quinta-feira, maio 08, 2008

Malthus Errou

(Jornal O DIA)

Rodrigo Constantino

Os preços dos alimentos básicos já subiram 60% no mercado internacional no primeiro trimestre do ano, comprometendo a renda de milhões de pessoas pobres. O que fazer? Primeiro, é preciso entender as principais causas disso. De um lado, o enorme aumento da demanda, com milhões de chineses e indianos consumindo mais com o aumento da renda nos últimos anos. Do outro lado, os choques de oferta, como secas e barreiras governamentais.

Nenhum setor recebe tanto auxílio e protecionismo como o agrícola. Tal intervenção cria incentivos perversos que distorcem preços de mercado, principal instrumento de informação dos produtores. Quando um preço sobe muito, significa que mais investimentos produtivos são demandados, para aumentar a oferta. Mas, quando governos garantem subsídios ou protegem seus mercados da concorrência externa, os produtores investem menos, prejudicando os consumidores.

Além disso, alguns governos subsidiaram a produção de biocombustível, tornando mais lucrativo investir nesse setor à custa da produção de alimentos. Compreendendo estas principais causas da crise, pode-se concluir que a solução passa por menor intervenção dos governos.

Exemplos mostram que onde o mercado teve maior liberdade, houve sobra de alimentos. Milhões de soviéticos morreram de fome quando Lênin assumiu o controle da produção de alimentos. As previsões catastróficas do economista Thomas Robert Malthus, no fim do Século XVIII, de que a população cresceria mais rápido que a produção de alimentos, ignoravam ganhos de produtividade através de avanços tecnológicos. É possível produzir alimentos para todos. Mas isso só será viável trocando o planejamento central pelo livre mercado.

http://odia.terra.com.br/opiniao/htm/rodrigo_constantino_malthus_errou_169390.asp

12 comentários:

Jeová disse...

Parabéns pela publicação !

Anônimo disse...

"Além disso, alguns governos subsidiaram a produção de biocombustível, tornando mais lucrativo investir nesse setor à custa da produção de alimentos. Compreendendo estas principais causas da crise, pode-se concluir que a solução passa por menor intervenção dos governos."


O problema não foi ter havido uma intervenção do governo, o problema foi que a intervenção foi mal feita, mal planejada, iludida por uma grande mentira chamada aquecimento global antropogênico.
Se o aquecimento global fosse realmente causado por atividades humanas, subsídios seriam realmente necessários. Porque empresas não tem preocupações macroeconômicas, nenhuma empresa iria realmente se preocupar com um bem inevitavelmente comum como o meio ambiente se não houvesse subsídios do governo, elas iriam no máximo fazer algumas propagandas para passar uma boa imagem para as massas ignorantes.
Mas o AGW não é verdade, foi na verdade uma maneira de fazer protecionismo contra a opep parecer politicamente correto. Por isso também que foram contra o etanol brasileiro, porque não adiantava nada deixar de importar petróleo da opep para importar álcool do Brasil, a preocupação nunca foi realmente ambiental, sempre foi econômica. Eles queriam produzir biocombustíveis por conta própria, mas tieram que reduzir a produção de alimentos por limitações da capacidade produtiva dos EUA e Europa.

bjordan disse...

DE FORMA ALGUMA MARTHUS ERROU.

essa afirmação em si é um erro,

simplesmente oq aconteceu é que com a tecnologia e aumento de produtividade e principalmente petróleo sua projeção foi adiada.

pode ser que não volte a acontecer pq a sociedade esta reduzindo o seu aumento muitos países já não tem a taxa de reposição como nos que estamos na beira 2,1 filhos por mulher.

não se pode esquecer que a humanidade já gasta mais energia que pode , isso é mais energia que conseguiria obter de fontes renováveis.

em falando de fontes renováveis.... o adubo nitrogenado com base em petróleo e os adubos minereis não são renováveis. tudo isso só mostra que o salto produtivo dos alimentos , é a longo prazo apenas um soluço, como a era do petróleo não deve durar muito mais de 300 anos (sou generoso para não ter erro) a era dos adubos tmb tem FIM e ai não há trangenia que resolvam o nitrogênio da. o resto , fosforo , potássio...

tem FIM


e quando isso acontecer... não poderemos sustentar uma produção agricola tão grande.

