terça-feira, abril 14, 2009

As Barreiras do Sindicalismo



Rodrigo Constantino

“O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar.” (Hayek)

A economia de mercado pode ser descrita também como a democracia dos consumidores. Os empreendedores e capitalistas não são autocratas que determinam o que deve ser produzido independente da demanda. Eles estão sujeitos à soberania dos consumidores. São esses que, em última instância, decidem quais produtos serão os vencedores no mercado. Os sindicalistas gostariam de mudar isso, transformando tudo numa “democracia dos produtores”. A idéia é falaciosa, como argumenta Mises em Human Action, já que o propósito final da produção é o sempre o consumo.

O que mais incomoda os sindicalistas no sistema capitalista é sua suposta frieza na busca pelo lucro. Mas o que eles ignoram é que esta busca é justamente o que garante a supremacia dos consumidores. Sob a competição do livre mercado, os empresários são forçados a melhorar suas técnicas e oferecer os melhores produtos pelos menores preços. Por isso eles são levados a pagar somente o salário de mercado, ou seja, aquele decorrente da produtividade do trabalhador, sujeito às leis da oferta e demanda. Se um trabalhador pede aumento porque sua mulher teve mais um filho, e seu empregador nega alegando que o nascimento do filho em nada acrescenta à produtividade da empresa, ele está agindo nos melhores interesses de seus consumidores.

Afinal, esses consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo produto porque o trabalhador aumentou sua família. A ingenuidade dos sindicalistas se manifesta no fato de que eles mesmos nunca aceitariam o mesmo argumento na compra dos produtos que eles consomem. O sindicalista enquanto consumidor não questiona nas lojas se o bem foi produzido por empregados com poucos ou muito filhos. Ele quer o melhor produto pelo menor preço. E quando ele exerce essa escolha, ele próprio está definindo como o empregador deve agir, sempre mantendo o menor custo possível, incluindo um salário de acordo apenas com o valor agregado pelo trabalhador.

Uma característica presente na mentalidade sindicalista é o foco no curto prazo. Para os sindicalistas, a empresa tem um lucro que pode ser dividido melhor entre seus empregados. A função de empresário é muitas vezes vista como sem valor, uma “exploração” que permite a apropriação indevida da “mais-valia”. O sindicalista ignora completamente o fato de que as condições de mercado estão sempre mudando, e que decisões fundamentais, que podem selar o destino da empresa, precisam ser tomadas diariamente. A visão sindicalista é estacionária. Portanto, o sindicalismo ignora os problemas essenciais do empreendedorismo, como a alocação de capital entre os diferentes setores, a expansão de indústrias já existentes, o desenvolvimento tecnológico, etc. Tudo que existe é tomado como certo pelos sindicalistas, que desejam apenas uma divisão diferente daquilo já existente. Como Mises conclui, não seria injusto chamar o sindicalismo de uma filosofia econômica de pessoas com visão limitada.

A essência das políticas sindicais é sempre garantir privilégios para um grupo minoritário à custa da imensa maioria. O resultado invariavelmente será reduzir o bem-estar geral. Os sindicatos tentam criar barreiras contra a competição entre trabalhadores, garantindo privilégios para aqueles já empregados. Quando esses obstáculos são erguidos (como salário mínimo, necessidade de diplomas, restrições de horas trabalhadas e inúmeras outras regalias), o que os sindicatos fazem é dificultar a entrada de novos trabalhadores, que poderiam aceitar condições menos favorecidas. O resultado prático disso é maior desemprego na economia, assim como preços mais altos para os consumidores.

Ninguém precisa defender as idéias sindicalistas, muitas vezes impregnadas de violência, para se sensibilizar com as condições de muitos trabalhadores pobres. Na verdade, pode ser justamente o contrário. A melhor garantia que esses trabalhadores têm para mudar de vida está no sistema capitalista de livre mercado. Com o foco nos consumidores, os empresários terão que investir em tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho. Os salários terão aumento relativo aos preços dos produtos finais, lembrando que todos são consumidores. Os empresários no capitalismo desejam justamente atender as demandas das massas, pois somente assim terão expressivos ganhos de escala. Os produtos de luxo serão sempre mais limitados, voltados para um público menor que aceita pagar bem mais caro.

Por isso os trabalhadores de países capitalistas desfrutam de condições bem melhores que aquelas encontradas em países socialistas. Não adianta achar que imposições legais vão melhorar a vida dos trabalhadores. A solução para isso não está no decreto estatal, mas sim no próprio progresso capitalista. Foi ele que permitiu o acesso dos trabalhadores a diversos produtos que aumentam o conforto de maneira impensável mesmo para aristocratas do passado.

29 comentários:

Laguardia disse...

Muito bom o seu post sobre o sindicalismo

Tiago disse...

"Sob a competição do livre mercado, os empresários são forçados a melhorar suas técnicas e oferecer os melhores produtos pelos menores preços."

E é exatamente o que ocorre, principalmente se o mercado for completamente livre e as empresas sem sindicatos. E o que garantirá que os empresários não contratarão crianças (menores salários), tal como ocorre com os milhares de pequenos chineses e indianos que, vivendo em países sem sindicatos e atendendo apenas a lógica dos menores preços, têm sua infância sacrificada para costurar os tênis do ocidente? Será que sem sindicatos fortes as pessoas não continuariam a trabalhar 14 horas diárias tal como no ínicio da revolução industrial, quando o mercado de trabalho era livre, sempre em busca dos menores custos?

Rodrigo Constantino disse...

Tiago, quer dizer então que vc só não manda seu filho para as fábricas com 5 anos porque o governo não permite?

Pense! O trabalho infantil não foi abolido por DECRETO, mas pelo CAPITALISMO! Foi o fim da NECESSIDADE que fez com que os pais tirassem seus filhos das fábricas. Tanto que vc mesmo reconhece que AINDA há trabalho infantil em países mais pobres, SEM capitalismo liberal, mesmo com leis condenando isso. Por que será? Como era a vida das crianças ANTES da revolução capitalista?

Rodrigo

Bruno disse...

Primeiro queria das os parabéns pelo teu blog. É bom ver que ainda existe gente lúcida expondo suas idéias num país bitolado pela ideologia de esquerda como é o caso do Brasil.

Sobre o artigo, achei-o muito bom. No fim, os sindicatos acabam não sendo nada mais que um cartel, uma congregação de toda a oferta de mão de obra de certa empresa ou de certo ramo econômico.

fejuncor disse...

Vc está se superando.

kelvin disse...

A infelicidade de Tiago foi comparar coisas diferentes sobre o mesmo aspecto!! Outra coisa é Rodrigo achar que pode esconder o sol com a peneira...Quando o convém a culpa é do governo! Parece aquela personagem do Jo Soares ou do Programa Planeta dos Homens, que repetia esse chavão! Livre mercado existiu no sec XIX, Hoje não existe mais... As lutas travadas não por sindicalistas, mas pelos trabalhores é que diminuiram a carga horária de trabalho! Hoje poderiamos trabalhar apenas 30 horas semanais...Mas o capitalista não iria suporta tamanho ócio!!! Pois o que interessa é negócio!!! Além disso, acreditar que o fim do trabalho infantil foi um NECESSIDADE do CAPITALISMO!!! Que determinismo...onde está a ação criativa do homem?! Num artigo anterior, Rodrigo disse que os "marxistas" (diga de passagem, não MARX) seriam passivos esperando o meio agir sobre o homem. Agora é Rodrigo que acha que o CAPITALISMO é quem acaba as coisas e não os homens reais que travam uma luta pela meioria das condições de vida!! Você ta me saindo um verdadeiro "marxista" ....

Tiago disse...

"quer dizer então que vc só não manda seu filho para as fábricas com 5 anos porque o governo não permite?"

Rodrigo, eu não mando, mas aposto que haveria muitas empresas que contratariam crianças se o governo permitisse, como ainda ocorre em países pobres. Não consigo entender a lógica de você dizer que o trabalho infantil foi abolido pelo capitalismo, se é este que as contrata em busca de menores salários. E se a NECESSIDADE voltar, tal como num momento de crise, as crianças devem voltar ao trabalho?

Rodrigo Constantino disse...

Ora, Kelvin, foram os INDIVÍDUOS sob o CAPITALISMO! Qual a dificuldade para entender?

Foi o ganho de produtividade com a divisão de trabalho capitalista. Foi a revolução indusrtrial. Foi o acúmulo de capital. Foram as inovações capitalistas. Isso colocou um fim na NECESSIDADE de trabalho infantil.

Tiago, se a NECESSIDADE voltar (ocorre quando nos afastamos do capitalismo liberal), então não tem jeito. Ou vc acha que o decreto estatal CRIA riqueza?

Nenhum pai GOSTA de mandar seu filho trabalhar. Quando o faz, é por extrema necessidade.

Vc acha que o Lula liga mais para as crianças do que seus próprios pais??? Lula é o "pai do povo"?

Rodrigo

Diego Fonseca disse...

Pronto Rodrigo, deixe que Friedman discorra sobre...

http://www.youtube.com/watch?v=-k6PBWi3OlM&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eordemlivre%2Eorg%2F&feature=player_embedded

D disse...

"Se um trabalhador pede aumento porque sua mulher teve mais um filho, e seu empregador nega alegando que o nascimento do filho em nada acrescenta à produtividade da empresa, ele está agindo nos melhores interesses de seus consumidores. Afinal, esses consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo produto porque o trabalhador aumentou sua família."

O filho não é um consumidor?

Rodrigo Constantino disse...

E?

O que os consumidores têm a ver com isso? Alguém vai pagar mais caro pelo produto só porque os empregados resolveram ter mais filhos?

Jurema Cappelletti disse...

Estou ansiosa para ler "Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT", que vai fazer parte da coleção de meus livros de cabeceira. E já estou providenciando também uma pequena estante de cabeceira que, pelo jeito, futuramente se transformará numa bibioteca de cabeceira.

Você já leu "Viagens com o Presidente"? Juro que é imperdível.

Vou apresentar LULA, O VIRA-LATA a outros blogueiros na Casa da Mãe Joana, mas com indicação do seu blog. Só não vou colocar a imagem porque isso eu considero anti-ético, e afinal, não faço parte do congresso nacional.


Meus parabéns. Ju

Tiago disse...

"As lutas travadas não por sindicalistas, mas pelos trabalhores é que diminuiram a carga horária de trabalho!"

Kelvin, por acaso não foi a organização dos trabalhadores em sindicatos que formou carteis e deu poder aos trabalhadores resultando na redução da carga horária? ou vc acha que um trabalhador sozinho mudou alguma coisa?

"se a NECESSIDADE voltar (ocorre quando nos afastamos do capitalismo liberal), então não tem jeito."

Então quer dizer que sob o capitalismo liberal nunca acontecerão crises? não é muita pretensão? E se necessidade de trab. infantil voltar isso não quer dizer que se deva permitir, senão num momento de crise, como agora, o trabalho infantil voltaria facilmente a todo mundo.

"--Lula is the guy" - by Obama

Jurema Cappelletti disse...

A idéia de condenar empresas por causa do lucro (e boa parte deste lucro pertence ao governo), é uma distorção. A empresa é um negócio e seu objetivo é obter lucro, quer a hípocrisia aceite ou não.

Quanto ao trabalho infantil é inaceitável, porém... quem mora no Rio de Janeiro, por exemplo, vê durante o dia inúmeras crianças pelas ruas, pedindo esmola no sinal de trânsito em troca de malabarismos. Muitas vezes, vemos grupos de mães e familiares logo ao lado. Isso também é trabalho infantil e eles nem disfarçam.

Em outras ocasiões vemos garotos maltrapilhos cheirando cola (quem quiser ver é só passar pela Lapa durante o dia). Pois essas crianças estariam bem melhor se tivessem um trabalho de poucas horas em algum lugar. Ou será que cheirar cola e ser pedinte é melhor do ganhar um dinheiro decente?

Fui professora primária durante nove anos e constatei que nem todas as crianças conseguem aprender alguma coisa em escolas. Estariam bem melhor usando seus dons manuais em escolas técnicas, por exemplo. E seriam bem mais úteis produzindo alguma coisa do que andando pelas ruas.

D disse...

“O que os consumidores têm a ver com isso? Alguém vai pagar mais caro pelo produto só porque os empregados resolveram ter mais filhos?”

RC, foi você quem disse que os empresários agem nos melhores interesses de seus consumidores.
Adoro o que você escreve, não fique bravinho.
Abraço.
D.

Evandro Sussekind disse...

Bom exemplo disto é a ridicula tese de que o salário minimo é benéfico, é muito bom a definição de sindicalismo como ideologia limitada, pois eles são incapazes de ver que o salário minimo apenas restringe as contratações aqueles que apresentam valor de trabalho/produtividade convenientes com o salário estipulado pelo governo, deiando de fora todos os que não possuem tantas qualificações,na maioria das vezes em busca do primeiro emprego, e ainda se dizem defensores dos trabalhadores. E se a empresa vir a ter custos com a demissão de funcionários que não valem aquilo que o salário minimo define, quem sofre é o consumidor de baixa renda que não pode com as mudanças, ou seja, o operário. São eles tirando emprego deles, aumentando o preço das mercadorias deles colocando a culpa no empresário...

Eles trilham o seu próprio caminho da servidão.

Thomás disse...

