quinta-feira, agosto 10, 2006

Escatologia de Botequim



Rodrigo Constantino

“Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade; um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade.” (Winston Churchill)

Todos conhecem a história de Joãozinho e o leão. O garoto alertava que havia um leão em seu quintal, gritando por socorro para sua mãe. Esta aparecia desesperada, ofegante, mas nada de leão no quintal. Os falsos pedidos de socorro repetiram-se tanto que, no momento em que havia um leão de verdade ameaçando o pequeno João, sua mãe não mais acreditou, e o garoto foi engolido pela fera. A confiança, após tantos alertas infundados, foi perdida. Em muitos aspectos, os eternos “profetas do apocalipse” são como Joãozinho.

Ambientalismo é um negócio – um lucrativo negócio. Disseminar o pânico entre os leigos rende bons frutos aos participantes deste negócio. Atualmente, a bola da vez é o aquecimento global. Não pretendo questionar se tal aquecimento representa mesmo ou não um grave risco para a humanidade. Pretendo somente levantar alguns pontos para maior reflexão. Na década de 1970, que não faz tanto tempo assim, o grande alerta dos especialistas no ramo era quanto ao esfriamento global. Várias revistas científicas bradavam sobre os sérios riscos da Terra estar esfriando, colocando a vida do homem em perigo. Isto, por si só, deveria aumentar o grau de ceticismo das pessoas em relação aos especialistas de hoje, que chegam ao limite de culpar a flatulência das vacas ou os desodorantes humanos pela “iminente” destruição do globo. Tamanho é o pânico incutido, que um dono de um carro utilitário se sente praticamente um assassino!

Fatores ideológicos entram na mistura e reforçam as acusações ao capitalismo como grande culpado pelo fim do mundo. O Katrina intensificou ainda mais o tom crítico dos anti-capitalistas. Mas isso faz algum sentido? Na China, que nunca foi capitalista, algo como 900 mil pessoas morreram na enchente do rio Amarelo em 1887. Em 1931, a grande inundação do rio Yang-tse-kiang causou a morte de cerca de 3 milhões de pessoas. Enchentes mataram também cerca de um milhão de pessoas entre 1938 e 1939. Na própria América, temos que o maior número de vítimas fatais devido a um furacão foi registrado em 1900, com mais de oito mil mortos. Em 1928, outro furacão matou quase duas mil pessoas. Em termos de força, o pior furacão se deu em 1935, seguido pelo Camille, em 1969. Nesta época, o principal medo ainda era o esfriamento global. Hoje, ninguém sequer questiona a causa do Katrina: o aquecimento global. Será mesmo?

Desastres naturais sempre acompanharam a humanidade. No entanto, a capacidade do homem em inovar, criar mecanismos de proteção e usar as calamidades como novas oportunidades parece infindável. Hayek alertava que nossa liberdade fica ameaçada em vários campos devido ao fato de estarmos dispostos a delegar a decisão ao “expert” de forma muito pouco crítica, sendo que ele mesmo sabe apenas poucos aspectos do problema. Hayek foi um grande defensor do conhecimento disperso entre milhões de indivíduos. Ninguém, por mais sábio que seja, pode acumular algo perto da sabedoria contida e pulverizada entre todos os indivíduos. Seus estudos têm sido bastante relevantes para reduzir a crença no governante “iluminado”, que saberia o que é melhor para todos. E a liberdade individual é a ferramenta indispensável para que esse conhecimento pulverizado transforme-se em criatividade e inovação.

Pior que desastres naturais, são os desastres humanos. As experiências socialistas do século XX foram catastróficas, levando milhões para a cova. Para nos limitarmos ao fator ambiental, basta lembrarmos de Chernobyl. Isso sim deveria preocupar mais os amantes e defensores da humanidade. Mas paradoxalmente, diversos ambientalistas de hoje são justamente adeptos da ideologia socialista. São anti-capitalistas por patologia, ignorando que a condição das usinas nucleares da Coréia do Norte, onde o capitalismo nunca chegou nem perto, representa uma real ameaça. Condenam o capitalismo pelos problemas ambientais, esquecendo que as nações socialistas, em termos relativos, poluem infinitamente mais.

Os profetas do apocalipse pregam ainda o fim dos recursos disponíveis na natureza. Os recursos naturais podem ser escassos, mas a forma como utilizamo-nos não. Os ganhos de produtividade ao longo dos tempos é prova disso. As transições da vela para a luz elétrica, para a energia nuclear, mostram como os homens criam riqueza utilizando cada vez menos recursos para produzir mais. E neste trajeto, sempre existiram pessimistas de plantão, pregando que a população iria crescer mais rápido que os recursos, levando todos à fome, ou que o esgotamento dos insumos seria o fim do capitalismo. Os alertas de Malthus não parecem tão infundados assim no curto prazo, quando vemos que, de fato, várias guerras pela busca mais rápida de recursos, principalmente o petróleo, têm sido a regra, não a exceção. Mas quando lembramos que a população no mundo, que estava abaixo de 2 bilhões de habitantes poucos séculos atrás, hoje passa dos 6 bilhões, temos que colocar as teorias de Malthus em xeque, no mínimo. Não devemos subestimar a criatividade humana. E de fato, onde a fome ainda é um problema, é justamente onde tal criatividade não tem espaço, em regimes autoritários, sem muita liberdade individual. As nações que abraçaram o capitalismo liberal dificilmente sofrem deste mal que assola, por exemplo, todos os países socialistas ou mais próximos do socialismo. Quando a Índia resolveu dar um tempo na sua experiência socialista e adotou reformas mais liberais, viveu sua “revolução verde”, tirando milhões da fome.

