quarta-feira, julho 25, 2012

Lucro que salva vidas


Rodrigo Constantino, O GLOBO

A notícia divulgada semana passada foi alvissareira para milhões de pessoas. A FDA aprovou o Truvada, pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco. Segundo a agência americana, o remédio pode reduzir em até 73% o risco de infecções causadas pelo vírus da Aids. Trata-se de mais uma importante conquista do capitalismo.
O laboratório responsável pela conquista foi o Gilead Sciences, fundado em 1987 na Califórnia. Nestes 25 anos, a empresa apresentou taxas aceleradas de crescimento, sempre em busca do lucro. Graças a isso, seu faturamento ultrapassou US$ 8 bilhões em 2011, permitindo um investimento acima de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento no ano.
O mercado farmacêutico é bastante competitivo. Várias empresas precisam concorrer para atender melhor as demandas dos consumidores. É este mecanismo de incentivos que garante uma incessante busca por novidades desejadas pelos pacientes de inúmeros tipos de doenças e transtornos.
Claro que há o outro lado da moeda: grandes laboratórios pressionando médicos e fazendo campanhas para estimular o uso excessivo de medicamentos. Qualquer desvio do padrão comportamental virou motivo para diagnósticos precipitados. Vejo estarrecido o dia em que a Anvisa vai nos obrigar a tomar antidepressivos. João Ubaldo Ribeiro escreveu um excelente artigo sobre o tema neste jornal há alguns dias.
Mas compare este risco de abuso com a quantidade de vidas salvas graças aos avanços medicinais, com a redução do sofrimento dos doentes, com os sorrisos que retornam aos lábios idosos quando o Viagra devolve sua virilidade. Tanto alívio e tantas vidas salvas não têm preço. Ou melhor: têm sim, e custam caro!
Eis onde entra o capitalismo. Ainda presos na era medieval, muitos criticam o lucro como motivador das pessoas. Gostariam que a humanidade fosse movida somente pelo altruísmo. São românticos bem-intencionados. De boas intenções, porém, o inferno está cheio.
Os países socialistas, que seguiram esta receita, acabaram na miséria e escravidão, praticamente sem nenhuma contribuição relevante à medicina. A despeito da propaganda, o fato é que a medicina cubana é um lixo, principalmente para os pobres (todos aqueles distantes do poder). A União Soviética colocou o Sputinik em órbita, mas faltava papel higiênico e nenhum remédio importante veio deste regime.
Enquanto isso, laboratórios capitalistas em busca do lucro fornecem mais e melhores remédios no mercado. Pfizer, Merck, Eli Lilly, Roche, Sanofi, Novartis, Bayer, Schering-Plough, Astrazeneca e tantos outros, investindo bilhões na busca de medicamentos inovadores. Há quem acenda velas para santos. Eu agradeço a existência destes laboratórios em busca de rentabilidade.
Noam Chomsky, adorado pela esquerda, possui um livro cujo título já expõe a falsa dicotomia tão disseminada entre lucro e vidas humanas. Chama-se “O Lucro ou as Pessoas?”, e é uma crítica ao “neoliberalismo”, este fantasma inexistente na América Latina, mas ao mesmo tempo culpado por todos os males da região.
Chomsky, que já defendeu a candidatura de Heloísa Helena e foi citado com forte empolgação por Hugo Chávez na ONU, é um socialista. Seria o caso de perguntar ao famoso intelectual quantas vidas o regime socialista salvou, já que sabemos quantas ele ceifou: algo na casa dos 100 milhões.
Toda a retórica de nossos “intelectuais” contra o capitalismo não serve para salvar uma única vida. Por outro lado, as dezenas de bilhões de dólares que os laboratórios capitalistas destinam para pesquisas todo ano já salvaram milhões de vidas. E vão continuar salvando mais ainda, se os socialistas não criarem obstáculos demais.
Esta é a parte difícil. O sensacionalismo dos demagogos representa grande ameaça ao progresso. Sempre pregando maiores impostos (o que reduz a quantidade de recursos disponível para novos investimentos), ou então a quebra de patentes para reduzir os preços dos medicamentos (o que gera insegurança no setor e também reduz investimentos), a esquerda costuma agir como Maquiavel às avessas: para salvar dez vidas hoje, condena cem à morte amanhã.
No próprio caso da Aids, a esquerda insistiu que era preconceito falar em “grupo de risco”. Como o vírus não liga para a sensibilidade politicamente correta, milhões de pessoas podem ter contraído a doença desnecessariamente, por falta de maior precaução. A praga do politicamente correto corrói até a ciência, que não possui ideologia.
O mundo seria um lugar muito melhor se tivesse menos hipocrisia e mais laboratórios em busca de lucro. 

61 comentários:

Anônimo disse...

CAPITALISMO LIBERAL, SIM; EMPRESARIADO PRIVADO, NÃO.

Um ranço que depõe contra muitos liberais e o liberalismo, inclusive aqui neste blog, é a defesa do liberalismo econômico feita sob uma ótica empresarial, como se empresariado privado fosse o melhor porta-voz do liberalismo, quando não o é.

A única justificativa para o liberalismo econômico (não falo aqui do político stricto sensu) é a maior eficiência do seu sistema produtivo, gerada pelo desenvolvimento científico e tecnológico que somente a livre concorrência é capaz de proporcionar, aliado ao barateamento dos produtos e serviços, que beneficia o consumidor, ou seja, a sociedade em geral.

Ora, o empresariado privado é apenas um instrumento disso e não a sua essência. O empresário privado, pela própria lógica do seu interesse, não é liberal ou antiliberal. Ele é uma coisa ou outra conforme sua posição no mercado. Quando ainda quer espaço, mostra-se liberal; quando conquista o espaço almejado, quer reserva de mercado. Isto não o faz culpado, é verdade, mas o torna um ser não confiável. Ele tão só defende seu interesse econômico de momento e não é o porta-voz de qualquer teoria econômica que seja. É da lógica da sua posição social.