Rodrigo, lendo alguns trechos do Von Mises (quando ele fala o "trabalho do gênio") e do Popper (Em busca de um mundo melhor), encontrei reflexões que me colocaram uma dúvida:

Afinal, os homens empreendem pelo lucro ou pelo simples gosto pela descoberta. Popper diz claramente que, ao contrário do que os materialistas pregam, as avanços da ciência ocorreram por homens que não estavam interessados no lucro, mas sim na solução de problemas por um mundo melhor.

Quando li no seu texto que "[o] que mais incomoda os sindicalistas no sistema capitalista é sua suposta frieza na busca pelo lucro", todas essas questões vieram à tona.

Como sei que você estudou bastante sobre Popper, gostaria de saber a sua opinião.

Saudações.

Rodrigo Constantino disse...

Bom ponto, Thomás.

O próprio Mises derruba essa idéia de que a busca pelo lucro EXCLUI aspirações maiores ou mais nobres. O sistema lucro é apenas o mais RACIONAL para transmitir informação sobre demanda e oferta. Mas para os austríacos, o valor será sempre subjetivo! Eu mesmo escrevo bastante sem desejar o lucro financeiro propriamente dito. Faço por paixão, porque gosto, porque acho importante. Mas isso não quer dizer que o preço do papel do livro e o custo de impressão sejam ignorados. Se eu falar para o editor que adoro escrever e que ele deve, portanto, publicar meu livro com prejuízo, acho difícil ele aceitar. Todas as preferências subjetivas entram no mesmo cálculo econômico. Cada um em busca do SEU lucro.

Não vejo Popper e Mises em contradição nesse caso, portanto.

Rodrigo

Rodrigo Constantino disse...

Voltando ao caso do artigo, o trabalhador pode aceitar menores regalias para ter um salário maior, porque teve filho. Isso é uma avaliação dele. O empregador, por seu lado, levará em conta as suas preferências, e entre elas está a sobrevivência da empresa. Esta, por sua vez, depende da escolha dos consumidores. Entre os fatores dessa escolha, sem dúvida alguma está o preço final do produto. Se este subir porque o trabalhador recebe maior salário agora, SEM reduzir regalias ou aumentar produtividade, é bastante certo que a empresa perderá venda. Afinal, é um axioma econômico que as pessoas querem mais que menos de um bem.

Rodrigo

a3m disse...

Por que não usamos um exemplo bem mais próximo? A cadeia de produção de álcool faz uso de trabalho escravo. São trabalhadores que aceitam trabalhar em troca de comida e empresários que se arriscam a pagar multas.

Kelvin disse...

Caro Tiago, pelo que me recordo a formação de sindicatos como os conhecemos hoje, é algo pro final do sec. XIX, corriga-me por favor. Em 1848, não havia uma organização fixa de sindicatos, haviam prototipos de partidos como a liga dos comunistas e organizações anarquistas. Em 1848-70 a luta era travada praticamente mano a mano (sendo esta ultima a policia ou outra autarquia repressora). Hoje os sindicatos são legais etc. Não fazem o papel de lutar por outra sociedade, mas de barganhar por migalhas....E é claro que um trabalhador sozinho não faz verão!!! eu falei trabalhadores...

E Rodrigo essa sua agora estranha conficção sobre a NECESSIDADE, é exatamente o que Marx falava sobre determinismo....oxe!!! sobre o capitalismo ou qualquer economia o que rege são as necessidades, estas determinam como os INDIVIDUOS iram se comportar...e não o contrário!! Como você muito bem frisou se a necessidade voltar!!! Ralha os Direitos Humanos e das Crianças.... Marx falou muito bem: "não é a consciencia que dita a vida social, é a vida social que dita a consciência"... Parabens Rodrigo, você até parece que leu Marx...
Abraços

Kelvin

Rodrigo Constantino disse...

Kelvin, eu falei necessidade no sentido que todos, menos os marxistas, entendem: os recursos são escassos! Se eu quero comida, roupas e moradia, preciso PRODUZIR. Antigamente, as crianças sempre ajudavam nisso. O capitalismo mudou isso. Tornou possível o LUXO de permitir crianças agindo como... crianças, brincando, estudando.

Quanto ao social moldar a consciência, leia "Um Marxista Coerente", onde refuto esta bobagem. Se vc realmente acredita nisso, então CONFESSA que não pensa de forma lógica, mas apenas como defensor de seus INTERESSES de classe. Logo, I rest my case...

Rodrigo

Kelvin disse...

Por favor, não me chame de Marxista, para mim é uma ofensa...Como disse Marx uma vez, "só sei que Marxista eu não sou"....:o) Realmente muitos marxistas por ai não entende o que os liberais falam de necessidade, se chama necessidade recursos escassos tudo bem, isso também é uma necessidade imperiosa.

Agora sobre o segundo ponto, acho que o pouco espaço desta tira não seria suficiente para explicar o que Marx teria dito ou nao sobre o social moldar a consciencia...posso tentar?! :o) acho interessante o dialogo...saber o que cada acha dos conceitos...

Abraços

Kelvin disse...

Olha ai realmente eu cometi um erro, eu escrevi "não é a consciencia que dita a vida social..." como sendo de Marx, cometi um erro ele não disse social...apenas vida ou seja é a vida que determina a consciência, ou seja são os homens em suas relações reais, no seu processo de desenvolvimento real, na vida real, sob condições dadas, que podemos falar de sua consciência. Não existem homens isolados e fixos...

Ele diz ainda, que uma vez "que este processo de vida ATIVO é apresentado, a HISTORIA deixa de ser uma coleção de fatos mortos - como é para os empiristas"... bem, irei continuar depois...:o) Como se vê Marx não aceita a passividade dos homens sobre sua condição social, como está escrito em "UM Marxista Coerente", logo no inicio do artigo...Não quero escrever um artigo contrario por achar que primeiro tenho que compreender seus conceitos claramente, para não ser eu o incoerente...

Abraços

Laura Martins disse...

Olá!
Assisti tua palestra no Fórum da Liberdade. Sou estudante de jornalismo da Famecos- PUC e gostei do que ouvi.Gostaria de fazer uma reportagem contigo sobre a crise econômica. São 5 perguntas, se tiver interesse em responder, agradeço. Sairá no jornal da Famecos com toda a reportagem feita com a ajuda dos meus colegas.

Rodrigo Constantino disse...

Laura, sem problemas. Mande para meu email constantino.rodrigo@gmail.com

Rodrigo

Eduardo Silva disse...

Caraca...que visão sectarista (para não dizer maluca)!!!

Tudo o que foi dito no texto olvida toda a realidade social, tanto de países ricos, como de países pobres.

A complexidade das relações sociais que formam o invólucro em torno do trabalho, salário, empregador e empregado, é muito grande para ser reduzida àquele velho conceito, já antiquado, de "mão invisível"...(obs. ninguém fala mais isso em economia)

É certo que o empresário quer maximizar os seus lucros através da satisfação de seu cliente, pois, desta forma, este passa a comprar mais.

Entretanto, eventual acréscimo na produção e nos ganhos da empresa não causam qualquer acréscimo nos salários dos trabalhadores, cujas dificuldades, reconheça-se, passam longe das preocupações do empresário.

Vejam os bancos: a idéia é substituir cada vez mais o quadro de pessoal pelos caixas eletrônicos, pois estes dão menos despesas e não reclamam dos salários que ganham (pois não ganham, óbvio)

O que aconteceria com o mercado de trabalho sem regulamentação?

ora, as carreiras que tivessem força de lobby com certeza poderiam atém melhorar as suas condições de trabalho. Por outro lado, as classes trabalhistas desagregadas ou não estruturadas ficariam relegadas a trabalhar por um prato de comida, como acontece nos latifúndios escravocratas.


Só uma pessoa muito tapada diria que não há desigualdade entre a força do capital e a dos trabalhadores que ajudam a construi-lo.

Poxa Rodrigo, desde o começo do blog você só fala em Mises, Hayek, Mill, Friedman, Smith...afinal de contas, em que século você está?

Abraços a todos!!!

Rodrigo Constantino disse...

Eduardo, eu estou no século XXI. Vc parece estar no séc. XVIII, com os ludistas...

Vc apela para a falácia da cronologia, como se uma idéia fosse ruim apenas por não ser nova. Me parece que vc tem boas e novas idéias. As novas não são boas, as boas não são novas...

De onde vc tirou que ninguém mais fala em "mão invisível" em economia?!?!?! Que coisa mais absurda!

Quando a tecnologia substitui empregados, isso é ruim? Que visão mais míope: não vê que empregos mais qualificados são gerados?! Quem faz as máquinas, quem opera as máquinas? Vc acha que o mundo PERDEU empregos quando a luz elétrica substituiu as velas? hehe

Pense, meu caro. E esquece essa coisa de pensamento antigo. O que existe é pensamento certo ou errado. O seu está errado.

Rodrigo

José Carneiro disse...

Se a associação sindical é livre, sem obrigação legal ou coerção, não seriam válidos argumentos semelhantes aos apresentados no post sobre cartéis?

Abs

José Carneiro