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sábado, novembro 24, 2012

Boicote a Israel


EU SOU A FAVOR DO BOICOTE A PRODUTOS ISRAELENSES:

Mas este boicote não pode ser "leve". Se é para boicotar, boicote MESMO, com coragem e até as últimas conseqüências.

Vamos ajudar os companheiros do Fórum Palestino a boicotar Israel, prestigiando o gênio Tarso Genro, patrocinador do evento.

Tomem nota de alguns produtos, inventos e patentes, de origem israelense:

• Medicamentos genéricos da TEVA, maior produtora de antibióticos e
medicamentos genéricos do mundo e que também desenvolveu um fármaco
para tratar o mal de Parkinson.

• Windows NT e XP desenvolvidos pela Microsoft Israel.

• Pen Drive, desenvolvido pela companhia israelense M-Systems.

• Telefones celulares, desenvolvidos pela primeira vez pela Motorola
Israel, em Haifa.

• Câmaras fotográfica de celulares, desenvolvidas pela companhía
israelense TransChip.

• Messenger, desenvolvido por uma equipe de quatro jovens engenheiros
israelenses.

• Antivirus, desenvolvido desde 79 em Israel.

• Sistemas de irrigação por gotejamento que minimizam a quantidade de
água necessária.

• “Babysense”, produto israelense que previne a síndrome de morte
súbita en bebês.

• Tecnologia para carros elétricos, em pleno desenvolvimento por
empresas israelenses.

. Aproveitamento da Energia solar

• “Exoesqueleto eletrônico”, que ajuda as pessoas con paralisia a
deslocar-se com maior facilidade.

• Nariz artificial, desenvolvido em Israel para detectar tumores cancerosos.

• Irrigação com água salgada, para diminuir o consumo de água doce.

• “Coplaxon”, fármaco contra a esclerose múltipla, “copolímero-1
(COP-1)”, que detém con êxito o avanço da esclerose múltipla,
especialmente em sua forma exacerbada/renitente.

• Tecnología Pentium MMX, Pentium 4 ou Centrino desenhados em Israel
pela Intel-Israel.

• ICQ, desenvolvido por jovens engenheiros israelenses em 1996.

• Diagnóstico do câncer de mama computadorizado e livre de radiações.

• Sistema computadorizado de administração de medicamentos, que
assegura uma administração mais eficiente, eliminando o erro humano em
tratamentos médicos.

. Projetos de segurança de eficiência praticamente total para a indústria aérea.

• Câmara de vídeo ingerível, pela Israel Givun, utilizada para
observar o interior do intestino delgado, ajudando no diagnóstico do
câncer e outras desordens digestivas.

• Dispositivo que ajuda diretamente o coração a bombear sangue através
de sistema sensorial para enfermidades cardíacas avançadas – inovação
com potencial de salvar vidas entre pessoas com insuficiência
cardíaca. O dispositivo, sincronizado com as operações mecânicas do
coração, funciona através de um sofisticado sistema de sensores.

• ClearLight, tratamento da acne, que produz uma luz de alta
intensidade, livre de raios ultravioletas de banda estreita, que faz
com que as bactérias da acne desapareçam sem destruir o tecido cutâneo
periférico.

. Tecnología VOIP, que permite que as chamadas internacionais sejam
simples, econômicas e acessíveis.

• Fármaco da empresa Pfizer de Israel para prevenir a cegueira.

• Conversor de resíduos radioativos em energia limpa.

• Teste para detectar a clamídia.

• Teste para detectar a hepatite A e B.

• Teste para detectar o citomegavirus.

• Teste para detectar a rubéola.

• Teste para detectar a toxoplasmose.

• Teste para detectar anticorpos HIV de alta confiabilidade em apenas
dois minutos.

• Fármacos para tratar os casos de malária mais renitentes.

• Peptídeo de crescimento osteogênico (OGP), que incrementa a formação
de tecidos ósseos (importante para tratar osteoporose).

• Anticoagulantes para tromboses.

• Remédios “Decog” para o diabetes juvenil.

• Sistemas de ultrassom utilizados em medicina.

• Tomógrafos de medicina nuclear.

• Medidores de pressão sem braçadeira.

• Monitores portáteis e informatizados de ondas cerebrales.

• Tecnologia para estimular eletricamente os músculos do braço para
tetraplégicos.

• Aviões comerciais que dispõem de sistema antimísseis.

• Tratamentos redutores da dor.

• Projetos de eletricidade em larga escala com energia solar e
totalmente funcional.

