sábado, dezembro 18, 2010

O corporativismo da OAB

Rodrigo Constantino

Está em pauta novamente a questão do exame obrigatório para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), depois que o desembargador Vladimir Souza Carvalho, do Tribunal Federal Regional em Recife, determinou que todos os bacharéis em Direito tenham seus nomes inscritos nos quadros da OAB mesmo sem prestar o exame de admissão. Por lei, o advogado só pode exercer sua profissão se passar no exame da OAB. O desembargador considerou isto inconstitucional.

O argumento dos representantes da OAB em defesa de sua reserva de mercado são os mesmos de sempre: milhares de alunos se formam todo ano em faculdades de Direito, e é preciso filtrá-los de alguma forma, "proteger" a sociedade dos alunos formados que não estão preparados para atuar como advogados. Mas ocorre que esse argumento é muito fraco.

Em primeiro lugar, se fosse para ter qualquer tipo de filtro regulatório legal, este teria que ser nas próprias universidades. Ora, como pode um aluno passar nas matérias durante cinco anos de faculdade e ainda assim não estar preparado para exercer sua profissão? Algo muito errado teria ocorrido já na faculdade, com seu critério de aprovação. Portanto, aqueles que depositam fé na burocracia, em sua capacidade de separar o joio do trigo com base em critérios isentos e justos (uma fé para lá de ingênua, diga-se de passagem), o MEC deveria ser a escolha, para que as faculdades tivessem que responder pela obrigação de formar somente alunos capacitados. Particularmente, acho temerário depositar tanto poder nos burocratas do MEC, e prefiro a opção dos psicanalistas, de fugir do reconhecimento "oficial" de profissão, para não ter que ficar sob o controle do governo, que invariavelmente leva a mediocridade aonde vai.

O melhor filtro que existe ainda é o próprio mercado. Não é por acaso que um advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), por exemplo, não tem o mesmo "valor de mercado" que outro formado por qualquer faculdade de fundo de quintal. É o próprio mercado que está selecionando os melhores, sem ajuda alguma de burocratas "clarividentes". No limite, não há porque um auto-didata ser impedido de atuar como advogado também, sob conta e risco do seu cliente. Devo ser livre para escolher qualquer um como meu advogado, desde que seja responsável por isso.

Mas, digamos que ainda assim a OAB represente um bom filtro para descartar os advogados ruins (assumindo que uma prova seja capaz disso). Tudo bem. Não tem problema. A OAB pode continuar existindo e aplicando exames, e somente os aprovados poderão usar a placa "aprovado pela OAB", ou algo do tipo. Desde que não seja uma condição sine qua non para advogar. Em outras palavras: se a aprovação pela OAB realmente tem valor de mercado e é eficaz para selecionar somente os mais aptos, então o próprio mercado vai reconhecer isso, e o exame será feito de forma voluntária. Que advogado não vai querer o carimbo OAB em seu currículo?

Com a proteção legal da reserva de mercado da OAB, fica parecendo que a Ordem não se garante, não confia tanto em sua eficiência naquilo que se propõe, e por isso demanda a proteção legal de seu monopólio. Não sou advogado, e sim economista, mas ocorre algo similar em minha área: tenho que pagar mais de R$ 300 por ano ao Corecon para ser reconhecido como "economista" legalmente, e isso para um bando de socialistas defensores de Hugo Chávez! Reconheço que a OAB não é tão ruim assim, mas nada justifica a obrigatoriedade do exame. Será que membros do alto escalão da OAB são sócios nos cursinhos que acabam virando febre entre aqueles que precisam passar na prova para validar cinco anos de faculdade? A suspeita é legítima.

Por fim, há algo que a OAB claramente não consegue filtrar: a ética dos bacharéis em Direito. O que tem de advogado aprovado pela Ordem atuando como cúmplice dos traficantes e assassinos! Não estou falando aqui do direito de defesa de qualquer um no Estado de Direito, mas da cumplicidade mesmo, de advogados mancomunados com o crime, agindo como pombo-correio dos bandidos. Talvez a OAB devesse dedicar mais tempo para limpar sua casa desta sujeira em vez de lutar para preservar seu monopólio corporativista.

30 comentários:

Augusto Araújo disse...

Parabéns. Assino embaixo com louvor.

O caso dos conselhos de profissionais de nível superior é uma palhaçada mesmo.

