domingo, junho 05, 2011

Senhores do destino


Rodrigo Constantino

“Entre o estímulo e a resposta, o homem possui a liberdade de escolha.” (Viktor Frankl)

O ser humano possui livre-arbítrio? Ou seria ele uma marionete de forças ocultas e determinísticas, sem capacidade de moldar seu próprio destino? O filme “Os agentes do destino”, com Matt Damon, trata justamente desta intrigante questão. Um indivíduo com planos previamente traçados decide desafiar seu próprio destino e reescrever seu futuro, rompendo com os obstáculos criados pelos agentes cuja missão é garantir a execução dos planos originais.

Sigmund Freud, em “O futuro de uma ilusão”, livro em que trata as religiões como uma “neurose obsessiva da humanidade”, escreve: “Mesmo no homem atual os motivos puramente racionais pouco podem fazer contra impulsões apaixonadas. Quão mais fracos, então, eles devem ter sido no animal humano das eras primevas!” Qual o poder de nossas escolhas racionais frente às avassaladoras paixões? E como controlar as paixões? Podemos mesmo escolher ou somos escolhidos por elas?

Ulisses conseguiu usar a razão para enganar suas paixões, ao se amarrar no mastro e ordenar que os marinheiros não o soltassem em hipótese alguma, mesmo diante de novas ordens dizendo o contrário. Ele, sabendo de suas fraquezas e impotência frente ao canto das sereias, decidiu previamente, de maneira racional, o que fazer para se proteger de suas próprias paixões. Será este o limite de nossas forças racionais na batalha contra as paixões? E de onde vem estas paixões?

Em “A ilusão da alma”, Eduardo Giannetti trata deste fascinante assunto. Ele questiona logo no começo: “Tudo o que sabemos sobre o mundo e sobre nós mesmos é produto da nossa mente. E o que nos vai pela mente – é produto do quê?” Com base em estudos sobre a neurociência, o autor reconhece seus limites: “Tudo que se passa nessa espantosa ‘caixa-preta’ – e que é a essência do meu ser – se encontra vedado à minha introspecção”. O alerta feito por La Rochefoucauld resume a mensagem do livro: “O homem com freqüência pensa que está no controle quando ele está sendo controlado”.

O filósofo pragmático William James teve uma tirada espirituosa sobre o tema cabeludo: “Meu primeiro ato de livre-arbítrio será acreditar no livre-arbítrio”. Mas será que ele realmente exerceu nisso um ato de livre escolha? Até que ponto nossas crenças já não estão determinadas? O pior vassalo é aquele que se supõe livre sem sê-lo. E se aquilo que atribuímos à consciência for apenas resultado de ordens ocultas do inconsciente? A terceira “ferida narcísica” da humanidade, após Copérnico e Darwin, diria que o homem não só não está no centro do universo e da criação, como também não é o senhor em sua própria casa.

Em “O caminho para a liberdade”, Arthur Schnitzler, que era amigo de Freud, escreve: “Alguma lei é eficaz, inescrutável e inclemente, e nós, os homens, não podemos mudar nada nela. Quem pode se queixar e dizer por que isso acontece justamente comigo? Caso não acontecer com ele, acontecerá com outro... inocente ou culpado como ele”. Ao contrário do que dizem os adesivos nos carros dos espíritas seguidores de Kardec, o acaso existe! As coisas que ocorrem em nossas vidas não precisam de um nexo causal o tempo todo. O encontro com o “real”, com a falta de sentido, com uma desgraça qualquer, não precisa ser fruto de algo que fizemos, de uma crença nossa, ou de um plano mirabolante qualquer “lá de cima”. A frase de caminhão parece mais perto da verdade aqui: “Shit happens”.

A questão crucial é como reagimos a estes infortúnios, e até que ponto temos escolha. H.L. Mencken escreveu sobre o livre-arbítrio: “Quando um indivíduo se confronta com alternativas, não é apenas a sua vontade que escolhe entre elas, mas também o seu ambiente, seus preconceitos hereditários, sua raça, sua cor, sua condição de servidão”. Ele acrescenta: “Não consigo me lembrar de ter desempenhado um único ato inteiramente voluntário. Toda a minha vida parece ser uma longa série de acidentes inexplicáveis, e não apenas inevitáveis, mas até ininteligíveis”. Para Mencken, “dizer que posso modificar essa personalidade por um ato voluntário é tão ridículo quanto dizer que posso modificar a curvatura do cristalino de meus olhos”.

