quarta-feira, janeiro 17, 2007

O Rebanho Bovino



Rodrigo Constantino

“Just as a proper society is ruled by laws, not by men, so a proper association is united by ideas, not by men, and its members are loyal to the ideas, not to the group.” (Ayn Rand)

Existe uma profunda diferença entre o indivíduo independente que busca seu conhecimento através da razão e do questionamento honesto e aquele que abdica desta ferramenta para aderir a um grupo que lhe fornece respostas prontas, liberando-o do exercício da reflexão. O primeiro irá sempre confrontar os fatos com suas teorias prévias, e respeitar a lógica para chegar às suas conclusões. O segundo irá repetir “verdades” já dadas pelo grupo, e o questionamento imparcial lhe será extremamente doloroso.

Em seu livro Philosophy: Who Needs It?, a novelista Ayn Rand trata deste tema, lembrando que aqueles que buscam um grupo, neste sentido acima, estão atrás da proteção contra os “de fora”, eximindo-se da necessidade do pensar por conta própria. O que o grupo demanda em troca é a obediência às suas regras, as quais o sujeito está ansioso para atender, justamente porque elas representam esta “proteção”. E quem cria estas regras? Teoricamente, a tradição, mas na prática são os líderes do grupo. Na mente do novo membro do grupo, é por aqueles que conhecem os mistérios que ele não precisa saber.

O mandamento básico de todos estes tipos de grupos, que precede quaisquer outras regras, é a lealdade ao grupo. Não lealdade às idéias, mas ao grupo. Como exemplos de grupos formados com base nestas características estão o racismo e a xenofobia, onde o medo ou o ódio aos outsiders são alimentados em detrimento da razão. O estrangeiro passa a ser um inimigo, independente de suas crenças e valores, apenas por ser um estrangeiro. A cor da pele, e não os valores individuais, passa a ser um critério de aceitação pelos membros do grupo.

Ayn Rand chama este tipo de grupo coletivista de tribalismo, e afirma que este é um produto do medo, enquanto o medo é, por sua vez, a emoção dominante de qualquer pessoa, cultura ou sociedade que rejeita a maior ferramenta de sobrevivência humana: a razão. Ela cita ainda que o welfare state dividiu o país em grupos de pressão, cada um lutando por privilégios especiais às custas dos demais, de forma que o indivíduo não atrelado a qualquer grupo vira presa desses predadores.

Quando os homens estão unidos por idéias, ou seja, por princípios claros, não há espaço para favores políticos ou poder arbitrário. Os princípios servem como um critério objetivo para determinar as ações e julgar os homens, sejam os líderes ou outros membros. Em contrapartida, quando se trata de um grupo unido feito um rebanho bovino, o seu membro será sempre tratado com complacência, enquanto os “de fora” serão duramente condenados, sem que tenham cometido qualquer falta. O uso de dois pesos e duas medidas é característica comum a estes grupos, e vale tudo para salvar a pele de algum membro do rebanho, por mais criminoso que tenha sido seu ato.

Investigar, como disse Humboldt, “e a convicção que emerge do livre investigar, é espontaneidade; crença, por outro lado, é dependência de algum poder externo”. É por isso que “existem mais autoconfiança e firmeza no pensador que investiga e mais fraqueza e indolência no crente que confia”. O entusiasmo desses crentes é inteiramente dependente da supressão de toda a atividade da razão. “A dúvida é tortura apenas para o crente, mas não para o homem que segue os resultados de sua própria investigação”.

Os grupos descritos por Ayn Rand buscam crentes, não indivíduos livres que pensam por conta própria e questionam os dogmas do grupo. Por isso tanto ódio aos indivíduos que parecem não necessitar do rebanho e sentem-se livres para questionar suas crenças. Na ausência de pilares racionais que sustentem suas idéias, os membros deste grupo precisam desesperadamente de mais adeptos, na esperança de que a quantidade possa suprir a falta de qualidade. Sentem-se seguros apenas em bando. O argumentum ad populum é o único conhecido por seus membros. Quem precisa da lógica quando “todos pensam igual”?

Gustave Le Bon, que estudou a psicologia das massas, concluiu que a estupidez é somada nestes grupos, não a inteligência. A razão não exerce influência alguma nesses rebanhos. E uma das características mais comuns das crenças é a intolerância. “Quanto mais forte a crença, maior a intolerância”. Homens dominados por tais sentimentos não são capazes de tolerar aqueles que não aceitam suas crenças. Os indivíduos independentes são sempre os maiores inimigos dos rebanhos. E o maior antídoto contra rebanhos bovinos sempre será aquilo que eles mais abominam: a razão humana!

48 comentários:

C. Mouro disse...

Caro Rodrigo,
absolutamente suprema a clareza e profundidade do pequeno paragrafo:

"Existe uma profunda diferença entre o indivíduo independente que busca seu conhecimento através da razão e do questionamento honesto e aquele que abdica desta ferramenta para aderir a um grupo que lhe fornece respostas prontas, liberando-o do exercício da reflexão. O primeiro irá sempre confrontar os fatos com suas teorias prévias, e respeitar a lógica para chegar às suas conclusões. O segundo irá repetir “verdades” já dadas pelo grupo, e o questionamento imparcial lhe será extremamente doloroso."

Conseguiu resumir em poucas linhas aquilo que precisa de páginas para ser dito.
Show de bola!
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Congratulações
C. Mouro

C. Mouro disse...

“A dúvida é tortura apenas para o crente, mas não para o homem que segue os resultados de sua própria investigação”
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Idéia perfeita. A dor torturante é sentida quando o crente percebe a fraqueza de sua crença, e teme perde-la, perderá algo que o conforta, semelhante a perder um ente querido. Por isso, quanto mais dúvidas lhe forem opostas mais ele sofrerá e mais repetitivo e desconexo, como se a própria mente usasse como defesa a incapacidade de raciocinar (é mais uma das proteções automáticas criadas pela mente), daí os tipos ficarem desconexos a medida que aumenta a dificuldade de fugir das questões.
Por isso eu penso que o fanático, bestial, violento e repetitivo (repete mantras para se convencer - Hitler já o tinha percebido; a repetição cria "verdades"), não é aquele que crê com sinceridade, não é aquele que está seguro. É exatamente o contrário, a insegurança o faz avesso ao debate racional, avesso a críticas e reflexões: ele não quer ouvir nada que lhe possa induzir dúvida, e então ele nega sem argumentar nada, e mesmo se faz cego, surdo e burro para espantar essas dúvidas. Daí minha teoriaq sobre "GPFs" mentais para abalar o conforto da crença idiota.
O crente inseguro quer o convivio apenas com aqueles que apoiam sua crença (o grupo), a quantidade é seu argumento para a verdade e a unanimidade dispensa argumento e faz a "verdade" incontestável, já que incontestada.
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Portanto, eu discordo da aparente idéia:
"“Quanto mais forte a crença, maior a intolerância”."
...aparente porque normalmente consideramos a força da crença pela aparênhcia que captamos. Contudo, tal como o crente repete mantras para se convencer e espantar reflexões que lhe causem dúvidas, aquele que tem a obsessão de ostentar sua crença o faz mais para espantar desconfianças sobre si como para espantar a própria desconfiança. Como se estivesse exibindo-se não só para convencer os outros mas para covencer a si mesmo.
Logo, eu inverteria a idéia para:
"“Quanto mais fraca a crença, maior a intolerância”."

Pois é justamente o medo de ter a crença abalada que faz o crente intolerante a crítica, levando-o a repetições idiotas e falar muitas bobagens, devido a auto defesa que o imbeciliza para protegê-lo da própria razão. E é lógico que a violência é o recurso mais a mão para calar aqueles que podem destruir a cara crença (nos dois sentidos).
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Devo repetir:
MAGNÍFICO ARTIGO, REALMENTE GENIAL.
Mais um para a coleção dos excepcionais.

Forte abraço
C. Mouro
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fernando disse...

Parabéns novamente Rodrigo.
Continue o bom trabalho paxeológico que vem fazendo.
Abs

Anônimo disse...

Excelente abordagem de uma questão, que é objeto de discussão desde os tempos de Sócrates: quanto maior a certeza, maior a ignorância de quem a tem.

Em 1995 assisti a uma palestra de um general para o Curso de Material Bélico da Academia Militar, que iniciava com a projeção de um fundo escuro com círculo central branco, dividido em quadrantes com o nome de áreas do desenvolvimento humano: moral, inteligência, vontade, etc (não me lembro exatamente, mas isso é irrelevante). Na projeção seguinte o círculo branco se expandiu e ele perguntou: o que vocês podem dizer desses slides?

