quarta-feira, outubro 01, 2008

A Ganância dos Especuladores



Rodrigo Constantino

"Eu nunca entendi porque é 'ganância' querer manter o dinheiro que você ganhou mas não é ganância querer tomar o dinheiro dos outros." (Thomas Sowell)

“Enquanto não aplicarmos o terror sobre os especuladores – uma bala na cabeça, imediatamente – não chegaremos a lugar algum!”. A recomendação radical foi feita pelo revolucionário Lênin, incitando seus camaradas comunistas à violência contra os “especuladores”. Felizmente, parece que o uso da força física na batalha das idéias saiu um pouco de moda, à exceção de alguns grupos minoritários, como os baderneiros do MST. Mas isso não quer dizer que a agressão moral contra estes bodes expiatórios de sempre tenha desaparecido. Pelo contrário. Desde Shakespeare, com Shylock representando o ícone desses “desalmados agiotas”, o ódio contra os financistas e especuladores nunca esteve tão alto. Eles são o alvo preferido de quase todos quando o assunto é apontar culpados pela atual crise financeira. Mas será que há bons fundamentos por trás disso?

Um dos melhores artigos que li sobre as origens desta crise foi uma carta aberta aos colegas de esquerda, escrita por Steven Horwitz, do departamento de economia da St. Lawrence University. Escrita de forma bastante didática, a carta conta com inúmeros dados e argumentos mostrando que não foi o livre mercado que falhou, pois a crise ocorreu justamente em um dos setores com mais intervenção do governo. Logo no começo da carta, Horwitz esclarece sobre a confusão comum de se culpar a ganância pela crise. Como o autor nos lembra, o problema com essa explicação é que a ganância sempre esteve presente nas interações humanas. Seria como culpar a gravidade pela queda de alguém. Por acaso os demais setores, além do financeiro, não são movidos por ganância? Não foi a ganância de Michael Dell que fez com que todos pudessem desfrutar de computadores mais baratos? Não foi a ganância dos acionistas da Pfizer que fez com que todos tivessem acesso ao Viagra?

As empresas buscam maximizar seus lucros, e isso é justamente a garantia do progresso, de melhores produtos e serviços para os consumidores. Não há nada de errado nisso. Desde Adam Smith, em 1776, sabemos que não devemos esperar nossa comida da benevolência dos açougueiros, e sim da busca de seus próprios interesses. Somente alguns românticos, que se negam a encarar a realidade da natureza humana, podem ignorar um fato tão evidente como esse. Os homens são gananciosos! Os empregados que lutam por maiores salários estão sendo gananciosos, assim como os empresários que tentam obter mais lucro. Os trabalhadores não labutam diariamente por altruísmo ou por amor abnegado ao patrão. No livre mercado, cada um que pratica uma troca voluntária está de olho na própria utilidade. Não há nada de mal nisso. E o mesmo vale para os tais “especuladores”, que no fundo exercem a importante função de arbitragem, além de prover mais liquidez aos mercados.

A questão se complica um pouco quando as instituições governamentais alteram os incentivos, estimulando um risco maior do que o normal. E foi exatamente isso que aconteceu na crise imobiliária americana. Podemos encontrar as digitais do governo em todas as cenas do “crime”. Para começo de conversa, as hipotecárias gigantes Fannie Mae e Freddie Mac eram empresas semi-estatais, criações do governo que contavam com garantias do governo. Na década de 1990, o Congresso afrouxou as restrições de crédito dessas empresas, para aumentar sua habilidade de emprestar em áreas mais pobres. Em 1994, o Community Reinvestment Act, de 1977, foi renovado, obrigando os bancos a emprestar certo percentual do total em suas comunidades locais, especialmente quando eram comunidades pobres. O Congresso explicitamente pressionou as hipotecárias na direção de mais empréstimo para expandir a posse de casas no país. Os incentivos políticos distorceram a alocação de capital, contribuindo para a criação da bolha imobiliária. A política de baixos juros mantida durante longo período pelo Federal Reserve jogou gasolina no fogo.