Eu pago o conselho de medicina veterinária todo ano. Um terço da grana, ou mais, não sei direito, vai para o conselho federal no Rio de Janeiro. Para quê? Pra eles ficarem andando de carro à toa e fazendo jantarzinhos da patota.

O pior é que os funcionários públicos, tipo professores universitários e gente da sanidade animal, se engalfinham para ser presidente do CRMV estadual pois daí se licenciam, mas continuam a ganhar o salário pago pelo governo (quer dizer a sociedade paga), e vão lá no conselho de vez em quando.

Tom1110 disse...

Puxa, Constantino, você colocou os pingos nos ii. Muito bem argumentado, claro e conciso. Parabéns. Espero que membros da OAB leiam e ponderem. Não sou contra o exame da Ordem, creio que realmente faz uma peneira, mas concordo que a obrigatoriedade de passar no exame para praticar a profissão é inconstitucional, assim como o absurdo de sermos obrigados a pertencer a algum Conselho. Acredito, firmemente, que isto é pior ainda.

Anônimo disse...

Perfeita análise Rodrigo.
Tenho visto alguns artigos seus, mas este está impecável. Uma análise simples de conteúdo perfeito e magnífico. Não sou advogado, todavia tenho que pagar todo ano ao CRC para exercer a profissão.
O Brasil precisa de desembargadores e juízes que não tenham medo de enfrentar os burocratas do corporativismo (OAB,CRECI,CRC,CRA e etc., só servem para fazer comemorações e jantares de confraternizações para seus comandantes e asseclas), pelo menos é o que tenho testemunhado.
Abraço,
Sandro Moreno

ntsr disse...

A mesma coisa vale pro conselho de engenharia.Só que pro mercado poder decidir qual é o engenheiro bom e qual não é, vai ter que desabar muito prédio e morrer muita gente, então, vale a pena?

VO disse...

Só tem um problema com essa linha de argumentação. O Brasil é o segundo do mundo em advogados (valores absolutos) e o maior por habitante.
Em parte porque o curso de advocacia serve para quase todos os concursos públicos.
Além disso, não me parece que os critérios do MEC são por qualquer argumento mais corretos ou justos para avaliar algum conhecimento do que a OAB.
Mesmo com a "peneirada" continuamos formando mais advogados habilitados que qualquer lugar. Acho dificil qualificar isso de reserva de mercado ou corporativismo.
A critica correta a meu ver seria a de se olhar as vagas de concurso...

Gabriel Coelho disse...

o ntsr disse, em poucas palavras, o que eu tentei dizer mais cedo, mas a internet não ajudou!

apesar de concordar que o ideal seria uma regulação por mérito, deixando o mercado selecionar quem merece exercer a profissão ou não, esse caminho não me parece viável!

eu sou liberal, mas os liberais radicais, que dispensam em absoluto a existencia do Estado, incorrem no mesmo erro essencial de Karl Marx (comuna que veio depois dele é ou papagaio ou oportunista, nem considero)... LEVAM EM CONTA UM SER HUMANO QUE NÃO EXISTE!

para que o anarco-capitalismo funcione se prevê um ser humano naturalmente dotado de certos princípios... o que não existe!

o Estado (como conhecemos hoje) surgiu como uma escolha de indivíduos LIVRES que queriam uma alternativa ao sistema feudal! o feudalismo parece-me ser a evolução mais natural em uma sociedade anárquica!

Eu concordo com a "peneira" das provas obrigatórias! a explicação é simples:

exitem maus profissionais pois existem más escolas que dão diploma a quem não merece! são MILHARES de Universidades, é muito mais difícil haver uma audtoria nessas universidades (e muito mais agressivo) que estabelecer uma prova que avalia os conhecimentos mínimos para se exercer a profissão!

e quanto a auto-didatas... qualquer um pode receber um diploma de "notório-saber" e se tornar um profissional auto-didata! conheço um professor de história genial que naõ cursou nenhuma universidade, e tem o título! a Lei já tem esse mecanismo!

ntsr disse...

E outra coisa, se for botar os autodidatas na história tudo fica muito diferente, a desculpa clássica dos esquerdinhas do mundo todo pros seres estúpidos é a falta de educação.Mostrar que tem algo mais e que tem gente que consegue aprender sozinho sería o inferno pra esse povo.

