terça-feira, agosto 26, 2008

Viena e Chicago: A Luta Pelo Livre Mercado



Rodrigo Constantino

Os defensores do livre mercado estão basicamente divididos em dois grupos: os seguidores da Escola de Chicago e os seguidores da Escola Austríaca. Na verdade, há mais similaridades do que diferenças entre elas, pois ambas acreditam fielmente no livre mercado e em mentes livres. Mas o fato é que divergências importantes acabam mantendo as duas escolas muitas vezes afastadas, ainda que seus seguidores compartilhem de muitos ideais através da Mont Pelerin Society, criada por importantes ícones de cada escola. O economista Mark Skousen, admirador das duas vertentes liberais, escreveu um excelente livro chamado Vienna & Chicago: Friends or Foes?. Nele, o autor tenta abordar as principais diferenças entre os dois grupos, sugerindo que a distância entre elas está se estreitando.

Antes de tudo, é preciso resumir os principais pontos em comum das duas escolas. Skousen acredita que suas diferenças não são tão graves, e encara ambas como herdeiras intelectuais da economia laissez-faire de Adam Smith. Seriam primas filosóficas, em vez de inimigas. Ambas colocam a propriedade privada em um patamar crucial para as bases de trocas, justiça e progresso na sociedade. Ambas defendem o capitalismo liberal e acreditam na doutrina da “mão invisível” de Adam Smith, de que as ações individuais motivadas pelos próprios interesses maximizam o bem-estar da sociedade. Ambas são extremamente críticas ao marxismo e suas crenças sobre exploração, alienação e demais noções anticapitalistas. Ambas defendem o livre comércio, a imigração liberal e a globalização. Ambas condenam o controle de preços e salários, incluindo a legislação de salário mínimo. Ambas pregam, de forma geral, um governo bem limitado, cumprindo funções básicas. Ambas são defensoras da privatização e da desregulamentação. Ambas se opõem ao corporativismo do welfare state e atacam os privilégios concedidos pelo governo, pedindo igualdade perante a lei. Ambas rejeitam o planejamento central socialista e o totalitarismo. Ambas refutam o keynesianismo intervencionista que defende um governo grande para estabilizar a economia. Ambas são geralmente contra a taxação progressiva, o déficit nos gastos públicos e demais políticas do welfare state. Ambas preferem soluções de mercado para a poluição e demais problemas ambientais. Em resumo, as afinidades entre as escolas liberais são enormes.

Mas como elas seriam uma só se tudo fosse igual, existem importantes distinções. A primeira, e mais relevante, diz respeito à metodologia. Os “austríacos”, seguindo Mises, adotam uma postura dedutiva, subjetiva e apriorística para a análise econômica. Além disso, trabalham com um approach de processo dinâmico de mercado. Os “Chicago boys”, seguindo os trabalhos de Milton Friedman, preferem uma análise histórica, quantitativa e de equilíbrio para estudar os acontecimentos econômicos. Eles partem para estudos empíricos que poderiam comprovar teorias, enquanto os “austríacos” acham que dados passados podem apenas ilustrar uma teoria, que deve ter sustentação exclusivamente lógica. Para os “austríacos”, o estudo econômico deve ser construído em cima de axiomas auto-evidentes. Outra diferença importante está na questão monetária. Os adeptos da Escola Austríaca costumam preferir o padrão ouro, ou alguma outra moeda adotada naturalmente pelo próprio mercado. A Escola de Chicago, por sua vez, rejeita o padrão ouro, e parte para uma receita monetarista, onde a oferta de moeda cresceria automaticamente a uma taxa neutra. Por fim, os “austríacos” costumam negar a validade dos agregados econômicos como ferramentas pedagógicas úteis. A macroeconomia é vista com bastante desconfiança por seus seguidores. Estas seriam, de forma resumida, as divergências mais relevantes entre as duas escolas.

A Escola Austríaca tem argumentado de forma persistente que um elevado nível de poupança voluntária dos indivíduos é a chave para o rápido crescimento econômico. Tanto o keynesianismo, que prega o consumo elevado como locomotiva do crescimento, como os ativistas monetários, que enfatizam a oferta de moeda como ingrediente chave para o crescimento, são atacados pelos “austríacos”. Para ser mais eficiente, toda a poupança deve ser voluntária, calcada nas livres escolhas individuais para determinar suas próprias preferências temporais. Na essência, a teoria do ciclo econômico da Escola Austríaca enfatiza como a inflação monetária feita por bancos centrais artificialmente distorce a estrutura da economia, causando uma bolha insustentável que deve necessariamente acabar estourando. O capital acaba alocado de forma ineficiente por conta da intervenção do governo, e o “dinheiro fácil” não apenas eleva os preços, mas também cria vencedores e perdedores. Os poupadores, aqueles que são responsáveis pela oferta de capital para investimentos produtivos, são justamente os grandes perdedores. A instabilidade econômica evidente em crises financeiras seria culpa das políticas monetárias do governo, segundo os “austríacos”, e não do livre mercado.

Não obstante o sólido arcabouço teórico, a Escola Austríaca não foi capaz de reverter o crescimento do keynesianismo durante a depressão de 1929. Segundo Skousen, o método de Chicago, com vasta base de dados, análises quantitativas e uso de matemática sofisticada para testar diversas teorias econômicas, foi mais útil para derrubar o dogmatismo dos discípulos de Keynes. Milton Friedman acabou trabalhando dentro do próprio sistema keynesiano, usando seus mesmos métodos para refutar sua “nova economia”. Friedman mostrou, usando ampla base de dados históricos, que as famílias ajustavam seus gastos somente de acordo com mudanças na renda permanente ou alterações de longo prazo, prestando pouca atenção aos padrões transitórios. Isso derrubava o mito do “multiplicador” keynesiano, cujo modelo se baseava num efeito alavancado no crescimento econômico para um aumento nos gastos do governo. Em uma época onde as ciências exatas eram transportadas para as ciências sociais, o método de Chicago surtiu um efeito maior na prática, ainda que a sofisticada lógica dos “austríacos” tenha derrubado as falácias dos keynesianos.

Apesar da força prática da metodologia empírica de Chicago, Skousen reconhece como extremamente válido o alerta de Mises e Hayek para os perigos do “cientificismo”. Existe um “lado negro” no uso de dados empíricos, quando os dados são utilizados de forma errada, são interpretados de maneira inadequada ou simplesmente estão errados. Interpretar a história não é fácil, pois se trata de um fenômeno complexo, com infinitas variáveis exercendo influência. Skousen conclui que ambos os métodos devem ser aplicados, tanto o empírico como a lógica dedutiva. De fato, Rothbard usa inúmeros dados para embasar seu estudo sobre a Grande Depressão. Por que não manter uma mente aberta em relação aos dois métodos? Skousen reconhece a importância do ponto de Mises sobre a dificuldade de prever o futuro, já que os economistas, de fato, carregam inúmeros erros de previsões passadas nas costas. A econometria, que olha para trás, não deve ser vista como fonte altamente confiável para antecipar o que ainda está por vir. A história pode até rimar, mas não se repete. Apesar disso, Skousen considera que Chicago está em vantagem em relação à metodologia. Em contrapartida, Skousen prefere a teoria de ciclo econômico da Escola Austríaca, assim como seu foco no processo dinâmico do mercado, em vez de modelos de equilíbrio.

De forma simplista, a Escola Austríaca é mais “pura” por defender seus ideais sem concessões ao pragmatismo, enquanto a Escola de Chicago suja as mãos no mundo real das políticas públicas, influenciando mais as decisões imediatas. Particularmente, acredito que há uma crucial função para ambas as posturas. Entendo que é fundamental alguém pregar o ideal, o ponto de chegada que devemos almejar. Mas entendo que também há um papel extremamente importante para quem joga com metas mais práticas e de curto prazo. A Escola Austríaca, nesse contexto, mostra onde deveríamos mirar, enquanto a Escola de Chicago apresenta opções concretas para o trajeto. Para sair de A até C, talvez seja preciso passar por B. A Escola de Chicago foca bastante nas “second-best solutions”, nas alternativas viáveis. Se eu tivesse que resumir em uma expressão, a Escola de Chicago pensa que o ótimo é inimigo do bom, e luta pelo bom possível. Mas assumindo o papel de advogado dos “austríacos”, até por ter um viés mais nessa direção, eu lembraria que o inverso também pode ser verdade, ou seja, o bom muitas vezes é inimigo do ótimo. O que quero dizer com isso é que em muitos casos podemos deixar para trás o ótimo, justamente porque objetivamos e ficamos satisfeitos apenas com o bom. Quem coloca como meta a medalha de bronze, que com certeza é melhor que nada, pode estar abandonando as chances de conseguir a medalha de ouro.

O livro de Skousen é dedicado aos membros da Mont Pelerin Society, exatamente porque são amigos tanto da Escola de Chicago como da Escola Austríaca. Afinal, ambas defendem a liberdade individual, o capitalismo de livre mercado, e lutam contra inimigos comuns, intervencionistas e defensores do planejamento central, que desconfiam da ordem espontânea e, por conseguinte, condenam o livre mercado. Os inimigos, infelizmente, ainda têm conquistado muito espaço no campo das idéias, mesmo depois de evidentes fracassos de suas crenças. Por esta razão, e também por entender que as semelhanças são mais importantes que as divergências, eu procuro olhar as duas escolas como complementares, e não como inimigas. Milton Friedman, George Stigler, Gary Becker, Mises, Hayek, Rothbard e Kirzner, entre outros, podem ter opiniões conflitantes sobre determinados temas. Mas de forma geral, estão bem mais próximos uns dos outros do que qualquer um deles em relação aos defensores do intervencionismo estatal, seja o keynesiano, seja o marxista. Viena e Chicago, ambos representam ícones da luta pela liberdade. O mundo será definitivamente um lugar bem mais livre quando o debate de idéias for dominado por estas duas escolas. Aí sim, o foco poderá ser bem maior nos aspectos que afastam Viena de Chicago. Até este dia – que ainda não parece estar próximo – o ideal é focar nos fatores de convergência entre elas, para garantir munição pesada contra os inimigos da liberdade.

41 comentários:

Jeová disse...

Já vi alguém falando que, na verdade, os austríacos também acreditam no equilíbrio, mas acham que este está sempre mudando. Parece-me correto. Você concorda, Rodrigo?

Há diferença entre as duas escolas quanto às leis antitruste, não?

Fernando Chiocca disse...

Toda munição necessária contra os inimigos da liberdade (neo-clássicos de Chicago inclusos) já é fornecida pela Escola Austriaca.

Rodrigo, os inimigos de nossos inimigos NÃO são nossos amigos.

Mises já virou as costas e saiu andando de Mont Pelerin dizendo: "Vocês são um bando de socialistas!". E isso que Mises era um austriaco bem "moderado" pois com a evolução dos trabalhos de Mises, os austriacos hoje estão ainda mais distantes dos neo-clássicos, inclusive em suas conclusões e soluções propostas, que definitivamente, não são as mesmas (se é que Chicago realmente fornece alguma). Isso sem falar nos fundamentos e bases filosóficas completamente opostas.

O professor Walter Block considera até mais importante atacar as falácias de Friedman do que as dos Marxistas, coisa que Rothbard sempre fez questão de fazer também.

Abs

Jeová disse...

"Mises já virou as costas e saiu andando de Mont Pelerin dizendo: "Vocês são um bando de socialistas!""

Do jeito que você fala, parece que Mises deixou o think tank e que falou isso para o pessoal de Chicago. Só que..

Quando Mises falou isso, ele também se dirigia a, pelo menos, Friedman ao austríaco Hayek (eu sei que muitos austríacos odeiam este).

"Toda munição necessária contra os inimigos da liberdade (neo-clássicos de Chicago inclusos) já é fornecida pela Escola Austriaca."

Chamar o Friedman de inimigo da liberdade é um exagero que só era compreensivo quando o autor era Rothbard, um sujeito que visivelmente tinha inveja de economistas que eram mais conhecidos que ele, como M. Friedman e Hayek.

Anônimo disse...

Pô, o Rodrigo é capaz de culpar a intervenção estatal pela crise de 1929. Só falta ele explicar então, porque qual internvenção estatal havia na época e porque a solução para a crise foi exatamente a intervenção estatal? Se não ocorresse a intervenção estatal, o capitalismo teria sobrevivido? Bem que eu gostaria que o Roosevelt tivesse dado ouvidos aos Mises e Friedman da vida, pois com certeza, a História seria bem diferente.

Anônimo disse...

Chamar o Friedman de inimigo da liberdade é um exagero que só era compreensivo quando o autor era Rothbard, um sujeito que visivelmente tinha inveja de economistas que eram mais conhecidos que ele, como M. Friedman e Hayek.[2]

Anônimo disse...

E Cuba só melhorando:

Cuba prende músico punk crítico do comunismo:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3138516-EI8140,00.html

Trecho especial da notícia:
Pelo sistema penal cubano, a acusação de periculosidade é um termo amplo que permite que as autoridades prendam pessoas que podem cometer crimes. A definição legal de "periculosidade" é "comportamento contrário aos padrões da moral comunista".

[]'s

Jonas disse...

Ao anonimo desinformado que culpa o mercado pela crise de 29, e diz que a solução veio do Estado (rs..), sugiro a leitura destes artigos definitivos sobre o assunto:

O New Deal ridicularizado (novamente)
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=97

Como Franklin Roosevelt piorou a Depressão
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=130

O coitado nem poderá usar como desculpa que se trata de uma analise "meramente austriaca" sem dados quantitativos, pois trata-se da mesma conclusão chegada atraves de modelos de equilibrio...

Os intervencionistas perderam sua ultima grande desculpa para a intervenção e o maior mito intervencionista ja criado foi pro espaço!!

paulo roberto disse...

Essas duas escolas refletem,na economia,o debate empirismo x idealismo/racionalismo,o primeiro predominando no mundo anglo-saxão,tendo Bacon como um grande representante, e o segundo na Europa continental,tendo Platão e Descartes como principais representantes.
As idéias antecedem a experiência,ou o contrário?
Acreditar que as idéias antecedem a experiência implica em acreditar numa fonte transcendental das mesmas,seja "alma","espírito","Razão Pura",etc

Stephanie Sarmiento disse...

Olá,

Estou entrando em contato novamente para me colocar à disposição ao esclarecimento de dúvidas referente ao e-mail que enviei no dia 13/08/08, tratando da Parceria Comercial entre o Site Rodrigo Constantino com a HOTWords.

Qualquer dúvida ou maiores informações, por favor, entre em contato comigo.

