segunda-feira, agosto 25, 2008

Viva a América!



Rodrigo Constantino

Acabei de chegar de uma viagem de dez dias pelos Estados Unidos, primeiro em Indianápolis, participando de uma mesa redonda no Liberty Fund, e depois em Nova York, visitando diversos hedge funds. Respirar ares mais livres nos Estados Unidos é sempre saudável, ainda mais para um liberal que vive num país semi-socialista como o Brasil. Não que o modelo americano seja o ideal liberal, pois não é. E nem que seja um país perfeito, o que está longe de ser. Mas perto do Brasil – e de vários outros países também, os Estados Unidos representam ainda um ícone do capitalismo liberal, com uma economia dinâmica e razoavelmente blindada contra o excesso de intervenção estatal. A seguir pretendo fazer um breve relato de minha viagem.

O Liberty Fund é um “think tank” fundado por Mr. Goodrich, um rico empresário que acreditava muito no poder das idéias e no livre debate. Ele deixou uma boa quantia para a instituição que criou, e a boa gestão dos recursos permite um orçamento anual perto dos US$ 40 milhões, tudo voltado para o estímulo de debates ao redor do mundo. Eu já havia participado de quatro colóquios patrocinados pelo Liberty Fund em parceria com o Instituto Liberdade e Instituto Liberal. Todos foram experiências muito úteis, que contribuíram bastante para minhas próprias idéias. Desta vez, fui convidado para uma mesa redonda com pensadores e professores de faculdades americanas, a fim de contribuir com o próprio Liberty Fund sobre o tema “Money and Banking”. Os debates foram bem interessantes, e totalmente distantes do que se poderia imaginar para qualquer realidade brasileira.

A idéia de Hayek de privatizar as moedas, por exemplo, foi um dos assuntos debatidos, sem gerar a impressão de que estávamos em Marte. As vantagens e os riscos eram abordados de forma transparente, com foco nos argumentos. Alguém consegue pensar na possibilidade de um debate entre professores brasileiros, patrocinado por um “think tank” local, debatendo a retirada do governo na questão monetária, ou defendendo o fim do Banco Central? Tudo no Liberty Fund parece muito à frente do que vemos em relação ao debate de idéias no Brasil. Como eu costumo dizer, há muita divergência entre liberais em certas áreas, e não foi diferente no Liberty Fund. Mas, fazendo uma analogia, é como se ali fossem discutidas as nuanças do formato arredondado do planeta Terra, e não se ela é arredondada ou quadrada. Infelizmente, no Brasil o debate predominante ainda é muito ultrapassado, e o pior é que tem vencido o lado que acredita na forma quadrangular, no caso, a crença esquerdista que abomina o livre mercado e idolatra o intervencionismo. Falar em privatização ainda gera muita revolta por aqui. Imagina propor uma completa independência do Banco Central ou até mesmo a sua extinção?! É provável que chamem os homens de branco para levar os participantes para um hospício. Em terra de loucos, ser são é mesmo um risco grande.

Depois de Indiana, segui para Nova York, e visitei inúmeros fundos de investimento. Quando saímos do Brasil e pisamos na civilização, lembramos melhor que vivemos na barbárie. Somos como sapos escaldados, acostumados com a elevada temperatura porque esta foi subindo gradualmente, passando a fazer parte do nosso cotidiano. Achamos normal não poder mais sair nas ruas de noite, andando com calma para os lugares, carregando objetos de valor sem grandes preocupações. O que deveria ser algo básico é simplesmente inimaginável para os brasileiros. Em Nova York, uma multidão caminha pelas ruas até elevadas horas, com câmeras modernas penduradas no pescoço e relógios de marca no pulso. Carros conversíveis circulam sem problemas, e até Ferrari fica estacionada sem alarde nas ruas. Vi dezenas de Porsches pelas ruas, até porque um Porsche custa quatro vezes menos que no Brasil, para um público consumidor bem mais rico. É caro – e perigoso – ser brasileiro!