Agora, tomara que não cobrem a mesma postura do lado de Israel. O que seria da vida dos judeus sem as incríveis invenções dos palestinos, que tornaram o mundo um lugar tão melhor?

terça-feira, abril 10, 2012

O filho pródigo

João Pereira Coutinho, Folha de SP

TODAS AS famílias têm seus motivos de vergonha: infidelidades, burlas, crimes. A família europeia tem uma vergonha maior. Chama-se Holocausto. E não é fácil engolir a matança maquinal e sistemática de milhões de seres humanos, na sua maioria judeus (porque a "solução final", convém lembrar aos amnésicos, intitulava-se "solução final para a questão judaica"), sem risco de indigestão grave.
O Holocausto é uma mancha que não sai da consciência europeia. E uma das formas de lidar com ela é invertendo os papéis dos personagens, transformando as vítimas em carrascos.
Nos últimos anos, essa metamorfose tem sido praticada com fervor pela "intelligentsia" ocidental: os judeus de hoje não são muito diferentes dos nazistas de ontem; Gaza é um novo gueto de Varsóvia; e Israel é uma espécie de Terceiro Reich no Oriente Médio.
A Europa acredita que, através dessa inversão anacrônica, a culpa do crime irá desaparecer. E chegará um dia em que os europeus poderão afirmar, de cabeça limpa e sem vergonha da sua imagem no espelho: "Eles, os judeus, não são melhores do que nós".
Eis, em resumo, o poema que Günter Grass escreveu na imprensa alemã e que levou Israel a declará-lo "persona non grata".
Superficialmente, o poema de Grass é apenas mais uma acusação à política de Tel Aviv, ao seu programa nuclear e às suas alegadas intenções de atacar o Irã. Curiosamente, as ameaças diretas do Irã a Israel, que na verdade começaram as hostilidades, não figuram na obra literária de Grass.
E não figuram porque Grass é um caso à parte: aos 17 anos, o escritor marchou com as Waffen-SS, a tropa de elite de Hitler, e serviu ao Terceiro Reich nos seus momentos finais.
Um segredo tão "vergonhoso" que o próprio só recentemente decidiu partilhá-lo com os leitores da sua autobiografia, "Descascando a Cebola".
Infelizmente, esse pecadilho de juventude, escondido a vida inteira, ainda não está ultrapassado. E só isso explica que, algures no poema, Grass se permita sentenciar que Israel é hoje a maior ameaça à paz mundial.
A frase, que poderia ter sido dita por Mahmoud Ahmadinejad ou qualquer outro antissemita do gênero, não deveria merecer grande comentário. Mas, por uma vez sem exemplo, será que Grass tem razão?
A resposta a essa pergunta poderia ser dada por um compatriota do escritor. Em 2005, o cientista político Josef Joffe escreveu para a revista "Foreign Policy" um ensaio célebre em que imaginava a história do Oriente Médio sem a existência de Israel no mapa. "Um mundo sem Israel", lia-se na capa.
E, no interior, esse mundo não era muito diferente do mundo que existe hoje. Sunitas e xiitas não seriam menos inimigos; os cristãos da Síria, do Egito ou do Iraque não estariam a ser menos perseguidos; a Arábia Saudita não teria melhores relações com os aiatolás de Teerã; Saddam não teria poupado a vida de curdos ou xiitas ou kuwaitianos; a guerra entre o Iraque e o Irã, o mais longo conflito do século 20, não teria sido evitada.
E, sobre o destino dos palestinos, a luta de "libertação" seria provavelmente dirigida contra o Egito e a Jordânia, caso esses dois países ainda dominassem Gaza e a Cisjordânia como o fizeram até 1967.
Por outras palavras: o fracasso político, econômico e cultural do Oriente Médio, esse oceano de 1 bilhão de muçulmanos, não se explica com uma gota de 5 milhões de judeus. Explica-se pelo autoritarismo, pela ignorância e pelo fanatismo dos seus líderes.
Günter Grass discorda. E, no seu poema-manifesto, limita-se a coligir os velhos temas do antissemitismo clássico: os judeus manipulam o mundo e, na sua ânsia de o dominarem, acabarão por destruí-lo. O seu líder de juventude, Adolf Hitler, não diria melhor.
Um mérito, porém, devemos reconhecer a Grass: o seu poema foi publicado nas vésperas do Pessach, um período que, durante a Idade Média e mesmo depois, servia para acusar os judeus de usarem o sangue dos gentios na feitura do pão da Páscoa. Era o pretexto ideal para as perseguições antijudaicas.
Günter Grass não é tão primitivo como os antecessores. Mas o seu sentido de "timing" é digno de um Fred Astaire.

terça-feira, outubro 11, 2011

Humores perfeitos

JOÃO PEREIRA COUTINHO, Folha de SP

Quando a Al Qaeda aparece como um exemplo de equilíbrio, eu começo a ver sinais do Apocalipse