Malthus esta CERTO e apenas MIOPES não percebem isso. ou os que advogam o crescimento populacional

o aquecimento global mostra que malthus estava certo

a falta de água mostra que ele esta certo

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eu advogo que não deveria haver mais de 1bi de humanos na terra , talvez até menos.


só assim teremos luxo para os que sobrarem ,

luxo é carro é avião, é casa com espaço é água. é fartura


na verdade talvez 500 milhões seja melhor, nas munca um valor perto de 7bi ou mais.

Rodrigo Constantino disse...

"eu advogo que não deveria haver mais de 1bi de humanos na terra , talvez até menos.


só assim teremos luxo para os que sobrarem ,"

E vc pretende se matar para contribuir com a meta ou advoga a morte dos outros?

Malthus errou! Nossa capacidade de usar os MESMOS recursos para obter MUITO MAIS é crescente.

Rodrigo

C. Mouro disse...

Caramba!

Essa foi FENOMENAL!

"E vc pretende se matar para contribuir com a (sua) meta ou advoga a morte (só) dos outros?"

Uma boa tirada! para desopilar e dar certa leveza ao clima. Na manha! ...hehehe!
Estás cada vez melhor, no olho da mosca, grande Rodrigo. ...Uuuiii!

...Sem mais palavras...

Abraços
C. Mouro

Zappi disse...

Malthus não errou, sua afirmação é incorreta.

Malthus disse que eventualmente acabarão os recursos naturais e isso é verdade. A diferença está em qual é a população máxima que a Terra pode comportar.

Obviamente quando Malthus observou o mundo as técnicas e rendimentos da produção agrícola não se comparavam às de hoje. O limite subiu, mas é só isso! Talvez a terra comporte 30 ou 40 bilhões de habitantes, mas não garanto que você goste de viver em um mundo assim.

Quanto a 1bi ou 6bi, óbviamente não é necessário que ninguém se mate: basta controlar o número de filhos e a população chegará sem esforço a qualquer nível que se deseje. Se cada mulher tiver 2 filhos a população da terra diminuirá rapidamente. Simples, não? Se as mulheres esperarem até depois dos 30 anos para ter os seus dois filhos a população decrescerá mais rapidamente ainda.

Acontece que evitar filhos é tabu, não é mesmo? Ninguém gosta de falar nisso. Malthus falou e até hoje é pichado injustamente.

De qualquer forma, Malthus inspirou Darwin em sua teoria da Evolução. Não creio que você ache que "Darwin estava errado"...

Rodrigo Constantino disse...

"basta controlar o número de filhos e a população chegará sem esforço a qualquer nível que se deseje."

Caramba! Alguém que defende a ditadura chinesa...

Nível que QUEM deseja?

É muito autoritarismo mesmo...

Rodrigo

Zappi disse...

A China proibiu filhos porque a reprodução dos chineses passou dos limites. Permitiu só um. Eu nunca disse que haveria que proibir nada. Eu disse que dois filhos por mulher (ou por casal) reduzem a população do mundo rapidamente. E daí?

Quantos filhos você tem, Rodrigo?

Sabia que quem tem dinheiro e educação tem muito menos filhos do que quem não tem?

Sabia que isso preserva a miséria impedindo qualquer progresso desses que não tem o suficiente nem para alimentá-los?

Sabia que há milhões de miseráveis que tem dezenas de filhos simplesmente pela falta de acesso a meios anticoncepcionais?

Autoritarismo é não lhes prover o meio para que escolham o número de filhos que querem e não lhes explicar que poderão cuidar melhor deles se forem poucos. Se os anticoncepcionais forem distribuídos gratuitamente a população do mundo diminuirá. Só não vê quem não quer.

Moro em um país onde há 20 milhões de habitantes em uma área como a do Brasil, e não vejo nenhum problema por causa da FALTA de pessoas.

Malthus viu o óbvio: a terra é finita. O número de habitantes da terra também tem que ser.

C. Mouro disse...

Ao que me consta a idéia era que a velocidade da produção não acompanharia a velocidade da da demanda.

É óbvio que o planeta é capaz de suportar uma população limitada seja em 7 bilhões ou em 90 bilhões.
O que de fato ocorreu é que a produção de alimentos CRESCEU MAIS RAPIDAMENTE DO A POPULAÇÃO. Isso é um fato, e eu, até então, eu julgava-o incontestável.

