terça-feira, janeiro 08, 2008

Medidas Radicais


Rodrigo Constantino

"O governo não consegue segurar a criminalidade? Pouco importa, basta desarmar o cidadão comum, de bem, esse que não comete crimes, e diante da insegurança oficializada, pediria pelo menos a ilusão de uma chance de se defender, por pequena que fosse." (Roberto Campos)

A criminalidade que nos envolve revolta, e assusta as pessoas normais. O problema é que o medo e o desespero, duas emoções fortes, ofuscam a clareza da razão. E os amedrontados partem para a escravidão voluntariamente, como ovelhas adestradas seguindo rumo ao abatedouro. É um destino cruel e muitas vezes auto-infligido. Faltam debates sérios e sobram soluções mirabolantes, que aniquilam os direitos básicos do cidadão de bem. Sobram propostas absurdas que servem apenas para depositar ainda mais poder nas mãos dos burocratas "iluminados". Sobram medidas "emergenciais" que agravam ainda mais nossa crise, sem atacar suas causas. O país se enfiou em um enorme buraco? Então que se pare de cavar!

Marginais recebem este rótulo pois andam à margem das leis. Curioso é que todas as "soluções" apresentadas passam por mais leis, mais controle, menos liberdade individual. Atacam somente os efeitos, nunca as causas. Se o crime é cometido através de uma arma de fogo, então vamos simplesmente proibir a arma. Na Suíça, a maioria das pessoas tem arma, e a criminalidade é muito baixa. Mesmo nos Estados Unidos, os estados que permitem o porte de arma possuem as taxas mais baixas de criminalidade. Mas são apenas fatos, e estes não costumam entrar nos "debates" por aqui, que geram muito calor e pouca luz. Bandido comete assalto com arma, então veta a arma! Como se eles fossem respeitar a nova lei.

Seguindo a mesma linha de "raciocínio", algumas pessoas arriscam maior ousadia ainda. Uma modalidade de assalto bastante popular atualmente é o uso de dois bandidos em uma moto. Qual a proposta, que parece ter seduzido até o governador Sérgio Cabral? Proibir que o motoqueiro carregue alguém na garupa! Perfeito. Tentando reduzir o crime, que existe por outros fatores, como a inoperância do Estado justamente onde ele deveria focar sua ação, acaba-se com o direito da grande maioria das pessoas de poder curtir sua moto com um amigo ou namorada. Vamos extrapolar essa visão para ver onde isso pode acabar.

Se as estatísticas amanhã provarem que boa parte dos crimes ocorre de noite, por que não vetar os indivíduos de saírem neste horário? Se ficar claro que a maior parte dos assaltantes são homens, basta baixar uma lei proibindo estes de saírem de casa. Ocorrem muitos assaltos a carros importados? Veta-se a venda desses carros. Muitos assaltos em ônibus? Vamos acabar com esse meio de transporte perigoso. A Baixada Fluminense concentra grande parte da criminalidade? Risca ela do mapa, proibindo sua existência. Existem diversos policiais corruptos que facilitam o esquema da bandidagem nas favelas? Então basta acabar com a polícia. Bandidos costumam assaltar por dinheiro? Ora, no extremo, vamos decretar o fim desse maldito! A lista de atrocidades em nome do combate ao crime seria infinita.

Poucos são os que de fato focam nas causas, tentando sempre preservar a liberdade dos inocentes. Normalmente, os bem intencionados cidadãos aprovam medidas autoritárias até o ponto em que não afetam a sua vida particular. Mentalidade interessante. Dane-se a liberdade dos outros, quero a minha! Raro será ver o motoqueiro que passeia com a namorada aplaudir uma lei que proíba tal lazer. O problema é que os defensores de algo absurdo assim não pensam que o mesmo "argumento" para uma lei dessas vale para anular a sua liberdade específica. Afinal, se não podemos mais ter motos circulando com alguém na garupa, pois algumas motos com duas pessoas são usadas para crimes, como ter carros circulando? Bandidos usam carros também! E bicicletas...

O engraçado disso tudo é que as pessoas que aprovam tais medidas desesperadas costumam ser esclarecidas o suficiente para entender que o Estado grande é uma das maiores causas dos nossos problemas. Mas não atentam para o fato de que estão delegando cada vez mais poder justamente ao Estado, que amanhã pode, em nome do combate ao crime, interferir ainda mais na vida privada do povo. O medo é uma arma e tanto nas mãos dos políticos. Querem curar o câncer com nicotina.

O Brasil não precisa, definitivamente, de mais leis e regras tolas que ditam o passo do cidadão nos mínimos detalhes. Não tem nada que atacar as conseqüências, e sim as causas. A impunidade é que gera o aumento da criminalidade. De que adianta então colocar mais leis no papel? O marginal já é alguém que não segue as leis, e assim age devido à percepção de impunidade. E para se ter a sensação de punição, o governo tem que concentrar seus recursos nessa área, e não em todo o resto que se mete, drenando recursos escassos e empobrecendo o povo, que ainda se vê forçado a pegar o pouco que sobra e bancar sua segurança privada, com cercas, guaritas ou até carros blindados. É o risco de ser pego e a gravidade da punição que seguram o crime. Se chegamos a um grau intolerável de criminalidade, que se decrete estado de sítio, reconheça-se que estamos em guerra civil, e se coloque as Forças Armadas na rua. Mas alguém minimamente inteligente realmente acredita que irá se sentir mais seguro apenas porque decretaram que está proibido ter arma ou andar com duas pessoas numa moto? Francamente...

Lembro que o eficiente programa de Tolerância Zero adotado em Nova Iorque reduziu drasticamente os índices de criminalidade por lá. Ele consistia basicamente na teoria da "janela quebrada", a qual diz que pequenos delitos impunes são um convite para novos e maiores crimes. Portanto, a polícia agiu com dureza contra todos os crimes, desde o grafitismo vândalo. Mas não se pensou por lá em simplesmente proibir o uso do metrô quando este era alvo de vários assaltos e outros crimes. Atacaram as causas do problema.

Normalmente, quando tento confrontar com esses argumentos os adeptos dessas medidas como desarmamento ou proibição de garupa na moto, me acusam de "radical", rótulo perfeito para encerrar um debate. Na falta de argumentos sólidos, o ataque vazio é a melhor defesa. Eu pergunto então: sacrificar a enorme maioria das pessoas pacíficas e inocentes que querem curtir sua moto com gente na garupa, pelo risco de alguns serem criminosos, não é radical?

18 comentários:

Paulo Souza disse...

Olá Rodrigo,

Li uma notícia que de certa forma está relacionada com o seu artigo. Gostaria que você comentasse. Segue:

Há um projeto em tramitação no Senado que propõe o parcelamento do que for pago pelas loterias da Caixa Econômica Federal. A proposta, de autoria do senador Heráclito Fortes (Democratas-PI), é que parte do pagamento saia a cada trimestre, com o valor corrigido.

Aparentemente objetivo é dar mais segurança aos vencedores de loterias e seus parentes, evitando que eles gastem mal as fortunas ou se involvam em esquemas de lavagem de dinheiro. Por isso, ele sugere no texto que a Caixa Econômica ofereça orientação financeira sobre o uso e melhor forma de aplicação do dinheiro.

Daqui a pouco vão querer acabar com o prêmio da loteria que pode ser "mal gasto" pelos ganhadores despreparados. Loteria vai sera alguam coisa do tipo: "Ganha mas não leva".

Clintsniper disse...

Caro Rodrigo, muito bem colocada a frase de Roberto Campos no início da tua matéria "Medidas Radicais".

Na mesma linha de pensamento, tenho minha opinião de que esse governo que aí está, pensa como outrora pensava Hitler, ou seja, 'vamos' desarmar os cidadãos para que estes não venham a formar 'milícias' e ataquem nossos soldados.

Só que aqui, nós, os cidadãos de bem, em número aproximado de 14 milhões, fomos marginalizados por vontade única desse desgoverno que, ao receber um NÃO no referendo do desarmamento, quer, por que quer, prejudicar àqueles não pensam em "pegar em armas" para tomar o poder.

Gostaria que Vossa Senhoria pudesse comentar a respeito.

Um abraço e obrigado pela atenção.

Lucas - Porto Alegre disse...

