terça-feira, fevereiro 19, 2008

O Desespero de Olavo


Rodrigo Constantino

Bateu desespero em Olavo de Carvalho. Depois que eu provei que ele mentiu – ou criticou meu artigo sem nem ter lido, restou ao "filósofo" um ataque desesperado, uma ameaça de uso do Estado como coerção. Tirando os milhões na conta, não resta mais diferença entre Olavo e Bispo Macedo, cuja Igreja Universal tenta apelar para os mesmos artifícios para calar a crítica da mídia. Onde já se viu um filósofo ameaçar usar a lei para impedir que os outros critiquem suas crenças religiosas? Eis o que Olavo escreveu:

"O artigo 208 do Código Penal pune com detenção e multa os atos de ‘escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa’ e ‘vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso’. Os srs. Rodrigo Constantino, Janer Cristaldo e Anselmo Heydrich já cometeram esse crime tantas vezes, que o simples fato de eu me contentar em xingar esses bandidinhos, em vez de denunciá-los à polícia, deveria ser considerado um exagero de caridade. Com bandido não se discute. Lugar de criminoso é na cadeia. Admito, porém, que não é a caridade, e sim a mera distância geográfica, que me impede de tomar contra os referidos as providências judiciais cabíveis."

Fico constrangido e ao mesmo tempo com muita pena do "filósofo". Ele deve estar mesmo em pânico para ter de apelar desse jeito. Logo ele, que xinga tudo e todos, que não respeita a crença de ninguém. Mas fica a pergunta: os não-crentes podem processar os crentes quando estes chamam de idiotas todos os ateus? Quando um crente jura que o ateu vai passar a eternidade no inferno, ele pode ser processado por danos morais? Se Olavo "vilipendiar publicamente objeto de culto religioso" de uma seita diferente, como a cientologia, ele vai se entregar à polícia? Olavo quer me colocar na cadeia por questionar a sua crença religiosa. Para ele, sou um bandido, um criminoso, pois questiono suas crenças. Como eu disse, o sonho dele era viver na Idade Média, e me mandar para a roda ou fogueira. Ainda bem que tivemos o Iluminismo para colocar uma focinheira em tipos como este. Conservadores fanáticos não odeiam o Estado coisa alguma, nem querem reduzir seu poder. Querem apenas se apossar dele, e ai de quem divergir de suas crenças! A dúvida é: será que Olavo vai respeitar a lei quando ela condenar a homofobia?

Parece que Olavo ficou muito irritado de ser chamado de astrólogo também. Vejamos:

"Quanto à insistência obsessiva desses canalhas em me chamar de ‘astrólogo’, com a ênfase que a palavra tem quando associada a tipos como Walter Mercado, é fácil notar que nenhum dos três jamais examinou criticamente e nem mesmo citou de passagem qualquer escrito meu sobre a questão da astrologia. [...] O intuito deliberado de falsificar para melhor difamar não poderia ser mais evidente, e a eventual desculpa de que foi ofensa proferida impensadamente no calor da discussão já está impugnada antecipadamente pelo número de vezes que a ofensa se repetiu."

Mas Olavo não disse o que importa: era ou não um astrólogo? Ainda acredita na astrologia? Fazia ou não mapa-astral? Chamar um astrólogo de astrólogo agora é ofensa? Ora, ofensa é um sujeito que se diz católico ser astrólogo também! O que a Bíblia diz sobre a astrologia? Mas vejamos o que o próprio Olavo disse numa entrevista, quando Roberta Tórtora perguntou como a astrologia contribuiu para sua formação:

"Muito. Não existe possibilidade alguma de entendimento de qualquer civilização antiga sem o conhecimento da Astrologia. O modelo de visão do mundo baseado nos ciclos planetários e nas esferas esteve em vigor durante milênios e isto continua a estar, de certo modo, no ‘inconsciente’ das pessoas. Apesar de algumas deficiências no modelo astrológico, foi ele quem estruturou a humanidade pelo menos a partir do império egípcio-babilônico, o que significa, no mínimo, cinco mil anos de história. A Astrologia é um elemento obrigatório, por isto quem não a estudou, não estudou nada, é um analfabeto, um estúpido."

Não creio que seja necessário fazer qualquer comentário. Melhor voltarmos ao tema das tradições, onde Olavo insiste em ignorar o que eu realmente escrevi. Eis o que ele disse depois que provei sua mentira:

"Constantino reduz o conceito de ‘tradição’ ao de ‘repetição mecanizada’, opondo-o ao do exame racional maduro, mas linhas adiante reconhece que ‘há tradições boas’. Então é claro que, no seu entender, elas não são boas por ser tradições, mas pela coincidência casual do seu conteúdo com algo que o exame racional, feito por ele, aprova."

Será possível que Olavo ainda não tenha entendido mesmo? Sim, para mim uma tradição não é boa apenas por ser tradição. Por isso devemos questionar as tradições! É justamente o "exame racional maduro", ao invés de uma repetição mecanizada. Ora, como Olavo faz para saber quais tradições seguir? Escolhe aleatoriamente, joga um dardo, verifica no seu mapa-astral? Eu não. Eu prefiro justamente questionar se faz mesmo sentido adotar uma tradição. É o julgamento de um costume através da nossa razão, coisa que você vem condenando. Veja meu exemplo de noivas casando de branco: uma tradição. Para Olavo, tradições nunca são repetidas mecanicamente, mas sim compreendidas. As católicas sabem mesmo porque se casam de branco? Quantas podem seguir esta tradição honestamente? Em resumo, eu quero simplesmente questionar racionalmente qualquer costume ou tradição, algo que fez Olavo de Carvalho perder a linha e partir para as agressões. Não deixo nada acima da minha razão, nem as tradições nem a autoridade de algum filósofo. Meu instrumento epistemológico para tentar compreender o mundo em que vivo é a razão. Mas o ódio de alguns "filósofos" à razão é mesmo algo incrível.

Não satisfeito, Olavo fez uma análise psicológica de minha pessoa, não sei com quais credenciais. De astrólogo para comunista, depois filósofo conservador, crente católico e agora psicólogo também. O homem entende de tudo mesmo! Depois, num típico ataque de vaidade megalomaníaca, ele concluiu que tudo que eu escrevo é para "parasitar seus temas e referências". Segundo ele, passei a citar Ortega y Gasset e Viktor Frankl graças aos seus escritos. Não passa por sua cabeça narcisista que eu possa ter lido sobre Fankl no famoso livro de Steven Covey, Os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, ou ter descoberto Ortega y Gasset, autor renomado mundialmente, por qualquer outra fonte. Não! Tudo que escrevo, até mesmo sobre o multiculturalismo, é para copiar o grande filósofo. O mundo não gira mais em torno da Terra, como os crentes achavam. Gira em torno de Olavo! E um sujeito desses acha que pode dar um diagnóstico psicológico de alguém. Para Olavo, minhas "investidas polêmicas" são um "longo e reiterado pedido de socorro". Olavo deve escrever essas besteiras todas diante de um espelho, só pode!

Quando escrevi meu artigo provando as mentiras de Olavo, algumas pessoas me mandaram a seguinte resposta: "Nunca discuta com um tolo; eles podem não saber a diferença". Eu concordo com o alerta, mas explico que não discuto com Olavo. Se fosse apenas nós dois numa sala fechada, meu tempo seria mais bem gasto lendo gibis da Turma da Mônica. O problema é que Olavo ainda conquista seguidores desavisados. Cada vez menos, é verdade. Mas faz-se necessário desmascarar o embuste. Rebato as mentiras e falácias de Olavo como faço com Verissimo, Sader ou qualquer outro do tipo. Sei que, à exceção dos desesperados que ainda levam Olavo a sério, quase ninguém mais o enxerga como um debatedor honesto, mesmo entre seus pares conservadores. Mas sempre existe um ou outro que ainda pode acordar do entorpecimento da erudição de Olavo. Escrevo para eles.

E por falar nos seguidores de Olavo, nada mais lamentável que ver a bajulação em sua comunidade do Orkut. Os comentários são todos do tipo: "Perfeito, professor", "Muito bom!", "Perfeito!", "Excelentes comentários, Olavo!". Olavo criou uma seita, explorando o desespero dos outros, tal como Bispo Macedo fez. Vaidoso, ele busca puxa-sacos que não questionam, mas apenas aplaudem como focas. A falta de argumentos é diretamente proporcional aos elogios feitos ao "mestre". Olavo, ao comentar a obra de Schopenhauer, Como Vencer um Debate sem Precisar ter Razão, assimilou muito bem todos os estratagemas de erística, que ele usa e abusa. Mas, uma vez desmascarado, entrou em desespero. A ameaça de processo foi a gota d’água, o ato desesperado de alguém que sabe não ter mais argumentos para rebater as críticas que recebe. Como disse Ayn Rand, "o argumento pela intimidação é uma confissão de impotência intelectual". Olavo acaba de confessar a sua.

100 comentários:

Fernando Oliveira disse...

Prezado Rodrigo,

Cadê a maturidade do economista e do filósofo? Será que não aprenderam que criticar e ser criticado faz parte do dia-a-dia de faz e fala alguma coisa?

O nível de vocês nessa questão é o mesmo. Até o momento um não superou o outro.

Rodrigo Constantino disse...

Fernando,

Vc não faz justiça aos fatos.

Recapitulando: escrevi um artigo sobre tradições, Olavo me xingou e disse que eu escrevi coisas que não escrevi, ou seja, mentiu. Eu rebati, mostrando as mentiras dele. Ele me xingou mais um pouco, de vigarista de merda e outras coisas. Por fim, já desesperado, ele resolveu me ameaçar com a lei, pois sabe que não tem argumentos é joga baixo mesmo, pois é exatamente como os safados comunistas que ele condena hoje, mas já admirou antes.

Portanto, me colocar no mesmo saco desse sujeito é sacanagem.

Rodrigo

Bruno disse...

Rodrigo, vc poderia ligar pra ele no "show" que ele faz de segunda feira as 20 hs no blogtalkradio e acertar as diferenças ao vivo, ia ser bem engraçado... Liga a cobrar.

Abs

Jether disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ricchus disse...

Como parece que Olavo apagou do seu site a entrevista à Roberta Tórtora e, parece que ninguém a tem, desculpem, mas vai ela toda, para que cada um tire suas conclusões.

Um acerto de contas com a astrologia

Entrevista de Olavo de Carvalho a Roberta Tórtora
Porto do Céu, Recife, junho 2000

Como a Astrologia contribuiu para a sua formação?
Muito. Não existe possibilidade alguma de entendimento de qualquer civilização antiga sem o conhecimento da Astrologia. O modelo de visão do mundo baseado nos ciclos planetários e nas esferas esteve em vigor durante milênios e isto continua a estar, de certo modo, no "inconsciente" das pessoas. Apesar de algumas deficiências no modelo astrológico, foi ele quem estruturou a humanidade pelo menos a partir do império egípcio-babilônico, o que significa, no mínimo, cinco mil anos de história. A Astrologia é um elemento obrigatório, por isto quem não a estudou, não estudou nada, é um analfabeto, um estúpido. O trabalho mais vigoroso nas ciências humanas do século XX, por exemplo, só aconteceu depois da existência do Instituto Warburg, fundado em Londres por um milionário judeu fugido da Alemanha, que juntou, durante 20 anos, as melhores cabeças do século em torno de uma coleção de manuscritos astrológicos e alquímicos. Sem este estudo, a comunidade acadêmica nunca teria qualquer possibilidade de compreensão real das civilizações antigas.

Quais as conseqüências da perda deste conhecimento em nosso tempo?
A conseqüência é simplesmente não entender mais o passado. Se alguém não entende as civilizações antigas, não sabe mais onde está. É uma amnésia.

Como foi que o Sr. entrou em contato com a Astrologia?
Foi uma casualidade. O Dr. Müller contratou-me na época em que eu trabalhava no Jornal da Tarde para redigir um curso de psicologia baseado em astrologia, já que era argentino e não dominava muito bem o português. Depois destas aulas, um mundo sem limites se abriu para mim.

Qual é a sua relação com a Astrologia hoje?
O meu acerto de contas com a astrologia foi o curso "Astrocaracterologia", uma espécie de conclusão que tirei dos meus vinte anos de estudo e que fechou a minha contribuição para o assunto. Eu equacionei a Astrocaracterologia de tal modo que, para avançar de onde parei, só mesmo a pesquisa experimental. Para se formar uma ciência, é preciso levantar uma série de conceitos; destes conceitos, tirar hipóteses; das hipóteses, um método e dos métodos, as pesquisas. A parte teórica eu pude concluir, mas daí para frente, a Astrocaracterologia deixou de ser problema teórico para ser de investigação científica. Eu não tenho condições de dar continuidade a estas pesquisas porque precisaria de tempo, gente e dinheiro. Voltar a mexer neste assunto só me deixaria desesperado, porque eu não poderia realizar as investigações necessárias para responder as questões que levantei.

É possível resgatar a Astrologia tradicional nos dias de hoje?
Não sei. Isto é um tremendo abacaxi. Primeiro: não existe uma só astrologia tradicional, mas milhares. Quando falamos "tradicional", estamos nos reportando a certas épocas, onde esta Astrologia estava integrada completamente nas civilizações. Se a pergunta é "nas condições da nossa sociedade, é possível produzir uma astrologia tradicional?", a resposta é "não". Precisamos retomar o estudo astrológico de um outro plano, para estruturar uma ciência. Só que não fizemos nem uma coisa nem a outra. Os astrólogos não fizeram porque têm preguiça e os outros, porque têm preconceito. Só quem se interessou realmente pela Astrologia foram historiadores e filólogos, cuja função não é desenvolver a Astrologia, mas estudar o que ela foi e qual o lugar dela nas civilizações antigas. Estes fizeram a sua parte e levaram a coisa a sério.

O trabalho dos astrólogos, então, seria pesquisar junto aos textos antigos e desenvolver a astrologia enquanto ciência, já que é impossível o resgate da astrologia tradicional?
Eu não diria que esta é a única possibilidade. Você não imagina como esta sua pergunta é difícil. A resposta é: não sei (risos). Não sei.

O Sr. afirma no seu livro "Astros e Símbolos" que não é possível a compreensão da Astrologia sem a prática de um esoterismo vivente, só alcançado através de um compromisso com um exoterismo ortodoxo. É neste sentido que é impossível a compreensão desta e de outras ciências tradicionais em nosso tempo?
A própria descrição de esoterismo e exoterismo, que levei a sério por muito tempo, eu não aceito mais. Ela não é suficiente, é muito pobre, apesar de poder ser válida. Esoterismo e exoterismo são conceitos que só se aplicam tal e qual no conceito islâmico, onde existe uma fronteira, uma lei exotérica clara que funciona para todo mundo, e organizações esotéricas, que são para os que estão interessados. Esta fronteira, tão clara no mundo islâmico, não existe no mundo cristão e em outras tradições. Como é que podemos falar em esoterismo e exoterismo no contexto budista, por exemplo? Na obra de René Guenon, ele aplica este conceito a todas as tradições, mas isto é uma espécie de "islamização" das religiões e o próprio Guenon estava consciente disso.