Augusto Cezar disse...

"Pessoas sérias raramente têm tempo e estômago para as futricas e brigas
para ocupar o espaço corporativo. A OAB conseguiu a façanha de ser
mencionada três vezes na 'Constituição besteirol' de 1988. É talvez o único caso no mundo em que um clube de profissionais conseguiu sacralização no texto constitucional... " [Roberto Campos]

samuel disse...

Um cargo público, um bacharel, mais um funcionário despreparado comandando nossas vidas.
O Brasil é o segundo do mundo em advogados (valores absolutos) e o maior por habitante e 70% deles vão para o funcionalismo público: Um diploma, um pistolão, uma nomeação, i. é; o diploma de direito, por ser o mais barato e menos complexo, se tornou apenas um degrau para as benesses do cargo público ...
OAB, exame da ordem tem utilidade apenas para os 30% que vão para o MERCADO.
Maria Helena Abreu, nomeada presidente da ANAC (aeronáutica civil) pela colega de bacharelado DILMA ROUSSEF,não era engenheira de Aeronáutica, era apenas uma bacharel como Dilma. Nenhuma das duas concursaram o EXAME DA ORDEM ...

Anônimo disse...

Durante a invasão da Polícia ao complexo do Alemão, o ex-capitão do Bope, sociólogo e consultor de segurança Rodrigo Pimentel comentou ao vivo a movimentação de policiais e bandidos em fuga. Bastou isso para que fosse a Globo fosse massacrada pelo sindicato dos jornalistas, acusando um especialista de estar "ususrpando" a função deles. Ô raça.

Anônimo disse...

Caro Rodrigo, desde que leio seu blog pela primeira vez discordo de você.
Para mim, a pessoa formada em direito e, portanto, bacharel em direito possui habilitação para seguir inúmeras profissões (juiz, delegado, promotor, etc.), e para todas há a necessidade de algum tipo de seleção. Nada mais justo que os que queiram advogar, sendo do quadro da OAB passe por um exame que lhes ateste conhecimento mínimo de sua profissão.
Além disso, o exame não foge em nada das matéria ensinadas na faculdade, e não há desculpa para não passar, sendo que passei antes mesmo de terminar a faculdade e sem precisar fazer cursinho.
Acho inclusive que esse tipo de avaliação deveria se estender aos demais cursos, pois muitos saem da faculdade sem saber o básico e todos os dias somos testemunhas de barbaridades cometidas por profissionais desqualificados.
É claro que o mercado seleciona, e os formados em boas faculdades levam muita vantagem, mas nem todos podem ter acesso a elas, assim, é imprescindivel uma avaliação de nível nacional, de um órgão sério, que ateste o conhecimento dos seus profissionais, dando maior segurança para o profissional e para a sociedade, já que sabemos qual o nível de algumas faculdades brasileiras.

Anônimo disse...

Os valores que os conselhos cobram de seus membros é claramente abusivo, e os julgados estão pacificados nesse sentido, sendo reduzidos os valores das anuidades e os Órgãos sendo compelidos a devolver o que cobraram a mais.
Note-se que essas entidades visam fortalecer e preservar suas respectivas profissões, porém, hoje são utilizadas pra muitos outros fins, sendo que maioria desses órgão possui toda uma gama de atividade sociais que nem todos participam.
Assim, o judiciário com muita sensibilidade tem entendimento que os valores cobrados são inconstitucionais, em suma pq essas contribuições tem caráter tributário e somente o Poder Legislativo pode majorar tributos e contribuiçoes, segundo pq só quem tem interesse em participar das atividades sociais que prestam esses conselhos devem financia-la.
Assim, com exceção da OAB que por entendimento puramente político de nossos tribunais não é assim considerada, as demais entidades tem tido suas anuidades diminuídas a valores bem abaixo.
Portanto, fica um conselho para os profissionais.

Anônimo disse...

ué Rodrigo, e quem vai punir profissionalmente os maus advogados?
Por mais que haja alguns advogados apontados pela mídia como criminosos, como muitos que são, há maus profissionais em todas as áreas, e a OAB vem punindo e é muito severa com seus membros.
Se qualquer um pudesse advogar livremente, como que o cliente ia saber do passado profissional de seu patrono? ia criar muito mais insegurança e um maior descrétido da classe.
além disso, em muitos países desenvolvidos há a necessidade de um "exame de ordem", os EUA são um exemplo clássico.
Esses exames são uma garantia de que o profissional tem pelo menos conhecimento básico e deveria ser estendido a todas as profissões.