Grande artigo Rodrigo, vou divulgá-lo no fórum "Twister on line", do qual faço parte.

Como defensor incondicional da liberdade penso que minha paixão pelo motociclismo surgiu naturalmente, ano passado inclusive vendi meu carro, atualmente estou apenas com minha moto.

Quando ouvi falar nesta proposta do governador do RJ me veio um frio na espinha, o Brasil não tem jeito mesmo, tem que cavar um buraco e jogar tudo dentro.

Cachorro Alcoolatra disse...

Constantino,

Concordo que polícia firme e eficiente é um ótimo fator para resolver o problema.

Mas não vale argumentar que foi a Tolerância Zero o maior fator para redução da criminalidade, pois, como tu bem sabes, foi algo que ocorreu por meados da década de 70.

No mais, segue metendo pau nessa camarilha!

Abraço

Amanda disse...

Prezado Rodrigo, o único problema de sua argumentação é querer discutir com um canalha mau caráter.

A medida do Governo do Rio de Janeiro consiste em má-fe e deboche.

É incrível como o Brasil está abandonado a própria sorte, não há um único representante da classe política interessado em, pelo menos, tentar resolver as coisas nem que seja "gritanto" aos 4 ventos a verdadeira causa do problema, como bem faz o seu artigo. A lei dos crimes hediondos, de autoria popular, graças a iniciativa isolada da novelista Glória Peres, chocada com a impunidade diante do caso do assassinato de sua filha, era a única lei no Brasil que realmente reprimia a impunidade, pois, exigia que o condenado cumprisse, no mínimo, 2/3 da pena em regime fechado para ter qualquer benefício.

Trabalho na área, e digo com ciência de causa, que quando um bandido cometia um latrocínio, o mesmo entrava em desespero, pois, sabia que ia "puxar" uma cana longa. Depois que os ministros do STF, indicados pelo governo do crime organizado, declararam a inconstitucionalidade desta norma, há 2 anos atrás, houve esta explosão de latrocínios que assistimos atualmente. Hoje, se mata até por inveja de algum objeto, quase não se divulga, contudo, os casos de estupro também explodiram.

Talvez se artistas bem sucedidos como Luciano Huck e a novelista Gloria Peres, bem como empresários e comerciantes tomassem o lugar dos políticos profissionais as coisas pudessem melhorar.

Recentimente, tive conhecimento que no congresso americano já se discute a grave situação da América Latina e suas possíveis consequências aos EUA. Já se cogita em intervenção nos moldes das que ocorreram no Japão, Europa e restante da Ásia para conter o avanço do comunismo. Gostaria muito que você comentasse a respeito. Parabéns pelo blog, acesso todos os dias.

MMoraes disse...

Rodrigo, Roberto Campos, como sempre, brilhante.
Duarnte muitos anos vi brasileiros feridos emocionalmente pela perda de um familiar num assato, seqüestro ou similar, perdoando publicamente o bandido, sem o menor vestígio de revolta, numa ânsia enorme de passar a imagem de bonzinho; foi nessa conduta q os politicos se basearam prá não criarem mecanismos q abolissem a impunidade, ao contrário, agradando a bandidos agradavam também às comunidades carentes,celeiro de votos.
parte dessa violencia(impunidade) é nossa, foi até agora, boa parte da sociedade tá de saco cheio disso.
abraços
Marli Moraes
Rio de Janeiro

Surfista Prateado disse...

Olha, utilizando a Teoria dos Limites do Cálculo, chegaríamos ao limite de que roubos só acontecem porque existem pessoas... Vamos eliminá-las todas, e todos esses problemas da "humanidade" desapareceriam... :-)) Não vai faltar algum petralha ou ecochato para propor isso... :-))

Eduardo disse...

Rodrigo,

você está certíssimo. Chega do estado incompetente massacrando cada vez mais o cidadão de bem porque simplesmente não investe em segurança pública e não consegue controlar a bandidagem. Parace que nós é quem somos os bandidos. Eles esquecem que bandidos não compram motocicletas. Eles as roubam!!!!!
Radical? VocE? Jamasi. Como voce mesmo disse, proibir um motociclista de andar com garupa é que é radical.

