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sexta-feira, julho 05, 2013

Cotas raciais no Maracanã?

Fonte: Folha
Rodrigo Constantino

Deu na FolhaEm uma entrevista coletiva que tinha como objetivo divulgar o lançamento de sua biografia, "Gilberto Bem Perto", mas que acabou enveredando para assuntos variados, o cantor Gilberto Gil criticou, na tarde desta quinta-feira, em Paraty (RJ), a falta de acesso da população negra e pobre às partidas da Copa das Confederações e da Copa-2014, no Brasil, por conta do alto preço dos ingressos.
"Tem de haver uma mobilização autopromovida pelas favelas, pelas periferias, para suprir a carência que esses grandes eventos globais acabam impondo ao Brasil, que é a filtragem pelo preço dos ingressos", disse o ex-ministro da Cultura, que afirmou ter ido ao Maracanã no último domingo, para a final entre Brasil e Espanha.
"Fiquei na tribuna de honra, ao lado do [Joseph] Blatter [presidente da Fifa], do Zagallo, Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor. Quando cheguei em casa, vi pela TV que o lugar onde os jogadores correram para abraçar a torcida não tinha o matiz racial brasileiro, era esbranquiçado. Isso no Maracanã, onde as pessoas da Mangueira costumavam descer para ver os jogos."

Comento: Era só o que faltava! Cotas raciais para jogos! Gilberto Gil está fazendo coro a Frei David Santos, da Educafro, que, segundo Ancelmo Gois, tem demandado a mesma coisa da Fifa. Essa gente não vai descansar enquanto não criar um Brasil totalmente segregado, com "negros" (lembrem-se sempre de que 40% da população é parda, mestiça, recusa o rótulo purista de "raça") de um lado, e brancos do outro. 

O que o país precisa é oferecer melhores condições para todos, independente da cor da pele. E isso não será por meio de mais intervenção estatal, com criação de privilégios na canetada, e sim por reformas liberais que permitam mais prosperidade econômica. 

Por fim, Gilberto Gil deveria convencer seu camarada Chico Buarque a reduzir os preços dos ingressos para seus shows, pois nesse momento, os artistas de esquerda parecem esquecer o discurso bonitinho para a platéia, e mergulhar nessa coisa "terrível" chamada lucro. Será que Gil vai reclamar do show do colega ter muito "branco de elite", e ninguém das favelas e periferias?

domingo, dezembro 09, 2012

Os negros da Carta Capital

Rodrigo Constantino

Aos poucos, fui tomando coragem de fazer uma leitura dinâmica da grande matéria de capa da última Carta Capital, atacando a "direita" brasileira. Em certo momento, eis o que diz a revista:

Os "especialistas" [do Instituto Millenium] são todos, curiosamente, brancos. Talvez por conta da adesão furiosa da agremiação aos manifestantes anticotas raciais. 

Como um trecho tão curto pode conter tanto a essência da esquerda? Notem que em momento algum a questão das cotas em si foi debatida. Funciona assim: se você é branco, você condena as cotas raciais... porque é branco! Se um think tank tem maioria branca, então por isso condena as cotas raciais ou atrai aqueles que condenam.

O que a Carta Capital tem a dizer de Thomas Sowell, que é contra as cotas, um pensador liberal e muito respeitado por todos do Instituto Millenium? Aliás, eu votaria nele para presidente do instituto, quiçá do país! O que a revista diria disso? Que ele é um "traidor", porque é negro mas condena as cotas racistas, digo, raciais? 

Estamos diante da velha tática esquerdista de atacar pessoas, não idéias ou argumentos. O racismo está na Carta Capital, que julga pela cor da pele. É asqueroso, como todo o resto que vem dessa revista de quinta categoria, que só sobrevive graças às esmolas estatais.

