terça-feira, junho 10, 2008

O Problema Econômico



Rodrigo Constantino

“Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir; foi fatal; os socialistas nunca mais entenderam a escassez.” (Roberto Campos)

Qual a essência do problema econômico? Por que devemos entender de economia? O prêmio Nobel F. Hayek explicou em seu livro Individualism and Economic Order, publicado em 1948, que o problema econômico surge assim que propósitos diferentes competem pelos recursos disponíveis. Os custos devem ser levados em consideração, e custos significam nada além das vantagens que seriam derivadas do uso de determinados recursos em outras direções, ou seja, o “custo de oportunidade”. Tudo isso é bastante evidente, mas é incrível como tanta gente ignora esta lição básica sobre economia, incluindo alguns economistas.

O precursor da Escola Austríaca, Carl Menger, explicou em seu livro Princípios de Economia Política, que “os bens cuja oferta é maior que a demanda não constituem objeto da economia humana, e por isso os denominamos bens não econômicos”. Quando se trata desses tipos de bens, os homens praticam o “comunismo”. Menger explica: “Nas aldeias banhadas por rios que fornecem mais água do que a necessária para o atendimento das necessidades dos moradores, cada indivíduo vai ao rio e tira tanta água quanto quiser; nas selvas, cada um apanha sem cerimônia tanta lenha quanto precisar; da mesma forma, cada um deixa entrar em sua casa tanto ar e tanta luz quanto quiser”. Em outras palavras, o problema econômico está ausente quando há total abundância de determinado recurso. Ele surge apenas quando temos escassez de recursos, i.e., recursos finitos. E sempre que esse for o caso, válido para a imensa maioria de recursos naturais disponíveis, o cálculo econômico é necessário.

Hayek argumenta então, que esse cálculo econômico para o uso racional dos recursos disponíveis não é viável em uma economia com planejamento central, ou seja, socialista. As informações e o conhecimento existentes na sociedade estão dispersos entre os milhões de indivíduos. Como esse conhecimento será utilizado é uma questão fundamental para a eficiência do sistema econômico. O conhecimento de circunstâncias particulares de tempo e lugar jamais poderia existir num ente agregado qualquer. O arbitrador que ganha com essas assimetrias de conhecimento, através dos preços diferentes praticados, exerce uma função essencial para o funcionamento econômico. A idéia de que a assimetria de informações impede a livre concorrência é totalmente falsa, já que nem mesmo faria sentido falar em concorrência real caso houvesse perfeita simetria de conhecimento. Os problemas econômicos, afinal, surgem sempre como conseqüência de mudanças. Se todos soubessem de tudo, nenhum plano individual seria necessário para corrigir decisões erradas anteriores.

O fluxo contínuo de bens e serviços é mantido por ajustes constantes feitos diariamente de acordo com circunstâncias desconhecidas no dia anterior. Um planejamento central com base em estatísticas jamais poderia substituir esses ajustes realizados com base no conhecimento disperso e assimétrico dos indivíduos. A descentralização é crucial para garantir o uso adequado desse conhecimento. A questão da comunicação desse conhecimento disperso é resolvida através dos preços livres, que informam cada agente sobre a oferta e demanda dos diferentes recursos disponíveis. O empresário não tem necessidade de conhecer tudo sobre vários setores para entender que o preço de um insumo importante para seu negócio está subindo, alertando que há mais demanda para esse bem particular. Ele fará então os ajustes com base nessa informação, que já é um resultado da interação dos milhões de agentes do mercado.

Eis como o mecanismo de preços soluciona o problema da informação pulverizada na sociedade. O fato de essa solução não ser uma construção deliberada da mente humana, mas sim uma evolução natural sem um design humano, incomoda aqueles que tratam economia como uma ciência natural. Mas essas pessoas ignoram que a beleza do mecanismo está justamente em não depender de uma mente brilhante que controle todas as decisões. A divisão de trabalho, que tem sido fundamental para o progresso de nossa civilização, é possível justamente por conta desse método de preços livres. Os avanços nas ciências naturais levaram muitos economistas a uma postura arrogante acerca do problema econômico. Como é possível obter certas leis físicas através da observação empírica de fenômenos naturais, então se concluiu que era possível fazer o mesmo nas ciências sociais complexas, como a economia. Os positivistas passaram a acreditar que era possível impor de cima para baixo as decisões de alocação dos recursos disponíveis, ignorando justamente o mecanismo que torna viável e eficiente esta alocação.

Aquilo que torna possível uma alocação eficiente dos recursos é a competição, um processo dinâmico na busca pela satisfação dos desejos e demandas dos consumidores. Estes desejos não podem ser tratados como dados disponíveis e estáticos, pois dependem do valor subjetivo de cada indivíduo, e estão sempre em mutação também. A função da competição é justamente nos ensinar quem pode nos servir melhor, e essa resposta nunca é fixa. O problema econômico é o problema de fazer o melhor uso dos recursos que temos, e não faz sentido falar numa situação hipotética onde um “mercado perfeito” existiria. O problema é justamente fazer o melhor uso através das pessoas existentes, com seu conhecimento limitado e específico. Somente uma competição dinâmica com preços livres permite os ajustes necessários para uma tendência rumo ao equilíbrio. O grande erro dos economistas clássicos foi partir de um equilíbrio hipotético, como se os dados fossem conhecidos, e tudo não passasse de um problema de cálculo racional ex post facto, com os custos dados. E foi justamente esse lado falho dos clássicos que Marx utilizou em suas teorias.

