terça-feira, agosto 08, 2006

O Mito Sueco



Rodrigo Constantino

“O melhor lugar para achar uma mão que ajude é no final do seu braço.” (Provérbio Sueco)

Muitos são os que utilizam o relativo sucesso escandinavo para defender o modelo do Estado de bem-estar social. Estas pessoas argumentam que elevados impostos e um extenso welfare state é benéfico para a economia e a população, ignorando a relação causal entre as coisas. Na verdade, os países com pesado welfare state ficaram ricos a despeito deste modelo, não por causa dele. Se replicarmos tal modelo na África miserável de hoje, teremos apenas mais miséria. O economista Stefan Karlsson, que trabalha na Suécia, escreveu para o Mises.org um artigo chamado “The Sweden Myth”, visando a derrubar certas falácias sobre o modelo escandinavo. Veremos os principais pontos do autor.

Até a segunda metade do século XIX, a Suécia era bem pobre. Mas reformas de livre mercado adotadas nos anos 1860 permitiram que o país se beneficiasse da crescente revolução industrial. A economia rapidamente se industrializou durante os séculos XIX e XX, vendo aumentar bastante o número de empreendedores e inventores. Surgiram empresas como a Volvo, Saab e Ericsson. Além disso, um fator que muito contribuiu para a prosperidade sueca foi o seu afastamento de ambas as guerras mundiais, que destroçaram a Europa. Desde 1809, a Suécia não participa de guerra alguma. Juntando tudo isso, a Suécia teve o maior crescimento de renda per capita do mundo entre 1870 e 1950, tornando-se uma das nações mais ricas do globo.

Porém, as sementes de grandes problemas já haviam sido plantadas em 1932, quando os social-democratas subiram ao poder por conta da Grande Depressão. A expansão do governo na economia foi assustadora, mas vindo de uma base bem pequena. Os gastos estatais eram inferiores a 10% do PIB. Mesmo nos anos 1950, a Suécia ainda tinha uma das economias mais livres do mundo, e os gastos estatais eram menores que o dos americanos. Mas entre 1950 e 1975, os gastos subiram de 20% para 50% do PIB. As mudanças tornaram o país menos competitivo em termos globais, e a moeda, o krona, acabou sendo desvalorizada. A inflação começou uma escalada contínua. A insatisfação era grande, e uma coalizão de centro-direita chegou ao poder em 1976, quebrando 44 anos de gestão ininterrupta dos social-democratas. Entretanto, os partidos de centro-direita não estavam dispostos a levar adiante reformas liberais mais radicais. Quando privilégios são concedidos, dificilmente um governante enfrenta sua retirada impopular. A inflação continuava incomodando e a moeda foi novamente desvalorizada.

Em 1986, o mais pragmático Ingvar Carlsson tornou-se Primeiro Ministro, e implementou várias reformas de livre mercado. Aboliu os controles de moeda e reduziu impostos. Como quase todo remédio, o impacto imediato foi amargo. No começo dos anos 1990, a economia estava em queda, enfrentando certos ajustes necessários por anos de irresponsabilidade do governo. A crise do petróleo causada pela invasão ao Iraque agravou a situação. Somando tudo, a economia sueca estava em recessão no começo da década de 1990, com o emprego caindo mais de 10% e o déficit fiscal subindo para mais de 10% do PIB. Em termos de renda, a Suécia ficou perto da vigésima posição no mundo, uma queda que jamais foi recuperada.

Novas reformas foram adotadas, privatizações foram feitas e vários setores foram desregulamentados. O déficit fiscal foi eliminado. Estas reformas liberais permitiram uma certa recuperação da economia sueca. O Banco Central sueco, Riksbank, adotou uma meta inflacionária de 2% ao ano. Ainda assim, a renda per capita da Suécia, perto de US$ 30 mil, está bem aquém da americana, perto de US$ 40 mil. A renda de Cingapura, que não contava com o acúmulo de riqueza da Suécia nem com seus recursos naturais, já colou na sueca, graças ao modelo de ampla liberdade econômica.