Nova York é um lugar onde as coisas acontecem, onde as coisas funcionam. A economia americana está em crise, em boa parte por culpa do próprio governo, seja pelo excesso de regulação ou pela abundante liquidez estimulada pelo Fed. O pessimismo ainda faz parte das previsões de muitos gestores de fundos, extremamente preocupados com o futuro do país, que com certeza cometeu excessos que devem ser digeridos, de preferência sem a intervenção estatal. Mas é difícil pensar em algum substituto real para os Estados Unidos como epicentro financeiro do mundo. Somente lá encontramos a combinação de sólido império da lei com extrema flexibilidade para adaptação, na escala que vemos, com 300 milhões de habitantes. Quem será o novo centro da economia global? A China? A Europa? O Brasil?

Quando vemos a realidade fora dos Estados Unidos, entendemos porque eles sempre saem fortalecidos das crises, e conseguem manter a liderança. A Europa está repleta de problemas, tem um modelo de welfare state caro demais, uma economia mais rígida e aspectos geopolíticos delicados. Os números econômicos mais recentes já mostram que a crise chegou forte na região, que mergulha numa recessão perigosa. A China pode estar crescendo há décadas, por ter aberto mais sua economia, mas vem de uma base muito baixa, ainda tem muita miséria e se trata de uma ditadura, não devemos esquecer. O Brasil... Bem, o Brasil é isso aqui que conhecemos de perto, e seria piada achar que esse país tem condições de ser um novo Estados Unidos em pouco tempo, enquanto a mentalidade anti-capitalista perdurar. A idolatria ao governo é indiretamente proporcional às chances de progresso acelerado e sustentável. Quem cria riqueza é o setor privado, num ambiente de segurança institucional e ampla liberdade. Tudo que mais falta no Brasil, onde até nova estatal para explorar petróleo deve ser criada.

Quando lembramos isso, compreendemos melhor porque os Estados Unidos são o que são. Somente lá um banco com problemas pode demitir, de uma vez só, dez mil funcionários, lutando para sobreviver. Lá, aquisições ocorrem com extrema velocidade, assim como levantamento de capital, reforma na gestão das empresas etc. O fundo Paulson, que ficou famoso pelos bilhões que ganhou apostando na crise de subprime, já pretende lançar fundo novo para aproveitar a recuperação do setor à frente, mesmo que ainda tenha uma visão pessimista no curto prazo. A flexibilidade da economia americana e a cultura do povo permitem ajustes mais drásticos, que garantem o sucesso no longo prazo.

Outras crises já foram usadas para prever o fim do “império”, sempre para o país dar a volta por cima e provar que os pessimistas estavam errados. No fundo, muitos torcem pelo fracasso americano, apenas por inveja ou patologia ideológica. Mas os Estados Unidos seguem sendo a nação mais próspera do planeta. Na década de 1980, quase todos acharam que o modelo japonês iria enterrar de vez o americano. O Japão, pouco depois, entrou na pior crise dos últimos tempos, e os Estados Unidos viveram tempos incríveis de prosperidade. Quem quer apostar todas as fichas na substituição dos Estados Unidos pela China como locomotiva mundial? As exportações americanas, pela primeira vez em anos, já estão crescendo a taxas maiores que as chinesas. Isso mostra como os americanos são rápidos em se adaptar à nova realidade. Quem entende a essência do darwinismo, reconhece a relevância disso. Velocidade de ajuste é fundamental. E isso os americanos sabem fazer como ninguém.

Nada garante que o pior já passou para a economia americana. Antes de melhorar, é evidente que as coisas ainda podem piorar. A crise é séria. Mas o que parece difícil de engolir é um cenário de catástrofe nos Estados Unidos e de tranqüilidade no resto do mundo. A famosa tese do “descolamento” simplesmente não me convence. A globalização veio para ficar, e com um mundo mais plano, não parece factível imaginar a principal economia desabando enquanto o restante navega em águas calmas. Em termos relativos, se fosse preciso apostar agora tendo em mente um prazo mais longo, eu creio que não iria se arrepender quem colocasse as fichas na economia americana.