Os argumentos de Hayek mostram a impossibilidade do cálculo racional sob o sistema socialista de planejamento central. Não é do interesse particular do livro em questão atacar os fins pregados pelo socialismo, mas apenas mostrar que os meios defendidos não atendem de forma alguma esses fins. Como Mises já havia demonstrado antes mesmo de Hayek, o uso econômico dos recursos disponíveis é possível somente se o mecanismo de preços for respeitado não apenas para os bens finais, como para todos os intermediários também. Os fatores de produção vão competir para diferentes fins, e somente os preços livres podem informar qual o melhor uso de tais fatores, de acordo com as demandas mais urgentes dos consumidores.

Se o preço do milho começa a disparar no livre mercado, isso informa aos produtores que este insumo está sendo demandado com mais urgência em indústrias competitivas, como a produção de etanol, por exemplo. Somente assim os produtores podem saber que é preciso aumentar sua produção e oferecer mais alimentos. Caso contrário, com medidas intervencionistas do governo que impeçam a livre formação de preço, essa preciosa informação não chegará aos produtores, e o resultado será a escassez de milho no mercado. Como este caso, existem milhares de outros exemplos que podemos citar para mostrar como o mecanismo de preços em toda a cadeia produtiva é crucial para o funcionamento eficiente da economia.

Quando uma autoridade central determina o uso dos recursos, sem levar em conta os preços de mercado, não fica evidente o custo dessa alocação ineficiente, justamente porque se trata de um custo de oportunidade, ou seja, como esse recurso poderia estar sendo mais bem utilizado em outro lugar. A miopia que Bastiat chamou a atenção, sobre aquilo que não se vê de imediato, é o grande aliado dos governos, que geram alocações ineficientes, mas nem sempre visíveis no curto prazo. Como o nexo causal de longo prazo exige profundo entendimento de economia, os leigos acabam vítimas dessa miopia, inocentando o governo de seus constantes desperdícios de recursos escassos. Quanto custa para o pagador de imposto americano, por exemplo, ter um robô pousando em Marte? Erra quem afirma que basta verificar o orçamento da missão. Esse é apenas o somatório dos preços de mercado naquele momento para os insumos utilizados. Mas não leva em conta o custo de oportunidade, ou seja, onde esses recursos poderiam ter sido utilizados pela iniciativa privada. Como as decisões do governo não costumam levar em conta essas alternativas, até porque a missão da NASA não objetiva o lucro, fica impossível saber ao certo o seu custo verdadeiro.

As escolhas de alocação de recursos pelo governo, com critérios arbitrários que independem dos preços de mercado, e as escolhas dos consumidores não são fins compatíveis. No extremo, que seria o socialismo com planejamento central, os consumidores teriam que aceitar qualquer decisão proveniente dos governantes, como de fato ocorreu na União Soviética. Faltavam os produtos mais desejados nas prateleiras, enquanto o governo lançou o satélite Sputnik para impressionar os americanos. Com certeza não era do interesse dos consumidores russos tal escolha! Em Cuba existem os mesmos problemas. As demandas reais dos consumidores ficam totalmente dissociadas das decisões tomadas pelos planejadores centrais, até porque estes não têm como saber quais são as reais demandas, uma vez que o mecanismo de informação foi eliminado. Ou seja, mesmo assumindo que os planejadores fossem pessoas inteligentes e bem intencionadas, ainda assim o mecanismo de planejamento central seria catastrófico. Adotando a premissa mais realista de que o poder corrompe e que os governantes são egoístas e limitados intelectualmente, o resultado é ainda pior.

A frase de Roberto Campos na epígrafe vai ao cerne da questão: os socialistas simplesmente ignoram o conceito de escassez, absolutamente indispensável para se falar em economia. O mesmo Roberto Campos, ao afirmar que os marxistas partem de uma crença num estado natural de abundância, conclui que nada mais simples para eles, portanto, do que pregar a economia de Robin Hood: tirar dos ricos para dar aos pobres. E de fato vemos isso o tempo todo. Os socialistas sempre se esquecem dos recursos escassos e do que permite sua eficiente alocação, preferindo demandar mais gastos públicos o tempo todo. Todos os males serão resolvidos com mais gastos do governo.

É preciso melhor saúde, logo, mais governo. É preciso melhor educação, logo, mais governo. É preciso preservar a Amazônia, logo, mais governo. É preciso dar crédito aos pequenos empresários, logo, mais governo. É preciso garantir esmolas para os pobres, logo, mais governo. É preciso uma aposentadoria “digna” para todos, logo, mais governo. E por aí vai, numa lista realmente infindável de demandas, assumindo que os recursos brotam em árvores. Poucos param para pensar sobre o problema econômico diante disso tudo. Pelo contrário, quem ousa levantar essa questão é logo chamado de insensível. Quem aborda a importância dos lucros e preços livres é visto como lacaio dos interesses do capital. Uma falsa dicotomia se faz presente, como se o lucro fosse inimigo dessas demandas. E o contrário: sem a busca por lucros numa economia com livre concorrência, essas demandas nunca serão atendidas de forma adequada. Mas para compreender este fato da realidade, é preciso ter algum conhecimento sobre economia. Em resumo, é preciso abandonar o romantismo e compreender a essência do problema econômico, para reconhecer qual o melhor mecanismo de uso dos recursos escassos.

17 comentários:

C. Mouro disse...

Marx antes de tudo atuou como um político. