we demand it be saved. Each time, we demand "Do something . . . anything."
As Florida's governor for eight years, I was asked to "do something" almost every day. Many times I resisted through vetoes but many times I succumbed. And I wasn't alone. Mayors, county chairs, governors and presidents never think their laws will harm the free market. But cumulatively, they do, and we have now imperiled the right to rise.
Woe to the elected leader who fails to deliver a multipoint plan for economic success, driven by specific government action. "Trust in the dynamism of the market" is not a phrase in today's political lexicon.
Have we lost faith in the free-market system of entrepreneurial capitalism? Are we no longer willing to place our trust in the creative chaos unleashed by millions of people pursuing their own best economic interests?
The right to rise does not require a libertarian utopia to exist. Rather, it requires fewer, simpler and more outcome-oriented rules. Rules for which an honest cost-benefit analysis is done before their imposition. Rules that sunset so they can be eliminated or adjusted as conditions change. Rules that have disputes resolved faster and less expensively through arbitration than litigation.
In Washington, D.C., rules are going in the opposite direction. They are exploding in reach and complexity. They are created under a cloud of uncertainty, and years after their passage nobody really knows how they will work.
We either can go down the road we are on, a road where the individual is allowed to succeed only so much before being punished with ruinous taxation, where commerce ignores government action at its own peril, and where the state decides how a massive share of the economy's resources should be spent.
Or we can return to the road we once knew and which has served us well: a road where individuals acting freely and with little restraint are able to pursue fortune and prosperity as they see fit, a road where the government's role is not to shape the marketplace but to help prepare its citizens to prosper from it.
In short, we must choose between the straight line promised by the statists and the jagged line of economic freedom. The straight line of gradual and controlled growth is what the statists promise but can never deliver. The jagged line offers no guarantees but has a powerful record of delivering the most prosperity and the most opportunity to the most people. We cannot possibly know in advance what freedom promises for 312 million individuals. But unless we are willing to explore the jagged line of freedom, we will be stuck with the straight line. And the straight line, it turns out, is a flat line.
Mr. Bush, a Republican, was governor of Florida from 1999 to 2007.
Assinar:
Postagens (Atom)