Edwin Drake fez a primeira perfuração bem sucedida na Pensilvânia em 1859, achando petróleo. Poucos anos depois, já existiam especialistas alertando que a capacidade do “ouro negro” estava chegando perto do fim. Cá estamos, em 2006, e os mesmos alertas se repetem. Não sei quantas décadas a mais o petróleo tem de vida. Mas sei de uma coisa: disso o animal homem não perece! Acredito em nossa capacidade para pegar uma calamidade e transformá-la em oportunidade. Não compactuo com a escatologia de botequim, que gera satisfação ideológica aos que odeiam a humanidade – e bons lucros para alguns ambientalistas. Para mim, depois de tanta evidência de que “especialistas” erram feio – principalmente quando estão prevendo o iminente fim do mundo e pedindo mais recursos para evitá-lo – tenho razão suficiente para desconfiar de suas previsões. São como o Joãozinho. Dos últimos dez leões perigosos, eles previram uns mil.

PS: Um risco muito mais grave para a humanidade que o ambiental, na minha opinião, é o choque de civilizações. A jihad que muitos muçulmanos desejam levar adiante, para exterminar do mapa todos os “infiéis”, ou seja, todos os que não são muçulmanos, me parece um risco infinitamente maior que o uso de carros utilitários. Curiosamente, vários indivíduos que condenam o capitalismo por ameaçar a vida do homem na Terra são os mesmos que consideram o fanatismo muçulmano apenas uma “diferença cultural”, pedindo tolerância com aqueles que não nos toleram. Com defensores da humanidade como esses, quem precisa de inimigos?

27 comentários:

Sergio Oliveira disse...

Cara, o planeta Terra é igual papel-higiênico. Quando a gente menos esperar vai acabar e a merda já vai estar feita!

Sergio Oliveira disse...

(não teve graça mas era piada mesmo)

Teve muita gente que esperava o fim do mundo na virada para 2000.

95% da população mundial acredita em qualquer bobagem. Vide o número de religiões, igrejas, supertições, etc.

Marcos Cintra disse...

Cuidado ao falar de coisas qeu voce nao entende. É mais do que provado que não só os desodorantes como também o Freon utilizado em refrigeradores quando liberados na atmosfera ajudam sim a diminuir a camada de ozônio. Além disso, todos somos pró-desenvolvimento, mas como justificar por exemplo a atitude egoista e inconsequente americana de não assinar o protocolo de Kyoto? Sou pró-capitalismo, pro-desenvolvimento, mas é óbvio que ambientalistas têm um importante papel na evolução do animal homem no planeta.

C. Mouro disse...

Onde fica os buracos na camada de ozônio? ... no polo.
A atm é mais baixa, as correntes fortes e etc.
O CFC não consegue fazer tal viagem em tão pouco tempo. E se não me engano (29 ou 39) antes do aerosol já havia buraco na camada de ozônio.
O que faz o buraco? ...é o cl? então pensa porque ocorre no polo.
Já que vc sabe, explique como ocorre o buraco na camada de ozônio, ok?

Bianco disse...