A resposta dele abriu minha mente para um processo contínuo de questionamento e aprendizado: “ O circulo branco representa a luz do conhecimento, que deve ser o mais equilibrado possível ... Quanto maior o conhecimento, maior a nossa área de contato com a ignorância.”.

Quem sabe pouco, tem a resposta para todas as perguntas que é capaz de formular e, por isso, não sente a angústia da dúvida. Sistemas dogmáticos têm a característica de suprimir a capacidade de se formular questionamentos “inadequados”, portanto não deixa nenhum sem resposta, o que traz grande conforto psicológico aos seus crentes. Afinal, a maioria da humanidade se contenta com uma resposta aceitável que lhe traga conforto, pouco se importando se essa resposta encontra respaldo em fatos concretos e na lógica, o que vale e se sentir bem com ela e encontrar o que a psicologia chama de “consonância cognitiva”.

Por outro lado, quem busca o saber pela via da razão e da investigação, terá uma nova questão em aberto para cada resposta a um velho questionamento que conseguir obter. Quanto mais souber, mais saberá que nada sabe. Para alguns, a satisfação de obter uma resposta compensa a “sede” provocada pelos novos questionamentos que ela despertou, mas infelizmente essa não é a regra. A maioria dos indivíduos prefere fugir das respostas que põem em cheque suas velhas crenças, pois não suportam a “dissonância cognitiva” que isso provocaria.

Quando o muro de Berlin caiu e, logo depois a URSS entrou em colapso, minhas crenças sobre a superioridade do socialismo e do dirigismo estatal, começaram a cair como um castelo de cartas e isso não foi nada agradável. Será possível que tudo que meus “melhores” pdo na prta da saraiva, 10, 20, meia hora e nada, entao liguei pra minha enteada avisar nos auto falantes ( nossa nem eu consegui entender a mensagem tamanha a qualidade do som) e nada, comecei a procurar, um povareu, foi batendo aquele desespero, ligava no cel dela e so na caixa postal, ai fui falar com um seguranca pelo amor de deus minha filha sumiu com a baba, e ele ja tinha a noticia que tinham encontrado, que ela nao me achou na saraiva e se plantou na frente da loja de cartao!!!!Gente eu nao tive medo da baba( que e do sul) mas imaginei 300.000 coisas, q talvez a mariah tivesse se soltado dela e ela estaria procurando com medo de me avisar, q alguem pudesse ter pego as duas sei la... Foi horrivel, ate em casa minhas pernas tremiam..
Alguem sabe onde eu compro coleirinha de criança ja vi muito no exterior, mas aqui parece que as pessoas nao gostam de usar. Pois eu quero uma URGENTE!!!!!!

Bom, vou colocar algumas fotos, as do niver coloco depois , pra nao enjoarem...
Queria agradecer a Malu, mae da nossa linda francesinh

Guilherme Roesler disse...

Rodrigo, bom artigo.

Um grande exemplo do quanto estas crenças estão enraizadas nas mentes coletivas podemos citar o conceito de Nação.

A nação nada mais passa do que a soma de individuos. Dizer que o interesse na Nação (entidade abstrata) se sobrepõe aos dos individuos é uma imoralidade e uma agressão.

Entretanto, muitos aceitam com passividade esta afirmação.

Rodrigo Constantino disse...

"A individualidade sobrepuja em muito a nacionalidade e, num determinado homem, aquela merece mil vezes mais consideração do que esta." (Arthur Schopenhauer)

Blogildo disse...

Gostei do artigo!
A dúvida é: indivíduo independente de quê?

Mauro Silva disse...

Caro Rodrigo,

Bom seu texto. Parabens principalmente pela autora onde voce fundamentou seu tabalho. Gostaria só de dar um palpite. Os individuos independentes são sempre taxados de não bom cidadão. Digo isto porque fiz parte de um grupo que pertencia a segmento do sindicalismo do Brasil. O bom cidadão era aquele que sempre aceitava o que a diretoria do sindicato determinava. Quem fosse contra era execrado.

Ricardo Froes disse...

Durante a campanha eleitoral de 2006 eu tive uma experiência bastante interessante - embora sofrida - em um sítio-ninho de petistas que, hoje, em função dos ovos chocados terem vingado, tanto as crias como seus pais o abandonaram. Nada mais lógico, primeiro porque não há nem nunca houve idéias a serem propostas para se debater, segundo porque o objetivo do grupo - a perpetuação da raça - foi atingido por mais quatro anos, pelo menos, e terceiro porque, todo idiota acha que já cumpriu seu papel nesse mundo ao sentir o prazer de uma vitória, ainda que efêmera. E largaram o ninho.

Fui convidado a participar dos debates pela criadora do site, uma velha amiga de infância. Como se trata de uma pessoa preparada, viajada e culta, eu entrei de cabeça por achar que, enfim, eu poderia trocar dois dedos de prosa com gente de uma esquerda menos imbecil do que a de costume. E que decepção! Descobri que essa amiga, ainda hoje, aos mais de 50, ainda não saiu da época do desbunde, acredita em duendes, teorias conspiratórias e no PT, tanto que e ele se filiou; descobri que as tais "mentes brilhantes" da esquerda se misturam com imbecis de todo o gênero e assimilam quaisquer palavras de ordem desde que sejam convenientemente repetidas; descobri que a força dos grupos imbecilizantes é mais forte do que uma personalidade razoavelmente equilibrada; descobri que o poder da fé destrói qualquer cultura mal estruturada; descobri um exército de gente dominada por um poder que eu desconhecia ser assim tão sobrenatural: a burrice coletiva. E foi ela, a burrice coletiva e extremamente unida, que elegeu de novo seu patrono.

Esse poder que obriga essa gente a acreditar em saders, boffs, bettos, gramscis e, em última análise, lulas e dirceus, não pode nem deve nunca ser desprezado, em função das suas capacidades de coesão, convencimento e aliciamento. A princípio eu pensava que ele tinha como objetivo exclusivamente as classes menos esclarecidas, mas hoje vejo que até entre os culturalmente privilegiados há um grande filão de mentecaptos prontinhos para serem convertidos.

embat disse...

cara, pareec que estou continuando a leitura de 1984

o'brien e seu medo do individualismo tardio de wiston

Jabuticabo disse...

Já que o artigo foi colocado sob o contexto das eleições de 2006, uma pergunta: de acordo com a formulação de Ayn Rand e o depoimento acima da fé bovina de militantes petistas, e o fato desta fé bovina ter conseguido eleger o presidente, estaríamos diante de uma aparente contradição, uma espécie de, falso ou não, paradoxo? Não quero tratar das eleições especficamente, mas apenas usá-las para começar a conversa.

Sem evocar teses de inevitabilidade histórica criadas apenas por aqueles que as querem refutar, analisemos. A burrice foi uma tendência vitoriosa na última eleição, contra um outro lado que personificava a coerência e as convicções das mentes livres? A burrice então pode vencer a inteligência, mas esta, enfim, triunfa pela exaustão da alternativa burra, especialmente porque gera uma alternativa mais consistente?

E isto, exatamente isto, não é uma espécie de determinismo histórico? O mundo não é mais aterrorizante e, infelizmente, mais real, quando existem pessoas e idéias que convencem melhor do que a sua não porque são melhores, mas por estarem amparadas em uma convicção mais profunda apenas por ser mais desgraçadamente teimosa?

No ramo das ciências naturais existem experimentos Popperianamente refutáveis ou positivisticamente empíricos para embasar proposições, a despeito das crenças envolvidas.

E isto é igualmente aterrorizante, pois células, átomos etc, simplesmente ignoram as nossas convicções e obedecem aquelas leis da física biologia etc que já estavam lá. Então as leis naturais são então o supremo determinismo, ainda que, como no caso da física, ao vedar que se determine mais do que função de onda de uma partícula apenas, a sua inerente indeterminabilidade?

Então, ser capaz de mudar de idéia é o que resolve o paradoxo, e disto certamente sabia Ayn Rand. A mente questionadora não se aporta em um conjunto confortável de convicções confortável porque são consistentes. A mente inquisitiva já sabe, a esta altura do campeonato, que não existem sistemas formais consistentes, que sempre tem o que se aprender.

Um detalhe interessante da vida e da obra de Ayn Rand é que ela fundou uma espécie de pequena academia de filósofos, chamade de "O Coletivo" ou algo assim, da qual participou ninguém menos que Alan Greenspan, o que é mais uma indicação de que Bernanke precisa rebolar para estar à altura do antecessor, que também foi programador de computadores e, segundo o próprio, deu uma mãozinha na criação do problema que viria a ser o chamado "bug do milênio", e isto os comunistas nunca contam para você quando falam mal dele, nem isso nem que Maggie Thatcher era caddie do seu marido quando ele jogava golfe.

P.S.: como eu trabalho na iniciativa privada, empreendedora, liberal, multinacional, cheirosinha e posso ser demitido por incompetência, vagabundagem e, talvez até por suspeita de esquerdismo, e não em uma repartição ineficiente que nem acesso à internet tem, sem falar naquele cafezinho frio e melado que aquela secretária feia e bigoduda que certamente passou no concurso porque ninguém contratava aquilo ali no olhômetro faz e aquele ventilador preto, verde e barulhento, engordurado e com um monte de poeira grudada, sem contar na qualidade do sabonete e do papel higiênico que compram para o banheiro, não conseguirei ser um comentarista tão assíduo assim sempre.

Ricardo Froes disse...

Não é preciso dar tantos tratos à bola, querer mostrar profundidade ou usar de alambicagem quando a pergunta é tão clara quanto a resposta e quem pergunta está cansado de saber. A burrice pode e - infelizmente a história mostra - geralmente sobrepuja às, digamos, idéias mais esclarecidas, exatamente pela sua coerência e capacidade de coesão. É muito mais fácil agregar-se do que pensar. E já que foram citadas ciências mais exatas que a especulação intelectual como metáforas, eu me permito dizer que os buracos negros atraem muito mais do que as estrelas.

Quanto aos "experimentos Popperianamente refutáveis ou positivisticamente empíricos para embasar proposições, a despeito das crenças envolvidas", eu confesso que preciso de Madame Natasha para traduzir. De resto, foi tudo puro enfeite do pavão.

Anônimo disse...

Ei, eu gostei! Ah, eu esqueci, fui eu que escrevi! Só não estou logado agora...

C. Mouro disse...

Este tipo que por vezes escreve como anonimo e outras como fruto, não esclarece coisa alguma jamais. O tipo vagueia ambiguamente nas questões, se contradiz e faz discursos sem nexo com coisa alguma. E o pior é que inicialmente eu pensei que era proposital, mas não é. A mente do traste é isso mesmo, com tendencia fantasiosa de sem nexo. Ele fez uma fantasia sobre repartições muito da maluca, algo tipo "cinema a lá Embrafilme" e veio botar Thatcher no assunto. ...hehehe! desta vez se constrangeu de falar de Guantanamo e de Bush ...hehehe! Pois para este tipo de lunático ideologico tudo tem relação com estes direitistas imperialistas ...hehehe!
O pior é que ele é sincero nessa demência, nas ambiguidades que exercita, no discurso desconexo. Ele repete asneiras que lhe foram ensinadas como se um zumbi, não importa o assunto, aquelas frases e concepções fantasiosas são repetidas sem que o tipo saiba o que está falando. Basta uma leitura nos comentários no artigo "Os inimputaveis" para perceber que a mente do sujeito está deformada e deteriorada pela ideologia. A ponto de onde o assunto era a bandidagem como consequencia da ineficiência punitiva, e que eu acrescento que mais ainda consequencia da moral quinta coluna, que apóia a bandidagem, fazendo deste apoio algo ideológicamente correto ou politicamente correto, o tipo vir com a repetição do mantra que a escola resolveria o problema e não a punição. Até aí tudo bem, mas ao ser refutado com exemplos e teoria que o contraria, o coitado entrou em parafuso e começou a falar asneiras desconexas como se estivesse respondendo às questões que lhe foram postas. Então, como um zumbi programado, sacou como resposta a fanatasiosa prisão de motoristas que não param para onibus escolar. Ou seja, para tal tipo, se o assunto era escola, qualuer coisa que contenha a palavra ele entende que serve ao assunto, nem mesmo se importa que isso possa ser contrário ao que defende. Ele sai falando como resposta automática qualquer coisa (um simulacro) e não sabe explicar nada, e nada esclarece sobre o que diz. Parece não entender o que lê e tão pouco entende o que escreve. Faz uma miscelanea como simulacro de resposta, sem nada responder. A ausência de nexo é absoluta, e se presente é por mero acaso.

...a mente já está deteriorada pela ideologia, nos resta apenas não levar a sério tal tipo, para nos divertir com a repeção desconexa de coisas que nem mesmo o tipo consegue entender; ele apenas repete coisas gravadas na sua mente, sem capacidade para compor um todo coerente. Daí não se importar de dizer que o crime é falta de escola ou de bens materiais, e ao ser confrontado com o fato de remediados e até ricos, desde os graduados até pós graduados, se dedicarem até a crimes comuns além dos mais elaborados, ele simplesmente, mecanicamente, simula indignação contra a impunidade dos ricos.

...PORRA! como se pode levar a sério um coitado destes???
Como levar a sério um sujeito que escreve uma frase, ora como anônimo e em seguida como fruto, e nem mesmo sabe esclarecer-lhe o significado, mesmo desafiado???
O tipo tá com a mente deteriorada pela ideologia, já não consegue nexo em seu besteirol ...hehehe!
Eu estou guardando os comentarios do "Os inimputáveis", pois reproduzi-los para que aqueles que ainda possuem algum discernimento é excelente para faze-los entenderem no que podem se transformar ao se deixarem corromper por uma ideologia. Não só estes comentários mas alguns outros, deveriam ser guardados em uma apostila, para ser lida por quem desejasse entender o que uma ideologia pode fazer com uma mente.
(estes do "Os inimputáveis" estão ótimos para demonstrar isso. Sokal se encantaria com tamanha demonstração de estupidez, aquela mesma que ele demonstrou, escrevendo propositadamente asneiras desconexas muito bem aceitas pelos ideológicos-esquerdistas)
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C. Mouro
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C. Mouro disse...

O absurdo que o Guilherme Roesler levantou, é exatamente aquilo que está naquela minha escrivinhação "O coletismo" ...é ótimo perceber que muitos chegam à conclusões semelhantes.
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Abraços
C. Mouro

BOOTLEAD disse...

Excelente Rodrigo, mais do que perfeito, somado com o artigo de Maria Lucia Victor Barbosa:
"Para que servem Homens-Carneiros", (DiegoCasagrande 17/01/06), está completa a definição das bestas que se dizem humanas com as quais temos que conviver dia-a-dia. Coitados, ignorantes, não tiveram oportunidades, mal informados, etc., ora, que falácias, não passam de andróides predadores, muito espertos como o seu líder máximo e vão nos exterminar sem dó nem piedade, nós seres humanitários. Basta de ser complacente por enquanto ainda temos tempo ou então continuemos com atitudes politicamente corretas e aguardemos nosso triste fim.

C. Mouro disse...

Bom site do bootlead, com o artigo sobre o paraíso cubano. Seria ótimo se houvesse fotos do campo em cuba. Mas lá é mais dificil de tirar foto, nem mesmo se pode andar por lá.
Irei mais vezes ao site.
ah! se não fosse a internet, com certeza ainda seria constrangedor mostrar a safadeza e perversidade do socialismo (a legalização da bandidagem, monopolizada e hierarquizada pelo Estado, é lógico).
Talvez já tivessemos em plena escravidão da população, uma escravidão escancarada, em nome dos pobres e oprimidos, é claro!

Abraços
C. Mouro

Jabuticabo disse...

"A mente do traste é isso mesmo, com tendencia fantasiosa de sem nexo"


... e, não, eu não faço de propósito, não... eu simplesmente não posso evitar.


Mas é isto mesmo, você acertou na mosca, é uma coisa assim meio pós-moderna, pynchonesca, um, já que vc citou, um Sokal nas oreia da sisudez, sem toda a questão da fraude em um journal que não tinha peer-review

Mas me intriga que eu não possa citar Maggie Thatcher, Ben Bernanke, Alan Greenspan, São João ou São Benedito, só porque eu seria pretensamente um comunista ateu de uma figa.

O problema é que se eu escrevesse em letra de forma não causaria uma reação como esta em você, e isto, convenhamos, é uma maçada... além do mais, sem todos os acessórios estéticos à lógica, meu post anterior ficaria assim:

"O comentarista anterior justifica seu horror ao que considera burrice de acólitos da esquerda petista como uma demonstração viva das idéias de Ayn Rand mostradas no artigo. O problema com isto é que esta sua interpretação contém um paradoxo que só se desfaz se você admitir que uma mente questionadora, por princípio, possa discordar da sua escolha política nas eleições de 2006, justamente o argumento original do post."

