quinta-feira, novembro 08, 2007

O Massacre na Finlândia


Rodrigo Constantino

Após o choque inicial por mais um caso de desgraça causada por um maluco qualquer, alguns pontos ficam como reflexão desta chacina realizada na Finlândia. Em primeiro lugar, trata-se de um país pequeno e rico, com pouco mais de cinco milhões de habitantes e renda per capita acima de US$ 30.000. Além disso, demonstra pouca desigualdade, com um índice Gini abaixo de 30, e desponta como o 11º no ranking de IDH. Não obstante, um maluco admirador dos ditadores Hitler e Stalin saiu atirando nos colegas, matando 8 pessoas na escola. Uma das primeiras questões que surgem é: como a mídia em geral iria encarar o fato ocorrido fosse ele numa escola dos Estados Unidos?

Como todos sabem, boa parte da mídia tenta passar a (falsa) idéia de que massacres deste tipo ocorrem com grande freqüência nos Estados Unidos, como se fosse algo extremamente comum, parte do cotidiano americano. E claro que não afirmam se tratar de casos isolados de desequilibrados com sérios problemas mentais. Os antiamericanos de plantão tentam culpar a "cultura da violência" supostamente existente lá, ou então a facilidade em se obter armas. Mas não há nem mesmo correlação entre posse de arma per capita e índice de violência. Como podem alegar causalidade entre uma coisa e a outra então? A própria Finlândia, que costuma ser um país tranqüilo, conta com elevado índice de posse de armas. Além disso, será que essa gente faz cálculos de quantos atos bárbaros desses ocorrem em relação ao tamanho da população? Não vamos esquecer que já vivem mais de 300 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Michael Moore é um que parece não estar interessado nos fatos, mas sim em manipulá-los, adicionando mentiras grosseiras, para pintar um quadro terrível do país onde vive. Como será que o mundo iria ver a Finlândia se lá existisse alguém pérfido e oportunista como Moore, que recentemente chegou até a defender a "saúde" cubana?

Uma segunda coisa que chama a atenção é o fato de o assassino ser um admirador de Hitler e Stalin. Para as pessoas normais, não há nada demais aqui: Hitler e Stalin eram muito parecidos em vários aspectos, farinha do mesmo saco podre. Mas é preciso explicar isso para aqueles que se pegam dogmaticamente nos rótulos, e por ser Hitler de "extrema direita" e Stalin de "extrema esquerda", consideram o nazismo e o comunismo extremos opostos. Ora, Thatcher era de "direita", e por acaso isso a coloca mais perto de Hitler do que este de Stalin? Claro que não. No fundo, os socialistas fazem de tudo para dissociar o nacional-socialismo dos demais tipos de socialismo, e a cara-de-pau é tanta que chegam a colocar o nazismo no mesmo saco do liberalismo! Alguém poderia imaginar um louco desses se dizendo seguidor de Mises e Hitler, ou Hayek e Hitler? Seria piada. Não vamos esquecer que o assassino era louco, mas não necessariamente burro.

Em resumo, é sempre triste ver o que alguns "seres humanos" são capazes de fazer. Essas tragédias chocam o mundo, justamente porque são incomuns, atos bárbaros de verdadeiros monstros. Não importa se elas ocorrem nos Estados Unidos, na Alemanha, na Rússia ou mesmo na Finlândia, são chocantes, pois são obras de delinqüentes sem nenhum resquício de empatia pelos outros homens. São verdadeiros psicopatas, e é muita safadeza dos antiamericanos, sempre que algo assim se passa no quintal americano, tentar colocar a culpa no modus vivendi deles. Tamanho grau de antiamericanismo é totalmente patológico. E o único objetivo desses doentes é culpar os Estados Unidos por todos os males do mundo. Talvez tentem fazer isso até mesmo no massacre da Finlândia. Podem sempre alegar que a culpa, no fundo, reside nos filmes violentos americanos, ignorando os desenhos superviolentos japoneses, por exemplo. Quando o único fim é massacrar os americanos e seu estilo de vida, esses antiamericanos parecem agir como o psicopata do massacre finlandês: movidos por pura patologia!