"HUMOR" E "Irã" não costumam jogar na mesma frase. Mas a vida é uma surpresa. Nos últimos tempos, os únicos momentos de genuína gargalhada vieram por causa dos persas.
Começou com o discurso do presidente iraniano na ONU.Sobre o 11 de Setembro. Melhor: sobre os autores materiais dos atentados que mataram 3.000 pessoas. Terão sido obra da Al Qaeda? Ou, como defendem vários lunáticos dentro e fora dos asilos, foram antes os Estados Unidos que prepararam e executaram o golpe em solo próprio?
Mahmoud Ahmadinejad tem poucas dúvidas: o 11 de Setembro não pode ter sido obra da Al Qaeda. Melhor suspeitar de dedo americano. Foi o que bastou para que os protestos começassem a chover sobre Ahmadinejad. Não os protestos dos Estados Unidos. Ou da ONU, esse famoso antro de racionalidade diplomática.
Falo dos protestos da própria Al Qaeda, que se mostrou revoltada com as "crenças ridículas" de Ahmadinejad, que vão contra toda a "lógica".
Não pretendo ser alarmista. Mas quando a Al Qaeda aparece como um exemplo de equilíbrio, mesmo que seja para defender a sua dama, eu começo a ver sinais do Apocalipse.
Que não se resumem à Al Qaeda. Ainda do Irã, tivemos as palavras, sempre sábias, do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. Disse ele que promete votar contra resolução palestina na ONU para a criação de um Estado respectivo. Repito: contra.
A lógica de Khamenei é impoluta: reconhecer um Estado palestino junto a Israel é, "ipso facto", reconhecer Israel. Ou, nas palavras elegantes do cavalheiro, é permitir a presença de "um tumor cancerígeno" no Oriente Médio. Isso é ir longe demais.
É, no fundo, uma traição à única causa que interessa: um Estado independente palestino, que se estenda do Mar Mediterrâneo ao rio Jordão, sem concessões de qualquer espécie. Tradução: sem nenhum judeu lá pelo meio. Ou é isso, ou é nada.
Infelizmente, tem sido nada. E o que espanta na retórica dos líderes ocidentais, Dilma Rousseff inclusa, é a absoluta incapacidade deles para formularem a única questão relevante sobre o conflito palestino-israelense: e se os palestinos, ou uma parte importante deles, não estão dispostos a reconhecer o Estado de Israel? Por que motivo obtuso deve Israel negociar com quem lhes nega esse reconhecimento?
A pergunta não é meramente acadêmica. Começa por ser histórica: em todas as propostas de partição da Palestina, foram os árabes que sucessivamente recusaram o Estado independente que agora reclamam.
Assim foi com as recomendações da Comissão Peel em 1937. Assim foi quando as próprias Nações Unidas propuseram a partição, em 47. Assim seria em 2000, quando Ehud Barak ofereceu a Arafat o que Mahmoud Abbas agora parece reclamar (um Estado palestino independente; Jerusalém partilhada; o retorno dos refugiados ao novo país).
E assim foi em 2008, três míseros anos atrás, quando o premiê israelense Ehud Olmert repetiu o cardápio do antecessor para obter a mesma resposta do outro lado: não, não e não. As recusas palestinas selaram o destino intratável desse conflito.
Mas a pergunta não é só histórica; é prática e bem prática. Hoje, não existe uma Palestina unida -e mesmo o "acordo" entre o Hamas, que domina Gaza, e a Autoridade Palestina da Cisjordânia não deve iludir um fato desconfortável: o Hamas não reconhece a existência do Estado judaico.
A sua carta fundamental é explícita sobre esse ponto. E também é explícita sobre um outro ponto, que o aiatolá Khamenei deixou claro: um Estado palestino não existirá ao lado de um Estado judaico. Fim de conversa. Os atos de terrorismo do Hamas são apenas a conclusão lógica da sua proclamação de "princípios" (digamos assim).
O mundo pensante pede a Israel para reconhecer um Estado palestino, coisa que Israel se propôs fazer várias vezes.
Mas o mesmo mundo não levanta a voz para obter dos palestinos, a começar pelos palestinos do Hamas, uma frase muito simples: aceitamos a existência de Israel e estamos dispostos a partilhar fronteiras soberanas e seguras com os judeus. Isso é que nunca aconteceu.
Falar dos assentamentos, dos votos na ONU e do veto dos EUA é tudo fumaça. E a fumaça só serve para esconder o essencial.

sexta-feira, setembro 23, 2011

A fantasia Abbas na ONU

Por Ron Prosor, Valor Econômico

No clássico de Lewis Carroll, "Alice no País das Maravilhas", a heroína cai em uma toca de coelho onde encontra um mundo confuso de fantasias. Se estivesse escrevendo essa mesma história hoje, Carroll poderia ter colocado Alice na 66 ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, onde o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, busca o reconhecimento da ONU para um Estado Palestino. Se Alice ficou perplexa com o Chapeleiro Louco ou a Rainha de Copas, seria interessante ver a reação da jovem diante da ação de um presidente, cujo mandato expirou há muito tempo, pedindo a criação de um Estado em um território que ele mesmo tem medo de visitar certas áreas. A confusão da personagem seria agravada ao descobrir que muitos dos países que fazem parte da Organização estão felizes em ceder a essa fantasia.

