segunda-feira, janeiro 29, 2007

Acostamento: O Retrato do Brasil



Rodrigo Constantino

Retornava eu da paradisíaca Angra dos Reis quando me pus a refletir sobre tudo aquilo, concluindo que o resumo do fracasso brasileiro estava contido ali, naquela volta. A mentalidade do povo brasileiro com sua completa falta de educação, o descaso do governo apesar dos excessivos impostos, a impunidade total que incentiva a ilegalidade e a enorme oportunidade perdida que é este lindo país.

Em primeiro lugar, uma estrada completamente patética, uma colcha de retalhos repleta de buracos, que leva a um dos lugares mais lindos do mundo. O governo toma na marra quase a metade daquilo que o cidadão ganha, e oferece em troca uma estrada que parece um queijo suíço, causa de inúmeros acidentes fatais. As pessoas reclamam dos pedágios nas vias privadas, mas deveriam reclamar é dos elevados impostos. Em qualquer lugar mais civilizado do mundo, o acesso a um paraíso como Angra seria totalmente diferente, infinitamente mais decente, para atrair os turistas e seus dólares, que geram emprego e renda. No Brasil, o descaso das autoridades é total, e mais uma excelente oportunidade de reduzir a miséria é perdida.

Em segundo lugar, a falta de educação do próprio povo é impressionante. Vários motoristas, imbuídos da malandragem da “lei de Gérson”, jogam seus carros no acostamento e ultrapassam os cidadãos corretos que obedecem a fila. É como se chamassem os que respeitam as regras de otários. Eis a mentalidade do brasileiro, na média. E tal falta de educação não faz distinção de conta bancária. Verdadeiras espeluncas sobre rodas, que deveriam estar no ferro velho, passam pelo acostamento junto com “apartamentos sobre rodas”, carros que valem uma fortuna. Muitos repetem que a solução de todos os nossos males está na educação, como se esta fosse uma panacéia, mas não questionam qual educação. Aquela turma, em carros que custam mais que um brasileiro de classe média ganha por ano, tem boa “educação”, no sentido de diplomas e universidades. Mas são mal educados, pois a mentalidade é torta, e falta respeito ao próximo. Alguns – e não foram poucos – chegavam a jogar seus carros na contramão, colocando em risco, de forma totalmente irresponsável, várias famílias que iam no sentido contrário.

Em terceiro lugar, a impunidade é total, o que estimula bastante o problema da falta de educação acima. Indivíduos reagem a incentivos, e quando a ilegalidade é vantajosa, enquanto seguir as regras é penalizado, muitos irão aderir ao crime, pois nem todos são íntegros o suficiente para respeitar o próximo independente da punição da lei. Durante a minha viagem toda, que durou o dobro do que deveria, passei por apenas um carro de polícia na estrada. Ele não estava no acostamento, multando e punindo aqueles que desrespeitavam a lei e os demais motoristas. Estava estacionado na frente de um restaurante, com os policiais batendo papo com umas mulheres, enquanto ignoravam todas as atrocidades na estrada. A impunidade é um convite ao crime.

Em resumo, aquela angustiante volta de um lugar tão maravilhoso como Angra pode ser vista como um retrato do nosso país. Um governo que arrecada demais via impostos e não foca no que deveriam ser suas funções básicas, um povo que de certa forma merece os desgovernos que tem tido sucessivamente, e uma enorme oportunidade perdida. O diabo está nos detalhes. As pequenas coisas importam, são sintomáticas. O cidadão que ignora totalmente o respeito ao próximo, querendo se dar bem às custas dos outros, vem depois reclamar da corrupção em Brasília. Não nota que ele mesmo desrespeita as regras, que deveriam ser igualmente válidas para todos. Afirmam que “todos fazem”, como se isso fosse justificativa para errar. Não há absolutamente nada errado em se buscar os próprios interesses. Contanto que isso não signifique passar por cima dos outros, enganar os “otários” que são corretos.