Viu como é chato e logicamente frio como um forno microondas desligado e, pior, sem nenhuma pipoca para estourar nele?

Tomem cuidado, por favor, com as respostas prontas que podem surgir no seu próprio grupo.

C. Mouro disse...

...hehehe!
O vazio dos simulacros.

Abs
C. Mouro

Jabuticabo disse...

Hum... eu achava que Baudrillard fosse coisa de comunista proceis...

Jabuticabo disse...

ops, vc nem sabe do que eu estou falando... justamente porque Baudrillard é coisa de comunista mesmo, mas vc nem sabia.

Viand Milliner disse...

Que cara topetudo do caramba... vai sifu...

Ricardo Froes disse...

Não, meu caro fruta-anônimo, ninguém considera você um "comunista ateu de uma figa". Não seja pretensioso. Você é, no máximo, um disfrênico, chato pra cacete, incapaz de concatenar idéias e orgulhoso, talvez porque alguém da família algum dia tenha elogiado sua memória e sua veborragia.

Trate-se. Hoje há medicamentos capazes de combater até o seu caso, e quase sem efeitos colaterais. A mania de grandeza hoje é tratada como um simples transtorno obsessivo-compulsivo, o tal do TOC, de que até Roberto Carlos é vítima.

Viu? Você está em excelente companhia! Não se avexe porque, até o rei já admitiu o mal em público.

E outra coisa: não perca seu tempo lendo Pynchon ou Sokal porque eu tenho quase certeza que a indução à masturbação cerebral causada por leituras tão complexas foi a causadora desse seu transtorno mental. Prefira "Meu pé de laranja-lima" e, nas horas vagas, leia Maktub, porque o nosso mago vai causar um enorme bem-estar nessa sua cabecinha. Mas jamais leia "O pequeno príncipe" porque periga você querer se candidatar a Miss...

Anônimo disse...

"Eu quero uma mulher bem nua"

Zezé, in "Meu Pé de Laranja Lima"
Lima Barreto... ops... José de Mauro de Vasconcelos



E agora, o que eu faço meu Jesus?

A Ann Rayd me manda ter uma mente inquisitiva e praticar o livre pensar e ser questionador, enquanto o comentarista do blog me manda ler o Pequeno Príncipe ou Meu Pé de Laranja Lima. Tenho a suspeita de que vou fazer os dois.

Este seu conselho parece daqueles que desautorizam qualquer um a ler a novela francesa do séc XIX, como Balzac, por exemplo, ou o divertido Dumas, por causa dos propalados "horrores da Revolução Francesa", em um bairrismo anglófilo que nem o Reino Unido tem. Não ler autores franceses era basicamente o elogio de ninguém menos que Pimenta Neves a Daniel Piza na orelha de um livro deste.

Enfim, eu leio basicamente aquilo que eu quiser, e falo o que eu quiser.

Como eu sempre digo: liberalismo no dos outros é refresco, nénão?

Em outro assunto, o paper de Sokal sobre sociolgia pós-moderna era uma brincadeira, ou você levou a sério?

Anônimo disse...

Ah, então não era pra ler O Pequeno Príncipe... agora já foi. Você sabe onde eu compro uma faixa, uns trajes de banho e uma coroa?

Ricardo Froes disse...

Claro que não levei a sério sua menção a Sokal.

Para ser mais preciso, você não é para ser levado a sério.

E eu acho que já te dei muito IBOPE. Chega!

Anônimo disse...

Vc continua sem entender o cerne da questão sobre Sokal: o paper dele sobre sociologia pós-moderna era uma brincadeira, uma peça que ele pregou. Sokal é um físico que ficou famoso por ter pregado esta peça.

Para outro comentarista deste blog, a peça foi a demonstração cabal de que esquerdistas não têm nada na cabeça, e que as ciências humanas, ao contrário das ciências naturais, estariam perdidas em uma armadilha de um contínuo relativismo pós-moderno como a forma de resolver conflitos sem embates e a justificação para praticamente qualquer coisa.

Então o tal Sokal fez um paper apinhado de conceitos estapafúrdios, misturando física, sociologia, criando termos estranhos como "matemática libertadora", mandou para um periódico de sociologia e o paper foi publicado.

A parte que nunca contam é que não havia peer-review no periódico, feito justamente para que se proposições não bem-aceitas no meio acadêmico fossem publicadas, e que o físico ignorou as sugestões de mudanças feitas pelos editores, fazia questão que seu paper saísse como ele o escreveu.

C. Mouro disse...

Ô Ricardo,
é válido trocar uns comentários com estes tipos. Veja bem, eles acabam mostrando o que
são: como papagaios repetem frases que não sabem explicar (até fiquei penalisado); são forçados a
se sair com evasivas e desvios de foco, colocam palavras na boca alheia para simularem
questionamentos e deliram em frenesi desconexo, esquizofrênico, nestes seus simulacros (Nessa Marx
foi mestre, ao criticar a própria invenção fantasiosa sem explicar sua própria solução), se vendo
obrigados a escrever sem ter qualquer argumento para opor, colocando-se nesta situação esquisita.

...hehehe! esses caras sofrem.

Imagine a situação, por exemplo do Jabuticaba, ele já se constrange de dizer-se
socialista/marxista, então nega se-lo mas afirma o discurso misturado com populismo piegas. Claro
que isso é doloroso. Para estes tipos que se realizam por "tabelinha", coletivistas, o que lhes
restou após a queda do muro? ...lhes foi esfregado nas fuças que seu socialismo foi derrotado
fragorosamente, foi um fracasso. Então resta a estes tipos, como líderes ideológicos, um bufão
como Hugo Chaves, um Lulla que é uma mistura de Ofélia com Seu Creisson e Maluf, e ainda um tal Evo
morales que é uma nulidade, mais parecendo um menino de recados do Chaves. ...hehehe! temos que
dar um desconto, pois estes caras sofrem uma barbaridade.
E para piorar a situação deles, o Saddan que puxava o coro anti-EUA, apesar de gostarem de afirmar
que os EUA "armaram o Saddan", sem conseguir apontar as armas americanas do Saddam (mais uma
vergonha que eles passam quando imprensados ...hehehe!), ...e para piorar, esse Saddam tão
simpático e admirado por estes recalcados anti-EUA ...tcham! ...acabou literalmente com a corda no

pescoço ...hehehe! ...deixando-os mais uma vez enviuvados ...hehehe!
...e por aí vai

Caro Ricardo, temos que dar um desconto para estas bobagens que aqui gravam, temos que entender que
eles sofrem pra cacete.
putz grila! imagina ter como expoentes ideológicos um Chaves, um Lulla e um Morales ...hehehe! é
muiiito sofrimento mesmo.

Os caras ficam encabulados de se confessarem partidários de tal ideologia (e isso é bom), chegam
até se dizerem da iniciativa privada para disfarçar ...mas acabam dizendo que temem ser demitidos
por suas idéias ...hehehe! que maluquice! como se alguém fosse demitido por isso na IP. Coitados,
querem se apresentar como vítimas perseguidas para conquistar corações ...isso é muito triste, os caras tem que ficar desconexos mesmo. ...é o organismo se defendendo.
Esse rebanho é de envergonhar mesmo ...Hugo Chaves como principal pastor ...é de matar de vergonha, coisa de loco ...hehehe!

Enfim
o barco segue
Abraços
C. Mouro

Ricardo Froes disse...

Mouro:

Você falou em trocar comentários. Tudo bem, eu até troco meu empirismo pelos embasamentos teóricos - mesmo porque eu ainda estou em Tales de Mileto e a maioria aqui já está em Ayn Rand e Marilena Chauí (bleargh!) - desde que seja dentro dos parâmetros lógicos da concatenação das idéias.

Mas, como você mesmo disse, quando as esquizofrênicas viúvas de Marx se percebem acuadas, elas partem para uma verborragia desconexa, insuportável e ininteligível, que inviabiliza qualquer papo, e aí, a gente passa a desfocar junto, o que não leva a nada a não ser encher o saco de quem vem aqui procurar coisas mais ou menos sérias.

Como eu não tenho a veleidade de bancar o psicanalista e esses caras estão muito mais para Chauncey Gardiner ou Forrest Gump do que para projetos de pensadores, eu prefiro ficar na minha porque, nesses casos, os médicos aconselham a não contrariar essa gente.

Abraço

P.S.: Marilena Chauí foi só um chiste.

