sexta-feira, maio 18, 2007

Pregando no Deserto

Rodrigo Constantino

"Os riscos da incompetência privada são limitados; os erros da incompetência pública, ilimitados." (Roberto Campos)

O economista e diplomata Roberto Campos foi sem dúvida uma das grandes figuras públicas brasileiras no século passado. Detentor de uma rara objetividade, de uma visão imparcial dos fatos e de um grande senso de humor, participou dos mais importantes acontecimentos históricos da nação em uma posição privilegiada de observador próximo, muitas vezes como agente ativo inclusive. Seu denso livro de memórias, Lanterna na Popa, acaba sendo um livro da história do país durante o período de sua vida, contada por uma mente lúcida, que teve a oportunidade de vivenciar vários fatos relevantes, e que infelizmente não foi capaz de influenciá-los mais. Ele tentou, usando de sólidos argumentos. Lamentavelmente, a racionalidade não era esporte predileto abaixo da linha do Equador.

Logo no começo do livro, Campos afirma que o igualitarismo, que trouxe como inevitável conseqüência o dirigismo estatal, busca socializar os resultados da produção, gerando em sua forma extrema o comunismo, que socializa os meios de produção. Isso gera somente pobreza e miséria. Essa visão hoje é amplamente aceita, até porque negá-la seria fechar os olhos para toda uma nefasta experiência que deixou um rastro de milhões de mortos, fora outros tantos milhões de miseráveis. Mas na época de Campos, essa visão era a predominante por aqui, conquistando muitos adeptos. Em sua forma moderada, o igualitarismo produz o welfare state, que ainda é visto por muitos como um ideal a ser alcançado. Roberto Campos, ao contrário, já compreendia que esse modelo é infinitamente mais ineficiente que aquele de livre mercado.

Um ponto onde Campos sempre concentrou seus esforços de persuasão foi a visão de que nossos males têm causa exógena. Ele fez de tudo para mostrar que nossa pobreza "não pode ser vista como uma imposição da fatalidade". Ela é resultante de um "mau gerenciamento e negligência na formação de capital humano". O Brasil conviveu muitos anos – e ainda convive – com a busca por bodes expiatórios que pudessem ser responsabilizados pelos nossos fracassos. Os Estados Unidos, o FMI, a globalização – muda-se o alvo, mas se mantém a mesma desculpa esfarrapada de sempre, evitando uma autocrítica que permita um aprendizado através das falhas. Eis o caminho de permanecer na mediocridade. E eis o que Roberto Campos sempre combateu.

Os modismos ideológicos sempre incomodaram muito Roberto Campos. Ela menciona que numa determinada época a moda era enaltecer o totalitarismo de direita, na imagem de um déspota esclarecido, apenas para virar moda depois o totalitarismo de esquerda, sob a capa das "democracias populares". O que faltou sempre foi bom senso, respeito à lógica e apreço pela liberdade individual. Dependendo da fase do modismo, o rótulo usado para descrever Campos mudava. Os esquerdistas, por exemplo, gostavam de chamá-lo de "reacionário", enquanto a defesa do verdadeiro progresso vinha justamente dele, contra o retrocesso pregado pelos seus detratores.

A revolta dos falsos nacionalistas foi uma constante na vida de Campos. Entre os principais motivos, estava a criação da Petrobrás. Ele sempre defendeu a competição no setor, através de empresas privadas, inclusive as de capital estrangeiro. De onde vinha o dinheiro não lhe preocupava, mas sim ter a produção do importante produto. Eis o modelo americano, país onde o petróleo não poderia ser mais estratégico! Mas os devaneios nacionalistas falaram sempre mais alto que a lógica, e um monopólio estatal foi criado, com enormes custos para a população, muitas vezes ignorados pela visão míope que olha apenas um lado da moeda e esquece-se dos custos de oportunidade. O mesmo princípio iria levá-lo mais tarde a combater duramente a famosa Lei da Informática, de 1984, que rejeitava capitais estrangeiros nesse setor fundamental para o avanço econômico. O resultado não poderia ser diferente: condenar o país ao atraso tecnológico. Na Constituinte de 1988, lutou também contra a exigência de maioria de capitais nacionais na exploração mineral. O colosso em que a CVRD se transformou após a privatização não deixa dúvidas sobre o que o próprio Campos constatou: "Em todos os três casos, estava redondamente certo". Infelizmente, foi derrotado em todos. O Brasil perdeu.

