terça-feira, maio 06, 2008

Um Conflito Produzido


Rodrigo Constantino

"O sofista e o demagogo florescem numa atmosfera de definições vagas e imprecisas." (Irving Babbitt)

Era apenas uma questão de tempo ocorrer mais um conflito entre índios e fazendeiros em Roraima. Este conflito tem sido estimulado por ONGs que sobrevivem dos impostos do governo, e incitam a violência em nome da "justiça social". Os ditos "movimentos sociais" são, em grande parte, apenas criminosos pilhando propriedades privadas. O vago conceito de "justiça social" solapa o objetivo sentido de justiça, a isonomia das leis, e cria o ambiente propício para as grandes injustiças incentivadas pelos demagogos. Uma nação justa depende da igualdade perante as leis, ignorando questões raciais, credo religioso, classe, sexo ou renda. Todos devem responder ao mesmo código universal de regras.

Isso é o oposto do que os parasitas desejam. Estes vivem da disseminação do ódio, da segregação, das disputas criadas entre patrão e empregado, homem e mulher, branco e negro, branco e índio. Este clima de eterna briga entre dois grupos artificialmente criados é vantajoso para os demagogos, que vendem a "solução milagrosa" através da concentração de poder neles mesmos. No fundo, a verdadeira "luta de classes" que existe se dá justamente entre estes parasitas e os produtores de riqueza, ou seja, entre consumidores e pagadores de impostos. A iniciativa privada, através de trocas voluntárias, cria riqueza, enquanto o governo, na marra, consome boa parte dela. Com o pretexto de proteger os ricos dos pobres e também de tirar dos ricos para dar aos pobres, o governo engana todos os lados e concentra poder e riqueza em si mesmo, prejudicando ricos e pobres que não fazem parte da nomenklatura. Há apenas uma forma de resolver isso: reduzir drasticamente o tamanho do governo e acabar com todos os privilégios, ou seja, "leis privadas" que beneficiam seletos grupos em detrimento do restante da população. Em outras palavras, é preciso adotar leis igualmente válidas para todos, independente da cor, raça, sexo, credo ou renda. Somente assim estas injustiças perpetradas em nome da "justiça social" irão cessar.

Em 2005, no livro Estrela Cadente, fiz uma comparação entre aquilo que o governo Lula estava estimulando através das cotas racistas no país e aquilo que ocorria no Zimbábue de Robert Mugabe. Cheguei a usar o caso da reserva de Roraima. Eis um trecho que mostra claramente porque não é difícil prever mais conflitos nessa áreas onde a "raça" determina a posse de territórios e privilégios:

Um exemplo do absurdo a que pode chegar uma política racista de cotas é o caso do Zimbábue. Além de uma reforma agrária violenta e desrespeitadora dos direitos de propriedade, nos moldes defendidos pelo MST, que fez despencar a produção agrícola do país, lançando sua população na completa miséria, tem-se agora uma tentativa de implantação de lei para forçar que o controle de ativos minerais fique com negros. Vale lembrar que o Zimbábue possui vastos recursos naturais, como diamantes, ouro, carvão, níquel e platina, cuja reserva representa cerca de 15% do total mundial. A cor da pele passa a ser mérito para possuir o controle desses ativos. Empresas que são criadas pelo esforço de indivíduos, que assumem riscos, que investem suas poupanças, que administram pessoas, passariam para as mãos de novos donos somente pelo critério da cor da pele. Não existe nada mais injusto e racista!

O Brasil, para falar a verdade, não fica tão longe assim. Afinal, temos vastas reservas indígenas ricas em minerais, algumas ocupando áreas enormes de um Estado, como a reserva Ianomâni em Roraima. Está certo que tais reservas estejam repletas de indícios de crimes bárbaros e exploração ilegal. Está certo também que vários índios participam de comércio ilegal de diamantes, comprando carros importados, roupas da moda e antenas parabólicas. Está certo ainda que tais recursos poderiam estar sendo muito melhor explorados por empresas legais, nacionais ou multinacionais, criando empregos e pagando impostos. Mas tudo isso são apenas fatos. Quem liga para fatos quando a "proteção" das minorias indígenas está em jogo? Segue-se assim com privilégios injustos e ineficientes, sempre em nome da "igualdade".