Mas, se não temos livre-arbítrio pleno, como fica a questão da responsabilidade por nossos atos? Mencken explica que a ausência do livre-arbítrio não altera as conseqüências dos atos, sejam voluntários ou não: “Se assalto um banco por minha livre decisão ou em resposta a alguma necessidade interior insondável, não importa: vou para a mesma cadeia. Na guerra, morrem tanto os soldados convocados à força quanto os voluntários”. Mesmo que o psicopata não tenha tanta escolha sobre seus atos, ele deve ser punido e afastado da sociedade. Talvez a crença no livre-arbítrio absoluto seja ainda mais perigosa nestes casos, pois vamos pensar que mesmo um psicopata pode ser “reeducado” e se regenerar como um bom samaritano. Pode mesmo?

Mencken termina seu texto de forma um tanto espirituosa: “Mas agora começo a pensar que chapinhei longe demais na água benta das ciências sagradas, e que é melhor dar o fora antes que me esfolem. Essa prudente retirada é puramente determinística. Não a atribuo à minha própria sagacidade; atribuo-a inteiramente àquela singular gentileza que o destino sempre me reserva. Se eu fosse livre, provavelmente continuaria a escrever – e depois me arrependeria”.

Para o cientista britânico Robert Winston, “nossas mentes estão profundamente enraizadas em nosso passado evolutivo; nossa razão está engolfada em camadas de instinto, preconceitos, desejos repletos tanto de egoísmo quanto de generosidade, calçados pela vontade de sobreviver e pela vontade de reproduzir”. O comportamento humano estaria à mercê de muitas forças, tanto biológicas como cognitivas e culturais. O instinto “é essencialmente a parte de nosso comportamento que não é fruto do aprendizado”. Por isso o comportamento dos homens é instável e imprevisível. Suas possibilidades são infinitas.

De volta ao filme do começo, o personagem principal era vítima dos “agentes do destino”, que não permitiam que ele ficasse com a mulher que lhe despertou forte desejo. Mas até que ponto não era ele mesmo se boicotando? Sempre perto dos momentos decisivos em sua carreira política, ele mesmo fazia algo estúpido para se destruir. Esta repetição auto-destrutiva era seu “destino”, até que ele foi atravessado por um desejo mais forte, despertado pela mulher que conhecera. Não estava nos “planos” isso. Para os religiosos, os planos são escritos pelo “presidente”, como é chamado no filme. Para os ateus, não há necessidade de um plano superior: era ele mesmo quem havia traçado aquela rota, voluntariamente ou não.

Somente com um desejo ainda mais forte de alterar seu curso ele foi capaz de vencer os obstáculos e reescrever sua história. O caderno com os planos de sua vida agora estavam com o futuro em branco. Caberia a ele decidir o que colocar naquelas páginas. Sob inúmeras influências e forças exógenas, sem dúvida. Sua bagagem cultural, sua genética, sua história, tudo contribuindo para moldar suas escolhas, em graus distintos. Mas não necessariamente as determinando. As pessoas podem mudar, podem melhorar, mesmo aceitando que não possuem total controle sobre suas vidas. Ele descobrira que os verdadeiros senhores do destino, ainda que com severas limitações, somos nós mesmos.

18 comentários:

Cezar disse...

Valiosa reflexão...
Você já assistiu ao filme "A Origem"(The Inception) com o de Caprio, Constanino?

Se ainda não viu...

Uma frase do filme:
What is the most resilient parasite? Bacteria? A virus? An intestinal worm? An idea. Resilient... highly contagious. Once an idea has taken hold of the brain it's almost impossible to eradicate. An idea that is fully formed - fully understood - that sticks; right in there somewhere.

Então... ele trata das questões que você trouxe, mas considerando a idéia que nos leva a certas ações como um parasita, só que um parasita que só pega no hospedeiro que à aceita - barato meio memético(Dawkins e tal).

PS1: Esse livro do Freud é o melhor! Fora esse gosto também do Totem e Tabu - meio complementares.

PS2: "Pra merda!", os que - logo logo eles vem - dizem que você deve se deter em números e blábláblá, sua análise foi "fodástica".

Cezar disse...

Esse num é o assunto do tópico mas...