C. Mouro disse...

Veja bem Ricardo,
eu concordo em parte com você, e de fato há pessoas que vêm em busca de idéias e acabam encontrando uma baixaria, são pessoas ponderadas em busca de conhecimento, e dificilmente se entregam às paixões idiotas por ideologias, tendem à neutralidade. Isso é um fato. Mas por outro lado aqueles mais inquietos, necessitados de alento, inseguros e propensos às paixões, ao se depararem com as idiotices ideológicas sem o devido revide, pela própria insegurança, tendem a se entregar ao mais barulhento, ao mais emocionante, àquilo que lhe pareça mais pungente. São esses que estes trastes capituram, pois indefesos ante as asneiras que se fazem mais visíveis.
Certamente que ninguém imaginou que o marxismo, com seu besteirol contraditório e fantasioso fosse capaz de fazer tanto sucesso. E então, não houve o combate a tamanho frenesi idiotico que acabou tornando-se palatável não só a massa mas também aos cultos, todos receosos de criticar aquilo que tornou-se, pela propaganda, um "belo ideal", que em verdade era não apenas um embuste técnico mas sobretudo um embuste moral, pelo sincretismo com a essência de outra ideologia que ainda não tinha banido os principios morais estóicos. As duas se uniram e deu no que deu.

Ou seja, trocar comentários sem levar estes maluquetes a sério tem a sua validade, e se o fizermos para nos divertirmos com as asneiras que eles passam a produzir, numa desesperada tentativa de opor argumentos e questões, isso acaba sendo útil. Afinal, os que se dispuserem a ler estes desequilibrados lerão os comentários opostos e perceberão o quão fácil de perceber são os embustes destes tipos desconexos, que em desespero nem medem o tamanho das asneiras e contradições que aqui deixam gravadas.

Ou seja, de minha parte eu ainda me divirto com este frenesi desconexo e asnático, e por outro lado expô-lo tem lá alguma validade.
Penso que a omissão os fortalece, pois foi assim que os líderes socialistas (safados e maníacos) conseguiram induzir a massa a crer que eram democratas lutando pela democracia e pelos pobres, combatidos por neoliberais imperialistas e exploradores.

Um aparte: só quero ver quando surgir o nome de uma empreiteira petista que atua desde obras, coleta de lixo e até banco, nesse mar de lama petista que já foi drenado e virou poça. ...sei não, mas vai se um tsunami.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Ah! descobri nestes dias um blog bem divertido. Os caras são bons, eles falam bricando aquilo que os asnáticos falam a sério.
É engraçado e com algumas tiradas geniais.
http://opiniaopopular.blogspot.com/

Abraços
C. mouro

Ricardo Froes disse...

Mouro

Eu concordo com você que ao deixar esses caras sem as devidas camisas-de-força, sem expô-los ao ridículo que merecem e sem desmascarar essas seitas dogmáticas é um perigo. O campo fértil à disposição dessas doutrinas (ou de qualquer outra que prometa o nirvana) é grande e real.

Acontece, e eu disse antes, que vivi (ou será vivenciei, como manda a moda?) uma experiência de seis meses em um site petista onde a situação era negra. Como será que eu deveria argumentar com Boff depois das afirmações que: "Há que se superar o paradigma, teoricamente já superado, que separava e atomizava as várias instâncias. Porque são inter-retro-conectadas, as soluções devem ser includentes. A transversalidade, tese da ministra Marina da Silva, deve conferir a tônica na implementação dos três eixos do governo."? Cadê a tecla SAP?

E que tal saber que " Lula é certeza do combate à corrupção, do combate ao crime organizado, do fim da impunidade. Tudo isso Lula fez em 4 anos, e nos próximos 4 anos vai fazer muito mais de bom para o país e para o povo brasileiro."?

E tome de gente como Pomar, Sader, Carceroni, Edson Santos, Chauí... Ego sum testiculus plenus.

É por essas e muitas outras que ando meio cansado dessa gente idiota e meio sem paciência para enfrentar esse exército de dementes. Por enquanto vou me deleitando com os seus textos e os de Constantino, os quais assino embaixo sem ler, limitando-me a escrever algumas impressões ocasionais. Aos poucos eu recupero a forma.

Abraço

Jabuticabo disse...

Ricardo Froes,

Quisera eu estar na companhia de Tales de Mileto, Pitágoras de Samos ou Bhaskara Acharya (este o matemático indiano que desenvolveu o método com que resolvemos até hoje equações do 2o. grau)...

Mas quem, afinal, não tem foco? Quem aborda um único assunto por vários temas diferentes ou não seria quem fala sempre do mesmo tema para assuntos completamente diferentes?

Você não precisa apoiar este ou daquele partido para compreender isto: quando a resposta para todos os problemas e os problemas com todas as respostas recaem na mesma crítica, implicam em chamar alguém de burro etc, não haveria algo muito suspeito?

Eu sugiro que você desconfie de quem sugere que você não debata, não discuta: o autoritarismo às vezes triunfa e consegue que o apoiem exatamente se fazendo de seu amigo, seu conselheiro, mas esta é apenas uma sugestão.

C. Mouro disse...

Xiiiiiiii!!!!!!!!

A coisa tá que tá. ...hehehe!
Como eu por último disse: considero-os inimputáveis. Não sabem o que dizem.

Rindo pra caramba
C. Mouro

Rodrigo disse...

Hum...Então você só está usando a razão se, e somente se, concordar (bovinamente? Por que não?) com as idéias assim ditas "liberais". Por que? Porque senão você é idiota, safado, comunista ou néscio. Logo teremos de concordar com uma ideologia maluca que se autoproclama liberal, mas que prescinde da democracia quando convém, que odeia o estado, mas quer dinheiro público para empresários incompetentes, diz defender o estado de direito, mas apóia criminosos e o roubo de propriedade privada quando necessário. Vale tudo para manter o bom e velho patrimonialismo brasileiro. Hehehehehe testemunhem a criação da República Talibã do Liberalismo Doido. Comédia....

PS. E vai tentar saber as respostas dos nossos “liberais” acerca de suas contradições. É o supra sumo da racionalidade...

C. Mouro disse...

Surtou mesmo!

...hehehe!
Abs
C. Mouro

Rodrigo disse...

Eu não disse?

Rodrigo disse...

THE UNLIKELIEST CULT IN HISTORY
BY MICHAEL SHERMER
Contents:
Introduction
Bibliography
Freudian projection is the process of attributing one's own ideas, feelings, or attitudes to other people or objects--the guilt-laden adulterer accuses his spouse of adultery, the homophobe actually harbors latent homosexual tendencies. A subtle form of projection can be seen in the accusation by Christians that secular humanism and evolution are "religions"; or by cultists and paranormalists that skeptics are themselves a cult and that reason and science have cultic properties. For skeptics, the idea that reason can lead to a cult is absurd. The characteristics of a cult are 180 degrees out of phase with reason. But as I will demonstrate, not only can it happen, it has happened, and to a group that would have to be considered the unlikeliest cult in history. It is a lesson in what happens when the truth becomes more important than the search for truth, when final results of inquiry become more important than the process of inquiry, and especially when reason leads to an absolute certainty about one's beliefs such that those who are not for the group are against it.
The story begins in 1943 when an obscure Russian immigrant published her first successful novel after two consecutive failures. It was not an instant success. In fact, the reviews were harsh and initial sales sluggish. But slowly a following grew around the novel, word of mouth became the most effective marketing tool, and the author began to develop what could, with hindsight, be called a "cult following." The initial print-run of 7,500 copies was followed by multiples of five and 10,000 until by 1950 half a million copies were circulating the country. The book was The Fountainhead and the author Ayn Rand. Her commercial success allowed her the time and freedom to write her magnum opus, Atlas Shrugged, published in 1957 after ten years in the making. It is a murder mystery, not about the murder of a human body, but of the murder of a human spirit. It is a broad and sweeping story of a man who said he would stop the ideological motor of the world. When he did, there was a panoramic collapse of civilization, with its flame kept burning by a small handful of heroic individuals whose reason and morals directed both the fall and the subsequent return of culture.

As they did to The Fountainhead, reviewers panned Atlas with a savage brutality that, incredibly, only seemed to reinforce followers' belief in the book, its author, and her ideas. And, like The Fountainhead, sales of Atlas sputtered and clawed their way forward as the following grew, to the point where the book presently sells over 300,000 copies a year. "In all my years of publishing," recalled Random House's owner, Bennett Cerf, "I've never seen anything like it. To break through against such enormous opposition!" (Branden, 1986, p. 298). Such is the power of an individual hero . . . and a cult-like following.