Assim, creio que já é chegada a hora de os liberais serem mais realistas e passarem a ver o empresário como esse ser mutante e não confiável que ele é. Para o consumidor (empresário ou não, pois todos somos consumidores), este sim, a razão última do liberalismo, o lucro é um meio e não um fim em si mesmo.

O discurso liberal deve ser consumerista e não empresarial.

Cristiano disse...

Rodrigo,
Eu estava acessando agora pouco o site de algumas universidades asiáticas e achei uma frase muito interessante no site do Departmaneto de Economia da National Taipei University:
''Embodying the capital'dynamism towards education''
http://www.ntpu.edu.tw/english/colleges.php
Nao é por acaso que Taiwan é um dos países mais desenvolvidos do mundo! A carga tributária de Taiwan nos últimos 10 anos foi de menos 20%. Um sonho para os liberais.
Agora me diz: Voce já leu alguma frase parecida como essa em alguma universidade brasileira? Eu nunca li.

Rafael disse...

Em relação ao comentário sobre o 'liberalismo vs empresariado', creio que os argumentos citados só fazem sentido quando é observado um empresário em particular, fora do contexto de seu mercado. Acho que empresas privadas (várias) assim como os consumidores de seus produtos/serviços (também vários) formam um ambiente dinâmico de competição e conflito de interesses.

Pelo seu argumento, um consumidor seria um ser não confiável se encontrasse uma forma de adquirir seus produtos por um preço extremamente reduzido. Você não agiria assim se encontrasse o computador/carro/apartamento que deseja por um preço baixo? É o seu objetivo como consumidor, assim como os produtores tem como objetivo o lucro máximo.

Kleiton disse...

Para o Anonymous: concordo quando tu diz que "O empresário privado, pela própria lógica do seu interesse, não é liberal ou antiliberal". Mas ele é um AGENTE DE MERCADO, e dessa forma responde a incentivos.

Sendo assim, quando o estado intervém demais na economia, favorecendo algumas empresas/setores, ele está dando o incentivo (perverso) para q o empresário invista recursos não na produtividade, mas nas boas relações com o governo.

Concordo com o Rafael: interesse por interesse, os consumidores tb ADORAM produtos subsidiados pelo estado.

Rodrigo disse...

quanta parcialidade! quem tem memória curta pode realmente achar que falta de ética de empresas farmacêuticas em busca do lucro se limita à medicalização da vida. lembremos do namorico da bayer com o nazismo, do pagamento que inúmeros laboratórios realizam para pessoas com baixa renda que muitas vezes não têm escolha a não ser injetarem substâncias cujos efeitos não compreendem. esqueçamos das fraudes e acordos escusos com a fiscalização, como é o caso da fda (http://en.wikipedia.org/wiki/Criticism_of_the_Food_and_Drug_Administration). saindo do assunto dos laboratórios, porque é bom contextualizar bem os efeitos do capitalismo (esse benfeitor injustiçado, coitado) lembremos das fábricas como a da foxconn, que visando ao aumento dos lucros e redução das despesas, impõe rotinas desumanas aos funcionários, sendo que já houve mortes (http://www.bbc.co.uk/news/business-13476800). e o neoliberalismo, esse nosso hóspede que, de acordo com o texto, nunca esteve aqui? o que são as empresas multinacionais que investem capital aqui, utilizam nossa mão-de-obra, e recolhem os lucros para as sedes? o que foram as sucessivas e escandalosas privatizações das estatais? aqui não forneço links; recomendo leitura: as veias abertas da américa latina, de galeano; e a doutrina do choque, de naomi klein. também falemos do socialismo, para não sermos injustos. realmente, a maioria, senão todos, adotaram a forma de ditaduras e foram responsáveis por morticínios terríveis. mas acusar regimes ditos socialistas de matarem gente não apaga as mortes (astronômicas) dos regimes capitalistas. quem quiser ver as mortes do capitalismo, veja a fome na áfrica subsaariana, a violência em países ao sul da linha do equador, e no méxico, que é o quintal dos eua. veja também as guerras sedentas de petróleo (golfo, iraque...). e, claro, para defender o socialismo: não basta que um país se declare socialista para sê-lo de fato. o socialismo é uma doutrina estrita de compartilhamento e bem comum que, pelo que me consta, e a todas as fontes que li até hoje, nunca foi de fato implementado no globo. os que o rejeitam se dividem entre os que o consideram impossível e os que o consideram desagradável. de uma maneira ou de outra, até que surja uma crítica a um regime auto-intitulado socialista que esteja em consonância evidente com os princípios da doutrina socialista, acho que a crítica ao socialismo deve ser moderada, se presente. para terminar, o comentário acerca da saúde pública em cuba pareceu leviano, sobretudo por não entrar em maiores detalhes. aliás, como imagino que meu comentário tenha deixado claro, todo o texto é passível dessa crítica. não se preocupe(m) em responder: não pretendo tornar a visitar este blog. preocupe(m)-se, isso sim, em ler mais e pensar mais

Anônimo disse...

SERVIDOR PÚBLICO NO BRASIL NÃO PODE SER LIBERAL
Servidor público no Brasil que defende um Estado mais enxuto, menos gastador e menos tributador está órfão de pai e mãe. No trabalho, encontra uma ampla maioria estatista e estatólatra e é obrigado a se calar para não fazer inimizades; fora dele, só encontra liberais privatistas preconceituosos que o culpa por todas as mazelas do país.
Taí, o homem que seja branco, católico, hétero e servidor público liberal é o mais discriminado e oprimido no Brasil.

Rodrigo Constantino disse...

Nossa, poucas vezes li tanta besteira como no comentário do meu xará acima.

A típica mentalidade socialista.

Anônimo disse...