Recentemente, vimos a violência e rixa geradas pela reserva Raposa Serra do Sol, também em Roraima, que abriga cerca de 15 mil índios em uma área de 1,74 milhão de hectares. As minorias precisam de espaço! Claro que as brigas e disputas são por fatores econômicos. A justificativa é de que a nova portaria que define a demarcação da terra busca harmonizar os grandes "interesses nacionais" envolvidos. O resultado concreto é a fomentação de guerras pela exploração ilegal dessas vastas regiões. Será que esse é o interesse nacional?

Não é preciso ser um profeta para acertar o crescente grau de violência nessas áreas. É o resultado inevitável quando o governo resolve criar privilégios grosseiros utilizando o critério da "raça" para tanto. Em vez dessa postura absurda, o governo deveria simplesmente ignorar a questão racial e defender a propriedade privada. Os índios, que não guardam quase nada em comum com seus antepassados, precisam se adaptar ao mundo moderno, e responder como qualquer outro cidadão perante as mesmas leis. Na verdade, esses índios já estão bem adaptados, usando a questão étnica somente quando interessa, para obter privilégios. Ninguém tem o direito de invadir propriedades privadas e ignorar as leis. Atacar a propriedade alheia dá automaticamente o direito de autodefesa por parte de seu proprietário. A pergunta que faço é direta: se alguém invadisse sua própria casa, qual seria sua reação? O que está em jogo aqui é o pilar da civilização moderna, do livre mercado que tanto progresso trouxe ao mundo, de uma sociedade justa: o direito à propriedade privada.

Os revolucionários de esquerda sabem disso muito bem. Eis o motivo que leva tantos deles a defender as invasões. O verdadeiro objetivo é destruir os pilares de uma sociedade livre e aberta. Este conflito em Roraima é um conflito produzido pelo próprio governo e pelas ONGs comunistas financiadas pelo governo. Quem deseja a paz no campo e a verdadeira justiça, deve pedir que o governo cuide somente daquilo que é sua função básica: garantir o direito de propriedade privada. As trocas se darão a partir desse direito, devendo ser sempre voluntárias. Se o governo falhar justamente nessa tarefa que lhe cabe, restará ao proprietário somente a alternativa de autodefesa.

10 comentários:

C. Mouro disse...

Ótimo.

Com relação aos anteriores, há que se realçar que as idéias socialistas (poderistas) são fáceis, até cães sarnetos de rua as entendem: fulano tem o que eu quero, logo, tenho que ter o Poder de tirar do fulano para mim.

Já as idéias liberais são complexas e dificeis de serem expostas rapidamente, e devem ser debatidas para se chegar a um absoluto lógico que possa ser captado.

Dai algo que deve ser dito mais vezes: as idéias são a base para o pensamento, é preciso difundir idéias e dar valor a reflexão. É preciso pensar e julgar.

É fácil perceber que há certa mecanização no que seria o pensamento. Digo, pouco se reflete sobre o que se ouve e até sobre o que se diz. O habito de ouvir e repetir está arraigado, a lógica é desprezada triunfantemente, refletir sobre as questões tornou-se fora de moda, pois "chiquérrimo" mesmo é se escorar em "autoridades" e celebridades para repetir coisas até mesmo sem sentido algum.

Uma das providências urgentes é retomar as reflexões sobre o que é liberdade. Pois que é tão atacada que seu significado foi completamente anarquizado.
Liberdade é ausencia de opressão e coerção, e não uma presença de potencia para realizar. Tal significado é simples, mas o ataques mais eficiente que a idéia de liberdade sofre é a deturpaão de seu significado. Ou seja, "entender" liberdade como presença de uma potencia realizadora em vez de ausencia de potencia oposta é algo funesto. Porém, desgraçadamente difundido com ajuda do triunfante desprezo pela lógica.
Liberdade é estar sujeito unicamente aos próprios limites. Ou seja, a ausência de limites e determinações impostos pela vontade alheia, de outro indivíduo. Não faz sentido dizer que alguém é escravizado pela natureza por esta "coagi-lo" a comer e beber. Também não faz sentido dizer que alguém é oprimido pela natureza por esta lhe impor limites, como os obstaculos a anseios ou mesmo. Ou seja, quando alguém defende a idéia de que não existe liberdade mas apenas liberdades, ele está apontando as potencias desfrutáveis. Ou seja, quando fala em liberdade de expressão está se referindo a capacidade de alguém se expressar e não a ausência de força contrária para impedir ou conduzir a expressão. Afinal, liberdade no sentido positivo só existirá se o indivíduo for capaz de se expressar. Assim, quem não é capaz passa a não possuir tal liberdade. Isso é um absurdo, pois nesta idéias tonta de liberdade se diria que não temos liberdade para voar, uma vez que não possuimos tal capacidade. Ou seja, ABSURDAMENTE, se estaria colocando no mesmo saco os limites que nos impõe a natureza e os limites que outros individuos nos impõem; para assim mitigar a idéia de injustiça e os sentimentos que esta produz nos indivíduos.