A Astrologia, então, pode ser resgatada num contexto cultural, mas não a astrologia tradicional?
A Astrologia esteve integrada de algum modo às tradições, mas hoje em dia não temos mais tradição espiritual nenhuma. Temos, sim, uma devastação. Como é que podemos recuperar somente a Astrologia, se ela é apenas um pedaço do equipamento? Só podemos no sentido de estudo histórico, de compreensão do passado ou então sob uma forma de ciência, do modo como as ciências hoje são compreendidas.

Esta visão que o Sr. tem hoje é diferente da apresentada nos seus livros sobre Astrologia.
Os três livros que escrevi sobre Astrologia foram redigidos para um grupo de pessoas que estavam metidas até a goela no esoterismo islâmico. Para entender-se o que está escrito, é preciso saber para quem foi escrito. Nada do que está ali pode ser transposto para um público geral sem que sejam feitas as devidas conversões. Se eu fosse reeditar estes livros, no lugar de uma página, teria que escrever trinta. Com estas perguntas, você não tem idéia da complicação que me arrumou (risos). A maior parte das coisas que está me perguntando, eu terei que responder "não sei". São talvez as questões mais espinhosas da nossa civilização e, no entanto, tem gente que dá palpites sobre elas a torto e a direito.

Esta perda das tradições espirituais tem alguma coisa a ver com a era de Aquário?
A era de Aquário é exatamente isto, a era da farsa, e já estamos nela. O Anticristo já está aí. Hoje, através dos meios de comunicação, é possível que dez pessoas mintam simultaneamente para bilhões e a farsa fica estabelecida.

Existe alguma espécie de compensação para os homens que estão vivendo na nossa época?
Sim. As pessoas são julgadas com menos severidade. Deus, nesta época, suporta coisas que em outros tempos não suportaria. Nós estamos conversando sobre coisas aqui que, no passado, demoraríamos uns vinte anos para compreender, só depois de rezar muito. Hoje não precisamos passar por diversas práticas ou rituais de iniciação para compreendermos uma série de coisas. Esta é uma espécie de compensação natural ou sobrenatural, da mesma forma que o julgamento de Deus sobre as almas torna-se muito mais brando. Se você está no meio da confusão geral e ainda está tentando descobrir o que é o certo, no meio de pessoas que não sabem mais distinguir o bem do mal, então você já fez muito.

O Sr. não utiliza os planetas Urano, Netuno e Plutão em suas análises astrológicas. Acha impossível estabelecer um simbolismo correto para estes planetas?
Não sei. Deixei este assunto de lado, porque achei que ele era mais um abacaxi. Se há alguém que não pode opinar sobre o assunto, este alguém sou eu. Não atendo para leitura de mapas há uns vinte anos, mas foi exatamente depois que deixei de trabalhar profissionalmente que comecei a estudar mesmo a astrologia. Se você está em dúvida a respeito de tudo e mexendo nos pilares de uma ciência, não tem como trabalhar com ela no campo da prática diária. Não dá para desmontar um carro e andar nele ao mesmo tempo. O questionamento teórico da Astrologia é muito profundo. Não utilizei Urano, Netuno e Plutão porque percebi que isto me colocava perguntas muito mais complicadas do que aquelas com que eu estava lidando, utilizando apenas os sete planetinhas.

O que o Sr. pensa das interpretações atribuídas a estes planetas descobertos nos últimos séculos?
Urano, por exemplo, recebe uma interpretação já muito ligada ao próprio espírito moderno. Certas organizações esotéricas agem, ritualmente, no sentido da interpretação que elas próprias atribuíram ao planeta. Os ciclos destes astros começam a trabalhar mais neste sentido, porque são reforçados pela ação humana. Eu não acredito, realmente, que um planeta possa trazer a ideologia da revolução francesa. Agora, quando se quer realizar uma grande mudança no mundo, saber da existência de um novo planeta pode ser maravilhoso, já que possibilita a realização de toda uma reinterpretação da história, com base nos significados que você mesmo quis atribuir a ele. Acontece a mesma coisa com Netuno e Plutão, mas isto não quer dizer que estas interpretações não funcionem, porque parcialmente estes efeitos podem corresponder ao dos planetas, embora sejam apenas uma parte destacada do significado total daquele astro. Até o sétimo planeta, os astrólogos contavam com uma interpretação estável entre várias civilizações e não dá para justificar estas interpretações apenas como produto ideológico de tais civilizações. Mas nestes últimos, você tem interpretações específicas da astrologia ocidental, feita quase que totalmente por sociedades secretas. Essas interpretações não tem universalidade, apesar de poderem ser parcialmente válidas. Acho que somente lá perto do século XXV que será possível entender este problema. A gente pode perguntar tudo, mas não ter todas as respostas de uma vez.

A astrologia está, então, numa encruzilhada?
Sim, ela está em uma confusão miserável. Nunca um século foi tão difícil de ser entendido contemporaneamente como este. Nós estamos vivendo numa era verdadeiramente terrível. O número de coisas que dá para saber e utilizar como orientação é muito pequeno. A humanidade sempre soube mais ou menos o que estava acontecendo, as decisões de reis e príncipes não eram mistérios inimagináveis. Hoje são. As pessoas poderosas estão distantes, cercadas por muros e muros de segredos e mentiras. Os instrumentos de ocultação são monstruosos. Mais do que na era da informação, estamos na da ocultação.

Diante de todas estas confusões incorporadas à Astrologia nos dias de hoje, ainda vale a pena falar sobre o assunto?
Se é para as pessoas entenderem o que está acontecendo, é claro que vale a pena. As discussões públicas sobre isto são muito problemáticas, e é preciso ter paciência para explicar tudo, o que numa entrevista é impossível. Vale mais é ensinar para aqueles que estão dispostos a estudar ao longo dos anos.

Jether disse...
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ricchus disse...

Como podem constatar, Olavo fazia mapas astrais, o que poderia não ser nada relevante, desde que ele assumisse a "culpa".

Agora só falta dizer que essa entrevista é mentirosa, que foi alguém que quer prejudicá-lo que a forjou. De antemão, eu digo que isso é impossível, dado à quantidade monumental de besteiras, só imagináveis em uma cabeça tão perturbada quanto a de Olavo.

Novo disse...

Rodrigo, sabe como gosto da sua obra e da sua lógica. Mas Olavo tem seus méritos, ele denunciou o Foro de São Paulo.
Ele conhece organizações de esquerda de dentro.
Que ele é louco, ninguém precisa fazer força para perceber, ele diz que Newton foi um embusteiro... (risos) que descartes também!
Agora, vale mesmo a pena toda essa seara com o cara? Não bastava ter ingorado, como você ao citar Shopenhauer?
Abraço,
Eduardo

Jether disse...
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Novo disse...

Por que, de verdade, como leitor que venho buscar informação e conhecimento no seu blog, isso cansa! Não se pode pedir bom senso a quem tem um ego maior que um trem, mas se pode pedi-lo a alguém mais ponderado. Uso da premissa de que quando um não quer, dois não brigam.
Abraço,
Eduardo

ps. em tempo; ainda quero comprar 'prisioneiros ds liberdade'

Jether disse...
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ricchus disse...

Jether, eu sou formado em Arquitetura, mas não a exerço faz uns 20 anos. Nem por isso sou um ex-arquiteto. O prefixo "ex", só é usado em relação a cargos (ex-presidente, ex-deputado).

Rodrigo Constantino disse...

Jether,

Pois é, não resisti! Mas em minha defesa, digo que não debati COM Olavo, mas sim SOBRE Olavo. É diferente... hehe

"Não atendo para leitura de mapas há uns vinte anos, mas foi exatamente depois que deixei de trabalhar profissionalmente que comecei a estudar mesmo a astrologia."

Ou seja, Olavo assume, além de tudo, que era um embusteiro, que trabalhava profissionalmente com astrologia sem estudar mesmo o tema.

Isso é Olavo!

Rodrigo

Jether disse...
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Steve disse...

Nunca gostei desse cara.

Já li textos do mesmo que até certa altura dizia uma coisa e depois outra completamente diferente.

É demais "OLAVO" pra mim.

Anônimo disse...
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Rodrigo Constantino disse...

Olavetes que aparecerem aqui no anonimato apenas para poluir ou xingar, sem apresentar ARGUMENTOS, serão apagados, para manter o nível.

Rodrigo

Catellius disse...

A seguir, o muitíssimo engraçado texto "A Volta da Astrologia”, do Walter Merc..., ops, do Olavo de Carvalho. Não é tão velho, pois o autor se refere ao séc. XX como “século passado”. O texto aparece em vários sites esotéricos web afora, entre eles o “Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick”. O texto merece uma análise. Para Olavo, quem nasce sob a influência do planeta Marte - homônimo do deus da guerra romano - terá facilidade para exercer as "artes militares", he he. Olavão velho de guerra, é com você:


A Volta da Astrologia
Olavo de Carvalho

Ainda hoje, quando falamos em astrólogos, muita gente pensa em homens sinistros de chapéus pontudos, a contemplar o céu de suas altas torres e a interpretá-lo segundo seus delírios. E, no entanto, eles já estão penetrando nos gabinetes e laboratórios da ciência, misturando-se entre químicos, biólogos, meteorologistas, médicos e financistas. . . No século passado, Carl Gustav Jung anunciou a volta da astrologia às cátedras universitárias. Na época, isso era verdade apenas em algumas raras escolas de psicologia na Suíça, onde pioneiros corajosos, como o próprio Jung, incentivavam ou promoviam cursos semi-oficiais de astrologia, à noite, para os futuros clínicos, sob os olhos complacentes dos velhos reitores.

Hoje, a Universidade de Stanford, a Escola Técnica Superior de Zurique e mais sete universidades em todo o mundo promovem estudos regulares sobre a astrologia. Na Universidade de Paris (e a França é o pais mais conservador face a astrologia), o professor Robert Jaulin, no curso de etnologia, concede "créditos" suplementares aos alunos que frequentam aulas de astrologia, e outro etnólogo, Jacques Halbronn, fundos o Movimento Astrológico Universitario, que reúne centenas de estudantes e professores da mesma universidade, e promoveu o último Congresso de Astrologia, em Paris. Desse congresso participaram figuras do porte de um Eric Weil, professor de filosofia em Louvain e pensador de renome universal.

Que é que houve? Mudou a astrologia ou a opinião maciça dos intelectuais está realizando um 'mea culpa' coletivo perante a arte de Ptolomeu e Kepler, que ainda há algumas décadas era considerada apenas uma diversão de excêntricos amalucados ou prática excusa para iludir a boa fé popular? De onde proveio essa revolução, transformando o que ontem era engodo e ilusão no que hoje é pesquisa profunda e reflexão grave?

Em 1666, expulsa das cátedras universitárias

Para começo de conversa, quem expulsou a astrologia das cátedras universitárias não foi o avanço da ciência, como normalmente se supõe, mas uma interpretação apressada das descobertas de Copérnico. A expulsão foi decretada em 1666, por Colbert, ministro de Luís XIV, com a alegação de que a astrologia não tinha fundamento cientifico.

Na realidade, a ciência da época não tinha condições mínimas para averiguar isso realmente, e a primeira pesquisa estatística sobre o assunto foi feita só trezentos anos depois. O que Colbert supôs foi que, como os horóscopos eram desenhados geocentricamente - isto é, com a Terra no meio, e o Sol, a Lua, os signos e os Planetas em torno - não podiam funcionar, já que Copérnico havia demonstrado que o que estava no centro era o Sol e não a Terra.

Colbert simplesmente não percebeu que o horóscopo não era propriamente geocêntrico mas antropocêntrico, isto é, que representava o universo centralizado não na Terra enquanto realidade física, mas no Homem, no indivíduo. O horóscopo não era um mapa físico do universo (embora fosse também isto), mas um mapa do seu significado, um mapa do sentido do universo, tal como este se apresentava para determinado indivíduo na hora e no local em que este nascia. Para esses fins, o centro do universo, o centro da experiência individual, continuava a ser obviamente a Terra (excetuando-se a hipótese de o consulente ter nascido em Marte ou na Estrela Vega), e o próprio Kepler, que calculou as órbitas heliocêntricas dos planetas, continuou a desenhar horóscopos geocentricamente até o fim dos seus dias.

Enquanto o mapa astronômico era inteiramente objetivo e material, o mapa astrológico era ao mesmo tempo objetivo e subjetivo, tal como as mandalas tibetanas, que representam ao mesmo tempo o círculo do universo exterior e o interior do homem. Esta sutileza escapou a Colbert. As universidades alemãs e suíças, mais sensatas, preferiram deixar abertas suas cátedras de astrologia, embora sem ocupantes, e foi esta brecha que permitiu a Jung anunciar uma volta triunfal.

Em 1945, reabilitada pelas provas estatísticas

Essa volta não seria nada triunfal, entretanto, se não se houvesse descoberto, pouco depois, provas eloqüentes de que a relação astroHomem não é uma pura fantasia.

Essa descoberta veio quando, em 1950, o pesquisador francês Michel Gauquelin resolveu tirar a limpo, pela estatística (sua especialidade acadêmica), a questão das "influências astrais". Desde o começo do século, o grande astrólogo Paul Choisnard pedia aos estatísticos que fizessem isso. Mas era muito difícil, porque um único mapa astrológico (feito para a hora, data e local de nascimento de um indivíduo) tem mais de mil fatores a serem levados em conta.

Por volta de 1945, outro astrólogo, Léon Lasson, conseguiu finalmente formular um bom método de aplicar a estatística à astrologia. Gauquelin aperfeiçoou esse método e o empregou numa pesquisa que abrangeu cinco mil mapas astrológicos.

A pesquisa submeteu à prova uma única doutrina astrológica, porém antiga e fundamental: a de que não só determinados planetas estão associados a determinadas profissões (Júpiter à política e ao teatro, Saturno à ciência, Marte aos esportes e artes militares, Lua à literatura), como também tais planetas exercerão uma influência mais intensa, se no instante do nascimento do indivíduo estiverem colocados em determinados pontos privilegiados do céu. Esses pontos são, segundo a doutrina, o ascendente, que é a parte mais oriental da linha do horizonte, e o meio-do-céu, que é o ponto mais alto do Zodíaco (faixa dos signos) em relação a determinado lugar da Terra.

