Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, março 15, 2013

Viciado não é vítima


Rodrigo Constantino

Não sei quanto a você, mas eu estou cansado de ver drogados sendo tratados como vítimas. Não é como se pegassem um vírus no ar, ou como se uma tsunami destruísse sua vida. Há o fator crucial envolvido: escolha!

Precisamos parar com essa vitimização e implicar mais o sujeito em seus atos. Responsabilidade individual: habilidade de resposta. Isso existe, ainda que dificultada em alguns casos. Sem essa premissa, aceitamos que somos apenas marionetes de forças maiores. Somos?

Fui criado à velha maneira: não ficar arrumando bodes expiatórios para justificar minhas atitudes. Aqui se faz, aqui se paga!

Mas a esquerda festiva não vive sem seus mascotes, sem as “minorias” que servem para aplacar sua culpa ou alimentar seu ego, sua ilusão de que seus membros são as melhores pessoas do mundo, preocupadas com os “fracos e oprimidos”. 

As minorias “protegidas”, hoje, já somam uns 80% da população. Só as mulheres já perfazem metade. Depois, acrescente os gays, os índios, os negros e pardos, os deficientes físicos, os viciados, os presidiários... A marcha dos oprimidos não tem fim!

Se você, leitor, é homem, branco, heterossexual, saudável, trabalhador, então pode estar certo de que paga a conta das benesses e privilégios das “minorias”, e que é visto como o grande culpado por todos os males.

Enquanto você trabalha duro para pagar as contas e ainda deixa quase a metade do que ganha em impostos, sem nenhum retorno do estado, saiba que é o marmanjo viciado em drogas que é visto como a grande “vítima”. Resta perguntar: vítima de quem, se não de si mesmo?

terça-feira, novembro 27, 2012

... e se fosse seu filho?

Dr. José Nazar, psiquiatra e psicanalista 

É isso mesmo, ...e se fosse o seu filho, ou sua filha, que estivesse perdido no mundo das drogas, vivendo nos escombros de uma cracolândia. Qual seria a sua posição, você seria contra ou a favor de uma internação hospita- lar à força? Nesse caso, a coisa seria diferente?
E você, qual é a sua opinião, é contra ou a favor de uma internação compulsória? Esta foi a pergunta que lancei para alguns pro- fissionais, que têm reagido de uma maneira veemente contra a ideia das internações compulsó- rias para usuários de drogas, mesmo em casos de muita gravidade. 
Mas quando lancei, mesmo sem pensar, a pergunta: e se fosse seu filho? A resposta veio rápida: aí seria totalmente diferente!
De fato, essa não é uma questão simples de se resolver. Se é que algum dia ela venha a ser resolvida, pois parece que o ser humano necessita da droga para continuar vivendo.
A sociedade como um todo deveria participar, se implicar, praticar um pouco mais de cidadania, dizer o que acha de uma situação tão difícil quanto delicada como essa. Isso porque, todos estamos no mesmo barco, fazemos parte dessa tragédia, de algo esdrúxulo que redundou na construção de redutos abismais, assim chamados de cracolândia.
Esse fato, atual, tornou-se motivo de um debate que não vai ficar por aí, de graça, isso ainda vai render. A coisa toda circula entre o que se torna necessário, no sentido de uma medida justa, no sentido de fazer cessar algo desconhecido pelo próprio sujeito, de uma doença compulsiva grave, que coloca em risco máximo, a vida do usuário de drogas – e, como consequência, a de outros também, sejam familiares ou não –, e aquilo que é permitido por lei, o que é humano ou não, agressivo ou aterrorizante, em relação a intervenções.
Difícil para os governos, para os agentes de saúde, para a sociedade, para os cofres públicos. Um problema de saúde pública!
O problema reside na iniciativa atual do governo – diga-se, corajosa, saudável num certo sentido –, que resolveu olhar de frente para esta questão limite, levando a sério uma iniciativa de se criar uma política pública, mais agressiva, contundente, radical, em relação aos excessos que têm com- parecido, em relação ao uso abusivo de drogas, mais especificamente, do crack.
Veja, em se tratando de doenças da cabeça, não existe uma medida justa, correta, sem dor.
As intervenções propostas neste plano inicial de combate aos excessos da pulsão de morte geram consequências.
Muitas são as pessoas que não concordam com uma internação compulsória de usuários de crack. Uns se apoiam em leis existentes, estabelecidas, profissionais da área de saúde mental, que acreditam ser possível alcançar o mesmo objetivo, utilizando procedimentos menos agressivos, e por aí vai. Só que a coisa continua, formam-se guetos, núcleos alimentados pelos efeitos catastróficos de uma pulsão de morte, suicídio em massa.
A razão de tal recusa encontra respaldo no argumento de que o sujeito deve ter liberdade de dizer se aceita ou não tratar a sua dependência em regime fechado. Esse ponto de vista vale até para aqueles de- pendentes que vivem suas vidas no abandono dos redutos denominados cracolândia.
Acreditam que possa haver uma outra maneira de abordar uma situação como essa, sem a necessidade do uso da força, abrindo perspectivas de diálogos.
O debate sobre o uso e o abuso de drogas ultrapassa todos os valores preconizados pelas dimensões da existência humana.
Quem sabe responder por uma questão como esta, tão difícil quanto delicada, que toca fundo os impasses da vida e da morte?
O indivíduo que se encontra imerso no vício de crack, ele mesmo não pensa mais, há muito abriu mão da sua dignidade de desejo, e deixou de responder por si mesmo. Tornou-se um objeto, onde não mais sabemos quem é quem, se ele próprio não se tornou a própria droga.
Uma cracolância é algo que promove os piores sentimentos em todos nós. Ali, naquele amontoado de indivíduos em sofrimento, existe um pedacinho de cada um de nós, de um dejeto, de uma escória, de uma...desistência.
Portanto, sou inteiramente a favor das internações compulsórias. Isso não é sem erros, isso não é sem dor, isso não é sem uma margem de risco. Mas é melhor do que nada fazer. Desculpem-me!