A proposta da Autoridade Palestina tem grande possibilidade de passar na Assembleia Geral, onde a dinâmica da votação efetivamente garante que quase todos os caprichos dos palestinos sejam validados. A verdade é que o chefe da Autoridade Palestina não possui, absolutamente, nenhuma autoridade na Faixa de Gaza. Abbas não pôs os pés em Gaza desde que a organização terrorista Hamas realizou um sangrento golpe e tomou o controle da área em 2007. Fazendo um paralelo, seria como se o prefeito eleito da cidade de Nova York fosse incapaz de andar pelas ruas do Brooklyn.

Cada Estado reconhecido pelas Nações Unidas tem a obrigação de estar disposto e apto a exercer sua autoridade sobre seu próprio território. Abbas está disposto a exercer essa autoridade e é capaz de controlar o Hamas? Talvez os cidadãos do sul de Israel, semipermanentes residentes de abrigos antibomba, possam oferecer uma resposta para essa questão. A chuva contínua de foguetes, morteiros e mísseis do Hamas contra casas, hospitais e escolas israelenses nos fornece uma vívida ilustração de que a Autoridade Palestina não quer e é incapaz de sustentar esse requisito básico.

Ao apoiar essa iniciativa, muitos na comunidade internacional parecem dispostos a varrer para debaixo do tapete as questões sobre o terrorismo palestino, o incitamento e a falta de uma governança coerente. Estão apenas cedendo a uma marcha da insensatez. A Assembleia Geral não pode criar um Estado Palestino pois uma ação unilateral não seria apenas maléfica para a paz, mas para a região e, acima de tudo, para o avanço nas aspirações dos palestinos de um Estado genuíno.

Muitos líderes palestinos, incluindo o primeiro-ministro Salam Fayyad, entendem que, como resultado direto de uma forte cooperação econômica e de segurança entre israelenses e palestinos, a economia palestina experimentou um crescimento de 10% em 2010. A única região do mundo que pode ostentar esses números é a Cisjordânia. Aqueles que conseguem compreender o esforço necessário para a criação de um verdadeiro estado não desejam colocar em risco esse progresso com uma declaração prematura e fantasiosa de um estado imaginário.

O que aconteceria com a decisão favorável à criação de um Estado Palestino na Assembleia Geral da ONU?

Em primeiro lugar, isso iria alimentar uma fantasia de que compromissos alcançados nas negociações podem ser ignorados. John F. Kennedy descreveu uma vez a impossibilidade de trabalhar com aqueles que dizem "o que é meu é meu e o que é seu é negociável". A premissa básica do apelo palestino nas Nações Unidas é a seguinte: Nos dê tudo, sem negociação, e depois vamos negociar o resto.

Os verdadeiros amigos dos palestinos na comunidade internacional devem incentivá-los a retomar imediatamente as conversações diretas com Israel. Ninguém, além de israelenses e palestinos, por conta própria, na mesa de negociações, pode enfrentar os grandes desafios que devem ser abordados para que a paz seja alcançada. Essa ação unilateral faz o oposto, permitindo que a Autoridade Palestina contorne o caminho das negociações, enquanto viola todos os acordos bilaterais entre líderes palestinos e israelenses desde os acordos realizados em Oslo.

Além disso, incentiva comportamentos imprudentes em uma região já fragilizada. Aprovar essa manobra unilateral é uma receita para a instabilidade, o colapso das cooperações e, potencialmente, a violência. Aprovar resoluções na Assembleia Geral não requer concessões, não demanda liderança e também não cobra responsabilidade por parte dos palestinos. As conversas inevitáveis com Israel não serão tão fáceis e implicarão em um trabalho árduo, frustrações e muitas noites sem dormir, porém, as negociações continuam a ser única forma para conseguir avanços.

Enquanto os líderes palestinos clamam pelo reconhecimento unilateral, aqueles que apoiam essa medida podem, em breve, estar chorando por suas consequências.

A busca de um Estado virtual incide na mesma esfera de fantasia que Alice descobre no país das maravilhas, todos os coelhos brancos e arenques vermelhos. Apenas no mundo real, com o diálogo direto permeado de verdades difíceis e compromissos sérios, israelenses e palestinos podem tecer uma paz viável, segura e duradoura.

Ron Prosor é embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas.