sexta-feira, outubro 27, 2006

Gêmeos Coloridos



Rodrigo Constantino

Em um caso raro, nasceram dois gêmeos ingleses com tonalidades de pele diferentes. Um deles é negro, o outro é branco. Um puxou mais a cor da mãe, o outro a do pai. Não obstante, irmãos gêmeos, compartilhando da mesma herança genética. Além disso, serão criados sob o teto da mesma família, educados pelos mesmos pais, recebendo os mesmos valores. Mas fossem eles bebês brasileiros, haveria na verdade uma enorme diferença: o bebê mais branquinho já nasceria com uma “dívida histórica” para com o outro de pele mais escura. Eis o que o governo brasileiro tem feito com o regime de cotas.

Não há nada mais racista que as cotas, já que utilizam como critério justamente a suposta “raça” para garantir privilégios para certos indivíduos. Os “argumentos” em prol das cotas são todos falaciosos. Nada irá justificar um privilégio calcado na cor da pele em detrimento de indivíduos inocentes, pagando um preço somente pela pele mais branca. Escravizar inocentes hoje para compensar a escravidão passada é injusto, e não se combate uma injustiça com outra. O nascimento destes gêmeos apenas reforça os absurdos presentes nas premissas usadas para defender algo tão racista como as cotas, que fomenta e alimenta o racismo. Esses dois irmãos gêmeos seriam incitados pelas leis idiotas e racistas a alimentar um ressentimento mútuo. E se o irmão de pele mais clara estudasse mais e se esforçasse mais, ainda assim poderia perder para o outro irmão uma vaga numa universidade brasileira, somente porque nasceu mais branco.

Que tipo de governo fomenta este tipo de coisa? O tipo que usa uma sociedade segregada, dividida, para manter-se no poder. Um governo que gosta de separar os indivíduos em grupos antagônicos e jogar uns contra os outros, seja pobres contra ricos, negros contra brancos etc. O tipo de governo que vive, feito parasita, às custas do caos da sociedade. Enfim, esse tipo de governo que terá mais 4 anos para aumentar o estrago no já carente povo brasileiro...

21 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre o poder opta eplo mais simples vamos enfiar elels na faculdade de qualquer jeito. porque não dar condições de vida pra que eles cheguem lá sem que haja esse tipo sujo de apadrinhamento. Como uma pessoa consegue achar que depois de estar lá é facil.

Sergio Oliveira disse...

Eu sou a favor do regime de cotas PARA POBRES sejam eles brancos, amarelos ou negros. Regime de cotas por raça é estupidez como o Rodrigo explicou bem. Pode até ser considerado racismo mesmo.

A "Dívida Histórica" existe mesmo mas não é de toda a sociedade e sim de uma minoria de FDPs que mandavam no Brasil naquela época. Assim como nem todo alemão é nazista, nem todo brasileiro defendia a escravidão. Vide "Sinhá Moça".

Os que apoioram a escravidão de seres humanos devido a sua cor devem estar pagando essa dívida no inferno. Quem julga pessoas pela cor é estúpido e se bobear vai visitar o chifrudo mais tarde também.

O que não pode é universidade pública com 90% de ricos. Acho que a universidade pública pode ser 50% para pobre e 50% para rico. Ou então pode ser apenas por mérito mesmo, mas o rico poderia dar uma contribuída pagando uma mensalidade para ajudar a construir outras universidades para os pobres.

O que não pode é deixar o pobre ainda mais fudido e excluído do que ele já é no Brasil. Sei lá, acredito no liberalismo como o Rodrigo, mas é difícil pra mim aceitar que NO BRASIL é só o pobre se esforçar que ele consegue. Seria muito cômodo da minha parte!

Sergio Oliveira disse...

O Rodrigo comentou a alternativa do voucher de educação, de forma que o pobre possa estudar nos colégios privados.

Realmente é uma boa idéia. Agora fica a pergunta: Por que o governo não faz isso? Falta de dinheiro? Falta de vontade?

Quantos alunos da Rocinha estão matriculados no Santo Agostinho da Barra?

Isso seria socialismo ou uma simples oferta de oportunidades igualitária para todas as pessoas?

Anônimo disse...

As leis devem ser iguais para todos, pois que todos devem ter os mesmos direitos (direito natural) para serem considerados iguais perante a lei. Assim, a idéia de justiça criou a imagem simbólica da justiça como alguém de olhos vendados, para não ver a quem está julgando. Isso é justiça, quando se julga os fatos, as ações e intenções, e não os indivíduos segundo a aparência. Pois que a aparência é o que se vê e não necessariamente o que é ou o que representa.
No momento que se diz que deve-se tratar os desiguais desigualmente, se está optando pelo arbítrio segundo preferências pessoais e não pela justiça.

Se alguém, com base nesta mesma afirmativa estúpida, propuser que as penas para punir as ações dos ricos sejam mais brandas do que para punir os pobres que pratiquem a mesma ação, invocando que, por exemplo, a prisão para um rico acostumado com uma boa vida será muito mais dolorosa que para um pobre, já que este é mais habituado com privações, estará reivindicando justiça????? ou mais propriamente "justissa social" há alguém que possa concordar com tal pretenso argumento de justiça????????

A palavra igualdade foi deliberadamente deturpada para o sentido de igualdade material a fim de permitir o apelo demagógico em favor do Poder político. ...e infelizmente todos repetem a palavra igualdade no sentido material, desprezando a idéia de igualdade preconizada pela idéia de liberdade. ...é lamentável como aquilo que muito se repete se torna a "verdade". Da mesama forma muito se repete a palavra capitalismo mais com o sentido cronológico do que como uma análse ética, como doutrina ideologia ou filosofia sobre o direito. ...não tem jeito, a repetição cria "verdades" como a de chamar de comunismo o socialismo (onde toda a propriedade é dos governantes), usando a bela aparência do fajutíssimo comunismo (impossível na pratica e injusto e até impossível como teoria também, já que impossível de concebe-lo detalhadamente na própria teoria) ..enfim, será muito dificil as idéias de liberdade prosperarem, dada a tendência de se desejar moldar o mundo segundo a própria conveniência, arbitrando subjetivamente o que seria o "bem comum" segundo preferências subjetivas.
Somente quando se entender que cada um tem direito natural igual ao de todos os demais indivíduos será possível haver liberdade.
.
Obs.: O direito natural não impede ninguém de concordar em prestar ajuda a outros voluntariamente.
Abs
C. Mouro

embat disse...

e eu q nasci agalegado e fui ficando moreno, como fico? tenho uma divida comigo mesmo?

Anônimo disse...

É o que o governo quer, a polarização das sociedade criando a pseudo-guerra de raças, gerando maior racismo.

ae disse...

É o que o governo quer, a polarização das sociedade criando a pseudo-guerra de raças, gerando maior racismo.

Guilherme Roesler disse...

Constasntino, em relação ao post anterior, o Mises Institute liberou o classico "Omnipotent Government", em pdf ou não. este é o endereço:

http://www.mises.org/etexts/mises/og.asp

Abraços, GR

C. Mouro disse...

MAGNIFICO MAINARDI:

THOREAU CONTRA O LULISMO (28.10, 11h20 D. Casa Grande)
por Diogo Mainardi, na VEJA

"Thoreau era um abolicionista americano. Ele rejeitava a escravidão EMBORA A MAIORIA DOS ELEITORES EM SEU TEMPO A APOIASSE. Em seu principal ensaio, Sobre o Dever da Desobediência Civil, ele argumentou que HÁ ALGO SUPERIOR À VONTADE DA MAIORIA: É A MORAL DE CADA UM. "MINHA ÚNICA OBRIGAÇÃO É FAZER EM TODOS OS MOMENTOS O QUE CONSIDERO CERTO.""
.
"(...) Thoreau disse: o eleitor é um cavalo. Ele disse também: o eleitor é um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro,"
.
"Thoreau defendeu o direito de repudiar a autoridade do governo. Eu sou o Thoreau dos pobres. O Thoreau bananeiro. Repudio a autoridade de Lula. Lula pode ser o seu presidente. Meu ele não é. Meu senso de moralidade é superior ao dele. Lula é o chefe de uma junta de golpistas. Referendá-lo significa referendar o golpismo. Cassei sua candidatura um ano e meio atrás. Unilateralmente. Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas, com seus lobistas, com seus assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, com seus filhos, com seus gorilas, com seus bicheiros."
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Clap! clap! clap! clap!...

Grande Mainardi!
Abs
C. Mouro

Anônimo disse...

Rodrigo,
Suas idéias são ótimas. gostei da forma como as posicionou, essa última então, fantástica.
parabéns!

André Caetano disse...

Rodrigo, eles não compartilham totalmente a mesma carga genética. São gêmeos bivitelinos (óvulos diferentes).

Anônimo disse...

É triste, mas parece que a velha tática do "dividir para conquistar" virou a política oficial do PT. Mais triste ainda é ver que um partido que usa táticas tão sujas continuará no poder.

fernando chiocca disse...

Na realidade o absurdo está em depositar no Estado a função de minimizar as tais das "desigualdades sociais".

Quem coloca a igualdade acima da liberdade pode ser a favor das cotas, já que os negors e pardos são minorias entre os formados em universidades e as cotas tornam essa situação mais "igual".

É algo ridiculo e absurdo, mas muito mais ridiculo e muito mais absurdo é a existência de Universidades Públicas.

iamko disse...

É realmente, é bem da forma como você escreveu, o estado divide pra conquistar, e quanto mais divide, mais segrega e mais confunde mais conquista.
Conquistou 64% dos eleitores, não por fazer mais, mas sim pelos erros serem menos difundidos...
Muito bom o texto!

Tiago Motta disse...

Como fica se eu me declarar negro? Apesar de ter pele branca, me considero negro. Só por causa de minha cor vão me rotular de branco? Isso é racismo não é?

Carlos Góes disse...

É simples a questão, enquanto o Governo gasta, com seu maior programa social, o Bolsa Família, 0,5% do PIB, o custeio das Universidades Federais para os ricos brasileiros - já que, segundo o IBGE, 90% dos alunos das Federais estão entre os 2% mais ricos - custa 2% do PIB. Não haveria política compensatória melhor do que cobrar destes ricos uma vaga conquistada na Federal para subsidiar o custo e mais vagas gratuitas para os mais pobres - estes sim passíveis de receber cotas.

Independemente disto, é de se ressaltar que as cotas são "muletas" - isto é, um assistencialismo que deve ser tomado como temporário. Paralelamente deve ser feito investimento da educação básica que possa, em um futuro, garantir igualdade de oportunidades (e olha o liberal-socialismo aqui) que dispense as cotas.

C. Mouro disse...

Como sempre, para as "boas pessoas", os fins justificam os meios, não importa qualquer julgamento que se possa fazer sobre justo e injusto, certo ou errado, pois mesmo sem perceber muitos arbitram, justificando os meios que creem produzirão os fins que os agrada ou que assim fazem parecer.
Sempre a escravidão será defendida em favor dos pobres, proletários, da patria e do raio que os parta...
....Eis o homem!!!!!!!!
levará muitas décadas, talvez séculos, para que a liberdade seja efetivamente defendida por parcela significativa, sem demagogias auto consagradoras.
As ideologias destruiram a capacidade de pensar e julgar, em benefício da capacidade de desejar sempre em conformidade com os valores ideológicos e não racionais.
C. Mouro

Musa Hibrida disse...

Este blog é de arrepiar...

No pior sentido da expressão.

ASSUSTADOR!

Anônimo disse...

mas vc é burro hein?

os dois são negros e têm direito, um é só mais escuro que outro. nenhum é ariano.

mas nem a lógica nazi-facista vc consegue usar.

Ricardo Froes disse...

Xiii!... Neguinho tá confundindo Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. Como é que os gêmeos não têm a mesma carga genética se são filhos do mesmo pai e da mesma mãe?

Mario disse...

O anônimo petralha das 8:32AM deveria estudar (se é que sabe ler) um pouco, antes de opinar sobre algo, aliás, geral entre eles (esquerdóides): tanto o nazismo como o fascismo são socialismos.

Políticas afirmativas, antes de tudo, são segregacionismos, portanto, canalhas. Por que esses imbecís não pensam em melhorar o ensino público gratuito em lugar de definir que só ricos estudam em boas escolas? Toda a minha vida escolar foi vivida em colégios e universidade públicos que, no meu tempo, eram os melhores do país. Colégio particular de alto nível eram a exceção.