sábado, janeiro 20, 2007

É Caro ser Brasileiro



Rodrigo Constantino

O iPod, aparelho reprodutor de música da Apple que virou febre de consumo no mundo, pode ser usado agora como um indicador que compara o custo de vida dos diferentes países, tal como o Bic Mac já é utilizado. Afinal, trata-se de um produto homogêneo, vendido praticamente no mundo todo. Serve então para dar uma idéia de quanto custa, convertido para uma mesma moeda, consumir um mesmo produto nesses vários países. O Brasil, para espanto de alguns, é o local onde o iPod é mais caro, de longe!

Baseado nos preços de janeiro de 2007, para o mesmo modelo de iPod, o aparelho custa US$ 328 para o consumidor brasileiro, enquanto o segundo país onde ele é mais caro é a Índia, sendo que lá ele sai por US$ 222. Ou seja, um mesmo iPod custa quase 50% a mais no Brasil que na Índia, o segundo colocado da lista de mais caros do mundo. Vamos lembrar que a Índia também é um país pobre, mas ainda assim, um brasileiro precisa gastar quase 50% a mais que um indiano para curtir a nova febre de consumo do momento.

O país onde o iPod é mais barato é o Canadá, onde o produto da Apple é vendido por US$ 144. Em seguida vem Hong Kong, Japão e Estados Unidos, todos países ricos, com elevada renda per capita, mas onde o iPod não chega a custar US$ 150. Em resumo, um americano da classe média, que ganha quase 5 vezes o que ganha um brasileiro da classe média, precisa gastar menos da metade que o brasileiro para adquirir o mesmo produto!

Alguns poderiam argumentar que isso não é tão relevante, pois estamos falando de um bem de luxo, supérfluo. Mas há dois grandes equívocos nessa linha de pensamento. Em primeiro lugar, tal retrato não é válido somente para o iPod, mas para inúmeros produtos importados, incluindo bens de capital que são fundamentais para a competitividade das empresas. Um computador não sai no Brasil por menos que o dobro daquilo que é vendido nos Estados Unidos, e praticamente todas as empresas usam computadores como insumo, na era do capital intelectual. Em segundo lugar, o dinheiro gasto a mais pelos “ricos” brasileiros poderia ser poupado, virando investimento produtivo, ou direcionado para a compra de outros bens e serviços, gerando mais empregos. Mas ele acaba nas mãos ineficientes do governo, via elevados impostos, e costuma ser desviado pela corrupção, como no “mensalão”, ou se perder no assistencialismo estatal. Seria infinitamente mais eficiente essa montanha de dinheiro permanecer no setor privado, gerando mais riqueza para a nação. Assim ocorre nos Estados Unidos, por exemplo.

O Brasil é um país onde é muito caro ser da classe média. De cara, o governo leva cerca de 40% daquilo que ganhamos, através dos impostos que somos obrigados a pagar, ainda que nos chamem de “contribuintes”. Depois, é preciso gastar novamente com aquilo que, supostamente, seria o motivo para tantos impostos: educação, saúde e segurança. Afinal, os serviços prestados pelo governo, para serem péssimos, teriam que melhorar muito ainda. Cobram impostos escandinavos, mas oferecem serviços africanos. O sujeito de classe média acaba tendo que pagar tudo dobrado, tendo que buscar refúgio no setor mais eficiente, que é o setor privado. Por fim, depois de tão pouco que sobra nos bolsos da classe média, ainda sai tudo mais caro em termos de consumo. Se um carro é o desejo de consumo da família de classe média, esta terá que desembolsar mais que o dobro daquilo que seria necessário caso estivesse nos Estados Unidos, para a compra do mesmo carro! É muito caro mesmo ser brasileiro.