Aquecimento global
por Thomas Sowell**

Um novo dogma político está sendo criado pela mídia. A “ciência”, dizem eles, provou que o aquecimento global é um perigo real e que os seres humanos são os responsáveis por ele, de forma que precisamos tomar decisões drásticas para reduzir o efeito estufa.
Tem havido uma reação ampla a uma recente [de 2001] publicação da Academia Nacional de Ciências (NAS), que muitos na mídia têm usado como prova de que precisamos seguir as exigências drásticas dos acordos de Kioto, a fim de reduzir a ameaça do aquecimento global. Há muitos cientistas pesos-pesado envolvidos nas discussões do NAS sobre o aquecimento global.
Mas, como o próprio relatório afirma claramente, esses cientistas não só não o escreveram, como nem o viram antes da publicação. Eles “não foram convidados a endossar as conclusões ou recomendações, nem viram a versão final do relatório antes de sua publicação”. É o máximo que se pode afirmar sobre a “ciência” ter “provado” a existência do aquecimento global e sua causa humana.
Os cientistas foram usados de enfeites no relatório feito por autoridades governamentais. Além disso, mesmo esse relatório foi incapaz de construir uma unanimidade entre os cientistas sobre o assunto aquecimento global, apesar de alguns na mídia parecerem acreditar nisso.
A bumba-meu-boi em direção a mudanças draconianas em nossa economia e em todo o “american way of life” exigido pelos acordos de Kioto é demasiadamente apropriado ao modo de pensar da intelligentzia em geral e à imprensa esquerdista em particular. Qualquer coisa que requeira impor, por meio do governo, a sabedoria e virtude superior dessa classe à massa de bárbaros, tem uma recepção favorável.
Nos anos 1970, a histeria era sobre o esfriamento global e os prospectos de uma nova era glacial. Um relatório daquela época, da Academia Nacional de Ciência, levou a revista Science a concluir em sua edição de 1º de março de 1975 que uma longa “era glacial é uma possibilidade real”. De acordo com a edição de 28 de abril de 1975 da Newsweek, “o clima da terra parece estar se resfriando”. Uma impressão de urgência era parte da histeria do esfriamento global de então, tanto quanto o é na histeria atual do aquecimento global. De acordo com a edição de fevereiro de 1973 da Science Digest, “quando o congelamento começar, será muito tarde”.
Nada é mais fácil do que criar modelos matemáticos para cenários catastróficos. Políticos e burocratas do governo têm tentado, por mais de uma década, vender o cenário apocalíptico do aquecimento global, fato que teria aumentado o poder de – você pode adivinhar? – políticos e burocratas.
Dentre os cientistas especialistas em clima e tempo, há muitas diferenças de opinião, refletindo a complexidade e a incerteza da massa de dados disponível. Dentre os proeminentes cientistas que não acompanham a histeria do aquecimento global estão Richard S. Lindzen, professor de meteorologia no MIT, e Dr. S. Fred Singer, criador do sistema americano de satélites meteorológicos e cujo livro “Hot Talk, Cold Science” (algo como, “Nariz em pé, ciência deitada”) é leitura obrigatória para quem deseja fatos científicos em vez de pânico político.
Apesar de o Professor Lindzen ser um dos grandes nomes listados do relatório da Academia Nacional de Ciências, ele não concorda com a histeria do aquecimento global. Como ele nota, “o clima está sempre mudando”. Fatores inumeráveis mudam a temperatura e muitos desses fatores, tais como o calor emitido pelo Sol em diferentes eras, estão além do controle dos seres humanos. Certos gases, tal como o dióxido de carbono, têm o potencial de afetar a temperatura mas é coisa completamente diferente dizer que um particular aumento de temperatura, durante uma era particular, é necessariamente devido ao “efeito estufa”.
A maior parte do aumento de temperatura do século passado ocorreu antes da II Grande Guerra – antes, também, do grande aumento das emissões atuais de dióxido de carbono. O próprio relatório da Academia Nacional de Ciência pisa em ovos quando toca no fato de que ocasiões de aumento de temperatura não coincidem como os de aumento dos gases do efeito estufa. Como ele coloca: “As causas dessas irregularidades e disparidades [não simultaneidade das ocorrências dos dois efeitos] não são compreendidas completamente”.
Mesmo que atrofiássemos nossa economia, adotando os passos radicais propostos nos acordos de Kioto, isso “não resultaria numa substancial redução do aquecimento global”, de acordo com Professor Lindzen. Ele lamenta o uso da ciência “como fonte de autoridade para nocautear oponentes políticos e enganar cidadãos desinformados”. Infelizmente, muitos desses cidadãos desinformados são profissionais da mídia.

Publicado por: Townhall.com
Tradução: Antônio Emílio Angueth de Araújo

** Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

Pedro Ferraz disse...

Essa é boa, agora o aquecimento global é mito ou exagero dos ecoxiitas.

Também vindo de alguém que cite livros como O Ambietalista Cético e o Máfia Verde, o primeiro já considerado folclore pela comunidade científica internacional e o segundo proibido de venda pela Justiça.

Em relação ao sistema político e econômico e o grau de impacto ambiental, não há muita diferença entre capitalistas e socialistas, mas vc só citou o caso de Chernobyl, esquecendo de Three Mile Island, de Minamata, de Bhopal e do Exxon Valdez, todos esses ocorridos em países capitalistas e bem liberais.

Sugiro que vc se atenha a falar sobre coisas que tenha estudado melhor.

Rodrigo Constantino disse...

"Em relação ao sistema político e econômico e o grau de impacto ambiental, não há muita diferença entre capitalistas e socialistas"

Hummmm. Vejamos: a economia americana representa cerca de 30% da total do mundo, e em termos de emissão de gases, os EUA são responsáveis por algo como 36%. Faz sentido. Já a Rússia, pela herança socialista, tem uma economia perto de 1,5% da global apenas, mas representa algo perto de 17% da emissão de gases poluentes. Seria esquivalente mesmo?

PS: nem falei da China...

André P.B.Selva disse...

Dessa vez, exepcionamente, eu discordo. Não particualrmente em relação ao aquecimento global mas, em relação a presevação ambiental como um todo. Acho sim que estamos degradando o planeta.

Não nesse estória de que a culpa é do capitalismo ou do liberalismo. muito antes da revolução industrial já destruiamos o planeta(veja a ilha de Pascoa,por exemplo).

A degradação ambiental é visivel e não é preciso recorrer á artigos cientificos. é só olhar pela janela de sua casa. sobretudo se você morar perto de um rio como o Tiête ou o Capibaribe....

A preservação ambiental não é apenas fálacia de esquerdista ou fatalistas de plantão. é uma necessidade global. O planeta não vai acabar amanhã ou daqui á 100 anos mas,com certeza, a vida não vai ser nada fácil....

É uma imbecilidade pregar crescimento zero para preservar o ambiente assim como acho lamentável o fato de alguns simplesmente ignorarem a importancia da presevação ambiental.

finalizando, a defesa do meio ambiente NÃO é contrária ao liberalismo e muito menos contrária a economia de mercado veja:

www.liberal-international.org

o texto: Helsinki Declaration on the Environment

André P.B.Selva disse...

Ops, completando: A preservação ambiental não é exclusividade de ambientalistas, fatalistas malucos, terroristas verdes ou ongs esquerdistas. ela envolve a todos.

