sábado, janeiro 26, 2008

As Profecias de Nostradamus


Rodrigo Constantino

“O primeiro adivinho, o primeiro profeta foi o primeiro embusteiro que encontrou um imbecil.” (Voltaire)

A mente humana costuma partir em busca de confirmações de suas teorias mais do que em busca de fatos ou argumentos que derrubem essas teorias. Focamos mais nos acertos que nos erros. Faz parte da natureza humana, e é preciso um exercício constante, que exige esforço e atenção, para evitar essa tentação. As teorias conspiratórias, em especial, conquistam ainda mais, e qualquer pseudo-evidência é suficiente para que se tenha convicção dela. Por estas razões é que, na ciência, se busca refutar as hipóteses levantadas, em vez de confirmá-las. Como diz Karl Popper, “não importa quantos cisnes brancos você veja ao longo da vida; isso nunca lhe dará certeza de que cisnes negros não existem”. Para provar a teoria de que existem apenas cisnes brancos, é necessário buscar cisnes de outras cores, e não confirmar que só conhecemos cisnes brancos. Basta um cisne preto ou de qualquer outra cor para derrubar a teoria toda. Os “profetas” costumam explorar a tendência humana de evitar tal postura crítica, e ainda abusam de linguagem ambígua e vaga, justamente para que os crédulos possam ajustar os fatos às suas profecias.

Nostradamus é um grande exemplo disso. Sua fama de profeta com capacidade premonitória se alastra até os nossos dias, e, no entanto, seu histórico de “acertos” é sofrível. Nostradamus nasceu em 1503, e recebeu licença para praticar a medicina em 1525. Entretanto, parece que ele se sentiu mais inclinado ao ocultismo. A principal fonte de suas inspirações mágicas teria sido um livro intitulado De Mysteriis Egyptorum. Os versos de seu livro Profecias são escritos em estilo tortuoso e obscuro. Para evitar perseguição, sob a acusação de feitiçaria, Nostradamus alega ter misturado deliberadamente a seqüência cronológica das profecias, de modo que seus segredos não fossem desvelados aos não-iniciados. As roupas transparentes do imperador, não custa lembrar, só podem ser vistas pelos inteligentes. Quem não consegue ver é culpado de burrice. Nostradamus conseguiu fama com extraordinária rapidez pela França e toda a Europa, lembrando que a maior parte da população era analfabeta. As críticas partiam sobretudo dos médicos, que acusavam Nostradamus de estar aviltando sua posição profissional. Não é difícil entender o motivo.

Mas Nostradamus conseguiu coisas que os demais médicos não tinham acesso. Durante os dois últimos anos de sua vida, por exemplo, a proteção real garantiu a Nostradamus uma existência repleta de favores e honrarias. Além disso, Nostradamus conseguiu bons lucros com seus “dons”. Nostradamus teria dito: “Deus imortal e os anjos bons concederam aos profetas o poder da predição”. Mas, curiosamente, sua capacidade de conhecer o passado era bem limitada. Tomando por base os dados da Bíblia, Nostradamus fez cálculos e chegou à conclusão de que o mundo existia desde 4.757 anos antes do nascimento de Cristo. Quando é para acertar algo que já aconteceu e que temos como checar de forma objetiva, o profeta não passa de um adivinhador qualquer, que erra feio. Quando se trata de presságios, são sempre sombrios, prevendo desgraças, e de forma totalmente vaga, para permitir que as vítimas adaptem o máximo possível os fatos a estas profecias. Além disso, muitas previsões costumam ser feitas, pois até um relógio quebrado acerta a hora duas vezes ao dia. A natureza humana costuma ser atraída por previsões catastróficas, que mexem com o temor pela morte. O Apocalipse bíblico é prova disso. As projeções de Malthus também. Atualmente, temos o eco-terrorismo de certos “ambientalistas”, antecipando o fim do mundo. O Armagedon assusta, e por isso conquista.

Se alguém resolver perder algum tempo lendo algumas profecias de Nostradamus com um olhar mais crítico, verá que não dizem absolutamente nada de concreto, que possa ser checado de fato. São previsões totalmente vagas, como esta: “O líder terceiro cometerá atos mais execráveis que Nero. Quanto sangue de pessoas valentes fará correr! Ele reerguerá os fornos do sacrifício. A ‘Era de Ouro’ é uma era de morte. O novo potentado é um escândalo”. O que isso realmente quer dizer? Vários intérpretes atribuíram esses versos à Revolução Francesa. Alguns acham que ele falava de Hitler. Mas a questão é: ele realmente diz algo objetivo que possa ser julgado honestamente? Claro que não. Podemos forçar um pouco aqui, espremer um pouco ali, e adotando os conceitos que nos interessam, concluir que Nostradamus era um grande profeta, que sabia o que iria ocorrer séculos à frente. Não é mais emocionante? Sem dúvida. Mas não quer dizer que seja mais verdadeiro...

Quase todas as suas “profecias” vão à linha de catástrofes, antecipando guerras, mortes, desgraças e assassinatos. Como se Nostradamus nem vivesse numa época onde tais desgraças eram parte do cotidiano! Minha dúvida é porque ele, com tanto poder de predição, não foi capaz de antecipar coisas realmente inusitadas para a sua época. Já pensou se o “profeta” diz, com todas as letras, que uma inovação tecnológica chamada Internet irá revolucionar o mundo, reduzindo absurdamente a distância entre as pessoas? Isso sim seria algo que chamaria a minha atenção. Mas ficar prevendo guerras e assassinatos, de forma totalmente abrangente, até uma criança é capaz. E não faltarão crédulos desesperados para crer, que darão um jeito de filtrar os fatos de forma a encaixar nestas profecias. Nostradamus não foi o primeiro, tampouco o último a explorar essa fraqueza humana. Como Voltaire disse, “o mundo esteve cheio de sibilas e de Nostradamus”. Segundo o filósofo, somente o Corão conta duzentos e vinte e quatro mil profetas!

Ainda hoje, mesmo com todo o avanço do conhecimento humano, que reduziu bastante a ignorância na qual estava mergulhado o mundo de Nostradamus, não são poucos os profetas que fazem previsões fantásticas sem compromisso algum com a realidade. Tem profeta para todo tipo de gosto – e de bolso. Tem aqueles que jogam pedras, viram as cartas, observam a borra do café, lêem as mãos, apelam para a magia, observam os astros, enfim, inúmeras formas diferentes para enganar mais um coitado desesperado por conforto. O futuro incerto é fonte muitas vezes de angústia, e muitos querem comprar qualquer tipo de “controle”, ainda que claramente falso, pois o futuro é criado por nós mesmos. Tem inclusive um profeta barbudo dos mais impostores que, alegando utilizar o método científico, adotou o determinismo histórico e antecipou o fim do capitalismo! Este profeta ainda conta com muitos seguidores, normalmente nos países pobres, totalmente dominados pelas emoções, como sempre acontece quando se trata de profetas. Eles ainda esperam a profecia se realizar, mesmo que ela pareça cada vez mais distante. No fundo, é o desejo de crer na profecia que torna o profeta tão adorado. O que as pessoas desesperadas não fazem em busca de um pouco de fuga da realidade!

Vide o mais famoso escritor brasileiro, chamado pretensamente de “mago”, que chegou a afirmar que a magia era mais útil para prever os acontecimentos econômicos do que os estudos dos especialistas. Nostradamus fez escola. Vivemos num mundo onde, pelo incrível que pareça, figuras pitorescas como Walter Mercado e Mãe Diná conseguem ser levados a sério por uma legião de ignorantes. Aqueles que desejam acreditar focam apenas nos raros acertos, ainda que previstos de forma vaga, e ignoram a grande quantidade de erros. Como um bom advogado, o cérebro às vezes vai à busca apenas da confirmação da tese inicial, não da verdade. Mas também como um bom advogado, ele é mais admirável pela sua capacidade de realizar esta tarefa do que por sua virtude. A verdade é sacrificada pelos interesses imediatos. Enquanto existirem crédulos ingênuos, iremos conviver com profetas. Pelo que podemos presumir, ainda vamos ter que aturar profetas por muito tempo... Eis a profecia que faço!

21 comentários:

C. Mouro disse...

clap clap clap! ...magnífico! ...brilhantíssimo!

Abraços
C. Mouro

bjordan disse...

eu prevejo

que após os anos de prosperidade a bolsa cairá em pânico irracional fazendo com que muitos que nela achavam que ricos ficariam, na verdade perderão tudo.

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o lider do pais mias rico e poderoso militarmente atacara os mais fracos que antes o atacava de forma desleal

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judeus e muçulmanos estarão em conflito

xiita e sunitas tmb

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a busca por fonte de energia mais batara fará


SOU UM PROFETA

bjordan disse...

as nações entrarem em conflito

Anônimo disse...

Coninuem zombando... até o Juízo Final.. aí que vocês ficarão calados.... e haverá ranger de dentes..

bjordan disse...

?
????????????????????????????


do que vc ta falando ?

juiso final

lol

quando é que isso acontecerá ?
pq tem que ter um fim e um julgamento

se ele é onisciente e um arrependimento falso , concorda que eu já estou perdido

então oe mias posso fazer se não aproveitar

por isso

PUTARIA E OBSENIDADES AI VOU EU !!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Só não se deve associar profetas e advinhões com religiões sérias.O cristianismo, o judaísmo, o espiritismo são eemplos de religiões que abominam magos e adivinhões.

leo disse...

O espiritismo o quê? fala sério...

dick disse...

A Mãe Diná previu que os aviões dos mamonas iam cair, e os aviões caíram, quer predição melhor que essa?

bjordan disse...

isso claro

como não poderia ter feito essa previsão

aviões vão cair

essa é infalivel


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catolicismo abomina mabos
temos pessoas que andam nas aguas
curas sem explicações

o judaismo tem a cabala

é a claro arbustos flamejantes e mares que abrem como poderia esquecer

esperitismo , temos escrevinhações feitas por mortos , alem de mediuns

cade a ciência e ausencia de magos

s.m.s disse...

Caro Rodrigo Constantino,
Sou uma jovem de 17 anos que há tempos se sente persuadida por teus artigos. Discordo, humildemente, de alguns em uns pontos mas de qualquer forma me sinto admirada com domínio que exerce sobre a escrita e, principalemte, com a capacidade brilhante de argumentação que possui. Há algum tempo estou viciada em suas escrituras e por mais irrelevante que isso possa ser, necessito manifestar meu apreço.
Achei brilhante esse último artigo e a citação complementou de tal foma a adicionar ainda mais esplendor em suas palavras.
Espero um dia ser uma colunista tão polêmica, artilosa, sapiente e amgnífica como você.
Um forte abraço!

Anônimo disse...

Rodrigo, em se tratando de politica americana, você prefere os Republicanos ou os Democratas?

cleber disse...

Dessa série de artigos sobre religião e fé, acredito que esse tenha sido o melhor. As críticas de que o dragão na garagem seja um espantalho de deus, não poderiam ser desprezadas de maneira imediata.

Ao chamar em seu artigo a necessidade de uma definição, mesmo que em construção, que não contenha elementos vagos para o conceito de deus, você expõe o grande problema que é encontrar argumentos para qualquer um dos lados da questão.

Acho que na definição de deus como algo incognoscível é justificada a posição dos agnósticos que dizem não poder afirmar nada (e provavelmente nem valha a pena discutir a respeito).

Até logo!

André Barros Leal disse...

Excelente artigo, Rodrigo.

Certa vez eu assisti um programa que desmistificava esse malandro frances. Simplesmente eles pegaram um livro de um autor que era considerado a maior autoridade em Nostradamus. Em uma determinada passagem era citado um ditador do oriente que seria o responsavel por uma guerra que destruiria o mundo...

na primeira ediçao do livro, o ditador era Khomeini, na segunda ediçao, (obviamente após a morte de khomeini) o ditador citado havia sido alterado... para Saddam Hussein.

Agora eu penso, será que temos uma terceira ediçao viondo ai?

Essa premonicoes sao pura balela... sao textos absolutamente genericos e flexíveis que qualquer um pode adaptar para o evento que desejar.

o curioso é que nenhum desastre pode ser previsto, apenas analizado depois do ocorrido... assim até eu posso fazer uma previsao.