Nesta deliberada batalha contra o entendimento do que seja liberdade, chega-se a absurdos até pitorescos, funestos que sejam, pois tão estapafurdio que chega ser divertido. Muitos são os que defendem a idéia de liberdade como uma presença de potência exercitável, de forma que cada potência exercitável é "uma liberdade" disponível. Só assim podendo referirmos à liberdade. Ou seja, liberdade de ir e vir só existirá se o indivíduo for capaz de se locomover; de expressão se capaz de expressar-se. Isso é já um absurdo, pois que se diria que naturalmente uns nascem menos livres que outros. E pior ainda, defende-se que se dê liberdade, PRESTE-SE ATENÇÃO A ISSO: nesta idéia de que liberdade é presença de potência e não ausência de limites impostos pela mera vontade de outros individuos, opressão/coerção, cai-se na absurda idéia de se "dar liberdade" para isso ou aquilo. Assim, quem não possui a potência natural para realizar algo passa ser considerado alguém sem "determinada liberdade" e por tal para ser igualmente livre caberá aos demais prover a potencia que naturalmente o indivíduo não possui, dando a este tal "determinada liberdade". Claro é que muitos de tal absurdo entendimento não se contentam em defender um único absurdo, passando a defender mais um outro. Assim, ambiguo que seja, também mistura a idéia de liberdade positiva, potencia realizavel, com uma estranha idéia de coerção e opressão. Afinal, de certa forma a idéia de liberdade positiva tem em si a idéia de "opressão natural", de forma que a ausencia de potência é dita uma opressão tambem. Deste modo, tudo que não se possa realizar é entendido como ausencia de liberdade. E com isso passam, a moda PT, a TENTAR JUSTIFICAR OS DESPREZO POR "CERTAS LIBERDADES" NO FATO DE EM SUA ESTAPAFURDIA TEORIA POSITIVA EXISTIREM "LIBERDADES PROIBIDAS" LEGITIMAMENTE, como o que chamam "liberdade para matar", por exemplo, ou o que seria a liberdade para violar a liberdade alheia. Uma estupidez que resulta da deturpação da idéia de liberdade. Enfim, neste emaranhado absurdo desponta a idéia da "coerção pela natureza", já que consideram a existência da "opressão natural". ...hehehe! essa é a parte pitoresca.

Vejamos, existem dicotomias e antagonismos tipo preto-branco (ausência-totalidade?), forte-fraco, belo-feio e liberdade-escravidão, entre outras. Assim, muitos dizem que os vicios atual contra a liberdade do indivíduo. Ou seja, consideram que o vicio obriga os indivíduos a isso ou aquilo. ....hohoho! é para rir mesmo. Analisemos então o que se está dizendo com isso:
Um indivíduo viciado em cigarro ou bebida é considerado coagido pelo cigarro ou pela bebida, como por qualquer vicio. E assim diz-se que é escravo da bebida, do cigarro, do jogo, do dinheiro e etc.. Chega-se a dizer que um indivíduo é coagido por adotar uma ideologia anuindo com suas recomendações. Assim, considera-se que as superstições de um indivíduo constituem em redução de sua liberdade. ...pqp!
O que efetivamente se está dizendo com isso é que a liberdade do indivíduo é limitada por suas próprias escolhas, por suas crenças estapafurdias e etc.. Ora pombas, um individuo que possui um vicio ou que se submete a fantasias o faz por livre vontade. Desta forma muitos afirmam em plena consciência que fulano é escravo de um vicio qualquer, quando na verdade um cigarro, um baralho, uma garrafa de cachaça ou um livro não possuem qualquer capacidade de agir contra o indivíduo, tão pouco o obrigam a algo. É o próprio indivíduo que age segundo o que lhe exige seus próprios anseios. Imagine: "escravo do dinheiro", "escravo do sexo", do jogo, da bebida, do cigarro, das drogas e etc.. Há que ser tonto para dizer isso sem que seja "força de expressão", metáfora, hiperbole ou lá o raio de nome que se dê a tais patacoadas. O pitoresco disso é que há quem o diga seriamente, como se tal fosse efetivamente uma redução da liberdade. De tal modo que estendendo-nos saborosamente em tal (ir)raciocinio poderemos chegar a conclusão de que o indivíduo é escravo de si mesmo, de suas preferencias, superstições e etc., é um "escravo de sua própria vontade" também. ...hehehe!
O objetivo de tal patacoada é obscurecer a idéia de liberdade para, do jeito PT de ser, alegar que em meio a tanta falta de "liberdades", onde mesmo algumas devem ser suprimidadas benficamente, como o que dizem ser a "liberdade para matar e roubar", não há problema em se privar os indivíduos de mais algumas
"liberdades" em nome de um fim supremo qualquer. Esse é o objetivo ao se obscurecer a questão da liberdade, emporcalhando seu significado até que perca totalemnte qualquer sentido. Aliás, razoavelmente se confunde liberdade com democracia, como se sendo eleito democraticamente um governo passa a ter o direito de cercear a liberdade dos indivíduos, desde que não impeça os partidos de fazerem propaganda politica e os eleitores de depositarem seu voto obigatório. Afinal, se têm o direito de votar devem ser obrigados a faze-lo em nome da liberdade. Aliás muitos até aceitam que se há apossibilidade de ser coagido a ser livre, e até que "libertários" defendem tal coação.

