quinta-feira, março 23, 2006

O Médico e o Monstro



Rodrigo Constantino

O médico era um homem sereno, tranqüilo, que gozava de razoável reputação. Vivia, entretanto, um outro ser dentro dele, dividindo o mesmo corpo. Este era medonho, deixando um rastro de pavor e repulsa por onde passava. O médico descobriu a poção mágica do poder, que poderia separar ambos, dando vida a um novo indivíduo, formado unicamente pelas características ruins da dupla personalidade. A impunidade, já que o monstro poderia virar médico a qualquer momento, era um convite ao crime. Desde então, ficara cada vez mais difícil controlar a fera.

O médico ainda resistia, e tornou-se até mesmo um respeitado ministro. Era uma voz de bom senso no meio de uma verborragia populista dos demais membros do governo. Mas o monstro estava lá, vivo, com seu passado de militante esquerdista, com suas ambições desenfreadas pelo poder. Dr. Jeckyl tentava ocultar, mas o passado de Mr. Hyde, que inclui formação de quadrilha e recebimento de propina mensal, ao que tudo indica, viria lhe assombrar. Até mesmo um simples caseiro iria entregar o lado mentiroso do médico, ainda que tudo tenha sido feito para calá-lo e desqualificá-lo, com métodos que remetem à ditadura.

Tal como na obra de Stevenson, o lado mal sempre vence a disputa com o bem nesses casos de personalidade dupla. O médico não tem forças para dominar o monstro. Este é mais forte, mais determinado, e acaba destruindo ambos no final.

5 comentários:

Sergio Oliveira disse...

Acho triste acusar sem provas. Imagine se aparecesse um caseiro dizendo que o Guigui frequentava a casa do Marcos Valério e saía de lá com duas pastas executivas com papéis cinza esverdeados?

E imagine que por coincidência, a conta desse caseiro estivesse cheia de dinheiro depositado em dinheiro vivo, isto é, não dá para saber quem realmente depositou.

E imagine que, tb por coincidência, o caseiro conversou algumas semanas antes com a galera da oposição que, as vésperas da eleição e ávida por retomar o osso do poder, é capaz de tudo para convencer um pobre caseiro a afirmar o que ele acha que viu.

A questão é: Não deixemos nossas convicções políticas ofuscarem a lógica e o estado de direito. Ninguém pode ser jogado ao fogo por causa de um caseiro com a conta abarrotada de dinheiro e com encontros suspeitos com a oposição, que diz que viu o que acha que viu.

Uma coisa é não gostar do Lula e do PT. Outra coisa é tirar conclusões precipitadas e atentar contra a honra alheia. Que se investigue primeiro a fundo, para depois sim, malhar o Judas.

Rodrigo Constantino disse...

Só não há provas ou no mínimo evidências contundentes que incriminam Palocci para quem não quer ver.

Anônimo disse...

Livro e muito ruim..desculpe mas vumitei enquanto lia esa merda

Anônimo disse...

uma pessoa que não sabe nem escrever corretamente (independentemente de estarmos na internet, pois você fala o que você escreve) com certeza não tem bom gosto para leitura, esta obra é esplêndida!

Beatriz disse...

eu concordo com você rodrigo.
meu nome é beatriz tenho 13 anos, estou lendo esse livro na minha escola, e ele é muito bom ele apresenta mistérios e principalmente muita descrição, dia 17/04/08 terei uma prova sobre esse livro