Desejar que a população cresça menos não influi na verdade dos fatos. Seria ótimo uma população menor, seria ótimo que ela não aumentasse. É de se suspeitar que haverá um limite. Mas isso não muda o fato de que a produção de alimentos cresceu mais do que a população pelo menos por algum tempo. Isso é um fato. Ela ainda pode crescer e atender plenamente a demanda existente. Não estamos ainda no apocalipse. Há muita disponibilidade para se produzir. Ademais, Malthus não contava com a idéia dos biocombustiveis ...hehehe!

A dita escassez de alimentos não decorre de capacidade de produção, mas de distribuição, e sob as patas canalhas dos governantes que em sua ambição pelo Poder OPRIMEM, COAGEM E USURPAM, causando transtronos para a produção e distribuição.

Os desejos não alteram os fatos. População menor, crescendo menos ou diminuindo para um patamar melhor, demandaria menos investimentos em infraestrutura e haveria uma tendencia a suprir outras demandas. Mas isso não altera os fatos comprovados: a produção chegou a crescer mais do que o crescimento da demanda, se isso será eterno é outra questão.

Abraços
C. Mouro

bjordan disse...

sim temos ganho de eficiência , mas ainda assim existe um limite para oi tamanho da população acho que é essa a principal afirmação dele, claor que a análise foi simplista e não levou em conta a evolução tecnológica, mas mesmo com ela não poderemos ter 200bi, 500bi ,passar do trilhão, de pessoas na terra.

como diminuir a população.

de forma alguma pela execução, e não acredito que o método chines, emergencial e em um país totalitário e assassino de milhões, mas temos o método alemão , italiano, francês, de redução de tamanho da população, é simples não ter mais filhos por vontade própria .

como consegue-se isso, informação instrução, trabalho da mulher, possibilidade de acesso a métodos anti-concepcionais.

só dar tempo ao tempo a população diminui sozinha como uma conseqüência do desenvolvimento.

pode não ser bonito pensar em menos pessoas , mas o mundo não suporta a população americana , agora pense na população Chinesa com o mesmo nível de conforto da americana , e a indiana?

com luxo o mundo já não suporta a atual população

quando a população de consumidores aumentou o petróleo(que não é renovável e acaba a longo prazo) explodiu falta grãos para população pq a china come mais carne , mas não come carne como uma argentino por exemplo.

veja onde estão indo os estoques mundiais de peixes no mar, já estamos em uma situação se super pesca critica para muitas espécies, como o bacalhau que era um peixe barato e agora custa 60,00 o kg.

não sou catastrofista , mas com conforto não podemos ter uma população tão grande, ou podemos CLARO ter menos conforto.

sem transporte individual ,restrição ao deslocamento publico , navegação a vela, população COMPLETAMENTE vegetariana, redução do nosso nível de troca de produtos , redução de n° de casas, para liberar espaço de campos para produção de alimentos, restrição oa consumo de luz.

baixo consumo calórico individual , a população pode ter medias de consumo calórico de 1300 por dia isso inclusive promove longevidade.

bom, com tudo isso a população pode ser REALMENTE MUITO maior que a que temos agora, se bem que grande parte da população já vive sob essas condições

há um limite para a população , foi isso que malthus

a.h disse...

Sobre Malthus e seu legado:










Toma que o filho é teu






O espectro de Malthus ainda ronda a consciência dos países subdesenvolvidos em torno da escassez de recursos.






