quinta-feira, setembro 15, 2011

Os excessos de Verissimo

Rodrigo Constantino

Confesso que cansei de rebater as baboseiras ideológicas que Luis Fernando Verissimo escreve em suas colunas, que deveriam ser sobre crônicas do cotidiano (o que ele sabe fazer bem), mas invariavelmente se transformam em puro proselitismo venenoso. Com aquele jeito simpático, aquela escrita de forma leve, eis que sempre vem um conteúdo pesado, uma mensagem pérfida em defesa do socialismo que ele tanto adora (ainda!).

Hoje, em sua coluna do Globo e Estadão, ele conseguiu chamar de "excessos e descaminhos" o que se deu durante a Revolução Russa. Isso mesmo! Matar milhões de russos em nome de um igualitarismo tosco, isso é um "excesso". Deixar deliberadamente quase 6 milhões de inocentes morrerem de fome, isso é um "descaminho" do "lindo" ideal da revolução socialista.

Existem apenas dois tipos de postura diante das atrocidades da Revolução Russa, segundo Verissimo: lamentar seus "excessos", mas reconhecer seus nobres fins de justiça; ou condená-la a priori como antinatural. E isso, naturalmente, só pode ser coisa de "neoliberal egoísta" que pretende deixar as injustiças naturais "sem remédio".

Para os familiarizados com a obra de Ayn Rand, Verissimo é o Ellsworth Toohey tupiniquim. Cada um tem o vilão que merece!

4 comentários:

fogueira disse...

Os meios só justificam os fins quando o interesse é de esquerda. Não é difícil comprovar essa afirmação. Basta ver a realidade atual dos paises que são governados pelos "socialistas". Tem modelo de ditadura para todos os gostos. Tem até país prisão! Mas sem garantia de indenização......Pior que é uma pessoa culta, digo, estudada.

Estuda disse...

Nestas horas, uma boa coisa a fazer é, como aquela sábia juíza de paz do DF, a Doutora Glória, cantava para mim quando deixava exalar esse ranço stalinista, bolchevique, na minha vida de gado:

" ....
Liberdade, liberdade
abre as asas sobre nós
nas lutas, nas tempestades
nós ousamos sua voz
..."

Logo o muro caiu, caiu a .... etc e tal e eu ... ufa! ... virei gente.

Quem sabe tem esperança para ele também?

Anônimo de todo dia disse...

Por que ele não começa dividindo o próprio patrimônio? Por que ficar esperando pela revolução para só então dividir?

GUSTAVO MIQUELIN FERNANDES disse...

Quanto mais leio, mais estudo, mais ouço esses escritores ditos "renomados", mais concluo que a burrice, realmente, não tem fronteiras ideológicas.