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domingo, dezembro 09, 2012

Os negros da Carta Capital

Rodrigo Constantino

Aos poucos, fui tomando coragem de fazer uma leitura dinâmica da grande matéria de capa da última Carta Capital, atacando a "direita" brasileira. Em certo momento, eis o que diz a revista:

Os "especialistas" [do Instituto Millenium] são todos, curiosamente, brancos. Talvez por conta da adesão furiosa da agremiação aos manifestantes anticotas raciais. 

Como um trecho tão curto pode conter tanto a essência da esquerda? Notem que em momento algum a questão das cotas em si foi debatida. Funciona assim: se você é branco, você condena as cotas raciais... porque é branco! Se um think tank tem maioria branca, então por isso condena as cotas raciais ou atrai aqueles que condenam.

O que a Carta Capital tem a dizer de Thomas Sowell, que é contra as cotas, um pensador liberal e muito respeitado por todos do Instituto Millenium? Aliás, eu votaria nele para presidente do instituto, quiçá do país! O que a revista diria disso? Que ele é um "traidor", porque é negro mas condena as cotas racistas, digo, raciais? 

Estamos diante da velha tática esquerdista de atacar pessoas, não idéias ou argumentos. O racismo está na Carta Capital, que julga pela cor da pele. É asqueroso, como todo o resto que vem dessa revista de quinta categoria, que só sobrevive graças às esmolas estatais.

Mas para finalizar, vamos fazer a pergunta: e quem são os "especialistas" da Carta Capital? Seriam eles negros? Será que o Mino Carta aplica o critério das cotas em sua própria revista? Vejamos:


Mino Carta

Luís Nassif
Leandro Fortes
Delfim Netto
Ildo Sauer
Cynara Menezes
Claudio Bernabucci

Como fica claro, esse time de "especialistas", a começar pelo próprio chefe, não representa exatamente aquilo que chamaríamos de "negão" por aqui. O mais escurinho da turma conseguiria passe para a Ku Klux Klan se quisesse. KKK, para quem não sabe, era aquele clã racista formado basicamente por democratas (esquerda) nos Estados Unidos, que hoje fingem ser os maiores combatentes do racismo. A esquerda é assim mesmo: adora apagar o passado.

Voltando à reportagem, o Instituto Millenium foi acusado por ter muitos brancos. Fica a pergunta: onde estão os negros da Carta Capital? Ai se a esquerda não tivesse sempre que apelar para padrões duplos de julgamento...

PS: Nem preciso dizer que como liberal não ligo para a cor da pele, algo que sequer escolhemos. O que une esse time aí de cima é outra coisa, algo que devemos julgar, ao contrário da "raça". E posso garantir que os "especialistas" da Carta Capital não passam no teste. Eles merecem escrever na Carta Capital mesmo...












sábado, dezembro 08, 2012

A encomenda

Rodrigo Constantino

A revista Carta Capital dessa semana ligou a metralhadora giratória contra a "direita". Não vou entrar no detalhe pois confesso que nem li a reportagem. Soube que é um verdadeiro lixo, como de praxe quando se trata dessa revista chapa-branca. Vou apenas comentar a acusação que a revista me faz: de que meu novo livro, Privatize Já, foi "encomendado" como resposta ao Privataria Tucana

Prezado Mino Carta, tenha a caridade de me dizer QUEM foi que encomendou meu livro, pois até agora nenhum centavo pingou em minha conta. Foi a CIA? A Mossad? Os tucanos que são criticados no livro (se ao menos os "jornalistas" da revista tivessem LIDO mais que o título)? Foi o Iluminatti? A Maçonaria? Gostaria muito de ter essa informação, para enviar a fatura.

Talvez quem encomendou o livro tenha feito algum depósito na Suíça ou em um paraíso fiscal e ainda não me avisou. Mino, caso você não conheça os meandros dessas contas secretas, será que poderia perguntar aos colegas do PT como isso funciona? Será que o Duda Mendonça faria a gentileza de me dar umas aulas sobre o assunto?

Sobre o livro do Amaury Ribeiro Jr., eu confesso que li. Na verdade, "tive" que ler, pois tinha uma PARTE do meu livro que fala da privataria petista, e eu queria saber se poderia aproveitar alguma coisa do livro dele. Doce ilusão! O livro não fala nada de privatização em si, e não passa de um ataque requentado ao José Serra (que eu, caso não saibam, jamais defendi - esquerdista demais). 

Portanto, o meu livro não tem absolutamente NADA a ver com o privataria tucana. Meu livro é uma compilação teórica e empírica que demonstra o sucesso da privatização, no Brasil e no mundo. E isso sem poupar críticas aos tucanos, que a revista insinua serem os responsáveis pela "encomenda".