Não esperando perfeição do Vargas Llosa ou de ninguem, mas na eleição do Peru ficar do lado do esquerdista Humala me surpreendeu. Além da "conexão-Chavez" ainda:

"Luís Favre - ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT-SP)- e o petista Valdemir Garreta trabalham, desde janeiro, como consultores do nacionalista Ollanta Humala, hoje líder da corrida presidencial peruana."

O fantasma Fujimori me parece bem menos ameaçador que o bem vivo Chavez...

Anônimo disse...

Sobre isso, entre outras coisas (é um trecho do capítulo, apenas), Hans Kelsen escreveu:

"Se a conduta humana, para ser um objeto possível da imputação, tivesse de ser considerada isenta da lei da causalidade, a causalidade e a liberdade seriam, de fato, incompatíveis. Daí o conflito aparentemente insuperável entre a escola do determinismo e a escola do indeterminismo. Contudo, tal conflito não existe se compreendemos o verdadeiro significado da afirmação de que o homem, como pessoa moral, religiosa ou jurídica, é livre. A alegada oposição entre a necessidade, dominante na natureza segundo o princípio da causalidade (dado A, será B), e a liberdade, dominante na sociedade segundo o princípio da imputação (dado A, deverá ser B), perde, é verdade, boa parte de sua agudeza se o significado de causalidade for reduzido de necessidade absoluta a mera probabilidade. Mas, mesmo que causalidade significasse necessidade absoluta e imputação significasse liberdade, uma não excluiria a outra. Não existe nenhuma contradição entre o assim chamado determinismo e o assim chamado indeterminismo. Não há nada que impeça a mente humana de sujeitar a conduta humana a dois esquemas de interpretação difrentes. Se interpretada segundo as leis da natureza - isto é, se interpretada como parte da natureza - a conduta humana deve ser concebida como um efeito determinado de causas precedentes. Do ponto de vista dessa interpretação, não existe algo como liberdade no sentido de isenção de causalidade, quer causalidade signifique necessidade absoluta, quer signifique mera probabilidade.

Podemos, porém, e realmente o fazemos, interpretar a conduta humana segundo normas sociais, isto é, leis morais, religiosas ou jurídicas, sem a suposição de que essa conduta é isenta de causalidade. Nenhum determinista exige seriamente que um criminoso não seja punido e que um herói não seja recompensado porque o cometimento de um crime e o desempeho de um feito heróico são causalmente determinados. ele concorda com a punição do criminoso e com a recompensa do herói, isto é, com a imputação da punição ao crime, da recompensa ao feito heróico, apesar do fato de o crime, assim como o feito heróico, ser determinado pela lei da causalidade. Dão-se punição e recompensa apenas porque se supõe que o temor da punição possa determinar causalmente que os homens abstenham-se de cometer um crime e que o desejo da recompensa possa determinar causalmente que os homens realizem feitos heróicos. a imputação de punição e recompensa pressupõe a assunção de uma possível determinação causal da conduta humana. Se o homem é livre por ser o ponto final da imputação, não apenas a causalidade não é incompatível com a imputação, que implica a liberdade -mas, na verdade, o princípio de causalidade é pressuposto pela regulação que constitui a imputação e, assim, a liberdade do homem.

Para reconciliar a idéia de liberdade, dominante na sociedade como ordem normativa, com a lei da natureza como ordem causal, não é necessário recorrer à visão metafísico-religiosa que está na base do indeterminismo. Tal reconciliação é possível no campo da ciência racional se reconhecemos a imputação como um princípio diferente da causalidade, mas análogo a ela, um realizando nas ciências sociais o que o outro consegue nas ciências naturais.Essa parece ser uma solução satisfatória para um antigo problema. Trata-se da dissolução do falso problema de uma antinomia alegadamente insolúvel entre a necessidade natural e a liberdade social."

Um pouco antes ele escreveu: "não existe algo como a responsabilidade na realidade natural. A responsabilidade é constituída por uma ordem normativa, como a moralidade ou o Direito." (O que é Justiça, ed. Martins Fontes).

Com efeito, se nossa conduta social fosse causalmente determinada, não haveria necessidade de Moral e Direito, pois todos nós nos comportaríamos do mesmo modo mecanicamente.

Anônimo disse...

Retificação: se nossa conduta social fosse causalmente determinada de modo necessário.

Anônimo disse...

Kelsen foi muito influenciado pela filosofia kantiana, segundo a qual a liberdade consistiria no poder de agir racionalmente e contrariamente aos impulsos naturais. A liberdade radicaria no auto-controle que afastaria o homem dos animais irracionais, considerados não livres e escravos dos instintos naturais. A liberdade estaria, assim, no poder de escolha entre o impulso instintivo e sua recusa em prol de outros valores. Daí a oposição entre o reino da liberdade (humana) e o reino da necessidade (animal).

Sergio Oliveira Jr. disse...

Não entendi em que lado do debate vc está. Temos escolha mas não somos perfeitos. As vezes caímos em tentação emocional, instintiva ou o que seja. É nessa hora que descobrimos quem é quem. Em céu de brigadeiro todos são maravilhosos. É na adversidade que o carácter vem a tona. Agora perfeição é para deuses e não para homens. Leiam meu artigo sobre isso: http://www.opoderprimario.com.br/o-porco-de-lya-luft/

Rodrigo Constantino disse...

Sérgio, estou do lado dos que defendem a existência do livre-arbítrio com limites, dos que reconhecem que o ser humano pode sim mudar o curso de sua vida, mas que isso não é simples, que somos vítimas de forças que desconhecemos, que repetimos erros com frequência, e que saber destas limitações talvez seja o primeiro passo libertador para nós.

Anônimo disse...

Portanto, sendo a liberdade o poder de escolha, ela implica responsabilidade, pois as escolhas se dão numa sociedade e têm consequências sociais. Chega-se, assim, à conciliação entre a liberdade individual e a responsabilidade social, ditada pela Moral e pelo Direito, cujos conteúdos, entretanto, são mutáveis no tempo e no espaço conforme as necessidades sociais predominantes.

Anônimo disse...

responsabilidade social no sentido de responsabilidade individual na vida em sociedade (não confundir com "responsabilidade social" das empresas e outras baboseiras coletivistas)

Anônimo disse...

No mesmo livro (O que é Justiça, uma coletânea de textos), Hans Kelsen sobre o direito natural (depois de analisar diversas correntes):"a razão porque a doutrina do direito natural, apesar suas óbvias falácias, tem tido, e provavelmente sempre terá, grande influência no pensamento social é o fato de que ela satisfaz uma necessidade profundamente arraigada da mente humana, a necessidade da justificação. Para justificar os juízos de valor subjetivos que emergem do elemento emocional de sua consciência, o homem tenta apresentá-los como princípios objetivos transferindo para eles a dignidade de verdade, torná-los proposições da mesma ordem que os enunciados sobre a realidade. Portanto, pretende deduzi-los da realidade, o que implica ser o valor imanente à realidade. A realidade, porém, pode ser concebida não apenas como natureza, mas também como sociedade ou história, determinada por leis análogas às leis da natureza. Então pode-se tentar deduzir dessas leis a ordem justa das relações humanas. Essa é a tendência da sociologia e da filosofia da história tal como desenvolvidas no século XIX. Embora essas duas disciplinas se oponham diretamente à doutrina do Direito natural, elas aplicam o mesmo método e, portanto, incorrem na mesma falácia da doutrina que pretendem substituir - a inferência do "é" para o "deve ser."

Sobre a justiça em si:"as normas que são efetivamente usadas como padrões de justiça variam de indivíduo para indivíduo e muitas vezes são mutuamente irreconciliáveis. Por exemplo, enquanto o liberal considera a liberdade como o ideal de justiça (isto é, acredita na norma de que todos devem gozar de liberdade), o socialista vê o ideal na igualdade (isto é, acredita na norma de que todos devem gozar do mesmo bem-estar econômico). quando se descobre que é impossível a realização simultânea desses dois ideais, o liberal prefere a liberdade ao custo da igualdade, ao passo que o socialista prefere a igualdade ao custo da liberdade. Uma ordem social que é justa do ponto de vista do liberal é injusta do ponto de vista do socialista. Algo é justo ou injusto apenas para um indivíduo para o qual a norma adequada de justiça existe, e essa norma existe apenas para os que, por um motivo ou outro, desejam o que a norma prescreve.