A medicina e a industria farmacêutica são movidas pelo lucro e no entanto, ou por isso mesmo, salvam milhões de vidas. Esta é a grande jogada do capitalismo: o egoismo, o individualismo e a ambição por lucros transmutam-se em valores que beneficiam toda a sociedade; é como se o egoismo deixasse de ser um mal para se tornar uma virtude. Dentro dessa mesma linha, constantemente é noticiado que falta sangue nos hemocentros, o que já deve ter causado muitas mortes ou pelo menos sérios transtornos. No entanto, sobraria sangue, se o mesmo fossa vendido, por menor que fosse o preço. E para quem precisa de sangue, este não tem preço. Esta situação, depentende das incertezas das doações, é certamente resultante dos preconceitos anti-capitalistas.

Paultruc

Anônimo disse...

Meio off-topic, mas acho que diz muito sobre o pensamento brasileiro: o curso de Economia da USP, universidade de maior prestígio do Brasil, oferece uma disciplina chamada "Clássicos do Pensamento Econômico"; o programa:

Programa
1. Origens da sociedade moderna e da ciência econômica
2. Mercantilistas
3. Fisiocratas
4. Adam Smith
5. David Ricardo
6. Karl Marx
7. Escola marginalista
8. Keynes

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=EAE0115&codcur=12051&codhab=1

Aparentemente, a história termina em Keynes. Outra disciplina, "História do Pensamento Econômico":

Programa
1. Adam Smith e Fisiocratas
2. Economia Política
3. Crítica à Economia Política: Marx
4. Crítica à Economia Política: Teoria Marginalista
5. Teoria Monetária e Revolução Keynesiana

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=EAE0418&codcur=12051&codhab=1

E, finalmente, "Tópicos Especiais de História Econômica":

Programa
1. Giovanni Arrighi e os Ciclos sistêmicos de acumulação
2. Eric Hobsbawm e a era do desmoronamento do século XX
3. Francis Fukuyama e o fim da História
4. Samuel Huntington: A recomposição da ordem mundial e a civilização universal
5. Perry Anderson: O colapso soviético e a nova hegemonia mundial: o neoliberalismo e o ‘humanismo militar’
6. Antonio Negri: A multidão, o império e a nova ordem política da globalização
7. Gorz e o trabalho imaterial
8. Kurz: A crise do estatismo, o fracasso da modernização e a superação do sistema mundial produtor de mercadorias

https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=EAE0539&codcur=12051&codhab=1

Anônimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=JTxvmKHYajQ

http://www.naturalnews.com/028707_AIDS_epidemic.html

http://www.naturalnews.com/News_000646_AIDS_HIV_medical_myths.html

http://www.hiv-aids-factorfraud.com/

http://www.marketskeptics.com/2011/06/the-hivaids-fraud.html

http://www.ourcivilisation.com/aids/chap6.htm

http://www.shirleys-wellness-cafe.com/aids.htm


Leiam os textos, assitam o documentário, tirem suas próprias conclusões com seus próprios sensos críticos.

Vírus que fica "incubado" por mais de dez anos?

Onde está a aids? Como é que a epidemia foi contida mesmo com essa libertinagem toda de meninas de favela engravidando com 13 anos?

O Magic Johnson foi diagnosticado HIV positivo há mais de 22 anos, muito antes do coquetel anti-viral. Nunca tomou AZT, nunca tomou nada. Como é que ele está perfeitamente bem de saúde? Por que ele não aparece mais na mídia?

Além do MJ, existem inúmeros casos de soropositivos que se recusaram a fazer o tratamento e nunca tiveram nada.

Sabia que existem casos de "non-HIV aids"?

Por que quase todos que morreram de imunodeficiência eram usuários de drogas, tinham estilo de vida desregrado ou viviam em regiões com muita desnutrição e pouco saneamento?

Aí você pergunta? "Não é possível, quer dizer que eles enganaram o mundo inteiro por mais de 30 anos?"

Basicamente sim, foi uma mentira tão grande era mais fácil acreditar nela do que acreditar que seriam cara-de-pau o suficiente para contá-la na grande mídia do mundo inteiro.

Como estão vendo que já não dá mais para levar o conto do HIV a diante, a saída honrosa foi inventar um remédio para "acabar" com a doença.

Há nova onda agora é o exame de hepatite C, e os remédios para tratá-la, tudo na conta do SUS.

Só peço uma coisa, antes de descartar essa hipótese com o preconceito de "teoria conspiratória", pense e analise você mesmo. Faz sentido um vírus mágico que pode causar uma síndrome incurável de imunodeficiência mais de dez anos após ser contraído?

Míriam Martinho disse...

Peraí, o que é que tem a ver a "esquerda" ter dito que grupos de risco era uma expressão preconceituosa com pessoas terem contraído a doença desnecessariamente, por falta de maior precaução? A expressão grupos de risco foi considerada equivocada pelos grupos de prevenção exatamente porque, por causa dela, acreditando ser o contágio do HIV apenas possível entre alguns segmentos da população, os de risco, muita gente deixava de se proteger supondo-se imune à síndrome. Em outras palavras, exatamente o oposto do que disse. Sua ojeriza pela esquerda, pelos movimentos sociais, pelo politicamente correto, que você coloca no mesmo saco de gatos, está lhe turvando aquilo que liberais adoram dizer que têm mais do que os outros: a razão. Nesse ritmo, daqui a pouco vai abrir seus vídeos invocando A Virgem Maria e o Santo Padre da Caperucita Roja...rsss Você é muito moço para isso. Cuide-se!

Rodrigo Constantino disse...

Ao anônimo de cima: vai gostar de teoria conspiratória assim na China! O homem jamais pisou na Lua, o 11 de setembro foi inside job, Elvis não morreu...

Para Miriam: ao reforçar a mentira de que gays e heteros tinham o mesmo risco de contrair a doença, os gays sem dúvida podem ter relaxado, ora. E é falso: gays correm bem mais risco! Precisam estar bem mais alertas. Era esse o ponto.

