Mostrando postagens com marcador Irã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Irã. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, outubro 12, 2011

Iran's Terror Plot

Editorial do WSJ

One month to the day after the 10th anniversary of 9/11 comes a sobering moment in the history of the U.S. war on terror: The Department of Justice has charged that "factions of the Iranian government" plotted to assassinate Saudi Arabia's ambassador to the United States by blowing him up inside a Washington, D.C., restaurant.

Had it succeeded, this would have constituted an act of terror by the Islamic Republic of Iran on U.S. soil, and arguably an act of war. To those, notably an emerging isolationist wing in the Republican party, who've argued lately that the U.S. should pull its efforts back from a waning international terrorist threat to focus on domestic concerns, this event is a wake-up call.

One of the two central figures in the alleged plot, Manssor Arbabsiar—described as a 56-year-old naturalized U.S. citizen with Iranian and U.S. passports—was arrested September 29 at JFK Airport in New York. At a July 17 planning meeting in Mexico, an undercover U.S. agent suggested to Arbabsiar that the assassination would cause mass casualties. Arbabsiar replied: "They [the Iranians] want that guy done; if the hundred go with him, f**k 'em."

The announcement was made yesterday in Washington by Attorney General Eric Holder, FBI Director Robert Mueller, an assistant attorney general for national security and the U.S. Attorney for the Southern District of New York. In short, this is not a group of American guys gone off the rails in New Jersey.

The second figure named in the alleged plot, and Arbabsiar's Iranian contact, was identified as Gholam Shakuri, a member of Iran's Qods force and still at large. Qods is described in the Justice charge sheet as "a special operations unit of the Iranian Islamic Revolutionary Guards Corps that is said to sponsor and promote terrorist activities abroad."

Justice also makes clear that this effort in Iran extended beyond these two men, referring several times to their "Iran-based co-conspirators." After Arbabsiar's arrest, he was directed to phone Shakuri in Iran, who said on October 5, last Wednesday: "[j]ust do it quickly; it's late . . ."

This appalling news needs to be placed in the broader context of Iran's behavior. One of the charges brought by the U.S. against the two men is "conspiracy to commit an act of international terrorism transcending national boundaries." That aptly describes what seems to occupy much of the Iranian government's waking hours.

This June, the International Atomic Energy Agency made public its recent reporting on Iran's nuclear program. Listed in the report's suspected activities were "producing uranium metal . . . into components relevant to a nuclear device" and "missile re-entry vehicle redesign activities for a new payload assessed as being nuclear in nature."

The good news in yesterday's announcement, and in earlier successes, is that U.S. law-enforcement and intelligence appear to have taken the lessons of 9/11 to heart. They got serious about terror and are able to thwart potential disasters such as this, though we wonder how many others are in train.

Less reassuring is the lapsed seriousness by the West's political leadership about Iran's threat. The U.S. and its allies have imposed sanction regimes on Iran, but they have allowed legalistic definitions to free Iranian officials with ties to its nuclearization program to flout travel bans and such.

Mahmoud Ahmadinejad arrives annually to rant from a podium at the United Nations on the East River. Iran is about much more than these antic rants, and its resources are vastly greater than al Qaeda's. It sees itself as at war with the U.S., Europe, Israel and now obviously Saudi Arabia. As obvious, it sees itself as immune to effective retaliation against its repeated, or planned, offensives. It's past time for U.S. policy toward Iran to reflect the reality of what it is dealing with.

terça-feira, outubro 11, 2011

Humores perfeitos

JOÃO PEREIRA COUTINHO, Folha de SP

Quando a Al Qaeda aparece como um exemplo de equilíbrio, eu começo a ver sinais do Apocalipse