Se a teoria estivesse certa, pensou Gauquelin, determinados planetas estariam com maior freqüência no ascendente e no meio-do-céu no nascimento das pessoas cujas profissões estivessem relacionadas com esses planetas, do que no nascimento das outras pessoas. Saturno estaria com mais freqüência no ascendente e meio-do-céu dos cientistas, Marte no dos militares, Júpiter no dos políticos e atores, etc. Inversamente, seria raro um Saturno no ascendente ou meio-do-céu dos esportistas ou atores, e assim por diante. Mais ainda: seria preciso que essa freqüência ultrapassasse a média do acaso (no jargão dos estatísticos: freqüência teórica) de maneira significativa, para se poder acreditar que o fenômeno fosse algo mais do que mera coincidência.

Do ponto de vista cientifico, a hipótese a ser testada era um absurdo completo, mas as estatísticas foram mais favoráveis ao absurdo do que ao ponto de vista científico. Com uma freqüência que só seria possível atribuir ao acaso com uma possibilidade de 1 contra 10 milhões (isso mesmo), os planetas estavam lá onde os astrólogos diziam que estariam: Júpiter no ascendente e meio-do-céu dos atores e políticos, Saturno no dos cientistas, Marte no dos esportistas e militares, Lua no dos escritores. Inversamente, a Lua não estava no ascendente nem no meio-do-céu de quem não era escritor, Marte no de quem não era militar, etc.

Embora tudo isso parecesse uma trama diabólica dos astros para confundir o bom senso dos pobres cientistas, Gauquelin, com exemplar honestidade intelectual, publicou os resultados da pesquisa, que se tornaram imediatamente motivo de escândalo e protestos gerais. O diretor do Instituto Nacional de Estatística da França, Jean Porte, convidado pelos adversários de Gauquelin a desmascarar a farsa toda, refez os cálculos e informou depois de algum tempo: lamentavelmente, os cálculos estavam certos. Ainda assim, Gauquelin refez a pesquisa, desta vez reunindo nada menos que 25.000 mapas, na França, na Bélgica, na Holanda, na Itália e na Alemanha, e chegou novamente aos mesmos resultados. Novamente Jean Porte refez as contas, e novamente elas estavam impecáveis.

Recentemente, nos Estados Unidos, a revista The Humanist publicou um abaixo-assinado de 186 cientistas contra a astrologia. Em resposta, vieram centenas de cartas a favor, e The Humanist resolveu arbitrar a questão promovendo uma pesquisa igual à de Gauquelin, com amostragem menor mas controle estatístico maior. Os resultados, pela terceira vez, foram os mesmos. (No Brasil, durante um debate na TV, o abaixo-assinado de The Humanist foi exibido como o sumo argumento antiastrológico por um psiquiatra, que obviamente não contou a continuação da história . . .)

Agora, resta saber qual e natureza do fenómeno

Todos os debates que houveram serviram para mostrar que a astrologia é um assunto infinitamente mais completo do que seus opositores jamais imaginaram.

Exemplo. Quando não pôde mais negar os resultados da pesquisa, o mais feroz adversário francês da astrologia, o astrônomo Paul Couderc, então chefe do Observatório de Paris, julgou ter descoberto um argumento fulminante ao declarar que uma correlação era uma coisa, e um mecanismo de causa e efeito, outra; que a pesquisa Gauquelin havia estabelecido uma correlação entre os astros e o Homem, mas não havia de modo algum provado que os astros causam as ações humanas, "como pretendem os astrólogos".

Os astrólogos limitaram-se a exibir os textos clássicos da sua arte, desde a Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto (milênios anterior a Cristo) e as Enéadas de Plotino (século 39) até os tratados de Paracelso (século 15), Kepler (século 16) e Robert Fludd (século 17), em que por toda parte se explica a relação entre os astros e os homens como um processo de semelhança, de analogia, de simpatia, de correlação, de sincronismo, e nunca de causa e efeito.

E completaram: nenhum astrólogo jamais disse que os astros causam as ações humanas, pela simples razão de que o principio de causa e efeito, tão importante para o cientista materialista, é, para os astrólogos, um principio menor e secundário. O princípio maior é a lei de analogia, mediante a qual o grande e o pequeno, o macrocosmo e o microcosmo, a matéria e a consciência, têm uma estrutura e uma dinâmica semelhante, já que são apenas faces diversas do mesmo fenômeno.

O pobre Couderc jamais imaginou que estivesse mexendo num vespeiro tão grande. Desde essa época, praticamente cessou a polêmica rasteira tipo pró-e-contra a astrologia, e desencadeou-se um debate teórico de alto nível sobre a natureza do fenômeno revelado pela pesquisa Gauquelin. Se não se tratava de uma relação de causa e efeito, que relação era então? Um sincronismo, como pretendia Jung? Ou, como afirmava o próprio Gauquelin, tenaz estudioso dos biorritmos, existe em cada ser vivo um "relógio cósmico" que o torna receptivo a todos os ritmos do universo ao seu redor? Qual era precisamente o sentido com que os antigos falavam em "analogia"? Não seria a analogia um instrumento mental utilizável pela ciência, para a análise de fenômenos demasiado grandes e complexos, como a dinâmica da vida social e política, os grandes sistemas ecológicos, a economia das grandes nações? Não teriam os antigos astrólogos tido, milênios atrás, a intuição de um método cientifico para a abordagem de grandes problemas? Não teriam feito, como disse Lucien Malavard, "ciências humanas avant Ia lettre"? Esse é hoje o grande debate astrológico, que envolve algumas das questões mais contundentes e vivas da cultura contemporânea e ocupa alguns dos melhores cérebros da atualidade.

Os astros na religião, na biologia, nas finanças . . .

Paralelamente, prosseguiram as pesquisas. No campo da história, foi possível obter uma vasta coleção de evidências em favor da tese da astróloga Marcelle Senard (e de todos os astrólogos tradicionalistas), segundo a qual o Zodíaco é uma espécie de chave universal de todas as religiões.

Aplicando um método estrutural a praticamente todas as religiões e mitologias do mundo, o historiador Jean-Charles Pichou descobriu que existem apenas doze mitos básicos em todos os povos e lugares, e que esses mitos se sucedem segundo uma ordem mais ou menos regular.

Essas estruturas básicas são nada menos que os doze signos do Zodíaco. O trabalho de Pichou é demasiado revolucionário e demasiado volumoso para poder ser endossado ou contestado em bloco, mas certamente permanecerá como um clássico na historiografia das religiões.

Os biólogos também descobriram algumas coisas agradáveis aos astrólogos. Primeiro, simples correlações entre ciclos planetários e o metabolismo de animais e plantas estabelecidas por Frank A. Brown, da Northwestern University, EUA (o que não tem valor astrológico direto, mas constitui indicio favorável ao tipo de interdependência postulado pelos astrólogos, e que até 40 anos atrás era considerado mera ficção). Depois, um vendaval de confirmações da antiga correlação - esta, puramente astrológica - entre a lua e a fertilidade. Um pesquisador tcheco, Eugen Jorias, médico e astrólogo, chegou a estabelecer um processo astrológico de previsão de períodos de fertilidade das mulheres pela posição da Lua no instante do seu nascimento. Uma pesquisa feita pelo governo tcheco encontrou 94 por cento de acerto no método Jonas.

Em seguida, o neurologista Leonard Ravitz, da Duke University, descobriu que mudanças marcantes de potencial elétrico emitido pelo corpo humano ocorriam segundo as fases da Lua e, mais ainda (coerente com a doutrina astrológica de que a Lua está relacionada com as doenças mentais, donde a palavra lunático), que nos pacientes psicóticos tais mudanças eram nitidamente mais agudas do que nas pessoas mentalmente sadias.

Mais recentemente o economista norte-americano L. Peter Cogan procurou averiguar em que medida os ciclos de pessimismo e otimismo dos investidores, com reflexos nítidos na bolsa de valores, coincidiam com posições planetárias. Abarcando o período de 1873 a 1966, seu estudo concluiu que tais ciclos respondiam simetricamente às posições do Sol com relação a Saturno e Urano (planetas que, segundo a astrologia, regem o capitalismo). Os ciclos de pessimismo correspondiam às relações de 180 e 90 graus (ângulos "maléficos", segundo a tradição astrológica).

"Bem-aventurado aquele que pode ler no céu estrelado"

Ao lado disso, o médico holandês Nicholas Kollerstrom, pesquisador do Medical Research Hospital de Londres, refazendo uma experiência do filósofo Rudolf Steiner, de
monstrou que certas reações químicas com tons metálicos têm seu resultado alterado quando realizadas sob determinadas conjunções planetárias. Kollerstrom observa que os planetas que tiveram o poder de alterar essas reações foram precisamente aqueles que, segundo a tradição astrológica, estão relacionados com os metais que, em solução, ele usou na experiência. Saturno, cujo metal tradicional é o chumbo, alterava as reações com sulfato de chumbo, e ficava indiferente às demais; a Lua, cujo metal é a prata, só mexia com o nitrato de prata; Vênus só alterava o sulfato de cobre, já que seu metal é o cobre; e Marte, que rege o ferro, alterava as reações de sulfato de ferro.

Paralelamente, médicos e biólogos de todo o mundo vêm estudando, até sob o patrocínio da Unesco, as relações entre os ciclos planetários e os ritmos biológicos e emocionais humanos, sob o nome de biometeorologia ou de biopsicometeorologia.

Diante da convergência de tantos caminhos em direção a um fenômeno que há algumas décadas era negado em bloco, os entusiastas da conexão entre homens e astros exultam de alegrias e esperanças. Mas o que importa não é isso, e sim estudar esse fenômeno, aprender a contempla-lo e a compreendê-lo. Épocas inteiras o ignoraram. Kant e sua época viam acima de si o céu estrelado e dentro de si a lei moral. Viam um universo dividido, onde a necessidade interior do homem, a lei moral, não tinha nenhuma relação com a realidade objetiva. Até muito recentemente foi assim.

Assim no inicio do século XX, entre os horrores da Grande Guerra, o pensador materialista Georg Lukacs dizia: "Bem-aventuradas as épocas que podem ter no céu estrelado o mapa dos caminhos que lhe estão abertos! Bem-aventuradas as épocas cujos caminhos são iluminados pela luz das estrelas! Para elas, tudo é novo, e entretanto familiar! Tudo é aventura, e tudo lhe pertence, pois o fogo que arde em suas almas é da mesma natureza das estrelas". Ao redescobrir a pista das relações entre o cosmo e o Homem, nossa época recomeça a ver, depois de uma longa escuridão, a lei moral no céu estrelado e as estrelas no coração do Homem."

Catellius disse...

"A Astrologia é um elemento obrigatório, por isto quem não a estudou, não estudou nada, é um analfabeto, um estúpido."

É exatamente isto o que pergunto a olavetes: Você estudou astrologia? Após a esperada negativa cito o julgamento do Olavo, e quem xinga meu interlocutor de analfabeto e estúpido não sou eu mas o seu mestre. Imagino que as olavetes, ao invés de se decepcionarem com ele, comprarão correndo os livros do Walter Mercado para deixarem de ser estúpidas e analfabetas. Por garantia, quem sabem não compram também umas figurinhas dos Cavaleiros do Zodíaco...

Steve,

"Já li textos do mesmo que até certa altura dizia uma coisa e depois outra completamente diferente."

Ele afirma em um artigo que é difícil reconhecer os monstros da História, pois se vestem de mil maneiras, como os comunistas infiltrados na Igreja Católica a partir do Vaticano II e os homossexuais que invadiram os seminários e espalham insidiosamente a sua “doença” pela sociedade.
Mas recentemente – imagino que por causa de algum alinhamento planetário -, afirma que os monstros da História são facilmente reconhecíveis. Difícil, segundo ele, é reconhecer os heróis (os santos católicos).

Catellius disse...

Entrei no site www.cigano.net e joguei a data de nascimento do Olavo para conhecê-lo um pouco melhor, he he. Aí vai o resultado (negritos meus):


Disclaimer:

- Este é um Mapa Astrológico Interpretado por computador e não possui a pretensão de ser conclusivo.
- Os cálculos apresentados são exatos para os dados informados.
- Não estão interpretados os Planetas nas Casas nem o Ascendente e o Meio do Céu.
- Apenas um bom Astrólogo numa consulta pessoal pode fornecer indicações completas.

Equipe do cigano.net



- Mapa Astral para Olavo
- Nascido em Campinas no dia 29/04/1947
- Longitude: 47W03 Latitude: 22S54 Fuso: 3
- Verifique se seus dados estão corretos antes de ler seu Mapa Astral Interpretado

*****

Sol
07 TAU 59 - Touro (signo)

Lua
23 LEO 33 - Leão

Mercúrio
20 ARI 32 - Áries

Vênus
04 ARI 48 - Áries

Marte
13 ARI 18 - Áries

Jupiter
24 ESC 35 - Escorpião

Saturno
02 LEO 32 - Leão

Urano
19 GEM 20 - Gêmeos

Netuno
08 LIB 41 - Libra

Plutao
10 LEO 59 - Leão

Ascendente
10 AQU 40 - Aquário

*****

Veja seu Mapa Astral Interpretado em 10 Capítulos

Capítulo 1 - DESCRIÇÃO GERAL

Você é tranqüilo, reservado, prático, persistente e muito paciente. Da muito valor ao dinheiro e as comodidades da vida. Também tem vontade firme e bastante vitalidade., seu conservadorismo, teimosia e sensualidade costumam causar-lhe sofrimento.


Capítulo 2 - TEMPERAMENTO E EMOTIVIDADE

Seu temperamento é solene, franco, cordial e dramático. Você sente necessidade de ser apreciado, admirado e amado. Gosta de crianças, recepções, artes, esportes e todo tipo de diversão. Prefere ter um lar especialmente lindo e bem decorado.


Capítulo 3 - MENTE E COMUNICAÇÃO

Você possui mente ágil, determinada, competitiva e combativa, porém, dada ao exagero. Em vista disso, costuma tomar decisões de forma impulsiva, o que, muitas vezes lhe obriga a rever sua opinião. Contudo, geralmente tem boas idéias e é capaz de pensar com rapidez.


Capítulo 4 - SENSIBILIDADE E AFETOS

Sua sensibilidade ardente, impulsiva e romântica, mas egocêntrica, causa complicações no amor e na vida conjugal. Sua grande atração pelo sexo oposto cria necessidades sexuais urgentes que costumam resultar em extravagâncias financeiras.


Capítulo 5 - ATIVIDADE E CONQUISTA

Sua atividade é enérgica, entusiasmada e empreendedora, mas breve. Você tem muita iniciativa mas pouca persistência e não admite que lhe digam o que fazer. Em vista disso não gosta de trabalhar em posições subordinadas. Enfrenta os obstáculos com vontade.