Agora estou de volta à selva brasileira, onde dirigimos sempre paranóicos em cada sinal de trânsito, olhamos atentos para cada lado nas ruas e passamos por crateras que fazem o “asfalto” parecer mais um queijo suíço. Estou de volta ao país onde o governo se mete em tudo, em cada mínimo detalhe de nossas vidas. Ao menos estou de volta com o seguinte adesivo colado no carro: “Não Roube. O Governo Detesta Competição”. É verdade que está escrito em inglês, pois no Brasil eu jamais vi à venda algo parecido, ainda que o conteúdo seja perfeito para nossa realidade. É lamentável constatar a oportunidade perdida nesse país, ver o que poderíamos ser não fosse tanta interferência do governo nas áreas fora de suas funções básicas, que acabam negligenciadas. Enquanto o povo brasileiro não resolve acordar, só me resta concluir: Viva a América!

43 comentários:

Ernesto Heredia Dias disse...

Olá Constantino,
Poderia por gentileza comentar a "coincidência" de Hugo Chaves estar lançando agora a mesma proposta do que Lula (ou vice-versa), no que refere a criação de um projeto com finalidades sociais suportado pela exploração de reservas petrolíferas ??
Colo a noticia do Jornal Granma/Cuba:
"CARACAS — O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou a criação do Projeto de Desenvolvimento Socialista Orenoco, que terá como principal objetivo o impulso integral do território, onde está situada a reserva petroleira venezuelana à beira desse rio, informou a ABN. No contato com o programa Dando y Dando, transmitido pela Venezuelana de Televisão, o presidente destacou que o plano será aplicado na mesma medida em que se desenvolva o Projeto Petroleiro da Faixa do Orenoco para assim mudar o esquema da exploração de renda."
Agradeço a atenção!

jonas disse...

Belissimo texto Constantino. Seja bem vindo de volta !

se puder , faz uma resenha sobre o debate a respeito da desestatização do dinheiro que voce participou.

Anônimo disse...

"Mas o que parece difícil de engolir é um cenário de catástrofe nos Estados Unidos e de tranqüilidade no resto do mundo."

Perfeito,a China não vai substituir os EUA,pois se este for pro saco aquela vai junto.

Globalização é bom até pra isso,ajuda na manutenção da paz.

Anônimo disse...

Deu uma visitadinha também em Nova Órleans para um olhar mais profundo sobre a realidade do tal "paraiso" capitalista? Ou só esteve em Nova York?
Cara acorda, os EUA estão tão bem que a Hillary Clinton prometeu até a implantação do Bolsa-Família. Isto só para você ter uma idéia!

E este modelo de Banco Central autônomo dá tão certo certo que os consumidores americanos estão tudo endividados no "Sub-prime", isto só para você ter uma noção deste "paraiso"...

Helio disse...

Rodrigo, parabéns pelo texto - como sempre claro e "to the point".

Tenho menos confiança em você no futuro próximo dos US, por causa dos trombadinhas de Wall Street. Como você, também sou (fui) do mercado financeiro, e como sabemos, quando os bancos vão mal e quebram, contaminam a economia real - tampouco aqui há descolamento.

Grande abraço!

Mauricio disse...

Bem vindo Constantino.

Cosntantino, poderia voltar para lá, e se mudar de vez ?

Abraços.

FIXtheMAD disse...

Muito Bom, Rodrigo, um bálsamo em forma de texto!

Esses malucos esquerdopatas adotaram o Rodrigo como o seu "Ódio de Estimação". Que coisa chata, meu deus...

Mauricio disse...

Falando em Nova York, o que você acha da política de tolerância zero adotada na cidade, somado ao toque de recolher das casas noturnas ?
Pergunta séria.

AC disse...

Só para traduzir a coisa para uma linguagem que os tupinambás entendam (como faziam os jeusuítas) vc concorda que a os financiamentos subprime pode ser considerados um "programa social privado", porque financiavam a "aquisição da casa própria" para a "população de baixa renda" sem acesso a crédito?