O exemplo do sucesso asiático, quando comparado com o fracasso brasileiro, expunha a enorme oportunidade perdida, que tanto angustiava Roberto Campos. Um dos alvos era o câmbio artificialmente fixado, enquanto ele defendia uma livre flutuação. Mas para ele, a diferença relevante estava entre o desenvolvimento orientado para a exportação, que "impõe o constrangimento da eficiência", ou o desenvolvimento introvertido, que "acoberta ineficiências através do protecionismo". Que país poderia ser o Brasil hoje se as idéias de Campos tivessem tido eco naqueles dias!

Enquanto ainda hoje são poucos os economistas que leram – quiçá absorveram – as idéias da Escola Austríaca, nos tempos de Campos essa quantidade era ainda menor. Ele afirma no livro que "verificou-se que as objeções dos liberais austríacos às economias planificadas, proferidas na década dos vinte, eram absolutamente válidas e incrivelmente proféticas". Quanto absurdo poderia ter sido evitado se figuras como Hayek e Mises fossem mais estudadas! Na contramão da história, os economistas brasileiros adoravam adorar as idéias cepalistas, que fracassaram em todos os países latino-americanos que revolveram aplicá-las. Preferiram, em suma, acreditar nas "veias abertas da América Latina", mas acabaram seguindo o "manual do perfeito idiota latino-americano".

Um texto desses não pode ter a pretensão de sequer raspar a superfície do conteúdo do livro de Roberto Campos, um "tijolo" de quase 1.500 páginas riquíssimas em detalhes. O que pretendo é apenas tentar passar uma visão muito geral da obra, estimulando assim que o leitor vá direto à fonte. Entendo que o tempo é escasso, e que um livro desse tamanho assusta, afugenta de cara diversos potenciais leitores. Mas atesto que o tempo dedicado é puro investimento, e dos melhores. O livro conta o filme do Brasil no século passado, um filme que poderia ter um final muito feliz, tivesse tido como roteirista Roberto Campos. Talvez não seja tarde demais para isso. Não se pode voltar no tempo, mas se pode mudar o futuro. A tragédia bate à porta, com uma inacreditável insistência nos mesmos erros antes cometidos. Muito daquilo que ainda se discute no país já possui resposta no livro de Campos. Analisar o que poderia ter sido serve para alterar o que vai ser. A lanterna na popa que Roberto Campos acendeu pode ainda ser uma luz na proa, iluminando nosso futuro. Basta vontade para tanto!

24 comentários:

Thiago disse...

Os países asiáticos eram protecionistas e se utilizaram do estado fortemente para se desenvolver. Claro que era orientada para exportação mas era o governo que dirigia os esforços empresariais auxiliando e coordenando com reduções graduais de cotas e tarifas.

É um debate interessante teria que ler essa parte do livro.


Roberto Campos é brilhante mesmo. E no meu curso de economia ninguém cita ele.

Angelo da C.I.A. disse...

É o melhor livro auto-biográfico que já li. Por exemplo, citando outro livro de político que fez história e que foi muito popular, o de FHC, você nota que o bom-humor e a auto-ironia de Bob Fields tornam o livro muito melhor. Assim como todos os livros do tipo, tende-se a diminuir o tamanho dos erros e agigantar os acertos. Só que o que se constata na obra é que, diabos, ele quase sempre estava certo!
Por fim, a melhor parte para mim, ou melhor, a mais reveladora é aquela que mostra tudo o que aconteceu antes, durante e depois a queda de Jango. Porque a versão que temos da história é muito diferente, é como se Jango fosse um santo, um defensor dos pobres, um humanista de primeira: Que nada, era um cara inseguro, fraco, irresponsável e mentiroso ( como no caso dos acordos com os EUA! ).

Enfim, um livrão mesmo. 1400 páginas? Pois quando acaba você ainda assim quer ler mais!

Eduardo Silva disse...

O título deveria ser : pregando na terra dos surdos.
"Ele tentou, usando de sólidos argumentos"
Rodrigo todos os autores dos quais você faz uma resenha têm sólidos argumentos? Porque você cita isso em quase todos os seus textos.

Eduardo Silva disse...

Será que se nós abríssemos nossas portas para empresas estrangeiras, sem que as nossas tenham competitividade, nós não poderíamos estar gostando de basebaal e futebol americano, ou quem sabe, com os olhos puxados, será que o Estado não perde soberania se a economia for toda composta de empresas estrangeiras?

Rodrigo Constantino disse...

"Rodrigo todos os autores dos quais você faz uma resenha têm sólidos argumentos? Porque você cita isso em quase todos os seus textos."