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Stephanie Sarmiento
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Rodrigo Constantino disse...

Fernando, eu concordo que o inimigo de meu inimigo NÃO é meu amigo! SE fosse apenas esse o caso, eu concordaria com vc. Afinal, keynesianos e marxistas PODEM ser inimigos, mas nem por isso um deles será meu amigo. Só que encaro Chicago de uma forma diferente. Eis o motivo:

Antes de tudo, é preciso resumir os principais pontos em comum das duas escolas. Skousen acredita que suas diferenças não são tão graves, e encara ambas como herdeiras intelectuais da economia laissez-faire de Adam Smith. Seriam primas filosóficas, em vez de inimigas. Ambas colocam a propriedade privada em um patamar crucial para as bases de trocas, justiça e progresso na sociedade. Ambas defendem o capitalismo liberal e acreditam na doutrina da “mão invisível” de Adam Smith, de que as ações individuais motivadas pelos próprios interesses maximizam o bem-estar da sociedade. Ambas são extremamente críticas ao marxismo e suas crenças sobre exploração, alienação e demais noções anticapitalistas. Ambas defendem o livre comércio, a imigração liberal e a globalização. Ambas condenam o controle de preços e salários, incluindo a legislação de salário mínimo. Ambas pregam, de forma geral, um governo bem limitado, cumprindo funções básicas. Ambas são defensoras da privatização e da desregulamentação. Ambas se opõem ao corporativismo do welfare state e atacam os privilégios concedidos pelo governo, pedindo igualdade perante a lei. Ambas rejeitam o planejamento central socialista e o totalitarismo. Ambas refutam o keynesianismo intervencionista que defende um governo grande para estabilizar a economia. Ambas são geralmente contra a taxação progressiva, o déficit nos gastos públicos e demais políticas do welfare state. Ambas preferem soluções de mercado para a poluição e demais problemas ambientais. Em resumo, as afinidades entre as escolas liberais são enormes.

Rodrigo Constantino disse...

Meu ex-chefe era um PhD de Chicago, Paulo Guedes. Um verdadeiro liberal. Conheço outros doutores de Chicago, como Roberto Fendt, vice-presidente do IL, e Rubem de Freitas Novaes. Todos liberais legítimos!

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, os comunistas nunca levaram fé no Keynesianismo. Se você ler o livro do Trótsky "Programa de Transição" verá que ele mete o pau no New Deal.

Em segundo lugar, vejamos alguns trechos do texto:
"a taxa oficial de desemprego ainda era de 17,2 por cento em 1939" - POIS É, SE O AUTOR ACHA UM DESPAUTÉRIO O DESEMPREGO ESTAR EM 17,2%, IMAGINE O QUE DEVE ACHAR SOBRE O DESEMPREGO OCTUPLICAR DE 3% PARA 25% (SE BEM QUE O PRÓPRIO AUTOR ADMITE QUE ANTES DA DEPRESSÃO ERA 3%)? SEM FALAR QUE, CINCO ANOS DEPOIS, EM 1942, O DESEMPREGO JÁ ESTAVA ABAIXO DE 5%.

"O PIB per capita era menor em 1939 do que em 1929 ($847 vs. $857)" - O PIB DE 1939 JÁ SUPERAVA O DE 1929.

bem como os gastos pessoais em consumo ($67,6 bilhões vs. $78,9 bilhões)... - VOCÊ TEM IDÉIA SOBRE OS INDICADORES DO ÍNDICE DE PREÇO AO CONSUMIDOR EM 1929 E 1939?
Em 1929 - 51.3
Em 1929 - 41.6

"A indústria foi praticamente nacionalizada pelo decreto National Industrial Recovery Act, assinado por Roosevelt em 1933." - PÔ, VAI DIZER QUE ISTO FOI RUIM? EM 1943, 10 ANOS DEPOIS DO DECRETO, A PRODUÇÃO INDUSTRIAL NORTE-AMERICANA JÁ SUPERAVA O DOBRO DA DE 1929...


É isso aí, liberalóide! Se você acha que sem a intervenção, o mercado se salvaria, então que o Roosevelt e os demais governos que dessem ouvidos aos grunidos dos liberalóides. Com certeza, a História seria bem outra. AUHAUHAUHAUHAUH

Jeová disse...

Gostaria de saber:

Já vi alguém falando que, na verdade, os austríacos também acreditam no equilíbrio, mas acham que este está sempre mudando. Parece-me correto. Você concorda, Rodrigo?

Há diferença entre as duas escolas quanto às leis antitruste, não?

Rodrigo Constantino disse...

Esses anônimos... vou começar a filtrar mesmo, para manter o bom nível do blog.

Rafael Guthmann disse...

O artigo não coloca precisamente a diferença entre a teoria austríaca e a teoria neoclássica (que é a teoria que os economistas de chicago seguem). A diferença é a seguinte:

Os de chicago se baseiam na análise de estados de equilíbrio. Os austriacos se baseiam na análise de processos equilibrativos, processos que podem levar ao equilíbrio se assumirmos que os dados do mercado são fixos (e nunca são, devido a própria ação dos processos equilibrativos sobre os dados, o equilíbrio nunca é atingido).

C. Mouro disse...

As coisas vão melhorar quando se começar a desprezar essa palavra idiota, "capitalismo", inventada para estigmatizar a liberdade economica aproveitando "sincreticamente" (religiões são assim) a propaganda (repetição até uma idiotice virar conheciemtno ou mentira virar verdade) da ideologia anterior que propagandeou a baboseira do "não acumular tesouros na Terra" e que "mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no reino dos ceus".

Ou seja, essa idiotice da "acumulação de capital" como objetivo do tal sistema capitalista visava aproveitar a idiotice religiosa que produziu o Feudalismo (socialismo primitivo) e que também produziu a "Lei da usura", que se opunha ao pagamento de juros, que Marx também "sincretizou" proveitosamente.
...Puro marketing visando criar novos demônios e novos deuses e intermediários para assim justificar o Poder de uns (grupo) sobre os outros (a sociedade civil dispersa na qual semeiam a cizânia para domina-la e explora-la).

Infelizmente aqueles que fazem sua voz ecoar com mais eficiência controlam a "verdade-ostentada" ou a "verdade-maior-consenso", criando "verdade" pela mera propaganda eficiente, ardis e estigmas, associações levianas, sorvidos pela massa que não pensa - não usa o que chamo sexto sentido, a razão, para JULGAR as informações obtidas pelos outros 5 sentidos - mas simplesmente assimila a propaganda mais eficiente como mais verdadeira (se ouvir o bramir de um elefante dentro do banheiro de empregada não refletirá, mas simplesmente aceitará que lá dentro há um elefante e não um aparelho de som).

A esquerda DITA A PAUTA,
DITA OS TERMOS a serem usados para aproveitar-lhes estigmas e associações levianas.
Nenhum socialista jamais aceitará dizer que defende o "Poderismo" ou o totalitarismo estatal, por exemplo. Contudo, aqueles que possuem apreço pela liberdade se tombam sob os termos da propaganda do "deus-Estado" e sua Igreja, o governo. Enfim, se curvam aos termos espertamente vagos que o Poder politico manipula.

Porra! o que é capitalismo?

..é aquilo que o autor do termo definiu ou aquilo que qualquer um resolve definir apenas para se opor a socialismo ou o ridículo embuste "comunismo"?

É assim? Cada um inventa uma definição com base em pretensos antagonismos perfeitos?