sexta-feira, novembro 23, 2012

A marca de Raul Seixas

Rodrigo Constantino

Acabei de ver o documentário sobre Raul Seixas, de Walter Carvalho. Está bom. Raul foi, como todos nós de certa maneira, um homem de seu tempo, filho e também um pouco pai da contracultura, subversivo e rebelde. Mas imprimiu sua marca singular, o "raulseixismo", como ele mesmo disse.

O pêndulo com a revolução cultural dessa gente 'muito louca' parece ter ido longe demais para o outro lado, e creio ser hoje o verdadeiro "revolucionário" aquele que prega o resgate de certos valores e tradições perdidas ou latentes. Não o moralismo excessivo e hipócrita da era vitoriana, ou o reacionarismo carola, mas o bom senso mesmo. Algum equilíbrio, quem sabe?

O mundo da "metamorfose ambulante", das drogas, do alcoolismo, do "carpe diem", dos filhos espalhados mundo afora com várias mulheres diferentes, do "maluco beleza", e também da fama, esta que pode ser a droga mais pesada de todas, eis um mundo que costuma levar somente a um único lugar: o abismo! É preciso ter muita estrutura para experimentar o veneno e resistir, para fechar um pacto mefistofélico e sair bem dele, ileso. Parece-me que quase ninguém consegue.

sexta-feira, julho 27, 2012

Mais uma dose


Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

Mais uma dose?
É claro que eu estou a fim
A noite nunca tem fim
Por que que a gente é assim?

A música de Cazuza expressa bem a sensação predominante nos mercados financeiros do mundo todo atualmente. A apreensão dos investidores é grande, pois há riscos enormes de crise em todo lugar. A China está desacelerando rapidamente, os Estados Unidos não conseguem crescer mesmo com tanto estímulo e a Europa pode ir para a UTI a qualquer momento (ruptura do euro). Os fundamentos econômicos são ruins, o clima é de pessimismo generalizado.

Todos os olhares se voltam neste momento para os donos das impressoras de moeda fiduciária. Como Santo Agostinho, os investidores sabem que a castidade (austeridade) é fundamental, pois há excessos no organismo (endividamento insustentável), mas eles pedem em coro: não agora! Os ajustes seriam dolorosos demais. Deixem-nos curtir um pouco mais o aqui e agora como se não houvesse amanhã. A noite nunca tem fim...

E, como viciados em heroína, todos lançam olhares suplicantes ao fornecedor da droga, implorando por mais uma dose. Sim, cada rodada produz efeito eufórico menor, e mais estragos no organismo. Sim, a ressaca pela manhã será braba. Sim, há o risco de que, em algum momento, o organismo acuse o golpe e a overdose seja fatal. Mas entre o sofrimento certo da abstinência hoje, e o risco de morte amanhã, o viciado “escolhe” jogar todas as fichas na sorte.

Isso explica as reações dos mercados ontem, após a firme declaração de Mario Draghi, presidente do BCE, de que faria “o que for preciso” para salvar o euro (e seu emprego, diriam os mais cínicos). É música para o ouvido dos dependentes “químicos”. O fornecedor deu o sinal: nova rodada de droga a caminho! Hora de celebrar. Até porque a euforia dura pouco. Cada vez menos. Por que que a gente é assim?

segunda-feira, abril 23, 2012

Epidemia carcerária

Meu artigo para o OrdemLivre.org de hoje fala sobre o fracasso da guerra contra as drogas. O consumo cresce sem parar, concomitantemente à população carcerária. Está na hora de repensar o melhor jeito de lidar com o problema das drogas.

domingo, março 04, 2012

Os arruinados pelo êxito!

