Idéias de um livre pensador sem medo da polêmica ou da patrulha dos "politicamente corretos".
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segunda-feira, outubro 08, 2012
Propaganda infantil
Meu artigo de hoje para o OrdemLivre, sobre a propaganda infantil e o perigo de se delegar ao estado a tutela de nossos filhos.
quarta-feira, março 07, 2012
Salários iguais para as mulheres?
Rodrigo Constantino
A lei que obriga a equalização de salário entre homens e mulheres para o mesmo cargo (e a produtividade e eficiência, quem mede?) vai agora para a sanção da presidente. Na prática, mais poder arbitrário para fiscais e burocratas. Mais dificuldades criadas para a venda de facilidade ilegal depois. Mais um exemplo de boa intenção pavimentando as ruas do inferno.
Quando as benesses estatais extras para a licença de maternidade foram aprovadas, escrevi o seguinte artigo, alegando que as mulheres não precisam da tutela estatal. Os argumentos servem para o caso atual também.
Como perguntou um colega do Facebook: os top models masculinos vão ganhar o mesmo que a Gisele Bundchen?
Mas calma que o governo sempre tem uma nova medida intervencionista para resolver os problemas causados pela outra. Mulheres serão menos contratadas agora? Então basta impor uma COTA para mulheres nas empresas! Toda empresa tem que ter no mínimo 45% de mulher no quadro de pessoal. Melhor não dar idéia, nem de brincadeira...
A lei que obriga a equalização de salário entre homens e mulheres para o mesmo cargo (e a produtividade e eficiência, quem mede?) vai agora para a sanção da presidente. Na prática, mais poder arbitrário para fiscais e burocratas. Mais dificuldades criadas para a venda de facilidade ilegal depois. Mais um exemplo de boa intenção pavimentando as ruas do inferno.
Quando as benesses estatais extras para a licença de maternidade foram aprovadas, escrevi o seguinte artigo, alegando que as mulheres não precisam da tutela estatal. Os argumentos servem para o caso atual também.
Como perguntou um colega do Facebook: os top models masculinos vão ganhar o mesmo que a Gisele Bundchen?
Mas calma que o governo sempre tem uma nova medida intervencionista para resolver os problemas causados pela outra. Mulheres serão menos contratadas agora? Então basta impor uma COTA para mulheres nas empresas! Toda empresa tem que ter no mínimo 45% de mulher no quadro de pessoal. Melhor não dar idéia, nem de brincadeira...
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Propaganda infantil: proibir ou não?
Vídeo onde argumento contra a nova tentativa de proibirem a propaganda voltada ao público infantil das 7h às 22h na televisão. Trata-se de medida extremamente perigosa para nossas liberdades básicas.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
2027
Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal
Bangu, tarde ensolarada. Detento puxa conversa com o novo colega de cela:
– Ei, por que você foi preso?
– Meu filho me denunciou para o Conselho Tutelar. Ele me desobedeceu e foi brincar em vez de estudar, depois tirou zero na prova, e ainda agrediu verbalmente a mãe quando demos uma bronca nele. Não resisti: dei-lhe uma palmada. Foi um ato involuntário. Perdi o controle, reconheço. Fui enquadrado na Lei da Palmada. E você?
– Acendi um cigarro dentro de casa. Local fechado é proibido. Minha empregada me denunciou para o Conselho de Saúde e Higiene. Argumentou que sua saúde estava em risco por conta do meu cigarro. Já é a segunda vez que vou preso. Antes foi por exagerar na fritura em plena praça pública. Os Agentes da Saúde me pegaram no flagra, com o agravante de ter crianças no local.
– E aquele outro ali, calado no canto? Você sabe por que ele está aqui?
– Sim. É um pequeno empresário. Tinha a concessão de TV para um município do interior, e cometeu a imprudência de transmitir uma propaganda de doces no meio da tarde! Os fiscais do Conselho Tutelar foram no mesmo dia com dez viaturas da polícia e prenderam o homem, e depois ainda fecharam sua emissora. Ele parece estar em depressão.
– Puxa vida. E aquele ali, agitado ao extremo?
– Esse foi preso ao tentar comprar uma aspirina com receita médica falsificada. Ele alega ter forte dor de cabeça, mas estava sem dinheiro para uma consulta médica particular, e a fila do SUS...
Enquanto os dois continuavam conversando, lá fora do presídio uma grande estátua do Grande Líder Lula brilhava aos últimos raios crepusculares daquela quente tarde de 2027.
terça-feira, outubro 04, 2011
Gisele Bündchen incomoda tutores estatais
Editorial de O Globo
Desde 2003, com a vitória eleitoral da aliança lulopetista, a sociedade tem sido surpreendida, de tempos em tempos, por atitudes de autoridades federais dentro do figurino de regimes não democráticos, em alguns casos sem nada a dever ao pensamento de grupos fundamentalistas conservadores. Numa visão superficial da colcha de retalhos político-ideológica existente no país, seria algo incoerente, pois grupos que desembarcaram em Brasília em 2003 na caravana vitoriosa lulopetista sempre procuraram ser vistos como progressistas, autênticos democratas.
