segunda-feira, agosto 07, 2006

O Ditador Amigo



Rodrigo Constantino

“A coisa mais rara de se encontrar é o fato de existir quem alie a razão ao entusiasmo.” (Voltaire)

Recebi algumas entusiasmadas críticas – na verdade, agressões chulas – por conta de um artigo onde desejava a morte do ditador cubano, Fidel Castro. Espanta a quantidade de pessoas que ainda defende o regime assassino em Cuba. Não são analfabetos que ignoram por completo as informações disponíveis sobre a realidade da ilha caribenha, mas sim gente com acesso à internet e tudo mais que o capitalismo pode nos propiciar – e portanto ausentes em Cuba. São ignorantes voluntários, que se negam a enxergar os fatos. A paixão deles na defesa do indefensável denota total ausência de vestígio racional naquilo que chamamos de cérebro. Defensores de Fidel Castro não merecem o rótulo de homo sapiens – no máximo homo erectus, mas com receio de estar ofendendo nossos antepassados.

Como não existe um único argumento lógico na defesa do el comandante -– atualmente mais para el coma andante – seus defensores forçam um “argumento” utilitarista: a melhora nas condições de vida do povo cubano. Ainda que fosse verdade – e nada mais longe da verdade que isso – tal melhora jamais justificaria um regime ditatorial, opressor, violento e assassino, responsável por dezenas de milhares de mortes, assim como o maior êxodo já visto, com boa parcela da população – a que conseguiu fugir no meio de tubarões – morando em Miami, para fugir do “paraíso” cubano. Por falar em paraíso, o que desejo para Fidel após sua morte é que ele viva num lugar justamente como Cuba – só que como um simples cidadão, sem seus poderes políticos. É um bom castigo.

Mas voltando ao “argumento” utilitarista, resta perguntar porque o defensor de Fidel é, ao mesmo tempo, um grande combatente de Pinochet. Comparemos alguns números. Fidel assumiu o comando de Cuba enquanto esta era a quarta economia da América Latina. Está certo que isso não era grande coisa, já que a região toda era muito pobre – o que pouco mudou. Mas o fato é que Fidel conseguiu piorar – e muito – a situação. A economia cubana está na lanterna hoje, depois do vigésimo lugar na região, mesmo com bilhões de dólares de ajuda anual da União Soviética. O Chile, ao contrário, é o país mais sólido da vizinhança, e tem crescido 6% ao ano. A renda per capita chilena saiu de US$ 1.800 em 1973 para US$ 4.700 em 1996; a mortalidade infantil caiu de 66 por cada mil nascimentos em 1973 para 13 em 1996; o acesso à água potável subiu de 67% para 98% da população; e a expectativa de vida foi de 64 anos para 73 anos. Nada mal. Quando levamos em conta que morreram no Chile de Pinochet cerca de 3 mil pessoas, sendo que praticamente metade das mortes ocorreu no primeiro ano da ditadura, durante uma guerra civil com os comunistas revolucionários, fica irresistível questionar qual o critério que os defensores de Fidel utilizam para absolvê-lo enquanto condenam Pinochet. Seria o tamanho da barba? Seria a capacidade de longos discursos retóricos? Seria a quantidade de filhos? Sem dois pesos e duas medidas, os socialistas não agüentam viver um segundo sequer.

Em 1988, Pinochet realizou um referendo popular onde o candidato da junta, ligado a ele, venceu com 44% dos votos – mais do que Allende havia obtido em 1973. Ainda assim, Pinochet respeitou a Constituição, que afirmava serem necessários mais de 50% dos votos, e anunciou sua saída do governo. Fidel Castro continua comandando com mão de ferro a ilha-presídio por desastrosos 47 anos. Ao ficar doente, o que fez o camarada de Lula? Passou o poder ao irmão, como se a ilha fosse sua propriedade privada. Lula ainda fala em respeitar a vontade do povo cubano. Que povo está tendo a liberdade de exercer sua preferência? O povo cubano não tem direito a ter vontades. Deve apenas seguir como autômato o mando do ditador, adorado por nossos “intelectuais” ricos e governantes – invejosos do tamanho do poder de Fidel.

Os utilitaristas mentirosos, que bradam aos ventos as “melhorias” de Cuba durante a ditadura de Fidel, precisam explicar o fato de que em 1959, antes da revolução castrista, Cuba e Porto Rico tinham uma renda per capta similar, ao passo que hoje o último tem quase dez vezes mais renda que o primeiro. Não foi necessário trucidar oponentes políticos, acabar com a liberdade do povo nem criar um paredon para isso.

Como alguém ainda consegue defender um assassino como Fidel Castro? Albert Einstein disse que duas coisas eram infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas ele não estava certo sobre o universo! De fato, quando vemos a reação apaixonada dos defensores de Fidel quando apenas mostramos alguns fatos, ou chamamos um ditador de... “ditador”, fica evidente que Einstein tinha razão nesse ponto. A estupidez humana parece mesmo infindável. Espero que a vida de Fidel Castro, pelo menos, não seja. E que, de preferência, ele sofra bastante antes de morrer, pelo tanto que infligiu de sofrimento ao povo cubano.

Que o diabo lhe carregue, Fidel. Isso, claro, se o capeta não tiver medo de ser substituído por você no comando do inferno. Afinal, seu currículo mostra grande experiência na gestão deste ramo...

66 comentários:

Pedro Ferraz disse...

Vejam só, o bobo das elites aumentou o tom agressivo diante de argumentos irrefutáveis sobre as qualidades cubanas.

Em momento algum desse discurso patético citou o embargo econômico de mais de 40 anos feito pelos EUA à Cuba e a pressão norte americana ´para que outros países "livres da América" sofram restrições por negociarem com Cuba.
Além disso, quem quiser ler, num dos comentários do próprio autor no artigo sobre a "Esquerda Festiva Carioca", há o brado de sua concordância com o regime DITATORIAL BRASILEIRO, assumindo o discurso da defesa nacional que levou pessoas como Geisel e Figueredo ao poder, fechando o Congresso Nacional e repimindo os movimentos sociais brasileiros.
Mais uma vez, repito, Rodrigo, vc é um nonsense que critica a ditadura de esquerda e aplaude a ditadura liberal.
Em síntese, és mais um adepto da ditadura do Capital, e assim segue o espetáculo com a ode ao Capítal tão bem narrada pelo bobo das elites. Bravo!

Rodrigo Constantino disse...

E eis que um idiota útil rapidamente se manifesta, novamente sem UM argumento contra meu artigo! hehehe

Mas Pedro, sobre o embargo, tira uma dúvida minha: é bom ou ruim ser "explorado" pela globalização em geral e pelos americanos em particular? hehehe

Pedro Ferraz disse...

Rodrigo,

quando se vive numa ILHA, com acessos limitados a recursos, a negociação é mais que interesse em lucro, mas em sobrevivência. Não preciso esclarecer como o Japão chegou a posição dele na economia global atualmente.

Se vc acha que o embargo econõmico da maior potência econômica numa ilha a alguma milhas de distância não influencia o desenvovlimento econômico deste país, para mim é um bom ARGUMENTO, para demonstrar a sua cegueira arrogante.

Mais que isso, vc é bobo da corte que faz malabarismos intelectuais para travestir os fatos ao sabor do liberalismo.

Pobre Rodrigo, tão perto do Capital e tão longe da Razão.

Rodrigo Constantino disse...

Anotemos então: Pedro Ferraz defende a exploração dos americanos! A globalização, de repente, deixou de ser algo ruim, terrível.

Pergunta: Taiwan é uma ilha?

Pedro está concordando então que ter o regime CAPITALISTA de Taiwan é infinitamente melhor que ter o regime COMUNISTA de Cuba.

Ok. De acordo. Próximo ponto? Pretende justificar os assasinatos a oponentes políticos de Fidel? Os milhões que se jogam no meio de tubarões por não poderem sair livremente da ilha-cárcere? O paredon?

Pedro Ferraz disse...

Rodrigo, de nonsense vc está partindo para esquizofrenia ou pra cara-de-pau mesmo.

Para sua lógica,defender acordos sem embargos econômicos é o mesmo que defender exploração do capital selvagem, especialmente dos americanos.

Sendo assim, vc é igual à piada do português que comprou um livro de lógica e descobriu que quem não tem aquário é homossexual.

Bobo sapiens, continue com suas elucubrações, estão alegrando meu dia.

Rodrigo Constantino disse...

Estranho... A turma que tomou conta do natimorto Mercosul quer expulsar o Uruguai se este fechar justamente um acordo livre bilateral com o "explorador" Tio Sam... hehehehe

Pobre Pedro! O perfeito idiota latinoamericano, iludido com os sonhos utópicos que viram pesadelos na prática, vindo aqui reagir patologicamente contra fatos insofismáveis, sem um argumento sequer, para defender um ditador assassino.

Mas diz pra gente, Pedro: o que torna Fidel melhor que Pinochet, por exemplo? hehehe

Pedro Ferraz disse...

Fidel é melhor que Pinochet pq fez uma reforma agrária em seu país, começando pelas terras de sua família;
Pq é celebrado mundialemnte com um revolucionário, no sentido claro do termo, e não como um general corrupto e nojento, que matou milhares de inocentes e termina a vida como ladrão preso na própria cas,a como um velho senil;
Pq, Fidel pode ir à Europa, se quiser, enquanto Pinochet é um foragido da Justiça por lá.
Bobo sapiens, pq a ditadura brasileira é melhor que a cubana?

Rodrigo Constantino disse...

Vixe Maria! De fato, um caso de estupidez infinita... hehehe

Reforma Agrária? Sei. E qual o resultado dela? Como vivem hoje os cubanos, vis-à-vis os chilenos?