Em 2004 e 2005, com os escândalos contábeis da Fannie Mae e Freddie Mac, as empresas aceitaram expandir seus empréstimos ainda mais para clientes de baixa-renda. Ambas aceitaram comprar montantes maiores de crédito subprime, estimulando a oferta por parte dos bancos. De 2004 a 2006, o percentual de empréstimos nessas categorias mais arriscadas cresceu de 8% para 20% de todas as novas hipotecas. Sem dúvida os bancos e especuladores foram gananciosos ao apostar nesses produtos mais arriscados, assim como os indivíduos de baixa-renda que assumiram tais hipotecas. Mas não podemos ignorar que eles estavam respondendo aos incentivos criados pelas intervenções do próprio governo. Não foi o livre mercado que gerou essa situação, mas a intervenção estatal. Quando algumas empresas erram suas apostas isoladamente, isso faz parte do capitalismo, de seu processo de “destruição criadora”. Mas quando todos erram ao mesmo tempo, podemos dizer com quase certeza que há o dedo do governo nisso.

O curioso disso tudo é que as mesmas pessoas que condenam a ganância dos indivíduos e apontam as falhas de mercado, defendem mais intervenção estatal, ignorando que por trás do governo estão indivíduos gananciosos e imperfeitos também. Ora, por que o burocrata todo-poderoso seria clarividente e abnegado, ao contrário dos empresários e especuladores? Essa crença numa espécie de “deus governo” não faz sentido lógico algum, tampouco conta com respaldo empírico. É justamente o contrário: os grandes estragos foram causados quando o governo concentrou poder demais. É quando as grandes corporações podem usar o governo para forjar suas próprias regras e criar privilégios que os efeitos mais negativos ocorrem. Diante dessa realidade, como pode a esquerda pregar mais poder concentrado no governo? A ingenuidade de que algum “messias salvador” chegará ao poder para combater esses males beira à infantilidade.

A solução é reduzir a influência do governo, para garantir a livre concorrência, forçando os agentes a direcionar sua ganância para atender da melhor forma possível os consumidores. O casamento entre governo e empresas é o verdadeiro inimigo, e somente reduzindo o poder do primeiro podemos mitigar este perigo. Atacar a ganância em si não leva a lugar algum, além de confortar emocionalmente aqueles que precisam de um bode expiatório para suas perdas. Esta retórica costuma ser muito utilizada por oportunistas em busca de mais poder. O melhor exemplo talvez seja o próprio Lênin, que conseguiu derramar um rio de sangue com seus discursos ideológicos inflamados. Atualmente, novos oportunistas viram sua munição contra os especuladores, com o objetivo de conquistar mais poder. Podem usar uma linguagem mais sutil, mas o alvo continua o mesmo, assim como os motivadores. E se eles forem bem-sucedidos nessa cruzada contra os especuladores, desviando o foco dos erros do governo, os grandes perdedores serão os mais pobres, exatamente como aconteceu na revolução de Lênin. A ganância mais perigosa não é a dos especuladores, mas sim a dos políticos.

22 comentários:

Mauricio disse...

Logo no começo da carta, Horwitz esclarece sobre a confusão comum de se culpar a ganância pela crise. Como o autor nos lembra, o problema com essa explicação é que a ganância sempre esteve presente nas interações humanas. Seria como culpar a gravidade pela queda de alguém. Por acaso os demais setores, além do financeiro, não são movidos por ganância?

Você em um texto seu, você culpou as pessoas que compraram casas pela crise ...

Mauricio disse...

Não foi a ganância de Michael Dell que fez com que todos pudessem desfrutar de computadores mais baratos?

Na verdade ele fez com que os compradores de computadores pudessem desfrutar disso. E você sabe que desse conjunto para "todos" tem uma boa diferença.

Você está escrevendo um texto sobre ganância mas tenta fazer de meio a parecer que o resultado fosse altruista ...

Mauricio disse...

A agora a parte argumentativa:

Para começo de conversa, as hipotecárias gigantes Fannie Mae e Freddie Mac eram empresas semi-estatais,

Eu já perguntei antes e você não respondeu, "semi-estatal" em que sentido ? O governo nomeava a diretoria da empresa ? Em tudo que li sobre o assunto as duas eram administradas como qualquer empresa privada.

criações do governo que contavam com garantias do governo.

Garantias que até agora você só deixou no sub-entendido, e pelas noticias que li até agora, a única garantia que os diretores das duas tiveram concretizadas foi a de tomarem um pé na bunda geral quando o governo comprou as duas definitivamente...

Mauricio disse...

Não foi o livre mercado que gerou essa situação, mas a intervenção estatal.

Avaliação incompetente do risco nem pensar não é ...

Mauricio disse...

É justamente o contrário: os grandes estragos foram causados quando o governo concentrou poder demais.

Pelo amor de qualquer coisa, você não cansa de escrever que nos EUA o dedo do estado é estupidamente menor que em quase qualquer outro país, como justamente no mercado onde a iniciativa privada tem a maior força a crise estoura por causa do governo que é bem menos potente ?

Tem algo que não está encaixando direito ai não acha ?

Mauricio disse...

A solução é reduzir a influência do governo, para garantir a livre concorrência, forçando os agentes a direcionar sua ganância para atender da melhor forma possível os consumidores.

Que consumidor...
Não tem dinheiro nos EUA para tapar o buraco, nem que o governo ajude...

Bom suas teorias serão em parte testadas essa semana ainda, se bem que não tem como fazer um teste de hipótese verdadeiro, já que não podemos prever o que aconteceria caso o governo dos EUA negue ou confirme o pacote de ajuda.

Rodrigo Constantino disse...

Maurício, vc está interessado em debater e aprender, ou apenas em poluir?

Sobre a intervenção estatal nas GSE (Fannie e Freddie), o próprio artigo citou exemplos. Não basta? Então toma mais um:

"OFHEO's mission is to promote housing and a strong national housing finance system by ensuring the safety and soundness of Fannie Mae (Federal National Mortgage Association) and Freddie Mac (Federal Home Loan Mortgage Corporation). OFHEO works to ensure the capital adequacy and financial safety and soundness of two housing government-sponsored enterprises (GSEs) -- Fannie Mae and Freddie Mac. OFHEO works to ensure the capital adequacy and financial safety and soundness of two housing government-sponsored enterprises (GSEs) -- Fannie Mae and Freddie Mac. Fannie Mae and Freddie Mac are the nation's largest housing finance institutions....

Conducting broad based examinations of Fannie Mae and Freddie Mac; Developing a risk-based capital standard, using a 'stress test' that simulates stressful interest rate and credit risk scenarios; Making quarterly findings of capital adequacy based on minimum capital standards and a risk-based standard; Prohibiting excessive executive compensation; Issuing regulations concerning capital and enforcement standards; and Taking necessary enforcement actions."

http://www.ofheo.gov/about.aspx?Nav=55

Rodrigo Constantino disse...

"Bom suas teorias serão em parte testadas essa semana ainda"

A esquerda precisa ler Bastiat com urgência!

O Maurício acha que o nexo causal em economia se dá em uma semana!!!

Maurício, se o governo torrar bilhões hoje, pode ser que a economia cresça, o desemprego diminua, e todos fiquem contentes. A conta será paga no futuro. E para entender os efeitos, é preciso ter sólida teoria econômica.

tandor disse...

Não acho, o correto seria dizer que elas começam a ser testadas...

Bom o tal pacote foi aprovado, vamos ficar sem saber o quão bem funcionaria sua solução de não ajudar...

Rodrigo Constantino disse...

"Bom o tal pacote foi aprovado, vamos ficar sem saber o quão bem funcionaria sua solução de não ajudar..."

E a bolsa brasileira cai 12,5% em dólar, ou seja, pela sua "lógica", a ajuda do governo foi um caos!

rcarmo disse...