O brasileiro sempre achou o máximo furar a fila. Coisa de malandro. Pois eis o que a malandragem gera: um país corrupto, miserável, sem lei. Enquanto isso, os “otários” dos americanos, por exemplo, seguem as regras, seja por conscientização ou por medo da punição, e vivem no país mais próspero do mundo. Há que se mudar tanto as instituições brasileiras como a mentalidade do povo. Uma coisa não funciona direito sem a outra. O sujeito que pega o acostamento, tentando passar para trás os que respeitam os outros, deveria sentir vergonha pelo seu ato. Mas a coisa é vista como tão normal que um deles, quando eu não permiti que entrasse na minha frente, ficou furioso e reclamando. O culpado era eu, que seguia no caminho correto. Essa mentalidade precisa mudar. Caso contrário, o retrato do país não irá mudar. Seremos para sempre o gigante adormecido, esse país maravilhoso que tinha tudo para ser um paraíso, mas que não passa de um recordista mundial em homicídios e pobreza.

31 comentários:

embat disse...

rodrigo, n sei como vc ainda perde tempo aqui
n sei se eh por falta de recursos pra sair ou por algum tipo de altruismo, alguma fe em acreditar que esta banheira ainda pode virar um grande iate
eu n acredito, e soh n saio pq nao posso (ainda)

Anônimo disse...

Compra um helicóptero, Rodrigo !!!

Morgana disse...

O que vc espera de um país de Macunaímas,negligentes,safados,preguiçosos,corruptos,covardes,aproveitadores,descumpridores de uma lei que não existe?
O que vc espera de um país que não construiu sua estrutura social e institucional,mas as teve,goela abaixo,pela imposição do império Luzitano?
O que vc espera de um povo que recebeu uma porção de capitanias hereditárias e não lutou para conquistar seu espaço?
É isto aí,um lástima!

Diego disse...

"Esse país não corre o menor risco de dar certo" já lembrava o saudoso Roberto Campos...

Assim como "embat", só não saio desse "projeto de país" por falta de recursos.

mas isso é só uma questão de tempo. Logo logo estarei em algum país LIVRE assistindo de camarote esse circo chamado Brasil pegar fogo...

E estarei sorrindo!

Nada como ver arrogantes metidos a espertos afundarem na propria lama que criaram...

Tiago Motta disse...

Finalmente alguém que compartilha da minha visão!

Tiago Motta disse...

Pior então são os cariocas que se dizem amar tanto o rio de janeiro, mas passam o dia inteiro sujando a cidade, com cigarro, embalagens e afins. Cariocas não gostam do rio de janeiro.

Fabio Vasconcelos disse...

Pois é, eu finalmente encontrei alguém (nesse caso vários!) que pensam como eu sobre essa sacanagem que fazem nos acostamentos. É isso mesmo, não depende de títulos pois se assim fosse só o dono da Brasília e do Fusca velho fariam isso, mas que vemos mostra bem o quadro: audis, eco sports, land rover, etc, fazendo a mesma cagada.

Sinto que não dá mais para continuar. Passei 3 anos nos EUA ilegal e voltei, mas agora é oficial: vou imigrar. Não posso criar meus filhos nessa zona e não espero melhoras para nosso país. Eu, que sempre amei o Brasil, agora vivo com ódio do dia-a-dia, dos desmandos, da estupidez coletiva, dos sinais, dos governantes, dos "espertos" que não passam de idiotas, de mim mesmo por acreditar nisso aqui.

monica disse...

Quando eu dirigia, eu pensava muitas vezes exatamente isso que você escreveu, e acabei concluindo que o problema só melhoraria se mais pessoas, como você fez e eu também sempre fazia, se recusassem a dar passagem aos trapaceiros. Mas eu recusava e o próximo deixava passar - ou pq faz o mesmo sempre que tem oportunidade, ou pq é tão trouxa que não tem nem coragem de expressar sua desaprovação. Desse jeito, não vai melhorar nunca.