Parabéns pelo artigo.

Eduardo Albuquerque

Leonardo disse...

Muito bem colocado, embora esse discurso seja quase uma unanimidade entre os cidadãos do RJ.

Só que esse discurso tem uma falha, que é a definição de criminoso, marginal. O brasileiro tem que se conscientizar que bandido é aquele que não segue as regras definidas pela sociedade e não somente aquele que comete alguma violência contra você ou seus pares.

Bandidos somos todos nós ao furar um sinal vermelho, estacionar em lugar impróprio, dar uma paradinha só pra entregar uma coisa ali, andar e/ou correr na contramão da ciclovia, jogar lixo no chão ou na areia da praia e tantos outros delitos que cometemos muitas vezes por dia.

Como, tendo essa postura de cagar na cabeça alheia, poderemos cobrar algo de alguém?

Como, pagando a cervejinha pro policial liberar a gente, temos moral de exigir que esse policial não se corrompa para os "bandidos"?

Como, sendo reincidentes em tantas infrações, delitos e crimes, podemos pintar nossas caras e levantar o dedo contra os políticos corruptos???

A criminalidade começará a diminuir quando TODOS os cidadãos fizerem esse exame de consciência e passarem a respeitar mais as regras da sociedade.

"Subdesenvolvimento é a incapacidade de um povo de gerar memória." Juan Pedro Gutiérrez

Luiz Bonow disse...

Tenho tentado divulgar uma idéia que poderia praticamente acabar com a corrupção no nosso país em um espaço de tempo muito curto e gostaria de contar com a colaboração dos leitores para divulgar. Por favor, acompanhem o meu raciocínio:A todo momento se ouve falar que o mundo e o país estão perdidos, não têm solução e que luz no fim do túnel está cada vez mais fraca.Há solução, sim. Se o mundo está corrompido pelo dinheiro, acabemos com ele, ou melhor, acabemos com o dinheiro “cash”. Será que alguém já viu um guarda de trânsito sendo subornado com cartão de crédito? E o político corrupto? Alguém já viu um com cartões-refeição escondidos na cueca? Traficantes de drogas fazem a pergunta se o cliente vai pagar com dinheiro ou cartão?O mundo não é cheio de dificuldades, como se preconiza por aí. Existe apenas um único grande problema, o numerário, o dinheiro em espécie, que é o que causa um sem-número de males. Então, passemos a criar um meio para extinguir o “cash” e fazer com que toda a população use apenas o dito dinheiro de plástico.A pergunta não é se isso vai acontecer um dia, mas quando acontecerá. O meio eletrônico já foi plenamente inventado, não estamos falando em ficção científica ou futurologia, apenas em políticas para melhorar consideravelmente a vida de todos. Estamos tão acostumados com este paradigma de indignidades, que não percebemos que existe uma solução rápida e simples para as iniqüidades do mundo.Publiquei no meu blog(http://bonowanexo.blogspot.com/)uma monografia defendendo a idéia de que isso é possível, lucrativo e inexorável do ponto de vista do avanço da tecnologia.Agradeço pela leitura e participação na idéia.Obrigado,Luiz Bonow

Ernesto Heredia Dias disse...

Eu não posso imaginar um assunto destes sendo discutido com seriedade. O que deveria estar em questão não é esta proposta inqualificável, e sim a sanidade mental deste governante.

João da Rocha Labrego disse...

Caro Rodrigo:

Esta é a primeira vez que faço um comentário em seu blog.

Chamo esse comportamento político atual de fenômeno esquerdista por falta de um termo melhor.

Eu te garanto que já queimei muitos neurônios para decifrar as causas de tal fenômeno aparentemente tão irracional mas como estou acostumado a raciocinar psicologicamente sobre minhas próprias motivações interiores consegui chegar à uma conclusão aparentemente irracional mas que, sob as luzes da psicanálise, são bastante racionais desde, é claro que se consiga aceitar que existe uma lógica nas neuroses humanas.

Principiemos pelo passado onde um bando de jovens idealistas crentes de que desejavam o bem da nação se meteram a cometer crimes hediondos a fim de alcançá-lo mais depressa.

