terça-feira, maio 25, 2010

O Proselitismo dos Pelegos



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

“As cinco centrais sindicais cujos dirigentes planejam declarar apoio conjunto à pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, preparam uma plataforma eleitoral polêmica para ser aprovada em 1º de junho, durante a primeira conferência nacional da classe trabalhadora, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. O esboço do documento contém mais de 270 diretrizes. Entre elas, o direito irrestrito de greve, inclusive para servidores públicos, a descriminalização do aborto e de atos dos movimentos sociais e de luta pela terra, e a ampliação da tributação direta sobre propriedade, lucros e ganhos de capital”. Eis o começo da matéria em O Globo hoje.

Os grandes sindicatos no Brasil se transformaram em máquinas de pelegos desde a Era Vargas. De lá para cá, nada mudou. Alguns oportunistas continuam falando em nome do interesse dos trabalhadores, mas agindo à contramão deste. Enquanto isso, os líderes sindicalistas concentram muitos privilégios. A simbiose desses sindicatos com o governo favorece poucos no topo da hierarquia sindical, sempre à custa dos trabalhadores, do povo em geral. Esta simbiose é uma clara herança do fascismo. Nossas esquerdas sindicalistas adoram acusar os liberais de fascistas, mas não fazem idéia de como são eles os mais parecidos com os seguidores de Mussolini. Parecem ligar a metralhadora giratória em frente a um espelho!

Se os sindicatos realmente atendem as demandas dos trabalhadores, então vamos logo acabar com o imoral imposto sindical, que toma na marra um dia de trabalho de cada um dos trabalhadores formais do país. Esta fonte de arrecadação compulsória repassa dezenas de milhões de reais aos grandes sindicatos. Em contrapartida, os líderes das centrais sindicais fazem esta campanha escancarada para a candidata governista. Nada contra a liberdade de expressão. Que os sindicalistas apóiem quem acharem melhor. Mas não com o meu dinheiro! Não financiados com nossos impostos! Se o sindicato é bom para os trabalhadores, que estes tenham total liberdade de escolha quanto à adesão e contribuição.

9 comentários:

fejuncor disse...

Como a classe trabalhadora virará Classe Média se o governo vive empobrecendo esta última?

Já dizia o saudoso ex-comunista e feroz anti-comunista Paulo Francis: "O PT diz ter um programa operário. Mas é um programa de radicais de classe média que imaginam representar a classe operária, e não os operários, porque estes querem mesmo é se integrar à sociedade de consumo, ter empregos, boa vida etc. Não lhes passa pela cabeça coisas como socialismo."

sol-moras-segabinaze disse...

As sindicais do imposto obrigatório herdadas da legislação Vargas criaram um manifesto em que traçam os seus objetivos e a própria matriz do mercado de trabalho brasileiro com as traças. "Direito irrestrito de greve". Beleza, imagine a sua diarista. Ela não aceita mais fazer o serviço por menos de 100 reais por dia. Você pesa prós e contras e vê que não vale a pena, imaginando que pode encontrar uma outra boa diarista que cobra 80. A atual diarista entra de greve. "Não trabalho por menos de 100, é um direito que me assiste." Você tem o direito de não trabalhar por menos de 100, mas o empregador tem o direito de não pagar esse valor. Então o direito da diarista em fazer greve é quase irrelevante, porque o que interessa ali é a negociação entre as partes. Não tem ninguém ali te forçando (governo) a trabalhar ou contratar. Se não houver acordo, cada um vai cuidar da sua vida e a diarista que cobra 80 reais é contratada. É assim que funciona porque ninguém quer se relacionar ou ter negócios com alguém na base da força (lei) - se os interesses convergirem, as pessoas fazem negócio, se não, vida que segue. Isso não faz sentido? Não é coerente com a sua experiência de vida ou eu tô maluco?

Marco Alcantara disse...

O governo Lula se mostrou bom alguns setores, mas melhor mesmo foi o marketing.

Texto relevante demais para não ser divulgado.

Vou divulga-lo no meu blog.

Abraço!

Anônimo disse...

Essa plataforma tem dois objetivos claros:

1o. Aborto- Tirar votos de Dilma junto aos evangélicos e aos católicos praticantes além de mover a CNBB contra a candidata.

2o. Greve irrestrita: queimar o nome da candidata junto a classe média e aos militares apresentando ela como uma radical de esquerda que porá em risco a estabilidade do país.

Há um ditado famoso: DEUS ME LIVRE DOS AMIGOS POIS DOS INIMIGOS CUIDO EU!

fejuncor disse...

Não me importa muito que as grandes fortunas sejam taxadas. E nem me importa que elas piquem a mula para algum paraíso fiscal porque isto elas já fazem mesmo.

O que me faz não aceitar a taxação de grandes fortunas é saber que a féria proveniente da taxação vai acabar na mão da vagabundagem que está no governo - e então cai no ralo do crime organizado, dos assassinos, dos assaltantes, dos traficantes.

Obviamente passa longe daquele mecanismo legal americano, inexistente no Brasil, do imposto sobre a TRANSMISSÃO de grandes heranças que pode atingir até 50% do montante a ser repassado para as futuras gerações. Para quem tem uma fortuna nos EUA, faz mais sentido financeiro criar fundações com objetivos sociais e colocar filhos para comandá-las do que transferir o patrimônio diretamente a eles.

O resultado são US$ bilhões inundando as universidades.

Rodrigo Kumpera disse...

Se tem uma coisa que a classe parasita sabe bem é que não existe pior investimento para ela que na educação.

Imagine um povo que pense. Horror! Horror!

Basta ver que para a classe C a única realização da Dilma foi ter superado o cancer.

V.Oliveira disse...

O Movimento Sindical Brasileiro é uma fábrica de pelegos e um caminho mais fácil para os "companheiros" conseguirem seu quinhão no governo sem fazer muito esforço.

A cobrança do imposto sindical é vergonhosa e ainda tramita no congresso e senado que a contribuição assistencial (que é opcional) se torne obrigatória.

Não satisfeitos em ocupar postos de confiança no governo, eles ainda querem aumentar a extorsão da classe a quem eles deveriam defender.

Vergilio disse...

Sindicatos assim como conselhos de classes são uns cânceres sociais chefiados por dirigentes politiqueiros vagabundos, interesseiros e espoliadores que vivem às custas dos trabalhadores. Tudo isto advém do Direito de Formar Cartéis que existe no Brasil, fato inexistente em países onde se prioriza a competência e a meritocracia. Aqui pelas terras tupiniquins temos como principais exemplos o CRM (Conselho Regional de Medicina), o CREA (Conselho Regional de Engenharia) e a nossa ilustre OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outros sindicatos de qualquer categoria, sejam esses patronais, privados ou de funcionários públicos. Somente servem para arrecadarem contribuições compulsórias de sócios e não sócios. São casos típicos de cartéis e não haveria problema algum nisso, caso houvesse liberdade no mercado. O perigo aparece quando o governo garante o monopólio legal dessas entidades, impedindo o funcionamento do livre mercado. Sobram diplomados (isto não quer dizer competentes) médicos, engenheiros e advogados e outros, mas os caras continuam querendo ganhar bem e grande parte vai prestar concurso público para mamar nas tetas do governo. De lá para se engajarem nos sindicatos de classe é um pulinho. Esses sindicatos trabalhistas (principalmente os de funcionários públicos) por sua vez também são cartéis onde os trabalhadores se unem para garantir um poder de barganha maior frente ao empregador (no caso o governo). Se se acham competentes por quê não vão se estabelecer ou trabalhar na iniciativa privada? Pior, os mesmos que são presidentes e diretores dos sindicatos, também os são das entidades de classes, quer dizer, estão todos em casa, são as raposas tomando conta dos galinheiros, muitas vezes de forma vitalícia.

ntsr disse...

Que eu saiba esse rótulo 'pelego' significa, no esquerdês, sindicalista que n é sindicalista de verdade
Na origem mesmo do termo pelego sendo uma pele de carneiro que se bota no burro pra ficar mais fácil dos outros montarem nele, entao esse cara eh o meio termo que torna mais facil a classe trabalhadeira ser montada pelo patrao, aceitando o acordo que é bom pra ele