Quando eu digo que eram sólidos argumentos é porque entendo que eram sólidos argumentos.

"Será que se nós abríssemos nossas portas para empresas estrangeiras, sem que as nossas tenham competitividade, nós não poderíamos estar gostando de basebaal e futebol americano, ou quem sabe, com os olhos puxados, será que o Estado não perde soberania se a economia for toda composta de empresas estrangeiras?"

Não.

Rodrigo

Eduardo Silva disse...

Você acredita que o fato de termos grande parte de nossa economia composta por empresas estrangeiras em nada afeta nossa memória social, nossa cultura?
Por favor, argumente.
Obrigado.

Rodrigo Constantino disse...

Trecho do meu artigo A Obsessão Antiamericana, que responde em parte isso:

Muitos se sentem agredidos com a “invasão” da cultura americana, do excesso de McDonalds em seus países. Não param para pensar que a globalização não uniformiza, mas diversifica. A reclusão é que exaure a inspiração. Se temos várias lanchonetes americanas espalhadas pelo mundo, temos também diversos restaurantes árabes, italianos, japoneses. As trocas entre nações fizeram florescer a diversidade cultural, não o contrário.

Em resumo, Eduardo, não vejo como nada satisfatório o fechamento em nome da "preservação da cultura". Tenho outro artigo que fala apenas disso, que vc acha no blog mesmo, Preservacionistas Culturais.

Rodrigo

J.Rodrigues disse...

A pizza napolitana entrou para o cardápio dos brasileiros muito antes do McDonalds. Eu não como McDonalds ne Pizza. Muitos comem e gostam.

Sílvia disse...
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Rodrigo Constantino disse...

Silvia??? Ou Mario?! O fato é: o mesmo tipo de adolescente imbecil.

augusto disse...

Roberto Campos, o exército de um homem só.

Mario disse...
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Rodrigo Constantino disse...

Eita, adolescente problemático!

Anônimo disse...

Oi Rodrigo.
Não consegui ler toda a biografia, ainda não completei a leitura. Parece que foi dividida em três partes. Assim fica melhor pra "consumir", aos poucos.

Roberto Campos foi lúcido, objetivo, prático e realista. Portanto, um pária "nefti país".

Outra coisa, não me lembro bem qual o título do artigo do RC que li em O Globo, mas sei que esse texto falava de um dos muitos absurdos, dos "privilégios" da Petrobrás: o monopólio do risco...
Ou seja, até os prejuízos causados por uma prospecção mal sucedida em determinada área eram "privilégios" da empresa.

Abraço, parabéns.
Flavio Santos.

C. Mouro disse...

Pô! ...se são os políticos e burocratas - governo/Estado - que determina a cultura que o tal de povo deve seguir.... ...então o Estado/governo é soberano, mas a população não, é dominada, submissa à vontade de um grupo dirigente.

Ora, se a liberdade permite mudança na cultura, a nova cultura será a verdadeira cultura do povo. Se um punhado de salafrários que governam impondo suas preferências à toda população sob seu domínio, então a tal cultura desse povo é falas, é uma cultura imposta por seus próprios governantes, e não a cultura escolhida ou criada pelo próprio povo.


Ou seja, a falta de liberdade para escolher é que acaba com a soberania da população para impor a ela uma cultura de outros; a cultura escolhida pelos governantes, e que lhe é imposta, e não a sua própria cultura, escolhida individualmente para compor um "todo cultural" heterogêneo.

Que absurdo! a cultura imposta pelos governantes ser entendiad como a cultura legitima para a população, ...então sem vontade própria, sem liberdade....

Que durezaaaaa!.........

Abraços
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

C. Mouro, concordo com o que vc disse, porém é possível que o próprio processo de globalização seja coercitivo à cultura também. Assim seria necessário que a sociedade escolhesse qual a coerção melhor, aquela que se impõe economicamente, a globalização que compele à abertura do mercado, ou a coerção política, imposta pelos agentes do Estado ao não abrirem suas portas econômicas, restringindo a heterogeneidade.

C. Mouro disse...

"processo de globalização seja coercitivo à cultura também"

Não considero isso possível. Onde os indivíduos são livres para escolher o que melhor lhes servirá, JAMAIS SERÁ POSSIVEL A COERÇÃO. A liberdade a ela se opõe.

Um exemplo fácil;
Um país é "globalizado em si", e eu pergunto:
Os nordestinos trocaram a sua tal de cultura por conta de serem "globalizados" com o restante do pais?
(uso "globalizado" entre aspas por não haver outra palavra)

Tão pouco os gaúchos, os paulistas ou os cariocas se uniformizaram sob uma "cultura".