Celebrado mundialmente? Por quem? Esse é o parâmetro? Quantos gostam do ditador? Hitler foi bem popular por uns tempos... hehehe

Pinochet matou milhares de inocentes? É mesmo? Quantos? E Fidel, não matou? Vc leu meu artigo mesmo?

Ditadura brasileira? Foi patética, positivista, estatolatra, tirando os primeiros anos de Castello Branco. Mas quer comparar uma ditadura que matou poucas centenas de pessoas, se tanto, com uma que exterminou quase 50 mil? Intertemos a questão: em que nossa ditadura foi pior que a cubana? hehehe

Olha, esse Pedro Ferraz vir no meu blog, voluntariamente, reforçar tanto assim meu artigo, como prova viva dessa patologia, merece uma única resposta: OBRIGADO!

Pedro Ferraz disse...

Mais uma vez, repito o que já disse neste espaço:

Rodrigo, são liberais arrogantes defensores do Pinochet, da TFP e dos militares, como vc, que fortalecem meus ideais e me deixam orgulhoso de minha opção política.

Hasta la vitória! É Lula lá Again!

PS: Dessa vez, vc superou o Mainardi.

Rodrigo Constantino disse...

Hehehehe

Acabou o que nem começou: a argumentação de Pedro!

Bom, não sou defensor de Pinochet (e se tivesse lido o texto veria - mas ficou claro que é analfabeto funcional), muito menos da TFP (inclusive sou ateu), tampouco dos nossos milares, como acabei de dizer (foram positivistas, estatolatras demais).

No mais, agradeço novamente por vc corroborar tanto assim com meus argumentos, de forma voluntária. Apareça sempre que quiser por aqui, onde não há censura, diferente de Cuba... hehehe

Pedro Ferraz disse...

"E jamais deveríamos obrigar que a Igreja Católica aceite o casamento homossexual. A luta para separar o Estado da Igreja foi longa e árdua. Seria um grande retrocesso conceder agora um poder abusivo ao Estado para determinar pontos que dizem respeito somente à religião. Um Estado laico vale para os dois lados: a Igreja não se mete nas questões do Estado, e o Estado não se mete nas questões da Igreja. Isso vem de um ateu!"
Ateu Graças a Deus, né?
Já que vc defende o Estado Laico, pq vc não paga os impostos devidos mas isentos pelo Estado à sua faculdade católica? Isso seria mais justo, não?
Rodrigo, suas incoerências e hipocrisias estão ficando cada vez mais evidentes, melhor disfarçar.

Rodrigo Constantino disse...

Não obstante o escancarado desvio de assunto adotado como patética FUGA, gostaria que apontasse a incoerência. Sim, sou ateu. Sim, acho que assuntos religiosos, como o matrimônio, dizem respeito somente à religião. Defendo a separação entre Estado e Igreja. E um Estado laico não deve se meter num assunto religioso. A religião X aceita quem quer. Quem não está satisfeito, que crie a religião Y.

Quanto à PUC, já paguei BEM mais imposto que o utilizado pela faculdade católica. No mais, sou defensor da PRIVATIZAÇÃO de todas as universidades federais.

Algo mais, para fugir das minhas perguntas?

E lembre-se, Pedro: sempre que quiser, pode postar aqui no meu blog. Diferente da sua amada Cuba, não tem censura por aqui... hehehe

Anônimo disse...

Constantino, de Onde vc tirou que Cuba era a quarta economia da América Latina?
Corrija isso por favor...

Pedro Ferraz disse...

Rodrigo, no seu blog há uma coisa tão ruim quanto a censura, só que mais perversa: as falsas verdades.

Vc enche seu espaço de suas opiniões como se fossem verdades basedas em fatos reais, quando grande parte de suas premissas são calcadas em preconceitos ideológicos e chavões liberais que a classe média adora ouvir.

Antes de trazer um verdadeiro debate a este espaço liberal, havia uma hegemonia ideológica neste espaço, o que divulgava somente uma lado da moeda.

Agora vc tem mais trabalho em tentar apresentar suas verdades.

Quem sabe, um dia, vc poderá ver sua ótima vocação para escrever novela das 20hs. Acho que Maneco já tem um substituto à altura. PS: Novelas da Globo passam emCuba.

Rodrigo Constantino disse...

Eu já tinha visto isso no livro "O Manual do Perfeito Idiota Latinoamericano", e a Veja desta semana confirmou o dado.

Rodrigo Constantino disse...

Que engraçado, Pedro, as tais "falsas verdades" nunca são refutadas por vc... hehe

Alguns consertos sobre o que vc disse:

1- não há debate entre a gente, pois vc não tem argumentos;

2- não tenho trabalho algum em desmontar cada um dos seus chavões idiotas;

E lembre-se: aqui vc tem liberdade para falar o que pensa, diferente da sua idolatrada Cuba...

Pedro Ferraz disse...

Bobo das elites,

desculpe se atrapalhei sua ode ao Capital ou ódio ao socialismo, mas é pq eu não posso deixar de aplaudir um show tão engraçado.

Adoro humor.

Agora vejo o bobo das elites representar a fábula da Roupa do Rei. E grito da platéia: o Rei está nu!

E o mesmo diz a máxima: Nu nada, somente os inteligentes podem ver a minha roupa.

e segue o espetáculo....

Rodrigo Constantino disse...

Pois é... segue o espetáculo de xingamentos seus, rótulos chulos, agressões vazias, dissonância cognitiva, chavões patéticos etc, todo tipo de FUGA, tudo para evitar o confronto com os FATOS e ARGUMENTOS.

Obrigado por oferecer tal espetáculo, grátis, no meu blog.

josuel disse...

Deveríamos deixar o pedro ferraz um bom tempo na ilha-presídio desfrutando as benesses de Fidelito e depois ver se as idéias dele continuam tão estúpidas quanto as que ele expôs aqui.

Rodrigo Constantino disse...

Josuel, um pobre coitado como esse Pedro não tem idéias, apenas repete chavões que escutou, como um bom cão pavloviano. O grau de dissonância cognitiva é tão elevado que o "cérebro" dele não é mais capaz de questionar os fatos, usar a lógica, buscar a verdade. Tenho pena. Muita pena...

josuel disse...

Não entendo como alguém pode imaginar que o Estado vá prover tudo para todos. É só ver a situação que está o Brasil hoje. Carga tributária elevada e taxas de juros também elevadas, tudo isso para manter um Estado hipertrofiado que arrecada muito e não devolve nada ou devolve pouco. Isto é fato. Qualquer pessoa inteligente entende isto. O pobre é enganado com uma bolsa-esmola e fica eternamente agradecido. Herdamos da colonização o paternalismo onde transferimos para alguém a responsabilidade de crescer e progredir. Não preciso fazer nada, outros farão por mim.
Os políticos espertalhões, principalmente os esquerdistas se aproveitam disto e berram aos quatro ventos que vão resolver todos os problemas se votarmos neles. O Lula e sua turma agiu assim. Prometeram que iam resolver tudo e só enganaram. Agora querem mais quatro anos.

Henrique Teodoro disse...

Ué, ainda estou esperando o Pedro refutar os dados do Rodrigo!!

Como o Pedro explica a melhora dos índices do Chile em plena ditadura? E os indices de Cuba só caindo...

E o que o Pedro diz do Pinochet ter respeitado a Constituição e saído? Já o Fidel... quantas décadas mesmo?

Ah, mas ele vai dizer que apoiamos a ditadura do Pinochet, etc, etc...

Só chego à conclusão que até regimes odiosos, como ditaduras, são MENOS RUINS se o país se mantiver capitalista!!

E o que NUNCA, NENHUM esquerdista explica:

POR QUE as pessoas fogem de países socialistas mas NUNCA fogem de países capitalistas?? (considerando pessoas não-procuradas nos dois casos).

Fernando Soares disse...

ENVELHECEU COM O REGIME
Fidel Castro envelheceu com o regime que ele implantou em Cuba. Nem a queda do muro de Berlim e a dissolução dos governos comunistas na Europa foram suficientes para convencer Castro de que era necessária uma renovação nos ares da política cubana. O ditador parecia convencido de que a sua velha e carcomida obra política ainda era um exemplo para os demais povos da América Latina.Mesmo com todas evidências de fracasso, o regime castrista ainda conseguia despertar admiração e simpatia em alguns setores da esquerda latino-americana,em especial no Brasil, onde o presidente Lula é o primeiro a não esconder o seu fascínio pelo velho autocrata do Caribe.
http://blogdofasoares.blogspot.com/

Pedro Ferraz disse...

Henrique Teodoro, pessoas não fogem de países capitalistas?

Em que mundo vc vive?

O que é o muro da fronteira dos EUA com o México?

O que é a migração africana para Espanha e França?

Sobre Pinochet, aguardem respostas....

O que eu acho mais engraçadinho do Rodrigo é odiar a ditadura cubana e bater palmas para ditaduras latino-americanas. Como já disse aqui e provei, vc é um nonsense.

Só para refrescar-lhe a memória:

"E em boa parte, nossa terrível ditadura foi uma REAÇÃO à tentativa de cubanizar o país."

Ou seja, Rodrigo, agora vc está ofendendo a ditaudra, menos o início dela, mas até semana passada vc legitimava este regime abjeto.

Voltarei em breve....

Pedro Ferraz disse...

Sobre o Pinochet:

"A ditadura militar chilena permitiu o livre ingresso de capital estrangeiro no país, mas a partir de 1982, a queda da produção agricola e industrial decretou a falencia desse modelo econômico. Isto abriu caminho para uma oda de protestos populares, contra a ditadura, que culminou com a campanha do não no plebiscito de 1988, que determinaria o "direito" de pinochet concorrer a novo mandamento. O "não" pressionou a ditadura a implementar uma abertura política negociada que conduziu o democrata cristão Alwyn, que tinha apoiado o golpe em 1973, contra o presidente Allende.

Assim, Pinochet, que governou o país com mão de ferro por 17 anos, perdeu o controle quase absoluto que detinha sobre as instituições chilenas e passou a temer eventuais investigações e processos judiciais que pudessem fazê-lo responder por seus atos. Todavia, em julho de 2001, apresentou um atestado de debilidade mental que o salvou de uma possível condenação.

Ainda que protegido pela inimputabilidade, tal fato não impediu o prosseguimento das investigações dos fatos ocorridos durante o período de trevas militares. Então, em julho de 2006, a partir dos depoimentos do general reformado Manuel Contreras, ex-chefe da DINA - a Polícia Secreta do regime militar - e, até então, um dos mais fiéis subordinados do ex-ditador Augusto Pinochet, vieram a tona evidências de que o ditador ficara milionário a partir da fabricação de cocaína em instalações do exército chileno (fatos publicados em ampla matéria do jornal La Nación de domingo 9/jul/2006). O tráfico controlado por Pinochet permitiu que o ditador e seu filho amealhassem grandes quantias de dinheiro distribuídas em bancos ao redor do mundo."
Fonte: Wikipédia (nem precisei pesquisar muito...)
E agora, queridos liberais?

Rodrigo Constantino disse...

Hehehe

Para o Pedro, o México é o ícone do capitalismo, com o PRI tendo ficado 70 anos no poder inchando o Estado. Mas ainda assim, ele não notou um "detalhe": os mexicanos fogem para... os EUA! Ou seja, para um país BEM MAIS capitalista! hehehe

África é capitalista?! Uau! Nada a comentar...

E Pedro, não defendo nossa ditadura, o que não quer dizer que eu não possa reconhecer um FATO, uma obviedade ululante: esses que hoje posam de defensores da democracia queriam cubanizar o Brasil. Ainda bem que não conseguiram...

Rodrigo Constantino disse...

Fonte: Wikipedia. hehe

Pedro, a Forbes diz que Fidel tem US$ 500 milhões! E já sofreu acusações ligadas à drogas também. E então?

Aliás, para eu me divertir mais um pouco: por que mesmo vc condena com tanta veemência Pinochet mas idolatra Fidel Castro? hahahaha

Pedro Ferraz disse...

Rodrigo, pela sua lógica, um kg de chumbo pesa menos q um kg de algodão.

Vc, que até o post passado estava falando amores sobre Pinochet, não tem como contestar esta verdade.

Como liberal convicto, para vc pouco importa o regime de liberdades individuais, prevalecendo a defesa da liberdade econômica, intransigentemente.

Acreditar que Cuba, sendo socialista poderá agir livremente como qualquer país capitalista, é, no mínimo, ingênuo.

Mas Cuba não é uma Coreía do Norte ou uma China, é bem diferente. Mas como vc é um liberal radical, vc junta toda a esquerda num balaio de gatos e trata igual, fato de clara ignorância política, histórica e social.

Outra coisa que vcs fazem questão de omitir na análise de Cuba é o embargo econômico feito pelos EUA e que deixa a situação eocnômica precária em que a ilha se encontra.

Não adianta Rodrigo, agora vc tenta defender as liberdades paar juutificar sua lógica liberal, mas isso o torna incoerente ao legitimar ditaduras de direita e condenar as de esquerda.

Revista Forbes? Que fonte hein.... Vou procurar a próxima denúncia contra o Pinochet no informativo do PSOL....

Pedro Ferraz disse...

O Bobo das corte e seus ajudantes continuam o espetáculo e a platéia "ignorante" se diverte.

Qual será sua próxima fonte, a Revistra Caras?

Pedro Ferraz disse...

O Bobo das corte e seus ajudantes continuam o espetáculo e a platéia "ignorante" se diverte.

Qual será sua próxima fonte, a Revista Caras?

Pedro Ferraz disse...

"É claro que Cuba tem os seus problemas e não é nenhum paraíso socialista, ainda mais por ser um país pobre e que convive há quatro décadas com um bloqueio econômico cruel.

Entretanto, não podemos deixar de ressaltar e, por que não, admirar esse povo que transformou um país com mais de 30% de analfabetos em uma nação que hoje é referência mundial nas artes, nos esportes, na medicina, entre outras áreas, e respeitada pela defesa intransigente de sua soberania e que, apesar de todas as dificuldades, não capitulou e permanece firme em seus ideais revolucionários.

Aos que me perguntam como ficaria Cuba após a morte de seu grande líder, Fidel Castro, confesso que não tenho resposta. Mas uma coisa tenho certeza: após os avanços e conquistas sociais alcançados nesses últimos anos o povo cubano nunca mais será submisso a qualquer interesse externo e não abrirá mão dessas conquistas, pois os alicerces sociais estão fincados. Um povo alfabetizado e consciente politicamente não se dobra à força das armas, mas sim à dos ideais. É isto que vem acontecendo nas últimas décadas e que, fatalmente, irá acontecer nas próximas.

Ao completar recentemente 45 anos da Revolução o povo cubano merece, pelo menos, que o mundo o veja com imparcialidade. Existe uma Cuba que poucos descobriram. E quando descobrem se encantam com sua cultura, seu povo e, principalmente, com as conquistas sociais. E é nesse sentido que nós brasileiros, precisamos olhar para Cuba sem preconceitos."
Hélio Campagnucio. Advogado, Economista, Secretário de Assuntos Educacionais, Culturais e Políticos da APAC Associação de Pais e Amigos dos Estudantes Brasileiros em Cuba e pai de Elaine Renata, estudante de medicina em Cuba.

http://www.unb.br/ceam/nescuba/artigos/artigo2.htm

Ronaldo disse...

Pedro Ferraz parece nitidamente ser pau mandado de Valter Pomar, da direção do PT, que orientou os militantes a fazer frente ao que chamou de "guerra suja" na internet.

O que acontece é que a Petralhada descobriu a internet ontem, depois de tomarem uma surra no referendo do desarmamento, e perceberam o perigo dos blogs: voz independente a cada cidadão! Não pode, em um regime coletivista não pode isso não!

Eis que, do nada, os blogs que falam contra o Partido se transformam em "guerra suja". A reação petista já começou, com clonagem do site de César Maia e de outros blogs de direita.

Vai ser cada vez mais comum ver a raça por aqui, infestando os comentários. Desnecessário mencionar a abundância de termos ofensivos e a total ausência de fatos e argumentos.

Rodrigo Constantino disse...

Ronaldo, concordo com sua análise, mas lembro de um brocardo: o que vem de baixo não me atinge! Se o Pedro faz isso para atrapalhar, mal sabe ele que ajuda na causa anti-socialista! Afinal, basta alguém neutro ler os ARGUMENTOS de um lado, e a reação patológica, agressiva, desesperada e sem embasamento algum do outro, para ver onde está a razão. Figuras patéticas como o Pedro ajudam o Liberalismo!

E sobre os defensores de Fidel, resta apenas descobrir em qual dos dois ÚNICOS grupos cada um se enquadra: IMBECIS ou CANALHAS.

Pedro Ferraz disse...

Quem é que pedia argumentos e condenava as ofensas?

O bobo das elites agora faz mímicas, pq não tem mais o q dizer.

Bobo das elites, se meus argumentos, que vêm de baixo, não te atingem (resposta muito
madura), pq vc faz questão de respondê-los?

Talvez para tentar justificar o indefensável?

Observação pro Ronaldo. Não sou do grupo do Valter Pomar, mas sou de esquerda sim. E do PT. Chato, não?

Vejam como o cara é nonsense:
Primeiro diz:
"e a reação patológica, agressiva, desesperada e sem embasamento algum do outro, para ver onde está a razão."

Logo em seguida:

"E sobre os defensores de Fidel, resta apenas descobrir em qual dos dois ÚNICOS grupos cada um se enquadra: IMBECIS ou CANALHAS."

Uma beleza de crítica coerente e construtiva, muito bem fundamentada. Não posso esperar mais de quem lê Forbes. Da próxima vez vc pode xingar em inglês, pra ficar mais cool....

Juliano disse...

Sendo Cuba um lugar tão legal, falta explicação pra um fato: porque que tanta gente foge de Cuba nos barquinhos mais fuleiros, sob perigo de ficarem à deriva, serem comidos, afogarem, etc? Será que são loucos? Será que amam o capital tanto assim? Será que querem, maniacamente, serem explorados pela mais-valia? Será que abandonam tudo que tem, os esportes a cultura e sei lá qual outra desculpa esse povo inventa, só para tomar coca-cola e comer no mcdonalds? Coca-cola e mcdonalds não me parecem tão bons assim, honestamente prefiro guaraná e giraffas...

Pra mim a discussão sobre Fidel termina no seguinte ponto: ele cerceia a liberdade das pessoas de ir e vir. Ponto final. Não é necessário falar mais nada. Quem continua na discussão é louco.

josuel disse...

Concordo com o que o Juliano disse. O propósito maior do esquerdismo é cercear as liberdades individuais: principalmente a liberdade de ir e vir mas também a liberdade de escolha, de consumo, de crescimento individual e econômico. Qualquer ditadura seja de esquerda ou de direita deve ser execrada se o propósito é cercear a liberdade do indivíduo. No caso de Cuba a esquerda é dissimulada: fica louvando as conquistas da educação e saúde da ilha-presídio mas nem tocam no assunto de que o povo vive preso sem liberdade de ir e vir. A liberdade é o bem maior do homem. Nada nem ninguém pode tirar este direito.

Mauricio disse...