Coisa semelhante a confusão entre liberdade e potência ocorre com a idéia de religião e de deuses. Assim, muitos dizem que seu deus é a natureza, sem se aterem a idéia de que tal nada significa ante a idéia concebida para um deus. Também se diz que ausencia de religião é também uma religião,
Enfim, o objetivo é obscurecer as questões e em meio a confusão justificar-se nas alegações de que "tudo é assim"; se defende-se a inviolabilidade da liberdade, alegam que muitas "liberdades" são inexistentes e outras legitimamente proibidas e por tal proibir mais "algumas" também é justificado até por subjetividades em nome de uma idiotice qualquer. Se há condenação de ideologias, alegam que tal também é uma ideologia e por aí vai a idéia de que "tudo é a mesma coisa", logo tudo é justificável, pois que o valor ético é o mesmo em tudo, questão de mera praxis.

Bem, até aqui tudo fiz para não entrar na idéia do direito, que é inseparável da idéia de liberdade; como acima não é dificil de se pode perceber, já que se mencionado a idéia do direito facilitaria a compreensão. Contudo, a idéia do direito também é deturpada para uma idéia de garantia de usofruto, o que levrará também a absurdos.

Enfim, LIBERDADE, DIREITO, JUSTIÇA, E PROPRIEDADE SÃO IDÉIAS INSEPARÁVEIS, não por outro motivo ELAS são tão deturpadas, visando a que não se as entenda.

Portanto liberdade é não ser impedido por outro indivíduo de exercer aquilo que concerne a seu direito, sendo a liberdade justa para todos que não violam direitos alheios e por tal nada justifica que seus direitos sejam violados. Isso significa liberdade igual para todos.
Onde todos possuem os mesmos direitos invioláveis para exercerem as faculdades que possuirem, todos são livres. Quando direitos naturais são violados se está violando a liberdade do indivíduo.

Ver: individuo solitário é limitado em seu direito apenas por sua capacidade natural, logo, é absolutamente livre, a tudo tem direito. O surgimento de outro indivíduo com igual direito exige um algoritmo que solucione a questão - o estabelecimento da idéia do direito, que deve ser possivel de ser igual para TODOS - e só assim será justo. Contudo não esquecer que direito é natural ao individuo, logo, seu exercicio depende da potencia de cada um. Afinal, em nome da igualdade de direitos, conceder a uns direito sobre outros é absurdo. A menso que direito seja apenas potencia realizada, nomeando-se o direito como isso e aquilo sem principio nlógico algum.

SER LIVRE É NÃO SER IMPEDIDO DE EXERCER O SEU DIREITO NATURAL.

...mas inventaram que direito é o que o governo como tal aleatóriamente determina ou pode determinar em lei. Passando-se então a cada um pleitear que o governo lhe conceda "direitos" que outros terão que prover, estando todos passiveis das exigências deliberadas por conchavos governamentais.
...Tudo é tornado obscuro e no fim prevalece o abrbitrio. Desfazer esse nó é uma empreitada para muito tempo, sobretudo porque o que já tinha sido feito foi destruido por ideologias safadas que sempre visaram a defesa do Poder totalitário de um grupo sobre a população que trabalha e produz.

tentar ser breve é um erro, além de não se conseguir em sertos questões inda mais em tal miserável quadradinho ...hehehe! ... mas sempre dá para pescar alguma coisa.