A frustração de seus ideais representada pelo contra-golpe militar deixou-os humilhados e forçaram-lhes a aderirem ao sistema do jeito que ele era e não do jeito que eles queriam que fosse.

A pergunta que não quis calar em seus íntimos foi por que a sociedade brasileira os abandonou se eles estavam lutando para o bem dela própria?

Por que lhes traíram aceitando o jugo severo de uma ditadura militar sem sentido? Oras, a resposta que mais lhes pareceu óbvia no momento a fim de cicatrizarem suas feridas é de que o Brasil não merecia os seus esforços e dedicação em prol de um bem-estar e felicidade geral da nação.

Essa conclusão, ouvida por mim muitas vezes no tempo em que eu trabalhava na USP, gerou muito ressentimento da parte desses comunistas para com o povo brasileiro.

Oras, é fácil observar que todas essas leis absurdas que estão promovendo nada mais representa do que a vingança que eles acalentaram todos esses anos.

Eles estão pouco se lixando para os destinos do país. O que eles querem mesmo é se vingar da sociedade brasileira por não ter valorizado os seus esforços de luta no passado e tê-los tratado como marginais.

Será que é difícil entender isso ou eu terei que desenhar para que todos possam entender?

Abraços.

Anônimo disse...

Bandidos usam celulares para se comunicar entre presídios ou com outros bandidos que estão soltos. Organizam assaltos, o controle do trafico, mandam executar pessoas, etc.

O que estão esperando para proibirem o celular?

Driko disse...

Que ironia essa medida radical!!! Radical contra que é honesto, radical contra pessoas de bem e não contra a bandidagem.

A maioria dos criminosos são políticos corruptos que absurdamente em benefício próprio o dinheiro público, e todos eles usam gravatas. Sendo assim não deveria ser proibido o uso de gravatas?
Querer combater o efeito e não a causa é o mesmo que ter câncer no cérebro e tomar aspirina pra aliviar a dor na cabeça.

Uma sociedade violenta é resultado de um ensino público precário e não de motociclistas utilizarem suas motos com 2 ocupantes. A vadiagem e o tráfico tem recrutado jovens e adolescentes antes da escola e da profissão digna, pois eles percebem que não tem prespectivas de futuro num país onde quem vive honestamente e com dignidade é tratado com desrespeito por políticos brincalhões.

André Barros Leal disse...

Concordo com você que a criação de mais leis é absolutamente inútil e somente acarretaria em um Estado mais controlador (do que já é). Recentemente numa conversa sobre criminalidade, meu pai me falou algo muito interessante.

Quando, nos EUA, um criminoso planeja algo fora da lei, ele tem a certeza de que ser for pego ele será punido. Já no Brasil, os criminosos contam com a quase certa impunidade.

Resultado? Corrupção em vários níveis. Solução? Acredito que apenas uma... reestruturar o sistema todo.

Anônimo disse...

"... basta _des_armar o cidadão comum" ou "basta armar o cidadão comum"???

Anônimo disse...

O problema da segurança pública não será resolvido porque o povo não sabe como funcionam as polícias e o judiciário.Na verdade tudo o que vivenciamos é o reflexo da cultura da impunidade que todos nós brasileiros temos.Aprendemos desde cedo que o policial é o monstro da esquina,aquele que quando a gente ainda criança aprende a temer e parar de chorar quando se aproxima pois a mãe fala que ele vai pegar.O romantismo está presente em todas as camadas sociais no Brasil.Novelas,filmes e peças de teatro enaltecem aqueles que desacatam ou se dão bem a qualquer custo.Policiais se escondem porque o sistema conspira contra quem trabalha e protege o mal policial.Juizes julgam de acordo com a situação social do réu e julgam sempre de modo benevolente aplicando a pena mínima possibilitando as regalias de leis que foram feitas pelos legítimos representantes de um povo que cultua a impunidade e o romantismo.

Anônimo disse...

Rodrigo,
Excelentes seus comentários sobre os cominustas que vivem podres de ricos, como Oscar Niemyer, Chico Buarque e o Veríssimo.
Excelente também é o conteúdo do seu blog.
Veja meu site :tecnicasdeleitura.blogger.com.br
Cordialmente,
Ademar Pessoa