Anônimo disse...

Rodrigo, sou um grande fã seu e te acompanho a muito tempo.
Entretanto, a decisão do juiz federal citado NÃO determina que "todos os bacharéis em Direito tenham seus nomes inscritos nos quadros da OAB mesmo sem prestar o exame de admissão", já que se trata de controle difuso de constitucionalidade, só gerando efeito para quem propôs a ação (no caso um mandado de segurança).
Só gerará efeitos "para todos" quando a matéria for apreciada pelo STF por meio de ação direta.
Muitos desses bacharéis estão comemorando, o que só demonstra o quão importante é o exame da ordem, já que sequer sabem isso.
Além disso, foi concedido de forma liminar, ou seja, antes de ser contestada pela parte adversa (no caso a OAB), assim, não há muita esperança que tal decisão se mantenha, já que decisões desse tipo são comuns e a OAB sempre consegue reverter.
Ainda, acabo de ler na folha.com que a OAB entrou com o pedido de suspeição do juiz federal que concedeu a liminar em discussão, já que seu "Filho foi reprovado quatro vezes no exame da Ordem", tendo portanto, envolvimento direto com a lide.

Anônimo disse...

Esses exames são uma garantia de que o profissional tem pelo menos conhecimento básico e deveria ser estendido a todas as profissões.

Faz me rir né. Esses exames não são garantia nenhuma, apenas reserva de mercado de advogado que tem medo de concorrência.
Se for pra alguém fazer o exame, tem que ser o MEC.

ntsr disse...

'O Brasil é o segundo do mundo em advogados (valores absolutos) e o maior por habitante e 70% deles vão para o funcionalismo público'

Se isso não diz nada sobre como pensa o povo brasileiro, nada mais diz.

Anônimo disse...

A OAB e as escolinhas amigas: OS CARTEIS
Por acaso alguém sabe ou conhece alguma ação da OAB contra essas “faculdades de direito”(ou seria de torto?) que não entrega o produto prometido (formação adequada). Isto não se caracteriza estelionato? Está ai um bom nicho de mercado para advogados íntegros e honestos atuarem em favor dos alunos enganados por essas escolinhas de fachada que alimentam os cursinhos para mal formados e os fundos financeiros do cartel OAB. Tomara que essa ação se transforme em jurisprudência em favor dos bacharéis bem ou mal formados, para assim quem sabe a OAB se mexer e fazer valer o direito dos alunos e não das fábricas de “diplomas” que ajudam a OAB lavar a égua e o burro. Pela quantidade de faculdadecas de direito que existe no Brasil comparado com países mais populosos e desenvolvidos, até parece que existe um conluio entre o cartel OAB e o cartel de escolinhas de direito que não formam ninguém, mas recebem as mensalidades.
Um abraço- Edson Vergilio

Anônimo disse...

O livre mercado e o cartel da OAB
Quem precisa de um advogado? Porque o lema “Contrate um advogado”? Para se interpretar a lei precisa ser advogado? Será que somente ser integro, ter caráter e dar bom testemunho de vida já não basta? Quem tem que dizer se o advogado é bom ou ruim é o cliente que contrata seus serviços e não o cartel da OAB. Eu somente acreditarei na integridade de um advogado e suas variantes quando o mesmo aceitar pagar a mesma pena que o seu cliente quando ele perder a ação. Assim como a maioria das fábricas de advogados que não entrega o produto que vende, a maioria dos advogados também não. Qual o risco dessa profissão se cobram adiantado e não tem obrigação de entregar resultado. Me perdoem excelências, mas nem em juízes e promotores está dando para confiar aqui pelas terras tupiniquins. Para quem valem as regras da lei?
Edson Vergilio

Construção Criativa disse...

J’ACCUSE !!!
(Eu acuso !)

(Tributo ao professor do Izabella Hendrix, Kássio Vinícius Castro Gomes, morto por uma facada
dada por um aluno insatisfeito com suas notas)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;


Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

Anônimo disse...

Excelente artigo. Se a OAB é realmente algo importante, as pessoas irão sempre procurar advogados que tenham a carteira do clube. Não haveria necessidade de tornar obrigatório o exame. O fazem para reserva de mercado e não para proteger o consumidor.