Capítulo 6 - SENTIMENTO E ÊXITO

Você gosta de viver a vida intensamente e faz as coisas com todo empenho. Você gosta de atividades vibrantes e adora compartilhar com os outros as experiências excitantes ou fora do comum. Geralmente interessa-se pelo lado oculto da vida.


Capítulo 7 - ESFORÇOS E LIMITAÇÕES

Geralmente você se preocupa mais consigo do que imagina. Você sente que é diferente e que não se ajusta as normas da sociedade. Preocupa-se com sua própria sinceridade e profundidade de caráter e não respeita pessoas sem personalidade.


Capítulo 8 - ORIGINALIDADE E INDEPENDÊNCIA

Brilhante e inventivo, você aborda a literatura, educação, comunicação social e eletrônica de modo original. Como é irrequieto, não leva a idéia até o fim. É capaz de assimilar novos conceitos facilmente e é a favor de reformas na educação no país.


Capítulo 9 - IMAGINAÇÃO E PSIQUISMO

Sua forte tendência ao humanismo, altruísmo, compaixão e pacifismo faz com que você seja receptivo, evite atitudes preconceituosas e discriminativas, se interesse pelos novos conceitos legais referentes a relações, obrigações e necessidades humanas.


Capítulo 10 - TRANSFORMAÇÃO E DESTINO

Você tem muita confiança em si mesmo, boa capacidade comercial e faz muita questão de manifestar sua opinião e de defender sua integridade, criatividade e seus direitos. Contudo, costuma ser bastante individualista, egocêntrico e consciente de si.


Os pontos mais relevantes de seu Mapa Astral

- Você aprende com facilidade, tem raciocínio rápido e está apto a enfrentar qualquer aprendizado intelectual. Entretanto, você não nutre ambições intelectuais e prefere empregar a sua inteligência de modo mais criativo e global.


- Você tem muita intuição e força de vontade, grande capacidade criativa e de liderança e o seu forte magnetismo atrai as outras pessoas, inclusive as do sexo oposto. Gosta das atividades cientificas, progressistas e inovadoras e de viver intensamente. Um pouquinho de equilíbrio vai fazer muito bem à sua vida.


- Sua extremada ambição de poder e domínio lhe impele a conseguir uma posição importante na vida. Porém, com a atitude de querer vencer a qualquer preço pode conseguir numerosos inimigos pela vida afora. Seria também muito salutar diminuir um pouco a agressividade com as pessoas do sexo oposto.


- Você tem facilidade de compreender a psicologia dos outros. Aprecia as pessoas de diferentes raças e classes e gosta de experimentar as diferentes maneiras de viver. Você faz as pessoas se sentirem a vontade e elas gostam de lhe escutar.


- Sua excessiva generosidade combinada com a sua natureza superemotiva causam-lhe numerosos desapontamentos sociais e prejuízos financeiros. Você também é bastante parcial, imprudente, inconstante e tende a viajar e a comer em demasia. Um pouco de equilíbrio poderia resolver muitos problemas e dar outra direção a sua vida.


- Sua forte imaginação combinada com sua grande receptividade psíquica fazem com que você prefira viver no mundo da fantasia. Suas ambições não correspondem a realidade e sua fraqueza emocional pode levar-lhe a buscar refúgio na bebida. Precisa estar em contato com pessoas mais práticas e com projetos mais consistentes sob a perspectiva material para conseguir mais sucesso e êxito na vida.


- Você tem muito senso de humor, boa compreensão, raciocínio rápido e facilidade para assimilar qualquer assunto. Inclina-se a encarar a vida de modo progressista mas não serio demais. Gosta tanto dos jogos e quebra-cabeças quanto das ciências.


- Você é leal, devotado e conservador nas relações amorosas. Você dá de si e é sempre a mesma pessoa até em tempos difíceis. Estas qualidades fazem de você um bom amigo e pai. Tem compaixão pelos idosos e necessitados.


- Você é demasiadamente impulsivo e indisciplinado para seu próprio bem. Tende a agir e reagir repentinamente e com violência, trazendo perigo para si e para os outros. Cuidado ao dirigir. Você está mais sujeito a sofrer acidentes causados por veículos que as outras pessoas.


- Desde criança você sabe o que quer e por isto adquiriu cedo o treino para alcançar o êxito quando adulto. Sua dedicação a determinada atividade pode torná-lo líder em seu campo. Também gosta de tentar corrigir o que estiver errado na sociedade.


- Sua forte tendência a satisfação de seus desejos, combinada com sua viva imaginação e seu idealismo nada pratico, levam-no a conceber e a apresentar projetos grandiosos e de pouco conteúdo. Você também tende a comer em demasia. Um pouco mais de autocrítica faria muito bem e aumentaria suas chances de êxito e sucesso.


*****

Observação: Caramba, não é que às vezes os astrólogos acertam? Ha ha ha ha

Anônimo disse...

É simples pq o COnstantino jamais aceita um debate com o Olavo. Além de ser um notório ignorante, O constantino finge uma educação postiça para disfarçar a ignorância de assuntos que não domina! Haja viadagem mesmo!

Constantino, uma educação fingida que demonstra afetação e covardia, não é educação, é canalhice misturada a farsa!

Anônimo disse...

O Constantino ainda é covarde: tudo aquilo que retrate a verdade de seu fingimento travestido de educação postiça é censurado pra dar a entender que seu texto tem alguma unanimidade!

Catellius disse...

Normalmente as olavetes também gostam muito do Nivaldo Cordeiro, não por acaso um fã declarado do Olavo.

O Nivaldo defende o milenarismo e classifica os tempos atuais como “Nova Era” e "Era do Ecumenismo Radical", inspirando-se no termo cunhado por seu professor Olavo de Carvalho.

Trecho (grifos meus):

"...não adiantam [sic] os críticos do milenarismo vociferarem contra a Nova Era. É um fato astronômico, é Física. Efetivamente iniciou-se o Ano Platônico de Aquário. O que é importante é se perguntar se algo muda na mente do homem, se a humanidade de alguma maneira passará por alguma metamorfose. A dar crédito a Jung, por exemplo, haverá sim, na verdade já houve: a Era de Aquário implica em ir além do Cristianismo... " (José Nivaldo Cordeiro, "A Era do Ecumenismo Radical", 27.12.2000)

Citações retiradas do site Montfort, do católico-talibã Orlando Fedeli. Nivaldo escreveu essas asneiras há pouco mais de sete anos, talvez por obra do bug do milênio, ho ho ho. Será que já mudou de opinião? Duvido muito...

Afonso Vieira disse...

Por que os defensores do Olavo postam anonimamente? Acho que o Constantino pisa na bola, às vezes, mas esses ataques se utilizando o anonimato é ridículo, coisa de quem tem medo de se mostrar ou incapaz intelectualmente.

Anônimo disse...

Parabéns Constantino!!! Você conseguiu mais 15 minutos de fama escrevendo suas estultices!!! Se você tivesse pelo menos 1% da sabedoria de Olavo, teria aprendido a calar quando não tem nada relevante a dizer.

Anônimo disse...

Rodrigo,

Uma sugestão:faça um "tira teima" com o Olavo.

O vencedor ganha uma camisa do "Che Guevara"

Lancelot Ferreira disse...

Rodrigo,

não tem um jeito de desabilitar o post anônimo, pra ver se as olavetes mascaradas resolvem dar a cara a tapa (ou sumir) de uma vez?

e só pra lembrar às olavetinhas: postar anonimamente é coisa de esquerdista, hein?

(coisa de 'gôche', como muy bien dijo o tal do joão no post sobre o Fidel, hehe)

Blogildo disse...

Rodrigo, o que vai abaixo é provocação. Não vá se ofender.

Li em "A tradição dos símios" (http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/02/tradio-dos-smios.html) que você não perderia seu precioso tempo com o Olavo. Pelo visto o seu tempo tá desvalorizando, Rodrigo.

Blogildo disse...

Mas fica a pergunta: os não-crentes podem processar os crentes quando estes chamam de idiotas todos os ateus?

A pergunta é simples de responder, Rodrigo. Se são 'não-crentes' a lei não se aplica a eles. Logo não podem processar. Contudo, se se admite que ateus são crentes, logo podem processar a vontade.

A pergunta importante é: Ateus são crentes?

Blogildo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Blogildo disse...

Rodrigo, por que você usa terno e gravata num país tropical? Tem uma explicação racional para essa tradição?

Rodrigo Constantino disse...

Blogildo, ateísmo é não crer no deus específico criado pelos homens. Vc é ateu em relação à vários deuses! Parece que vc não entendeu meu ponto: se o crente pode processar por "danos morais" pois sua crença foi ridicularizada, quero saber se um não-crente pode também processar por escutar o tempo todo que vai ficar para sempre no inferno. Apenas isso.

No fundo, esse artifício do processo é patético! Coisa de quem está desesperado mesmo, louco para calar a crítica. Coisa de Bispo Macedo! E Olavo de Carvalho...

Rodrigo

Rodrigo Constantino disse...

Obs: Essa foto de Olavo, usada no texto, foi obtida de Memória da Astrologia. Botem o mouse em cima para comprovar. Achei que seria adequada esta homenagem ao astrólogo...

a.h disse...

Em 1945, reabilitada pelas provas estatísticas

Só o aiatolavo para achar que estatística alguma configura prova.

Jether disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

RODRIGO:

Voce tinha que ter avisado logo a origem da foto.
Uma imagem vale mil palavras, ainda mais quando vem como prova incontestável. Parabéns. Sucesso!
mcg

Blogildo disse...

Bom, se a citação da Constituição pelo Olavo estiver correta (não sei se está), a lei vale para crentes. Para o ateu utilizar a mesma lei ele teria de assumir uma crença.
Mas isso é entre você e o Olavo.

E a tradição do terno e gravata num país tropical? Não é a mesma coisa da noiva de branco?

ricchus disse...

Não é Constituição e sim o Código Penal.

Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

Art. 282 - Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
Parágrafo único - Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.

Charlatanismo
Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

Curandeirismo
Art. 284 - Exercer o curandeirismo:
I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
III - fazendo diagnósticos:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
Parágrafo único - Se o crime é praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa.

Forma Qualificada
Art. 285 - Aplica-se o disposto no Art. 258 aos crimes previstos neste Capítulo, salvo quanto ao definido no Art. 267.
(Art. 258 - Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave, a pena privativa de liberdade é aumentada de metade; se resulta morte, é aplicada em dobro. No caso de culpa, se do fato resulta lesão corporal, a pena aumenta-se de metade; se resulta morte, aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo, aumentada de um terço.)
(Art. 267 - Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos. (Alterado pela L-008.072-1990)
§ 1º - Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro.
§ 2º - No caso de culpa, a pena é de detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, ou, se resulta morte, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.)

JOão Barbosa disse...

Então diz aí Rodrigo...

Qual é a tradição cristã que você aposentaria?

Eduardo disse...

Rodrigo vamos voltar a falar de economia? Que tal por exemplo de reforma tributária? IVA versus IR...modelo europeu versus americano... perfil de gastos do governo....
Esse assunto ("cara") já deu o que tinha e podia dar...
Abraços,
Eduardo

Anônimo disse...

E a camisa com a foto de Che Guevara...

Zoroastro disse...

Olavo é brilhante, mas ninguém é perfeito e todos temos defeitos, alguns graves.

Não concordo com falta de respeito, é melhor encerrar a discussão do que fugir da argumentação sensata.

Olavo não gosta de constantino, não tem paciencia para lê-lo, considera-se superior e arroga-se no direito de xingá-lo. Claro que é errado e estúpido da parte dele.

Mas isso não invalida tudo o que ele diz e nem apaga sua erudição.

O ser humano é assim, temos que observar e compreender os defeitos das pessoas, e extrair o que elas tem de bom para dar, filtrando o lado negativo e infantil.

Não critico sua raiva com o comportamento dele para com você, não sei como me comportaria na sua posição. Apenas compreendo. Permita-me uma dica : Concentre-se em você mesmo, que também é humano e tem defeitos, e também escreve coisas certas e erradas.

ricchus disse...

Só para chamar atenção sobre o pensamento medievo de Olavo, quando ele “era astrólogo” não trabalhava com os planetas Urano, Netuno e Plutão (que a essas alturas já foi até rebaixado), considerados planetas “modernos”. Moderníssimos! Urano foi descoberto por William Herschel em 1781, Netuno por Galle e d'Arrest em 1846 e Plutão, o mais novinho, em 1930 por Clyde Tombaugh.

Por milênios, a humanidade acreditou que só haviam sete astros (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), que eram os visíveis a olho nu e que orbitavam a Terra. Olavo acredita nisso até hoje. Definitivamente a astrologia primitiva que ele pratica era a prova que faltava para justificar a raiva que o filósofo-astrólogo tem de Galileu e de Newton. Para ele, astronomia ainda é astrologia e os tais “sete astros” são os únicos e ainda por cima funcionam em um sistema geocêntrico.

PS: Eu só queria saber qual será o conhecimento astronômico (stricto sensu) de Olavo.

Rodrigo Constantino disse...

Agora sim, podemos entender melhor o capitalismo!!!


http://img.photobucket.com/albums/v718/noitevazia/olavo1.jpg


http://img.photobucket.com/albums/v718/noitevazia/olavo2.gif

Esse é o "grande filósofo" da direita!~

Rodrigo

Anônimo disse...

parabens pelo blog sobre o niemeyer!

Catellius disse...

Sem falar, Ricchus (aliás, parabéns pelos seus ótimos comentários), que um asteróide como Ceres tem pouco menos da metade do diâmetro de Plutão mas está umas quinze vezes (bem por alto) mais próximo da Terra do que o planeta rebaixado. Mas como o Olavo não se interessa por ele - pois "obviamente" a influência dos astros não se dá gravitacionalmente mas por "um processo de semelhança, de analogia, de simpatia, de correlação, de sincronismo" -, LOGO não há analogia entre Ceres e os homens, na cabeça do astrólogo...

Quando Olavo, Walter Mercado e outros vigaristas fazem mapa astral, se não acertam no diagnóstico pelo signo, acertam pelo ascendente, se não acertam por ele, usam outra coisa. Tentam fechar todas as possibilidades para depois alardearem que está tudo comprovado estatisticamente. Não posso deixar de gargalhar. Perdoem-me. HA HA HA HA HA HA!!!

Nada mais natural que Olavo e outros embusteiros citem Jung, o metafísico da sincronicidade e do inconsciente coletivo, também adepto da astrologia, do I Ching e de outros esoterismos.

Antônio Cecílio disse...