Já cheguei até a discutir no meio de um congestionamento com um cara numa land rover que fez isso, mas logo depois alguém deixou-o passar, e ele saiu feliz na minha frente, me xingando. Nos meus caminhos de todo dia eu sabia exatamente em que lugares haveria sempre um trapaceiro, seguindo pela faixa da contra-mão até vir um carro no sentido certo, aí forçando os respeitadores da lei a dar passagem. É por essas e outras que meu nível de stress caiu pela metade desde que eu parei de dirigir. Meu cabelo até cai menos!

Não que a vida de pedestre seja tão melhor. Sem nem falar da dificuldade que é depender de transporte público (pelo menos em SP), so motoristas não são mais educados com os pedestres: faixas de pedestre são completamente ignoradas, setas nunca são usadas, e motos e bicicletas na calçada na contramão dos carros são sempre uma surpresa quando viro a esquina e quase sou atropelada.

Nossa, falei demais. Seu post foi meio catártico pra mim, acho =p Sorry!

Jabuticabo disse...

O Brasil tem das suas, mas tem muito o que valha a pena no país, ou se não gastaria tanto tempo assim a lhe discutir os problemas.

Mario disse...

E ainda há quem diga que quem não é civilizado é "índio"...

Anônimo disse...

Caro Rodrigo

Gosto de ler seus textos, você escreve de forma bonita o que eu penso com muitos palavrões pelo meio.

Espero que você não sofra, como eu, de total desesperanca de ver o Brasil se tornar um país civilizado ou, pelo menos, nunca se tornar uma Cuba nem mesmo uma Suécia, lá e cá, povos alienados. Lá, pela violência; cá, pela sutileza da lavagem cerebral desde a mais tenra idade.

Aqui, na Suécia, a esperanca está comecando a despontar outra vez com o novo governo eleito que desbancou a famigerada social-democracia, alguns estão comecando a acordar para a realidade das mazelas do assistencialismo parasitário, só espero que não seja tarde demais.

Minha única certeza é que a Suécia é a maior decepcão que já tive na vida. Não fico aqui nem volto para o Brasil. Morarei na Alemanha, lá é civilizado e sem assistencialismo, você tem tanto quanto você trabalha.

Ricardo Froes disse...

Falta educação sim, só que o tipo que falta é daqueles que só o castigo traz. Caso semelhante ao dos impunes espertinhos das estradas é o das pessoas que ignoraram os avisos de interdição e mergulharam na água infestada por algas tóxicas na Barra da Tijuca. Até crianças de colo foram fotografadas sendo conduzidas pelos responsáveis(?) mar adentro. E ninguém foi punido ou mesmo advertido.

E já que estamos entre praia e Angra, o final de um domingo de sol na praia de Ipanema não perde nem para o lixão de Gramacho, mas o que mais revolta é o preconceituoso morador do bairro colaborar, sem a menor cerimônia, emporcalhando mais ainda o lugar onde mora. Canso de ver vizinhos meus a deixar para trás cocos, palitos, canudos e até fraldas descartáveis na hora de ir embora. A bandalha não é privilégio dos forasteiros e sim culpa da impunidade.

Muito se fala nos Estados Unidos, achando que sua civilidade vem de berço ou é ensinada nas escolas, mas a verdade é que ela não seria possível sem o rigor na fiscalização e a severidade nas punições.

Anônimo disse...

Na veia.

André do Rêgo Barros Andrade disse...

É por isso que esse país não vai pra frente.. Os brasileiros são MOLES DEMAIS para FAZER o que é CERTO! Na primeira oportunidade caem fora! EU DESPREZO gente FRACA! Vão embora, não precisamos de vocês. Se ninguém liderar este país, eu vou liderar vocês! Estarei aqui parar mudar o que eu puder. Não preciso ir pro bem bom, pro confortável. Não viverei no primeiro mundo sabendo que dexei tantas pessoas honestas sofrendo para trás. Eu vou FAZER. Eu vou MUDAR o que for preciso. EU vou REALIZAR. Parem de botar culpa em TUDO e comecem a FAZER A DIFERENÇA!
Ou então, façam como os amigos que vão pelo acostamento, deixem os "otários" para trás para pegar o caminho mais cômodo.