Contudo, caso se uniformizassem, estariam procedendo segundo suas escolhas, segundo o que lhes agradou ou pareceu melhor ou mais proveitoso. Enfim, as populações estaria exercendo suas escolhas LIVREMENTE.

Optar pelo que me faz bem, pelo que me é apresentado e que eu escolho por ver nele algo bom para mim, NÃO É COERçÂO, é LIVRE ESCOLHA.

Imagine:
Uma deliciosa loura chama você para acompanha-la ao motel e desfrutar do seu belo e delicioso corpo, e também de sua agradável companhia.

Estaria ela exercendo coerção sobre você??? ...pô! isso não é coerção, pois você pode recusar sem que ela modifique sua situação para pior. Você apenas seguirá sem obter os benefícios.
As mulheres não coagem ninguém a ser homem, eu sou homem porque as aprecio.

Certos usos das palavras tendem a destruir o entendimento.
Se um sujeito oferece a você um emprego em Cuiabá para ganhar R$30.000,00 por mês mais gratificações, você só aceita se julgar bom para você, considerando que seguir seu rumo atual não será compensador. Que coação há nisso???

Coação é o sujeito ameaçar de, ele mesmo ou com sua ação, causar algum tipo de dano a você, caso não aceite o que exige. Ou seja, imporá a você um mal ainda maior do que o mal que te propõe.

É preciso usar as palavras corretamente, ou perdemos o sentido de tudo. Até a liberdade pode tornar-se escravião se não entendermos as palavras.

Se mudo minha vida porque alguém me oferece algo que desejo mais que "o de sempre", o tradicional, ISSO NÃO É COERÇÃO, é uma escolha consciente para obter o que desejo mais que a tradição.
Se me obrigarem a persistir na tradição, ENTÃO SIM, ISSO SERÁ OPRESSÃO, OU ATÉ COERÇÃO, caso limitem a minha escolha ao tradicional ou a um dano artificial que me será causado voluntariamente. Ou seja, a escolha não será natural, será dirigida artificialmente, para que eu opte pelo mal menor ante o maior artificial.

A globalização no mundo (seja lá o que isso possa ser) terá o mesmo efeito da "globalização nacional" - creia, houve paises com restrições entre suas areas. O gaucho, o nordestino, carioca e paulista não se "corromperam" culturalmente.

Imagiine se governadores, afirmando preservar a tal cultura local, impedissem a "globalização nacional" (não tenho outro termo0 ou impusessem restrições e torda sorte de tolices em nome da "cultura local" ...seriam tiranos impondo suas vontades e manias a todo povo, oprimindo-o em próprio nome: um absurdo.

Um forte abraço
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

A cultura é um fenômeno eminentemente coletivo, Roberto Da Matta a chama de memória social, ou seja, todos aqueles valores que o povo tem na memória e que tem uma certa obrigatoriedade ou aceitabilidade. Dessa forma é que se constitui uma nação, um corpo homegêneo de cultura, tradições, costumes, etc, a globalização talvez(eu não me atrevo a afirmar com certeza, pois ultrapassa meu universo cognitivo) imponha uma universalidade cosmopólita de cultura.
Como exemplo posso citar Cuba, que de certa forma se recusou a aderir à economia de mercado, optando pela economia planificada, foi coagida pelo processo de globalização, e até hoje o é. O fato é que globalização é comunicação econômica, e a palavra comunicação pressupõe mais de um sujeito, um só indivíduo não pode se comunicar consigo mesmo(assim foi a acepção primitiva de comunicação, embora se fale hoje em self talk), pode acontecer, então, de um sujeito coagir outro a se comunicar, e essa comunicação pode trazer danos à nação(como já dito seu conceito), danos a memória social dum povo, que de fato é importante para dar identidade.

Outra hipótese, e essa contrapõe o individualismo e até o liberalismo, é a da maioria querer preservar sua cultura, é o nacionalismo, algo incentivado pelas campanhas publicitárias do governo lula, exemplo é o slogan "sou brasileiro e não desisto nunca".
O desejado nesse post é mostra que a globalização possivelmente pode ser coercitiva.

C. Mouro disse...

Essa sua idéia de coerção é falsa.
Aquilo pelo qual optamos livremente visando auferir benefício não nos coage. Pela sua idéia tudo é coerção, afinal todas as ações são executadas visando um objetivo, e então esse objetivo seria coercitivo. ...claro que isso não faz sentido.