Anônimo disse...

"Faz me rir né. Esses exames não são garantia nenhuma, apenas reserva de mercado de advogado que tem medo de concorrência.
Se for pra alguém fazer o exame, tem que ser o MEC."
o MEC????
Do nosso "brilhante" Ministro da educação, que como bem assevera o Dr. Igor tenta criar uma falsa ilusão de que a educação melhora, quando tudo não passa de números maquiados que não condizem com a realidade?
Se dependesse desses burocratas haveria milhões de "profissionais" sem qualquer preparo, só pra servir como propaganda desse governo que é o maior exemplo da falta de cultura do nosso povo.
Que concorrência? Dos incompetentes que passam 5 anos numa faculdade estudando direito e não acertam 50% de uma prova que mede conhecimento básico da matéria que está na grade curricular?
Pode não ser garantia, mas me fala um aluno genial de direito que não passou no exame.Pode ser que passem muitos maus profissionais, mas os bons é certo que acabam passando.
O bacharel em direito tem muitas outras opções profissionais, sendo que muitas não exigem estar filiado à OAB.
Vários países desenvolvidos usam esses exames como condição para o exercício da profissão, vide EUA e Inglaterra, e nem preciso comparar os níveis das universidades deles com as nossas.

Vitor Roma disse...

Em um país que o conceito de direito é facilmente confudido com o de privilégio, nada mais natural que direito ser um curso tão popular.

Ainda mais que direito é o melhor caminho para o mais "fácil dos caminhos", o funcionalismo público.

Anônimo disse...

Fato Relevante: Aumento dos Parlamentares
20/12-2010- Olá Cidadãos Integros e Honestos,
Circula na internet um abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Vide site:
www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596.
Quem quiser assinar que assine. Agora se você for mais um desses que apóia ou pertence a essa camarilha de lambões e também goza das benesses e compartilha dos interesses escusos, NÃO PRECISA ASSINAR porque você é igual a eles.

“quidquid delirant reges, plectuntur Achivi”: o povo paga pelos desvarios dos governantes."

Um abraço. Edson Vergilio

Anônimo disse...

o MEC????
Do nosso "brilhante" Ministro da educação, que como bem assevera o Dr. Igor tenta criar uma falsa ilusão de que a educação melhora, quando tudo não passa de números maquiados que não condizem com a realidade?


Quem tem que fiscalizar este tipo de coisa é o MEC, não a OAB que só tá interessada em fazer reserva de mercado. E outra, se é pra ter prova, tem que ser anual, para ver se o advogado está atualizado.

Se dependesse desses burocratas haveria milhões de "profissionais" sem qualquer preparo, só pra servir como propaganda desse governo que é o maior exemplo da falta de cultura do nosso povo.

Você mesmo admitindo que a prova só serve para reserva de mercado, por medo dos milhões de profissionais na rua.

Que concorrência? Dos incompetentes que passam 5 anos numa faculdade estudando direito e não acertam 50% de uma prova que mede conhecimento básico da matéria que está na grade curricular?

Isso era 15 anos atrás. Hj a prova não cobra coisas básicas e tem muita coisa para fugir da grade curricular. Isso para não falar dos absurdos das correções, que nem adianta fazer recurso administrativo. A prova é tão fácil que um conselheiro da OAB nacional, num debate sobre o exame, quando desafiado a fazer a mesma para provar que poderia passar, se recusou a fazê-la, pois sabia que passaria vexame.

Pode não ser garantia, mas me fala um aluno genial de direito que não passou no exame.Pode ser que passem muitos maus profissionais, mas os bons é certo que acabam passando.
Conheço algumas pessoas que peticionam mt bem, conhecem o tema e não passaram por muitos outros fatores. A prova não é garantia de nada.

ntsr disse...

'Esses exames são uma garantia de que o profissional tem pelo menos conhecimento básico e deveria ser estendido a todas as profissões.'

Tem duas coisas diferentes aí.Uma é a orientação pra quem não tem aquele conhecimento, de qual profissional sabe mesmo, essa é uma necessidade real.
A outra coisa, é o fato de ser obrigatório.Se esses exames são mesmo tão bons assim, se são tão competentes quanto afirmam que são, qual a necessidade de ser obrigatório?As pessoas naturalmente querem o melhor pra elas mesmas e sempre irão procurar o profissional com as melhores qualificações
O fato de ser obrigatório só torna a vida mais fácil pros burocratas parasitas, que preferem sobreviver se escorando no uso da força e não da competência.