O Olavo de Carvalho usa para defender a astrologia o mesmo argumento falacioso que usa para defender o cristianismo: bilhões de pessoas no mundo acreditam na astrologia e ela tem sobrevivido por milhares de anos.

Antônio Cecílio disse...

Do Catecismo da Igreja Católica:

§2116 (...) A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.

Blogildo disse...

As católicas sabem mesmo porque se casam de branco? Quantas podem seguir esta tradição honestamente?

Pois bem, perguntei duas vezes lá em cima e repito agora. Você usa terno e gravata num país tropical. Por que você segue esta tradição?

Não é a mesma coisa? Rodrigo, estou esperando sua resposta!

Rodrigo Constantino disse...

Antônio,

Astrologia e Catolicismo são como água e óleo: não se misturam. Mas Olavo é tão embusteiro que não vê problema nisso, se for para conquistar mais seguidores. E os seguidores, tadinhos, nem questionam...


Blogildo, seu exemplo é muito fraco, por isso nem comentei. Vc está falando de MODA. Ora, EU não uso mais terno no trabalho há anos. Agora, se eu for numa festa onde TODOS estarão vestidos assim, ficará deselegante ir de bermuda. Mas não há um sentido sagrado no terno. O véu e a grinalda DEVERIA. Meu exemplo é justamente para mostrar que as pessoas seguem tradições IGNORANDO seu sentido religioso, diferente do que Olavo afirmara. A maioria casa de branco simplesmente porque outras casam, ou porque acham bonito. Ponto. Seria como comer a hóstia porque acha o sabor gostoso, nada mais. Não há simbolismo sagrado no ato, ao contrário do que Olavo dissera.

Rodrigo

Blogildo disse...

Blogildo, seu exemplo é muito fraco, por isso nem comentei. Vc está falando de MODA. :
O exemplo não é fraco, Rodrigo. E você sabe disso. A situação é a mesma! Se no caso do terno se trata de MODA, como você diz, o vestido de noiva também é MODA. O traje do vestido de noiva é utilizado em praticamente toda e qualquer cerimônia de casamento no ocidente. Até orientais já utilizam essa MODA ocidental. E isso independe da origem religiosa da tal MODA. O mesmo se dá com o uso de outros trajes e acessórios. Ora, por que os ocidentais usam calças compridas em vez das vestimentas greco-romanas? Se MODA justifica a gravata e o terno num país tropical, MODA justificará o vestido de noiva.
Você quer que o exemplo seja fraco, mas é exatamente a mesma coisa. Eu não estou entrando em mérito religioso. Estou no mérito do que você escreveu: TRADIÇÃO. Não foi isso?

Ora, EU não uso mais terno no trabalho há anos. Agora, se eu for numa festa onde TODOS estarão vestidos assim, ficará deselegante ir de bermuda. Mas não há um sentido sagrado no terno. O véu e a grinalda DEVERIA. Meu exemplo é justamente para mostrar que as pessoas seguem tradições IGNORANDO seu sentido religioso, diferente do que Olavo afirmara. A maioria casa de branco simplesmente porque outras casam, ou porque acham bonito. Ponto. Seria como comer a hóstia porque acha o sabor gostoso, nada mais. Não há simbolismo sagrado no ato, ao contrário do que Olavo dissera.
Pouco importa se você não usa mais terno no trabalho. O ponto não é esse. Não entrei nesse mérito. Você se apresenta no seu blog com terno e gravata. Uma tradição na vestimenta ocidental. Você também é – a seu modo – um seguidor de tradições que ignora o sentido das coisas.
A gravata, por exemplo, tem várias histórias sobre sua origem. A cidade de Steenkerke, na Bélgica, reivindica para si a invenção da gravata numa história que remonta à guerra entre franceses e ingleses no século XVII. Outros historiadores já afirmam que a origem é chinesa e que guerreiros do imperador Shih Huang Ti indicavam suas posições através de lenços no pescoço similares a atual gravata. Há outras histórias também. Meu ponto é: Usar gravata é TRADIÇÃO.
Você iria de terno para a tal festa porque TODOS estarão vestidos assim. Da mesma forma – como você mesmo afirmou - a maioria das noivas utiliza vestidos brancos porque TODAS (ou a maioria) se casam assim.
Não estou comentado os argumentos do Olavo. Estou questionando os SEUS argumentos.
O seu maior erro, em sentido de argumentos, é estereotipar os conservadores.

Anônimo disse...

Blogildo, vai dar um terno pro Rodrigo? Se não for, esquece o assunto.
Rodrigo, encerra os comments. Esse papo de Olavo já cansou. Verdade. Outra coisa: no mundo acadêmico sério, uma pessoa como Olavo é pura e simplesmente ignorada, pois falta de educação e respeito (rectius: falta de civilidade, de sentido de civilização, de comportamento socialmente aceitável) são imperdoáveis a qualquer pessoa, por mais obtusa ou humilde que venha a ser.
Quanto à óbvia tréplica do Olavo, que certamente virá, deixo uma sugestão: absurdos não merecem resposta! E fecho com Luiz Gonzaga, magistral repentista que muito entendia de filosofia: pau que nasce torno, não tem jeito, morre torto! (quem conhece Kant sabe do que falo...)

André Luis Mota Novakoski disse...

ops! Corrigindo: pau que nasce TORTO, não tem jeito, morre torto!

Catellius disse...

No caso das noivas de branco, julgo que o Rodrigo apenas usou um mau exemplo. Isto não invalida o cerne do texto. Vestir branco no casamento e terno em um escritório são tradições inofensivas, embora terno em locais tropicais seja algo esquisito. Daria para não usar ar-condicionado em certos lugares se o regimento interno permitisse trabalhar com uma camiseta leve. Mas nos trópicos o terno passa uma imagem de que a anta que o recheia é competente “como os respeitáveis europeus”. Para muitos, passar esta impressão é mais interessante do que ser de fato competente. Pastores, representantes da Amway, advogados, políticos, corretores de imóveis, estelionatários (corretores não são estelionatários, obrigatoriamente) – todos estes querem vender alguma coisa e desejam passar uma imagem de idoneidade; usam terno. O padre usa a mãe de todos os ternos: um hábito todo enfeitado com símbolos e palavras mágicas, referências à Ordem de Melquisedeque, etc.

Terno passa, realmente, uma imagem de correção, e é como um símbolo de uma casta superior, porque é proibitivo para muitos. Um pobre daqui não tem ar-condicionado para poder usar terno, não tem como comprá-lo, como mantê-lo bem passado, ternos de microfibra são impossíveis de usar de tão quentes, é fácil ver se um terno é bom ou não, etc. Ternos são como um pé-direito alto em um escritório. Nem todos podem ter uma sala com seis metros de altura. Então compra-se uma sala de seis metros de altura para demonstrar que pode-se mais do que os outros. É uma linguagem entre galos, entre leões. E os que têm cristas e jubas maiores levam as melhores fêmeas, que querem um ambiente mais seguro para a prole. Quanto a isso, é algo apenas animal. O terno parece ser uma espécie de rabo de pavão.

Ternos também são como um cabelo curto e uma barba feita. O sujeito pode ser extremamente competente, mas se estiver, em uma reunião de negócios, de barba malfeita, de cabelos desgrenhados, de pijama, não conseguirá passar uma imagem de organização e competência. Mas se trabalhar no mundo virtual, tudo bem. Ser dono de uma mega empresa virtual e trabalhar de pijama no quarto? Sem problema.

Eu só uso terno em casamentos.

O que o Rodrigo escreveu é evidente para todos os que pensam, embora desagrade aos tradicionalistas adeptos do “sempre foi assim”. Devemos ser conscientes de nossas ações sempre, mesmo quando fazemos algo pela tradição. Devemos sempre olhar as tradições sob a ótica da razão, da justiça, da liberdade, do bom senso. Separar o que é inofensivo (ternos no trabalho), divertido (homens de saiote tocando gaitas de fole), curioso, do que é apenas perpetuação de superstição, de preconceito, de burrice. Entender que o que muitos chamam de fé é tão somente tradição, passada de pai para filho, que varia de acordo com a geografia. As pessoas não vêem o islamismo como uma opção de fé, no interior de Minas; a tradição manda que se vá à missa aos domingos, se comungue, se faça primeira comunhão, etc. Se estas coisas fossem apenas rituais de iniciação, tudo bem. O problema é a população supersticiosa achar que o ritual é importante para selar um pacto com uma força sobrenatural e apenas determinada casta de homens pode fazer a mediação entre os dois lados. Como no caso da classe política em locais onde há messianismo sebastianista, são as raposas que normalmente têm “vocação” para o posto de sacerdote. Por isso a tradição pela tradição pode ser prejudicial à sociedade. Quem não pertencer ao grupo será, por princípio, inimigo do bem, concorrente do bem, mesmo que pertença a uma outra fé que diz defendê-lo. Se estes grupos estão unidos contra os irreligiosos, basta que os que não têm fé no sobrenatural saiam do cenário para que as antigas querelas entre diferentes fezes, retornem com a costumeira força. Antes dos brancos estarem preocupados com islâmicos e negros preocupavam-se com judeus, ciganos, ruivos, canhotos, etc. A tradição pela tradição tem medo mortal do diferente. É estúpida por princípio.

Esse negócio de terno, vestido branco é besteira, conversinha fiada. Já atirar pedras em um boneco representando um negro ladrão é algo errado e desagradável que fomenta o preconceito e não pode ser tolerado em nome da tradição, ainda que milenar. Extirpar clitóris de mulheres não deve ser tolerado em nome da tradição, ainda que milenar. Supliciar bois em Santa Catarina, etc. Já chicotear-se na semana santa em nome da tradição é uma grande estupidez mas o sujeito deve ser livre para isso. O que é intolerável é ensinar isto às crianças. Talvez o intolerável seja, ironicamente, passar a tradição adiante. O intolerável talvez seja não ensinar as crianças a questionarem tradições.

Catellius disse...

...querelas entre diferentes fezes retornem com a costumeira força...

sem vírgula, he he

Catellius disse...

"Antes dos brancos estarem preocupados com islâmicos e negros..."

Uma coisa não tem nada a ver com a outra, he he.

E os não islâmicos devem se preocupar com os islâmicos, obivamente. São a síntese do que há de pior em comportamento religioso doentio.

Blogildo disse...

Se foi um mau exemplo, espero que o Rodrigo admita isso. Afinal, nunca o vi admitindo nenhum erro. O que me leva a pergunta: Rodrigo erra? Parece que não!
Todos os erros para os conservadores e toda a lógica e razão para os liberais. Hum...Isso me soa estranhamente familiar.

Mas já que você resolveu responder pelo Rodrigo, Catellius, pergunto:

Qual seria o exemplo ideal? A fábula de Esopo com ares de verdade científica dos macacos e o jato d'água? Ou você tem algum BOM exemplo?
Até agora não vi nenhum exemplo que justifique máximas do tipo O que o Rodrigo escreveu é evidente para todos os que pensam, embora desagrade aos tradicionalistas adeptos do “sempre foi assim”.

Esse tradicionalistas do "sempre foi assim" só existem na cabeça de vocês. Você acaba de fazer toda uma ginástica retórica para justificar a tradição do uso de ternos e gravatas. Poderíamos ir mais longe! Por que você vai à rituais tradicionais como casamentos?
- Por que respeitar tradiocionais regras gramaticais quando escreve?

Não existem conservadores modernos que defendem mutilação de genitália feminina e outras bizarrices. Contudo, existem liberais que o fazem em nome da autodeterminação dos povos.

Você estão simplesmente usando a imagem dum estereótipo grotesco aplicado aos conservadores e lutando contra esse estereótipo.

Mais ou menos como Dom Quixote lutando contra os tradicionais moinhos de vento.

Novamente, repito, não estou falando do Olavo aqui. Estou questionando os argumentos utilizados. O Olavo que se vire com o Rodrigo e vice-versa.

ricchus disse...

Pombas, Rodrigo, lá no tal Jornal de Planeta, bem melhor que o capitalismo do Olavo é a notícia que um UFO seqüestrou um soldado chileno!

Zappi disse...

Excelente explicação do comportamento do Olavo. Uma vez li um artigo dele "provando" que Galileu estava errado usando argumentos linguísticos e teológicos. Achei interessante e pela primeira vez notei o desespero que você menciona no post.

Imagine o desespero do vaidoso: Galileu é Galileu e Olavo é ninguém.

Catellius disse...

Definir-se como conservador é estupidez. O conservador opõe-se à abolição da escravatura? Aqui não sou conservador. Opõe-se ao sufrágio universal, opõe-se à entrada de negros nas universidades, ao fim das castas na Índia? Não estou entre os conservadores, nestes casos. O conservador opõe-se à implantação do comunismo? Aqui estou com ele. O conservador da União Soviética opõe-se à abertura promovida por Gorbatchev, acha isto abrir mão de um século de marxismo, acha desrespeito com os vinte milhões de soviéticos mortos da Segunda Guerra? Dane-se ele! Não estou com ele. O conservador odeia Rock'n Roll porque é muito barulhento? O conservador de cinqüenta anos depois despreza os deturpadores do Rock'n Roll? Danem-se eles.

O conservador proíbe a execução de um Berlioz porque não segue os cânones clássicos, boicota Mahler porque faz quintas paralelas, porque rompe as regras do contraponto, acaba com a vida de um gênio porque vai contra o conservatório? Tradições burras.
O pintor J. L. David era um ótimo conservador, mas havia conservadores péssimos; Géricault rompia com a tradição e era excelente, mas outros que rompiam com as regras eram medíocres. Deve-se atacar a obra do conservador péssimo e a do medíocre antitradição. Atacar Géricault porque vai de encontro à tradição clássica é nocivo, bem como jogar David no lixo em nome da modernidade.
O que os parvos não entendem é isso. O argumento da tradição é estúpido. Se a tradição é boa, mantenha-se. Se tanto faz, mantenha-se ou não. Se é nociva, que seja combatida.

Definir-se como conservador é definir-se como parvo. Praticamente só ouço música clássica, principalmente ópera, embora goste de muita coisa do rock, pop, etc. Gosto mesmo é de ler autores anteriores ao séc. XX, gosto de história antiga, de filmes antigos, sou neto de italianos e quando estou com tios e tios-avós gosto é de comer polenta, de beber vinho e de cantar com eles algumas músicas do Vêneto, gosto de ver fotos antigas, sou a favor da preservação do patrimônio arquitetônico e artístico, desde que não seja em prejuízo do bem estar da população (mova-se Abu Simbel, se a represa for importante), etc. Sou conservador? Pffff....