Quanto a sua citação de Cuba, esta não se recusou a aderir a economia de mercado, mas sim o ditador safado, o maior cafetão do planeta, impôs sua vontade a toda população - ISSO SIM É COERÇÃO, mas essa parece que você não reconhece como tal. Ademais, se quiser permanecer fora da economia de mercado, basta não aderir. Porém, se não aderir e isso fizer com que permaneça cada vez mais miserável em relação aos demais - a população apenas, pois a nomenklatura socialista vive no luxo absoluto, escravizando a população - tudo bem, estará seguindo o rumo natural. Agora, se ao perceber isso optar por alguma concessão ao mercado, então o estará fazendo VISANDO ADQUIRIR UM BENEFICIO QUE LHE É OFERECIDO, E NÂO VISANDO ESCAPAR DE UM MAL QUE LHE SERÀ IMPOSTO POR ALGUÉM, de forma que não lhe seja permitido seguir o rumo natural.

Essa sua visão de coerção é absurda. Por ela somos coagidos pelas lojas que nos oferecem bons produtos; por sua visão de coerção seriamos, os homens, coagidos por belas mulheres que nos convidassem para o motel. seriamos coagidos até a viver. ....isso não faz qualquer sentido, pô!

E por essa SUA visão de coerção, não estamos ainda vivendo na idade média, torturando e queimando hereges porque houve coerção para evoluirmos culturalmente.
Todos mudamos nossa "cultura": os bebês deixam de mamar, as crianças crescem e deixam suas brincadeiras, os velhos também mudam seus habitos e etc.. Mudanças não são sempre ruins, e tão pouco resultantes de coerção pelamordedeus!

SE MUDAMOS POR LIVRE OPÇÃO, ENTÃO NÃO HÁ COERÇÃO.

MAS SE ALGUÉM AMBICIONA DETERMINAR A CULTURA DA POPULAÇÃO, SE DESEJA DIZER COMO AS PESSOAS DEVEM VIVER CULTURALMENTE, ENTÃO SIM, SIM, SIM, ESSE SUJEITO ESTÁ QUERENDO COAGIR TODA A POPULAÇÃO A VIVER SEGUNDO O QUE ELE DESEJA.

É certo que muitos indivíduos desejariam que ainda se vivesse como na idade média, mas a cultura mudou, e eles se ressentem disso, dessa mudança. Imagine-se se em nome da "cultura do povo" se tivesse impedido essa mudança cultural com coerção por tropas armadas (polícia/FAs) ...estaríamos atualmente exatam,ente como na idade média.

AINDA BEM QUE É POSSÍVEL EVOLUIR CULTURALEMTE, AINDA BEM QUE É POSSIVEL MUDAR CULTURALMENTE. Não fosse assim, e ainda estariamos nas cavernas ou nas árvores.

É preciso entender o significado das palavras, em vez de adapta-los para tentar manipular idéias através dos conceitos que as palavras possuem, aplicando-as erradamente para atribuir conceitos erradamente.

Se alguém opta livremente por algo visando aumentar seu próprio benefício, isso não é coerção, é livre escolha. Pô! ...mas querer ditar como a população deve viver sob a idéia de "preservação cultural", é mania de tirania.

Cultura de um povo é aquela que le livremente desenvolve, e não aquela que lhe é imposta por "manhia de conservação do staus quo" de um ou mais ditadores.

Abraços
C. Mouro

Thiago disse...

C. Mouro, vc não tem orkut?

grande abraço

C. Mouro disse...

Não, não tenho.
Preguiça mesmo.

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Excelente a discussão por aqui!
Pena que eu perdi, he he

Abraços a todos

Anônimo disse...

DUCACETE! essa crônica do Rodrigo acerca do 'ET' chamado Roberto Campos, o intelectual mais corajoso deste país de merda que somos!

Onde está à venda a obra A LANTERNA NA POPA?

Os colegas daqui do trabalho querem me oferecâ-la como presente (21/05), mas R$150,00 é meio pe$ado prá peãozada daqui...

Abração a todos!

Anônimo disse...

Cuba tem uma cultura linda de morrer, as "meninas" de lá fazem programa com estrangeiros por uma garrafinha de Coca-Cola.

A globalização é um processo irreversível. O melhor é tirar vantagem do processo.

Qual a "cultura" do brasileiro? Do que o brasileiro gosta? De assistir ao Big Brother? Ou será que ele ouve As Bachianas Brasileiras de Villas-Lobos? Eduardo, o que você define como cultura?