"HUMOR" E "Irã" não costumam jogar na mesma frase. Mas a vida é uma surpresa. Nos últimos tempos, os únicos momentos de genuína gargalhada vieram por causa dos persas.
Começou com o discurso do presidente iraniano na ONU.Sobre o 11 de Setembro. Melhor: sobre os autores materiais dos atentados que mataram 3.000 pessoas. Terão sido obra da Al Qaeda? Ou, como defendem vários lunáticos dentro e fora dos asilos, foram antes os Estados Unidos que prepararam e executaram o golpe em solo próprio?
Mahmoud Ahmadinejad tem poucas dúvidas: o 11 de Setembro não pode ter sido obra da Al Qaeda. Melhor suspeitar de dedo americano. Foi o que bastou para que os protestos começassem a chover sobre Ahmadinejad. Não os protestos dos Estados Unidos. Ou da ONU, esse famoso antro de racionalidade diplomática.
Falo dos protestos da própria Al Qaeda, que se mostrou revoltada com as "crenças ridículas" de Ahmadinejad, que vão contra toda a "lógica".
Não pretendo ser alarmista. Mas quando a Al Qaeda aparece como um exemplo de equilíbrio, mesmo que seja para defender a sua dama, eu começo a ver sinais do Apocalipse.
Que não se resumem à Al Qaeda. Ainda do Irã, tivemos as palavras, sempre sábias, do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Disse ele que promete votar contra resolução palestina na ONU para a criação de um Estado respectivo. Repito: contra.
A lógica de Khamenei é impoluta: reconhecer um Estado palestino junto a Israel é, "ipso facto", reconhecer Israel. Ou, nas palavras elegantes do cavalheiro, é permitir a presença de "um tumor cancerígeno" no Oriente Médio. Isso é ir longe demais.
É, no fundo, uma traição à única causa que interessa: um Estado independente palestino, que se estenda do Mar Mediterrâneo ao rio Jordão, sem concessões de qualquer espécie. Tradução: sem nenhum judeu lá pelo meio. Ou é isso, ou é nada.
Infelizmente, tem sido nada. E o que espanta na retórica dos líderes ocidentais, Dilma Rousseff inclusa, é a absoluta incapacidade deles para formularem a única questão relevante sobre o conflito palestino-israelense: e se os palestinos, ou uma parte importante deles, não estão dispostos a reconhecer o Estado de Israel? Por que motivo obtuso deve Israel negociar com quem lhes nega esse reconhecimento?
A pergunta não é meramente acadêmica. Começa por ser histórica: em todas as propostas de partição da Palestina, foram os árabes que sucessivamente recusaram o Estado independente que agora reclamam.
Assim foi com as recomendações da Comissão Peel em 1937. Assim foi quando as próprias Nações Unidas propuseram a partição, em 47. Assim seria em 2000, quando Ehud Barak ofereceu a Arafat o que Mahmoud Abbas agora parece reclamar (um Estado palestino independente; Jerusalém partilhada; o retorno dos refugiados ao novo país).
E assim foi em 2008, três míseros anos atrás, quando o premiê israelense Ehud Olmert repetiu o cardápio do antecessor para obter a mesma resposta do outro lado: não, não e não. As recusas palestinas selaram o destino intratável desse conflito.
Mas a pergunta não é só histórica; é prática e bem prática. Hoje, não existe uma Palestina unida -e mesmo o "acordo" entre o Hamas, que domina Gaza, e a Autoridade Palestina da Cisjordânia não deve iludir um fato desconfortável: o Hamas não reconhece a existência do Estado judaico.
A sua carta fundamental é explícita sobre esse ponto. E também é explícita sobre um outro ponto, que o aiatolá Khamenei deixou claro: um Estado palestino não existirá ao lado de um Estado judaico. Fim de conversa. Os atos de terrorismo do Hamas são apenas a conclusão lógica da sua proclamação de "princípios" (digamos assim).
O mundo pensante pede a Israel para reconhecer um Estado palestino, coisa que Israel se propôs fazer várias vezes.
Mas o mesmo mundo não levanta a voz para obter dos palestinos, a começar pelos palestinos do Hamas, uma frase muito simples: aceitamos a existência de Israel e estamos dispostos a partilhar fronteiras soberanas e seguras com os judeus. Isso é que nunca aconteceu.
Falar dos assentamentos, dos votos na ONU e do veto dos EUA é tudo fumaça. E a fumaça só serve para esconder o essencial.