João disse...

Pergunte ao seu xará porque os empregados preferem ser "explorados" pelas multinacionais e trabalhar mais tempo (para ganhar mais dinheiro em horas extras). E ofereça a ele (que diz gostar de leitura) O Livro Negro do Comunismo, um livro realmente científico do assunto, que reporta fatos, ao contrários das asneiras retóricos de seres como esse Galeano (não à toa xará de um volante carniceiro e ruim de bola que jogou no Palmeiras e no Botafogo).

João disse...

Quanto ao artigo, mais uma vez parabéns. Vou recomendar a uma porrada de gente.

Sds

Anônimo disse...

Que bom que agora há um afastamento no início de cada parágrafo, facilitando a visualização do texto e a percepção dos parágrafos.
No mais, excelente texto.

Ivan disse...

Também matadores de aluguel e traficantes de pessoas e órgãos acabam com vidas humanas em busca do lucro, agindo de forma eficiente para bem atender o mercado consumidor dos seus serviços...

Enquanto isso, médicos da cruz vermelha trabalham de graça nos locais mais inóspitos do planeta para salvar pessoas. Do mesmo modo, bombeiros aqui no Brasil, ganhando pouco mais que um salário mínimo, arriscam suas vidas para salvar a dos demais. Idem para os policiais honestos, que também são muito mal remunerados. Isso sem falar nos incontáveis voluntários de entidades sociais, que perdem o seu tempo para levar um pouco de conforto a terceiros.

Só para ficar no tema do artigo, Albert Sabin, cientista que desenvolveu a vacina contra a poliomielite, RENUNCIOU AOS DIREITOS DE PATENTE sobre a vacina para facilitar a difusão da mesma pelo mundo.

Será mesmo, Rodrigo, que somente a busca pelo lucro pode estimular o ser humano a fazer o "bem"...?

Rodrigo Constantino disse...

Ivan, sem dúvida não. Mas não podemos pegar casos isolados. O SISTEMA deve ser comparado. O mecanismo de incentivos do processo. E quando pensamos assim, claro que o capitalismo liberal, com empresas privadas competindo para lucrar no setor, representa de longe o melhor meio para atingir o objetivo: melhor medicina.

Anônimo disse...

O altruísmo, a solidariedade e a filantropia são louváveis e benéficos. Mas somente o são quando voluntários. Quando impositivos, além de não produzirem esses resultados, são liberticidas. Isto porque, mesmo aquelas disposições precisam do impulso egoísta (do gostar delas por quem as adota).

Pablo Moron disse...

Rodrigo, vc está querendo tomar um pé na bunda de o Globo? parabéns pelos colhões, lindo lindo artigo!

Sergio disse...

Beleza de texto,inclusive desqualificando o seu xará imbecil.
Quando você vai falar algo sobre a campanha a favor das drogas que o JN está estimulando?

samuel disse...

Essa patente feita por um empresaridao capitalista, é um tapa na cara dos esquerdistas. PRINCIPALMENTE QUE OS MAIORES BENEFICIADOS SÃO ELES, OS ESQUERDISTAS...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Pessoas, o Rodrigo foi infeliz, embora tenha alguma razão. Só há incentivo na indústria farmacêutica quando uma doença é epidêmica e crônica. Ninguém investe para curar uma doença rara e que afeta poucos indivíduos. Isso é inegável e triste, mas compreensível, já que nenhuma empresa altruísta sobreviveria. A saúde pública requer que em alguns casos haja participação do Estado.

Anônimo disse...

Ae, Constantino, me ajuda por favor! Vai ser um motivo para eu acreditar que o mundo está preparado para a liberdade em toda sua plenitude. Agradeço de antemão.

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Truvada? Quanto será que vai custar? Há tratamentos de câncer produzidos por esses queridos labs que custam a pequena bagatela de R$ 20 mil/mês. Afinal, os labs têm de arcar com os custos de P&D né? E quem não pode pagar? Ora bolas, que morra assistindo os outros viverem (afinal o Estado=nós e q não vamos pagar!!!). Se os labs poderiam cobrar menos e vender mais, ganhando em escala? Ah, taí ... boa pergunta! Ou será que não é melhor cobrar os olhos da cara, vender um bombocado de qualquer jeito (AFINAL O ASSUNTO AQUI NÃO É DEMANDA DE SUPÉRFLUOS), com o pequeno efeito colateral de algumas centenas de milhares de mortes? Palmas aos queridos labs!!! Eles vivem em um mundo livre, sabem utilizar sua liberdade. Eles são 'os caras'.

Rodrigo Constantino disse...

Deixa eu entender: o anônimo reclama de um laboratório que consegue produzir um tratamento que pode curar o câncer, e isso custa caro, mas acha que é justo um carro ser vendido por R$ 30 mil. Ou seja, o cara pode pagar um carro, mas não o tratamento que vai salvar sua vida?

Meu caro, as coisas não caem do céu. Sua visão socialista de mundo é um tanto invejosa. Vejamos: ter um carro blindado custa muito caro. Isso quer dizer que não deveriam ter blindadoras porque nem todos podem pagar por eles e se proteger mais?

Muitos médicos renomados em hospitais de primeira, até no exterior, são caríssimos. O SUS é uma porcaria. Solução do anônimo invejoso e socialista: todos serem obrigados a se tratar no SUS! Vc mata o mais rico em nome da igualdade! E ainda culpa o laboratório que salva as vdas!!!!

Isso sem falar que qualquer pessoa humilde frequenta as farmácias e compra remédios, mas deixa esse detalhe para lá...

Socialistas são mesmo pessoas ruins, que só pensam em destruir e tirar dos que têm, em vez de se preocupar com a melhora de vida dos que não têm. Vai ser invejoso assim em Cuba!