11 comentários:

Décio disse...

Achei que foi infeliz em citar "animes ultra-violentos japoneses". Entendi que estava se referindo ao fato da mídia não criticar estes desenhos, a não ser que sejam americanos, mas mesmo assim não podia ter acabado o texto sem esta citação.

Anônimo disse...

Defesa imbecil de americanos, pode até não ser,
mas parece ser pago para fazer
essas defesas. Na realidade não deveríamos dizer americanos e sim estadunidenses ou yanques. Americanos somos todos os nascidos nas Americas, nada a
ver com os Estados Desunidos.
Em qualquer lugar do mundo onde esse tipo de crime possa
acontecer, ate pode não ser,
mas, está na mente de muitos... que o jeito estadunidense de
vida tem culpa. Para mim, eles
acabam sendo os culpados. Veja o caso da mulher que cortou o pênis do marido jogou
numa estrada... Nos anos seguintes, foram varios casos
no mundo inteiro, inclusive no Brasil.
Acorda constantino...

Jonathan disse...

haha! conspiracionistas aqui? nem...

Décio disse...

Credo, o cara é tão submisso que admite que até os crimes nacionais são cópias dos americanos.
Ainda por cima, por complexo de inferioridade, não aceita o termo "Americano".

GOD BLESS AMERICA!
GOD BLESS USA!

MARCO ANTONIO disse...

Caro Rodrigo,

Se examinado por um bom psquiatra, este sujeito receberia seu diagnóstico. Não sei de qual doença mental, mas com certeza de algum desvio já identificado pelos especilistas.

Nem tudo é política, "sistema" ou ideologia. Aliás, essa mania de justificar ações humanas pelas vias cultural e ideológica, sem qualquer base científica, é obscurantismo político - reduzem a responsabilidade do individuo e, lá adiante, por consequencia, as liberdades individuais.

Parabéns pelo texto.

Um abraço.

Bruno disse...

Hahaha. Brilhante! Entao quer dizer que ate os crimes que acontecem no mundo sao na verdade culpa dos americanos. Meu Deus. Mas como pode ser tao debil em auto-critica assim.
Mentalidade de dependente culpa os outros primeiros pela sua desgraça. É sempre assim.

Anônimo disse...

No Estadão há duas informações esclarecedoras que mostram de forma inequívoca a filiação das idéias que formaram a mente do assassino:

"Eu, como um selecionador natural, irei eliminar todos os que vejo como incapazes, desgraças da raça humana e falhas da seleção natural",continua o atirador¹, que pretendia aplicar a teoria de seleção natural de Darwin ao desenvolvimento da espécie humana.

(1) Pekka-Eric Auvinen, 18, o assassino finlandês que matou 8 pessoas numa escola.

Link: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int76977,0.htm


Assassino finlandês era apaixonado pela história das revoluções e fã de Stalin e Hitler.

Link: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int78107,0.htm

Bruno Plaster disse...