Rodrigo,

O Carlos Lacerda citou uma frase ainda tão interessante que a do Einstei, não me recordo exatamente suas palavras mas a idéia é "Se Deus limitou nossa inteligência, é uma pena que não tenha limitado nossa ignorância".

Gostaria de apresentar alguns pontos que podem ser discutidos entre você e o Pedro Ferraz:

1. Quais são os países cuja população tem maior acesso às riquezas?
EUA, Alemanha, Japão, Cuba, China, Russia

2. Quais DEMOCRACIAS escolhem seus representantes por voto?
EUA, Alemanha, Japão, Cuba, China, Russia

3. Quais ditaduras cometeram os maiores extermínios ou aprisionamento de seus cidadãos em termos percentuais:
Cuba (Fidel), Russia (Stalin), China (Mao Tse), Camboja (Pol Pot), Coréia do Norte (Qual é mesmo o nome do cara? Enfim, é insignificante), Chile (1 militar), Argentina (os militares), Brasil (5 militares + Getúlio).

C. Mouro disse...

Sobre Pinochet:
Pinochet concordou em sair do Poder espontaneamente. Embora tal tenha sido consequência de um boicote americano às exportações chilenas, diga-se sobretudo frutas (de grande peso nas exportações), já que os EUA alegavam que os produtos estavam contaminados (invenção EUA ou sabotagem nas exportações?).
Houve manifestações dos produtores, sobretudo uma grande, onde os chilenos foram para rua comer suas frutas para demonstrar que não estavm contamninadas. Contudo, a pressão induziu Pinochet.
Por outro lado, a ditadura Pinochet nunca fez discursos emocionados para afirmar que se fazia em nome do bem do tal de povo, para poupar as muitas vidas (muitos milhares) que seriam tiradas caso os socialistas revolucionários ocupassem o Poder (já muitas vinham sendo tiradas no sistema Allende). Tal ditadura, Pinochet, foi um fracasso de marketing, os próprios chilenos reconheciam tal inoperância e incompetencia do ditador. Assim, as pregações que intrigavam a população fazendo-a abominar moralmente tal ditadura cristalizou o conceito de que era uma ditadura ruim, pois que Pinochet não se defendia verbalmente, deixando orfãos os que simpatizavam com ela, por ela elevar o padrão de vida chileno, pois não tinham apoio nem do ditador que, calado, parecia assentir com as acusações que lhe faziam (anuência silenciosa: quem cala consente). Embora em tal ditadura houvesse imprensa relativamente livre para criticar, e muitas críticas eram publicadas, inclusive uma critica ao sistema de aposentadoria, que o ditador simplesmente incumbiu o critico de resolver a questão ...e ele implantou um sistema com investimentos para aposentadoria e seguro, onde o indivíduo escolhia em qual fundo aplicaria sua poupança. Ou seja, o malvado Pinochet não prendeu, nem torturou e nem matou o crítico.
Havia crítica publicada livremente, mas não era permitido manifestações e ações violentas por parte da militância ansiosa por se locupletar no Poder, sendo estas reprimidas com jatos de agua e bombas de efeito moral para dissuasão. Não era permitido "quebra-quebra", sequestrar ou matar "burgueses" e "colaboracionistas", nem manifestações do socialismo revolucionário, embora políticos de oposição existissem.
É gritante a diferença da ditadura Fidel para a de Pinochet, pois o ditador chileno não matava quem quisesse sair do Chile, embora um tanto implacável com os militantes organicos que almejavam promover novo genocidio no Chile (à moda Cuba, Coréia do Norte, Angola, Leste europeu e etc.. Sem contar que o Chile progredia francamente sob Pinochet, enquanto que a população era, e é, miserabilizada sob Fidel.
Se Cuba é expoente em medicina, quais as descobertas cubanas em tal área? ...o tratamento do vitiligo? (que existe em outros países) ...as vacinas de agua suja? o tratamento da cegueira? (que não cura e existe em outros países) ...o que mais?
O milionário Otavio Mesquita (vide estadão) fez um programa elogiando a "saude" cubana, mostrando belos hospitais vazios (só para turistas e autoridades), um desavergonhado!
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Pinochet foi um ditador, muito mais sereno que Salazar e economicamente eficiente, mas nunca fez propaganda para defender-se e acusar a súcia revolucionária genocida (maníacos e espertalhões, que se fazem de esquizofrênicos através de discurso desconectado da realidade - o filme obsessão faz melhor entender tal tipo de demência canalha). E foi derrotado justamente por seu silêncio, por sua incompetência política.
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Diferente de Pinochet, Fidel prende, tortura e mata indivíduos inocentes que apenas almejam fugir de Cuba. A imprensa nada publica que não o que Fidel deseja, a corrupção é absoluta para privilegiar os fiéis ao regime genocida e covarde, que mata inocentes civis indefesos e não apenas agressivos combatentes de seu regime. ...Pinochet foi derrotado por permitir sua execração moral sem revidar: um ditador incompetente, que não sobe falar às massas. não soube manipular um "fim supremo", como os maniacos e espertalhões o fazem esquizofrenicamente. A dor da inveja que estes celerados, frustrados com a própria indignidade do ser, sentem é o melhor castigo a que são submetidos; o ódio que sentem da liberdade e da vontade, que muitos manifestam, de ser livre é a maior dor que lhes é impingida.
...SÓ MESMO UM HOMEM-LIXO É CAPAZ DE AMAR A SERVIDÃO A UM NABABESCO LÍDER IDEOLÓGICO. O homem-lixo é o homem-massa, aquele que toma a forma que lhe dão, incapaz de pensar e julgar!
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Enfim, nem se compara o padrão de vida e liberdade entre a Cuba de Fidel e o Chile de Pinochet: a população cubana é enjaulada na miséria e assassinada ao bel prazer de Fideu e seus celerados. Se os maníacos e espertalhões não tivessem sido combatidos por Pinochet, certamente dezenas de milhares de chilenos inocentes teriam sido presos, torturados e assassinados pelos espertalhões socialistas e pelos revolucionários recalcados que levariam o Chile para a mesma miséria de Cuba ou Coréia do Norte, para que apenas uma nomenklatura de crápulas vivesse nababescamente através da escravidão da população indefesa.
...é a inveja, o medo do progresso alheio que fabrica estes maníacos socialistas, bem como a possibilidade de uma nova "nobreza" (nomenklatura) parasitária é o que enche de furor socialista os espertalhões safados que almejam viver do Poder (da força/escravidã) e não do trabalho. ...hehehe! O SOCIALISMO É HISTÓRICAMENTE DIALÉTICO DEMAIS!
...UM SOCIALISTA OU É UM SAFADO OU UM IMBECIL, NÃO HÁ OUTRAS ALTERNATIVAS!
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Abs
C. Mouro

Anonimo disse...