O liberalismo e o socialismo não são, absolutamente, os únicos ideais de justiça. A norma de justiça tem um significado diferente para um pacifista e um imperialista, para um nacionalista e um internacionalista, para um crente e um ateu. O homem primitivo tem uma concepção de justiça diferente da do homem civilizado. É impossível determinar a norma de justiça de modo exclusivo. Ela é, em última análise, uma expressão do interesse do indivíduo que pronuncia uma instituição social justa ou injusta. Mas isso é algo de que ele não tem consciência. Seu juízo pretende afirmar a existência de uma justiça independente da vontade humana. Essa pretensão de objetividade é particularmente evidente quando a idéia de justiça surge sob a forma de "Direito Natural"."

O bom de Kelsen é que ele era extremamente relativista. Rs.

Anônimo disse...

'mas que isso não é simples, que somos vítimas de forças que desconhecemos,'

Se você não perdesse teu tempo (e dinheiro) com essa tralha do séc retrasado chamada psicanálise, já teria aprendido que muitas dessas 'forças desconhecidas' não são desconhecidas coisa nenhuma.E sabemos isso hoje graças à neurociência.

Mateus Molina disse...

Belo artigo; grandes reflexões!

Só pontuo um "equívoco": espíritas não acreditam que tudo "tá escrito", muito menos que não existe o acaso; pelo contrário, é uma das religiões que mais pregam o livre arbítrio e cientificidade no estudo das ciências.

Abraços

Cezar disse...

Mateus Molina, fui espirita desde que nasci, e espiritismo é bem o que o Constanino falou...(hoje sou agnóstico): estar tudo escrito. Esse é 100% o papo do espírita, que na verdade é considerado nas próprias conferências internacionais espiritas, da forma como é praticado no Brasil, como de inspiração hinduista(ao contrário do espiritismo inglês ou irlandês, por exemplo -, começando pela elementar lei do karma(hindu, que depois se tornou axioma do hinduismo de olhos puxados: budismo) - que é o pecado original sem redentor e levado ao ápice da crueldade - pelo menos no catolicismo as crianças não foram jack estripador na outra vida e por isso nasceram com uma perna na testa. Segundo, a tal programação existencial: quem cumpre o script do que prometeu "lá encima(sic)" se dá bem, já aquele que se deixa levar... Bem, se algo ruim acontece é porque você mereceu; não aconteceu o pior porque tb; te aconteceu uma coisa maravilhosa ídem. Não existem coincidências para um espirita, isto é fato. Dizem: não cai um galho sem que o senhor saiba o porque... sem um motivo.. um designo...

Tendo isso em mente, no espiritismo, concordo que o destino não tá escrito, mas TEM QUE SER ESCRITO como foi "programado"; "livre arbitrio" é quase como rasgar o script, ceder às paixões, adiar o pagamento das "dívidas"...

Fora isso, só trocaria a "pregação" espirita dentro daquilo que você chama de "cientificidade no estudo das ciências" por "cientificismo no estudo da religião".

Anônimo disse...

Post espetacular, Rodrigo! Análise racional, coerente, sem dogmatismos!

Kleber S. disse...

O que o autoriza a concluir que suas decisoes nao sao totalmente condicionadas pelos seus genes?

Anônimo disse...

a lei do karma não diz que ' se algo ruim acontece é porque você mereceu'
Essa é uma distorção simplista, por mais que se fale que essa lei não ignora as ações das pessoas,o livre arbítrio, e que coisas ruins acontecem também porque um sem vergonha resolve fazer coisas ruins, parece que falar isso pra certas pessoas é como falar pra uma parede.

Anônimo disse...

Constantino, mais uma vez você deu um show. Parabéns pelo brilhante post, como também pelo vídeo espetacular sobre corrupção no Brasil.
Yvonne Dimanche

Mateus Molina disse...

Caro Cézar,

Podes dizer que foi "espírita", mas certamente nada aprendeu.
Em nenhum momento o espiritismo diz que quem nascem "com perna na testa" fez algo de errado na outra vida. Você está muito desinformado.
Aliás, se fosse ou já tenha sido "espírita", saberia que a própria nomenclatura não se aplica às demais religiões/doutrinas, mas somente a "kardecista" (redundância ao termo espírita).

Como esse blog não é teu, Cézar, nem é de grande valia a discussão para a boa leitura do artigo, encerro aqui os comentários.

Só fica a deixa para o Rodrigo, sempre grande em suas reflexões, se quiser saber mais sobre espiritismo, poderá sair do buraco comum que grande da população se meteu - no qual querem meter os espíritas também.

Abraços fraternos!