Algumas coisas me deixam de boca aberta.
Vocês não precisam esperar o Constantino argumentar para obter uma informação.
Acontece que as empresas Fannie Mae e Freddie Mac são empresas privadas, mas o crédito concedido por eles aos seus clientes é garantido pelo governo.
Explicando melhor, ambas as instituições emprestam dinheiro a taxas menores que outros bancos, ficando fácil assumir os riscos, sem falar que isso ainda resulta em uma p@#%$ injustiça com os concorrentes.
Outra coisa, a crise é tanto culpa dos bancos quanto daqueles que compraram as casas, afinal de contas estes últimos aplicaram um calote. Se vocês contra-argumentarem algo como "mas o banco deixou" é bom lembrar que o governo foi quem impôs a facilidade de crédito, ou seja, não foi decisão do CEO ou do CFO da instituição bancária.
Rodrigo Constantino, sobre a intervenção do governo, você está entendendo errado o que a esquerda quer dizer, eles acham que a intervenção estatal irá fiscalizar o crédito para não haver inchaço de bolhas que podem estourar, imaginando que o estado é composto por criaturas neutras e sem vontades individuais.
Românticos, entendam: se outorgarmos ao governo a intervenção de algo, aqueles que o comandam darão um jeito de fazer populismo e demagogia com este algo, sim, é demagogia, pois aqueles beneficiados com o crédito fácil estão sem casas (o beneficio) e muitos dólares mais pobres, ou seja, o governo os manipulou prometendo a casa própria, porém hoje eles não têm nada, os conduziu a uma situação irreal, falsa ou seja lá como queiram chamar. A intervenção estatal tem que ser mínima.

Marcello Castellani disse...

A realidade dos fatos é que os governos são o grande vilão. Alguns menos, outros mais. Constantino falou de ganância. Qual é a maior ganância do que o governo taxar os brasileiros com quase 50% de impostos? E pior ainda, fazer a cobrança "por dentro"? A crise americana é sim, culpa do governo. Bush é um péssimo presidente. Pegou o país em ótimo estado e em 8 anos afundou os EUA de maneira impressionante. As crises que abalaram o Brasil também foram causadas por governos sem-vergonhas. Pra finalizar, quando mais o estado mete o nariz onde não é chamado, mais e mais problemas a população acaba tendo.

fix disse...

Rcarmo:
Você sabe qual era a ”militância” jurídica do Obama? Se quiser passar mais raiva, descubra isso.
Marcello:
O Problema é que o Governo é chamado para meter o nariz. Essa é a tragédia, tem gente que não consegue entender que o “governo” não passa de um grupo de indivíduos com permissão especial para fazer coisas que o cidadão comum se fizer vai pra cadeia (O Monopólio da coerção). As pessoas observam o governo como um deus terreno, e desejam dele, todas as curas para seus males! É incrivelmente difícil fazer alguém compreender isso no Brasil. Cinco minutos de idéias libertárias e você é acusado de niilista e anarquista.
Ôooooo gentalha com alma de escravo.
Nhé Nhé Nhé! Se O Governo não fizer nada será o APOCALIPSE financeiro! Nhé Nhé!
Nhé Nhé Nhé! O Americano médio tem que ser meu escravo e pagar a conta das decisões erradas! Nhé Nhé

tandor disse...

Acontece que as empresas Fannie Mae e Freddie Mac são empresas privadas, mas o crédito concedido por eles aos seus clientes é garantido pelo governo.
Explicando melhor, ambas as instituições emprestam dinheiro a taxas menores que outros bancos, ficando fácil assumir os riscos, sem falar que isso ainda resulta em uma p@#%$ injustiça com os concorrentes.
Outra coisa, a crise é tanto culpa dos bancos quanto daqueles que compraram as casas, afinal de contas estes últimos aplicaram um calote. Se vocês contra-argumentarem algo como "mas o banco deixou" é bom lembrar que o governo foi quem impôs a facilidade de crédito, ou seja, não foi decisão do CEO ou do CFO da instituição bancária.