Muitos dos representantes de ONGs e centros de pesquisa universitários no Brasil são menos hipócritas do que ignorantes, mesmo. O não reconhecimento de focos de criminalidade em áreas específicas pressupõe a não discriminação, mas na realidade não assume o crime enquanto crime, não lhe atribui causalidade tangível. O jargão marxista de que por trás das aparências existe uma essência, assim como a matéria tem uma estrutura molecular serve de salvo-conduto para não dizer nem apontar o que qualquer morador de periferia sabe. Nossos acadêmicos e militantes forjam sua própria falsa consciência ao tapar o Sol com uma peneira. Vejamos o caso da pesquisadora Adriana Gragnani, descrito por Janer Cristaldo. Sua crítica a declaração do governador fluminense que defendeu a contracepção como expediente para combater a miséria e a criminalidade, se dá com base em que o “direito ao próprio corpo” das mulheres não deve incluir o “direito ao próprio corpo com o intuito de não proliferar a miséria e outros ‘subprodutos’ indesejáveis”. Embora, a moça não o afirmasse, sua proposição de que o direito ao corpo não se relaciona a um fim relacionado, passa a idéia de uma agenda vinculada a uma causa. Parece que se trata de um “direito” para se cobrar um dever do estado em financiar sua prole, isto sim. O que também é corroborado pela ongueira, Camilla Ribeiro ao lamentar a falta de um “estado protetor” aos pobres.
A tal Gragnani está certa em dizer que o desenvolvimento é conseqüência da elevação do nível de vida tanto quanto se pode abusar da tautologia porque, no contexto em que foi dito, são as mesmíssimas coisas. Esta controvérsia entre o que deve vir primeiro, o desenvolvimento ou a contracepção, o ovo ou a galinha é a que embasou, em passado recente, anti-malthusianos (que defendem o “desenvolvimento” como política) contra os neomalthusianos que, como herdeiros de Malthus[1], defendem métodos contraceptivos. Estes mais práticos e rápidos em seu resultado: de não aumentar o tamanho da miséria.
Evidente que a mera contracepção não acaba com a miséria e a criminalidade, por si só. Mas, tem o efeito benfazejo de diminuir o crescimento do problema permitindo com isto, tornar os custos para soluções significativamente menores. O argumento do desenvolvimento social como panacéia sempre foi usado para refutar a contracepção, vista como expediente “imperialista” já que advogado pelos representantes dos países ricos. A crítica dos anti-malthusianos tinha um tom revolucionário como se fosse possível, numa tacada só, resolver todas deficiências sociais na área da educação, segurança, saúde e emprego em uma estratégia conjunta através da distribuição de renda. A velha cantilena da revolução totalitária como libertação humana...
Se formos compelidos a optar por uma única alternativa, claro que a anti-malthusiana que prega o desenvolvimento através da geração de empregos e escolarização é a melhor. Mas, não é tão simples assim, ainda mais quando se sabe que a bi-polaridade destas posições é uma falsa questão... Onde quer que tenha ocorrido a adequação demográfica às condições de subsistência, as massas adaptaram-se sozinhas na busca pela melhoria da qualidade de vida. “Massas” aqui se constituem de indivíduos, que provocaram esta transição demográfica, rumo à redução da natalidade simultânea à queda dos índices de mortalidade. Menos filhos e maior expectativa de vida.
A migração rural-urbana chegou a levar uma centena de anos em alguns países europeus na passagem do século XIX ao XX. Não foi um governo ou “política social” que ensinou aos europeus a vantagem de ter menos filhos, foi a necessidade em um meio no qual ter muitos filhos não era negócio. Ao contrário da realidade rural, na qual, filhos são mão de obra, na cidade são, antes de tudo, custos. O motivador foi determinante para se moldar uma cultura com tons administrativos em prol da unidade familiar. Não se trata de “economicismo”, pois se o fosse, regiões que demandam tal desenvolvimento e se encontram em franco processo de urbanização como a África Subsaariana e o Sudeste Asiático já estariam no mesmo caminho. O veredicto sobre a transição demográfica – quando ambas taxas de natalidade e mortalidade caem em sintonia --, não prescinde do chamado “capital cultural”. É necessário perceber que isto vai além das variáveis econométricas, se constituindo em uma resposta apreendida que procede de uma dada sociedade à pressão econômica, mas que nem todas foram, historicamente, capazes de efetivar.
A urbanização acelerada de décadas na conjuntura do pós-guerra nas sociedades latino-americanas, no entanto, não garantiu um aprendizado e transições auto-sustentáveis do ponto de vista do núcleo familiar. O que não significa que isto não esteja, tardiamente, ocorrendo. As taxas de crescimento vegetativo (crescimento populacional exclusive as imigrações) estão caindo em países como o Brasil que passou de 3% nos anos 60 para os atuais 1,3%. Em grande medida, as melhorias sociais que ocorrem em nosso país não derivam de políticas públicas, mas sim da resposta e adequação que os próprios indivíduos são capazes de dar.
A elevação do nível de vida não é, portanto, obra de um governo ou política de estado neste sentido. A interferência estatal, quando ocorreu, se limitou à distribuição de preservativos e anticoncepcionais. Há uma diferença entre estas e o fornecimento de bolsas-família nas quais não se cobra por nada em troca... A contracepção parte, antes de tudo, de uma decisão sobre a projeção de um problema futuro. O planejamento familiar e a contracepção são heranças do empenho a partir do legado de um capital cultural antiestatal contra a prática assistencialista endossada pelas “ações afirmativas”. Portanto, o direito ao próprio corpo pelas mulheres não deve servir de meio para inoculação de agendas ideológicas com o que deve ou não se relacionar. Isto só cabe aos indivíduos decidirem. Não importam quais sejam seus motivos (como a redução da criminalidade devido à parca subsistência), se seus efeitos, como uma melhor administração de recursos escassos dizerem respeito a quem mais sofre com a responsabilidade última de criar os filhos.
“Eles se preocupam quando nossos índices de natalidade aumentam, mas não dizem nada quanto às altas taxas de mortalidade infantil...” era um mantra constantemente repetido em minhas aulas na faculdade. Os anti-malthusianos eram bem representados por socialistas, terceiro-mundistas, especialmente os nacionalistas que viam na força de trabalho em crescimento, um recurso necessário ao desenvolvimento do seu idolatrado, estado-nação. A idéia de que técnicas contraceptivas pudessem ser adotadas como parte de um programa de alfabetização e educação globais só viria a fazer parte, infelizmente, bem mais tarde no ideário comum das delegações que se reuniam em torno do tema em conferências internacionais.
Enquanto neomalthusianos tinham como premissa que “se é pobre porque se têm muitos filhos”, os “politicamente corretos” anti-malthusianos diziam que “se tem muitos filhos porque se é pobre”. Só que a receita como corolário destes era tomada por vias tortas, isto é, com aumento de gastos estatais.
Os neo geralmente se constituíam por delegações de países ricos e os anti pelas de países pobres. Nunca chegavam a um denominador comum e os debates não eram nada profícuos nas décadas de 70 e 80. Mas, décadas de sucesso de políticas antinatalistas (mais bem sucedidas devido ao acato individual que qualquer imposição governamental) sem controle compulsório da natalidade ao estilo chinês, foram bem sucedidas onde adotadas. Nos anos 90, os anti se renderam a força dos fatos, tanto quanto os neo também tiveram sua contribuição ao considerar cada vez mais a necessidade de educar quem utilizaria tais métodos, ou seja, as mulheres.
Devido à opressão e submissão a que são submetidas nos países subdesenvolvidos, até os anos 90, 80% dos analfabetos no mundo era do sexo feminino. Não há como usar pílulas anticoncepcionais nos rincões rurais do III Mundo sem saber ler... Sem alfabetização (anti-malthusianismo) não se pode adotar com eficácia um método contraceptivo (neomalthusianismo).
Como conseqüência da mudança desta alteração de curso, em 1994 foi realizada no Cairo, a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (C.I.P.D.) que agregava pressupostos de ambos grupos numa tentativa de ação sinérgica. Parecia que o bom senso, finalmente, chegara. Mas, um grupo de delegações irresponsáveis se opôs. Adivinhe quem? Quem acha que procriar feito coelho é “louvar a obra divina”? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... O VATICANO, os MUÇULMANOS e a ARGENTINA[2] se opuseram a C.I.P.D.
Quando reclamarem do número de crianças nos semáforos, de esquálidas figuras humanas na Etiópia e Somália, e quiserem encontrar co-responsáveis, olhem em direção ao Crescente e o Crucifixo.