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Não é difícil encontrar milhares de exemplos de péssimas tradições. Chibatadas por sair sem véu. É tradição; nem todo país de maioria islâmica exige o uso do véu. Velhos judeus colocando a boca no pintinho ensangüentado de um bebê de oito dias (acho), durante a circuncisão, e sugando o sangue, passando muitas vezes a infecção de suas cáries para o pênis do bebê. Há até judeus ateus que seguem os costumes apenas por tradição, que submetem seus filhinhos a essas práticas aviltantes. São ateus estúpidos, claro. Bom, tal ritual baseado na tradição é praticado até em Nova Iorque! Idem para a circuncisão feminina, etc.

Há também a farra do boi, as touradas, a rinha de galos, caça esportiva de tigres e outros animais em perigo de extinção... Há sempre espaço para debates, claro. Principalmente nos casos de tradições envolvendo animais. Muitos que criticam as touradas têm um cachorrinho antropomorfizado à tiracolo e querem que os bichinhos tenham direitos como o homem, eles que não têm como respeitar nossos direitos a não ser sob coação e adestramento. Essas pessoas não se importam se o bacalhau que comem agonizou por horas até morrer asfixiado, fora d'água.

Eu acharia mais interessante uma tourada em que na arena só entrassem o touro e o toureiro. O primeiro com seus chifres e o segundo com espada, manto e suas roupas tradicionais de viado atochadinhas. Risco de morte para o toureiro? Não maior do que escalar o Everest. Quem quiser que se habilite.

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O "sempre foi assim" é primo do tal "direito adquirido". Normalmente alguém que lucra com determinada prática e quem sente insegurança perante pequenas mudanças pode invocar isto. Isto não é nem um pouco raro. A identidade é importante em mercadorias, por exemplo. Ferrari vermelha, pote de Minâncora, caixas de Maizena, logotipo da Coca-Cola são mantidos mais por causa da identificação dos clientes do que por tradição. No mundo dos negócios a tradição só é valorizada quando valorizá-la dá dinheiro. Os produtos mudam radicalmente com os avanços tecnológicos, as fábricas se modernizam, as tradições vão pro brejo. Enquanto isso, o idiota do Itamar usa sua posição de destaque para pedir a volta do fusquinha, imbuído de um sentimento nostálgico-tradicional estúpido.

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Eu não justifiquei o uso de ternos. Justificar é desculpar, legitimar. Eu tentei encontrar as razões pelas quais as pessoas usam o terno e defendem seu uso.

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"Por que você vai à rituais tradicionais como casamentos?"

Por que são amigos ou parentes que estão assumindo publicamente sua união e me convidam para compartilhar de sua alegria. Se meu amigo casa na União do Vegetal, irei prestigiá-lo, também se ele casa perante um juiz, um pastor, um padre, se ele mesmo e sua esposa inventarem uma cerimônia.

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Quem disse que regras gramaticais são mera tradição? O Olavo? Regras de trânsito também são tradição na cabeça dos estúpidos? Por questão de convenção, é natural que todos andem pela faixa da direita, que para todos o sinal verde signifique avançar e o sinal vermelho parar. Não preciso dizer por quê. É importante que os plurais tenham alguma diferenciação e que os verbos concordem com os sujeitos. Fica mais fácil de compreender o texto, as palavras grafadas sempre da mesma maneira facilitam a pesquisa em bibliotecas, na internet, evitam confusão. Mesmo assim os idiomas mudam.

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"Não existem conservadores modernos que defendem mutilação de genitália feminina e outras bizarrices. Contudo, existem liberais que o fazem em nome da autodeterminação dos povos."

Liberais estúpidos defendem a prática. Mas TODOS os que PRATICAM essa mutilação são conservadores em suas culturas. Os conservadores de lá pegam nos estiletes cegos e fazem seus rituais sangrentos tradicionais. Muitas vezes os pais são contra. As mulheres veteranas, como os calouros do exército e das universidades, querem dar seu trote e em nome da tradição chegam a agredir os homens contrários a ele. Aconteceu isto com Ayaan Hirsi Ali. Seu pai foi contra mas a mãe, tias e avós garantiram que a tradição fosse cumprida. Os membros daquelas sociedades que questionarem a monstruosidade serão malvistos, serão moderninhos influenciados pelos europeus e americanos, poderão ser punidos, dependendo do caso com a pena máxima.

Catellius disse...

errata:

As mulheres veteranas querem dar seu trote nas calouras e em nome da tradição chegam a agredir os homens contrários a ele.

Catellius disse...

Caro Zappi,

"Galileu é Galileu e Olavo é ninguém."

Tudo bem. É verdade. Mas a sua frase dá margem a interpretações equivocadas. Um ninguém pode desmascarar um grande personagem histórico, denunciá-lo como embusteiro, provar que errou. Mas um ninguém brilhante, inteligente, não uma íngua do quilate do Walter Merc.., ops, do Olavo de Carvalho.

Thiago disse...

Já sou Rodriguete!

Anônimo disse...

Melhores eram os tempos de polemistas como Paulo Francis. Esses dois com suas ofensas mútuas só conseguem causar um certo tédio.
Ps. se o melhor argumento em uma polêmica é chamar o outro de astrólogo.... a coisa toda é bastante aborrecida.

Catellius disse...

Descer todo ano uma montanha tentando se equilibrar sobre troncos de madeira? Todo aquele povo se divertindom, aqueles tombos engraçados? Bravo!

Em determinado dia fazer guerra de lama? Bravo!

Estourar Champagne no ano novo? Brindar antes de beber? Bravo!

Casar de branco, jogar o buquê

Quem disse que TODAS as tradições devem ser abolidas porque são tradições e tradições são estúpidas?

Quem?

Está claro que foi isto que o parvo do Olavo entendeu do texto.

Rodrigo Constantino disse...

O desespero dos olavetes está hilário na comunidade do Orkut! Postaram meu artigo lá, e não vemos UM argumento!!! Apenas xingamentos chulos, gente falando do preço do meu livro, da quantidade de artigos que escrevo etc. Impagável!!!!

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=2584494188813878634&start=1

Olha essa:

"não houve nenhuma ameaça de uso da força, apenas a constatação de que ele é um criminoso."

"Desde quando a punição de um crime- uma prerrogativa do Estado- é "um ataque desesperado, uma ameaça de uso do Estado como coerção.""

hahahaha

Eles defendem a ação da Igreja Universal, pelo visto, e dos petistas contra Mainardi. Hilário!

A olavete-mor, vejam:

"Esse estupor GOSTA de ter a cara esfregada no pó. Ele, o Cristaldo, e aquela anta do Anselmo, um boçal idiota metido a gente. Três sujeitinhos de quinta, se rasgando de inveja e capazes dos atos mais vis.
Mas são um perigo, esses caras. Como são movidos pelo ódio e pelo ressentimento, não hesitam diante de nada, não têm um pingo de escrúpulo, caluniam e inventam o que querem."

Escreve isso olhando para Olavo, não tenho dúvida! haha

Não percam! Nada é mais engraçado que ver olavetes em pânico, agindo EXATAMENTE como os comunistas que dizem odiar...

Rodrigo

Anônimo disse...

Como se ele nunca tivesse cometido "speech-crimes" contra ninguém...

Francisco Valois disse...

Frases que o Brogildo olavete não entendeu no texto do Rodrigo sobre tradicoes:

'Tradições sem dúvida são importantes. Nossos antepassados viveram suas experiências, e de geração em geração algumas práticas foram sobrevivendo, provavelmente por terem alguma utilidade.

Romper tradições por si só não diz nada sobre ser ou não algo desejável. É evidente que existem tradições boas, que devem ser seguidas. Elas foram criadas, para começo de conversa, por algum motivo, e este ainda pode ser adequado. Mas só há uma maneira de descobrir: questionando.

Em suma, nenhuma tradição é valiosa somente por ser uma tradição.

A tradição, se deseja ser respeitada, deve dar bons motivos para tanto. Não basta alegar ser a tradição.'

O Rodrigo escreveu sobre a tradicao de casar de branco pra responder ao Olavo, q disse, sobre tradicao, q ela seria claramente compreendida pq eh renovacao constante. Aih o Rodrigo disse q muitas mulheres q seguem a tradicao nao estao mais ligadas na virgindade q o branco representa. Apenas seguem uma tradicao. Em nenhuma hora ele critica as mulheres casarem de branco.

a.h disse...

Sobre a possibilidade de processo criminal contra a crença alheia:

"O artigo 208 do Código Penal pune com detenção e multa os atos de “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa” e “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. Os srs. Rodrigo Constantino, Janer Cristaldo e Anselmo Heydrich já cometeram esse crime tantas vezes, que o simples fato de eu me contentar em xingar esses bandidinhos, em vez de denunciá-los à polícia, deveria ser considerado um exagero de caridade. Com bandido não se discute. Lugar de criminoso é na cadeia. Admito, porém, que não é a caridade, e sim a mera distância geográfica, que me impede de tomar contra os referidos as providências judiciais cabíveis. "

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=2583751606143397849&kw=Os+srs.+Rodrigo+Constantino+



(...)

O elemento subjetivo desse tipo penal é o dolo.
É a vontade livre e consciente de escarnecer de alguém (note o alguém) por motivo de crença ou função religiosa.

Se o sujeito critica a religião alheia, não comete esse crime.
O tipo penal protege "alguém" específico. Uma pessoa que seja humilhada POR MOTIVO DE CRENÇA RELIGIOSA.

Não comete o crime quem crítica fulano por pertencer a uma religião que considera ridícula. Não há o "animus injuriandi" qualificado pelo motivo religioso.
Estas discussões pela internet visam firmar um ponto de vista. Esta é a intenção do agente. O dolo fica deslocado.

Comete esse crime quem, por exemplo, ironiza alguém por alguma prática ou crença. Por sua mulher usar burka, ou por o cara matar bodes etc.

Note que o objetivo é injuriar alguém PELO MOTIVO DA CRENÇA.


http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=191840&tid=2572893724808269590&na=2&nst=60

Blogildo disse...

Catellius, esse é problema de vocês liberais (ou seriam libertários?). Vocês só admitem nuanças de pensamento para a própria causa. Todos os outros - é o que dá pra entender da sua linha de argumentação - são estereótipos toscos que só existem na cabeça de vocês.

Veja o seu primeiro parágrafo. Parece uma análise profunda do assunto. Mas é igual ao bom e velho Denorex: Parece mas não é. Veja como eu rescrevo seu argumento estereotipando um liberal:

Definir-se como liberal é estupidez. O liberal é a favor da liberação de sexo com crianças? Então eu sou conservador. O liberal quer permitir que qualquer indivíduo tenha acesso à material nuclear? Aqui sou conservador. O liberal é a favor do livre comércio com nações que violam descaradamente o mais básico dos direitos humanos? Então sou conservador. Não estou entre os liberais nestes casos. O liberal quer menos estado se intromentendo na vida do indivíduo? Aqui estou com ele. O liberal quer separação entre Igreja e Estado? Também estou nessa! O liberal quer livre comércio entre nações democráticas? Legal, então sou liberal aqui. O liberal brasileiro quer legalizar o uso de maconha em nome da redução da violência e do foro íntimo, desconsiderando os aspectos diplomáticos e as conseqüências imediatas de uma legalização dessa natureza? Dane-se ele e seu liberalismo. Não estou com ele. O liberal adoraria ver um grupo de Hip Hop cantando (?) no palco do Teatro Municipal? Dane-se ele!

A linha do seu raciocínio parte duma visão estereotipada do conservador. Nenhum conservador moderno raciocinaria assim em relação aos liberais.

Já leu o célebre ensaio de T.S. Eliot - "Tradição e talento individual"? Eliot era um conservador e todas essas questões que você cita (desculpe o termo que vai a seguir) à exaustão no seu comentário são tratadas ali.

Como eu já havia dito, o erro das observações - e isso vale também para o Rodrigo Constantino - é reduzir o conservador moderno a um cabeça dura que quer manter a todo custo o status quo. Manter o status quo pura e simplesmente - principalmente depois que o quo perdeu o status - não é o objetivo do conservador. Vocês é que estão projetando esse perfil tosco e, repito, estereotipado em cima dos conservadores. Aponte um conservador que seja favorável a "farra do boi", "rinhas de galos", "caça por esporte", mutilação da genitália feminina etc? Que raio de conservadorismo é esse de que você fala? Quem é o conservador que levanta tais bandeiras e asneiras ? Pelo amor de seu não-Deus, Catellius!

Quanto ao justificar, você justificou uma tradição. E não há nada de mau nisso. Uma das acepções de justificar no Aurélio é: "provar a razão do seu procedimento". E acho que você justificou muito bem. E a sua justificativa para o terno-gravata vale para o vestido de noiva. O exemplo do Constatino é totalmente vazio. Acho que isso está demonstrado na sua própria justificativa.

O sarapatel de exemplos que você utilizou não é produto do conservadorismo. A retórica que você está utilizando é mesma que os socialistas utilizam. Colocam no colo do famigerado "neoliberalismo" todos os males economico-sociais do mundo. E depois apresentam o socialismo light como solução. É basicamente o mesmo o que você está fazendo. Pega todos os costumes toscos, das mais variadas culturas, que ainda existem no mundo - que nenhum conservador ocidental é responsável - e coloca no colo da tradição. Como se os que se assumem conservadores assentissem e até incentivassem tais práticas. Esse tipo de argumento é, no mínimo desonesto, Catellius.

a.h disse...

Cara, este Olavo de Carvalho é tão imbecil que se metesse a processar alguém receberia uma enxurrada de processo nos cornos.

Se mete a discutir sobre tudo, mas no caso da letra da Lei revela-se um verdadeiro analfabeto.

Ele deveria se ater a explicar a Guerra Fria pelo signo dos astros. Nisto, ele é deveras suficiente.

Ah ah ah

Cesar disse...

Olavo de Carvalho, em sua página, está pedindo doações para montar uma ONG nos US.
Até aí, nada demais...
Até explica como se deve fazer.
O interessante é isso:

"QUEM QUISER um recibo, que envie um e-mail a olavo@olavodecarvalho.org com uma cópia do comprovante de depósito ou transferência."

Imaginei que não haveria necessidades de QUERER recibos. Bastaria enviar a doação que receberia o recibo, ainda mais sendo depositada a doação em SUA conta corrente...

http://www.olavodecarvalho.org/donation.html

ANTI-MOFO disse...

O. de Carvalho é apenas um cara-de-pau erudito e bom de retórica. Deve haver um imenso conflito interno na sua cabeçona de conservador, já que ele é inteligente o suficiente para saber o quão contraditório ele é quando parte para este tipo de acusação.

Quantos "crimes" semelhantes a este que ele acusa o R.Constantino ele comete por minuto em seu Talk-Show?

Blogildo disse...