A solução, evidentemente, passa por uma drástica redução dos gastos do governo, com uma concomitante redução acentuada da carga tributária. Não há mistério, não há milagre, não há malabarismos a serem feitos. Quando alguém quer realmente emagrecer, a receita é conhecida: fechar a boca e fazer exercício. Ao menos este é o caminho sustentável de longo prazo. As soluções heterodoxas costumam trazer seqüelas e resultados insatisfatórios ao longo do tempo. Na questão econômica é parecido. Sem esforço na redução do governo não haverá resultado decente. O mais lamentável é que muitos, analogamente falando, ainda sugerem que o ideal para emagrecer é comer mais e mais e ficar parado na completa inércia.

Estão à espera de um milagre, pedindo mais governo e desejando mais progresso. Eu não acredito em milagres, mas sim em esforço e dedicação, aliados ao conhecimento. E você, caro leitor? Jogou na Mega-Sena, acreditou na possibilidade de um milagre entre 50 milhões de alternativas infelizes? Tudo bem, faz parte sonhar. E nesse caso custa barato. Mas espero que não tenha sido o caso de contar com tal fortuna para pagar por gastos já realizados. Pois eu seria capaz de apostar muito alto que você, caro leitor, não foi o vencedor da aposta. Acertei?

O custo do iPod é apenas mais um indicativo de que há muito o que se mudar no Brasil, pois com o modelo atual, que conta com um governo inchado e hiperativo, será cada vez mais caro ser brasileiro. E a renda não é suficiente para isso. Veremos, de longe, os outros países que adotam reformas liberais crescendo e reduzindo a pobreza. Enquanto isso, estaremos aqui ganhando muito menos que eles, mas pagando muito mais pelos mesmos produtos. Coisa de maluco...

24 comentários:

Sergio Oliveira disse...

Está tudo errado no Brasil. Tudo é feito para os políticos ganharem mais e mais dinheiro enquanto a população que se dane.

Só um novo Getúlio Vargas vai resolver isso. Estado Novo, exílio ou morte aos políticos.

Rodrigo Constantino disse...

Getúlio NÃO!!!!! Populista, "pai dos pobres" pela enorme quantidade de pobres que seu regime pariu!

Precisamos é de LIBERALISMO mesmo, Sérgio!

Ricardo Froes disse...

Num tô dizendo? É por isso que o ensino aqui no Brasil também é caro! Quinze anos com um ditador populista fazendo o país andar para trás não são suficientes pra convencer um cidadão que o caminho não é esse.

Eu até me pergunto: será que quem cita Getúlio sabe realmente quem foi ele, o que ele fez, ou apenas repete as besteiras dos políticos caquéticos que ainda o usam como paradigma?

C. Mouro disse...

Há que se corrigir uma coisa cravada nas cabeças:
Dinheiro não é a única ambição.
Há dois tipos de ambição, a material e a psicológica.
Assim, antes mesmo da explicitação de tal constatação, Schopenhauer foi brilhante quando escreveu sobre a outra forma de remunerar ...ela falava das medalhas e glórias, capazes de fazerem imbecis darem a própria vida.
Essa é a questão, comprar indivíduos com dinheiro não é tão seguro comop comprar-lhes a consciência com fantasias. Daí a potência das ideologias.
O que o Sergio quiz dizer talvez não seja bem o que ele disse, assim imagino. Ocorre que Vargas era também um político safado e populista.

Abraços
C. Mouro

jose antonio disse...

"Toda crítica feita a Vargas deve ser analisada em primeiro lugar verificando-se de quem partiu." (Silva, Azevedo & Helbich; Era uma vez..; 2004, p.99)

Também não podemos esquecer, ou fazer vista grossa, ao que Getúlio fez pelo país. Como ninguém, buscou um novo rumo à arcaica economia agroexportadora vigente no Brasil, vide a atitude tomada pelo ministro da Fazenda José Maria Whitaker em relação ao café quando da crise de 29 (nosso café não tinha mais como competir com o de outros países mesmo sem crise). Vargas nunca escondeu sua preocupação com a industrialização brasileira, mesmo diante das empresas estrangeiras que na época exploravam matéria-prima pura e simples do Brasil, portanto, jamais gostariam de ver um país industrializado. Lutou também por inúmeros benefícios trabalhistas que até hoje perduram beneficiando um incontável número de trabalhadores. Na década de trinta o Brasil vivenciou um significativo crescimento do governo em todos os níveis, inclusive sua abertura para o exterior (Getúlio não dispensaria o auxílio de fora sendo ele do eixo ou dos aliados, a usina de Volta Redonda, por exemplo, fora construída com ajuda de dinheiro dos EUA). Os paulistas que "lutavam por uma costituição democrática e liberal", e fomentaram selvagens conflitos em 32 sob o pretexto de uma constituição que não saía, eram justamente os parasitas de outrora que assim agiam por terem seus interesses preteridos. Por fazer tanto, não podia deixar de ser, Vargas teve que enfrentar uma dura oposição interna (não era fácil governar na época, o Brasil era outro), teve que lançar mãos de determinados recursos mesmo que isso custasse sua reputação. Ora, o populismo e a ditadura do Estado Novo (mesmo que árdua, mas com o intuito de por ordem na casa), estão entre estes recursos. Os patéticos pacifistas, que devem saber operar milagres, poderão então dizer: "mas estes meios não justificam os fins". Então o que alguém podería fazer numa época caótica como aquela para governar? O que alguém poderia fazer para mudar esse Brasil do qual fala tão eloqüentemente o Constantino: o Brasil dos "inimputáveis", da política corrupta, da imprensa e da igeja que iludem em troca de favores políticos, e do povo que parece cada vez mais confirmar que não passa de um grande monstro sem cabeça (que elegeu o monstro do nosso atual presidente)?
Diferentemente do Lula que usa um pseudopopulismo somente para chegar no poder e só piorar as coisas para o povo, Getúlio o utilizava para chegar lá e tentar solucionar problemas. Acontece, e isso ainda confunde a cabeça de muitos, que Getúlio Vargas era um homem de um pragmatismo quase cruel, como ressalta o escritor Leôncio Basbaum. Ele sabia jogar muito bem com as peças do tabuleiro, sabia que às vezes devemos sacrificar um peão ou um cavalo para "matar" uma rainha ou mesmo um rei.
Foi um grande presidente, sem dúvida alguma e o que está supramencionado se trata de fatos, como diz o adágio popular: contra fatos não há argumentos".

Jabuticabo disse...

O iPod é mais caro no Brasil porque os impostos estão pela hora da morte, na importação de eletrônicos, computadores etc. O imposto para importar uma máquina de vidopôquer no Brasil é menor do que o para importar um computador, um videogame ou um iPod. Também ajuda a política de preços da Apple no Brasil.

Mas isto desvirtua o índice iPod, criado para calcular a diferença do poder de compra de moedas no mundo todo. Segundo este índice, a cotação do real/USD deveria ser ao redor de R$4,50.

Já segundo índice Big Mac, da The Economist, o dólar deveria valer menos de R$2,00.

O negócio é que toda conta de paridade de poder de compra é uma aproximação ou uma agregação. O seu poder de compra em um país ou no outro vai depender do que você consome. Nos EUA, um quilo de carne comparável ao nosso filé mignon custa mais de 50 dólares, o preço de um aparelho de DVD.

No caso dos eletrônicos, diminuir o imposto de importação só iria chatear os empresários do ramo de eletrônicos no Brasil, provavelmente iria chatear bastante as empresas que importam componentes e só montam a coisa no Brasil, empresas como a NEC do Brasil, que é parte das Organizações Globo que, aliás, declararam moratória de sua dívida em 2002, sem nenhum alarde.

Ricardo Froes disse...

Uma parte desse texto que eu escrevi em abril de 2006 como comentário a um artigo de Garotinho em O Globo foi publicada no jornal e serve como argumento contra quem insiste em ser cego a ponto de chamar Getúlio de presidente.

"Eu nunca entendi o fato de muita gente que se diz democrata eleger como ícone um ditador que durante 15 anos seguidos cultivou hábitos como o de matar seus desafetos políticos de pequeno porte e perseguir os peixes grandes que se opunham à sua ditadura.
A título de curiosidade, só para lembrar as aulas de história dos tempos do colégio, Julio Prestes, representante da República Velha, ganhou as eleições presidenciais em 1930, mas foi impedido de tomar posse por uma revolução apoiada pelas forças armadas, que formou uma junta militar para assumir o poder e logo depois empossar Getúlio como presidente.
Em 1934 foi promulgada uma nova Constituição e Getúlio foi eleito presidente pelo Congresso, por voto indireto.
Em 1937, como estavam previstas eleições presidenciais para o ano seguinte e o sonho continuísta estava ameaçado pela forte candidatura de Sales de Oliveira, apoiada pelo então governador gaúcho Flores da Cunha e por outros estados, optou-se por um novo golpe que se iniciou quando o general Góes Monteiro enviou tropas ao Rio Grande do Sul e obrigou o governador a renunciar e se refugiar no Uruguai.
Aproveitando o clima criado, o general Olimpio Mourão elaborou o Plano Cohen, que divulgava um suposto golpe comunista mas que, na verdade, o principal objetivo era criar um clima de terror na população. Objetivo conseguido, Getúlio marcou a data do golpe, criteriosa e demagogicamente para dia 15 de novembro de 1937, mas foi obrigado a antecipá-lo por causa do “vazamento” de informações e, no dia 10, o Exército e a Polícia Militar cercaram a Câmara e o Senado enquanto Getúlio promulgava mais uma Constituição.
Essa nova Constituição golpista, escancaradamente copiada dos regimes fascistas europeus da época, extinguiu os partidos políticos e fez Vargas plenipotenciário, sendo que até os controles do Judiciário e do Legislativo passaram a ser dele.
Daí até 1945, com o país sendo governado através de decretos-leis com força constitucional, o governo Getúlio sofreu um desgaste constante, principalmente pela atuação truculenta da polícia de Filinto Muller entre 37 e 42 - Filinto é inclusive citado como torturador em Memórias do Cárcere de Graciliamo Ramos -, amainado apenas em parte pela participação brasileira na guerra.
Getúlio foi deposto em 29 de outubro de 1945 pelos mesmos militares que o tinham apoiado no começo do seu governo, mas não sem antes tentar manobras desesperadas e demagógicas como marcar eleições e permitir a reorganização partidária, ao mesmo tempo em que segurava-se desesperadamente no apoio das classes operárias, sindicatos e, em surpreendentes aliados de última hora, os comunistas que, bancados pelo governo ainda tentavam incentivar o continuísmo.
Essa é a história resumida dos 15 anos de um ditador no poder e, no entanto, Garotinho (bleargh!) tem a coragem de afirmar em seu artigo de hoje em O Globo que “O presidente Getúlio Vargas (...) democratizou o voto, estimulando as classes populares a participar do processo político.” Além do erro de concordância do seu ghost-writer, a mentira escancarada.
Depois disso, tenho forçosamente que concordar com Goebels que disse que uma mentira repetida mil vezes passa a ser verdade, o que é o que ocorre quando se fala de Getúlio Vargas no Brasil. Infelizmente a história aqui é sempre contrariada, não pela falta de memória do povo, como dizem muitos, mas pelos interesses dos mesmos que se auto-nomeiam seus defensores."

josé antonio disse...

Constantino, lembrando o excelente texto em que você comenta sobre as idéias do professor Emir Sader (nome que deve vir de Saddam - hehe), queria lhe dizer para dar uma olhada no link abaixo (caso ainda não tenha visto), tem um texto de um tal Eduardo Galeano que ele publicou no blog do Emir no dia 17/01/2007, "O IMPÉRIO DO CONSUMO"
Esse cara parece ignorar "um pouco" os fatos e a lógica das coisas, tentando rebanhar seus leitores, mentalmente inertes, com frases como: "Dize-me quanto consomes e te direi quanto vales."
Você acredita que ainda teve quem dissesse que foi "o texto mais bem escrito e inspirado" que já leu na vida.