[1] Thomas Robert Malthus mesmo, como pastor que foi, defendia a abstinência sexual como solução para o problema da superpopulação. Mesmo para religiosos como ele, a medida deve ser relativizada, pois teve vários filhos, o que não devia ser lá nenhum absurdo em fins do século XVIII…
[2] A delegação argentina foi orientada pelo governo de Carlos Menem para não se opor ao Vaticano por razões nitidamente eleitoreiras: para não alimentar a crítica de setores católicos conservadores contra o governo do presidente argentino, de ascendência árabe.

Sandro Dantas disse...

Seu próprio comentário é averso a sua concepção final.

Analisando de maneira geral, com os ganhos em tecnologia, teremos cada vez menos espaço para mão-de-obra, o que acarretará em miséria. Malthus estava certo!

Além do mais, a maioria dos problemas contemporâneos é causado pelo excesso de população, como a escassez de água, a poluição, a fome, a desigualdade.

Um controle de natalidade é muito bem-vindo, e a própria economia está apta a aderir esta idéia. Com as melhorias tecnológicas, o serviço braçal está sendo aos poucos dispensado, logo, a necessidade de termos jovens para realizar estas tarefas é menor e a baixa na taxa de natalidade não seria tao sentida.

Caminhamos, através da própria liberdade sexual e conscientização das massas, para uma queda populacional. Basta espalhar está cultura, ainda encontrada apenas em países desenvolvidos, para os países mais pobres, onde a taxa de natalidade ainda é muito grande.