Eu falo de Liberdade igual para todos, isso é o que eu defendo. Sem constrangimento e orgulhosamente.
A defesa da liberdade resultará em mercado livre e livre iniciativa. Resultará em justiça como o respeito ao direito natural de cada um, igual para todos.

Enquanto os termos dos donos do Poder forem usados sem significado preciso, se estará debatendo em idiomas diferentes, onde cada um inventa momentaneamente um significado conveniente para o momento sem nunca haver uma compreensão precisa dos que se discute. Sobretudo a massa jamais entenderá nada em meio a tal confusão.

Eu não uso esse termo "capitalismo", isso é uma tolice. Eu não defendo o "capitalismo" e sim a LIBERDADE IGUAL PARA TODOS, o repsito ao DIREITO NATURAL IGUAL PARA TODOS e a JUSTIÇA que analisa o equacionamento das questões SEM DISTINÇÃO.

Chama-se aquilo que as esquerdas defendem - o Poder estatal arbitrário - de "PODERISMO" e esperem que algum que o defenda aceite tal palavra. ...Jamais farão tal coisa, ao contrario tanto se repete esta palavra vazia de significado preciso: "capitalismo" que porra é essa? há definição comum para ela entre os que defendem e os que criticam?

Uns malandramente dizem defender a "igualdade" no sentido malandro de igualdade material, assim propagandearam para abafar a idéia de igualdade como igualdade entre indivíduos (sem privilégios para indivíduos ou pretensas classes).

Ou seja, ante a defesa da igualdade perante a lei, ou igualdade de tratamento para todos os INDIVÍDUOS, que são naturalmente iguais em direito, os detentores de privilégios optaram por conturbar o entendimento, afirmando defenderem também a igualdade, só que "outra igualdade".

Da mesma forma os marxistas afirmam defender a liberdade, porém uma "outra liberdade" - a liberdade de obedecer ao arbítrio dos governantes.

Porra, é nítida a manipulação das palavras, da semantica, dos conceitos cristalizados e etc..
Ideologia é mera propaganda, e enquanto se curvar as idiotices do marketing ideologico ...nada feito!

abs
C. Mouro

Rodrigo Constantino disse...

Rafael, eu citei essa diferença sim, mas en passant.

Mouro, excelente ponto!

Rodrigo

C. Mouro disse...

Os liberais classicos combatiam o que foi chamado de mercantilismo. Combatiam o que chamavam protecionismo. Com o termo idiota, capitalismo, aquilo que os liberais combatiam foi magicamente associado com aquilo que defendiam.

Sobre crises.
Se há quem queira consumir sempre se poderá produzir. Ou seja, sempre se poderá trocar se houver liberdade para tal.

Se João produz 10 sapatos e José 6 camisas, e Juca 4 calças, todos poderão trocar seus produtos estabelecendo valores relatiovos aceitos espontaneamente.

Contudo, se cada um é FORÇADO, obrigado, SOFRE AMEAÇA DE SOFRER UM DANO AINDA MAIOR QUE OUTRO (ogoverno), COM SUA AÇÃO, LHE CAUSARÁ, para que ceda metade daquilo que produz APENAS PARA NÃO SFRER UM DANO MAIOR (nada recebendo em troca) é EVIDENTE QUE AQUELES QUE PRODUZEM TERÃO MENOS PARA TROCAR ENTRE SI.

Se uns execitam o PRIVILÉGIO DA FORÇA COERCITIVA para CONSUMIR sem dar nada em troca (governo) então é evidente que as demais trocas serão prejudicadas.

João não oferecerá sapatos a josé porque estes faltarão para obter o que deseja de Juca. ASSIM SE DÃO AS CRISES. ASSIM se produz RECESSÃO.

ATé Thomas More mencionou o fato de MUITOS CONSUMIOREM SEM DAREM UMA CONTRAPARTIDA.
Os principios da economia são simples, se desprezados a economia se complica e até vira ideologia.

Todo problema economico, crises, se dá por desequilibrio NAS TROCAS. Ou seja, quando um grupo, através do Poder coercitivo, se privilegia CONSUMINDO SEM NADA PRODUZIR PARA TROCAR ESPEONTANEAMENTE, significa que as trocas não se estão realizando segundo as demandas. Por sua vez isso implica em CUSTOS para a produção (para produzir há que ter um custo maior decorrente da parte que é EXPROPRIADA). Este CUSTO ESTERIL por vezes implica INVIABILIDADE DE PRODUÇÃO ..daí crise! Até novos equacionamentos para o equilibrio nas trocas (desequilibrio devido a dinamica nas regras e custos impostos).

Abs finais
C. Mouro

Jeová disse...

"As coisas vão melhorar quando se começar a desprezar essa palavra idiota, "capitalismo", inventada para estigmatizar a liberdade economica" Mouro

Concordo com você. Não gosto do termo Capitalismo. Acho que, além de dar uma idéia errada que é criticada pela esquerda(O que importa é o Capital!), faz parecer que a importância do capital é maior do que a dos outros fatores de produção. Mises, contudo, tem uma opinião diferente. Este trecho é de Seis Lições:

O "capitalismo" foi assim batizado não por um simpatizante do sistema, mas por alguém que o tinha na conta do pior de todos os sistemas históricos, da mais grave calamidade que jamais se abatera sobre a humanidade. Esse
homem foi Karl Marx. Não há razão, contudo, para rejeitar a designação
proposta por Marx, uma vez que ela indica claramente a origem dos grandes progressos sociais ocasionados pelo capitalismo. Esses progressos são fruto da
acumulação do capital; baseiam-se no fato de que as pessoas, por via de regra, não consomem tudo o que produzem e no fato de que elas poupam - e investem - parte desse montante.


(Note que ele não diz que o objetivo do capitalismo é a acumulação de capital, mas diz que não há razão para rejeitar o termo)

Tomaz disse...

E os comunas vão tomando tudo.
A ONU e os organismos internacionais estão totalmente transformados em ONGs de picaretagem teórica esquerdista e pura delinquência intelectual a serviço do governo mundial. E ele será Socialista.

Mais uma prova escancarada: vejam o que propõe a OMS:


No G1 (Globo), em 28-08-2008:

Estudo independente da OMS defende sistema universal de saúde

(...)

"Entre um país e outro há diferenças de expectativa de vida de mais de 40 anos. Uma mulher em Botsuana vive cerca de 43 anos. No Japão, 86."

(...)

"A sustentabilidade dos sistemas de saúde preocupa todos os países em meio a um clima de crescente "comercialização" dos serviços, afirmou a comissão."

(...)

"A entidade defendeu financiar os sistemas de saúde por meio de impostos genéricos e/ou por meio de um seguro universal obrigatório."

(...)

E AGORA O GRAN FINALE:

"O Brasil e a Venezuela ofereceriam exemplos de como programas de saúde de larga escala podem funcionar rumo ao atendimento universal."

Íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL740226-5602,00.html

É brincadeira?

tandor disse...

Saúde é produdo ?

Rodrigo Constantino disse...

"Tandor", ou Maurício, não há dicotomia entre lucro ou saúde. Pelo contrário: a busca por lucro é o que garante melhor saúde, pois temos laboratórios focando em inovações, mais remédios demandados etc.

Sim, os remédios, a tecnologia e os aparelhos que melhoram a saúde são todos produtos, custam dinheiro, não caem do céu, e o capitalismo liberal sempre foi o melhor amigo da boa saúde.