Até mesmo em uma nação que já era rica e com apenas 9 milhões de habitantes, o peso do welfare state tem sido duro de carregar. Os incentivos – e indivíduos reagem a incentivos – não encontram-se no lugar adequado. Quando o “papai” Estado oferece tudo “grátis”, há menos incentivos para o trabalho e o sustento por conta própria. A epígrafe no começo do artigo mostra que nem sempre os suecos ignoraram esta obviedade.

Usar a Suécia como ícone de sucesso do modelo de welfare state é, como vimos, uma falácia. Na verdade, a Suécia enriqueceu por conta do Liberalismo, e o inchaço estatal plantou as sementes do fracasso. Reformas liberais têm sido implementadas para reduzir o estrago causado pelo tamanho do Estado. A Suécia desfruta de boa qualidade de vida a despeito do welfare state, não por causa dele.

E o mais lamentável de tudo é que, pela ótica brasileira, a Suécia seria considerada “ultra-liberal”. O índice de liberdade econômica do Heritage coloca a Suécia em 19º lugar no ranking, enquanto o Brasil está em 81º lugar. Para o Brasil chegar ao modelo sueco, teria que adotar inúmeras reformas liberais. Infelizmente, aqui muitos ainda consideram até mesmo o PSDB como um partido liberal. Ou seja, não só não foi o welfare state que gerou o relativo sucesso sueco, como estamos muito longe até mesmo desse modelo, tachado injustamente por aqui de “neoliberal”.

33 comentários:

Mauricio disse...

Durante a discussão, acho que da MP 232, que aumentava ainda mais a carga tributária. Um dos nossos ilustríssimos representante no congresso justificou que a medida era procedente porque "Na Suécia paga-se muito mais imposto que no Brasil". Aí eu pensei comigo, "que lindo... mas na Suécia esse sujeito jamais seria eleito para coisa alguma". E hoje eu penso que se este deputado estiver envolvido com alguma falcatrua tipo sanguessuga ou mensalão (por ter defendendido a MP deve ser aliado), ainda me vem a cabeça "Na Suécia este sujeito estaria preso e seria obrigado a devolver todos os desvios".

Por falar em aliado, noto que o jornalismo cita os 'aliados' como se fossem única e exclusivamente aliados do governo "fulano de tal, aliado da base de governo...", "sicrano do PX, aliado do governo", "não sei quem lá, da base aliada (ao governo)", etc. Os deputados estão lá para se aliarem ao governo ou para se aliarem aos seus eleitores? TODOS deveriam ser aliados dos seus eleitores e nos defender do executivo, para isso que eu votei para deputado.

Fábio disse...

Rodrigo, sabe onde eu encontro caminhos da servidão ? procurei em tres livrarias e nem constava na lista ?
Obrigado.

Paulo disse...

Comparar somente a renda per capita não é adequado, há que se levar em conta tambem a qualidade dos servicos publicos... Para viver tão bem quanto os suecos os americanos vão ter que gastar uma grana com educação, por exemplo...
Acho que um bom indicador da qualidade de vida é o IDH, e aí percebe-se que mesmo ganhando menos os suecos vivem melhor que os americanos.

Rodrigo Constantino disse...

Fábio, procure no site do IL (www.institutoliberal.org.br)

Paulo, o IDH é subjetivo demais. Criado por economistas mais à esquerda. Alguns hoje já falam de FIB, Felicidade Interna Bruta, como se felicidade, algo MUITO subjetivo, fosse mensurável assim.

Mas ainda assim te digo que a Suécia, diferente dos EUA, não teve que absorver cerca de 2 milhões de imigrantes por ano! Leve isso em conta.

O IDH da Suécia estaria ainda maior não fosse o welfare state.

Fernando Soares disse...

O seu artigo sobre a Suécia, que era tomada como modelo de social-democracia e que agora pratica a liberdade econômica me faz refletir sobre a falácia divulgada pela nossa esquerda de que é possível distribuir o que não é produzido. Distribuir a pobreza,quem sabe. Talvez tomando como exemplo o vovô Fidel.O fato é que a inclusão de milhões no processo de construção de uma sociedade justa-como gosta de pregar a esquerda -, certamente começa pela revolução educacional e pela revolução econômica. A revolução econômica virá quando o respeito à liberdade de produzir, comprar e vender deixar de ser apenas uma tese na cartilha dos liberais e se tornar uma realidade neste país. A revolução educacional virá quando predominar a consciência de que somente uma educação de qualidade será capaz de igualar as oportunidades e possibilitar a ascensão social de milhões de brasileiros. Possibilitará à maioria, e não apenas a uma pequena parcela como ocorre hoje, condições para a aquisição de conhecimentos, habilidades e técnicas necessárias à sua inserção competitiva no mercado do capital e do trabalho.Possibilitará condições para o exercício pleno da cidadania, pela abertura de sua consciência crítica, pelo conhecimento pleno de seus direitos e deveres e pela ampliação dos horizontes culturais.Enfim, tornará o povo certamente num agente ativo de sua história, não no sentido falacioso que a esquerda radical sempre defendeu e que acabou levando ao totalitarismo, mas no sentido da plena democracia.Mas isto eles insistem em não reconhecer. Consideram-se os donos da solução anti-miséria no mundo, e entopem o caixa do Estado com dinheiro tomado da sociedade, sob o pretexto de fazer o bem à população. Discursos, discursos, discursos...
http://blogdofasoares.blogspot.com/

Juliano disse...

Fernando, esse comentário foi muito bonito, mas é uma pena que a expressão "consciência crítica" seja algo tão distorcido no Brasil hoje, que é difícil destrinchá-la da manipulação esquerdista. Consciência crítica pra muita gente não inclui noções como, a importância de todos serem ser iguais perante a lei, sobre o que é legítima democracia e liberdade de expressão, a importância da pluralidade de idéias, e os perigos da arbitrariedade; mas sim que uns valem mais que outros, que o moralmente aceitável é aderir à maioria politicamente correta, que democracia é a ditadura da maioria, e que em certas situações podemos fazer exceções acerca das leis, desde que ideologicamente protegidas por partidos e pelo governo.

anonimous disse...

"Porém, as sementes de grandes problemas já haviam sido plantadas em 1932, quando os social-democratas subiram ao poder por conta da Grande Depressão."

Depressão essa causada pelo liberalismo economico da epoca, vc SÓ esqueceu de citar esse detalhe. É claro que eles tinham de eleger os sociais-democratas

Rodrigo Constantino disse...

Há muita desinformação sobre a Crise de 29. Tenho uma resenha do excelente livro de Rothbard, America's Great Depression, onde explico que a hiperatividade estatal causou, na verdade, a crise.

Fora isso, veja o que Greenspan falou do assunto, em 1966:

“Quando a economia nos Estados Unidos se submeteu a uma contração suave em 1927, o Fed criou mais reservas de papel na esperança de prevenir alguma falta possível da reserva bancária. Mais desastrosa, entretanto, foi a tentativa do Fed de ajudar a Grâ Bretanha que vinha perdendo reservas de ouro para os Estados Unidos porque o Bank of England recusou-se a permitir que as taxas de juros subissem quando as forças do mercado assim demandavam (era politicamente inaceitável).”

“O crédito adicional que o Fed injetou na economia se espalhou para o mercado financeiro - provocando um crescimento especulativo fantástico. Em 1929 os desequilíbrios especulativos tinham-se tornado tão exagerados que a tentativa de enxugar as reservas adicionais precipitou uma aguda retração e a consequente desmoralização da confiança dos empresários. Em conseqüência, a economia americana desmoronou.”

anonimous disse...

Bom, parece ser consenso entre os historiadores que a crise de 29 foi causada pelo liberalismo, mas eu gostaria de ouvir a versão dos liberais sobre o que passou de fato.

Pode ser um bom tema pra quem gosta de atacar mitos...

Rodrigo Constantino disse...

O artigo é grande e um pouco técnico. Mas posso postar no blog depois sim. O tema é bem interessante.

Pedro Ferraz disse...

Gostaria que vc comentasse sobre as economias da Noruega e da Islândia, países líderes em IDH.

Pedro Ferraz disse...

Gostaria também que os liberais deste site expliquem quais os fatores utilizados no índice de liberdade econômica do Heritage.

Pedro Ferraz disse...

Só mais uma observação, a maior empresa Norueguesa é estatal, a Statoil, como uma Petrobrás escandinava....Que coisa liberal...