Mas para finalizar, vamos fazer a pergunta: e quem são os "especialistas" da Carta Capital? Seriam eles negros? Será que o Mino Carta aplica o critério das cotas em sua própria revista? Vejamos:


Mino Carta

Luís Nassif
Leandro Fortes
Delfim Netto
Ildo Sauer
Cynara Menezes
Claudio Bernabucci

Como fica claro, esse time de "especialistas", a começar pelo próprio chefe, não representa exatamente aquilo que chamaríamos de "negão" por aqui. O mais escurinho da turma conseguiria passe para a Ku Klux Klan se quisesse. KKK, para quem não sabe, era aquele clã racista formado basicamente por democratas (esquerda) nos Estados Unidos, que hoje fingem ser os maiores combatentes do racismo. A esquerda é assim mesmo: adora apagar o passado.

Voltando à reportagem, o Instituto Millenium foi acusado por ter muitos brancos. Fica a pergunta: onde estão os negros da Carta Capital? Ai se a esquerda não tivesse sempre que apelar para padrões duplos de julgamento...

PS: Nem preciso dizer que como liberal não ligo para a cor da pele, algo que sequer escolhemos. O que une esse time aí de cima é outra coisa, algo que devemos julgar, ao contrário da "raça". E posso garantir que os "especialistas" da Carta Capital não passam no teste. Eles merecem escrever na Carta Capital mesmo...












terça-feira, outubro 04, 2011

What Happened to Post-Racial America?

By WARD CONNERLY, WSJ

Few government policies have had the reach, immortality and consequences of affirmative action. A policy that could be justified at its start, affirmative action has now become yesterday's solution to yesterday's problem. Yet it endures as if nothing has happened in the past 50 years.

There is an interracial man—although self-identified "African-American"—occupying the White House, blacks are on our courts, including the highest court in the land, blacks are mayors of major cities and heads of American corporations.

Notwithstanding all this, President Barack Obama, who was elected largely because Americans thought he would lead the nation to a Promised Land of post-racialism, recently signed Executive Order 13583 "to promote Diversity and Inclusion in the Federal Workforce." The irony is that few institutions in America are more "diverse" and "inclusive" than the federal government, where the workforce is 17% black while blacks are roughly 13% of the U.S. population.

In addition to the president's executive order, the Dodd-Frank financial-reform law included Section 342, promoted by Rep. Maxine Waters (D., Calif.), which should be called the "White Male Exclusion Act." It establishes in all federal financial regulatory agencies an "Office of Minority and Women Inclusion" with responsibility for "diversity in management, employment and business activities."

It is doubtful that anyone can name a government agency that does not include an affirmative-action office or "diversity" department in its structure. The infrastructure of the diversity network is vast.

More than anything else, the pursuit of diversity overshadows and subordinates excellence and competence and often makes us content with mediocrity. The late economist Milton Friedman once told me that "Freedom to compete fairly for university admissions, jobs and contracts is central to all that America professes to be."

In a recent column on these pages, Stanford's Shelby Steele observed that "the values that made us exceptional have been smeared with derision. . . . Talk of 'merit' or 'a competition of excellence' in the admissions office of any Ivy League university today and then stand by for the howls of academic laughter." As a former regent of the University of California, I can confirm that these howls, and worse, are not confined to the Ivy League.

When former Supreme Court Justice Sandra Day O'Connor ruled in the 2003 Grutter v. Bollinger decision that the use of race preferences was constitutional while in the pursuit of diversity, she offered the hope that such preferences would no longer be necessary by 2028. Eight years later, the federal government is moving further away from Justice O'Connor's goal, not closer.

The longer we allow preferences to endure in the guise of diversity, the more damage will be done to the nation. If the president is serious about America rededicating itself to our ideals—which are liberty, economic opportunity for all, individual merit and the principle of equality—then he should begin with rescinding his executive order on affirmative action, calling on Congress to repeal Section 342 of Dodd-Frank, and paring back the burdensome and redundant diversity network that exists within the federal government.

Finally, he should urge Americans to embrace the color-blind vision of John F. Kennedy, who said that "race has no place in American life or law, and of Martin Luther King Jr., who dreamed of the day when the color of his children's skin would be subordinate to the content of their character.

Mr. Connerly is president of the American Civil Rights Coalition and author of "Lessons from My Uncle James: Beyond Skin Color to the Content of our Character" (Encounter Books, 2008).