Depois de ler, se possível, você passa aqui e comenta alguma coisa ou quem sabe escreve um artigo ;)
hehehe!
Abraços!

http://cartamaior.uol.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=90

Reginaldo Almeida disse...

O fato é que 1 US$ na mão de um brasileiro no Brasil vale menos que na mão de qualquer um em outro país.

A conversa de que o Real está valorizado artificialmente só valeria para produtos fabricados no Brasil. Estamos falando de produtos que já entram valendo em dólares. Seja qual fosse o câmbio, o valor em dólares não se alteraria.

Eu daqui do México dou o seguinte exemplo: um automóvel Nissan Murano completo custa US$ 30 mil nos EUA, US$ 40 mil no México (impostos) e US$ 100 mil no Brasil.

A loucura da distorção é que um carro de classe média no México (mesmo financiando a 8% aa) é um carro de alto luxo no Brasil. Quem é louco de desembolsar R$ 200 mil num carro de classe média?

O nosso governo e os nossos impostos nos fazem mais pobres!

Coaracy disse...

Getulio era o pai dos pobres e a mãe dos ricos.

Mario disse...

Perdão Constantino. Não é coisa de maluco... é coisa prá idiota.

Ricardo Froes disse...

O mal que aflige a maioria dos governantes por aqui está intimamente ligado à obviedade das soluções simples. Ninguém quer "copiar" quem o antecede, mesmo onde alguma coisa possa estar dando certo, e promove uma verdadeira desconstrução do que foi feito antes. Ninguém quer ser óbvio a ponto de copiar a contabilidade de armazém onde não se gasta mais do que se tem. Quase todos querem deixar seus "monumentos à originalidade" para a posteridade, tentado reinventar planos, fórmulas e teorias econômicas. São todos iguais a cachorros mijando em postes para demarcar seu território. É pura imaturidade democrática que acaba acarretando uma montanha de gastos, que provocam... etc., etc,...

O atual governo chega ao cúmulo de se auto-destruir como se nos próximos quatro anos fosse outro a governar. Não que haja alguma coisa aproveitável ou digna de ser mantida, mas pelo menos eles - que fizeram até agora "o melhor governo que o Brasil já teve" - deveriam ter alguma coerência, preservando seu staff. Mas o que é que eu estou dizendo? Coerência nessa turma só na hora da pizza...

Blogildo disse...

Se você utilizar o café expresso ou o capuccino como indicador o resultado é o mesmo: É caro ser brasileiro.

Jabuticabo disse...

Café expresso nos EUA: US$2.00

Café expresso no Brasil: US$0.80

Tomar café sem gosto de pó queimado: não tem preço. Pessoalmente, acredito que os EUA devem ter o pior expresso do mundo. Apenas a experiência faz alguém entender a cena do café expresso no filme Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive).

Anônimo disse...

Putz cara, morri de raiva quando terminei de assistir este filme

Anônimo disse...

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Jabuticabo disse...

Caro Constantino,

Você pode deletar comentários no blogger.com

Sugiro que você delete os daquelas pessoas que você não for com a cara mas, principalmente, os comentários que são claramente SPAM, como este acima.

Este blog não pede nenhum tipo de verificação de usuário para que comentários sejam postados, então comentários com propagandas mil, normalmente de produtos ilegais ou estranhíssimos, são postadas por robôs mal-intencionados, worms comerciais clandestinos ou qualquer outra metáfora para postadores automáticos de comentários comerciais.

Eu também sugiro que você continue não pedindo verificação, visto que isto não iria me parar, já que eu estou logado aqui.

C. Mouro disse...

"Eu também sugiro que você continue não pedindo verificação, visto que isto não iria me parar, já que eu estou logado aqui."

