Rodrigo
Constantino, para o Instituto Liberal
Nelson
Motta, em sua coluna do jornal O Globo
de hoje, começa colocando o dedo na ferida: "A maneira mais estúpida,
autoritária e desonesta de responder a alguma crítica é tentar desqualificar
quem critica, porque revela a incapacidade de rebatê-la com argumentos e fatos,
ideias e inteligência". Ou seja, muitos trocam argumentos por “coices e
relinchos”, título de seu excelente artigo sobre a reação de muitos
esquerdistas às críticas de Ferreira Gullar ao “mito” Lula.
Foi-me
impossível ler tais palavras e não pensar automaticamente na mensagem que havia
recebido ontem de noite de um leitor crítico. As críticas são sempre
bem-vindas, pois, como sabia o outro Nelson, o Rodrigues, “os admiradores
corrompem”. O problema é quando o crítico não quer realmente debater, pois
prefere se cercar de suas “certezas” obtidas não pelo raciocínio, mas pelas
emoções.
E
esse foi justamente o caso. O leitor inicia sua mensagem comparando meu
currículo e minha idade com a sua experiência profissional. Nada mais patético
do que começar fazendo um apelo à autoridade. Em seguida, ele liga uma
metralhadora giratória de slogans e clichês esquerdistas, alegando que a Petrobras
é um “orgulho nacional”, que eu devo ser um tucano, um “vendilhão da Pátria”,
um lacaio do império americano, e devo receber dinheiro das multinacionais para
defender a privatização da estatal.
Tudo
isso entre um “prezado” e um “cordialmente”. Ou seja, ele pensa que educação
está somente na forma, e não no conteúdo do que é dito. Deve ser influência da
TV Senado, com aqueles xingamentos chulos entre um “vossa excelência” e outro.
Mas
isso é o de menos. O mais triste mesmo é o sujeito demonstrar, na largada, que
não quer debater de verdade, focando em argumentos. Infelizmente, essa é a
regra por aqui: sobram coices e relinchos, e faltam bons argumentos!