Esta é boa

"a análise do marxismo é sempre um problema quase impossível de resolver, pela multilateralidade dos seus aspectos. Vocês vejam que o marxismo é uma filosofia, é uma teoria econômica, é uma ideologia, é uma estratégia revolucionária, é um regime político, é um sistema ético-moral, é uma crítica cultural, é uma organização política da militância: ele é tudo isso ao mesmo tempo. Ora, vocês não encontrarão em todo o mundo, em toda a história humana, nenhum fenômeno parecido: não existe nenhum outro fenômeno que abarque de maneira unificada tantos aspectos ao mesmo tempo. Isso quer dizer que o marxismo nos coloca desde logo o problema de que não sabemos a que gênero de fenômenos ele pertence.
Se buscamos a definição do marxismo, segundo o velho critério aristotélico do gênero próximo e da diferença específica, nós já nos esborrachamos no primeiro degrau da escada por não haver um gênero próximo. Isso significa que toda a tentativa de discussão do marxismo imita aquele célebre caso dos cegos com o elefante, em que um pega a perna e diz que o elefante é um poste, outro pega a tromba é diz que é uma cobra, outra pega a orelha e diz que é uma folha de papel, e assim por diante. Aqueles que analisam o marxismo no terreno econômico – o pessoal liberal tem a mania de fazer isso, o que é até covardia, porque a crítica liberal da economia marxista é tão arrasadora que este é o campo mais fácil para discussão –, quando pensam que estão ganhando a discussão, o marxista passa para outra clave (por exemplo, a da crítica moral do capitalismo) e pronto: aquele belíssimo trabalho que o liberal fez está perdido. Se nós atacamos o materialismo e o anticristianismo do marxismo, também quando estamos quase vencendo a discussão, o marxista tira do bolso do colete a teologia da libertação, dizendo que é mais cristão do que nós. Então, realmente estamos lidando com um ente proteiforme e indefinido. É evidente que a análise e a crítica racional esbarram em dificuldades tão imensas que, sinceramente, não vale a pena prosseguir nesta direção. A sucessão de críticas ao marxismo que se fizeram desde o século XIX até hoje, não digo que seja inútil, mas pega somente detalhes e partes às vezes insignificantes do problema.
Nós não vamos sair disso se não conseguirmos subir um grau na escala de abrangência e de abstração, e conseguirmos dizer, afinal de contas, o que é o marxismo. Então, abreviando quinze ou mais anos de estudo que me levam a esta conclusão, vamos começar por definir o marxismo pelo seu gênero próximo. Eu tenho a pretensão de ter encontrado esse gênero próximo: o marxismo não é uma filosofia política, não é uma economia, não é um partido político, não é nenhuma dessas coisas isoladamente, mas é uma cultura , no sentido antropológico do termo. Uma cultura significa um universo inteiro, um complexo inteiro de crenças, símbolos, discursos, reações humanas, sentimentos, lendas, mitos, sentimentos de solidariedade, esquemas de ação e, sobretudo, dispositivos de autopreservação e de autodefesa. Para toda cultura existente, o desafio número um é a sua autopreservação. Isto quer dizer que o marxismo, ao longo de sua história, desenvolveu uma infinidade de meios de autopreservação cujo funcionamento, inclusive material, dificilmente é objeto de curiosidade das pessoas. Não deixa de ser estranho que o marxismo, que professa tudo analisar pela sua base econômica, jamais seja estudado pela base econômica da sua própria expansão. Portanto, nós temos a impressão de que as idéias marxistas, exatamente como as idéias do antigo idealismo, se propagam no ar sem nenhuma ajuda humana e sem nenhuma sustentação econômica.
Quando tive a curiosidade de perguntar isso pela primeira vez eu era um jovem militante do Partido Comunista e, à medida que fui descobrindo os dados a respeito, eu vi que o próprio marxismo era um fenômeno econômico dos mais interessantes. Quando digo que o marxismo é um fenômeno sui generis , que nunca houve um complexo cultural assim tão vasto, há um outro ponto no qual o marxismo também é recordista. Quando na União Soviética se fundou a entidade chamada NKVD, que depois veio a se chamar KGB – mudou de nome inúmeras vezes –, este era um serviço de uma abrangência que aqui nós dificilmente conseguimos imaginar. A KGB, já entre as décadas de 50 e 60, tinha quinhentos mil funcionários, sem contar toda a militância comunista espalhada pelo mundo (o que era um serviço auxiliar também obrigatório), com o que se pode somar mais dez ou vinte milhões; então, quinhentos mil funcionários mais vinte milhões de auxiliares. As verbas da KGB superavam em muito as de todos os serviços secretos ocidentais somados, sendo que, por exemplo, os Estados Unidos não tiveram um serviço secreto para atuar no exterior senão durante a Segunda Guerra – os Estados Unidos desconheciam isso. Isto quer dizer que a ação da KGB na intelectualidade européia começa já na década de 20, havendo ali um festival de compra de consciências como nunca houve na história humana. A respeito disso, recomendo um livro de Stephen Koch, Double lives (“Vidas Duplas”), que trata exatamente da apropriação da intelectualidade européia pela KGB, através não só de mecanismos normais de persuasão mas realmente da compra de consciências, de chantagens etc. Isso já na década de 30. A respeito também deste período há um outro livro que eu lhes recomendo: chama-se Hollywood Party , de Kenneth Billingsley, sobre o Partido Comunista no cinema americano. Vocês já ouviram falar da expressão “lista negra”? Ela se tornou famosa no mundo quando alguns comunistas foram convocados a depor pela Câmara dos Deputados (as pessoas pensam que foi Joe McCarthy, mas nenhum artista de Hollywood jamais compareceu perante a comissão McCarthy e sim perante uma outra comissão totalmente diferente na Câmara dos Deputados): havia uma lista negra no cinema americano desde quinze anos antes, que se compunha das pessoas que não colaboravam para o Partido. Tudo isso tem aparecido nos últimos anos dez ou doze anos graças à abertura dos arquivos de Moscou.
Eu digo isso para vocês terem uma idéia do sustentáculo econômico e organizacional da difusão das idéias marxistas. Nenhuma outra no mundo jamais teve isto a seu serviço. Notem bem que a eficácia desse mecanismo ainda nos atinge no Brasil. Onde quer que haja cinco ou seis professores marxistas – não no sentido do prof. Alaor Caffé, pelo amor de Deus, porque já vi que ele é um homem sensato –, mas no sentido de um militante efetivamente comprometido, há uma equipe de cães de guarda fielmente empenhada em proibir o acesso ao que quer que não interesse ao Partido (qualquer que seja o nome do partido, chame-se Partido Comunista, Worker's Party, como quiser). Eu vou lhes dar um exemplo de como se faz isso: este livro chama-se Dicionário Crítico do Pensamento da Direita . É uma obra feita por 140 professores universitários brasileiros; portanto, é representativa de uma classe. Esses 140 professores trabalharam durante seis anos, com verbas do CNPq e mais dois patrocínios privados, para nos dizer o que é o pensamento de direita. Ora, depois de ter sido militante do Partido Comunista, eu me dediquei durante vinte ou trinta anos a estudar também o pensamento de direita e tenho a pretensão de conhecê-lo. Muito bem, nenhum dos filósofos direitistas que eu estudei está aqui: nem Russell Kirk, nem Leo Strauss, nem David Horowitz. Em suma, todos os pensadores que fizeram a cabeça do movimento conservador nos Estados Unidos e na Inglaterra estão totalmente ausentes. O que representa o pensamento de direita aqui? Por exemplo, Goebbels, Julius Streicher (este era um maluco pedófilo que nem o partido nazista suportou: ele foi expulso do Partido Nazista por pedofilia e consta como pensador de direita!). Então, você compra uma obra baseado na confiabilidade acadêmica de seus autores e tem ali um bloqueio total do que quer que lhe possa dar uma idéia do adversário que não combine com a idéia precisa que este grupo de militantes quer impor às pessoas. Esse procedimento não é exceção. Após a abertura dos arquivos de Moscou, nós temos uma documentação enorme sobre o uso desses métodos no mundo inteiro. Ora, isto nos cria mais uma dificuldade para estudar o marxismo, porque entre seus mecanismos de defesa existe também o mecanismo de escamotear sua própria história e a história do adversário. Ressalto: nunca houve uma organização de tamanho comparável, dedicada a fazer isso no sentido extramarxista ou antimarxista. Todos os movimentos, até anticomunistas, que existiram no mundo são esporádicos, locais, de curta duração e, pior, absolutamente incompatíveis entre si. Para vocês terem uma idéia, o sujeito pode ser anticomunista porque é judeu ortodoxo e pode ser anticomunista porque é nazista: vocês não vão querer que o anticomunismo sionista e o anticomunismo nazista se dêem as mãos. Por causa disto, nós dizemos que a versão marxista das coisas se apresenta de maneira tão disseminada e tão impossível de se localizar que todo o debate neste sentido falha logo de início. "

Olavo de Carvalho

Gustavo disse...

Por que um paraíso socialista precisa de capital estrangeiro? Cadê a independência e a soberania nesse caso?

Onde está exatamente referência mundial da cultura cubana, que não seja exaltação esquerdista de um povo que não é livre pra manifestar nada que não sejam idéias revolucionárias?

É uma extrema hipocrisia falar em uma Cuba construída pelos cubanos, sendo que a ilha e seu povo é propriedade privada de Fidel Castro, que prende e mata quem ele quiser.

Será que se perguntarem a qualquer cubano eles dirão que é avanço social depender de mercado negro para comida e de esmolas de turistas estrangeiros?

Não sei o que passa pela cabeça de alguém colocar um artigo do site da UnB, antro de comunistas, como referência a ser levada a sério.

Juliano disse...

Mouro, de fato você faz comentários muito bons, mas pelo amor de deus acerta esses ús por éles! Já vi você escrever até "Brasiu"!

Fábio disse...

Queria entender de onde saiu essa idéia que a medicina cubana é avançada ?

Juliano disse...

Gustavo, devo mencionar que pelo menos o pessoal da Economia da UnB, que eu saiba, segue mais a linha chicago ou austríaca do que a keynesiana, por exemplo. Agora quanto ao pessoal da sociologia, antropologia, ciências políticas, eu não sei...

Mauricio disse...

Vejam na Agência Carta Maior:

"Manifesto exige respeito à soberania de Cuba
Mais de 400 personalidades de todo o mundo, entre eles oito prêmios Nobel, assinaram um manifesto divulgado à imprensa nesta segunda-feira (7) no qual exigem que os Estados Unidos respeitem a soberania de Cuba."

http://cartamaior.uol.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=32

E depois leiam o Zé Simão e vejam qual está mais engraçado.

Quero saber se terá um dia 400 personalidades assinando um manifesto exigindo eleições livres em Cuba. Se há desproporção entre EUA e Cuba também há entre poder de Fidel e povo cubano. Respeitem a soberania de Cuba, respeitem a liberdade de expressão do povo cubano.

Mauricio disse...

Ah... um detalhe.

Os comentários da Carta Maior não são postados sem censura prévia.

C. Mouro disse...

Caro Juliano,
O "u" do Fideu é que tinha em mente o "Fudeu", e quanto ao BRASIU, eu queria mesmo escrever brasiu com minúscula e com "u" mesmo. Da mesma forma eu já escrevi justissa pois a justissa brasileira e mesmo a idéia de justiça da maioria só deve ser escdrita com "ss". No mais tenho efetivamente errado na pontuação, dado que escrevo diretamente e com alguma pressa, e as idéias acabam dando em alguma confusão na pontuação. Me admira que vc não tenha falado na pontuaçaõ.
...putz grila, vc não ter percebido que eu queria mesmo escrever brasiu, assim mesmo pois é assim que vejo esse feudo bananéio.
Abraços e obrigado pela oportunidade. Porém, o que mais interessa é o conteúdo, as idéias por mais mal escritas que possam estar.
Vale mais uma idéia boa mal escrita do que uma idiotice bem escrita.
Forte abraço
C. Mouro
C. Mouro

Bianco disse...

Ao Anônimo que postou um artigo do Olavo de Carvalho:

Você não tem vergonha de ser tão covarde ao trazer uma bomba atômica pra acertar esse vira-bosta, o "cubano" Pedro Ferraz?
Olha o uso desproporcional de forças aí, meu.
Assim não tem graça. O coitado é apenas analfabeto (quase) funcional e você traz o Olavo? Peraí, né...

Um vira-bosta como esse Pedro Ferraz a gente derruba com um estilingue e uma pelotinha de barro cozido.

Pedro Ferraz disse...