Anônimo disse...

'Trata-se de mais uma importante conquista do capitalismo.'

Se vc pensar bem é muito apressada essa conclusão querendo que o mérito de tudo seja do capitalismo.
Sem PI e governo qual empresa iria trabalhar de graça, pesquisando e torrando dinheiro pra ter o resultado do seu trabalho(o remédio que funciona) dando lucro pros outros?
Só se for um empresário maluco.Ou masoquista.

Anônimo disse...

'Taí, o homem que seja branco, católico, hétero e servidor público liberal é o mais discriminado e oprimido no Brasil.'

Então pede demissão ora.
E o cara ainda banca a vítima, eu na iniciativa privada sou quem paga o salário dele e não posso 'demitir' ele

samuel disse...

REPETINDO:
O anonymous 3:55 é um pândego. Dizer que: "A pesquisa está sendo feita sem a participação de empresas privadas no ITER. É bom ajudar a divulgar isso antes que os libertinários..."
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Que horror! Significa que NUNCA vamos ter a FUSÃO NUCLEAR (as verbas serão roubadas antes de chegar aos bolsos dos desmotivados funcionários públicos, Oops! pesquisadores nomeados pelo PT).
Para dizer isso só pode estar sendo pago pelo Zé Dirceu. ( Que ao final é um dos que irão roubar a verba!)

Anônimo disse...

"Meu caro, as coisas não caem do céu. Sua visão socialista de mundo é um tanto invejosa. Vejamos: ter um carro blindado custa muito caro. Isso quer dizer que não deveriam ter blindadoras porque nem todos podem pagar por eles e se proteger mais?"

vamos lá, de novo:

o carro custa x obedecendo a lei da oferta e da procura. (e mais a pomada de impostos federais)

o medicamento não custa R$ 20 mil porque atendeu essa lei. Isso é ESTIPULADO PELO DETENTOR DA PATENTE, ALGUMAS VEZES OS PAÍSES CONSEGUEM DEIXAR O PRODUTO ENTRAR COM UM DESCONTO (VAI ESTUDAR O ASSUNTO, POIS TALVEZ ALGUM AMIGO OU PARENTE SEU JÁ FOI BENEFICIADO POR UM DESCONTO OBTIDO PELO ESTADO)

o que estou tentando dizer, e vc não está entendendo, é que aqui não estamos falando de SUPÉRFLUOS, MAS DE SALVAÇÃO.

a blindagem do carro (que não deixa de ser supérfluo, pois ele precisa de uma bala para levar a uma baixa), custa caro obedecendo a mesma lei DA OFERTA E DA PROCURA. o medicamente poderia ser vendido mais barato com ganho de escala. entendeu?

outra coisa: o sentimento, se houvesse de minha parte, se eu não pudesse pagar, pela minha saúde, não seria de inveja, mas de desespero.

não sou socialista, mas tbém não vou defender os coitados dos labs e me passar por bobalhão de graça e em jornal de circulação nacional!

"
Muitos médicos renomados em hospitais de primeira, até no exterior, são caríssimos. O SUS é uma porcaria. Solução do anônimo invejoso e socialista: todos serem obrigados a se tratar no SUS! Vc mata o mais rico em nome da igualdade! E ainda culpa o laboratório que salva as vdas!!!!"

minha solução é essa? por que? por pedir preço melhor em ganho de escala?
matar o mais rico? pirou?


Isso sem falar que qualquer pessoa humilde frequenta as farmácias e compra remédios, mas deixa esse detalhe para lá...

que isso tem a ver???

help me!

Rodrigo Constantino disse...

Anônimo (e como é desagradável debater com alguém sem nome e cara), vc adota a falácia ex post facto. Ah, existe o remédio! Logo, ele deveria ser vendido por preço menor, sem vantagens da patente. O problema é o seguinte: será que o remédio teria, para começo de conversa, SURGIDO desta forma?

Em outras palavras: será que os laboratórios, em países onde sua mentalidade predomina, investiriam bilhões em P&D?

Não precisamos especular. Basta observar. De onde os principais avanços medicinais vem? Isso, dos países mais capitalistas e liberais, com respeito às regras do jogo, e não em países "altruístas" em que o preço deve ser derrubado na marra com quebra de patentes depois que o remédio foi criado.

Bobalhão é todo socialista. Entenda isso.

Anônimo disse...

"E o cara ainda banca a vítima, eu na iniciativa privada sou quem paga o salário dele e não posso 'demitir' ele."

Mentira. Você sonega meu salário. Eu mesmo pago meu salário, retido na fonte.

Você não pode me "demitir" porque trabalho bem para você, embora você sonegue imposto.

Você é do tipo que não quer pagar mas quer usar.

Já autuei muitos do seu tipo. Então, pagam, tributos e multas.

Kleiton disse...

Constantino: apesar de concordar contigo nas conquistas do capitalismo na saúde, eu questiono o sistema de patentes - no final das contas, esse sistema nada mais é do que uma concessão governamental para um monopólio de determinada droga para um laboratório.

Os laboratórios deixariam de pesquisar caso não pudessem mais deter as patentes? Será que não surgiriam outras formas de incentivo? Por exemplo, poderiam ser assinados convênios entre laboratórios e médicos/hospitais, que trabalhariam exclusivamente com drogas produzidas pelo lab. conveniado. Me parece q a concorrência entre os laboratórios, nesse cenário, tenderia a reduzir os custos de oferta dos medicamentos.

No mais, ótimo texto.

Abraço

samuel disse...

Rodrigo! É penoso discutir com alguém SUBSIDIADO ...
Esta observação vai para os "anonymous" aqui do seu site.
Compreendo no entanto a V dura tarefa: botar um pouco de lógica aos descrentes e compreensao nos de boa fé.
Louvamos o V esforço

Kleiton disse...

"Eu mesmo pago meu salário, retido na fonte."