Vinícius de Oliveira disse...

"A 21 de fevereiro de 1827 – não existem caminhos de ferro nem vapores transatlânticos, e os Estados Unidos da América estão à margem do mundo – Goethe disse a Ekermann: “Haverá ainda o projeto de um canal do Panamá. É trabalho do futuro. Mas os resultados seriam incalculáveis. Ficarei surpreendido se os Estados Unidos não tomarem esta obra entre as mãos. Em trinta ou quarenta anos, esta jovem república terá povoado a Califórnia. Mas depois sra necessário evitar a longa viagem em volta do Cabo Horn. Para os Estados Unidos este canal será indispensável, e eles o terão. Desejava bastante vê-lo, mas não viverei mais... Enfim eu desejaria ver os ingleses na posse de um Canal de Suez...”


"É de Goethe, dirão. Mas escutai a voz de um homem muito mais simples e quase desconhecido, de uma inteligência encantadora: Emile Banning, amigo íntimo do rei Leopoldo II dos belgas, ao qual ele aconselhava a colonização do Congo. Banning esceveu nas suas Reflexions morales et politiques, em 1893:

“O século XX não terminará sem ter aberto um período de césares. O povo não irá busca-los nas dinastias reinantes, nas aristocracias de raça, nas classes médias, todas elas esgotadas, exauridas, tendo perdido seu direito de primogenitura por sua incapacidade e seu egoísmo. É de baixo que virão os futuros senhores. Eles fundarão sua legitimidade no testemunho daquilo que se passa diante dos olhos de todos; seu poder, na anarquia nos devora. Serão justiceiros temíveis.”


Trechos do ensaio "Defesa dos Profetas" de Otto Maria Carpeaux (Ensaios Reunidos, vol. I, 1998)

Mison/DF disse...

e pensar que a ignorância, e não a burrice, leva pessoas a gastarem fortunas com estes charlatões... esxcelente artigo.

a.h disse...

Rodrigo,

A natureza humana costuma ser atraída por previsões catastróficas, que mexem com o temor pela morte. O Apocalipse bíblico é prova disso. As projeções de Malthus também. Atualmente, temos o eco-terrorismo de certos “ambientalistas”, antecipando o fim do mundo. O Armagedon assusta, e por isso conquista.

Malthus não está nesta categoria. Suas "previsões" eram corretas para o instrumental que possuía naquele momento histórico. Claro que qualquer previsão de longuíssimo prazo tem muito mais chances de se mostrar incorreta ou não factível ao longo do tempo. Mas, caso, veja bem, caso, não houvesse a evolução nas técnicas agrícolas que suplantaram as predições malthusianas é bem possível que elas se configurassem verdadeiras.

Diferentemente de místicos e charlatães, Malthus se utilizou de métodos estatísticos disponíveis naquele momento em que a produção de alimentos era, claramente, inferior no ritmo de seu crescimento comparativamente ao incremento populacional.

Malthus não fez um mero chute como Nostradamus, nem se baseou em uma filosofia teleologicamente orientada como Marx. Ele foi até bem factual, empiricista... Mas, o que digo é que errou, como dificilmente poderia ser diferente, ao pretender vaticinar o futuro da humanidade. Em seu "drible a mais" é que errou o gol...

De resto, concordo com todo o artigo.

Abraço,

roby disse...

estamos sendo enganados por anos de distorçao historica como a biblia!!!
pra que previsoes
dexa a coisa rola....o bom eh assistir de camarote os trouxas sendo enganados por mentirosos e charlatoes!!!

otimo artigo!!

Anônimo disse...

PARABÉNS A VC PENSADOR ! AS SUAS IDEIAS VÃO LONGE !

Anônimo disse...