AC disse...

Qto à "crise americana", claro, vc é economista e acabou de chegar de lá, tendo passado pelo centro do poder financeiro americano, mas eu sou muito otimista. Acho inclusive uma excelente oportunidade para quem quer migrar: dólar barato aqui e imóveis baratos lá.
Tenho a impressão que o FED está dando um show de bola na administração da crise, oferecendo créditos de curto prazo e deixando que de seis em seis meses estourem os de fato irrecuperáveis. Aparentemente houve muita pressão para que o FED focasse na inflação e não na recessão, como ele fez, e agora a inflação já está caindo - pq resultado da alta "sazonal" de alimentos e combustíveis.
E é aí que minha "imaginação conspiratoria" se manifesta: por que, afinal, o petróleo e os alimentos subiram tanto nesse exato momento? Puxados por quem? OK, o capital migrou do dólar para commodities, é a explicação. Mas pra mim, tem o dedo russo nessa história também... Pq o inimigo é a Rússia.
A China, acho, é mais "parceira" do que "concorrente" americana nesse momento, pq o Partido - ou a facção do PCC no governo - precisa de crescimento contínuo para se segurar no poder.
E, como vc notou, o dólar baixo trouxe de volta os EUA para o mercado. Nesse sentido, são os EUA que vêem a China como concorrente e não acho que seja por acaso que a a "boa imagem da China" começou a sofrer ataques mais sistemáticos.

Jeová disse...

"Bem vindo Constantino.

Cosntantino, poderia voltar para lá, e se mudar de vez ?"

Esse comentário vem bem a calhar com o que eu ia comentar. Que era isto:

Eu, aos 11 anos, ficava imaginando como era bom se todo mundo pudesse escolher os próprios políticos, sem interferência alheia, e, aí, pudesse ver o que é melhor.

Hoje em dia, mais amadurecido, penso da mesma forma, mas falo de maneira diferente:

Seria bom que cada um pudesse viver em um lugar em que o Estado fosse como gostaria. Como, na realidade, as coisas não são assim, infelizmente há quem viva em lugares em que o Estado é hipertrofiado, muito embora prefira um Estado Mínimo, e há quem viva em um lugar com um Estado que pouco interfere, mas que prefira um Estado interventor ou até socialista.

Infelizmente, o mérito de ter a ideologia política certa acaba não tendo como consequência viver sob a ordem política certa.

Se eu acreditsse em reencarnação, eu diria que os liberais brasileiros foram todos comunistas na vida passada.

PS: É interessante notar que, embora as pessoas tendam, no campo teórico, a escolher - por meio de eleições, apoio a determinadas políticas etc. - um governo interventor, na prática - por meio da emigração (O "voto com os pés", para citar Friedman), elas sempre escolhem um governo que não intervém.

Mauricio disse...

Eu queria saber exatamente se o gosto do Constantino foi pelas Ferraris e Porses, ou pelo tal " ar de liberdade" ...
Por ambos ele diria, com a diferença que "ar de liberdade" tem bem mais graça se você está passeando dentro da sua Ferrari ...
Mas ele vai vir com uma das teses mirabolntes dele de que na verdade é o contrário ...

Na verdade, eu me pergunto, quando exatamente existiu a tal "liberdade da América" que o Constantino tanto fala, já que praticamente toda história do país é cravada de intervenções ...

Rodrigo Constantino disse...

"Na verdade, eu me pergunto, quando exatamente existiu a tal "liberdade da América" que o Constantino tanto fala, já que praticamente toda história do país é cravada de intervenções ..."

Maurício, se intervenção estatal é a CAUSA do sucesso relativo americano, por que o Brasil não é mais rico, já que tem MUITO MAIS intervenção? Por que a Rússia não é a nação mais próspera do globo?

Maurício, vc, como todo comunista, cansa. Lembre-se: vc só pode participar aqui se for através de ARGUMENTOS. É a exigência que eu faço. Logo, responda minha pergunta de forma objetiva, ou terá seus comentários deletados.