Lembre-se: ou argumenta, ou será apagado!

Rodrigo

Jeová disse...

No socialismo, só faz o bem quem é bom. No capitalismo, aos bons e aos maus interessa fazer o bem.

C. Mouro disse...

Lucro!
O que é lucro?
Lucro é o que excede o custo de produzir um bem ou serviço.

Um assalariado lucra uma parte de seu salário.
Vejamos:
Um marceneiro autonomo compra ferramentas e materiais para fazer móveis e vende-los.
A diferença entre o gasto para produzir e vender é o lucro do marceneiro.

Um outro marceneiro em vez de comprar materia prima para produzir moveis, prefere arranjar um emprego que lhe garanta segurança de renda. Claro que ele para trabalhar gasta uma parte, seja em transporte e vestuário apenas.

Bom um marceneiro LUCRA e o outro é assalariado.
Como o primeiro poderia viver sem o "maldito" LUCRO? ...sem lucro ele morreria de fome, trabalharia de graça.

Só a falta de reflexão é capaz de maldizer o lucro. É imbecilidade em estado puro.

Sem lucro não há vida.

Mas a im,becilidade humana permite que uns salafrários demonstrando rejeição a algo através de caretas e imprecações, ostentando ainda uma alegada elevação moral em maldizer o lucro, consigam com tal "argumentação" meramente barulhenta atrair imbecis que não pensam e nada julgam. Apenas seguem aquilo que lhes pareça consagrador; os imbecis seguem qualquer idiotice que se os faça supor melhores por segui-la.

Para tipos simiescos a ostentção por si só é argumento. Afinal, incapazes de raciocinar, se entregam as aparências e imitam aquilo que se faz mais aparente: quanto mais aparente "mais verdadeiro". É assim que funciona.

Simios tentam sentir aquilo que imaginam gratificante ao ser exibido por outros: visiobilidade, aparências. Isso é o que conquista os simiescos incapazes de refletirem, de analisarem as informações que obtêm pelos 5 sentidos. São incapazes de raciocinar, apenas sentem agitações ambientais e nelas se integram e entregam. São animais irracionais adestrados para tarefas, totalmente dependentes.

São tão imbecis que aceitam que um politico é representante de alguém, de alguma classe ...hohoho! Aliás, o governo ou indivíduos que o compõem são entendidos pela massa como seres sem interesses próprios (não se percebe que constituem uma efetiva classe organizada com interesses absolutamente comuns contra todos os demais: é uma classe efetivamente corporativa), que estarão a serviço da "burguesia" (como se tal fosse classe prática, corporativa contra outras) ou a serviço dos assalariados e "coitadinhos" em geral.

Os imbecis não percebem que o governo que vive (custeia seus integrantes) de EXPROPRIAR PELA FORÇA os governados que trabalham e produzem bens e serviços uteis, constitui-se NUM GRUPO CORPORATIVO QUE SE AMPARA NUMA IDEOLOGIA (o utilitarismo do governo) PARA EXPLORAR POPULAÇÕES INTEIRAS. Onde o interesse de todos os integrantes é comum contra o restante da população que é assaltada pelo governo para custea-lo.

Só imbecis são capazes de crer que o estado/governo não se constitui num grupo com interesses próprio e corporativo. Já que o bem da população é o mal do governo. Pois contrário ao mercado onde se realiza a produção e onde todos os que trocam espontaneamente seu trabalho LUCRAM, no caso governo é diferente. POIS NÃO EXISTE TROCA ESPONTANEA ENTRE GOVERNO E SOCIEDADE. O governo EXPROPRIA, de forma que aquilo que o governo TOMA é prejuizo para outra parte: a relação entre governo e sociedade é uma relação quase de soma zero. Diferente do livre mercado onde todos os envolvidos podem ganhar, pois há TROCA ESPONTANEA e não EXPROPRIAÇÃO COM AMEAÇA DE FORÇA como ocorre na relaç~ao governo e sociedade.

Abs
C. Mouro

Abs
C. Mouro

Mauricio disse...

"Tandor", ou Maurício, não há dicotomia entre lucro ou saúde. Pelo contrário: a busca por lucro é o que garante melhor saúde, pois temos laboratórios focando em inovações, mais remédios demandados etc.

Sim, os remédios, a tecnologia e os aparelhos que melhoram a saúde são todos produtos, custam dinheiro, não caem do céu, e o capitalismo liberal sempre foi o melhor amigo da boa saúde.

Lembre-se: ou argumenta, ou será apagado!


Gastos com pesquisa em AIDS por cada caso de morte pela doença: US$ 3.274.
Gastos com pesquisa em Malária por cada caso de morte pela doença: US$ 65 (e olha que o Bill Gates já doou US$ 50 mi por pura caridade...).

A Malária é responsável por mais mortes que que todas as guerras e fomes que já ocorreram no mundo, a epidemia de AIDS é também alarmantes mas não chega a 1/500 das mortes por malária.

Alguem tem coragem de afirmar que existe mais demanda (e uma demanda mais antiga) por uma vacina contra AIDS que por uma para malária ?

Quer dizer, epidemias que afetem a mais pessoas, mas com menos dinheiro não tem que ter prioridade então, afinal não são tão lucrativas ?

É assim que a sua "lógica liberal" anda lado a lado com a saúde ?

Afirmo com convicção, ela serve ótimamente bem para muitas coisas, mas para saúde, cultura e educação, não.

DAYRELL disse...

Em resposta ao Maurício:

Entendo que doenças criam demanda por produtos e tratamentos que satisfaçam. Mas veja, a tecnologia e os avanços científicos não acompanham necessariamente uma demanda. A relação demanda-oferta possui uma vacância temporal; em alguns casos maior, em outros, menor. Devemos atentar também para o fato de que determinadas doenças atingem um maior número de pessoas detentoras de recursos pecuniários para pagar por um tratamento ou cura; enquanto outras doenças atingem mais populações que não têm condições de pagar por isso. Portanto, as doenças criam demandas no mercado, mas o nível do mercado que ditará se as empresas farmacêuticas investirão em pesquisas para aquele setor ou não. O mercado criado por aquela enfermidade precisa ser relevante, e sabemos muito bem que é uma doença tropical e que atinge, majoritariamente, países pobres onde não há TANTA capacidade de arcar com os custos.
Entre os países com poder financeiro e que possuem clima propício para a Malária estão Espanha, Portugal e partes dos EUA, mas nesses países ela foi quase erradicada. Vide em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Malária
Quanto ao papel do Estado, creio que ele deve investir em pesquisas universitárias, como apoio às pesquisas privadas. Mas nunca de forma a tomar para si essa prerrogativa. E sobre a cultura que você cita, entenda, cultura é algo espontâneo em uma sociedade. Ela não precisa ser incentivada ou gerida. Se falta dinheiro para teatros, é porque as pessoas não querem ir ao teatro. Eu, pessoalmente, vou sempre ao teatro, mas tenho que pagar um preço maior porque não há demanda. é o mesmo que ocorre com uma caneta Mont Blanc, é mais cara porque tem uma demanda menor e diferente. A cultura, no geral, é assim. O que não interessa mais ao consumidor de cultura, não será ofertado pelo produtor.

tandor disse...

O por que gastarem pouco dinheiro com malária eu já sei, a questão é:

Que explicação você dá para esses 3 milhões que morrem por ano ?