What is it about Rand's philosophy that so emotionally stimulates proponents and opponents alike? Before Atlas Shrugged was published, at a sales conference at Random House a salesman asked Rand if she could summarize the essence of her philosophy, called Objectivism, while standing on one foot. She did so as follows (1962):

Metaphysics: Objective Reality
Epistemology: Reason
Ethics: Self-interest
Politics: Capitalism
In other words, nature exists independent of human thought. Reason is the only method of perceiving this reality. All humans seek personal happiness and exist for their own sake, and should not sacrifice themselves to or be sacrificed by others. And laissez-faire capitalism is the best political-economic system for the first three to flourish, where "men deal with one another, not as victims and executioners, nor as masters and slaves, but as traders, by free, voluntary exchange to mutual benefit," and where "no man may initiate the use of physical force against others" (p. 1). Ringing throughout Rand's works is the philosophy of individualism, personal responsibility, the power of reason, and the importance of morality. One should think for one's self and never allow an authority to dictate truth, especially the authority of government, religion, and other such groups. Success, happiness, and unrestrained upward mobility will accrue to those who use reason to act in the highest moral fashion, and who never demand favors or handouts. Objectivism is the ultimate philosophy of unsullied reason and unadulterated individualism, as expressed by Rand through her primary character in Atlas Shrugged, John Galt:
Man cannot survive except by gaining knowledge, and reason is his only means to gain it. Reason is the faculty that perceives, identifies and integrates the material provided by his senses. The task of his senses is to give him the evidence of existence, but the task of identifying it belongs to his reason, his senses tell him only that something is, but what it is must be learned by his mind (p. 1012).
In the name of the best within you, do not sacrifice this world to those who are its worst. In the name of the values that keep you alive, do not let your vision of man be distorted by the ugly, the cowardly, the mindless in those who have never achieved his title. Do not lose your knowledge that man's proper estate is an upright posture, an intransigent mind and a step that travels unlimited roads. Do not let your fire go out, spark by irreplaceable spark, in the hopeless swamps of the approximate, the not-quite, the not-yet, the not-at-all. Do not let the hero in your soul perish, in lonely frustration for the life you deserved, but have never been able to reach. Check your road and the nature of your battle. The world you desired can be won, it exists, it is real, it is possible, it's yours (p. 1069).

How, then, could such a philosophy become the basis of a cult, which is the antithesis of reason and individualism? A cult, however it is defined, depends on faith and deindividuation--that is, remove the power of reason in followers and make them dependent upon the group and/or the leader. The last thing a cult leader wants is for followers to think for themselves and become individuals apart from the group.
The cultic flaw in Ayn Rand's philosophy of Objectivism is not in the use of reason, or in the emphasis on individuality, or in the belief that humans are self motivated, or in the conviction that capitalism is the ideal system. The fallacy in Objectivism is the belief that absolute knowledge and final Truths are attainable through reason, and therefore there can be absolute right and wrong knowledge, and absolute moral and immoral thought and action. For Objectivists, once a principle has been discovered through reason to be True, that is the end of the discussion. If you disagree with the principle, then your reasoning is flawed. If your reasoning is flawed it can be corrected, but if it is not, you remain flawed and do not belong in the group. Excommunication is the final step for such unreformed heretics.

If you find it hard to believe that such a line of reasoning could lead a rational, well-intentioned group down the road to culthood, history demonstrates how it can happen. The 1960s were years of anti-establishment, anti-government, find-yourself individualism, so Rand's philosophy exploded across the nation, particularly on college campuses. Atlas Shrugged became the book to read. Though it is a massive 1,168 pages long, readers devoured the characters, the plot, and most importantly, the philosophy. It stirred emotions and evoked action. Ayn Rand clubs were founded at hundreds of colleges. Professors taught courses in the philosophy of Objectivism and the literary works of Rand. Rand's inner circle of friends began to grow and one of them, Nathaniel Branden, founded the Nathaniel Branden Institute (NBI), sponsoring lectures and courses on Objectivism, first in New York, and then nationally.

As the seminars increased in size and Rand's popularity shot skyward, so too did the confidence in her philosophy, both for Rand and her followers. Hundreds of people attended classes, thousands of letters poured into the office, and millions of books were being sold. Movie rights for Atlas were being negotiated (The Fountainhead had already been made into a film). Her rise to intellectual power and influence was nothing short of miraculous, and readers of her novels, especially Atlas Shrugged, told Rand it had changed their lives and their way of thinking. Their comments ring of the enthusiasm of the followers of a religious cult (Branden, 1986, pp. 407-415):

After reading Atlas a young woman in the Peace Corps wrote: "I had undergone the loneliest, most inspiring, and heartrending psycho-intellectual transformation, and all my plans upon returning to the United States had changed."
A 24-year old "traditional housewife" (her own label) read Atlas and said: "Dagny Taggart [the book's principle heroine] was an inspiration to me; she is a great feminist role model. Ayn Rand's works gave me the courage to be and to do what I had dreamed of."
A businessman began reading Atlas and said "Within a few hundred pages I sensed clearly that I had ventured upon a lifetime of meaning. The philosophy of Ayn Rand nurtured growth, stability and integrity in my life. Her ideas permeated every aspect of my business, family and creative life."
A law school graduate said of Objectivism: "Dealing with Ayn Rand was like taking a post-doctoral course in mental functioning. The universe she created in her work holds out hope, and appeals to the best in man. Her lucidity and brilliance was a light so strong I don't think anything will ever be able to put it out."
An economics professor recalled: "After you read Atlas Shrugged you don't look at the world with the same perspective."
A philosophy professor concluded: "Ayn Rand was one of the most original thinkers I have ever met. There is no escape from facing the issues she raised. . . . At a time in my life when I thought I had learned at least the essentials of most philosophical views, being confronted with her . . . suddenly changed the entire direction of my intellectual life, and placed every other thinker in a new perspective."
Another philosophy professor, this one disliking Rand and disagreeing with Objectivism, recalled after an all-night discussion with the philosopher-novelist: "She's found gaping holes in every philosophical position I've maintained for the whole of my life--positions I teach my students, positions on which I'm a recognized authority--and I can't answer her arguments! I don't know what to do!" (p. 247).
There are thousands more just like these, many from people who are now quite successful and well-known, and give credit to Rand. But to the inner circle surrounding and protecting Rand (in ironic humor they called themselves the "Collective"), their leader soon became more than just extremely influential. She was venerated as their leader. Her seemingly omniscient ideas were inerrant. The power of her personality made her so persuasive that no one dared to challenge her. And her philosophy of Objectivism, since it was derived through pure reason, revealed final Truth and dictated absolute morality.
One of the closest to Rand was Nathaniel Branden, a young philosophy student who joined the Collective in the early days before Atlas Shrugged was published. In his autobiographical memoirs entitled Judgment Day (1989), Branden recalled: "There were implicit premises in our world to which everyone in our circle subscribed, and which we transmitted to our students at NBI." Incredibly, and here is where the philosophical movement became a cult, they came to believe that (pp. 255-256):

Ayn Rand is the greatest human being who has ever lived.
Atlas Shrugged is the greatest human achievement in the history of the world.
Ayn Rand, by virtue of her philosophical genius, is the supreme arbiter in any issue pertaining to what is rational, moral, or appropriate to man's life on earth.
Once one is acquainted with Ayn Rand and/or her work, the measure of one's virtue is intrinsically tied to the position one takes regarding her and/or it.
No one can be a good Objectivist who does not admire what Ayn Rand admires and condemn what Ayn Rand condemns.
No one can be a fully consistent individualist who disagrees with Ayn Rand on any fundamental issue.
Since Ayn Rand has designated Nathaniel Branden as her "intellectual heir," and has repeatedly proclaimed him to be an ideal exponent of her philosophy, he is to be accorded only marginally less reverence than Ayn Rand herself.
But it is best not to say most of these things explicitly (excepting, perhaps, the first two items). One must always maintain that one arrives at one's beliefs solely by reason.
It is important to note that my critique of Rand and Objectivism as a cult is not original. Rand and her followers were, in their time, accused of being a cult which, of course, they denied. "My following is not a cult. I am not a cult figure," Rand once told an interviewer. Barbara Branden, in her biography, The Passion of Ayn Rand, recalls: "Although the Objectivist movement clearly had many of the trappings of a cult--the aggrandizement of the person of Ayn Rand, the too ready acceptance of her personal opinions on a host of subjects, the incessant moralizing--it is nevertheless significant that the fundamental attraction of Objectivism . . . was the precise opposite of religious worship" (p. 371). And Nathaniel Branden addressed the issue this way: "We were not a cult in the literal, dictionary sense of the word, but certainly there was a cultish aspect to our world . . . . We were a group organized around a charismatic leader, whose members judged one another's character chiefly by loyalty to that leader and to her ideas" (p. 256).
But if you leave the "religious" component out of the definition, thus broadening the word's usage, it becomes clear that Objectivism was (and is) a cult, as are many other, non-religious groups. In this context, then, a cult may be characterized by:

Veneration of the Leader: Excessive glorification to the point of virtual sainthood or divinity.
Inerrancy of the Leader: Belief that he or she cannot be wrong.
Omniscience of the Leader: Acceptance of beliefs and pronouncements on virtually all subjects, from the philosophical to the trivial.
Persuasive Techniques: Methods used to recruit new followers and reinforce current beliefs.
Hidden Agendas: Potential recruits and the public are not given a full disclosure of the true nature of the group's beliefs and plans.
Deceit: Recruits and followers are not told everything about the leader and the group's inner circle, particularly flaws or potentially embarrassing events or circumstances.
Financial and/or Sexual Exploitation: Recruits and followers are persuaded to invest in the group, and the leader may develop sexual relations with one or more of the followers.
Absolute Truth: Belief that the leader and/or group has a method of discovering final knowledge on any number of subjects.
Absolute Morality: Belief that the leader and/or the group have developed a system of right and wrong thought and action applicable to members and nonmembers alike. Those who strictly follow the moral code may become and remain members, those who do not are dismissed or punished.
The ultimate statement of Rand's absolute morality heads the title page of Nathaniel Brandon's book. Says Rand:
The precept: "Judge not, that ye be not judged" . . . is an abdication of moral responsibility: it is a moral blank check one gives to others in exchange for a moral blank check one expects for oneself.
There is no escape from the fact that men have to make choices; so long as men have to make choices, there is no escape from moral values; so long as moral values are at stake, no moral neutrality is possible. To abstain from condemning a torturer, is to become an accessory to the torture and murder of his victims.

The moral principle to adopt . . . is: "Judge, and be prepared to be judged."

The absurd lengths to which such thinking can go is demonstrated by Rand's pronounced judgements on her followers of even the most trivial things. Rand had argued, for example, that musical taste could not be objectively defined, yet, as Barbara Branden observed, "if one of her young friends responded as she did to Rachmaninoff . . . she attached deep significance to their affinity." By contrast, if a friend did not respond as she did to a certain piece or composer, Rand "left no doubt that she considered that person morally and psychologically reprehensible." Branden recalled an evening when a friend of Rand's remarked that he enjoyed the music of Richard Strauss. "When he left at the end of the evening, Ayn said, in a reaction becoming increasingly typical, 'Now I understand why he and I can never be real soul mates. The distance in our sense of life is too great.' Often, she did not wait until a friend had left to make such remarks" (p. 268).
With this set of criteria it becomes possible to see that a rational philosophy can become a cult when most or all of these are met. This is true not only for philosophical movements, but in some scientific schools of thought as well. Many founding scientists have become almost deified in their own time, to the point where apprentices dare not challenge the master. As Max Planck observed about science in general, only after the founders and elder statesmen of a discipline are dead and gone can real change occur and revolutionary new ideas be accepted.

In both Barbara's and Nathaniel Branden's assessment, then, we see all the characteristics of a cult. But what about deceit and sexual exploitation? In this case, "exploitation" may be too strong of a word, but the act was present nonetheless, and deceit was rampant. In what has become the most scandalous (and now oft-told) story in the brief history of the Objectivist movement, starting in 1953 and lasting until 1958 (and on and off for another decade after), Ayn Rand and her "intellectual heir" Nathaniel Branden, 25 years her junior, carried on a secret love affair known only to their respective spouses. The falling in love was not planned, but it was ultimately "reasonable" since the two of them were, de facto, the two greatest humans on the planet. "By the total logic of who we are--by the total logic of what love and sex mean--we had to love each other," Rand told Barbara Branden and her own husband, Frank O'Connor. It was a classic display of a brilliant mind intellectualizing a purely emotional response, and another example of reason carried to absurd heights. "Whatever the two of you may be feeling," Rand rationalized, "I know your intelligence, I know you recognize the rationality of what we feel for each other, and that you hold no value higher than reason" (B. Brandon, p. 258).

Unbelievably, both Barbara and Frank accepted the affair, and agreed to allow Ayn and Nathaniel an afternoon and evening of sex and love once a week. "And so," Barbara explained, "we all careened toward disaster." The "rational" justification and its consequences continued year after year, as the tale of interpersonal and group deceit grew broader and deeper. The disaster finally came in 1968 when it became known to Rand that Branden had fallen in love with yet another woman, and had begun an affair with her. Even though the affair between Rand and Branden had long since dwindled, the master of the absolutist moral double-standard would not tolerate such a breach of ethical conduct. "Get that bastard down here!," Rand screamed upon hearing the news, "or I'll drag him here myself!" Branden, according to Barbara, slunk into Rand's apartment to face the judgment day. "It's finished, your whole act!" she told him. "I'll tear down your facade as I built it up! I'll denounce you publicly, I'll destroy you as I created you! I don't even care what it does to me. You won't have the career I gave you, or the name, or the wealth, or the prestige. You'll have nothing . . . ." The barrage continued for several minutes until she pronounced her final curse: "If you have an ounce of morality left in you, an ounce of psychological health--you'll be impotent for the next twenty years!" (pp. 345-347).

Rand's verbal attack was followed by a six-page open letter to her followers in her publication The Objectivist (May, 1968). It was entitled "To Whom It May Concern." After explaining that she had completely broken with the Brandens, Rand continued the deceit through lies of omission: "About two months ago . . . Mr. Branden presented me with a written statement which was so irrational and so offensive to me that I had to break my personal association with him." Without so much as a hint of the nature of the offense Rand continued: "About two months later Mrs. Branden suddenly confessed that Mr. Branden had been concealing from me certain ugly actions and irrational behavior in his private life, which was grossly contradictory to Objectivist morality . . . . " Branden's second affair was judged immoral, his first was not. This excommunication was followed by a reinforcing barrage from NBI's Associate Lecturers that sounds all too ecclesiastical in its denouncement (and written out of complete ignorance of what really happened): "Because Nathaniel Branden and Barbara Branden, in a series of actions, have betrayed fundamental principles of Objectivism, we condemn and repudiate these two persons irrevocably, and have terminated all association with them . . . . " (Branden, 1986, pp. 353-354).

Confusion reigned supreme in both the Collective and in the rank-and-file membership. Mail poured into the office, most of it supporting Rand (naturally, since they knew nothing of the first affair). Nathaniel received angry responses and even Barbara's broker, an Objectivist, terminated her as his client. The group was in turmoil over the incident. What were they to think with such a formidable condemnation of unnamed sins? The ultimate extreme of such absolutist thinking was revealed several months later when, in the words of Barbara, "a half-demented former student of NBI had raised the question of whether or not it would be morally appropriate to assassinate Nathaniel because of the suffering he had caused Ayn; the man concluded that it should not be done on practical grounds, but would be morally legitimate. Fortunately, he was shouted down at once by a group of appalled students" (p. 356n).