Doutor José Nazar *

Pessoas se matam, diariamente, das mais diversas maneiras. E isso não vai parar. É gente rica, é gente humilde, é gente famosa, é gente de todas as classes sociais. Para dizer a verdade, é gente que sofre os efeitos de angústias avassaladoras! E cada um carrega consigo uma verdade que, por si só, não explica as razões de uma tal desistência da vida.
O suicídio da musa Whitney Houston coloca-nos diante de uma questão: o sucesso pode matar?
Este doloroso acontecimento rememora o trágico horror de tantas outras mortes de artistas famosos como, por exemplo, Marylin Monroe, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Elis Regina, Cassia Eller, Amy Winehouse, etc..
Olhando de fora, quase sem nada compreender, pensamos tratar-se de uma simples banalização da morte. Mortes desnecessárias, esvaziadas de sentido, sem nenhuma razão de ser. Mas a causa está bem ali, no interior da vida íntima de cada um, que vivem uma luta incessante contra uma angústia de morte. Vidas partidas, vidas sofridas, vidas melancolizadas! O sucesso os leva a um confronto com fracasso com suas histórias de vida de seu passado. Mesmo fazendo tanto sucesso na vida artística, são sujeitos que não se acham merecedores de suas conquistas, não suportam mais tanto sucesso?
Inclusive, chega-se a imputar a causa destas mortes a um uso abusivo de drogas e álcool. Mas, não é desta maneira que devemos entender estas questões, que são provocadas pelos próprios sujeitos e que têm, como triste final, vidas interrompidas. As drogas e o álcool são fachadas, álibis, meios sancionados pelos próprios, para desencadear um desejo de morte, no intuito de acabar com tudo. Por isso mesmo pode-se afirmar que a reciproca é que é verdadeira, para se matar, droga-se, bebe-se. Chega, acabou, vamos colocar um ponto final nisto tudo, não aguentamos mais viver esta dor, chega de sofrer!
Em todo caso, uma pergunta que fica no ar: Por quê algumas pessoas famosas se matam justo quando se encontram no auge do sucesso em sua carreira profissional? Muitas outras não desistem da vida, conseguem, além de alcançar seu sucesso, administrá-lo muitíssimo bem. São pessoas que “têm” tudo para viver uma vida solene, de deuses, muita grana, sucesso para dar e vender, sem contar o calor mágico dos fãs que externam, de uma maneira exuberante, sua paixão delirante. Isso tudo não bastaria? Será que o problema estaria em como cada um lida com seus ideais? Sim!
Seria então o sucesso, para alguns, algo tão insuportável? Sabe-se que o sucesso tem um peso e que cada um irá lidar como pode, e não como deve. O sucesso é perigoso, sim, ele acirra as exigências internas do sujeito consigo mesmo, alimentando um sentimento inconsciente de culpa, fazendo viger um profundo estado de recriminação, insensata e cruel contra o próprio. E não se trata apenas da sua conquista, parece que o problema maior está em como mantê-lo de pé, vivo, sendo sustentado diante do público.
É Freud falando, sobre algo que se aplica a tantos e tantos personagens brilhantes que, no auge da sua carreira decide, impensadamente, acabar com a própria vida : “Parece ainda mais surpreendente, e na realidade atordoante, quando, na qualidade de médico, se faz a descoberta de que as pessoas ocasionalmente adoecem precisamente no momento em que um desejo profundamente enraizado e de há muito alimentado atinge a realização. Então, é como se elas não fossem capazes de tolerar sua felicidade, pois não pode haver dúvida de que existe uma ligação causal entre seu êxito e o fato de adoecerem”.
De todo modo, temos que olhar os impasses da relação de cada um com seu desejo. O ser humano têm uma dificuldade nata de lidar com suas realizações: ele sofre um embate, ele quase sempre não quer aquilo que deseja. Eis aí sua depressão original, sua dificuldade de suportar a necessidade de insistir, cada vez mais, no caminho de seu desejo. Trata-se de uma análise no mínimo genial do mestre vienense, sobre os paradoxos que regem a mente humana: como posso adoecer ou, até mesmo, acabar com minha própria vida quando me aproximo de algo tão desejado? Isso vai depender da história de cada um, do desejo que habita a origem de sua vida.
Portanto, meus caros, parem, reflitam, e tomem essa afirmação, não como simples conhecimento estéril, mas como uma profunda reflexão, que possa produzir consequências cruciais nos desígnios de uma vida. Pergunte-se como você lida com seus valores, seus ideais, com o que recebeu de herança dos pais, dos avôs, das palavras que lhes transmitiram e o peso que elas carregam, que engraçaram a educação que seus pais lhe passaram. Os ideais, quando muito acirrados, podem deixar um sujeito sem saída!
Se todos desejamos o sucesso, porque que a sua conquista, pode vir a fazer tanto mal a alguém. Sim, o sucesso pode levar um sujeito a acabar com a própria vida. É isso mesmo, existem sujeitos que não suportam o sucesso, pois vivem o drama de um enlouquecimento existencial, que a própria razão lógica consciente, não consegue explicar.

* Escola Lacaniana de Psicanálise

segunda-feira, novembro 21, 2011

A Path to Victory in the Drug War

By MARY ANASTASIA O'GRADY, WSJ

Brazil's Fernando Henrique Cardoso on why legalization of marijuana will reduce the cartels' threat to Latin democracies

The classical argument in favor of marijuana legalization rests on personal liberty. Why, proponents ask, should the federal government tell free citizens what they may consume? It is also one reason why many conservatives fear it. They worry that legalization will mean more pot heads, an increase in the consumption of hard drugs, and a decrease in the quality of life for the sober and for society at large.

Former Brazilian President Fernando Henrique Cardoso believes the opposite would occur. In an interview here last week he told me that his embrace of global marijuana decriminalization is aimed at reducing all drug use, bringing down violence, and diminishing what he sees as a serious and growing threat to democracy in Latin America.

Out of politics since 2003, when he finished his second four-year term as one of Brazil's most successful presidents, Mr. Cardoso is now a high-profile international advocate for ending the war on drugs. But he once held the opposite view.

Mr. Cardoso explains that as president he used traditional methods of "repression and prevention" to fight the drug problem. He is quick to add that neither worked. "Eradication was a failure," he says. Even though marijuana plants were destroyed—the government proudly took pictures of its handiwork—"later on, again, the crops were there." Meanwhile, the state made an "insufficient" effort toward prevention, in part because Brazil's drug problem "was not that bad at the time."

Mr. Cardoso says that after he left office and began to spend time in countries around the region, notably Colombia and Mexico, he recognized the depth and breadth of the problem. "I realized, my God, what is at stake now is much more than just the criminality. [It is] the institutions, the democracy, being jeopardized by cartels and even by repression [in] the way human rights are being violated."

Of course, the state's violation of civil liberties in the "drug war" was predictable since the narcotics business involves private transactions between voluntary parties. Policing such transactions requires informants, and it necessarily implies the broadening of state powers beyond what most liberal democracies view as legitimate.

But the cartels, made rich and powerful under prohibition and robust demand, also threaten democracy. Mr. Cardoso says "they corrupt institutions with money," but they also usurp the elected government's authority over what they see as their turf.

This is what happened in Colombia, he says, where the government had to "fight cartels and guerrillas together, plus paramilitary and militia groups." Now the same thing is happening in Rio, where armed groups "have corrupt relationships with the police and with politicians" and need to "occupy areas [in order] to produce . . . and to distribute drugs." In these areas the population loses its democratic rights. "As long as [traffickers] are occupying one area, the state is out of that area. They have their own rules, their own law, and very often it is very harsh." When the government rightly tries to reassert its authority in these areas, violence increases.

Mr. Cardoso says that the overwhelming evidence in drug-abuse research shows that a "war" such as the U.S. envisions, "aiming for zero consumption and no production of drugs," is the wrong approach. Yet it is the global status quo "being enforced by all nations because the U.N. today assumes that this is how to deal with drugs."

Mr. Cardoso maintains that it is time for change. He points to the successful experience of some European states where marijuana has been decriminalized so that the recreational use of pot is permitted and addicts are treated.

Portugal is one example, he says. There, spiraling rates of marijuana consumption prior to decriminalization have been reversed. His own interviews—and the broader data—show that a combination of education, treatment and decriminalization, which makes marijuana no longer a forbidden temptation among the young, explains why use is no longer going up.

There are other benefits to decriminalization. By eliminating the need to chase marijuana consumers, Mr. Cardoso says, the state can focus on fighting organized crime. And those gangsters are likely to have fewer customers.

As it stands now "the young people have to enter into contact with drug traffickers to buy marijuana and the traffickers will induce the young people to jump from marijuana to hard drugs because they are more profitable. So you have to break the contact," he argues. There is also the problem that Brazilian prisons are brimming with inmates serving time for trafficking because they were caught with amounts of pot above the legal limit. Decriminalization would reduce rates of incarceration and the large number of lives ruined by prison systems that teach people how to become criminals.

Mr. Cardoso accepts that "the question is a political question." But he doesn't expect politicians in Washington or Brasilia to provide the answer. "To my mind what is important is civil society being involved in this discussion. I don't view the state being even capable of change without strong pressure from civil society."