Francisco Valois, já comentei essas frases do Constantino em meu blog.

http://blogildoblogger.blogspot.com/2008/02/os-micos-de-constantino.html

Não acho necessário te replicar aqui.

Ah! E antes que eu esqueça: Olavete é a vó!

a.h disse...

Cesar,
Pois é... Será que o próprio Walter Mercado chegou a tal nível de picaretagem?

__________

Catellius disse...

Quem estereotipou conservadores? Quem só admitiu nuanças de pensamento para a própria causa? Aliás, que causa? Mania de perseguição típica dos que apreciam o martírio, he he.

Vejamos meus “estereótipos”:

- O pintor J. L. David era um ótimo conservador, mas havia conservadores péssimos;
- Géricault rompia com a tradição e era excelente, mas outros que rompiam com as regras eram medíocres.
- Deve-se atacar a obra do conservador péssimo e a do medíocre antitradição.
- Atacar Géricault porque vai de encontro à tradição clássica é nocivo, bem como jogar David no lixo em nome da modernidade.
- Se a tradição é boa, mantenha-se. Se tanto faz, mantenha-se ou não. Se é nociva, que seja combatida.
- Liberais estúpidos defendem a prática (circuncisão feminina).
- O conservador opõe-se à implantação do comunismo? Aqui estou com ele.

Quando você altera meu parágrafo substituindo conservadores por liberais, a essência da mensagem não muda, realmente. A diferença é que nada do que eu citei como exemplo não aconteceu ou não acontece. Hoje os conservadores são contra a escravidão, nos países civilizados, claro. Mas na época da abolição os conservadores eram contra. Na sua versão, lemos estes absurdos:
- “O liberal é a favor da liberação de sexo com crianças?” – isso é coisa de indiano e de maometano conservador, que toma por esposa meninas de 12 anos, é coisa de Espírito Santo, que traçou Maria quando ela era menor de idade, he he. Absurdo. E se eu encontrar um liberal que alardeia ser favorável a isso, denuncio-o por apologia da pedofilia; nos países civilizados isto não é matéria de discussão entre conservadores e liberais; há consenso;
- “O liberal quer permitir que qualquer indivíduo tenha acesso à material nuclear?” – isso é coisa de paquistanês, de indiano, de iraniano, de islâmicos, mui conservadores, aliás; nos países civilizados, isto é ponto pacífico entre conservadores e liberais;

A grande diferença é a seguinte, que você não é capaz de entender:

- nações onde predomina o conservadorismo perpetua-se, junto com boas tradições, tradições bárbaras, afinal “são tradições”;
- nações onde predomina o liberalismo não deixam qualquer um fazer o que quiser;
- nas nações bárbaras de hoje e de ontem, liberais não dão publicamente sua opinião, a não ser que queiram se expor à morte e a castigos em nome das mudanças pelas quais lutam;
- em uma sociedade liberal, conservadores não são perseguidos, enjaulados e mortos em praça pública; em uma sociedade conservadora, liberais têm muito a temer;
- nas nações civilizadas há liberais e conservadores; todos têm direito a dar sua opinião e a discutir os temas civilizadamente;

Engraçado... Os textos do Rodrigo eram sobre tradição. Ele escreveu, basicamente: não podemos abandonar o senso crítico ao repetir tradições. O Rodrigo fala em "sociedades conservadoras demais" em "conservador dogmático das tradições". Não sei como alguém apreende daqueles textos que se está atacando e estereotipando OS conservadores... Aquilo que o Rodrigo escreveu é o óbvio ululante para um ser pensante. Ele diz, basicamente, o mesmo que Sócrates: questione; e o mesmo que os iluministas: ouse pensar por si mesmo. Grande América! Mas isso tudo é preciso ser repetido, porque parvos por aí nem isso sabem, que é importante pensar, e questionar até mesmo as tradições.

“Aponte um conservador que seja favorável a ‘farra do boi’, ‘rinhas de galos’, ‘caça por esporte’, ‘mutilação da genitália feminina’, etc?”

Eu e milhões de outros não vemos problemas na caça por esporte, desde que a sobrevivência da espécie não esteja ameaçada e que a prática funcione como um controle populacional. Se uma área é infestada por patos em determinada época, que se abra a temporada de caça aos patos. Lá estarão Charlton Heston, um nobre britânico e sei lá quem mais. Eu não. Não gosto dessas coisas. Mas não vejo problemas, se forem respeitadas as regras ditadas pelo bom senso.

Quase todos os que, além de serem favoráveis, tomam parte na farra do boi são conservadores NESTA QUESTÃO, pois querem apenas continuar fazendo o que seus pais e avós faziam. O mesmo para as touradas. O mesmo para a circuncisão feminina. Um parvo com mania de perseguição poderá entender, claro, que se está acusando OS conservadores de apoiar a morte bárbara do pobre animalzinho...

“Que raio de conservadorismo é esse de que você fala? Quem é o conservador que levanta tais bandeiras e asneiras?”

Conservadores contrários à extinção dessas práticas bárbaras não levantam “tais bandeiras”, ha ha. Os conservadores egípcios, por exemplo, não levantam bandeira alguma. Pegam no estilete e fazem o que estão acostumados a fazer. Que se cuide aquele que “levantar uma bandeira” perto deles, ha ha.

“A retórica que você está utilizando é mesma que os socialistas utilizam. Colocam no colo do famigerado ‘neoliberalismo’ todos os males economico-sociais do mundo. E depois apresentam o socialismo light como solução. É basicamente o mesmo o que você está fazendo. Pega todos os costumes toscos, das mais variadas culturas, que ainda existem no mundo - que nenhum conservador ocidental é responsável - e coloca no colo da tradição. Como se os que se assumem conservadores assentissem e até incentivassem tais práticas. Esse tipo de argumento é, no mínimo desonesto, Catellius.”

Ha ha ha ha! Porra, mas você não tem jeito mesmo. Quem falou n’A tradição? Que diabos é isso? A tradição da qual fala o Papa, para justificar a parte da doutrina católica que não consta na Bíblia? Eu falo em TRADIÇÕES, muitas delas BOAS, muitas delas RUINS. Quem falou em conservador OCIDENTAL???????? O Rodrigo, eu? Desculpe-me, mas você só pode ser burro. A tal da desonestidade intelectual parece não ser o seu caso, ho ho. Falei em CONSERVADORES. Ponto. E só falei neles depois que você veio com conservadores isso, conservadores aquilo. O assunto era tradições. Alguém que se define liberal pode seguir milhões de tradições, ora bolas! Conservadorismo existe em todo lugar. E eu disse que estou com os conservadores quando eles defendem o que eu JULGO ser o certo. E não estou com os liberais quando eles defendem o que eu JULGO ser o errado.

Quem disse que todos os que se assumem conservadores incentivam a infibulação? “Esse tipo de argumento é, no mínimo desonesto”... Ha ha ha ha! Vá dizer isso para a sua vó. Falácia barata da pressuposição. Diga-me onde eu fiz essa generalização? Disse que os que PRATICAM são conservadores em relação àquela tradição específica. É ÓBVIO, PORRA!!!!! E disse que liberais que apóiam a prática em nome do que quer que seja, da autodeterminação dos povos ou do diabo, são ESTÚPIDOS.

De novo, para ver se entra:

“Liberais estúpidos defendem a prática. Mas TODOS os que PRATICAM essa mutilação são conservadores em suas culturas.”

EM SUAS CULTURAS!!!!!!!!! EM SUAS CULTURAS!!!!!!!!! EM SUAS CULTURAS!!!!!!!!!
QUE PRATICAM!!!!!! QUE PRATICAM!!!!!! QUE PRATICAM!!!!!!

Então que merda é essa de vir me dizer que sou desonesto intelectual porque eu teria dito que OS que se assumem conservadores concordam com a prática e até incentivam? É de se esperar que a maioria dos conservadores de países onde isto não é praticado julgue a prática uma aberração.

a.h disse...

Perfeito, Catellius.

LucioVaz disse...

É, no mínimo, curioso ver o André Catelli voltar a postar com o nome de Catellius e abandonar o pseudônimo "C. Mouro"...
Mais engraçado mesmo é ver que, agora, ele é "amigo" do Ricchus... hahaha O mundo dá mesmo muitas voltas...

Catellius disse...

Valeu, grande Anselmo!

Luciovaz parvo,

Nunca conversei com o Ricchus; não o conheço. Achei excelentes todos os comentários que li feitos por ele - li alguns - e externei isso quando escrevi sobre o asteróide Ceres, neste post. Só isso.

Quanto a eu e o brilhante Mouro sermos a mesma pessoa, ache o que quiser, olavete burra (pleonasmo). Não somos.

Anônimo disse...

Olá, Rodrigo. Acabo ver uma entrevista da veterana Dercy Gonçalves no qual ela disse que só começou a ser famosa depois de proferir palavrões!!
Creio que está explicada a audiência do Olavo de Carvalho em seu progama Blogtalkshow: A plebe rude adora um palavrão, e nisso o Olavo é imbatível!rs
Abração

a.h disse...

Pelo menos a Dercy era engraçada...

Blogildo disse...

É, Catellius, pelo visto você andou lendo "Como vencer um debate sem precisar ter razão". E aprendeu direitinho!

Não existe o ÓBVIO, PORRA! (depois fica igual a uma puritana: Olavo me mandou tomar naquele lugar. Aiiii! Vê se cresce, rapaz!).
Se existisse o ÓBVIO, PORRA! não perderíamos tanto debatendo.

Logo, é melhor engolir a baba raivosa e começar a se comportar como debatedor honesto, deixando claras certas premissas antes de escrever, falar e defender bobagens!

O Rodrigo está falando n'A Tradição o tempo todo. Assim, pura e simplesmente "tradição". Me aponte um mísero lugar onde foi apontada a "tradição" específica. É por isso que o debate está rolando até agora! Em NENHUM momento se fez segregação de cultura "x" ou "y"! Contrário até. A minha "pressuposição" baseia-se nos exemplos toscos tirados de inúmeras tradições. Logo, estão falando dA tradição em si.

O que você está fazendo é simplesmente atribuir tudo o que é retrógrado e estúpido aos conservadores e colocar tudo o que é supostamente "justo" e "progressista" no colo dos liberais.

E acho que você já é bem grandinho para saber que o meu comentário refere-se ao que você E o Rodrigo Constantino comentaram. Afinal, você parece referendar cada linha do que Rodrigo escreveu. E se você referenda o que ele escreveu, logo, você está de acordo com coisas tipo:
Será que devemos manter a escravidão somente porque ela foi tradicional no passado? Será que a submissão feminina deve ser mantida por ter sido durante tanto tempo um costume comum? Será que adúlteras devem ser apedrejadas por esse hábito ter sido praticado no passado? Os casamentos forçados devem continuar por terem sido uma tradição? As mulheres muçulmanas devem ter seu clitóris cortado em prol da tradição? Índios devem sacrificar crianças aos deuses em nome dos costumes? Judeus devem passar por uma circuncisão sem anestesia somente porque era a tradição? Devemos continuar praticando touradas somente porque são uma tradição? Os indianos devem evitar carne de vaca porque, segundo sua tradição, o animal é sagrado?

Ou seja, numa série de perguntas, Rodrigo e, por que não?, vocês colocam no colo dos conservadores uma série de coisas que consideram bandeiras conservadoras. Fala sério, cara! Que conservador você vê defendendo tais coisas?

Repito: Esse "EM SUAS CULTURAS" não foi em NENHUM momento destacado. Quer por você, quer por Rodrigo Constantino. O que só revela o quão tacanhos e toscos vocês querem fazer os conservadores aparecer. Você está colocando isso AGORA!

E pelo visto você não sabe mesmo ler.
E eu disse que estou com os conservadores quando eles defendem o que eu JULGO ser o certo. E não estou com os liberais quando eles defendem o que eu JULGO ser o errado.

E eu disse a mesma coisa! Estou com os liberais quando julgo que estão certos. E daí? Qual é a diferença?

O parágrafo que fiz estereotipando liberais e colocando certas bandeiras como defendidas por libertários, foi um EXEMPLO! Exemplo de como é fácil estereotipar e atribuir asneiras a uma corrente de pensamento. Só fiz o que você e o Rodrigo fizeram. É apenas um exemplo, ô Zé!

É o mesmo que você faz quando atribui ao cristianismo todos os males do ocidente. É tão "honesto" quanto atribuir ao ateísmo as mortes do regime soviético. Esse é o tipo de "honestidade" que você utiliza.

Catellius, na boa? Já encheu!

Walter Mercado disse...

Pegue o telefono e ligue dja!!!!!! yo Olavo Walter Mercado sabe todo futuro para você. É só olhar para o passado. Tudo está escrito nas estrellas

hohohohohohohohohohohohoho.....

Pega o telefono e liga dja!!!!

hohohohohohohoohohohohohooho....

Catellius disse...

Bela evasiva. Dirigia-se a mim e agora virei procurador do Constantino, ho ho. Deixa de ser desavergonhado.

“Esse ‘EM SUAS CULTURAS’ não foi em NENHUM momento destacado. Quer por você, quer por Rodrigo Constantino. O que só revela o quão tacanhos e toscos vocês querem fazer os conservadores aparecer. Você está colocando isso AGORA!”

Dê CTRL+F (localizar nesta página), escreva EM SUAS CULTURAS e dê “localizar próxima”. Verá em que ponto da discussão escrevi o seguinte:

“Liberais estúpidos defendem a prática. Mas TODOS os que PRATICAM essa mutilação são conservadores em suas culturas.”

Foi antes de você fazer a pueril ‘paráfrase’ em que substitui conservadores por liberais, aí pelo comentário 60/84.

Catellius disse...

“É o mesmo que você faz quando atribui ao cristianismo todos os males do ocidente. É tão ‘honesto’ quanto atribuir ao ateísmo as mortes do regime soviético. Esse é o tipo de ‘honestidade’ que você utiliza.”

Ah, agora voltou a se dirigir a mim, não ao “procurador” do Constantino, he he. Quem atribui todos os males do ocidente ao cristianismo? É isso que se passa na sua casca de noz? Afirmar isso é o mesmo que dizer que o ocidente era perfeito, imaculado, antes do advento do cristianismo. Obviamente não era. Mas o retrocesso foi grande. O progresso humano, social, científico, cultural, artístico, etc. só foi retomado com vigor quando a Europa se voltou novamente para o greco-romano, na Renascença e no Iluminismo. Entre eles tivemos uma pequena Idade Média marcada pela Inquisição, contra-reforma, jesuítas, trevas barrocas...