Juliano disse...

anônimo, nunca confunda consenso com verdade.

Leandro disse...

Excelente tema, Rodrigo.

O consenso sobre a crise de 1929 ter sido provocada pelo liberalismo não passa das fronteiras do país (particularmente por historiadores, que geralmente não entendem nada de economia).
Fora do Brasil, o que se admite correntemente é que a crise foi devida a erro de política econômica, em que o mercado apenas agiu naturalmente diante da variação dos preços.

Quanto à diferença de padrão entre os Estados Unidos e a Suécia, já há muito se admite que os europeus estão "pagando" de 20% a 30% do PIB para manter certas particularidades culturais (como sustentar a universidade dos filhos até 26 ou 30 anos, e até mesmo a sesta mediterrânea). Esse custo é crescente e em poucos anos levará algumas sólidas economias desenvolvidas da Europa a serem ultrapassadas por outras asiáticas.

Rodrigo Constantino disse...

Pedro Ferraz, tenho um artigo sobre a Noruega, explicando as causas da riqueza e derrubando as falácias esquerdistas. Tenho também um artigo sobre a Islândia, mostrando que as reformas liberais colocaram o país nos eixos, e ainda falta muito.

Como vc pode ver, tenho praticamente um artigo para cada chavão esquerdista. Procure em www.diegocasagrande.com.br

Andr? Kenji disse...

Pedro Ferraz, o Instituto Heritage sofre críticas por vários defensores do livre-mercado(Thomas DiLorenzo, que não tem nada de esquerdista, por exemplo).

Eu acho que colocar a Alemanha e a Suécia entre as nações mais livres-economicamente é devaneio ou desonestidade intelectual. Ou ambos.

Pedro Ferraz disse...

Kenji, cocnocordoem gêero número e grau com suas ponderações.

Pedro Ferraz disse...

Kenji, cocnocordoem gêero número e grau com suas ponderações.

Pedro Ferraz disse...

Constantino,

se o seu artigo sobre a Suécia já é tendencioso, o sobre a Noruega é falacioso.

vc faz comparações incoerentes da economia norueguesa com a norte-americana, que vc considera como o modelo mais perto do liberalismo econômico.

Como comparar um país de 4,5 milhões de habitantes, que para vc é montado no petróleo, como uma Disneyworld dos commodities, commum país com dimensões continentais e histórico totalment diverso, como os EUA.

Os EUA são tão liberais que intervém em outros países para assegurar as fontes de suas comodities.

São tão liberais que um banco como o Bradesco nunca seria permitido atuar naquele país.

Qual a base da economia norte-americana? O livre comércio?

Deve ser intragável para vc ver estados de welfare state conseguindo progressos nacionais(não só econômicos) maiores que o seu sonho liberal.

Como diria o Grande Rui:
"A economia é uma coisa importante demais para ser deixada nas mãos dos economistas".

Rodrigo Constantino disse...

Quando bate desespero nos esquerdistas, eles correm para o "argumento" do tamanho populacional. Vejamos: os EUA são grandes e ricos. Índia é grande e pobre. Cingapura é pequena e rica. Cuba é pequena e pobre. Logo...

O Bradesco não poderia atuar nos EUA?!?! De onde vc tirou essa?!?! Sabe quantos bancos existem nos EUA?!?! Já no Brasil... o ESTADO detém 40% do mercado de depósitos via seus bancos estatais.

Pedro, procura um lugar com gente idiota, pois aqui, o único idiota é vc...

Pedro Ferraz disse...

Qdo um sábio conversa com um idiota, a percepção de ambos é recíproca.

Constantino, vc é arrogante e tenta fazer seus leitores de imbecis, mas o bobo da corte aqui é vc. E tem mais, o bobo , só é bobo pq quer, o q o torna, além de bobo, um imbecil!

Vc tem q melhorar pq estao acabando seus argumentos....

Responda: Há algum banco do mesmo porte (em termos %) que o Bradesco nos EUA? Vc ainda não respondeu.

Freeman disse...