"Entre todos os homens ilustres do século XVI, Michel de Nostredame, conhecido como Nostradamus, é incontestavelmente o que, depois de sua morte, deu origem ao maior número de obras literárias, com incidência no século XX, objeto essencial de sua visão profética. Esse interesse manifestado por este personagem enigmático faz supor que o mesmo tenha deixado uma grande obra, fora do comum, dotada de um poder excepcional de fascinação. Se excluirmos os textos apócrifos e os que aparecem na edição de 1568, a obra de Nostradamus estrutura-se da seguinte forma: 1) A carta ao seu filho,César: texto em prosa, na realidade, uma advertência ao seu futuro tradutor. Esse texto reveste-se de importância capital para a compreensão da obra. 2) Doze Centúrias compostas de 967 quadras. 3) Uma quadra em latim. 4) Os presságios, em número de 141. 5) As sextilhas, em número de 58. 6) A carta a Henrique, rei de França, segundo.
É importante chamar a atenção para o fato de que é possível mudar o conteúdo de um texto, quase que imperceptivelmente, modificando-lhe a forma. Com um total de 4772 versos, escritos em francês arcaico, uma língua intimamente ligada às suas origens greco-latinas, explica as dificuldades encontradas pelos exegetas que não têm, em primeiro lugar, a formação literária indispensável para traduzir a obra para o francês do século XX, e em segundo, para reconstituir o gigantesco quebra-cabeças cujas peças são as quadras. Assim, os livros sobre Nostradamus estão repletos de inúmeros erros filológicos, o que levou muitos a acreditarem na tese segundo a qual a obra de Nostradamus não passa de um texto obscuro e incomparável, sendo a crítica mais freqüente a de que as quadras podem ser interpretadas de acordo com o ponto de vista de cada um! O que seria o mesmo que afirmar que a linguagem usada pelo profeta não tinha nenhum sentido...Em todos os tempos, os que contradizem Nostradamus são aqueles que não conhecem a obra mas que a contestam porque o pouco que sabem vai contra as suas convicções e compromissos pessoais ou - e estes são imperdoáveis - por terem consultado livros onde o texto foi alterado arbitrariamente e cuja tradução é tão imperfeita, que é impressionante verificar a precisão do texto original, uma vez realizado o trabalho filológico e histórico indispensáveis... O fenômeno, tão comum no Ocidente do século XX, de criticar e contestar a priori seja lá o que for, antes de uma avaliação completa, constitui uma barreira ao espírito criativo. Destouches escreveu: a crítica é fácil, a arte difícil."

Joburg disse...

Rodrigo, leia "Nostradamus - historiador e profeta", de Jean-Charles de Fontbrume - Círculo do Livro (achará em algum sebo).
Lá via encontrar explicações para cada centúria - ele e o pai estudaram por muitos anos o assunto. Explicam a complexidade do entendimento das profecias.
E ser profeta não é profetizar tudo que estava por vir! Abraço, Joburg

Flavio Franco Jr. .: tonapraia.com:. disse...

A ignorância humana, sempre permitiu ao mais inteligente e cultos o seu domínio total sobre o povo. Assim como clero, os reis e os militares que sempre sub julgaram o resto da humanidade, com histórias e medos provindos do poder de Deus e do demônios, alguns que se diziam profetas também controlaram nações ou deram forças aos seu opressores.
Somos hoje cultos, sábios, dotados de inteligencia aguçada e grande quantidade de informação. Temos o sendo critico e a capacidade de discernir sobre real e o imaginário. Mas temos de ponderá sempre em pensar que o divino é real e muitas das histórias bíblicas aconteceram, que Jesus é o filho de Deus e que apocalipse, tirando a linguagem fantasiosa é possível de acontecer! Em suma, o que tento dizer é que não devemos ser intelectuais ou inteligentes demais ao ponto de deixar de crer no sobrenatural, claro com certa ponderância, pois por mais conhecimentos que possamos ter, é irrefutável o mistério de Deus e do seu universo. Por mais céticos ou racionais que somos, não podemos negar que nossa existências, nossas vidas, nossos propósitos são um mistério. Não devemos acreditar em tudo, mas temos de pensar até onde vão as mensagens mentirosas ou reais! Como explicar as profecias de nossas mães, que prevêem coisas conosco, nossos presságios, nossos Dejavu's, a intuição das mulheres e os sonhos que a vezes mostram nosso futuro. Não devemos ser radicais ao ponto de sermos cegos com as religiões ou frios demais com a ciência. Somos racionais, mas a irracionalidade existe e a vezes aprendemos isso crendo ou com a dor.