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quinta-feira, maio 09, 2013

A matemática de Verissimo


Rodrigo Constantino

Em sua coluna de hoje, Verissimo voltou a fazer o que mais gosta: distorcer os fatos para vender sua ideologia estatizante e atacar o liberalismo. Ele usou, de forma um tanto pérfida – como de costume, um acontecimento verdadeiro para concluir algo absolutamente falso. Non sequitur.

Qual o fato verdadeiro? Havia alguns erros de cálculo nas várias planilhas dos respeitados estudos de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, que constam no livro Oito Séculos de Delírios Financeiros (“This Time is Different”). E qual a conclusão de Verissimo, o sabichão de economia? Que isso anula totalmente a conclusão dos autores, qual seja, a de que a austeridade fiscal é parte importante da receita de cura das crises econômicas no longo prazo.

Eis a forma sensacionalista que o cronista descreve a coisa: “A certeza de que com o tempo a austeridade se justificará, demonstrada claramente nas contas erradas da dupla, só conseguiu transformar ‘austeridade’ em palavrão, nos países em que a maioria da população continua pagando, com desemprego e miséria, pelos desmandos dos seus governos e a ditadura do capital financeiro, responsável pela crise”.

Haja cara-de-pau! Em primeiro lugar, a crise não foi causada pela “ditadura do capital financeiro”, que sequer existe e não passa de mais um fantasma criado pela mitologia canhota, um bode expiatório para culpar pelas burradas dos próprios governos estatizantes. A crise tem todas as impressões digitais dos governos nas cenas dos crimes. Juros artificialmente baixos, gastos públicos excessivos, excesso de regulação (sim, os setores no epicentro da crise eram os mais regulados), e por aí vai.

Em segundo lugar, Verissimo pega um erro que não altera o resultado final da pesquisa para desqualificar o próprio conceito de “austeridade”. Será que o “matemático” Verissimo realmente pensa que o governo pode gastar mais do que arrecada infinita e impunemente? Será que ele pensa, de fato, que é o governo que cria prosperidade por meio de gastos públicos? O Brasil já deveria ser uma potência econômica de causar inveja a países como Suíça, Cingapura, Austrália e Nova Zelândia, certo? O que deu errado?

O “economista” Verissimo afirma que a austeridade não está dando certo em lugar algum do mundo, e cita como exemplos Grécia e Espanha. Mas será que o homem não sabe que foi justamente a gastança irresponsável dos governos desses países, principalmente do grego, que gerou a grave crise em primeiro lugar? Será que Verissimo pretende nos explicar de onde vem os recursos para que governos possam gastar tanto sem efeitos nefastos? Do céu? Das árvores? De Marte? Das impressoras do Banco Central?

No final do artigo, Verissimo ainda encontrou uma oportunidade para bater em Thatcher, o terror dos socialistas. Ela foi jocosamente chamada de “Mrs. Austeridade” pelo cronista, que usou as pompas fúnebres bancadas pelo governo para atacá-la. Mausoléu de ditador comunista não incomoda gente como o Verissimo, mas um singelo reconhecimento pelo legado da maior estadista que a Inglaterra já teve é um disparate, que negaria todo seu histórico de austeridade e combate ao cancerígeno “welfare state”.

O título do artigo de Verissimo é “Dois + dois = ?”. Para liberais, a resposta é uma só: 4. Mas sabemos qual a resposta para ele: 8, ou talvez 10, quiçá 12! Por que um governo deveria ser austero, gastar menos do que arrecada? Isso é coisa de “neoliberal” insensível, que não liga para os pobres. Verissimo é diferente, um sujeito bom, sensível, nobre, e por isso ele defende a gastança estatal irresponsável. Qual o problema de imprimir dinheiro e sair gastando para ajudar os pobres?

Um “neoliberal” chato diria que é a inflação, o mais nefasto imposto sobre os pobres. Mas isso é detalhe. O importante mesmo é colocar Thatcher e seus seguidores como os representantes do Capeta na Terra, e tecer loas aos socialistas que monopolizam as virtudes e só entregam caos social, desgraça e miséria. A tragicomédia da vida pública...   

terça-feira, abril 16, 2013

Eu tive um sonho

Sonhei que o espírito de Margaret Thatcher havia reencarnado na presidente Dilma. Veja no GLOBO o resultado disso.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O legado de Thatcher

Aproveitando o momento de destaque, com o Oscar de melhor atriz (merecido) para Meryl Streep no filme sobre sua pessoa, segue um curto vídeo em homenagem ao legado desta grande estadista que foi Lady Thatcher, produzido pelo The Heritage Foundation. Fica aqui registrada a minha profunda admiração por esta grande mulher.

quinta-feira, junho 16, 2011

Uísque fez de Thatcher dama de ferro


Deu na Reuters (traduzido pelo Terra)

Margareth Thatcher, a "dama de ferro" da Grã-Bretanha, afiava sua famosa determinação com o consumo de bebidas alcoólicas noite adentro, afirmou a secretária pessoal da ex-primeira-ministra britânica em um documentário de TV. De acordo Cynthia Crawford, uísque ajudou-a a preservar sua determinação durante os piores momentos de seu governo.
Thatcher, que foi criada pelo pai metodista para ser avessa ao álcool, não bebia até chegar ao poder. Mesmo na Universidade Oxford, a futura primeira-ministra ia para a cama depois de ter bebido no máximo uma xícara de chocolate quente.

Porém, na época em que Thatcher se tornou a figura política mais poderosa de sua geração, o álcool virou um aliado. A bebida favorita de seu marido, Denis, o gim tônica, não parecia suficiente para Maggie, descrita uma vez por Ronald Reagan como o melhor homem da Inglaterra. Quando Thatcher entrou em guerra com a Argentina para recuperar as ilhas Falkland (Malvinas), sua secretária pessoal, ouviu-a dizer: "Não se pode beber gim tônica no meio da noite, querida. Você precisa de um uísque com água gasosa porque isso lhe dará energia." Crawford confessou: "Ao final da Guerra da Malvinas, eu estava um pouco dependente de uísque com água gasosa."

Mas, ao menos uma vez, a dirigente precisou de algo mais que uísque para carregar suas baterias. Crawford disse que, no dia em que o reinado de 11 anos de Thatcher terminou, percebemos que "deveríamos chamar um médico para dar-lhe apenas uma dose de vitamina B-12, o que a manteve animada um pouco mais. Ela estava muito, muito deprimida e cansada nessa época".

Jane Bonham Carter, produtor do documentário em quatro partes que começa a ser exibido hoje na Grã-Bretanha pelo canal ITV1, classificou Thatcher de a "mulher mais significativa da Inglaterra desde a rainha Elizabeth I".

Comentário: Por essas e outras que sempre desconfiei de quem não bebe nada! Thatcher, Churchill e companhia sabiam da importância de um bom scotch! Como colocou Karl Kraus, "que são todas as orgias de Baco comparadas à embriaguez daquele que se entrega sem freio à abstinência?". Viva o uísque! Viva Thatcher!