It was the beginning of the long decline and fall of Rand's tight grip over the Collective. One by one they sinned, the transgressions becoming more minor as the condemnations grew in fierceness. And one by one they left, or were asked to leave. In the end (Rand died in 1982) there remained only a handful of friends, and the designated executor of her estate, Leonard Peikoff (who presently carries on the cause through the Southern California based Ayn Rand Institute, "The Center for the Advancement of Objectivism"). While the cultic qualities of the group sabotaged the inner circle, there remained (and remains) a huge following of those who choose to ignore the indiscretions, infidelities, and moral inconsistencies of the founder, and focus instead on the positive aspects of the philosophy. There is much in it from which to choose, if you do not have to accept the whole package. In this analysis, then, there are three important caveats about cults, skepticism, and reason:

Criticism of the founder of a philosophy does not, by itself, constitute a negation of any part of the philosophy. The fact that Christians have been some of the worst violators of their own moral system does not mean that the ethical axioms of "thou shalt not kill," or "due unto others as you would have them do unto you," are negated. The components of a philosophy must stand or fall on their own internal consistency or empirical support, regardless of the founder's personality quirks or moral inconsistencies. By most accounts Newton was a cantankerous and relatively unpleasant person to be around. This fact has nothing at all to do with his principles of natural philosophy. With thinkers who proffer moral principles, as in the case of Rand, this caveat is more difficult to apply, but it is true nonetheless. It is good to know these things about Rand, but it does not nullify her philosophy. I reject her principles of final Truth and absolute morality not because Rand had feet of clay, but because I do not believe they are either logically or empirically tenable.
Criticism of part of a philosophy does not gainsay the whole. In a similar analogy as above, one may reject parts of the Christian philosophy while embracing others. I might, for example, attempt to treat others as I would have them treat me, while at the same time renounce the belief that women should remain silent in church and be obedient to their husbands. One may disavow Rand's absolute morality, while accepting her metaphysics of objective reality, her epistemology of reason, and her political philosophy of capitalism (though Objectivists would say they all follow from her metaphysics). Which leads me to the third caveat.
The critic of part of a philosophy does not necessarily repudiate the whole philosophy. This is a personal caveat to Objectivists and readers of Skeptic alike. Rand critics come from all political positions--left, right, and middle. Professional novelists generally disdain her style. Professional philosophers generally refuse to take her work seriously (both because she wrote for popular audiences and because her work is not considered a complete philosophy). There are more Rand critics than followers. I am not one of them. Ayn Rand has probably influenced my thinking more than any other author. I have read all of her works, including her newsletters, early works, and the two major biographies. I have even read the Brobdingnagian Atlas Shrugged no less than three times, plus once on audio tape for good measure. Thus I am not a blind critic. (Some of Rand's critics have attacked Atlas without ever reading it, and Objectivism, without ever knowing anything about it. I have encountered many of these myself. Even the pompously intellectual William Buckley spoke of the "desiccated philosophy" of Atlas, "the essential aridity of Miss Rand's philosophy," and the tone of Atlas as "over-riding arrogance," yet later confessed: "I never read the book. When I read the review of it and saw the length of the book, I never picked it up." Nothing could be more irrational.) I accept most of Rand's philosophy, but not all of it. And despite my life-long commitment to many of Rand's most important beliefs, Objectivists would no doubt reject me from their group for not accepting all of her precepts. This is ultimately what makes Objectivism a cult.
I believe (and here I speak strictly for myself and not for the Skeptics Society or any of its members) that reality exists and that reason and science are the best tools we have for understanding causality in the real world. We can achieve an ever-greater understanding of reality but we can never know if we have final Truth with regard to nature. Since reason and science are human activities, they will always be flawed and biased. I believe that humans are primarily driven to seek greater happiness, but the definition of such is completely personal and cannot be dictated and should not be controlled by any group. (Even so-called selfless acts of charity can be perceived as directed toward self-fulfillment--the act of making someone else feel good, makes us feel good. This is not a falsifiable statement, but it is observable in people's actions and feelings.) I believe that the free market--and the freer the better--is the best system yet devised for allowing all individuals to achieve greater levels of happiness. (This is not a defensible statement in this forum. I am just setting the stage for my critique of Rand.) I believe that individuals should take personal responsibility for their actions, buck up and quit whining when facing the usual array of life's problems, and cease this endless disease-of-the-month victimization. Finally, I wholeheartedly embrace Rand's passionate love of the heroic nature of humanity and of the ability of the human spirit to triumph over nature.
So far so good. I might have even made it into the Rand inner circle. But I would have been promptly excommunicated as an unreformed heretic (the worst kind, since reformed heretics can at least be retrained and forgiven), with my belief that no absolute morality is scientifically or rationally tenable, even that which claims to have been derived through pure reason, as in the case of Rand. The reason is straightforward. Morals do not exist in nature and thus cannot be discovered. In nature there are just actions--physical actions, biological actions, and human actions. Human actors act to increase their happiness, however they personally define it. Their actions become moral or immoral when someone else judges them as such. Thus, morality is a strictly human creation, subject to all the cultural influences and social constructions as other such human creations. Since virtually everyone and every group claims they know what right and wrong human action is, and since virtually all of these moralities are different from all others to a greater or lesser extent, then reason alone tells us they cannot all be correct Just as there is no absolute right type of human music, there is no absolute right type of human action. The broad range of human action is a rich continuum that precludes its pigeonholing into the unambiguous yeses and noes that political laws and moral codes require.

Does this mean that all human actions are morally equal? No. Not any more than all human music is equal. We create standards of what we like and dislike, desire or not, and make judgments against these standards. But the standards are themselves human creations and not discovered in nature. One group prefers classical music, and so judges Mozart to be superior to the Moody Blues. Similarly, one group prefers patriarchal dominance, and so judges male privileges to be morally honorable. Neither Mozart nor males are absolutely better, only so when compared to the group's standards. Thus, male ownership of females was once moral and is now immoral, not because we have discovered it as such, but because our society has realized that women also seek greater happiness and that they can achieve this more easily without being in bondage to males. A society that seeks greater happiness for its members by giving them greater freedom, will judge a Hitler or a Stalin as morally intolerable because his goal is the confiscation of human life, without which one can have no happiness.

As long as it is understood that morality is a human construction influenced by human cultures, one can become more tolerant of other human belief systems, and thus other humans. But as soon as a group sets itself up to be the final moral arbiter of other people's actions, especially when its members believe they have discovered absolute standards of right and wrong, it is the beginning of the end of tolerance and thus, reason and rationality. It is this characteristic more than any other that makes a cult, a religion, a nation, or any other group, dangerous to individual freedom. This was (and is) the biggest flaw in Ayn Rand's Objectivism, the unlikeliest cult in history. The historical development and ultimate destruction of her group and philosophy is the empirical evidence to support this logical analysis.

What separates science from all other human activities (and morality has never been successfully placed on a scientific basis), is its belief in the tentative nature of all conclusions. There are no final absolutes in science, only varying degrees of probability. Even scientific "facts" are just conclusions confirmed to such an extent it would be reasonable to offer temporary agreement, but never final assent. Science is not the affirmation of a set of beliefs but a process of inquiry aimed at building a testable body of knowledge constantly open to rejection or confirmation. In science, knowledge is fluid and certainty fleeting. That is the heart of its limitation. It is also its greatest strength.

Bibliography
Branden, B. 1986. The Passion of Ayn Rand. New York: Doubleday.
Branden, N. 1989. Judgment Day: My Years With Ayn Rand. Boston: Houghton Mifflin.
Rand, A. 1943. The Fountainhead. New York: Bobbs-Merrill.
_____. 1957. Atlas Shrugged. New York: Random House.
_____. 1962. "Introducing Objectivism." Los Angeles Times, June 17.

Rodrigo disse...

http://www.2think.org/02_2_she.shtml

C. Mouro disse...

...hehehe!

Rodrigo disse...

Poor C Moura, he can't read...

C. Mouro disse...

hohoho!

Ricardo Froes disse...

Poor rodrigo, he can't write...

Jabuticabo disse...

Poor Jabuticabo, he can't reason!

Précis (resumo do texto em Klingon lá em cima):

"Ayn Rand era uma surtada e logo bolou uma ideologia que explicava a visão particularmente histérica dela do mundo, enquanto isto ela mandava ver com 20% dos seus amigos. Não coincidentemente, pessoas igualmente surtadas costumam pirar nas idéias dela, enquanto os milhões que compraram seu best-seller ' - Tô nem aí... disse Atlas' apenas se comoviam com a fábula do menino que era dono da bola levada a proporções ciclópicas."

Não concordo completamente com a análise acima, ela é apenas suavemente baseada no texto (tenho que melhorar meu Klingon), mas que ficou engraçado, ficou.

Rodrigo disse...

hehehhehe!!! It's ok.
At least, I can laugh!!!!

Rodrigo disse...

hehehhehe!!! It's ok.
At least, I can laugh!!!!

Rodrigo disse...

hehehhehe!!! It's ok.
At least, I can laugh!!!!

Rodrigo disse...

Hehehehehe
Well Jabuticaba, digamos que seu resumo está marginalmente correto.
Se bem que eu não ligo a mínima se Ayn Rand tinha caso com seu discipulos. Não que eu ache que voce ligue.
Nem também o fato dela agir de forma completamente emocional quando se viu traida, ainda que não tenha sido honesta ao disfarçar os seus ataques. Ok, ela é humana.
O que me chamou nesse texto são o duplo padrão de racionalismo, de como tudo que ela se tornou e tudo que ela criou ser tudo aquilo que ela dizia odiar. As vezes nem tudo é o que parece ser.