...mas quem falou em parar tal tipo?

Ao contrário, quem ler todos os comentários e analisar as (não) "respostas", poderá perceber o que uma ideologia faz com certos tipos.

Abraços
C. Mouro

Ricardo Froes disse...

Será que só a ideologia faz esse estrago todo? O Código Civil antigo citava como incapaz uma figura jurídica que sempre me lembro nessas horas: loucos de todo o gênero. Era perfeito para o caso. Aliás, esse caso engloba quase todos os gêneros.

C. Mouro disse...

Não só a ideologia, mas quando ela se junta com frustrações, inveja e sonho, então é uma paulada.
A frustração consigo, até repulsa, acaba projetada como ódio à "sociedade burguesa", a grande culpada de tudo que o indivíduo percebe desagrada-lo em si mesmo.
Escondem isso se apresentando como "messias salvadores" que querem "fazer um outro mundo" maravilhoso. Tentam se envaidecer com tais delírios. Mas há os espertalhões que se aproveitam destes tipos, mas não são malucos, apenas se fingem. Veja os líderes do islã, eles mandaam os imbecis se matarem, convencem eles de que tal é uma grande honra, os envaidecem e tal ...mas eles mesmos não entram nessa.

Ou seja, concordo plenamente com você, Ricardo, há o fator subjetivo.

Abraços
C. Mouro

Rodrigo disse...

Hmmm, louco, espertalão, idota...sem esplicar porque...por que não estou surpreso? è só acabar os argumentos...

Fernando Martins disse...

Caro Rodrigo,
Actredita que um aluno meu na Universidade de Évora (Portugal) plagiou, quase na íntegra, a sua nota crítica sobre o Ocidentalismo? Aposto que nem imaginava que andava a escrever para um parasita universitário português quando publicou aqui o seu texto.
Já agora deixe que lhe diga que gostei bastante do seu blog. Espero voltar. Nem que seja para o informar sobre o tipo de pena que será aplicada ao aluno. Esperemos que não haja permissividade da direcção do Departamento de Geo-Ciências à qual o aluno pertence.

Bruno Bolson Lauda disse...

"Se um carro é o desejo de consumo da família de classe média, esta terá que desembolsar mais que o dobro daquilo que seria necessário caso estivesse nos Estados Unidos, para a compra do mesmo carro! É muito caro mesmo ser brasileiro."

Na verdade, é até *pior* do que isso, Rodrigo. Os carros vendidos no Brasil são muito piores do que os que são vendidos na Europa e nos EUA. Aliás, são piores do que os que estão disponíveis na Venezuela, terra do Chávez...
Olha só: aqui, paga-se quase 30 mil por um Fiesta, com motor Rocam 1.0, "pelado", sem ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, ABS e air-bag. Diabos, sem nem mesmo o limpador de vidro traseiro! E, nos EUA, pelo menos valor, pode-se comprar um Cobalt coupe, com todos esses itens que eu citei e outros mais (e olha que esse carrinho da GM nem é a melhor oferta disponível no mercado).
Só em um momento que esse gap diminuiu: quando das reformas liberalizantes do Ciro Gomes e do FHC em relação ao setor automobilístico (liberação das importações, p/ex). Ultimamente, só tem aumentado.

Paulo disse...

Ser brasileiro não é apenas caro, é também chato e sacal.
Já estou beirando os 50 anos e até hoje vejo um monte de intelectualóides desenterrando umas figuras sobre as quais estudei quando estava no inicio da minha vida estudantil. Figuras que sempre ouvi os adultos tacharem dos piores adjetivos possíveis É um saco !
Puxa, será que o Brasil, em seus 500 anos de história, não tem nenhuma figura política que possa ser citada sem revirar o estômago dos leitores?
Confesso que já estou cansado de tanta arqueologia de lixo.
Uma vez ouvi meu pai dizer uma frase que me chocou muito: este país não merece os filhos que damos à ele.
Acho que estou começando a entender meu pai!