Caro Pedro:

Heritage Foundation:
ALGUNS itens levados em conta para definir a liberdade econômica de um país eram:
- quanto tempo um pessoa leva pra abrir uma empresa (qto menor, mais livre)
- quanto tempo leva a tramitação da falência (qto menor, mais livre)
- se o Estado obriga as empresas a "assinar carteira" ou se são permitidas outras modalidades como contratos de trabalho temporário.

Pra mim, isso são critérios bem OBJETIVOS, facilmente verificáveis.
Conheço a tática: se os dados são contra, critique a fonte dos dados...

Noruega X EUA:
Ah, quer dizer que não podemos comparar as políticas econômicas dos dois países e checar qual reverteu em maior bem aos seus cidadãos? Por quê? Por que aí você perde a discussão?

Pedro, você acha que o Rodrigo está inventando o petróleo da Noruega?
Digite "norway oil" no Google e vai no primeiro link:
"Today Norway sits on approximately HALF of the remaining reserves of oil and gas in Europe".

Prestou atenção no HALF? Pra um país de 4,5 milhões, isso é muito SIM. Aí fica beeeeem mas fácil patrocinar um welfare state...

O Bradesco não pode entrar nos EUA porque os EUA não são liberais!!!! HAHAHAHAHAHA!!! Agora o Krusty foi você!!
É óbvio que o Bradesco não entra nos EUA por causa da COMPETIÇÃO BRUTAL que ele iria enfrentar!!!
Sem falar que as taxas de juros do Brasil dão bem mais lucro que as taxas americanas...
E ainda, sem falar que a tarifas americanas são muito mais baixas que as brasileiras... o faturamento deles seria bem mais baixo. E sabe por quê? Por causa daquela coisa feia, malvada, chamada COMPETIÇÃO.

Realmente aquela sua frase do sábio e do tolo é muito apropriada.

Pedro Ferraz disse...

Freeman,

a terceira maior reserva de petróleo do mundo é do Kasaquistão, e explorado pela Kazakoil, empresa estatal da Ex-URSS.

O % total de reservas de petróleo da Europa não chega a 10% das reservas mundiais.


Pq vc não citou itens deste índice como: acesso à água potável, menos corrupção e outros elementos q nem quero me dar o trabalho de citá-los por serem tão coerentes quanto suas leituras e defesas.

Para quem só sabe ler o que quer, é melhor ser bem objetivo: eu não afirmei q o Bradesco não poderia entrar no mercado norte-americano, mas que um banco não consegue alcançar o porte do Bradesco numa economia norte-americana pq o governo de lá não deixa.

Anônimo disse...

Humm... mentira não foi tudo não.

Grande parte da riqueza foi conquistada vendendo armas na segunda guerra mundial. Hoje em dia a SAAB é uma das mais avançadas empresas de armamentos do mundo.

E o país funciona não só por causa da tecnologia, mas principalmente por causa da cultura local. A maioria das pessoas possuem uma vida simples e com qualidade de vida. As pessoas confiam umas nas outras e não pensam em tirar vantagem umas das outras. Existe respeito pela a individualidade e espaço do próximo.

Eles não foram colonizados e não possuem empregadas domésticas nem pessoas para consertarem as pequenas coisas em casa, e não é somente porque a mão de obra é cara, é porque a cultura Sueca é a do "faça você mesmo".

Um país não é feito de tecnologia, mas sim pelas pessoas que nele habitam. Pensar em tecnologia, juros baixos e outros fatores superficiais e econômicos irá apenas segurar o rojão.

O Brasil precisa reformular a educação e os princípios pessoais da população. Quando os nossos filhos, netos ou bis netos pararem de pensar que "quem não cola na escola é trouxa" e "quem não suborna não é esperto", talvez o Brasil tenha uma chance.

Enquanto a lei do mais esperto vigorar no Brasil o país continuará na mesma. Pode mexer na economia, trocar de goeverno, investir em tecnologia... Tudo isto irá apenas prolongar a situção atual do Brasil com pequenas mudanças mas nada sério.

Mude o sistema de educação como fez o Japão após a guerra oferecendo os melhores salários para os professores de pré-primário e verá mudanças. Os melhores profissionais educaram os pequenos e futuros japoneses e hoje em dia o Japão é o que é. Lá as crianças não vendem drogas nas escolas e nem possuem faxineiras para realizar a limpeza. Os próprios alunos são educados para realizar a manutenção das escolas.

Edução é a solução.

Danilo

Mauricio disse...

Pedro,

Você está dizendo que nos EUA não haveria um Bradesco porque o governo não permitiria. É verdade. O governo não interfere na economia e deixa a livre concorrência ditar os rumos do mercado.

Lá o governo consegue coibir o acúmulo de poder econômico em poucas instituições. Algo parecido com as agências reguladoras, que o atual governo deixou em frangalhos, e que serve para atender o interesse dos consumidores.

Lá o governo não mantem bancos públicos e deficitários, como a Caixa e Banco Popular. O Banco do Brasil é maior que o Bradesco e é do governo.

Aqui, tanto o Bradesco como o Banco do Brasil e o Banco Rural, emprestam dinheiro ao governo a 14,75% ao ano e te emprestam a 115% ao ano. Lá o governo toma a 5,25% ao ano e o consumidor final a 8%, 9%, 10% no máximo. Ganhar dinheiro lá é mais difícil. Ao invés de emprestar pouco para alguns e ficar com a diferença entre os 115% e os 14,75%, os bancos nos EUA emprestam grandes volumes e pulverizar o risco.


Nos EUA exitem muitos bancos regionais porque a riqueza está distribuída por todo território norte americano. Aqui, Bradesco, Itaú e BB tém tanto poder por concentração regional de renda (lá ela é mais bem distribuída, espero que você saiba disso).

Agora, dizer que não existe um Bradesco nos EUA porque o governo não deixa, como se houvesse atuação direta para evitar a concentração econômica, é besteira. Lá o consumidor levanta a bunda da cadeira e abre uma conta no banco ao lado (e são muitas opções) que tem taxa de juros mais baixa. Quero ver alguém acumular poder econômico assim.


Para o Freeman: Nos EUA as taxas que os bancos cobram das empresas são de assustar.

Anônimo disse...

Existe mulher feia na Suécia ?

Anônimo disse...

Existe mulher feia na Suécia ?

Mauricio disse...

Existe mulher feia no mundo inteiro.

As mulheres bonitas que me perdoem, mas feiura é de foder.

Anônimo disse...

Esse é o verdadeiro mito sueco. Lá parece que só tem loira maravilhosa!

Anônimo disse...

Very cool design! Useful information. Go on! » » »

Filipe disse...

Realmente o Welfare State diminui a capacidade de um país se tornar uma potência, mas o Brasil que é taxado de neo-liberal, funcionaria melhor num anarco-capitalismo do que nesse nosso sistema ridículo. Não tem nada de neo-liberalismo aqui. Só políticos desviando mais e mais dinheiro público. Pelo menos na Suécia o Welfare State é aplicado com RESPONSABILIDADE, e o assistencialismo funciona como numa máquina.

Anônimo disse...

OLA MAURICIO,, OBRIGADO POR FINALMENTE ME FAZER ENTENDER MAIS SOBRE A ECONOMIADO PAÌS QUE ADOTEI POR AMOR A MEU MARIDO,E COM MUITA SEDE DE SABER E APRENDER,,SOU UMA PESSOA SINPLES E MEU MARIDO TAMBEM SO MAIS UM OPERARIO AQUI,,NOS TEMOS MUITA DIFERENCA EM FALAR SOBRE COROA SUÈCA E REAL, SEMPRE QUE VOLTO AO BRASILE VERDADEIRO DISCUSSAO SOVRE QUAL DINHEIRO VALE MAIS OU MENOS,TENTO EXPLICAR PARA ELE QUE ALGO NA ECONOMIA DA SUÈCIA ME LEMBRA O BRASIL DO TAL CRUZEIRO OE CRUZADO SEI LA,, AII EU SO ME LEMBRO DA INFLACAO, E FILA PRA TUDO,,POR CAUSA DA INLFACAO,,BOM COMO VC PODE VER SOU LEIGA EM ECONOMIA, MAIS ADOREI O QUE LI,,, NO SEU BLOG,,ME SINTO MENOS IGNORANTE SOBRE A SUÈCIA ,,OBRIGADO !!!