Quem é Olavo de Carvalho? Aquele que falsifica dilpomas de graduação e atualmente se denomina filósofo? Ah,é o amiguinho da turma do mídia sem máscara. O Krusty da galera. Legal, mande mais, tá divertido. E Bianco, estou tão atingindo por este artigo do Krusty que não consigo parar de rir, deixe de ser a macaca de auditório desse show, só bobagem...

Leandro disse...

Mudando um pouco de foco,
não entendi nada a comparação de pontos que o Maurício sugeriu no debate entre o Rodrigo e o Ferraz...

- "Países suja população tem maior acesso às riquezas?"
EUA, Alemanha e Japão, talvez. Mas Cuba, China e Rússia não.
A Rússia é um país que passou por décadas sob uma riqueza virtual, fictícia, achando ser a segunda maior potência econômica do mundo. Quando acordo, era a décima, junto com o Brasil. Está se recuperando, mas longe de ter uma população próspera.
Também a China realiza grandes progressos e caminha para ser a quarta maior economia do mundo. No entanto, ainda tem a maior população miserável do mundo. E superar isso pode levar décadas.
Quanto a Cuba, é impossível entender os salários simbólicos de 8 dólares como acesso à riqueza. Boa parte dos cubanos trabalha para empresas estrangeiras, que pagam salários compatíveis ao Estado, mas este repassa salários simbólicos aos cidadãos.
É, portanto, um dos locais onde menos há acesso às riquezas.

- "Quais DEMOCRACIAS escolhem seus representantes pelo voto?"
Cuba e China não são democracias. A Rússia é uma semi-democracia para muitos analisistas. EUA, Alemanha e Japão têm sistemas políticos diferentes, mas em todos há escolha de representantes pelo voto.

- ""Quais ditaduras cometeram os maiores extermínios ou aprisionamento de seus cidadãos em termos percentuais"
Em termos percentuais, nada supera Pol Pot no Camboja. É seguido pela ditadura lenino-stalinista na Rússia e o maoísmo na China. Outros ditadores comunistas lideraram grandes perseguições e assassinatos, com destaque para a Albânia, Polônia, Vietnã, Etiópia e Cuba, essa última com 17 mil mortos (contra 3 mil sob Pinochet).
Para não ficar apenas com os mandantes comunistas, devem ser citados Chiang Kaishek (China), a ditadura paquistanesa, Suharto (Indonésia) e, é claro, Adolf Hitler.

Quando ao Brasil, com pouco mais de 200 mortos (no período 1964-1979), fica vergonhoso misturar com números maiores.

Só esclarecer essas comparações, mas depois retomamos o assunto...

Leandro disse...

Antes de mais nada, Fidel Castro (por mais que tenha criado ao longo dos anos a imagem de um lutador obstinado da latinidade contra os ianques) é um ditador opressivo e que está no poder mediante a repressão e a violência. Repressão esta que atinge todos os setores da sociedade, e por si só põe Castro ao lado de ditadores do tipo Bokassa, Enver Hoxa, Haile Mariam, Hafez Assad e outros genocidas.
Isso é motivo suficiente para que eu, embora sem desejar (por princípios cristãos) o sofrimento alheio, não esteja disposto a reconhecer qualquer mérito ao tirano Castro, em vida ou depois desta.

Agora, vamos ver a questão do embargo econômico.

- Em primeiro lugar, ele foi motivado. Não surgiu de simples decisão estratégica, e sim foi uma retaliação ao confisco de empresas norte-americanas em Cuba. Portanto, Cuba provocou essa situação, ainda em 1960.
- Em segundo lugar, esse embargo foi parcialmente neutralizado por um sensivel aporte de recursos por parte da União Soviética entre 1962 e 1990, ou seja quase 30 anos. Além de comprar a produção primária cubana por preços supervalorizados, a União Soviética desviou mais de 100 bilhões de seus recursos para transformar a ilha em uma sociedade-modelo, com hospitais, universidades e centros esportivos. Foi mais que os Estados Unidos investiram na China nos anos 80.
E, apesar de tudo isso, Cuba não se industrializou. Continuou com sua produção primária e, inevitavelmente, passou a viver com a perspectiva de terror após o fim da sangria russa, em 1990...
- Em terceiro lugar, o embargo norte-americano não incidia sobre suas empresas privadas (através de filiais em outros países) e nem o governo dos Estados Unidos pressionou seus aliados na Europa e na América Central a aderirem ao embargo, o que possibilitou a Cuba manter relações comerciais permanentes com muitos outros países, sem ser atingida diretamente pelo embargo. Por exemplo, um dos principais parceiros comerciais de Cuba é o Canadá, disfarçando um comércio com os Estados Unidos.
(Claro que essa situação mudou em 1996, com a lei Helms-Burton, que ampliou o embargo para empresas privadas, mas se observarmos os índices da economia cubana antes e depois dessa data, veremos que a situação da ilha não se tornou catastrófica, como se previa, como até registrou uma pequena melhora, devido ao influxo turístico. O auge da crise em Cuba foi em 1992, quando o embargo não era total).
- Em quarto lugar, o embargo continua não incidindo sobre as remessas de cidadãos cubano-americanos para seus parentes na ilha. Os "odiados" anti-castristas literalmente salvam suas famílias da miséria total. Fidel oferece médicos cubanos para a Lousiana, mas quase 20% da economia cubana, de alguma forma, é sustentada pelo capitalismo norte-americano.
- Em quinto lugar, se Fidel afirma que as relações econômicas desvantajosas são a principal causa da pobreza do Terceiro Mundo e, tendo ele liberdade para comerciar com qualquer outro país do mundo exceto os Estados Unidos, por que tanta insistência em querer comerciar com os Estados Unidos? Quer aderir à ALCA?

C. Mouro disse...

Associações levianas, falácias e mentiras – 09 – 08 – 2006 — C. Mouro

Parece que o exame racional das questões horroriza a extensa maioria, quase a totalidade, talvez por ser mais fácil apenas provocar emoção do que reflexão, bem como é muitíssimo mais fácil sair falando sobre as questões do que entrar pensando nas questões. Ou seja, parece interessar mais o impressionar do que o esclarecer. É o mesmo fenômeno de se torcer por um time, não se usa a razão, a reflexão, para tal, mas apenas se é contaminado por emoções que “propõem” uma auto-realização(sic!) por tabela (tabelinha ideológica) numa disputa de vaidades que dispensa qualquer reflexão sobre a realidade dos fatos e idéias.
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Uma coisa que bem demonstra estultice no uso das palavras, desprezando significados precisos, é o uso dos termos “capitalismo”, comunismo e socialismo – e mesmo “direita” e “esquerda”, embora esquerda, segundo os que se dizem esquerdistas, de fato signifique culto religioso ao deus Estado.
É difícil entender o que significa “capitalismo” se não como mera oposição binária a socialismo, o que em si nada esclarece, dado que “capitalismo” e socialismo possuem indefinida elasticidade de significados, a ponto de se considerar o fascismo e o nazismo como “capitalistas” por seus líderes dizerem-se contrários ao “socialismo científico” bolchevique (URSS). No mesmo emaranhado diz-se que o sistema da finada URSS era o comunismo, quando este era bem definido por K. Marx como ausência do Estado hierarquizado e com os indivíduos completamente mergulhados no altruísmo vulgar, moldados no ideal cristão. E desta forma expõe-se o que reputo como mais uma das imbecilidades ideológicas do profeta K. Marx, que pretensamente criticava o sistema vigente pelo aspecto ético, afirmando injusta a remuneração do produtor braçal, a quem deveria caber a propriedade integral do produto, concluindo que o empreendedor seria um explorador ao auferir ganho imerecido; e ao mesmo tempo propunha como resultado final de seu socialismo o “comunismo”, onde teoricamente não haveria propriedade e os produtos se distribuiriam segundo as necessidades e não segundo o mérito. Só isso já seria o bastante para demonstrar que tal “profeta do proletariado” não passava de um politiqueiro, um deliberado embusteiro que sequer ousou explicar o funcionamento de sua “Utopia”, como fez o fervoroso cristão católico Thomas More. Pois que a sinceridade do lunático More expôs toda a monstruosidade de sua idéia imbecil.
Como disse no inicio, a ausência de análise racional sobre a Utopia de More, fez com que essa fosse “julgada” pelo seu alegado fim, concebido sob o ideal cristão, sem que se refletisse sobre a forma de atingi-lo e nem mesmo se refletisse sobre a possível realidade preconizada, e descrita, pelo ícone católico.
Podemos ainda perceber a lambança mental em que os indivíduos se encontram, quando alguns cristãos chamam o “comunismo” de “ideologia atéia”, baseados no fato de Marx ser reconhecido como ateu e crítico da Igreja e religião. Mesmo diante do fato de Thomas More ter, antes de Marx, concebido um “paraíso comunista” guiado pelo modelo cristão. E mesmo, pelo menos, muitos destes cristãos anti-comunistas (maioria de ex-comunistas) louvam o Santo Thomas More como figura cristã respeitável, como um mártir do cristianismo católico: um santo comunista, em todos os sentidos. ...hehehe! Isso e mais a doutrina comuna dos essênios; e a tal base “judaico-cristã” tão falada ultimamente? apesar dos cristãos terem perseguido e queimado judeus, como inimigos. ...é absurdo sobre absurdo.
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O fato, é que as ideologias são um fenômeno psicológico, se não psiquiátrico, e por tal não importam as contradições, incoerências e miscelâneas estapafúrdias que pululam nas ideologias e nas concepções de seus devotos, que ainda mais as deturpam aproveitando-se das oportunidades que deliberadamente oferecem para tal. Grande parte do que atualmente se atribui ao marxismo, não é marxismo, mas apenas cristianismo. O pacifismo tendencioso, ladino, tão criticado como “guerra assimétrica” é simplesmente a repetição da estratégia cristã, moral, concebida para tornar a população subserviente aos donos do Poder, que não apreciavam a idéia de se pensar em revida-los. Tal ideologia foi concebida para tornar os súditos desfibrados, resignados, para desestimula-los e incapacita-los para a reação aos tormentos que se lhes impunham; manipulando assim os valores morais e relativisando a moral ao sobrepor a bondade à honestidade e os fins aos meios. E nessa ardilosa empreitada pouco importou a gigantesca e flagrante contradição entre “filho” e “pai”, bem como as demais contradições importaram. Afinal, cada um torce por uma, ou mais, ideologia sem mesmo conhece-la, e mesmo quando conhecendo adaptam a ideologia às suas conveniências, concebendo “parentes ideológicos” particulares tanto quanto “Frankeinsteins ideológicos” ao misturarem ideologias ao sabor da própria conveniência, num sincretismo irresistível, natural nas crenças estapafúrdias.
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- “Para estes tipos coletivistas ideológicos, o rebanho é o “ser” maior e melhor, que os representa: a glória de tal “ser coletivo” é a “glória” de cada um de seus pedaços (hierarquizados). Estes Frankeinsteins ideológicos saem então a procura de “batalhas” a vencer. contra mitos, seres imaginários, outras coletividades que nomeiam ou qualquer coisa que lhes possa conferir o valor da “luta gloriosa” na esperança da “vitória final”.” ...apocalipticamente o socialismo é inevitável! ...hehehe!
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- Mt 5: 40 ...e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
- Lc 3:11 ...Aquele que tem duas túnicas, reparta com o que não tem nenhuma, e aquele que tem alimentos, faça o mesmo.
- Lc 6:24 mas ai de vós que sois ricos! Porque já recebestes a vossa consolação.
25 ai de vós, os que agora estais fartos! Porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque vos lamentareis e chorareis. (obs.: quanto rancor gratuito contra o sucesso, mesmo honesto! ...inveja? ...preconceito? ...politicagem populista?)
- ...e aquela do bandido que logo estará no céu, embora mais fácil camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. ...bem, um bandido entra fácil, como foi visto.
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Abs
C. Mouro