O grande problema é quando o tema se torna exclusividade de um grupo seccional que se julga infalível e de honestidade duvidosa. Concordo com o Rodrigo quando ele aponta a existência de grupos chamados ecologistas que se aproveitam do que eu acho de "terrorismo psicológico" para "conscientizar" as pessoas. Isso é inaceitável contudo, é muito comum e ameaça a liberdade alheia.

Pedro Ferraz disse...

Rodrigo,
a China é uma República Comunista, e não socialista (mas vc não sabe a diferença de uma laranja para um limão).

A economia mais livre do mundo, na sua concepção, é a maior responsável pelo efeito estufa global.

A Rússia era socialista e está há mais de 15 anos num capitalismo baseado um modelo de desenvolvimento insustentável, assim como a China e todas as economias liberais do planeta.

Logo, não é o regime político econômico que determina o grau de impacto ambiental planetário, mas o tipo de desenvolvimento adotado no país.

Estude um pouco sobre "Pegada Ecológica" e depois tente escrever um artigo mais coerente sobre ambientalismo.

Juliano disse...

Pedro, por que você gosta tanto de ofender a inteligência dos outrs, apelar para autoridade e sair jogando nomes como se fossem argumentos, mandar ad-hominem, criticar a fonte, etc? Podemos manter um debate civilizado, não é necessário ser tão tosco para rebater idéias.

Quanto ao tema, realmente pare haver muita empulhação de caráter simplesmente ideológico e político. Não obstante, a preservação do ambiente não é algo de se desmerecer... como podemos ver pelo "smog" existente em algumas grandes metrópoles do mundo.

Rodrigo Constantino disse...

Juliano, concordo, e lendo meu artigo, verá que não combato o cuidado com o meio-ambiente em si, mas o eco-terrorismo, útil para muitos interesses obscuros.

Sobre os "smogs", tenho um comentário: Em 1257, a rainha da Inglaterra, em visita a Nottingham, achou tão intolerável o forte cheiro da fumaça da queima de carvão que deixou a cidade, temendo pela própria vida. Em 1742, Samuel Johnson descreveu Londres como uma cidade “onde montes de lixo são tão abundantes que até um selvagem se espantaria”. O último smog (fumaça e neblina) grave, em dezembro de 1952, ainda matou cerca de 4 mil londrinos em apenas sete dias. Portanto, a poluição atmosférica não é um fenômeno novo que vem piorando, como afirmam. É, sim, um fenômeno antigo, que vem melhorando.

Pedro Ferraz disse...

Juliano,

"hay que endurecer..." mas falando sério, não soltei nomes de pessoas como argumentos, mas citei apenas alguns casos de grandes desastres ambientais ocorridos apenas no século passado.

O que mais me impressiona é a capcidade do Constantino em defender uma discurso baseado em preconceitos ideológicos e sem base científica concreta.

Veja o último comentário:

"Portanto, a poluição atmosférica não é um fenômeno novo que vem piorando, como afirmam. É, sim, um fenômeno antigo, que vem melhorando."

Bom, se ontem eu achava que o autor deste site vivia em outro mundo, hoje eu tenho certeza.

Blogildo disse...

Eu costumo dizer que os ecoterroristas tiram essas previsões do notebook da mãe Dinah. Se bobear, ela é digna de mais confiança que eles.

Excelente artigo. Eu gostaria de ter escrito ele!

Abraço!

tiago sant'anna disse...

Esse seu “PS” merece um artigo inteiro! De fato, rotular o fanatismo sanguinário dos mulçumanos como “diferença cultural” é o cúmulo do relativismo, do politicamente correto e da distorção de valores.

Freeman disse...

Pedro Ferraz, faça uma regra de três simples.
Se a economia americana é 30% da mundial, responsável por 36% da emissão de gases, a economia russa TERIA DE SER 14% da economia mundial para justificar seus 17% de emissão de gases.

Ou seja, se a economia russa tivesse o mesmo tamanho que a americana, ela poluiria muito, muito mais.

E sobre ser comunista e socialista, acho que você precisa ler Marx com mais atenção. O comunismo é a etapa pós-socialismo, onde o Estado seria gradativamente eliminado, com todas as atividades econômicas já planificadas e distribuídas para as comunas.

O fato de eles se nomearem comunistas não quer dizer que o sejam de fato. Eles montaram seus governos visando o comunismo, mas vistos do ponto de vista marxista, a antiga URSS, China, Cuba, Coréia do Norte são todos socialistas porque não passaram da fase de Estado máximo. Ou vai desmentir o próprio Marx agora?

É interessante notar que nenhuma experiência socialista conseguiu chegar no comunismo de fato, i.e. economia planificada, comunizada, sem a existência de Estado.

Mas pros socialistas-comunistas é claro que isso também é culpa do capitalismo...

Bianco disse...

O Império Ecológico e o Totalitarismo Planetário

Sobre o livro de Pascal Bernardin, L’Empire Écologique

Por Charles Lagrave
Lectures Françaises, mars 1999.


Nossos leitores lembram-se talvez de havermos explicado nestas crônicas (1), em diversas ocasiões, como estava em vias de operar-se o triunfo mundial do marxismo: o aparente deslocamento do campo comunista, fazendo cessar a oposição entre os dois blocos Leste e Oeste, permitiu a sua fusão num "liberal-socialismo" que nos leva diretamente a uma ditadura mundial. Essa síntese hegeliana não é o resultado de uma evolução natural, mas o resultado de uma manobra deliberada, preparada de longa data.

Alguns leitores talvez tenham pensado que exagerávamos, que a situação não era tão grave e que todas essas coisas eram bem inverossímeis. A esses — e aliás também aos demais — aconselho insistentemente comprar e ler o quanto antes o novo livro de Pascal Bernardin: L’Empire écologique ou la subversion de l’écologie par le mondialisme ("O império ecológico ou a subversão da ecologia pelo mundialismo", Éditions Notre-Dame des Grâces, 1998).

Na sua obra anterior, Machiavel pédagogue, o autor, apoiado em enorme massa de documentos oficiais, trazia-nos a prova de que um gigantesco empreendimento de lavagem cerebral vem se realizando no ensino, desde várias décadas, por meio das técnicas mais elaboradas de persuasão psicológica oculta. Do mesmo modo, no presente livro, ele estabelece, graças a uma documentação igualmente inatacável, que idêntico empreendimento de subversão das mentalidades está em ação sob a máscara da ecologia e que a convergência entre comunismo e capitalismo, que parece ter aproveitado somente a este último, é na verdade uma manobra cuidadosamente preparada para assegurar a perenidade da revolução, impondo ao mundo inteiro uma concepção totalitária do homem e da natureza. Esta revolução ideológica total desembocará por fim numa "espiritualidade global", isto é, numa nova civilização e numa nova religião que estarão a serviço de um socialismo absoluto e universal: o governo mundial.

A subversão pedagógica tem por objetivo "modificar os valores, as atitudes e os comportamentos, proceder a uma revolução psicológica, ética e cultural. Para chegar a isso, utilizam-se técnicas de manipulação psicológica e sociológica. Este processo, manifestamente revolucionário e totalitário, não encontra nenhuma resistência entre as elites, quer sejam de direita ou de esquerda. Concebido e conduzido por instituições internacionais, ele concerne ao conjunto do planeta, e muito raros são os países poupados. Ele inscreve-se no projeto mundialista de tomada do poder em escala global pelas organizações internacionais. Nesta perspectiva, os diversos governos nacionais não serão, ou já não são, senão simples executantes encarregados de aplicar as diretrizes que tenham sido determinadas em escalão mundial e de adaptá-las às condições locais, que, por outro lado, eles se esforçam para uniformizar" (2).

A difusão dessas técnicas de manipulação psicológica e sociológica no sistema educativo mundial não pode ser um fenômeno espontâneo, mas, ao contrário, é um trabalho "cuidadosamente planejado e rigorosamente executado" graças aos métodos desenvolvidos pelos soviéticos. "É certo que antes da perestroika os comunistas tinham criado as estruturas nacionais e internacionais que permitissem à revolução prosseguir por meios menos visíveis do que aqueles usados na sua fase bolchevique. Outra questão maior então surge imediatamente: pode essa estratégia ter sido aplicada em outros domínios? Ou ainda: que é, verdadeiramente, a perestroika? Um desmoronamento real do sistema comunista, sob a pressão de suas ‘contradições internas’, ou uma incrível virada estratégica elaborada cuidadosamente durante muitas décadas e executada magistralmente?(3)" A esta questão crucial, Bernardin responde, apoiado em textos irrefutáveis, eles mesmos "corroborados pelos acontecimentos sobrevindos após a queda do muro de Berlim, [...] que a perestroika foi um processo revolucionário de inspiração leninista e gramscista. Seu objetivo principal é portanto a tomada do poder em escala planetária. Nesta perspectiva, a convergência entre capitalismo e socialismo, que se realiza diante dos nossos olhos, não é senão uma etapa que deve conduzir à instauração de um governo mundial..." (4).

De fato, o verdadeiro pai da perestroika é o teórico comunista italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o qual havia compreendido que a revolução bolchevique, querendo modificar em primeiro lugar as condições da vida econômica, era demasiado violenta para obter a aprovação de um consenso generalizado, e preconizava, em conseqüência, efetuar primeiro uma revolução ideológica, isto é, mudar antes de tudo as maneiras habituais de pensar. "Gramsci propõe realizar primeiro a instauração de uma nova civilização. Os meios que ele propõe parecem fracos, mas na verdade são muito poderosos. A revolução ideológica deve ser veiculada pelos intelectuais e por uma ditadura pedagógica. Deve ser feita em nome de imperativos éticos e respeitar a dignidade e os direitos do homem (isto é, utilizar métodos não-aversivos). [...] A revolução ecológica formará a ossatura das revoluções — ideológica, religiosa, ética e cultural — veiculadas pela ditadura pedagógica. As idéias de Gramsci são portanto indispensáveis para toda compreensão do mundialismo e da perestroika" (5).

O totalitarismo planetário

Após ter feito explodir sucessivamente tudo o que era cristão, primeiro a Igreja no século XVI, depois as monarquias católicas a partir de 1789, depois os impérios cristãos em 1918 e por fim as sociedades cristãs, a Revolução universal prepara-se para reunificar o mundo em torno de um novo paganismo que, como os paganismos antigos, constituirá uma camuflagem da religião do demônio (6). Os povos se rejubilarão de ter atingido a idade de ouro da humanidade enfim unificada, ao passo que terão de fato caído sob o poder daquele que é "mentiroso e homicida desde o princípio".

"A revolução ecológica em curso efetua a síntese entre o liberalismo, o comunismo e o ‘humanismo’ maçônico, o qual se arraiga nos mistérios antigos e no culto da natureza. Ela permite lançar um olhar novo sob os dois fenômenos políticos maiores deste fim de século: a desaparição do comunismo e a emergência da Nova Ordem Mundial. Ela define-se como a convergência das forças revolucionárias anticristãs, que sobem ao assalto do último baluarte legado pela cristandade: a concepção inconsciente de Deus, do homem e do mundo que define o nosso quadro intelectual. Mais ainda que a revolução Copernicana, essa mudança de paradigma (7) teria conseqüências infinitas. A antropologia cristã contrarrestava as tendências totalitárias de todo Estado, as quais, por definição, a perspectiva holística (8) enaltece. O totalitarismo será então declinado em todas as suas dimensões: primeiro a dimensão religiosa, depois as dimensões políticas e sociais. A destruição da antropologia cristã acrescentará ainda um obstáculo maior à busca da verdadeira fé: a perspectiva cristã se tornará estranha às gerações futuras! A destruição do comunismo e a aparição da Nova Ordem Mundial marcam portanto a emergência de um totalitarismo planetário inédito que muito deverá, no entanto, às concepções pagãs. É um episódio maior da guerra de religião que o paganismo move contra o cristianismo desde sua aparição" (9).

Esse totalitarismo planetário está programado para se estabelecer em nome do bem-estar da humanidade, é claro, sem provocar reação séria, pois quem desejaria lutar contra o Bem? Ouçamos Gorbachov: "É minha convicção que a raça humana entrou num estágio em que todos somos dependentes uns dos outros. Nenhum país, nenhuma nação deveria ser considerada isoladamente das outras, ainda menos oposta às outras. Eis o que o nosso vocabulário comunista denomina internacionalismo, e isto significa nosso voto de promover os valores humanos universais" (10). Ora, como observa mui justamente Bernardin, "o interesse da humanidade substitui a ditadura do proletariado, mas o indivíduo continua sempre esmagado ou negado" (11).

A síntese dialética

Solve et coagula, dizem os iniciados para resumir sua estratégia: eles começam por destruir tudo o que lhes constitui obstáculo, em seguida passam a uma fase construtiva, não para restaurar o que abateram (mesmo se as aparências levam a crer nisso), mas para construir algo de radicalmente diferente. É esse movimento que Hegel sistematizou sob o nome de dialética: a tese é o que os iniciados querem destruir, a antítese são os meios utilizados para esse fim e a síntese é a nova construção estabelecida sobre as ruínas da antiga — construção que aliás é sempre provisória, pois o movimento da dialética não pode parar jamais. Com efeito, a Revolução é incapaz de atingir um estado de equilíbrio durável, de tanto que viola a natureza humana: seu triunfo quase absoluto, que chegará no fim dos tempos, será muito breve. Tanto é que "Revolução" não significa outra coisa senão "Andar em Círculos", o que sempre conduz a lugar nenhum.

Bernardin dá-nos uma boa análise da atual síntese dialética destinada a alcançar uma falsa paz universal que não será senão uma ditadura assustadora: "A sociedade ainda cristã, tal como existia antes dos movimentos revolucionários, se organizava em torno de um princípio transcendente que lhe dava sua unidade tanto ‘nacional’ quanto ‘internacional’, se remontarmos à época em que toda a cristandade reconhecia a autoridade suprema do Papa. A luta das classes, aí, não era senão, no máximo, um elemento secundário. Vieram em seguida os movimentos revolucionários, culminando com o comunismo que exacerbou o antagonismo de classes no interior das nações e dividiu o mundo em dois blocos inimigos. Ele forneceu a antítese, uma sociedade atéia e fragmentada na qual, em vez de procurar melhorar verdadeiramente a condição operária, se eliminou a burguesia ou pelo menos se alimentou o ódio em relação a ela. A síntese desses dois momentos é a perestroika (e o mundialismo - ou globalismo) que, renunciando à luta de classes para tender na direção de um ‘Estado de Todo o Povo’, quer recriar uma sociedade unificada, interiormente e exteriormente, tanto no nível nacional quanto na escala internacional. Mas, a meio caminho, no curso desse processo dialético, perderam-se a cristandade e Deus... Temos aqui um exemplo típico daquilo que se deve chamar, malgrado todos os legítimos argumentos teológicos opostos, a dialética do bem e do mal. Uma situação má, no caso a divisão das sociedades e do planeta, é provocada pelos revolucionários (antítese). As tensões nacionais e internacionais que ela engendra clamam por um retorno ao bem, à unidade social e ao apaziguamento dos conflitos internacionais. Mas a síntese proposta sob o disfarce de retorno à normalidade, e que busca efetivamente voltar à unidade social, não é de maneira alguma semelhante à situação inicial: o Mundialismo e o ‘Estado de Todo o Povo’ não são senão a forma mais completa e acabada do Totalitarismo integral. Trocou-se a Unidade Social pelo Totalitarismo, a unidade pela totalidade" (12).

