quarta-feira, setembro 13, 2006

O Ódio a Israel



Rodrigo Constantino

“Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.” (Karl Popper)

O anti-semitismo é praticamente tão antigo quanto o próprio judaísmo. Os motivos variaram com o tempo, mas oscilando, quase sempre, em torno da inveja. A prática da usura era condenada enquanto os judeus desfrutavam de sua evidente lógica. Shakespeare retratou de forma intensa o anti-semitismo de seu tempo, na sua clássica obra O Mercador de Veneza. Marx, constantemente tendo que buscar refúgio com agiotas por causa de sua irresponsabilidade financeira, demonstrou forte anti-semitismo, usando os judeus como bode expiatório. O Holocausto nazista, com amplo apoio dos principais líderes muçulmanos, foi o ponto alto do preconceito contra judeus. Atualmente, o ódio irracional ao povo judeu está novamente em alta, concentrado especialmente no próprio direito de existência de Israel.

Vários países existem por causa de decisões arbitrárias de governos, principalmente após guerras. São inúmeros exemplos, e Israel é apenas mais um. Só que, curiosamente, somente Israel não tem o direito de existir, segundo os muçulmanos, com o consentimento de muitos ocidentais – quase todos de esquerda. O que Israel faz de tão terrível para que mereça ser “varrido do mapa”, como fanáticos islâmicos defendem? Vou arriscar uma possível resposta nesse artigo.

Israel é um país pequeno, criado apenas em 1948, contando com pouco mais de 6 milhões de habitantes. Entretanto, o telefone celular foi desenvolvido lá, pela filial da Motorola, que possui seu maior centro de desenvolvimento em Israel. A maior parte do sistema operacional do Windows NT e XP foi desenvolvida pela Microsoft-Israel. A tecnologia do chip do Pentium MMX foi projetada na Intel em Israel. O microprocessador Pentium 4 e o processador Centrino foram totalmente projetados, desenvolvidos e produzidos em Israel. A tecnologia da “caixa postal” foi desenvolvida em Israel. A Microsoft e a Cisco construíram suas únicas unidades de pesquisa e desenvolvimento fora dos EUA em Israel. Em resumo, Israel possui uma das indústrias de tecnologia mais avançadas do mundo.

A economia de Israel, acima de US$ 150 bilhões por ano, é superior a soma de todos os seus vizinhos. A penetração de computador é uma das maiores do mundo. Mais da metade dos habitantes tem acesso a Internet. Israel possui ainda a maior proporção do mundo de títulos universitários em relação a população. Lá são produzidos mais artigos científicos per capita que qualquer outro país do mundo. Israel possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Oriente. A renda per capita está chegando a US$ 25 mil. Cientistas israelenses desenvolveram o primeiro aparelho para diagnóstico de câncer de mama totalmente computadorizado e não radioativo. E por aí vai.

Não custa lembrar que tudo isso foi conseguido sob constante ameaça terrorista por parte dos vizinhos muçulmanos, forçando um pesado gasto militar por parte do governo israelense. Em relação ao PIB, Israel possui um dos mais elevados gastos militares do mundo. Ainda assim, o país despontou no campo científico e tecnológico, oferecendo enormes avanços para a humanidade.

Quando comparamos esta realidade com a situação caótica da maioria dos países com predominância islâmica, fica mais fácil entender uma parte do ódio patológico que é alimentado contra os judeus. Claro que fatores religiosos pesam. Mas as gritantes diferenças econômicas e sociais adicionam muita lenha na fogueira. Fora isso, os israelenses podem escolher seus governantes democraticamente, enquanto os muçulmanos vivem sob ditaduras. Isso para não falar das diferenças quanto a liberdade feminina. Com tanta miséria, falta completa de liberdade, mulheres submissas e com o corpo todo coberto, a tentação de morrer como mártir e ser recebido por dezenas de virgens no paraíso parece irresistível. Mas o ideal seria mostrarmos para os muçulmanos que isso não é necessário. Israel não é um paraíso – longe disso. Mas perto da realidade dos vizinhos islâmicos, está quase lá. Ao invés de cometer suicídio num ataque terrorista na tentativa de destruir Israel, os muçulmanos fariam melhor se pressionassem seus líderes para que Israel fosse copiado, não “varrido do mapa”. Todos, com a exceção dos seguidores do profeta que usam a existência de Israel como desculpa para todo tipo de atrocidade doméstica, sairiam ganhando.

21 comentários:

Egle Figueiredo disse...

Israel é capitalista. O ódio dos esquerdistas também reside aí.
Israel, com uma população de menos de dois por cento da população mundial, parece prezar tanto o conhecimento e a ciência, que ofende aos falsos religiosos que não concebem a fé com a tecnologia, e no entanto, Israel tem a mesma religião de mais de três mil anos e diversas participações em qualquer área científica.

Quando atacado, seus algozes terroristas são chamados de "militantes", quando respondem aos ataques são chamados de "genocidas expansionistas".

O ódio a Israel é controverso e paradoxo. É o ódio contra o judeu, que se mistura entre os povos e se segrega, ao mesmo tempo.

Cada povo encontra uma justificativa para odiar Israel e o mais interessante é que, para atacar este povo, expandem seu ódio contra qualquer povo que o apoie, como agora, contra os EUA.

O Direitista disse...

Existem outras possibilidades. Geralmente não considero tão importantes as causas do tipo "diferença social ou econômica". Vejamos uma outra hipótese.

Durante a guerra fria, EUA e Israel se tornaram aliados. A União Soviética, por sua vez, se aliou aos árabes. Parte da política externa soviética se constituiu em guerra ideológica. Dentro da estratégia revolucionária, os soldados ideológicos, algumas vezes de bom grado e outras a mando da KGB, disseminavam sua propaganda nos meios influentes em que atuavam.

Na Europa, EUA e América latina, os resultados desta política foram gigantescos. Talvez aí esteja a origem do anti-americanismo. Esta mesma política foi utilizada no Oriente Médio, no qual o aspecto religioso foi, como manda a tática gramsciana, esvaziado e utilizado como veículo de propaganda das idéias úteis à revolução mundial, no caso o anti-americanismo e o anti-semitismo.

Anônimo disse...

Quem não concorda que os "primos" deveriam dar-se as mãos e avançar juntos rumo ao progresso recíproco?

Mas, neste texto você me decepcionou. Ficou na superfície óbvia. Generalizou. Não deu um passo para o entendimento das várias cisões existentes entre os próprios judeus e os próprios muçulmanos.

Guilherme M disse...

Mudando bastante de assunto, mas mesmo assim, creio q é um topico bom para um dos seus artigos, ou pelo menos como registro do que todos ja sabem.

FINANCIAL TIMES
14/09/2006
Preocupações sobre o atraso do Brasil
Economistas concordam que não pode haver crescimento sem cortes de gastos politicamente difíceis
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2006/09/14/ult579u1955.jhtm

Anônimo disse...

O que eu esperava era uma abordagem como a feita hoje pelo Heitor De Paola, "Sócios no Crime", no Mídia Sem Máscara.

Anônimo disse...

Seus artigos são simplistas e infantis. Irael é bonzinho os arabes são maus, tipo filme americano.

Anônimo disse...

Sejamos breves e conclusivos:

- Muculmanos geralmente são ignorantes como índios. Vivem a 2000 anos atrás.

- Judeus geralmente são astutos, trabalham bem e possuem excelentes abilidades financeiras.

- Israel exagerou na dose ao destruir a infra-estrutura do Líbado. Ficou meio covarde da parte de Israel. Até desastre ecológico teve por lá. Por que destruir o aeroporto, tanques de petróleo, pontes, etc.?

Egle Figueiredo disse...

Ao anônimo de 12h20

Para que não seja (Hisbolá) supridos de armas.

Paulo disse...

Artigo parcial e superficial. Esse papo de "inveja" e ridiculo, uma cortina de fumaca que pode ser usada para qualquer conflito, mas que nao aponta as causas reais do mesmo.

A imensa maioria dos ocidentais respeita o direito de existencia de Israel.

O problema eh que Israel eh repetidamente covarde, exagera sempre nas suas acoes, haja visto o que fizeram no Libano. E ai quem planta odio colhe inimigos, inevitavel.

O Direitista disse...

Paulo, sua argumentação faria sentido se a guerra não tivesse sido uma REAÇÃO. Como sabemos, a reação não pode, logicamente, gerar a ação, não é mesmo? O fascismo islâmico é uma ação, que tem como objetivo declarado a eliminação do Estado de Israel. Frente a isso, o que deveria fazer Israel? Deixar os terroristas lançarem mísseis em alvos civis em seu território? Reagir proporcionalmente (isso seria jogar mísseis em alvos civis do Líbano e sequestrar dois de seus "soldados"?)?

Adriano Oliveira disse...

Os islâmicos não sairam da idade média!

Anônimo disse...

" A maior parte do sistema operacional do Windows NT e XP foi desenvolvida pela Microsoft-Israel."

Isso não é motivo de orgulho para ninguém.

Com o nome de radiotelefonia celular, o telefone celular apareceu em 1979 na Suécia, desenvolvido pela empresa Ericsson.

Desenvolvimento das tecnologias de telecomunicações não são uma prioridade do povo de Israel. Muitos países derão sua contribuíção, inclusive o Brasil.

Estude mais para não falar muita besteira.

Anônimo disse...

Adriano Oliveira disse... "Os islâmicos não sairam da idade média!"

Graças ao mundo ocidental, seu preconceituoso.

Va estudar história!

Anônimo disse...

"A economia de Israel, acima de US$ 150 bilhões por ano, é superior a soma de todos os seus vizinhos. "

Com um protetor e financiador como os EUA qualquer país seria uma potência em sua região.

Anônimo disse...

Incrível a sua capacidade de falar besteira, além de sempre demonstrar repúdio e nojo a grupos já muito discriminados.

A sua teoria da inveja demonstra sua completa falta de conhecimento da história da região.

Anônimo disse...

Concordo com "O Direitista", porém se voltarmos no tempo veremos que o responsável pela ação é o próprio estado de Israel junto com os EUA e a ONU que dividiram um país (Palestina) em 1947.

Portanto, os mulçumanos estão apenas "reagindo" a esta ação inicial.

Anônimo disse...

Seu artigo ja encaminhou a propria resposta a pergunta: no inicio cita que o estado judeu fez e aconteceu. Seria por que tem dinheiro e portanto sao influentes? Claro que sim. Como todo bom capitalista sabe.
E claro tambem que o fato de serem financiados pelos norte-americanos para, por exemplo, destruir seus vizinhos, ajuda um pouco a piorar as coisas.
O estado judeu tenta humilhar do jeito que pode os palestinos. A ONU, que nao faz nada contra os norte-americanos, as vezes ameaca intervir. Mas so fica nisso.
Por que diabos um pais atacaria um estado mais poderoso militarmente?
Resistencia!

Ze'ev Ben Israel disse...

Burrice e covardia sempre andam juntos. Não é a tôa que o nosso "Anonimous" é um anônimo. Porquê sabe que está falando burrices, porque sabe que se deixasse seu verdadeiro nome debaixo das botinadas que lança seria pessoalmente humilhado.

Fosse ele minimamente honesto e estudado no assunto, não diria as asneiras que disse.

Em primeiro lugar, é um mito dizer que Israel é dependente economicamente dos EUA. Israel não é nem sequer o país do Oriente Médio que mais faz negócios com os EUA. Há anos que o Egito é o país da região que mais mantem relações com os EUA. E é também o país que mais recebe suprimentos militares dos EUA.

Se há algum "país" que depende totalmente de ajuda externa no Oriente Médio, esse "pais" é a Autoridade Palestina.

Curiosamente, o Egito está muito abaixo do IDH de Israel. A Palestina então... Talvez pelo fato de que os recursos recebidos sejam empregados não na construção de uma infra-estrutura decente para o povo, mas dissipado entre as facções terroristas que controlam a AP.

Outra asneira: "EUA e ONU provocaram o conflito ao dividir a Palestina". Pura merda! Que Palestina, meu caro Anônimo covarde e burro??? A Palestina que era possessão britânica, depois de ser província do Império Turco-Otomano? Aprenda, menininho: NUNCA EXISTIU UM PAÍS CHAMADO PALESTINA. O que se chamava de Palestina antes de 1948 era apenas uma região, sem nenhuma autonomia política, sem fronteiras definidas, sem nada que configurasse a existência de um estado nacional, onde viviam árabes judeus e cristãos. A Partilha da Palestina, como diz o nome, foi a partilha do território entre judeus e muçulmanos. Quem recusou a partilha foram os árabes, os que hoje se intitulam palestinos, que foram para a guerra contra os judeus e, felizmente, perderam.

Não existe um país chamado Palestina com população árabe-muçulmana desde 1948 por causa da recusa dos próprios árabes-muçulmanos em aceitar a existência de um estado judeu. Isso é o que a História lhe ensinaria se você soubesse alguma coisa dela.

bjordan disse...

não sou anti semita, mas o odio aos judeus sempre existiu no tempo e no espaço por alguma razão , e parte da culpa reside no povo especializado em se vitimar e em se justificar por ter sido vitima, não custa lembrar que os judeus se consideram o povo escolhido por deus , feitos a sua imagem e semelhança. isso em si já os torna superiores a todos os outros humanos da terra , tanto que racistas que são só permitem casamentos entre eles .

viveram na região da alemanha por 700 anos e ainda assim era reconhecidos como um povo distinto como extrangeiros inclusive falavam uma lingua distinta da alemã, sendo um extrangeiro é fácil serem alvos. se depois de 700 anos eles estivesem misturados com os alemães seria dificil serem identificados para serem perseguidos

acredito que israel é legitimo em se defender, e preso suas conquistas, mas isso tmb me lembra um filme que não sei o nome agora

onde o personagem principal um anti semita tinha como formula para acabar com os judeus o amor a eles , como os judeus se identificam como vitimas e como sua força vem dai, se nos os amarmos eles se enfraqueceria e seriam integrados

portanto desapareceriam

victorblankout disse...

vi alguns comentarios dizendo que israel e covarde por exagerar em suas sanções militares! pobre e infeliz comentario, esta pessoa talvez não acompanha o que realmente se passa na holy land! pois bem sito um exemplo!

alguns tempo atras israel foi julgado por muitos que se dizem "espertos" ao construirem um muro dificultando acesso de arabes em seus territorios, disseram que era como o 2° muro de berlim " o muro da vergonha " ao concluirem a construção deste muro, os ignorantes que se posicionavam contra , tiveram que se calarem pois este muro diminuiu drasticamente os ataques suicidas em israel, aumentando o nivel de segurança aos civis deste pais! ou seja

sera que realmente foi o 'muro da vergonha"??

outro fato e que li um comentario dizendo que os judeus se indentificam como o povo escolhido por Deus! ao autor deste porbe infeliz comentario, lamento muito sua falta de conhecimento em teologia1 mas para facilitar , sugiro que leia um pouco a bilbia onde israel, e o povo judeu e citado por muitas vezes como sendo a origem de jesus cristo na terra, ou voce achou que se jesus cristou nasceu como um homem ele seria o que, frances?? brasileiro?? alemão?? ou ate pior, islamico!?!?!?!?!!?!?!

bem, e muito inportante apromorar e aumentar seu nivel de conhecimento antes de se posicionar sobre algum assunto em questão, assim, evita situaçoes embarasosas.

shalom

PVOB1948 disse...

A existência de Israel depende exclusivamente dos Estados Unidos, a maior força de Israel está no Loby do Congresso Americano.Deus sendo Oniponte, Oniciente e Onipresente, jamais virá a terra, pois ela ja está.