Abraç~]ao
C. Mouro

Augusto Araújo disse...

Parabens, Bravo!!!

Por favor, publique isso numa midia impressa tambem

abraços

Anônimo disse...

Seu texto é repleto de erros crassos de português (não domina sequer o uso dos porquês) e absolutamente incoerente. Se há um fenômeno social que me preocupa, é o de gente fraca como você ganhar atenção.

Dellano disse...

Rodrigo, o problema é que responder com violência, como neste incidente em que 10 índios foram feridos à bala só vai dar mais combustível pra essas ONGs picaretas e os indigenistas da FUNAI, os mentore desse grande disparate chamado Reserva Raposa do Sol.

Stephanie Sarmiento disse...

Olá,

Estou entrando em contato novamente para tratar da Parceria Comercial mencionada via e-mail em 29/04/08.
Continuamos interessados no site.

Aguardo um retorno para iniciarmos a negociação.

Grata e à disposição,
Stephanie Sarmiento
------------------------------
smarques@hotwords.com.br
www.hotwords.com.br
------------------------------
Phone: 11 3178 2514

Thiago disse...

"Empresas que são criadas pelo esforço de indivíduos, que assumem riscos, que investem suas poupanças, que administram pessoas"...

"Administrar pessoas" é um belo eufemismo para o que de fato determina as relações de trabalho. Esta é sua idéia de "mundo livre"? Já parou para levar em conta que a felicidade dos indivíduos pode não passar por aí? Que não é normal querer ser "administrado" por outro, e, se acaso o deseje, que seja em razão de algo em que se acredite e não por simples implicação de sobrevivência?

Sua teoria é fechada em si mesma, autista ao desejo humano de ser livre e feliz.

E não me parece muito honesto (você, um desses neocatólicos delirantes sob as bençãos de Olavo de Carvalho e sua fixação pelo Bem e Belo) relacionar as atividades ilegais em Raposa do Sol à área da reserva indígena. Me parece traiçoeira, a ilação. Não misture água com azeite. Nem peço mais, como um mínimo de respeito histórico às etnias massacradas ao longo dos séculos no país, por que seria exorbitar de sua compreensão de cowboy marlboro.

Gerson B disse...

Tambem não concordo com a visão liberal extrema do Rodrigo Constantino, mas é engraçadíssimo ve-lo descrito como "um desses neocatólicos delirantes sob as bençãos de Olavo de Carvalho".

Mostra que o Thiago não tem a menor ideia de quem é o Rodrigo e do que ele defende.

Nessa historia da Reserva Raposa não estou entendendo tudo que rola. Mas claro que tem muito índio moderno se passando por indiozinho amante da natureza. E comunista querendo mais é sangue. Mas o outro lado não tem só santinho.

E prefiro a reserva com terras descontínuas.

André Barros Leal disse...

Thiago, chamar o Rodrigo de neo-católico é pura ignorancia. Dizer então que ele tem as bençãos de Olavo de Carvalho, é o máximo delirio.

Quando vejo comentários como esses que falam de etnias massacradas, parcelas oprimidas da população ou mesmo pessoas que não tiveram oportunidades, fico furioso. Se uma parcela da população foi oprimida no passado, a única responsabilidade que o restante da população tem em relação a esse caso é garantir que a opressão não mais ocorra. Reservas foram criadas para garantir à populaçoes de índios a manutenção de suas tradiçoes e costumes. Deixo claro que isso foi feito às custas de NOSSOS impostos, e não da benevolência de governos (seja lá qual).

O que ocorre na realidade, em um lado são ONG's que passam a instigar os conflitos, do outro, as próprias tribos passam a negociar a exploração das próprias terras da reserva. O resultado é simples: conflitos e corrupção.

Anônimo disse...

Caros senhores:

Como já relatei no tópico sobre a inveja a minha experiência relacionada à psicoterapia não vou me delongar muito nessa questão.

O que quero dizer é que essa impressão que muita gente tem sobre etnias massacradas no passado distante e que produz sentimentos dolorosos de pena, dó e revolta nessa gente é oriunda de uma infância muito violenta seja por parte do pai ou da mãe.