O mundo esta tão corrompido, depravado, desvalorizado, hipócrita... e isso esta tão normal, quando aparece alguém que não aceita isso, amaldiçoam, chamam de louco, psicopata etc. (Rodrigo Constantino você deveria nos poupar desse seu comentário clichê e repetitivo, ao menos deveria acrescentar alguma criatividade nisso), sempre foi assim, desde os primórdios, um exemplo clássico foi a inquisição, ou você aceitava o catolicismo, ou era taxado de bruxo e queimado na fogueira. Hoje o vilão é a ignorância, a falta de valores, a sociedade escrava do divertimento pobre. Só quero exclarecer que não estou fazendo apologia a este massacre, mas morrer é natural, acontece todos os dias, dezenas de pessoas morrem neste pais, e milhares no mundo todo, por motivos fúteis, aqui no Brasil mata-se até por um níquel de 10 centavos, e neste caso o motivo não foi tão fútil assim, as pessoas devem avaliar melhor o modo de viver das sociedadaes atuais, e verificar aonde esta o problema, e porque vem crescendo esse número de massacres, lembrando que alguns deles podem ter ocorrido realmente por motivos bobos, mentalidade fraca, influenciável ou até patologia, mas no acontecimento da finlandia creio que não foi esse o caso, e realmente acho difícil mesmo alguém cosciente sentir empatia ao próximo, sendo que 80% da população ja é considerada lixo humano, sendo que a maioria das pessoas só estão aqui para demonstrar a falta de razão para sua existência, somente poluindo e corrompendo ainda mais este planeta, aqueles que assistem noticiários diarimente, podem constatar isso, e para complementar saia na rua e converse com as pessoas, você irá perceber o tamanho nível de ignorância e o terrível nível de insignificância das pessoas. Também não se trata de animes japoneses, video games, ou filmes violentos (por favor tenha bom senso).
E me entristesse o fato do Rodrigo Constantino estar usando esse acontecimento e se aproveitar dele, para demonstrar seu ódio aos anti-americanos, ao invéz de se abrir mais para esse assunto tão sério, muito mais importante e profundo que simples fato de se tratar de Antiamericanismo ou não ( o mesmo digo para aqueles que culpam o Americanismo como a causa do problema). Exclareço também que não sou antiamericano, inclusive se não fosse por eles acho seriamos reféns do comunismo, e também concordo que muitos culpam os americanos como causa de seus problemas, mas neste caso o problema aqui, creio eu, é muito mais profundo. E para terminar fica meu lamento de como incrível a capacidade das pessoas se aproveitarem da desgraça dos outros em seu benefício, seja pra ganhar dinheiro, ou fazer apologia ao seus ideais.

Germano disse...

Concordo contigo Bruno, como vc disse nada mudou das antigas epocas pra ca, na epoca da inquisiçao como vc disse a igreja sempre se aproveitou da ignorancia das pessoas, e fazia de tudo para mante-la a seu favor, hoje em dia eu acho a ignorancia ate pior, pq hoje nos temos acesso ao conhecimento, e sao poucas as pessoas q o buscam, conhecimento nao é so aquilo q a gente aprende na escola é muito mais q isso e naquela epoca as pessoas nao tinham acesso a ele. Em relaçao ao caso do rapaz, hoje em dia existe uma minoria q nao esta aceitando mesmo essa essa politica de vida atual, e todas sao pessoas inteligentes, nao ignorantes a diferença entre eles talvez esteja na sua tolerancia, alguns podem ser mais toleraveis, outros nao, entretanto sao pessoas infelizes, mas como dizia Arthur Schopenhauer "Para ser feliz, é preciso ser como as crianças: ignorante" e tbm acho q nao podem ser chamadas de loucas, mas infelizmente é assim com todas as pessoas q nao se encaixam nesse nosso padrao de vida. Pq um soldado q vai a guerra e mata dezenas de pessoas, ate mais do q esse rapaz matou na escola, é considerado um heroi e nao um louco, pense bem nao existe diferença entre os dois, nao q eu esteja defendendo a atitude do rapaz, mas é preciso abrir mais os olhos para esse tipo de problema e nao simplesmente falar q é loucura e deixar cair no esquecimento.

Candian disse...

Infelizmente fatos como esse podem acontecer em qualquer parte do mundo.É obvio que sendo os EUA o gigante que é e tendo a população que tem haverá de ocorrer muitas coisas ruins e boas.O que nós precisamos é não invejar os americanos e sim aprender com eles,afinal eles estão na situação econômica que estão não é a toa.Um pensamento que mais me parece utopia num país como o nosso cujo a criança aprende ainda no berço a se dar bem de qualquer forma.Infelizmente os EUA já nao são o mesmos de 20 anos atrás.A invasão de latinos está acabando com o modo de ser americano.

Thiago disse...

Aceit os fatos, cara...pare d BAJULAR


já é o décimo artigo q leio e a idéia dos EUA como país perfeito n sai das entrelinhas.

APRENDA a ser mais crítico consigo mesmo.