Mauricio disse...

Leandro,

Na verdade eu estava apenas sugerindo que se esclaresesse as diferenças entre os regimes pregam os "direitos humanos" e "distribuem renda" e aqueles que realmente o fazem. Seria engraçado fazer o Pedro Ferraz debater sobre isto.

Anônimo disse...

Porra Constantino, Cuba nunca foi a Quarta maior economia, ela teve a quarta maior renda per capita!
Assim você perde credibilidade...

Pedro Ferraz disse...

Mauricio, voltamos ao debate da questão do IDH.

Os países líderes neste índice são países defensores dos Direito Humanos e adeptos do welfare state. Isso não há como negar, mesmo que o Constantino use o exemplo da Suécia de uma maneira indutiva.

Outra coisa é distribuir renda, que para os liberais deve ser deixado a cargo do próprio mercado. E quanto para os socialistas, deve ser regid pela ordem estatal.

Sobre o C. Mouro: O maior verborrágico que já li. Deveria ter um blog próprio para não ocupar tanto so espaços de comments.
Faz questão de demonstrar um enorme arcabouço cultural, mas é muito prolixo.
Acho que um dia o chamaram de inteligente e ele acreditou.

Rodrigo Constantino disse...

O Estado é tão bom em distribuir renda que Brasília tem o DOBRO da média de renda per capita nacional!!! Vai tudo para o bolso deles... hehehe

Pedro Ferraz disse...

Bom, se o Brasil fosse uma enorme Brasília, só pegaria no tranco....

Mas, se não fosse a previdência pública, a região nordeste estaria muito pior que já é.

Rodrigo Constantino disse...

Vixe! A previdência pública é um dos principais PROBLEMAS do país! Esquerdista gosta do fracasso mesmo...

C. Mouro disse...

Sobre o pedro ferraz:
um pequeno idiota falastrão, como tantos que vi e ouvi, e ainda os ouço e vejo todos os dias ...hehehe! ...deveria ficar abanando bandeiras vermelhas nas esquinas, em vez de vir passar vergonha aqui.
Pedroquinha faz questão de mostrar que não sabe argumentar, mas apenas repetir, feito um papagaio ensandecido, bobagens que lhe enfiaram na cabeça e que nem mesmo entende.
Tenho certeza, e aqui ela se comprova, que todos os dias o chamam de burro, idiota e etc., oferecendo-lhe muitas provas disso, mas o pedroquinha não acredita ...hehehe! ...é lógico, pois sendo o que dizem, não pode mesmo acreditar ...hehehe!
Abraços e risos
C. Mouro

Um Poema disse...

Certamente já ouviu dizer que "não há cego maior do que aquele que não quer ver".
Que adianta apresentar números comparativos entre Cuba e Chile?
Os defensores de Fidel não seguem critério nenhum. Jamais o conseguiriam seguir. São obtusos, simplesmente. "Homo obtusus". Orfãos dum sovietismo que, ao ruir, os abandonou, como acéfalos irrecuperáveis, procurando desesperadamente substituto para as suas carências carneirísticas, encontram na aberração caribenha o ideal da sua mediocridade.
Cumprimento-o.
Um abraço

Pedro Ferraz disse...

C. Mouro,

desafio-o a demonstrar aqui algum comment meu repetitivo além de chamar o Constantino de nonsense.

E repito o seguinte:
Vc é um ignorante que necessita escrever muito par tentar mostar alguma coisa, mas vc escreve muito e não diz nada.

Repito aqui: Alguém mais ignorante q vc um dia te chamou de inteligente e vc acreditou. Vc é do nivel do Olavo de Carvalho.

PS: O fato de vc achar q pessoas q ficam balançando bandeiras na rua são atitudes inferiores demonstra bem seu grau de humanismo, o mesmo que de um carrapato.

Adriano Oliveira disse...

Já coloquei a champanhe no gelo, agora é aguardar a ida de Fidel para os quintos dos infernos!

Morra Fidel, please!

Finalmente ele encontrou um grande inimigo, o qual não pode mandar para o paredón, a idade.

Freedom for Cuba!

C. Mouro disse...

Caro Pedroca, (devemos ter paciencia com as crianças, com os loucos e com os animais)
papagaio é aquele que repete coisas que não entende mas ouviu falar (como vc faz). Foi isso que eu disse, e como você tem problemas de falta de inteligência, entendeu que eu estava dizendo que você se repete nos comments ...era de se esperar! ...hehehe!
Portanto, repito: todos os dias muitas pessoas te chamam de burro, doutrinado, idiota e etc., mas você não acredita. ...faz sentido! ...hehehe!
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Veja só,você reclama que escrevo muito para tentar mostrar alguma coisa, mas nem assim você entende. Por outro lado, você entende "argumentos" curtos, como por exemplo uma bandeira vermelha abanada na sua frente. Para você ela explica tudo, para mim não, prefiro argumentos mais longos.
As frases "Hasta la vitória! É Lula lá Again!", "abaixo a burguesia" , "um outro mundo é possível", "ricos são ricos por os pobres serem pobres", "viva o socialismo", "Cuba sim! bloqueio não!", "viva Fidel e a revolução!", "ditadura do Capital" etc., para você são argumentos e explicações satisfatórias, mas eu não as considero nem argumentos nem explicações, mas apenas estímulos ou palavras de ordem, como se faz para estimular cães adestrados. ...hehehe!
Você não argumentou contra o que escrevi, mas bobamente fez um ataque pessoal arbitrário.
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Veja como você é esquisito: você condenou Pinochet dizendo que matou inocentes, e defende Fidel que matou e ainda mata inocentes pacíficos que apenas querem fugir. Enquanto Pinochet revidou àqueles que já vinham matando inocentes no gov Allende, para que não repetissem a mesma matança de civis inocentes que praticaram em Cuba. E Pinochet matou muiiiito menos que teu ídolo Fidel.
Raios parta! você defende um ditador assassino covarde que mata milhares de indefesos apenas por delito de opinião e condena outro ditador que reage e mata aqueles que já vinham atacando e matando inocentes no gov Allende. ...és imbecil de carteirinha?
.
Veja só, você diz ao Rodrigo:
"Rodrigo, de nonsense vc está partindo para esquizofrenia ou pra cara-de-pau mesmo.
Para sua lógica,defender acordos sem embargos econômicos é o mesmo que defender exploração do capital selvagem, especialmente dos americanos."
- Porra Pedroca! quem diz que acordos comerciais, especialmente com os americanos, é o mesmo que exploração, são os próprios esquerdistas. Quem cansa de afirmar isso é o próprio Fidel. Eu é que ainda não sei se você é desumanamente burro ou apenas esquizofrênico. ...és imbecil de carteirinha?
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Vc diz que Fidel fez reforma agrária nas terras da própria família, e por tal melhor que Pinochet. Mas não diz que Fidel ficou muiiiito mais rico transformando toda Cuba em suas terras e de seus familiares chegados; vide ele passar o trono para seu irmão; coisa da idade média. Cuba tornou-se mero feudo dos castros, que exploram a população enterrando-a na miséria, e vc, idiota doutrinado que é, defende isso. ...hehehe!
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Quanto a vc dizer que Fidel pode ir a Europa e Pinochet não, bem, te digo que Salazar podia viver na Europa e Fidel não** ...hehehe! ...psit! prestenção: ninguém na Europa fez nada contra Salazar (mais ditador e anti-comuna que Pinochet), logo, pela lógica do Pedroca, conclui-se que Salazar era o fodão! um cara humanista, um bom sujeito, um líder reconhecido mundialmente. ...hehehe! (ele dava aos comunas o mesmo remédio que eles davam aos outros)
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Veja só Pedroca, o quanto você é esquisito:
Você que defende a ditadura cubana e o covarde Fidel que mata opositores indefesos e pacíficos, chama ditadura de regime abjeto e questiona o Rodrigo:
"O que eu acho mais engraçadinho do Rodrigo é odiar a ditadura cubana e bater palmas para ditaduras latino-americanas. Como já disse aqui e provei, vc é um nonsense."
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...Porra Pedroca! tu tava doidão? ou apenas repetiu mecanicamente os questionamentos que te fazem por você defender a ditadura cubana e maldizer a chilena, esta muito mais branda e apenas contra ativistas violentos e revolucionários criminosos (assassinos, sequestradores, terroristas).? ...és imbecil de carteirinha? ...papagaio que repete o que não entende?
Fechando: ...quem abana bandeiras pela rua, como se argumento, é tão estúpido quanto os que em tal “argumento” acreditam, são casos para psiquiatria ou para adestradores de animais. ...hehehe!
Abçs
C. Mouro

Bianco disse...

ô Mouro,

Ignore esse Pedro. Ele não vem aqui para debater, argumentar ou entender coisa alguma. É mais fácil você converter o Hassan Nasrallah ao Judaísmo. Como um cãozinho obediente ao comando do dono, ele só está fazendo aquilo que o Valter Pomar, do comando do PT, mandou: guerra suja contra os blogs opositores.

Esses mosquitos borrachudos estão atacando em todos os lugares. O Reinaldo Azevedo anda reclamendo também de um petralha malcriado que lhe manda e-mails. Disse que é um tal de...Pedro. Aposto o mindinho que o Lula não tem que se trata do mesmo gambá soltado sua "catinga" por lá também. Veja o que o Reinaldo escreveu no Post "Dimenstein está errado" de Quinta, 10-08-06.

Anônimo disse...

O Empresário X Político de Esquerda

Um empresário é um sujeito que ganha a vida organizando a atividade econômica. Ele acumula um capital, investe, ganha, paga suas dívidas para com os fornecedores, os empregados e o Estado, e no fim, se todo dá certo, tem um lucro. A quase totalidade do lucro é reinvestida no mesmo ou em outros negócios. Uma parte ínfima ele pode gastar em benefício próprio e da família. Se seu negócio é muito, muito próspero, mesmo essa parte ínfima basta para que ele compre mansões, iates, jatinhos e jatões, carros de luxo, cavalos de raça, e tenha, se é do seu gosto, múltiplas amantes. Em geral ele se contenta com muito menos.
Um político de esquerda é um sujeito que ganha a vida tentando jogar os empregados contra os empregadores. Ele mostra aos operários os aviões, os cavalos de raça e os carros de luxo do patrão e grita: "É roubo!" No começo ele faz isso de graça. É um investimento. Assim como o empresário investe dinheiro, ele investe insultos, gestos, caretas de indignação, apelos à guilhotina. Em troca, dão-lhe dinheiro. Ele vive disso. Quando alcança o sucesso, pode dispor de mansões, iates, jatinhos e jatões, carros de luxo, cavalos de raça e amantes em quantidade não inferior às do mais próspero capitalista.
Tanto a atividade do empresário quanto a do político de esquerda pode ser exercida de maneira honesta ou desonesta. O empresário pode dar golpes em seus fornecedores, vender produtos fraudados, sonegar o pagamento devido aos operários, ou então pode pagar tudo direitinho e vender produtos bons. Do mesmo modo, o político de esquerda pode desviar dinheiro público, utilizar-se indevidamente de imóveis do Estado, possuir sob ameaça aterrorizadas empregadinhas domésticas como o fazia Mao-tsé-tung. Ou então pode fazer tudo dentro da lei que ele próprio instaurou e ser incorruptível como Robespierre.
A diferença é a seguinte: da atividade do empresário, mesmo o mais desonesto, resultam sempre uma ativação da economia, uma elevação da produtividade, a expansão dos empregos. Esses resultados podem vir em quantidade grande ou pequena, mas têm de vir necessariamente, pela simples razão de que "empresa" consiste em produzi-los e em nada mais.
Da atividade do político de esquerda, mesmo o mais honesto, resultam sempre um aumento do ódio entre as classes, o crescimento do aparato estatal que terá de ser sustentado pelos padrões com dinheiro extraído aos empregados e consumidores, a politização geral da linguagem que transformará todos os debates em confrontos de força e, em última instância, desembocará num morticínio redentor. Esses resultados também podem vir em quantidades grandes ou pequenas, mas virão necessariamente, pois "política de esquerda" consiste em produzi-los e em nada mais.
Um empresário, honesto ou desonesto, está no auge do sucesso quando pode, sem prejuízo de seus investimentos, comprar mansões, iates, carros de luxo, jatinhos, jatões etc. Ele alcança isso quando se torna um mega-empresário. Para chegar a esse ponto, ele tem de deixar em seu rastro fábricas, bancos, plantações, jornais, canais de TV e mil e um outros negócios dos quais vivem e prosperam milhares de pessoas.
Em político de esquerda, honesto ou desonesto, está no auge do sucesso quando destruiu toda oposição às suas idéias e comanda uma sociedade fielmente disposta a realizá-las. Ele alcança isso quando se torna o chefe de uma revolução vitoriosa. Para chegar a esse ponto, ele tem de deixar em seu rastro milhares ou milhões de cadáveres, edifícios destruídos, plantações queimadas, órfãos e viúvas vagando pelas ruas, fome, miséria e desespero.
O socialista acha que é imoral ser empresário e que é lindo ser um político de esquerda.
Ele não tem maturidade intelectual suficiente para perceber que o sucesso final de um empresário, mesmo desonesto, traz sempre mais bem do que mal, e que o sucesso final de um político de esquerda, mesmo inflexivelmente honesto como ele, produz uma quantidade de mal acima do que qualquer bem poderá jamais reparar.
O socialista tem uma consciência moral deformada por um uso falso da linguagem. Ele ouviu dizer na infância: "Lucro egoísta", "justiça social", e impregnou-se de tal modo desses símbolos verbais do mal e do bem, que pôs sua vida a serviço do que lhe parece uma nobre causa: combater as coisas que têm nomes feios e louvar as que têm nomes bonitos. Uma coisa que criou as nações mais prósperas e livres da Terra deve ser muito má, pois tem o nome hediondo de "lucro egoísta". Uma coisa que matou 100 milhões de bodes expiatórios e reduziu à escravidão e à miséria um bilhão e meio de outros inocentes deve ser ótima, pois leva o belo nome de "justiça social".
Romper a unidade mágica de nomes e coisas é uma operação dolorosa. Custa vergonhas e humilhações à mente altiva. Mas é o preço da maturidade. Não existe bem onde não existe amor à verdade, e não existe amor à verdade onde uma mente obstinada se apega ao instinto pueril de julgar as coisas pelos nomes que ostentam.
O problema do esquerdista, assim como de milhares que pensam como ele, já foi diagnosticado por Jesus Cristo dois milênios atrás: "Na verdade, amais o que devíeis odiar e odiais o que devíeis amar." Eles pecaram contra o Espírito, protegendo-se por trás da belas palavras contra a visão das realidades feias, e receberam como castigo exatamente aquilo que pediam: a cegueira forçada tornou-se espontânea, e hoje a sua moralidade invertida lhes parece a atitude mais natural do mundo, a única maneira possível de julgar as coisas - o caminho do bem - fora do qual tudo é perdição e "lucro egoísta".
Não vale a pena rezar para que despertem. Eles não despertarão enquanto não enviarem milhões de seres humanos para o sono eterno.

C. Mouro disse...

...mas que estes esquerdinhas Pitburros, por vezes raivosos demais e perigosos sem focinheira, são divertidos em sua estupidez, isso são. ...hehehe! (a focinheira deles é a democracia, focinheira meio frágil, mas garante alguma coisa)
Abs
C. Mouro

Roger disse...

Ufa! Finalmente encontrei alguém que pode me esclarecer o que diabos mesmo significa "elites". Pedro, por favor... Mas, antes, gostaria de dizer o que eu pensava sobre esse termo, o quanto e estava errado: elite para mim não era uma coisa ruim. Por exemplo, o cara fazer parte da elite do futebol significava dizer que ele era um cara bom de bola. Ser bom de bola no futebol, para mim, era algo louvável. Vamos ver outro exemplo do meu engano. Hmmm... ah! Elite intelectual! Bom, Gilberto Freyre e Capistrano de Abreu pertenciam, no mue universo, a uma elite intelectual. Mas como ainda não surgiu nada que pudesse defenetrá-los do Olimpo onde moram, imagino que a) ou eu estou errado quanto ao sentido da palavra elite ou b) esses caras não sabiam de nada. Naturalmente que vou optar pela letra a.
Portanto, gostaria de pedir ao Pedro, humildemente, um esclarecimento.
Hmmm... mas pera lá! Será que são elites econômicas? Ou seja, concentradores de renda? Hmmm.... bom, se o governo fica com 40% do que o país produz, então ele é o maior concetrador de renda. Isso é bom ou mau? Pedro, por favor. Mais: fazer parte da elite é ter carro do ano, poder, dinheiro, cobertura? Hmmm... Pedro, por favor, aponte-me dois ou três grandes democratas brasileiros, pode ser petista, que não se encaixam aí, que tenham uma renda menor do que a média da classe média. Porque se estiver acima da média da classe média é elite econômica, não é? Ou não? Ou será que além de elitologia eu também nada sei de matemática? Ai, ai! Como sofro com minha ignorância... Ah, Pedro, até onde sei, ao contrário de Cuba, aqui no Brasil você ainda está livre para pegar um avião e fugir para o paraíso. Vamo lá, rapah! Cuba lhe espera. Não entendo o motivo de insistir no sofrimento!