"Desculpe, sua doença não constitui um mercado interessante, preferimos investir em remédio para dor de cabeça."

Sobre a cultura:

Você promove educação sem cultura ?

C. Mouro disse...

Onde estas pessoas morrem?
Na Europa? USA?

Ora porque os governos de onde elas morrem não investiu ainda na descoberta da cura? Afinal gastam bastante com armas e mordomias para os governantes. Eles EXPROPRIAM recursos da população que trabalha e produz para apenas usar em próprio beneficio.

Qual a razão de culpar um lado por não fazer caridade enquanto defende o outro que rouba de quem produz sem dar nada em troca?

Interessante defender o lado safado, bandido, ladrão, corrupto e cobrar do outro lado a solução de toddos os problemas "de gratis".
Defende o egocentrimo bandido de um dos lados e exige altruismo resignado do outro. ...hehehe! nuiiito interessante.

Abs
C. Mouro

Anônimo disse...

"Um assalariado lucra uma parte de seu salário." - hehehe Então o salário do trabalhador é lucro? Sem Comentários! hohoho!

Jeová disse...

Acho que o C. Mouro se equivocou no uso do termo lucro. Eu acho mais correto considerar o salário e o lucro tipos de renda. Sendo assim, o assalariado não tem lucro algum, assim como o empresário não tem salário algum.

bernardodayrell13 disse...

Tandor diz: "Que explicação você dá para esses 3 milhões que morrem por ano ? "

Resposta: De malária, ora bolas!!! _ brincadeira, entendi a intenção de sua pergunta, e respondo:

Eu disse: A relação demanda-oferta possui uma vacância temporal; em alguns casos maior, em outros, menor. Isso significa que diante de um problema, o mercado demora algum tempo para responder. Esse é o primeiro ponto da resposta. O segundo foi defendido no comentário antecedente também, quando eu disse que o Estado pode, e deve, se possível, suplementar as pesquisas em áreas deficitárias, sem que tome para si essa prerrogativa. Se a iniciativa privada investe pouco nesse setor da saúde, o Estado podendo, deve fazê-lo sim. Como você mesmo argumentou, o mercado criado pela dor de cabeça além de provavelmente ser maior, engloba considerável população com poder de compra.

"Você promove educação sem cultura ?"

A cultura é gênero, a educação espécie. A cultura de um povo é mais ampla, e não necessariamente está vinculada à educação. Podemos fomentar a educação acadêmica sem fomentar a cultura. Entendo que cultura nasce de forma espontânea. Um povo pode adotar ou preferir a cultura de outro país. Se o Estado atrela cultura e educação, pode recorrer no erro de criar ou manter uma cultura artificialmente engedrada.

C.Mouro disse: "Um assalariado lucra uma parte de seu salário."

Renda é um termo mais genérico que serve tanto para o lucro do empresário, quanto para a remuneração do trabalhador (Já que o trabalhador normalmente não fica só no salário, existem outros benefícios além do salário que entram no conceito de remuneração).

C. Mouro disse...

Jeová,
lucro é a diferença entre o gasto e o obtido. Isso é lucro.

Um pedreiro que trabalha por conta própria tem lucro ou tem salário?

O pedreiro dá seu orçamente de MO para o cliente. O cliente aceita. O pedreiro gasta com transporte para ir lá trabalhar, gasta com suas ferramentas e recebe um pagamento.

Ele está recebendo um salário ou está obtendo lucro?

Como eu disse, falta reflexão.

Salário é o pagamento por um serviço prestado. Para se prestar um serviço sempre haverá um custo ou investimento. Contudo, se o cliente responsabiliza-se por todo o custo, todo o salario será lucro: ex.: trabalhar em casa com todas as ferramentas fornecidas pelo cliente.

Uma outra idiotice é alguém dizer que quer trabalhar para si mesmo, não quer mais trabalhar para ninguém.
Isso é idiotice. Pois todo aquele que trabalha e troca seu trabalho pelo fruto do trabalho alheio, está trabalhando para o outro e recebendo uma cotrapartida.

É o caso do pedreiro que trabalha direto para o cliente e o pedreiro que trabalha para uma empresa que capta os clientes.
O cliente do trabalhador tanto pode ser o usuário final quanto uma empresa.

Uma empresa contratada para prestar serviços a outra por um valor mensal fixo. Está recebendo salário?
Ela está recebendo um PAGAMENTO da mesma forma que o assalariado recebe um pagamento TAMBÉM chamado de SALÁRIO.

Porra! a palavra com que algo é chamado não altera a natureza da coisa. Referência é uma referência, mas não atribui coisa alguma ao referido que sempre será aquilo que é independente da palavra.

Ou seja, salario é o pagamento que um prestador de serviços contínuos recebe do seu cliente. (nossa! estou chamando a empresa contratante de cliete do assalariado ...que horror! meu deus! ...hohoho!). Meramente se está particularizando a referência com tal palavra, porém não se está alterando a essencia do fato ao usar uma palavra diferenciadora para uma situação especifica.

A coisa funciona na sensação, sem reflexão. Veja bem, se a empresa paga semanalmente ou diariamente ao prestador de serviço. Ainda assim é salario. Ainda assim é pagamento.

Um assalariado que gasta com restaurante, vestuario especifico, transporte, estacionamento e combustivel. Esse gasto ele tira do salário, o que sobra é lucro. Ele tem um gasto para trabalhar. Logo a diferença entre o recebido e gasto, é lucro é ganho liquido.

Enfim, da mesma forma se associa escravidão a trabalho forçado. Mas em verdade o trabalho forçado é consequecia da escravidão. Pois a escravidão se define pela sujeição a vontade alheia pela ameaça de um mal ainda maior.

O que está no senso comum é meramnte exemplos, imagens, que nada definem.
Por exemplo, certa vez perguntei ao sujeito para me dizer a definição de direita e esquerda, objetivamente. Meses insistindo no debate. Eu queria que ele dissesse os principios da esquerda e da direita (coitado, ele não podia tentar ou se complicariua ...hehehe!) Então o imbecil começou a citar fulanos e beltranos que "definiriam" esquerda e direita, assim: "fulano e sicrano são de direita, beltrano e mantrano são de esquerda. ...hehehe!
o que isso define???
NADA! Apenas idiotices mal refletidas que induzem a um senso comum sem uma definição precisa.
Este tipo de coisa leva a usos deturpadores da linguagem, ambiguidades que favorecem embusteiros interessados em conturbar questões e não esclarece-las.

A linguagem deturpada favorece o embuste.
Por exemplo democracia é um termo fajuto, vago, emocional e não racional. Se poderia apenas entende-lo como determninado pelo seu criador. Mas não, cada um "entende" da forma que lhe apraz. É FUNESTO que democaracia venha sendo confundida com liberdade; já não se defende a liberdade, mas a democracia (de Chaves, da antiga Alemanha Oriental? ...Repúblicas democraticas podem assim ser nomeadas).
Numa democracia pode haver muito menos liberdade que numa ditadura.

Muitos são os grupos guerrilheiros que se dizem "libertadores" segundo a sua visão particular do que seja liberdade. O mesmo ocorre com democracia e até a justiça sufixada com o termo "social". Qual a razão da expressão "justiça social" ...por ser divergente da idéia de justiça?

Enfim, o vago senso comum se apóia no consenso visível e não em reflexões (asinum asinus fricat). Porém, consenso não garante verdade. O consenso não altera fatos, os fatos são o que são independente do senso comum vazio de significado.