Esse Totalitarismo tem por objetivo despojar o homem de sua dignidade de criatura de Deus e torná-lo pura e simplesmente um animal, para cuja tarefa o darwinismo foi de uma utilidade inestimável. Hoje é quase um consenso universal que nosso 'avô' foi um chimpanzé e nosso 'tetravô', uma bactéria. Aceita esta nova verdade científica, esse relativismo de valores nos leva a um passo adiante: a vida humana vale tanto quanto a vida de qualquer criatura viva, seja animal ou vegetal. Daí os insultos, gestos, caretas de indignação e apelos à guilhotina dos ecologistas mais empedernidos quando um caçador é pego com pato morto ou um agricultor corta algum pedaço de floresta para plantar. Ora, o pato e as árvores, sendo vida, e já elevados e igualados ao valor da vida humana pela ascendência comum, levam à percepção de que o abate do primeiro para o jantar e o corte das últimas para um plantio de alimento já equivalem a um homicídio. Então exige-se mais leis e regulamentos que vão, é claro, alimentando e fazendo crescer cada vez mais o Estado dando mais um precioso passo em direção ao totalitarismo.

"Desembaraçadas dos últimos resíduos de cristianismo as mentalidades, será então possível voltar ao culto da Terra — sob uma forma modernizada, naturalmente. A Ecologia se tornará o princípio organizador da futura civilização, sobre o qual se edificará a espiritualidade global, pura negação da graça e do sobrenatural cristão, retorno ao eterno naturalismo, ao paganismo. Pois, uma vez efetuada essa mudança de paradigma, uma vez decaído o homem de sua dignidade de ente criado e desejado pelo próprio Deus, o indivíduo necessariamente desaparece por trás da coletividade, cujo assentamento ecológico é o que mais importa conservar: a Terra, então elevada ao nível de Deusa-mãe. As conseqüências desse rebaixamento então se desdobram, inelutáveis: totalitarismo, eutanásia, eugenismo, aborto, etc. A oposição de alguns cientistas não poderá impedir que o homem, rebaixado ao nível dos animais, sofra também ele manipulações genéticas e clonagem" (13).

Dada a importância da obra, voltaremos a falar de L’Empire écologique, mas desde já podemos dizer aos leitores que, se tiverem de comprar não mais de um livro em 1999, será preciso absolutamente que seja esse. A obra de Bernardin, pela sua amplitude, ultrapassa em medida bem vasta os assuntos que citamos; seu conjunto constitui uma admirável demonstração, magistralmente sustentada, do objetivo que o autor se propôs: "descrever a etapa atual da Revolução, que deve desembocar na edificação do Império ecológico, da Cidade terrestre; e mostrar como esta, querendo se elevar até o céu, numa revolta gnóstica com uma nova Torre de Babel, busca realizar neste mundo a Cidade celeste" (14).
Bem sabemos que é impossível restabelecer o paraíso terrestre, mas que, em contrapartida, o inferno terrestre é sempre, e a qualquer momento, perfeitamente realizável. Stalin, Mao, Pol Pot e Fidel Castro sabem do que estou falando.

Ch. Lagrave

NOTAS
1. O autor refere-se à coluna "Réflexions sur la Politique" que escreve mensalmente em Lectures Françaises. [N. do T.]
2. Pascal Bernardin, L’Empire écologique, p. 8.
3. Id., p. 9.
4. Ibid., p. 69.
5. Ibid., pp. 54-55.
6. "Os deuses dos pagãos são demônios", escrevia São Paulo.
7. A palavra paradigma é aqui tomada no sentido de "maneira habitual de ver as coisas".
8. Holístico ou holista é adaptação de uma palavra inglesa que significa global. O princípio holista implica especialmente a unidade dos contraditórios, o que destrói o fundamento mesmo de todo pensamento lógico. Aplicado à sociedade, esse princípio nega o indivíduo e não leva em consideração senão a comunidade, tal como numa formigueira ou cupinzeiro.
9. Ibid., p. 12.
10. Cit. ibid., p. 62.
11. Ibid., p. 61.
12. Ibid., pp. 63-64.
13. Ibid., p. 573.
14. Ibid., p. 570.

Nilder disse...

Máfia Verde

Teve um comentarista aí em cima que propalou uma grande inverdade: que o livro Máfia Verde está proibido.

Ocorre que o WWF, pensando que poderia invocar um 'crime de lesa-majestade' por estas bandas, tentou mas não conseguiu impedir a distribuição do livro que, aliás, vai para a décima edição. Além disso, o 'Máfia Verde 2" já está na segunda.

Nilder Costa

Pedro Ferraz disse...

"Em cumprimento de uma determinação judicial sobre ação protocolada pela ONG contra o Movimento de Solidariedade Ibero- americana (MSIa), junto à 24a. Vara Cível do Rio de Janeiro, oficiais de justiça estiveram esta manhã no escritório da entidade, no Rio de Janeiro, para apreender exemplares do livro. A arbitrariedade da ação ficou demonstrada pelo fato de que, além de apreender os 25 exemplares restantes dos quase 5.000 exemplares já vendidos do livro, em duas edições, foram também apreendidos exemplares da revista Brasil Nuclear, publicada pela Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), que tão-somente publicou um anúncio do livro."

http://www.olavodecarvalho.org/convidados/mafiaverde.htm (nesse vcs confiam!)

Pedro Ferraz disse...

Freeman, pela primeira vez concordamos em algo "O fato de eles se nomearem comunistas não quer dizer que o sejam de fato" e em virtude disso, a China desenvovleu seu ocmunismo com a vertente do maoísmo e o prórpio socialismo vem passando por revisões históricas havendo várias correntes de pensamento.

Não defendo nem o modelo chinês, nem o norte-coreano de socialismo. Atualmente venho estudando alguns pensadores marxistas contemporâneos como Luckaks e Gorender.

Contudo, como já disse antes, não é o sistema econômico político que define o grau de impacto no ambiente, mas a forma de desenvovlimento adotada, veja no caso da Alemanha e do Japão, qual o grau de impacto deles no ambiente e seu peso na economia mundial.

C. Mouro disse...

Aleluiah!
Freeman me tirou um peso, eu até tava desanimado da asneira do guevarinha passar em branco.
E o interessante é que ele depois de escrever:
" Rodrigo,
a China é uma República Comunista, e não socialista (mas vc não sabe a diferença de uma laranja para um limão)."
.
escreve agora: "nem o modelo chinês, nem o norte-coreano de socialismo" ...esse tipo é um traste, desumanamente tolo! e não se constrange com o que aqui passa...
Mas vá lá:
Diz o guevarinha que a China é comunista e está num (é um) capitalismo como todas as economias LIBERAIS (sic?).
Disse ele que a URSS era socialista, eu concordo e aproveito para perguntar-lhe:
Por que a URSS era socialista e a China é comunista? E também como a China pode ser comunista e estar num capitalismo como todas as economias liberais.
Por favor, defina os princípios que determinam que uma economia é comunista, socialista e capitalista.
Obs.: sem apelar para baboseiras do tipo “no capitalismo a mão de obra é explorada” e blá blá blá, EU PERGUNTO PELOS PRINCÍPIOS LEGAIS QUE OS DEFINEM, e não por embustes e arengas politiqueiras que nada definem senão a estupidez, leviandade e baixeza dos adeptos.
Abraços
C. Mouro

Pedro Ferraz disse...

Mouro,

terei o maior prazer em respondê-lo, mas farei isto por e-mail.

Para tal, solicito que vc envie um e-mail para opedrocf@gmail.com para podermos continuar esta conversa num espaço mais apropriado.

Abs

Freeman disse...

Essa característica mutante do socialismo é fascinante!!

Uma hora ele é um sistema de produção e organização econômica. Quando você prova que o capitalismo é mais eficiente economicamente aí o socialismo "vira" uma ideologia de cunho social.

Quando você aponta os milhões de mortos dentro dos regimes socialistas, aí dizem que os tais regimes não eram socialistas e sim comunistas.

E quando você aponta isso não é possível porque comunismo é a fase final do socialismo, eles dizem que essas definições são ultrapassadas, que a moda agora é outra...

Por isso que eu retomo as definições clássicas, nada ambíguas:
1- Social-democracia é o socialismo sem culhões de tomar as propriedades do povo.
2- Socialismo é onde tudo pertence ao Estado. Se é maoísta, stalinista ou heloisa-helenista, não importa.
3- Comunismo era aquilo que o socialismo queria ser, mas nunca foi em lugar nenhum do globo. Conhece algum país sem Estado?

Ou então... lembremos que o manifesto do pai do socialismo se chamava Manifesto Comunista, que tudo fica mais fácil!

Pedro Ferraz disse...

Freeman,

considerando que vc já demonstrou por diversas vezes que só ler o que quer, e não o que se escreve, desejo-lhe boas reflexões dentro de sua ótica.

C. Mouro disse...

É aqui mesmo que tem que ser, para todos verem!
...eu já esperava por isso, sabia que ia escorregar ...hehehe!
A grande M é que nunca houve um debate na política que encostasse esses @#$%&¨%$#@ na parede, sempre contaram com o "bom mocismo" idiota das "pessoas civilizadas" (que adotam a moral quinta coluna, que os paraliza e entrega). O sucesso das idéias socialistas (poder absoluto para o governo - Nietzsche bem o disse antes da comprovação prática, e foi ignorado) só foi possível pela colaboração dos não adeptos, que queriam exibir suas "belas personalidades" elogiando aquilo que os queria destruir: é grandioso amar o inimigo, e parece que elogia-lo engrandece o tolo que o faz. Todos exibiam crença nas "belas intenções" do socialismo a fim de também parasita-las, por mais que a teoria e os fatos demonstrasse o contrário. ...mas a estupidez e vaidade... e estas idéias canalhas contaminaram e vai ser muito dificil a descontaminação. Ainda hoje muitos são os "civilizados apaziguadores" - que Jente* maravilhosa - enfim, é isso.
A idéia de toda ideologia safada é causar o máximo de confusão para nunca esclarecer nada, produzir muita emoção e nenhuma razão.
Abs
C. Mouro

Freeman disse...

Ué Pedro... não gostou do Marx disse?

Se quiser, eu vou lá na minha cópia de O Capital e digo em quais páginas está escrito que o socialismo é a fase 1, e o comunismo, a fase final. Facílimo ver que nenhum país chegou na fase final.

O que pode ser dito sobre o FATO que o manifesto do pai do socialismo se chama "Manifesto Comunista"? Fácil concluir que, ou se trata da mesma coisa, ou uma é a finalidade da outra.

Você me fez voltar a ler o Manifesto... tinha até esquecido que ele prega o fim das heranças!! Imaginem, as pessoas não podem ficar nem com os bens deixados por seus pais!!

E percebi que nada foi mencionado a respeito dos milhões de mortos pelos "camaradas" Stálin, Mao, e Pol Pot... nossa, até o Fidel fica pequeno perto desses.

Anônimo disse...

mt ridículo dizer que regismes socialistas mataram milhares e por aí vai! se a gente considerar desde o nascimento da capitalismo até hj, será que teríamos a conta de qts pessoas já morreram só pelo fato de viverem num sistema excludente?