HAHAHAAHHAAHHAHAHAHAHAHAHAHA

Cara, eu tb sou servidor público, mas isso não faz O MENOR SENTIDO. Sério, lê de novo o que tu escreveste. Não, sério mesmo, relê. Porque, na boa, isso não faz nenhum sentido MESMO.

O governo retém UM PEDAÇO do nosso salário integral - este, sim, pago com o dinheiro dos impostos.

Anônimo disse...

Rapaz, se você é servidor público mesmo, sabe que também pagamos impostos diretos e indiretos, sobre o valor do nosso trabalho. Não somos sócios do Estado e não recebemos dividendos dos impostos pagos àquele pelo setor privado. Esses privatistas burros que comentam aqui escrevem como se não trabalhássemos, como se o serviço público não existisse. Até fica parecendo que somente vamos pegar o dinheiro no final do mês. Mas quando precisam da polícia, da justiça, sa infra-estrutura, do pronto-socorro, lembram que o serviço público existe. Mas o pior de tudo é que sonegam tributos sempre que podem e depois ficam reclamando da má qualidade do serviço público.

Considero o Estado pesado, grande e o critico por isso. Porém, quando vejo as opiniões de alguns privatistas ignorantes sobre o serviço público e os servidores públicos, chego a ter raiva desses sujeitos. São pessas sem qualquer espírito público, do tipo que numa guerra se esconde debaixo de uma cama e fica cobrando que os outros lutem. Tipo mesquinho e covarde que só pensa em ganhar dinheiro fácil sem contribuir para manter a sociedade em funcionamento.

Já não sei mais quem é pior cidadão: se o estatista intervencionista ou o privatista descompromissado com a própria sociedade em que vive.

Nada presta nesse Brasil. É o país da lei do Gérson.

Rafael disse...

Kleiton,

Concordo que não é fácil entender o sistema de fatentes quando ele funciona no âmbito da saúde. Seria mais fácil "aceitá-lo" nas áreas de engenharia e tecnologia em geral.

Por outro lado, a garantia futura de um laboratório comercializar com exclusividade um produto que ele ainda está desenvolvendo dá mais garantia de retorno do investimento, caso ele tenha sucesso. Na prática, ele pode assumir mais riscos, isto é, colocar mais dinheiro e até prolongar o tempo de pesquisa se achar necessário.

É como em qualquer outro mercado. Assim como na discussão do carro 'blindado vs tratamento de saúde', quando se trata de saúde pública, eu também sinto um certo desconforto, mas se não funcionasse desse jeito, provavelmente o laboratório não investiria pesado nisso, e não existiria o medicamento disponível.

Quanto ao preço inicialmente caro, trata-se de uma estratégia de lançamento de produto. Provavelmente o retorno do investimento se dará após alguns anos, caso o tratamento se popularize, sendo então mais interessante baixar o preço para vendê-lo em escala maior.

Kleiton disse...

Cara, quanto rancor...
Por partes:
"Não somos sócios do Estado e não recebemos dividendos dos impostos pagos àquele pelo setor privado" - Impostos não geram dividendos. Impostos sustentam o Estado - do qual nós fazemos parte. Óbvio q pagamos impostos diretos e indiretos, mas dizer que "eu pago meu salário através de impostos" é demais. Tem muita gente pagando imposto para q eu e tu recebamos salário.
"Até fica parecendo que somente vamos pegar o dinheiro no final do mês" - É o caso de muita gente no serviço público, isso tu não podes negar. Servidores dedicados, competentes e responsáveis, sinto afirmar, são uma minoria.
"Mas quando precisam da polícia, da justiça, sa infra-estrutura, do pronto-socorro, lembram que o serviço público existe" - Lembram pq DIFICILMENTE recebem bom atendimento, isso quando são atendidos.
TODO O SEGUNDO PARÁGRAFO - Vou tomar mais como um desabafo.
"Nada presta nesse Brasil. É o país da lei do Gérson" - Concordamos.

Kleiton disse...

Rafael

O problema pra mim nem é a saúde em si, mas o sistema de patentes. A meu ver, o sistema de patentes não passa de um monopólio estatal concedido a alguém (no caso, alguém que investiu $ para pesquisar e, dentro desse sistema, merece). Engenharia ou saúde, tanto faz.

Por exemplo, Apple x Samsung: ambas tem patentes registradas, ambas brigam na justiça por quebra de patentes, e ambas continuam pesquisando para lançar o melhor produto. Na minha opinião, caso não houvesse patentes, nenhuma das duas deixaria de investir em pesquisa para oferecer o produto mais avançado - até pq seria uma das abordagens para conquistar mais clientes.

Embora seja difícil de criar tal cenário, tenho sérias dúvidas sobre a conclusão de que "se não funcionasse desse jeito, provavelmente o laboratório não investiria pesado nisso, e não existiria o medicamento disponível".

Kleiton disse...

Rafael

E mais: tu dizes "a garantia futura de um laboratório comercializar com exclusividade um produto que ele ainda está desenvolvendo dá mais garantia de retorno do investimento, caso ele tenha sucesso". Só que, a partir do momento que o empreendedor está no mercado (seja ele de roupas, de tecnologia ou de saúde), ele tem q saber q empreender é um risco. E me parece q esse é um risco inerente ao mercado de saúde: quer participar, tem q contar com isso.

Anônimo disse...

Rodrigo me desculpe minha limitação intelectual. Se o lab cobra R$ 20 mil de 1000 pessoas ou cobra R$ 1000 de 20000 e dá no mesmo, pq ele adota a 1a opção? Me explica como se eu tivesse 8 anos. Outra coisa: socialista não é bobalhão não! Prá mim é esperto malandro, folgado. Mais uma: pq vc quer me ver??? Obrigado pelo blog, instrutivo e grátis, mas de vez em qdo fico com dúvidas!

Rodrigo Constantino disse...