Eis o fenômeno que estamos diante: o problema dos "jornalistas" da Carta Capital é que se projetam nos outros, ligam a metralhadora giratória na frente do espelho. Quando julgam o mundo pelo que enxergam neles mesmos, claro que só poderiam ver podridão, autores vendidos, safados, cafajestes. Tio Lênin ensinou para a turma: acusem seus inimigos daquilo que vocês são! Aprenderam direitinho...

Não é verdade, Mino?

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Novas confissões

Rodrigo Constantino

Ainda chocado e desnorteado com as descobertas da revista Carta Capital, pretendo fazer novas confissões, antes que toda a verdade venha à tona.

Tive contatos com espiões da CIA sim, e parece que eles, junto com a Scotland Yard, planejam um golpe no Brasil para derrubar o governo popular (não populista!) do PT. É que nós, reacionários, não toleramos o fato de um metalúrgico ter chegado ao poder! Nossa revolta nada tem a ver com corrupção, aparelhamento da máquina estatal, tentativa de censura da mídia ou demais invenções que criamos na imprensa golpista.

Confesso que não sou parte da elite desse grupo tático, mas escutei algumas coisas aqui e acolá. Portanto, não chego a ser um espião da CIA, mas sei que a coisa é séria. Diria que até o 007 está envolvido no esquema, e a Carta Capital está em destaque entre nossos alvos mais perigosos. São muitos leitores, e muito poder de influência...

Tenho outras confissões a fazer. Meu cachorro se chama Bono, nome de esquerdista caviar, para disfarçar; mas na verdade ele é treinado pela CIA para atacar comunistas. Trata-se de um maltês ameaçador, e a ideia do Instituto Millenium é bancar um projeto de produção em série de cães desse tipo, para perseguir comunas. O projeto chama-se Pet McCarthy, e conta com fundos milionários levantados entre a comunidade judaica com anseio de conquistar o mundo.

Aproveito também para confessar que sou heterossexual. Sei que é uma coisa terrível de se dizer em público no século 21, mas estou passando tudo a limpo antes que a Carta Capital consiga me desmascarar ainda mais. O segredo é não dar chance ao inimigo, antecipando-se. Sim, eu gosto de mulher. Mea culpa! 

E aquele livro novo, Privatize Já, que a revista ainda não resenhou, foi sim encomendado pelos grandes conspiradores do capital. Recebi polpudas verbas para colocar aquelas mentiras todas no papel, manchando minha reputação. Onde eu estava com a cabeça para afirmar que a privatização da Telebras foi positiva para o povo? Ou para chamar de privataria petista o que, no fundo, não passa de um governo limpo e sem escândalos?

Sei que pessoas como Mino Carta e Luís Nassif não entendem esse tipo de atitude mesquinha, essa prostituição; mas sejam compreensivos: eu preciso colocar o leite das crianças em casa! Será que se vocês estivessem precisando, não aceitariam dinheiro para mentir um pouquinho? É, no caso de vocês talvez seja diferente, mas nós "reaças" nunca tivemos caráter mesmo...

Agora que a Carta Capital já sabe toda a verdade, espero ser deixado em paz. Não represento mais perigo para os planos democráticos de Dirceu e Mino Carta. 

Confissões

Rodrigo Constantino

Parece que a revista Carta Capital me descobriu. Não é mais possível esconder a verdade. Sim, eu sou um reacionário golpista! Meu intuito é dar um golpe na nossa democracia, impedindo que ela se aproxime do “excesso de democracia” venezuelana ou quiçá do paraíso social cubano. Mea culpa!

Sou tão reacionário, mas tão reacionário, que chego a preferir países capitalistas atrasados como Suíça, Austrália, Canadá e Nova Zelândia ao invés de lugares bem mais voltados para o social como Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia, todos administrados pelos camaradas do PT. Preciso confessar essas baixarias.

A Carta Capital é uma revista tão boa nas investigações, que descobriu inclusive o papel do Instituto Millenium, que ajudei a fundar. Tudo não passa de uma conspiração dos barões da mídia. Creio até que a família Marinho e a família Civita chegaram a depositar milhões em alguma conta suíça para mim, mas ainda não soube dos detalhes.

Mas isso não é tudo! O que eu preciso confessar aqui, em público, é meu sonho de um dia ser um jornalista tão sério e isento como Mino Carta, um símbolo da honestidade e integridade no ramo, alguém que não se vende, que não aceita pautar suas matérias de acordo com as verbas que recebe. Quando eu crescer, quero ser como o Mino Carta! Como o Mino Carta!

É isso, minha gente. Não passo de um reacionário patético, um lacaio do capital, um golpista barato. Agora, se me dão licença, tenho que ir para uma reunião com a cúpula dos tubarões da imprensa golpista para acertar detalhes da nossa estratégia de reação a essa bomba que a Carta Capital, uma das revistas mais lidas e respeitadas do planeta, soltou em cima de nós. Até a próxima!