O que devia existir pra todas as áreas era um sistema mais ou menos parecido com o da SUN, eles tem a própria certificação em JAVA deles, pra fazer só cobram pela prova, faz quem quiser nada é obrigado e muita gente faz porque é um certificado que vale a pena no mercado.E quem acha que não precisa, também não é obrigado.
Se vc quiser, estuda sozinho, se não, pode até pagar pra outro cara falar pra ti o que tem nos livros, em vez de vc mesmo pegar o livro e ler.

João disse...

Rodrigo, conheço bem o argumento corporativista da OAB. É o mesmo da Fenaj para tentar tornar obrigatório o diploma de faculades de jornalismo. Sou formado, não tendo aprendido praticamente nada na faculdade, e tive ótimos chefes graduados com outras formações, de letras a história.

Da mesma maneira, pediria dicas de economia a um jornalista como o Carlos Alberto Sardenberg muito ants de fazê-lo a amigo meu formado em economia, mas que nunca foi de fato.

O corporativismo da OAB ainda guarda outro entrave à liberdade individual: por que não posso abrir de um advogado e me defender com meus próprios recursos intelectuais (já que não teria recursos financeiros para pagar advogado nem gostaria de depender da insuficiente Defensoria Pública)? Amigos (bons) advogados compartilham da minha tese.

Pelo menos por enquanto ainda não somos obriigado a pagar taxa aos pelegos da Fenaj (além do absurdo imposto sindical) para podermos... trabalhar. Por enquanto...

Corruptocracia: Roubar é poder! disse...

Vamos então, com auxílio do professor Pastore/USP, comparar, em dólares, o que recebem os parlamentares brasileiros (somente em salários) com os de outros países, na maioria desenvolvidos:

Brasil — 19.600 dólares

Japão — 15.200

Estados Unidos — 14.500

Quênia — 14.500

Canadá — 12.177

Alemanha — 10.137

Reino Unido — 8.858

Itália — 7.235

Cingapura — 4.170

Espanha — 4.121

Índia — 1.107

Burocratoparasita da União disse...

Se o Lula não sabe, o filho dele sabe muito bem. Não poupou o dinheiro do povo ao alugar a sua nova casa.

A mansão de Lulinha está localizada no "Swiss Park", ao lado da fábrica da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo. De uma antiga chácara sobrou no centro do condominio um imenso castelo estilo europeu onde ainda mora a matriarca dona Karolina Zofia Lewandowski, conhecida como Dona Carla, amiga de dona Marisa e de Lula e mãe do novo ministro do STF, Enrique Ricardo Lewandowski. A mansão de Lulinha é a de número 737, como está na foto.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/06/355935.shtml

ntsr disse...

BP da U, esse link nao funciona

Anônimo disse...

OLÁ, VC ESTÁ DE PARABÉNS!
POIS VEJO A OAB COMO UMA VEDADEIRA MÁFIA ATUANDO DESORDENADAMENTE EM NOSSO PAÍS.
SENDO LAMENTÁVEL TAMBÉM A FALTA DE CONSCIÊNCIA DOS BACHAREIS EM DIREITO EM REUNIREM-SE E BOICOTAREM DE UMA VEZ POR TODAS O EXAME DA ORDEM,VISTO QUE, AO MEU ENTENDIMENTO, SEU CARÁTER É MERAMENTE LUCRATIVO. IMAGINE R$ 200,00 (DUZENTOS REAIS)DE CADA BACHAREL A REALIZAR O ENTÃO EXAME?
SOA COMO PIADA DIZER QUE TAL É UTILIZADO COMO MEIO DE FILTRAR AQUELES QUE NÃO SERVEM PARA O MERCADO, E QUE POR ESTA RAZÃO DESMERECERÃO À CLASSE, POIS DESMERECIDOS FICAMOS NÓS, POR TEREM RETIRADO O DIREITO ASSEGURADO PELA LEI MAIOR DE EXERCERMOS NOSSA PROFISSÃO APÓS LONGOS CINCO ANOS DE ESTUDOS! CONTA OUTRA!!!!!!!