O fato é que lucrar é "coisa do demônio", é mal vista, já receber salário é meritório, é bonito e coisa e tal. Daí que dizer que parte do salário é lucro, ou até em raros casos todo. Porém, uma careta de repúdio ou a agitação consensual indignada, não altera a essencia do fato.

O que é a diferença entre o recebido pela prestação de um serviço e o gasto para presta-lo? Que palavra nomeia essa diferença?

Abs
C. Mouro

C. Mouro disse...

Um vendedor comissionado?
É um assalariado?

Como chama-se a diferença entre o recebido para se prestar um serviço e o gasto para presta-lo?

Se uma empresa contrata outra por um valor fixo mensal esta empresa está recebendo um salário?

Se uma empresa contrata um prestador de serviços por um valor fixo mensal, este sujeito recebe salário?

Se não tiver carteira assinada não chama-se salario o que ele recebe?

Salário é como chama-se um tipo especifico de pagamento. PORÉM NÃO DEIXA DE SER UM PAGAMENTO, POR ISSO.

Lembro-me que certa vez na Receita Federal um sujeito (professor universitário) reclamava que:
"salário não devia pagar imposto de renda porqwue salário não é renda"

...hehehe! Houve época em que tal idiotice foi razoavelmente falada por sindicalistas e até uns candidatos ...hehehe! ....muitos concordaram
Porra! palavras não atribuem nada a coisa alguma. São meras referências ao que é em essência.

O assalariado lucra a diferença entre o que recebe por seu trabalho e os gastos exedentes que consome para trabalhar.

Lucro não é o que o empresário obtem. Como escravidão não é apenas trabalho forçado, é perda da propriedadce sobre si mesmo, é estar sujeito a vontade alheia por ameaça de dano ainda maior.

O senso comum é vago.
Daí a dificuldade de certas definições: o senso comum intuitivo não consegue ...hehehe! ...coisa da mente binária.

Abs
C. Mouro.

C. Mouro disse...

Bernado,
se o termo renda nomeia o lucro do empresário e a remuneração do assalariado, pela lógica básica:
renda = lucro
renda = remuneração
Logo:
Remuneração = Lucro.

De fato a remuneração do empresário é o lucro. Se não há lucro o empresário nada ganha, não obtém remuneração por seu trabalho fisico ou intelectual.

Da mesma forma se um assalariado receber, digamos, R$ 2000,00 e precisar arcar com os custos do carro que precisa usar para trabalhar, a remuneração por seu trabalho será inferior aos 2000.00. A sua remuneração efetivamente será a diferença entre o recebido e o gasto. Ou seja, o lucro.

Abraços
C. Mouro

Rodrigo Constantino disse...

Apagado o post de um anônimo imbecil que escreveu a seguinte pérola:

"O lucro, cara ovelhinha, é a mais-valia que o patrão usurpa do trabalhador."

Ah, esses filhotes de Marx...

Rodrigo

Jeová disse...

C. Mouro, prefiro considerar como lucro a renda que contém risco e que não é fixa, ao passo que o salário não tem risco e é fixo.

Sua consideração acerca do trabalhador que ganha R$ 2.000 é interessante, mas prefiro chamar o que ele ganha de salário e, ao ser descontado o dinheiro do carro, chamar de "salário real".

"renda = lucro
renda = remuneração
Logo:
Remuneração = Lucro."

Realmente, o Bernardo deu a entender isso ao dizer que renda era o "genérico". Eu prefiro considerar que lucro e salário são tipos de renda.

De qualquer forma, o fato é que a renda do trabalhador e do empresário são obtidas da mesma maneira.

DAYRELL disse...

Mouro disse:

“Bom um marceneiro LUCRA e o outro é assalariado.
Como o primeiro poderia viver sem o "maldito" LUCRO? ...sem lucro ele morreria de fome, trabalharia de graça.”

Nos dois exemplos dados (marceneiro e assalariado), o lucro existe, não só o primeiro, mas o segundo também. Acho mais apropriado dizer que tanto o marceneiro quanto o assalariado obtêm renda. Entretanto, o assalariado pode ter rendimentos (no sentido jurídico), maior do que o salário.

Errata:

Quando eu disse “lucro” no comentário anterior, entenda-se “valor auferido pelo empresário”. Assim, retificando o comentário, fica assim: renda é conceito mais genérico que tanto o marceneiro, empresário, ou assalariados recebem, e do qual podemos auferir lucro ou não. No caso do empresário é o faturamento abatido o custo de produção; no trabalhador remunerado a renda subtraindo os gastos.

Quanto aos elogios ao lucro, concordo plenamente. Sem lucro não há vida. Não haveria motivação, e nem criação. As grandes invenções do século XIX nos EUA nasceram do desejo de indivíduos por lucro. As empresas hoje que investem em tecnologia, ciência, etc; o fazem pelo lucro.

Jeová disse:

“prefiro considerar como lucro a renda que contém risco e que não é fixa, ao passo que o salário não tem risco e é fixo.”

Renda fixa pode ser salário, mas daí considerar lucro a renda obtida EXCLUSIVAMENTE com risco é forçar demais, não é, Jeová? Ou eu trabalhando em um emprego fixo, com uma renda fixa, e subtraídos meus gastos sobram uma grana, essa grana não seria o lucro? E sendo o lucro, não veio ele de uma renda inicial fixa?

C. Mouro disse...

Excelente, Dayrell:
"fica assim: renda é conceito mais genérico que tanto o marceneiro, empresário, ou assalariados recebem, e do qual podemos auferir lucro ou não. No caso do empresário é o faturamento abatido o custo de produção; no trabalhador remunerado a renda subtraindo os gastos."

A questão é cultural (sentido de costumes ou valores morais).
O Poder romano manobrou muito bem a questão. A fim de obter a subserviência da população propagandeou-se aquilo que se pode dizer, sem receio, de "a moral do escravo". É uma compensação psicológica sem sem razão de ser, meramente fundada no consenso produzido pela propaganda massificante que induz um "senso comum" artificialmente produzido.
Assim, a submissão, a dependencia, a fraqueza, o desprezo por si mesmo ou pelo prazer (o estúpido ascetismo) como ostentação de espiritualidade superior desprezando a "carne", a matéria - a desgraça da mente binária: prova-se amor a um lado quanto mais se exibe ódio ao oposto.

Assim, o interesse de explorar a população - sobretudo os ricos de quem o Poder politico pretendia extrair o custeio de seus exércitos e apoios diversos de forma permanente, já que os saques decaiam restava a própria população para ser saqueada - estrategicamente concebeu a ideologia da "gloriosa servidão". Desta forma, ser pobre e sofredor, ante a moral propagandeada, tornou-se motivo de ostentação de soberba enquanto ser rico e viver bem tornou-se depreciativo. Desta forma os pobres e estúpidos eram consolados e evidentemente se "apaixonavam" pelos tiranos que os encantavam com os novos valores propagandeados.
Ou seja, ser dependente seria meritório. A iondependencia depreciadora.
Sob essa moral, logo defendida por uma ideologia que a reforçou com a autoridade divina, toda independencia e busca pelo prazer foi condenada moralmente. De forma que, sob tal moral cretina, estar dependente de um "malvado ganacioso", avarento que não gosta de pagar impostos (percebam isso), bináriamente atribui ao "coitadinho" um maior valor (isso é o que se sucedeu nos tempos modernos como resultado da ridicula moral ideológica que estabeleceu os valores da moral do escravo).