Abraços.

Ricardo Froes disse...

Nuntio vobis gaudium maximum: habemus dux!

Steve Hunter disse...

O que se pode esperar de um país que em seu Hino Nacional se declara "Deitado Eternamente em Berço Esplêndido" e que cuja maior manifestação de dinâmica associativa é o Carnaval?
Profº Roberto Campos


Já vi na TV ontem gente dizendo que a melhor coisa que tem no país é o carnavaL.

Nada de Universidades... coisa de países vagabundos...

Rodrigo disse...

Mais um presentinho do individualismo brasileiro para nossa sociedade.

Em tempo, um case para estudo:
Nos EUA, furar uma fila é uma coisa impensável por lá, um americano simplesmente não acredita quando ve alguem furando fila. Porém, não me consta que voce possa ser preso, ou sequer multado, por furar uma fila nos EUA.

Ricardo Froes disse...

Vá até lá e tente furar uma fila. Em menos de dez segundos vai haver um monte de gente te processando por isso. Não é preciso ter fiscal ou coisa que o valha porque o povo lá sabe exatamente onde pisa.

Rodrigo disse...

Processar como? Se não é contra a lei furar a fila.

Ricardo Froes disse...

E quem falou em lei? Lá, funciona a jurisprudência e se você não sabe o que isso significa, informe-se.

A título de ilustração, leia alguns processos aceitos por juízes nos EUA:

Um condenado de Nova Iorque, preso por furto, processou o estado alegando ter começado a sofrer de enxaqueca e insônia após ter tido seu cabelo cortado de maneira defeituosa por um barbeiro inábil.

Um preso processou o estado de Nevada porque a cantina da prisão errou ao atender seu pedido de dois potes de manteiga de amendoim concentrada, fornecendo-lhe um pote de concentrada e outro de cremosa.

Em San Quentin, um preso na fila de morte processou o estado da Califórnia alegando que seus direitos civis foram violados porque sua correspondência fora enviada pela United Parcel Service of America em lugar do U.S. Postal Service.

Um preso de Oklahoma alegou que suas liberdades religiosas foram violadas, mas não poderia dizer como, porque a doutrina principal da sua fé era que todas suas práticas eram secretas.

Um preso no Arizona processou o Estado por não ter sido convidado para uma festa à base de pizza que os funcionários da prisão ofereceram a um colega que ia se aposentar.

Um preso em Oklahoma processou o Estado por ser forçado a ouvir country music na penitenciária.

Um processo contra um fura-filas perto desses é mole de ser ganho. Nos EUA gasta-se mais de 100 milhões de dólares por ano atendendo só a esses absurdos movidos por detentos.

Rodrigo disse...

Hmmm, será que tem algum desses presidiários presos por furar fila?

Ricardo Froes disse...

"HOMEM É PRESO POR FURAR FILA.
Um dos ansiosos por comprar seu Xbox 360 resolveu que furaria a fila de uma das maiores lojas dos Estados Unidos, localizada na Cambell Boulevard, em White Marsh. A confusão, ocorrida pouco antes das 5 da manhã, levou a polícia a prender o furão. (Fonte: Magnet WJZ-TV 21/12/2005)"

j. rodrigues disse...

Pois então meu caro Rodrigo Constantino. Você aborda problemas como falta de educação, desrespeito ao direito dos semelhantes, inpunidade, oportunidades desperdiçadas, turismo de qualidade, negócios, empregos, renda, riquezas para mais gente e recebe uma sugestão debochada de compra de um helicóptero. Têm chance?

Rodrigo Constantino disse...

De comprar um helicóptero, não! Agora, do Brasil dar certo em breve, ah, aí também não!

É triste!

Ricardo Froes disse...

Uma lanchinha, quem sabe...

Rodrigo disse...

Preso por furar fila?

Deve ser tão comum por lá que é até é noticia de jornal...
Todo mundo com medo de furar fila por lá com medo de ser preso...ceeeetooooo!!!!