Há mais ou menos intervenção estatal na economia americana quando comparada ao Brasil e demais países pobres?

Rogério disse...

VIVA!!!

Reginaldo Almeida disse...

Rodrigo, concordo com 90% do que tu disseste, mas há uma enorme falha no sistema ausente de governo nos EUA: o socorro ao Bear Sterns.

Muito se comenta, e eu li mais de uma vez na The Economist (revista que eu julgo séria e não comunistoide) que as pessoas se perguntam o porque de os bancos ficarem com o lucro quando dão lucro, e o estado ficar com a conta. É verdade que os acionistas do Bear Sterns levaram uma tremenda tungada, mas os seus correntistas não era nenhuma velhinha de Taubaté. O Bear Sterns nem era um banco de primeira linha. Por que socorrer a investidores que fizeram a besteira de colocar o seu dinheiro na mão deste banco?

Mauricio disse...
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Mauricio disse...
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Rodrigo Constantino disse...

Maurício, responda objetivamente a pergunta ou arrume outro blog para poluir com baboseiras socialistas.

Eu já avisei...

Rodrigo Constantino disse...

Maurício, vc questionou a liberdade nos EUA. E vc compara com o Brasil a realidade americana.

Os EUA, como EU MESMO expliquei no artigo, não é o ideal de liberdade que defendo, mas é o que mais PERTO chega disso, e justamente POR ISSO é tão mais próspero que o restante. A pergunta é:

Os EUA, em termos relativos, são MAIS ou MENOS liberais que o Brasil, por exemplo?

Responda de forma objetiva, ou será apagado novamente, se tentar, como de praxe, poluir e fugir pela esquerda...

Mauricio disse...

Depende ué, você apagou quando eu perguntei se você considera os efeitos da guerra no Iraque (dinheiro Injetado e os recursos naturais pilhados garantidos) como causados pela "mão do estado" ...
Se isso para você contar como estado interferindo, levando em conta o volume de $$ que representa, acho que o estado americano influencia mais sim, agora se para você isso ai não conta, então não.
Simples assim.

Rodrigo Constantino disse...

Maurício, mesmo considerando os gastos bélicos do governo americano, o governo arrecada e gasta bem menos do que o nosso. Isso sem falar de várias outras formas de intervenção, como legislação, controles de preços, regulação, protecionismo etc.

Resumindo: somente um imbecil acha que a economia brasileira é MAIS livre que a economia americana. Ou um safado. Qual o seu caso? Já te perguntei isso antes, mas vc nunca responde.

Seja OBJETIVO: existem DADOS se vc quiser checar!

Vai dizer que o governo americano exerce MAIOR interferência na vida dos americanos do que o nosso governo? Vai mesmo afirmar isso?

Anônimo disse...

Pô cara, fála sério... Hoje mesmo acabou de ocorrer um apagão aéreo no aeroporto dos EUA e mesmo assim você diz que está uma beleza?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u438145.shtml

Aqui no Brasil, ocorre apagões aéreos e logo vocês culpam o governo, o modelo estatal e já sugerem a privatização da Infraero...

Jeová disse...

"Pô cara, fála sério... Hoje mesmo acabou de ocorrer um apagão aéreo no aeroporto dos EUA e mesmo assim você diz que está uma beleza?"

Além disso:

1 - Caiu um raio
2- Fez feio no Alasca

Anônimo disse...

Nossa, mas parece que você está muito mais informado sobre a realidade norte-americana do que a realidade brasileira (país onde apararentemente você vive). Sabe que o pane nos EUA foi devido a um raio, mas não sabe que aqui no Brasil também houve atrasos por problemas naturais como neblina, chuvas, por problemas elétricos (no último apagão, por exemplo, ocorreu uma queda de energia...) Mas vocês não querem nem saber, o negócio é culpar o modelo estatal..

Anônimo disse...

Pura realidade. Estou vivendo na Espanha e o sentimento é exatamente o mesmo, apesar de estar na Europa.