Anônimo, se não faz diferença alguma, como vc mesmo diz, então cabe a vc explicar porque os laboratórios escolheriam a primeira opção. São malignos? São capitalistas malvados que odeiam pobres?

Ora bolas! A tendência de qualquer produto é passar pela curva S: começa mais caro, e à medida que vai massificando, com ganhos de escala, cai de preço. Assim foi com o Ipad, com tudo!

Sobre não gostar de debater com anônimos, é simples: prefiro sempre debater com INDIVÍDUOS.

Rafael disse...

Kleiton,

Concordo sim sobre o que você questiona sobre as patentes. Mas acho que ainda não inventaram uma forma melhor de pesar quem cria (gastando tempo e dinheiro) de quem copia.

Imagina um engenheiro compra e abre um recente motor de carro, vendido caro por ter uma boa relação desempenho vs economia: "ahh.. então esse é o segredo?", e em 2 meses ele produz um similar e pode vender pela metade do preço.

O mesmo vale para patentes de design de produtos, de formatos de dados, mídias e documentos digitais, e até mesmo de conhecimento em si. Como favorecer quem investe tempo e dinheiro (e quem tem a capacidade) de criar a quem pode simplesmente ver algo pronto, copiar e vender por um preço bem menor, com pouco esforço?

Não sei se já saímos do tema original, mas eu mesmo não tenho uma opinião definitiva sobre isso.

Kleiton disse...

Pois é, eu tb não tenho uma opinião bem formada, mas algunas questões:

- Sobre a história do motor q tu disse, o fato de alguém copiar e vender pela metade do preço não é bom pra sociedade num geral? E será que o produtor original deixaria de continuar pesquisando para elaborar um motor ainda melhor, e atrair mais clientes com o argumento da qualidade, da pesquisa e da originalidade? Hoje em dia, os chineses fazem smartphones "sem marca" tão bons quanto um Galaxy ou um iPhone, mas Apple e Samsung continuam pesquisando e vendendo.

- Tu entraste na questão da propriedade intelectual; existem pesquisas q mostram que sem propriedade intelectual, a produção intelectual não é afetada no fim das contas. Se o mesmo servir para a questão de pesquisa/patentes, abrir as patentes seria melhor do q mantê-las.

Anônimo disse...

Cabe a mim explicar? Eu que fui a público defendê-los? Mas tenho um palpite de q não são santos! Sabe como é né? Joga o preço na casa do c. que o pessoal se vira! Vale a vida! Curva S? Massificar e ganhar ganho de escala? É isso que os milhões de doentes terminais de câncer estão esperando! Massificação da produção a custo razoável que não impacte seu precioso lucro, pois o ganho de escala de demanda deixa com eles, pode crer!!! Por fim, que dados meus vc precisa para me tornar indivíduo. Nome? Telefone? Foto?

Rodrigo Constantino disse...

Sim, cabe a vc o ônus da prova, já que acusa os laboratórios de deliberadamente venderem caro para excluir os pobres, o que, segundo vc mesmo, seria indiferente para seus lucros!

Mas vc, para ter tanta revolta assim dos laboratórios, deve estar muito satisfeito com o SUS, com a gestão estatal. Os pacientes terminais estão muito felizes com os cuidados do governo...

E um nome basta. Falar com alguém sem nome é estranho.

Anônimo disse...

O servidor público lá de cima fala:

Os laboratórios que investiram têm legítimo direito ao retorno. Retirar isso deles desestimularia novos investimentos e consequentemente o desenvolvimento da indústria farmacêutica. Nesses casos o Estado deve entrar para adquirir os medicamentos dos laboratórios a preço de mercado e repassá-los a preços acessíveis aos mais pobres que estejam correndo maiores riscos. Até gratuitamente, nos casos mais emergenciais, se o doente não tiver como pagar.

Anônimo disse...

Não há necessidade de provas dadas as evidências! Nosso assunto já foi axiomatizado, por assim dizer...(mas aprecio qquer ajuda!)

O Rafael tenta lançar uma luz:

"Por outro lado, a garantia futura de um laboratório comercializar com exclusividade..."

Não sugiro lhes retirarem a exclusividade.

"É como em qualquer outro mercado. ...mas se não funcionasse desse jeito, provavelmente o laboratório não investiria pesado nisso, e não existiria o medicamento disponível."

Não? Ainda não me convenceram de que 1000x20000 é diferente de 20000x1000!!!

"Quanto ao preço inicialmente caro, trata-se de uma estratégia de lançamento de produto. Provavelmente o retorno do investimento se dará após alguns anos, caso o tratamento se popularize, sendo então mais interessante baixar o preço para vendê-lo em escala maior."

Bela estratégia! Com efeitos colaterais pequenos, aquelas centenas de milhares de pequenos efeitos...

Enfim, xará (sim, agora sou um indivíduo!!!), SUS não tem NADA A VER COM NOSSO AXIOMA, mas já q vc tocou no assunto, veja a notícia que li hoje:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/governo-fornecera-droga-de-alto-custo-para-tratar-cancer-de-mama.html

Você desfaz do SUS porque poderia dar a Genentech os R$35 mil (e acho que ainda lhes mandaria flores), mas milhares de mulheres brasileiras com certeza têm apreço maior pelo SUS, mesmo se lhes dissessem (ou apesar de) que foi inventado pelo tal lab, que em troca quer os lindos olhos de suas caras pelo medicamento.

Ou seja, os queridos labs acabam fazendo eu e vc pagar a conta no final (e não reclame, ou vc prefere os os efeitos colaterais?), e ainda recebem flores de vc.

Anônimo disse...