C. Mouro disse...

Não necessáriamente...
...mas com certeza com medo de ser rechaçado pelos demais. Quem sabe medo de levar um catiripapos.
A punição não é só a aficial, mas tambem a comunitária e a punição moral (o explicito repúdio aos canalhas).
Mas se a moral diz "não julgueis para não ser julgados", se ela diz "se roubarem o que é teu não o reclames", se ela diz "a quem te ferir numa face ofereça a outra" ...bem, o que pode resultar disso é só canalhice mesmo. Pois que uma ideologia voltada para a proteção e insuflação da canalhice. ...não por outro motivo o feudalismo resultou dela, sendo semelhante ao que resultaria do socialismo. Basta comparar URSS, leste europeu, Coréiia do norte com o feudalismo.

Claro que a canalhice irá prosperar se a moral ideológica proibe o julgamento moral (a execração, a explicitação de repúdio pelo canalha). Se autoridades ideológicas vão aos presidios se enrabichar com bandidos, dando-lhes apoio moral, é lógico que se incentivão a atacar cada vez com mais ousadia e etc.

...é a técnica milenar de gerar a discordia, a confusão, para então dominar. ...insufla os animos, incentiva toda sorte de violações aos direitos, produz o caos. Para então os líderes ideológicos assumirem o Poder e, contra o que pregavam, ENDURECER, ...mas sem perder a ternura.
...muito amor ao próximo, muita solidariedade com os necessitados acaba em feudalismo, inquisição, socialismo, gulag, e pau no lombo dos servos.

Abraços
C. Mouro

Ricardo Froes disse...

Pensei que empacar fosse privilégio de quadrúpedes.

Seja feita vossa vontade, Rodrigo: OK, você venceu. E já que gosta sempre da última palavra, geralmente uma gracinha com sua ironia paquidérmica, pelo menos agradeça. Paciência tem limites.

Anônimo disse...

Prezado Rodrigo Constantino,
creio que vale sugerir um artigo sobre aquilo que efetivamente está acontecendo na Amazônia brasileira.
Estamos perdendo soberania naquela vastidão?
Tenho lido a respeito, mas são informações distorcidas e tendenciosas. Eça de Queiroz, no Século XIX, profetizava a perda da Amazônia para nações mais poderosas. Alguns atualmente declaram que nem seria mais o caso de internacionalizar a área, pois ela já seria controlada por outros meios.
Onde está a verdade?
Abraço.

C. Mauro disse...

Rogrigo,
estaríamos a caminho de um continuísmo a la Chávez?
Ainda é cedo para uma avaliação de tendências, mas o voto dos excluídos beneficiados pelo novo cabresto eleitoral chamado Bolsa-Família nos faz pensar. A manipulação do dinheiro público tira o discernimento das gdes. massas (que nunca foram especialmente atiladas na hora de exercer o direito do voto). Um campo aberto a práticas radicais, voltadas para aventuras políticas. Falando francamente: Lula da Silva estaria propenso a se perpetuar?? Eu pessoalmente discordo, pois o cidadão em tela é notório curtidor de sombra, água fresca e uma boa vida. O batente não é o seu forte (a "tratora" Dilma que o diga). Mas gostaria de ouvir a sua opinião, se possivel.
Abraço.

Douglas disse...

Rodrigo, li uma parte do seu texto e alguns comentários.
Concordo com voce em algumas coisas, quando se sente um idiota por respeitar os outros e não fazer as coisas erradas, mas não concordo com sua teoria de que o governo - nisso me refiro a qualquer governo - enfia a mão em nossos bolsos e retira o nosso dinheiro, pois acho que começamos a gastar muito antes de começarmos a pagar, e se fosse voluntário ninguém, principalmente aqueles que ultrapassam pelo acostamento, iria contribuir.
Quando ocorre um engarrafamento numa freeway dos Estados Unidos nem motoqueiros ultrapassam pelo acostamento, desejar que isso ocorra no Brasil parece meio improvável, mas acredito que somente mexendo ainda mais nos bolsos da população isso poderia acontecer, multando de forma pesada aqueles que cometem essas barbaridades.