Denise Rossi
www.overdosedepaeja.blogspot.com

Jeová disse...

"Nossa, mas parece que você está muito mais informado sobre a realidade norte-americana do que a realidade brasileira (país onde apararentemente você vive). Sabe que o pane nos EUA foi devido a um raio, mas não sabe que aqui no Brasil também houve atrasos por problemas naturais como neblina, chuvas, por problemas elétricos (no último apagão, por exemplo, ocorreu uma queda de energia...) Mas vocês não querem nem saber, o negócio é culpar o modelo estatal.."

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHA

É TÃO IDIOTA QUE NEM ENTENDEU!

VOCÊ QUIS MOSTRAR QUE UMA PANE NOS COMPUTADORES DE UNS AEROPORTOS AMERICANOS ERA UM SINAL DE QUE NÃO TAVA TUDO BELEZA. E EU SIMPLESMENTE FALEI DE OUTROS PROBLEMAS, COMO A QUEDA DE UM RAIO E O FRIO NO ALASCA.

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

Mauricio disse...

Maurício, mesmo considerando os gastos bélicos do governo americano, o governo arrecada e gasta bem menos do que o nosso. Isso sem falar de várias outras formas de intervenção, como legislação, controles de preços, regulação, protecionismo etc.

Esqueceu de colocar a estabilidade promovida pelo petrólinho garantido, mas deixa para lá, como você mesmo disse, os EUA intervem, o que você não consegue provar com isso é que é a baixa intervenção que resulta no sucesso, mas ta valendo, o governo está garantido estabilidade de recursos desde começaram a matar os índios indo para o Oeste, e a moda agora é matar Iraquiano ...

Mas que diferença faz ? Quantas vezes eu vou ter que escrever que é você quem generaliza a correlação direta entre presença do estado x crescimento é você, e não eu ?

Resumindo: somente um imbecil acha que a economia brasileira é MAIS livre que a economia americana. Ou um safado. Qual o seu caso? Já te perguntei isso antes, mas vc nunca responde.

Você apagou as respostas, sr. idôneo ...
Na verdade, eu concordo que nos EUA se taxa menos, o duro é você mostrar que isso é solução para tudo, baseado em que você afirma isso ?

Vai dizer que o governo americano exerce MAIOR interferência na vida dos americanos do que o nosso governo? Vai mesmo afirmar isso?

Dê a situação e eu te respondo.

Só para começar a conversa, você vai ter que especificar o estado americano, por que a legislação varia muito de um para o outro (dependendo do estado você não pode andar com bebida alcólica na mão em público por exemplo), mas não é o que você quer, você só quer alguma resposta generalizada, comunistóide e burra, que você seja capaz de rebater ...

André Barros Leal disse...

Grande Rodrigo!

Belissimo artigo. Uma leitura que ilustraria muito bem os seus ideais seria "Revolution, A manifesto" de Ron Paul. O livro fala da plataforma política deste pre-candidato à presidencia do partido republicano.

O grande freio que a economia americana possui hoje é o astronomico gasto militar e o dinheiro que o país joga fora todos os anos com ajuda externa a paises sub-desenvolvidos. Assim que algum presidente se tocar da REALIDADE, e fechar esses dois ralos, veremos o que é verdadeiramente uma super potencia economica.

Gustavo disse...

Belo artigo, mas tenho uma contestação:
O seu adeviso não é tão verdadeiro aqui não.
“Não Roube. O Governo Detesta Competição”
Na verdade, o governo daqui não se importa nem um pouco com os bandidos, é só ver a segurança pública q temos por aqui, hahaha.

Anônimo disse...
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Bruno disse...

Perae, qual carne? Qtos brasileiros não tem plano de saúde? O sistema americano é mais eficaz pq exige que o cidadão americano se esforce para ter exito profissional e pessoal, e propicia isso. Vagabundo nos EUA não tem vez, ao contrário do Brasil, que quem tem um sonho, que gera emprego e se dedica ao negócio, é um filho da puta que explora pobre... É uma diferença cultural. Jeová, liberais jamais seriam comunistas reencarnados... Comunistas são comunistas e liberais são liberais...