O servidor público liberal fala novamente:

É meu o primeiro comentário (CAPITALISMO LIBERAL, SIM; EMPRESARIADO PRIVADO, NÃO)

Aqueles que comentaram sobre o meu comentário demonstraram que não o entenderam. O que quis ali dizer e torno a dizê-lo agora, com outras palavras, é que a categoria genérica "consumidor", que somos todos nós, é a razão final de qualquer sistema econômico, inclusive o liberal. Neste ponto estou com Stuart Mill que, no On Liberty, vê como justificativa para o liberalismo econômico a sua maior eficiência produtiva, ao contrário da liberdade individual em geral nas questões que digam respeito exclusivamente ao próprio indivíduo, que independentemente de qualquer outra coisa, somente lhe diz respeito. Em síntese: nas questões pessoais, somente o indivíduo deve escolher; nas questões de alcance social, como é o sistema econômico, o liberalismo seria a melhor opção não como expressão da liberdade individual, mas por se revelar o sistema produtivo mais eficiente para a própria sociedade.

Assim sendo, não faz sentido defender-se o liberalismo econômico tendo em vista o interesse empresarial, como muitos aqui o fazem, mas o interesse social. Corolário disso é que o liberalismo econômico deve estar i condicionado pelos interesses sociais outros que de igual maneira são relevantes para a preservação da ordem social, dentre os quais aqueles que incumbe ao Estado prover (segurança, justiça, saúde pública, educação pública,etc.).

Quero eu dizer com isso que o liberalismo econômico deve se transformar num Estado de Bem-Estar? Não. Quero dizer que soluções puristas e, pior ainda, de interesse de uma parcela apenas da sociedade, estão desconselhadas. Todas as regras devem comportar exceções. No caso, o liberalismo econômico deve ser a regra como sistema econômico, mas inserido na ordem social que dele exige diversas exceções, sob pena de ele se tornar uma má opção de ordem econômica.

Purismo não existe, tanto mais numa sociedade complexa e de massas. É tudo uma questão de dosagem.

Pensar em liberalismo econômico radical e puro é incorrer em utopia. A política não o permite.

Paulo Fernandes disse...

Me causa asco a cretinice desse pessoal que sataniza o lucro capitalista, e não vê nenhum problema com o lucro exorbitante e selvagem dos funcionários públicos, que extorquem a sociedade fazendo greves por tempo indeterminado, sem nenhum ônus, pois são protegidos pela estabilidade; têm produtividade negativa e salários muito acima dos seus congêneres da iniciativa privada. Isto, na verdade, é sequestro da produção fruto do capital alheio.É roubo!

Anônimo disse...

Pro funça liberal:

Falar que paga imposto retido na fonte é a coisa mais imbecil que eu já ouvi na vida, o imposto que o funça 'paga' não existe, é uma ficção contábil.
Que diferença faz, o mafioso rouba dez, dá cinco pro vagabundo e toma cinco de volta ou dá só cinco logo no começo?
Mas não acho que essa raça vai ser capaz de entender.

Anônimo disse...

Liga não, servidor público liberal.

Eles chiam, mas têm de pagar!!! Hehe

Esses caras querem ganhar sem dar contrapartida.

Tão sonhando. O que eles querem não existe em nenhum lugar do mundo.

Anônimo disse...

o anonimo de 1:25 serve cafezinho para os "funças". é por isso que tá com raiva deles.

Anônimo disse...

é terceirizado....rssss

Anônimo disse...

"e salários muito acima dos seus congêneres da iniciativa privada."

Isso unicamente acontece com o advogado público, que ganha mais que o advogado de empresa privada. O médico, o professor, o engenheiro e o economista da área pública ganham menos que os congêneres do setor privado. Dê uma olhada na lista dos salários e constate, ignorante.

Anônimo disse...

Os de nível mais baixos (agentes administrativos, auxiliares administrativos, etc) a depender do ente público, ganham pouco mais que os da iniciativa privada, mas daqueles com nível superior, somente os advogados públicos recebem mais que os de empresa privada.

Anônimo disse...

níveis mais baixos

Kleiton disse...

Anonymous 8:56
"Os de nível mais baixos (agentes administrativos, auxiliares administrativos, etc) a depender do ente público, ganham pouco mais que os da iniciativa privada, mas daqueles com nível superior, somente os advogados públicos recebem mais que os de empresa privada."

Mentira. Na média, profissionais com a mesma formação e exercendo as mesmas atividades recebem MAIS no setor público do que no setor privado(http://goo.gl/12LUx).

Se não fosse assim, pq tanta gente buscaria um cargo público? Vai te informar antes de chamar alguém de ignorante, IGNORANTE. E cria coragem de, pelo menos, se identificar.

Anônimo disse...

Kleiton,

Tomei como parâmetro meu Estado, onde trabalho, e mantenho o que escrevi. Médicos, engenheiros, economistas e professores em geral reclamam disso e me mostram seus holerites. Sei também que nas prefeituras tanto se paga até mais que no meu Estado (vereadores, prefeitos, procuradores) em várias delas, como que outras categorias recebem bem menos, até menos que um salário mínimo em algunas cidades menores.

Pelo que vi no estudo do IPEA, não menti nem fui tão ignorante assim. A variação é grande, segundo o estudo.

Anônimo disse...

Outra coisa: não me identifico porque trabalho com o adversário ideológico.

Anônimo disse...

Muitos desses profissionais citados cumprem dupla jornada (no serviço público e no setor privado) porque o que recebem no público é insuficiente para se manterem com dignidade.

Anônimo disse...

Esse Kleiton não é funcionário público nem aqui nem na China.

Kleiton disse...

Nego acha que só porque não sou esquerdinha-radical, eu não sou funcionário público.

Sou, sim, funcionário público, acho que me pagam muito bem pelo trabalho que exerço, e se achasse o contrário, ia procurar outro emprego. Simples assim.

E amigo: falar baboseiras com base em "ai, na minha cidade é assim" não é muito produtivo. O estudo que eu citei é complexo e com bastante informação, e deixa bem claro que a regra é público > privado. Qualquer coisa fora disso é exceção.