No meu caso foi mais da parte de minha mãe a violência doméstica pois além de ela não demonstrar sentimentos de afeto pelos filhos ainda os espancava sem nem sequer dar explicações do porquê.

Portanto, essas alegações de fundo emocional são tão subjetivas e infantis pois começaram na infância mesmo do indivíduo que nem vale a pena contestar tais posts sob o risco de estarmos falando com uma criança em corpo de adulto e nos arrependermos disso.

Na faculdade onde estudo o grau de infantilidade de meus colegas de classe é tão grande que eles muitas vezes se sentem no direito de até mesmo exigir que eu lhes ajude pois sou o mais velho da classe e tiro nota 10 sem esforço nenhum.

Nesses momentos, chego a agradecer pela mãe que eu tive pois mostro-lhes meu lado egoísta e indiferente para com seus problemas idiotas, dizendo-lhes que quanto mais gente incompetente no mundo mais meu emprego estará garantido.

O mais interessante que eu noto diante desses fatos de pura demonstração de individualismo de minha parte é que o respeito dessa gente por mim aumenta à cada vez que fico mais centrado em mim mesmo.

Parece-me que eles gostam de apanhar mas não é bem assim.

O que eles querem é um referencial ou um modelo de sucesso que lhes ensine a como portarem-se diante da vida.

Por isso, eles me testam de todas as maneiras me fazendo perguntas estapafúrdias tais como se fulano, pobrezinho, repetir de ano como eu me sentiria? Eu digo que o azar é todo dele, afinal, quem mandou não estudar.

Com isso, percebo que esses colegas de classe vão perdendo aquele sentimento tribal do tipo 3 mosqueteiros: um por todos e todos por um, e valorizando cada vez mais suas vitórias individuais em detrimento das do grupo.

Já pensou se as minhas sensações de vitória na vida estivessem condicionadas ao meu time ganhar ou meu grupo prevalecer sobre os demais?

Eu seria um eterno fracassado na vida pois seria muito pobre de sensações de vitória em minha vida.

É o que percebo na militância esquerdista: a vitória do Lula é sentida por todos os militantes como se fossem deles próprios mesmo que não ganhem nada com isso.

É triste, caros senhores, dependermos dos outros para nos sentirmos bem com a vida.

Precisamos sim, através de ações individuais e não coletivas aprendermos a valorizar à nós mesmos, mesmo que para isso tenhamos que voltar as costas para o mundo e cuidarmos de nossas próprias vidas.

Uma das regras que sempre proponho às pessoas é que nunca se comparem com ninguém e nem mesmo com um mendigo ou índio.

Toda vez que nos comparamos com alguém, invariavelmente perdemos pois até mesmo o mendigo ou índio ganha nessa comparação por acharmos que ele tem mais liberdade que a gente e faz o que quer de sua vida.

Devemos sim, nos comparar com o que fomos ontem com o que somos hoje. Isso sim, nos proporciona uma sensação de vitória e sucesso na vida fantástica pois à cada dia crescemos mais um centímetro em sabedoria e inteligência.

O que não podemos deixar é nossas emoções negativas nos impedir de crescer condenando-nos à uma eterna infância típica da síndrome de Peter Pan que nunca mais voltou da Terra do Nunca, onde as crianças nem sequer chegam à adolescência.

Abraços.

Anônimo disse...

Caros senhores:

Esqueci-me de concluir sobre outro post em que o leitor sentiu-se chocado pelo afirmação de um terceiro administrar pessoas.

Esse sentimento de revolta contra a direção de terceiros também tem origem na infância e na adolescência, quando o pai determinava regras para o filho seguir e este se rebelava contra as mesmas.

Provavelmente, o pai exigiu demais do filho não respeitando suas idades cronológicas, provocando esse estado de revolta contra a autoridade alheia.

Por isso, essa gente também precisa resolver esse problema na cabeça para aceitarem com naturalidade a hierarquia social e profissional com sua autoridade, pois isso é o que mais compromete a vida profissional desses indivíduos mesmo eles sendo muito inteligentes.

Uma pessoa que não internalizou as regras da obediência à hierarquia terá dificuldades até mesmo de aprender algo novo pois sua mente se rebelará contra a suposta autoridade do professor.

Nossa! Vocês nem imaginam como é triste e difícil a vida dessa gente e é por isso que quando chegam no poder querem tirar o máximo proveito para si e seus iguais, temendo que não tenham novas oportunidades para tal.

Abraços.