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quinta-feira, junho 06, 2013

Esse tal de aquecimento global é poderoso mesmo

Rodrigo Constantino

Vejam como esse tal de "aquecimento global" é poderoso. Muito mais do que o próprio Al Gore imagina!

Ele é responsável, AO MESMO TEMPO, pela redução e pelo aumento do tamanho dos animais! É sério! Não acredita? Então veja:

A study published in the latest issue of the journal Nature Climate Change finds that apart from the other effects of global warming like melting glaciers and altered bird migration timings, there has been a decrease in the size of animals as over pre-warming days.

Esse é um dos estudos. O outro estudo diz justamente o contrário:

A recent discovery at the University of California, Berkeley, shows that at least some herbivorous lizards did grow that large during a warmer era 40 million years ago. The giant vegetarian lizard, identified from fossil jaw bones in UC Berkeley’s Museum of Paleontology, suggests that a warm climate helps these cold-blooded animals grow larger, and that some reptiles may grow larger as global temperatures continue to rise.

Como vocês podem ver, o "aquecimento global" pode explicar o aumento de alguns bichos, e a diminuição de outros. Pode explicar o derretimento de algumas calotas polares, e o congelamento de outras. Com tanto poder assim, foi um passo natural os "cientistas" mudarem a expressão para "mudanças climáticas". Agora, TUDO é explicado pelo clima, e a solução para esse risco enorme, claro, é mais recursos e poderes concentrados nos governos.

Você pode aderir à paranoia e acreditar nisso. Ou você pode fazer como eu: compre um filtro solar e um casaco, e receba o que vier! Mas não entre em pânico e não defenda mais poder nos governos, tampouco uma revolução em nosso estilo de vida para "salvar o planeta". Isso é coisa de ecoterrorista doido para encontrar uma nova religião "moderninha" ou arrumar uma forma nova de atacar o capitalismo.

domingo, outubro 14, 2012

O uso da ciência

João Luiz Mauad, O GLOBO


Pouca gente sabe, mas há bons indícios de que a teoria da relatividade esteja sendo revista. Cientistas do CERN – Organização Européia para Pesquisa Nuclear – estão analisando evidências de que algumas partículas subatômicas são capazes de locomover-se em velocidades superiores a da luz, algo que seria impossível, segundo Einstein. Caso confirmada, tal descoberta viria atestar, mais uma vez, que a verdadeira ciência é um processo contínuo, raramente conclusivo e, acima de tudo, despolitizado.

Ciência não é matéria sujeita a consensos ou escrutínios. Ao contrário, espera-se que as teorias sejam constantemente testadas e, se for o caso, falseadas. Imagine como seria a física hoje se Galileu não tivesse questionado a teoria aristotélica, se Newton não tivesse estendido e generalizado o trabalho de Galileu e Einstein estivesse plenamente satisfeito com as conclusões de Newton. Na verdade, o esforço para “negar” as teorias científicas é tão antigo e saudável quanto a própria ciência.

É assim que as ciências da natureza trabalham. Observações levam a hipóteses. Hipóteses são testadas através de experimentos. Os resultados são divulgados, examinados e duplicados antes que uma boa teoria seja divulgada. Certezas são raras, leis são muito poucas. Ciência não é fonte de autoridade, mas de conhecimento.

Cientistas não são deuses. São seres humanos sujeitos aos mesmos impulsos que todos nós. Einstein, por exemplo, queria tanto demonstrar que a teoria quântica era determinística e não probabilística que chegou a invocar o Todo-Poderoso: “Deus não joga dados com o universo”, teria dito o alemão, gerando a resposta jocosa de seu colega Nils Bohr: “Einstein, pare de dizer a Deus o que fazer”.

Esses mesmos impulsos humanos quase sempre nos levem a acreditar que estamos certos, ou pelo menos do lado certo. No entanto, isso não é desculpa para endossar métodos e comportamentos não científicos. Muitos cientistas subscrevem a teoria do Aquecimento Global Antropogênico sem que tenham feito qualquer pesquisa ou estudo mais aprofundado a respeito. Adotam tal postura simplesmente porque este seria o lado “in” da questão. Na maioria dos casos, é assim que o chamado “consenso” científico é estabelecido.

Infelizmente, estamos cercados de gente que diz saber muito mais do que realmente sabe. Quando essas pessoas sonham e fazem projetos contando com seu próprio tempo e dinheiro, tudo bem. O problema é que muitas dessas pessoas confiam tanto na própria sabedoria que pretendem impor aos demais os seus planos, utilizando-se para isso da força dos governos. Esses indivíduos sentem-se capazes de planejar cada detalhe de nossas vidas, não importa quão bem (ou mal) planejem as suas.

O antídoto contra o uso político da ciência é realçar a própria falibilidade científica, além de
estimular o ceticismo. Não é justo, nem inteligente, sair por aí chamando de herético quem
desconfia da atividade humana como causa do aquecimento global, ou duvida das catastróficas previsões dos computadores. Heresia tem a ver com fé, e ciência não é assunto de fé. A ciência não prescreve dogmas, nem evolui conforme a opinião da maioria.

terça-feira, julho 31, 2012

Mudanças climáticas e governança global


Luiz Carlos Baldicero Molion, Folha de SP

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.
Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.
Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2 inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.
Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.
Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 -assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.
Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.
Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3 receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.
O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?

terça-feira, março 27, 2012

E o aquecimento global, hein?

Rodrigo Constantino

Deu no WSJ: Global Warming Models Are Wrong Again

Diz um trecho do artigo, cujo autor é professor de física em Princeton:

What is happening to global temperatures in reality? The answer is: almost nothing for more than 10 years. [...] The lack of any statistically significant warming for over a decade has made it more difficult for the United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) and its supporters to demonize the atmospheric gas CO2 which is released when fossil fuels are burned. [...] Frustrated by the lack of computer-predicted warming over the past decade, some IPCC supporters have been claiming that "extreme weather" has become more common because of more CO2. But there is no hard evidence this is true.

Não sou especialista no tema, naturalmente. Mas algumas coisas sempre me incomodaram muito quando o assunto era aquecimento global. Em primeiro lugar, a histeria, que não combina com ciência séria. Em segundo lugar, o oportunismo político de gente como Al Gore, que usa o tema como desculpa para concentrar mais poder no governo. Em terceiro lugar, o refúgio ideológico que muitos comunistas encontraram para atacar o capitalismo, desta vez por sua criação de riqueza insustentável. São os "melancias", verdes por fora, mas vermelhos por dentro.

Por fim, o fato de o IPCC ser ligado ao governo, a ONU, e a postura contra os "dissidentes" ser radical, fanática, denotando linguagem de seita religiosa, e não da ciência. Tentaram encerrar o debate calando na marra aqueles que ousavam questionar. Isso é a morte da ciência propriamente dita. Como sou cético sempre, fiquei com a pulga atrás da orelha, li livros sobre o assunto, e fiquei cada vez mais convencido de que havia mentira demais naquilo vendido ao grande público. Quando mudaram a acusação de "aquecimento global" para "mudanças climáticas", deram a senha de que provavelmente se tratava de embuste mesmo. Mudanças climáticas é termo vago o suficiente para englobar qualquer coisa! E assim eles podem manter a histeria, independente dos FATOS.

Escrevi vários artigos sobre o assunto. Segue um desses artigos, com base no livro de Bjorn Lomborg.

terça-feira, novembro 29, 2011

The Great Global Warming Fizzle

By BRET STEPHENS, WSJ

The climate religion fades in spasms of anger and twitches of boredom

How do religions die? Generally they don't, which probably explains why there's so little literature on the subject. Zoroastrianism, for instance, lost many of its sacred texts when Alexander sacked Persepolis in 330 B.C., and most Zoroastrians converted to Islam over 1,000 years ago. Yet today old Zoroaster still counts as many as 210,000 followers, including 11,000 in the U.S. Christopher Hitchens might say you can't kill what wasn't there to begin with.

Still, Zeus and Apollo are no longer with us, and neither are Odin and Thor. Among the secular gods, Marx is mostly dead and Freud is totally so. Something did away with them, and it's worth asking what.

Consider the case of global warming, another system of doomsaying prophecy and faith in things unseen.

As with religion, it is presided over by a caste of spectacularly unattractive people pretending to an obscure form of knowledge that promises to make the seas retreat and the winds abate. As with religion, it comes with an elaborate list of virtues, vices and indulgences. As with religion, its claims are often non-falsifiable, hence the convenience of the term "climate change" when thermometers don't oblige the expected trend lines. As with religion, it is harsh toward skeptics, heretics and other "deniers." And as with religion, it is susceptible to the earthly temptations of money, power, politics, arrogance and deceit.

This week, the conclave of global warming's cardinals are meeting in Durban, South Africa, for their 17th conference in as many years. The idea is to come up with a successor to the Kyoto Protocol, which is set to expire next year, and to require rich countries to pony up $100 billion a year to help poor countries cope with the alleged effects of climate change. This is said to be essential because in 2017 global warming becomes "catastrophic and irreversible," according to a recent report by the International Energy Agency.

Yet a funny thing happened on the way to the climate apocalypse. Namely, the financial apocalypse.

The U.S., Russia, Japan, Canada and the EU have all but confirmed they won't be signing on to a new Kyoto. The Chinese and Indians won't make a move unless the West does. The notion that rich (or formerly rich) countries are going to ship $100 billion every year to the Micronesias of the world is risible, especially after they've spent it all on Greece.

Cap and trade is a dead letter in the U.S. Even Europe is having second thoughts about carbon-reduction targets that are decimating the continent's heavy industries and cost an estimated $67 billion a year. "Green" technologies have all proved expensive, environmentally hazardous and wildly unpopular duds.

All this has been enough to put the Durban political agenda on hold for the time being. But religions don't die, and often thrive, when put to the political sidelines. A religion, when not physically extinguished, only dies when it loses faith in itself.

That's where the Climategate emails come in. First released on the eve of the Copenhagen climate summit two years ago and recently updated by a fresh batch, the "hide the decline" emails were an endless source of fun and lurid fascination for those of us who had never been convinced by the global-warming thesis in the first place.

But the real reason they mattered is that they introduced a note of caution into an enterprise whose motivating appeal resided in its increasingly frantic forecasts of catastrophe. Papers were withdrawn; source material re-examined. The Himalayan glaciers, it turned out, weren't going to melt in 30 years. Nobody can say for sure how high the seas are likely to rise—if much at all. Greenland isn't turning green. Florida isn't going anywhere.

The reply global warming alarmists have made to these dislosures is that they did nothing to change the underlying science, and only improved it in particulars. So what to make of the U.N.'s latest supposedly authoritative report on extreme weather events, which is tinged with admissions of doubt and uncertainty? Oddly, the report has left climate activists stuttering with rage at what they call its "watered down" predictions. If nothing else, they understand that any belief system, particularly ones as young as global warming, cannot easily survive more than a few ounces of self-doubt.

Meanwhile, the world marches on. On Sunday, 2,232 days will have elapsed since a category 3 hurricane made landfall in the U.S., the longest period in more than a century that the U.S. has been spared a devastating storm. Great religions are wise enough to avoid marking down the exact date when the world comes to an end. Not so for the foolish religions. Expect Mayan cosmology to take a hit to its reputation when the world doesn't end on Dec. 21, 2012. Expect likewise when global warming turns out to be neither catastrophic nor irreversible come 2017.

And there is this: Religions are sustained in the long run by the consolations of their teachings and the charisma of their leaders. With global warming, we have a religion whose leaders are prone to spasms of anger and whose followers are beginning to twitch with boredom. Perhaps that's another way religions die.