Ou seja, para o senso comum foi induzido que ser assalariado é algo que dignifica, enquanto que obter lucro (oh! que horror! lucro meu deus!) deprecia, faz com que deixe de ser "coitadinho" (mesmo que o salário seja milionário, haverá certa simpatia por ser ainda assim entendido dependente).

Ou seja, quando alguém afirma que parte do salário é lucro, o senso comum se arrepia: "como assalariados meritórios podem obter o horroroso lucro?" ...seria algo ofensivo ao "mérito" dos trabalhadores assalariados. Aliás, por mais que um patrão trabalhe - 12; 14 ou mais horas por dia - apenas os assalariados são "entendidos" como trabalhadores pelo tonto senso comum artificialmente produzido pela propaganda massificante (uma idiotice repetida incessantemente vira conhecimento).

Esse tipo de coisa faz com que se faça afirmações apenas com base em sensações e não em reflexões. é o classico caso do que definiria "esquerda" e "direita". Pois pelo que vai no senso comum, as sensações causadas, é dificil estabelecer uma definição que não em meras afirmações de momento (daí que esquerdinhas tem dificuldade de definir objetivamente: entrariam em conflito com o senso comum. Por exemplo, Sarney ou Geisel, eram de direita? todos são estaistas contrários a livre iniciativa, ao mercado livre).

Lucro é renda efetiva, é ganho líquido. Seja do salário ou emprendimento qualquer.
Lucro é uma definição objetiva. Salário é referência a uma situação especifica mas ainda um pagamento por serviços prestados, logo um pagamento deve cobrir os custos e conter um lucro. Caso contrário haverá prejuizo. Se um vendedor assalariado ganha menos do que gasta está tendo prejuízo com seu trabalho, e não lucro.

Renda liquida é o que efetivamente se obtém de lucro. Salário é rendimento bruto, como faturamento também é rendimento bruto.

Abs
C. Mouro

C. Mouro disse...

Jeová,
perceba que um vendedor assalariado também ganha comissão. Os custos dele para trabalhar podem gerar prejuizo caso não obtenha sucesso com sua atuação. Assim, é possivel que o salário fixo não lhe garanta lucro, havendo risco em sua atividade.

Toda relação é entre cliente e prestador de serviços. Todos vendem o seu trabalho. Que é trocado pelo trabalhpo alheio através do dinheiro.
Ou seja, o termo "vender" nomeia particularizadamente a operação de troca onde se troca um bem por dinheiro, na espectativa de trocar o dinheiro recebido por outro bem ou serviço.
Perceba que fala-se em comprar e vender apenas para bens e não para serviços. O preconceito também idiota contra a palavra vender e comprar não recomenda que se diga "eu comprei o trablho do pedreiro", oui seja "eu dei dinheiro em troca do trabalho de n dias do pedreiro".

Tudo que se troca por dinheiro é uma venda. Quem o dá em troca fez uma compra. Isso não deixa de ser uma troca.

Todo valor decorre do trabalho. Porém, nem todo trabalho tem o mesmo valor.

Um diamenate no quintal só tem valor caso haja o trabalho de ir lá pega-lo no chão.
Ora, abaixar para pegar um diamante no chão não é trabalho, um tolo dirá. Mas é sim.
Se não vejamos: se eu contratar alguém para catar pedras no quintal de minha casa, quem dirá que tal sujeito não está trabalhando?

Apenas o trabalho de abaixar é um tanto insignificante, mas de elevadíssimo valor contido na pedra.

Trabalho é ação humana (*) no sentido positivo de criar valor universal. Mas nem toda RENDA é fruto do trabalho assim entendido.
Nem toda ação humana é positiva universalmente. Roubar não é trabalho porque não produz valor universal, mas apenas transfere valores sob a propriedade de uns para os ladrões que nenhum valor transferem para a, então, vitima. Ou seja, se não há troca espontanea, há roubo; e se há roubo não há adição mútua de beneficio, não há criação de valor mas apenas transferência de valor de um lado para outro: não há trabalho, não há produção.

Abs
C. Mouro

Rodrigo, será que o coitado saberia explicar o que disse? ...hehehe!
Animais podem aprender, um papagaio pode aprender palavras e repeti-las,cães aprendem truques e etc.. Mas entender o que estão fazendo... bem, isso não é para animais adestrados que apenas reproduzem aquilo que aprenderam sem ter a capacidade para julgar, incapazes que são de entender o que estão fazendo.

tandor disse...

bernardodayrell13 é impressão minha ou apagaram a resposta que tinha colocado para você ?

Aprendiz disse...

Constantino

A alguns meses eu também pensei sobre a palavras "capitalismo" e cheguei à conclusão de que não expressava bem o que é a liberdade de mercado. Se os colegas tiverem tempo para isso, gostaria que comentassem o que escrevi na época, e me corrijam se eu estiver errado:

"Sob tal compreensão, é estranho chamar de “capitalismo” a crença nas virtudes da liberdade de mercado. Capitalismo seria o sistema que privilegiasse os proprietários de capital, dando a eles o máximo de garantias de manutenção da riqueza e poder para si e para seus filhos. Ora, em um país onde haja real liberdade de mercado, há riscos reais de grandes perdas para os proprietários de capital, e vê-se a toda hora grandes empresas afundarem e novas fortunas surgirem. É uma grande mentira que tal sistema engesse as pessoas e as famílias na sua situação social e econômica. A rigor os sistemas que buscavam preservar (e preservavam) no passado a situação econômica e social dos mais ricos e poderosos foram todos sistemas de forte intervenção estatal. Há um sistema hoje em dia que funciona assim. Uma aristocracia, dona do país, forma uma casta de privilegiados, que embora lutem entre si pelo usufruto dos bens do país e do poder político, são aliados em explorar a casta dos trabalhadores. Seus filhos casam entre si e recebem dos pais o dom de pertencerem à casta dominante. Embora os bens nacionais não sejam considerados propriedades particulares de cada membro da casta dos aristocratas esta, em conjunto, goza de seu uso, deixando para a casta trabalhadora apenas o suficiente para a manutenção (e muitas vezes, nem isso). Para manterem o sistema funcionando devem manter a casta dos trabalhadores sob forte e constante vigilância, terror e desinformação. Ajuda bastante a criação de um mito de vida gloriosa futura para a casta trabalhadora e de um suposto passado de lutas generosas e desinteressadas por parte dos membros da aristocracia. Também não se prescinde do uso de inimigos externos que estariam buscando destruir e escravizar a nação. Tal sistema pode funcionar tanto sob a égide do internacionalismo, como do nacionalismo e freqüentemente se desenvolve para um sistema de empresas “privadas” dos filhos dos oligarcas, uma espécie de “capitalismo de estado”, com fortíssima intervenção estatal, apesar da aparência de livre mercado. Na sua forma pura, tem sido geralmente chamado de socialismo e na sua forma desenvolvida, é muitas vezes chamado de fascismo. No fundo, apenas o renascimento dos antigos sistemas aristocráticos, em forma muito mais violenta e opressiva.

Como o leitor talvez tenha notado, alterei minha auto-descrição de “pró-capitalista” para “partidário da liberdade de mercado”. Atende melhor a minha atual compreensão do que realmente significam tais palavras"