Engano. Na verdade, sempre fizeram parte das alianças de esquerda frações autoritárias, defensoras de um Estado forte a pairar sobre uma sociedade incapaz de decidir o que é bom para ela. Serão estes agentes da clarividência, donos de verdades inabaláveis, que irão "proteger" a população contra maus hábitos e más influências. Neste mesmo coquetel ideológico há, misturado, o ingrediente do "politicamente correto", de cujo jargão, por exemplo, fazem parte termos como "afrobrasileiro". É uma espécie de cultura refratária à leveza de espírito e ao bom humor que um dia já foram considerados aspectos da alma brasileira.
O mais recente exemplo de ação desses grupos infiltrados no poder é a reação da titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, a uma campanha publicitária de roupas íntimas femininas, estrelada pela modelo Gisele Bündchen. Em três comerciais para TV bem humorados - grave delito -, a agência de publicidade usou o clichê da mulher que usa a beleza para conseguir o que quer dos homens para expor alguns produtos do anunciante. Foi demais, e a secretária formalizou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pedido de suspensão da campanha, por "falta de respeito à condição feminina", tendo considerado as peças "preconceituosas e discriminatórias". O Conar instalou processo, a ser julgado em breve. Cumpre seu papel.
Menos mal que a SPM recorreu ao órgão de autorregulamentação. Não fez como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, contumaz infratora da Constituição ao tentar censurar propagandas quando as considera daninhas ao brasileiro. Na Anvisa existe outro bunker de tutores estatais do brasileiro, um povo sem condições de comprar os alimentos mais saudáveis, de se medicar, e assim por diante.
Não é um problema haver reações negativas a campanhas publicitárias ou ao que seja. Tratam-se de fatos normais numa democracia. Anormal é quando grupos militantes de pressão, por contingências político-partidárias, passam a controlar instrumentos públicos para impor seu projeto ideológico.
Este aparelho feminista instalado no governo convive lado a lado com outra secretaria cuja missão é executar no Brasil um projeto racialista. Devido a este aparelhamento é que foi tentado contrabandear para o programa de Defesa de Direitos Humanos a censura à imprensa para o caso de divulgação de supostas ideias racistas. O ataque da SPM à propaganda com Gisele Bündchen não é cômico. Poderia, mas se trata de algo mais sério, por ser nova tentativa de comissários de intervir na liberdade da produção audiovisual brasileira.
Desde 2003, com a vitória eleitoral da aliança lulopetista, a sociedade tem sido surpreendida, de tempos em tempos, por atitudes de autoridades federais dentro do figurino de regimes não democráticos, em alguns casos sem nada a dever ao pensamento de grupos fundamentalistas conservadores. Numa visão superficial da colcha de retalhos político-ideológica existente no país, seria algo incoerente, pois grupos que desembarcaram em Brasília em 2003 na caravana vitoriosa lulopetista sempre procuraram ser vistos como progressistas, autênticos democratas.
Engano. Na verdade, sempre fizeram parte das alianças de esquerda frações autoritárias, defensoras de um Estado forte a pairar sobre uma sociedade incapaz de decidir o que é bom para ela. Serão estes agentes da clarividência, donos de verdades inabaláveis, que irão "proteger" a população contra maus hábitos e más influências. Neste mesmo coquetel ideológico há, misturado, o ingrediente do "politicamente correto", de cujo jargão, por exemplo, fazem parte termos como "afrobrasileiro". É uma espécie de cultura refratária à leveza de espírito e ao bom humor que um dia já foram considerados aspectos da alma brasileira.
O mais recente exemplo de ação desses grupos infiltrados no poder é a reação da titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, a uma campanha publicitária de roupas íntimas femininas, estrelada pela modelo Gisele Bündchen. Em três comerciais para TV bem humorados - grave delito -, a agência de publicidade usou o clichê da mulher que usa a beleza para conseguir o que quer dos homens para expor alguns produtos do anunciante. Foi demais, e a secretária formalizou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pedido de suspensão da campanha, por "falta de respeito à condição feminina", tendo considerado as peças "preconceituosas e discriminatórias". O Conar instalou processo, a ser julgado em breve. Cumpre seu papel.
Menos mal que a SPM recorreu ao órgão de autorregulamentação. Não fez como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, contumaz infratora da Constituição ao tentar censurar propagandas quando as considera daninhas ao brasileiro. Na Anvisa existe outro bunker de tutores estatais do brasileiro, um povo sem condições de comprar os alimentos mais saudáveis, de se medicar, e assim por diante.
Não é um problema haver reações negativas a campanhas publicitárias ou ao que seja. Tratam-se de fatos normais numa democracia. Anormal é quando grupos militantes de pressão, por contingências político-partidárias, passam a controlar instrumentos públicos para impor seu projeto ideológico.
Este aparelho feminista instalado no governo convive lado a lado com outra secretaria cuja missão é executar no Brasil um projeto racialista. Devido a este aparelhamento é que foi tentado contrabandear para o programa de Defesa de Direitos Humanos a censura à imprensa para o caso de divulgação de supostas ideias racistas. O ataque da SPM à propaganda com Gisele Bündchen não é cômico. Poderia, mas se trata de algo mais sério, por ser nova tentativa de comissários de intervir na liberdade da produção audiovisual brasileira.
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