Rodrigo Constantino disse...

O comentário do anônimo socialista foi apagado, pois não tinha um único argumento, e ainda afirmava que a esquerda nunca esteve no poder no Brasil. Paciência tem limite! Pelo bem do meu blog, vou começar a apagar postagem sem argumento ou no anonimato.

Rodrigo

Anônimo disse...

Ah tá, Rodrigo! Só falta você me dizer que a esquerda governa o Brasil há 500 anos! rsrs

Jeová disse...

Na verdade, o Brasil é governado pela esquerda há muito mais de 500 anos.

Rodrigo Constantino disse...

Lembrando uma vez mais: comentários sem argumentos, ainda mais no anonimato, com o claro objetivo de poluir o blog e repetir chavões tolos, serão apagados.

Quem quiser argumentar contra meus pontos, será aceito com prazer, desde que com foco em argumentos e de preferência com assinatura.

Rodrigo

Anônimo disse...

Ah tá, Jeová! A ditadura militar, o FHC, o Collor, o Lula...são tudo esquerdistas, né?

DAYRELL disse...

E por falar em mentalidade norte-americana, é interessante entender a origem. E para compreender a mentalidade capitalista norte-americana, sugiro a leitura do livro "OS MAGNATAS" de Charles Morris. Conta a trajetória de quatro grandes nomes do empreendedorismo norte-americano no século XIX. São eles: J.P Morgan, John Rockefeller, Jay Gould, e Andrew Carnegie. Vale a pena ler.

Jeová disse...

"Ah tá, Jeová! A ditadura militar, o FHC, o Collor, o Lula...são tudo esquerdistas, né?"

Todos eles tinham a sua lógica dirigista, muito embora a direção escolhida possa não ser a que você gostaria.

C. Mouro disse...

Todos foram coletivistas, arbitrários, intervencionistas. Sempre colocavam o alegado "interesse coletivo" acima do direito individual.

Mussolini, Hitler, Stalin, Mao e etc., todos eles foram COLETIVISTAS que alegavam defender o "interesse coletivo", todos foram intervencionistas, todos defenderam a intervenção do Estado na economia e na vida das pessoas em nome de um futuro prometido "maravilhoso" para a coletividade, sobretudo para os pobres ou necessitados. Todos foram socialistas em sua pratica e todos admitiram serem socialistas. Daí a intervenção em nome de um objetivo COLETIVISTA.

Da mesma forma cristãos católicos e protestantes defendiam a mesma coisa, o cristianismo, porém entraram em combate feroz. Guerrearam tentando impor cada um a sua visão de cristianismo. O fato de se terem confrontado não demonstra que um lado era cristão e o outro ateu. Só asnos imbecis e doentes mentais vêem o mundo de forma binaria. Algo assim: se brigam são simetricos ...hehehe!
Daí quem se opõe a bolcheviques é Macartista ...hohoho! Não, socialistas fazem guerras entre si na dispua pelo Poder total que almejam para seu grupo. As aliaçãs são meramente estratégicas. É bom lembrar que Hitler fez aliaça/pacto com os bolcheviques e Mussolini sonhou com uma República socialista ...hehehe!

Socialismo é simplesmente Poder absoluto para a classe governante. É a hierarquização da população., um Feudalismo anabolizado, com empresas também virando feudos estatais. .

Abs
C. Mouro

Anônimo disse...
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Rodrigo Constantino disse...

Apagado o post de anônimo imbecil que afirma que nacional-socialismo não era coletivista. Paciência para estupidez tem limite!

Rodrigo

Mauricio disse...

Só o mouro pode ser estúpido com os outros não é mesmo ?

Lourival M. de Souza Jr. disse...

Belíssimo artigo...

Me tornei liberal há pouco tempo, talvez há uns dois anos. Bom saber que num país tão místico e coletivista como o nosso existem pessoas como nós, que abominamos os tentáculos desse monstro chamado Estado, que pensa que pode pensar por nós...