Líderes religiosos, com seu instinto de sobrevivência, são tolerantes com movimentos revolucionários. O papa Pio VII não estava coroando Napoleão, o revolucionário, dando-lhe o direito divino outrora pertencente à nobreza guilhotinada? Pois bem, no caso do comunismo soviético a Igreja Ortodoxa, tão ligada aos czares, assistiu toda a matança dos bolcheviques sem dar um pio, pois se declarou neutra no conflito, he he. À medida que os anos foram passando e ela foi perdendo regalias, propriedades, direitos, o patriarca Thikón, que ficou neutro e exigiu neutralidade de todo o clero, excomungou os bolcheviques quando a igreja perdeu seus bens mais preciosos – suas posses aqui na Terra.

Os padres foram perseguidos por lá, claro, principalmente quando queriam restaurara a monarquia. Interessante que enquanto na Itália o papa Pio XI chamava Mussolini de enviado da providência, o patriarca ortodoxo russo chamava Stalin da mesma maneira. Em 1943 Stalin autorizou a eleição de um novo patriarca. A vaga estava desocupada desde a morte do patriarca Thikón, ainda na época de Lênin. Stalin achava que era melhor uma única e grande igreja ligada ao partido comunista do que vários grupos religiosos dispersos. O novo patriarca chamou Stalin "sábio líder eleito e famoso pela Providência divina para dirigir a mãe terra pelo caminho da prosperidade e da glória". Stalin, embora ateu, disse, em retribuição: "nossa Santa Igreja tem nele um fiel protetor". Pio XI recebeu de Mussolini o Vaticano, o novo patriarca ortodoxo recebeu de Stalin a antiga embaixada alemã, um portentoso prédio de linhas clássicas. Do site oficial da Igreja Ortodoxa:

“Em 11 de outubro de 1945 (o patriarca) recebeu a medalha ‘pela defesa de Leningrado’, e em 16 de agosto de 1946 a "Ordem da Bandeira Vermelha", que habitualmente se outorga por serviços emprestados ao comunismo. Em 31 de agosto recebia a medalha ‘por serviços distinguidos durante a guerra patriótica de 1941-1945’. E o dia de seu septuagésimo quinto aniversário, em 1952, de novo seria recompensado com a ‘Ordem da Bandeira Vermelha’, por seus serviços patrióticos. Tal era o novo e original patriarca eleito de Moscou.”

A igreja russa sofreu perseguições? Obviamente, mas soube se adaptar ao regime soviético, o que prova que a questão nunca foi entre ateus e cristãos mas entre comunistas e sacerdotes. Tanto que muitos avanços da Igreja se deram com Stalin, o grande facínora, o ex-seminarista que de fato virou ateu mas chegou a se referir à Igreja Ortodoxa como “santa igreja”...

Vou escrever um post sobre isso, ho ho ho! Tenho excelentes fontes, ho ho ho! Governo ateu contra o deus dos cristãos, ho ho ho! Basta vermos hoje a relação estreita entre marxismo e cristianismo para entendermos que as duas coisas têm tudo a ver. É só não mexer em deus que todo o resto encaixa direitinho. Bom, temos aí as comunidades eclesiais de base, a guerrilha católica do MST, a pastoral da terra, a CNBB, a teologia da libertação, o socialismo cristão, a utopia de Morus, para comprová-lo...

Catellius disse...

toda a matança dos bolcheviques


obviamente eu quis dizer "toda a matança promovida pelos bolcheviques"

a.h disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
a.h disse...

Catellius,

Não é engraçado como os olavetes gostam de fazer a ligação direta entre ateísmo e comunismo, como se o segundo decorresse logicamente do primeiro, MAS SE CALAM QUANDO O ASSUNTO É CRISTIANISMO E NAZISMO?

Digo isto, pois Goebbels e o próprio Hitler se definiam como "socialistas cristãos", em parte para confrontar os comunistas.

André Barros Leal disse...

Rodrigo, vale para o seu arquivo uma definição que recentemente ouvi sobre astrologia:

"Uma ilusão coletiva que causa naqueles que dela sofrem uma falsa idéia que a posição aleatória de alguns corpos celestes podem definir a personalidade."

Catellius disse...

Exatamente, grande Anselmo.

Catolicismo e nazismo, catolicismo e Franco, catolicismo e Salazar, catolicismo e Mussolini. Este criou o enclave do Vaticano. E a agradecida Igreja lhe garantiu que nenhuma organização católica faria quaisquer críticas ao fascismo. E cumpriu com a promessa.
Tivemos até um campo de concentração comandado por um franciscano, durante a Segunda Guerra Mundial.
E Stalin, o ex-seminarista, foi quem permitiu a eleição de um novo Patriarca Ortodoxo, dando-lhe um magnífico palácio, medalhas e segurança para realizar seus ofícios religiosos. O problema não era, como eu disse, entre ateísmo e teísmo. Era uma briga por poder e influência. Os padres sofreram enquanto declaravam-se favoráveis à monarquia, enquanto não excomungavam os padres exilados, que militavam contra o comunismo. Tão logo aderiram ao regime e passaram a louvar o patriotismo, o destino grandioso de Stalin, do comunismo, a tratar o governo comunista como tratavam o dos Czares, tiveram seu quinhão garantido. Tanto que os cristãos ortodoxos não se opuseram às atrocidades perpetradas por Stalin contra católicos romanos na Ucrânia. Principalmente porque o ditador lhes deu os bens da fé rival, suas igrejas.

Abraços

C. Mouro disse...

Vale lembrar as mesuras, presentes, beijos e abraços do papa Paulo VI com Brejnev. Aliás tal papa era tido como "comunista" por parte dos fiéis católicos.

....hehehe! ...isso é ideologia! e onde há ideologia não há vestigio de decencia ou vergonha na cara.

E o D. Helder Camara cá do br, que fazia abertamente propaganda marxiosta além de apoiar materialmente os militantes, chegando a ir a uma fazenda em Minas onde se acoitavam e treinavam(segundo relato viva voz de um dos que lá se acoitaram e que foi indenizado como perseguido para comprar um belo ap em bairro de luxo e curtir gorda pensão)

Abraços
C. Mouro

Luciano disse...

Parabéns, Constantino. Confesso que já considerei Olavo um grande pensador, mas isso foi justamente quando ele ainda era um intelectual honesto. Hoje, vejo as coisas como você. Ele descambou para o ridículo, para fúria e para a irracionalidade. Perdeu a noção das coisas. Tornou-se um narcisista psicótico, um paranóico com um ego inflado e com manias deperseguição...

Roberto Leite disse...

Nos anos 60, quando era ainda muito curioso sobre as coisas “Misteriosas”, andei estudando um pouco sobre a astrologia.
No mesmo final dos anos 60, cheguei à conclusão de que em todos os lugares em que buscava as informações, dependendo da corrente, eram informações totalmente desencontradas e, portanto isto de astrologia não era de fato uma ciência, mas uma crença baseada na mitologia grega, e as explicações eram apenas tendenciosas. Os ciganos usavam o método para ganhar a vida estimulada pelo desejo irreal de certas pessoas de querer saber o futuro. Entre eles mesmos não havia muita coerência sobre os métodos usados e com a pouca informação que descobri na época não batia nada.
Depois destas experiências, deixei o assunto de lado como pura perda de tempo.
Se o individuo acredita, fizer bem à ele, está valendo. Mas que não é ciência isto eu sei que não é.

Jader Dias disse...

Olá Rodrigo,
Eu estou do lado do Olavo por enquanto nessa discussão, mas vou ler um pouco seus textos de qualquer maneira.

Mudando de assunto vai uma sugestão: poe uma propaganda no seu blog! se eu tivesse no meu blog o movimento que tu tens no teu, eu já teria me aposentado! qqr coisa me pergunte

abraço

FIXtheMAD disse...

Rodrigo

Acho que alguns pontos dos artigos escritos por Olavo de Carvalho e relacionados a essa polêmica trazem idéias interessantes e, gostaria de colocá-las.

Sou um agnóstico, e de uns anos para cá também tenho lido autores liberais. Creio que o amor à liberdade individual é uma virtude a ser alimentada. E acho que idéias políticas liberais, ao serem colocadas em prática no Brasil, irão desatar o potencial do povo, nos colocando mais próximos do status de país civilizado.

Ou seja, concordo com o bojo de suas idéias.

Dito isso, ao ler ambos os textos em ambos os lados da polêmica, pude aprender alguma coisa com a argumentação de Olavo de Carvalho.

Assumir que todo fiel cristão como uma pessoa irracional, ou como um fanático traz implicações falaciosas claras. E empobrece o debate. Lembra-me muito os militantes de esquerda, que rotulam algumas idéias com o carimbo: “neoliberal”, no intuito de evocar um conjunto de preconceitos contra o capitalismo, já arraigado na mente de muita gente. Essa impostura é muito usada por alguns conservadores, que tratam todos ateus como alguém que compactua com os regimes “ateus” comunistas que assassinaram milhões de pessoas. Como se essas tragédias fossem filhas do ateísmo. Leva o debate para um labirinto infernal, onde ficamos fazendo a contabilidade do açougueiro, contando os mortos.

O debate de argumentos como: O Cristianismo foi um vetor de desenvolvimento do pensamento crítico, se considerarmos referências históricas. E o fato de que a perseguição dos hereges na inquisição era um ângulo (nefasto) do processo de choque de culturas, que teve no final o efeito de blindar a civilização ocidental da conquista Islâmica. São bastante interessantes, e aí sim, temos muito espaço para um debate rico e proveitoso.

Acho ainda que a reiterada posição de Olavo, de que ao entrarmos em um debate publico, é importante sabermos os vários ângulos que se opõem à idéia central que defendemos, é uma posição válida, e importante. Hitchens que é ateu e de esquerda, já nos alerta para essa necessidade. Ele mesmo é alvo de uma enormidade de truques dialéticos que Olavo enumera na resposta que deu aos seus artigos. Excluindo-se a verbosidade de adjetivos chulos, o argumento é bom. Claro que isso não significa que você não possua os atributos para iniciar o debate do tema. Olavo tem obsessão em achincalhar as credenciais eruditas dos que se opõe as suas ideais, o que acaba ofuscando o debate. No entanto, ao tirarmos os excessos, vemos que de fato, é necessário que o debate a respeito de certos temas, seja feito com alguns pré-requisitos, você como economista e liberal, deve deparar-se amiúde com situações aonde a ignorância dos debatedores, transforma a exposição de idéias a um festival de sofismas e teatralidades, como observamos no vídeo do seu debato com Ciro Gomes, que lançou mão dessa sorte de expediente.

Acredito que exista enorme latitude para debatermos os dogmas cristãos, lembrando sempre que o debate tem que forçosamente, ouvir o outro lado. E por fim, à de se admitir, não somente a liberdade do exercício religioso, mas a liberdade da exposição das idéias religiosas.

O combate deve ser feito contra os que desejam impor sua explicação de mundo a quem simplesmente não deseja viver daquela forma. Como diz Olavo, o cristão tem todo o direito de expor suas idéias, desde que reconheçam meu direito de ignorá-las solenemente, como um conjunto de dogmas datados e superados. O Ateísmo liberal simplesmente não requer que o cristianismo deixe de existir.


P.S.: Continue o bom trabalho, e gostaria de sugerir um artigo:

Um dos pontos principais no debate político vindouro por conta das eleições municipais é o problema do transito nas grandes cidades. Já vi na televisão os especialistas estatais proclamando as soluções necessárias todas carregam odiosos vícios esquerdistas. Gostaria que você decorresse sobre o assunto em um de seus artigos.

Obrigado

bebeto_maya disse...

Mesmo com toda a consideração que tenho aos dois, considero que o Rodrigo Constantino é ainda mais intolerante que o Olavo. Enquanto no cristianismo há um recurso redutor da sana assassina do ser humano, o que faz de Olavo uma pessoa mais humanizada pelo chamado amor ao próximo, no ateísmo de mercado, não há nada: É apenas um mundo vazio preenchido por uma ciência que pode desabar a qualquer momento, em que tudo é permitido: Cuspir, xingar, agredir, escamotear etc...

Ao meu ver, Olavo agiu errado, porém Constantino não tinha nada que denegrir a imagem do filósofo atacando sua fé.

Everardo disse...

Rodrigo, não vejo nenhuma dificuldade em concluir que esse Olavo de Carvalho é um grande charlatão. A bografia que ele diz ter não cabria num erudito que tivesse vivido mil anos e tivesse adquirido conhecimentos superiores em todos os assuntos do conhecimento humano. Mas, esse OC entra em contradição a cada duas palávras. Copia/ Cola, apodera-se do pensamento alheio e, por isso, por não compreender o que transcreve, frequentemente é pego defendendo em só artigo teses antagônicas ou conceitos opostos, de forma que nem ele mesmo, ao final, sabe o que defendeu. Suas contradições revelam um megalomaníaco cada vez mais enrolado nas contradições, por isso se autonivela "acima" de todos, inclusive de todos os grandes sábio da humanidade. É um Dom Quixote com a inteligência do Rocinante!!!

Anselmo Heidrich disse...

Everardo,
Foste bonzinho com OC ao compará-lo com Rocinante. OC tem pretensão a polímata, mas ao contrário só se fecha ao conhecimento amplo ou, de outra forma, apenas almeja alcançá-lo sob a ínfima parte que conhece. É como alguém tentando ver o horizonte sobre os arranha-céus montado no dorso de um jumento, o que fica mais difícil para o Olavo já que ele é o próprio jumento.

Anônimo disse...

O Olavo de Carvolho é uma pessoa que não é para ser levada a sério.Só para se ter uma idéia, ele acredita até hoje que o Iraque produzia bombas de destruição em massa e que o Obama não nasceu nos EUA.

Na cabeça do (pseudo)filósofo (que chama de analfabeto e estúpido aquele que não estudou astrologia -considerada pseudociência pela própria ciencia-), tudo aquilo que é ligado ao islamismo, ateismo ou movimento pelos direitos dos homossexuais é criação dos comunistas do Foro de São Paulo.

Ao invés de provar o que diz, o "mestre" prefere criticar erros de português, usar Argumentum ad hominem e viver de teorias da conspiração.

Antônio Carlos disse...

Rodrigo Constantino, com relação a astrologia, você está se apegando cegamente, fanaticamente mesmo, a tradição moderna de rejeitá-la, sem ao menos questionar se ela pode ou não engolir, em abrangência e exatidão praticamente toda a ciência moderna, inclusive a economia. E pode sim, com folga. Não sabendo do que se fala é melhor suspeitar que se pode estar falando tolice. E como estás. A resposta não vai ser de fácil confirmação. Não está na esquina e nem no próximo clique, mas creia-me não se meta por aí, de maneira arrogante falando que a trilha não leva a nada. Pode ser que ninguém perceba, mas eu realmente sinto pena deste desprezo fanático e orgulhoso, irracional mesmo de uma CIÊNCIA tão nobre quanto desprezada.