Chegou no ponto, explicaria a falência da Fannie Mae e Freddie Mac, supondo que a diretoria fosse tão incompetente (era elita por indicação ?) a ponto de não se preocupar com a perda de suas cadeiras, oque efetivamente ocorreu.

Mas não o colapso geral, já tem gente especulando que até empresa de futebol na Inglaterra tinha títulos de risco, os bancos que foram para cucuia também esperavam que o governo salvasse ?

tandor disse...

"Bom o tal pacote foi aprovado, vamos ficar sem saber o quão bem funcionaria sua solução de não ajudar..."

E a bolsa brasileira cai 12,5% em dólar, ou seja, pela sua "lógica", a ajuda do governo foi um caos!


Não tem nada testado ainda, eu comentei acima que não é possivel fazer um verdadeiro teste.
Eu apenas queria ver como seria a recuperação nos próximos anos se o governo não metesse a mão.
Afinal, nunca existiu uma situação assim, certo ? Pelos seus textos é claro que o liberalismo nunca foi realmente aplicado a nenhum país.

Georges disse...

Segue a entrevista do meu antigo professor de economia.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM891397-7823-PROFESSOR+DA+FGV+COMENTA+CRISE+ECONOMICA+DOS+EUA,00.html

Um abraço,
Georges

rcarmo disse...

"Mas não o colapso geral, já tem gente especulando que até empresa de futebol na Inglaterra tinha títulos de risco, os bancos que foram para cucuia também esperavam que o governo salvasse?"

Sim, e outras ainda esperam que o governo as salve, por isso estão apavoradas para a aprovação do pacote.

"Atualmente as duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA." fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u442316.shtml

A citação acima contra-argumenta sobre o colapso geral. Entendam o fluxo econômico, as instituições financeiras também precisam de dinheiro, e utilizam as casas, que lhes pertencem até o cliente pagá-la, como garantia de crédito, logo uma reação em cadeia acontece se o primeiro não pagar, ou seja, quando temos uma pessoa suspensa em um penhasco segurando uma segunda e está segurando uma terceira, é claro que teremos uma queda em massa quando o primeiro individuo for um magricelas.
Sendo assim, Fannie Mae e Freddie Mac estando em colapso individual levam consigo boa parte do mercado, além disso, a garantia que o governo da a estas empresas causa uma concorrência injusta, portanto as outras instituições financeiras têm de assumir riscos por causa da intervenção estatal, logo temos o governo como responsável pelo colapso, pois quando ele se mete, não é para regulamentar o mercado e sim para dar-se bem em cima de um cenário favorável a ele, conforme já citei em outro momento.

Todos dependem das instituições financeiras, até elas mesmas dependem de outras, se estas duas são responsáveis por praticamente metade das hipotecas e atuam diretamente com o segmento de subprime é mais do que evidente a sua grande parcela de culpa na crise, ou melhor, a grande parcela de culpa da intervenção estatal.

Mauricio disse...

Niguem obrigou niguem a comprar títulos bichados ué ...

Rodrigo Constantino disse...

Maurício, e alguém obrigou os mais pobres a comprar casas usando 100% de hipoteca?

Estranho vc mudar o discurso quando muda o comprador...

Rodrigo

Viand Milliner disse...

hoo hoo hoo... ou só Woo Hoo... como se dizia na propaganda do falido Washington Mutual...

... capitalismo no dos outros é refresco meu caro.

O Bank of America hoje caiu 25%, o Dow (down?) Jones caiu milhares de pontos no último mês, 700 bilhões e tudo.

Sem regulamentação as forças do mercado não sobrevivem.

E sem a mão amiga do político sentado em cima da fábrica de T-Bills dos EUA, o capitalismo faroeste se autodestrói.

Sério, quantos hedge funds dos seus colegas americanos ainda estão abertos?

Rodrigo Constantino disse...

"Sem regulamentação as forças do mercado não sobrevivem."

Sem regulamentação??? O que tinha no seu café hoje? Erva poderosa essa...

Tiago disse...
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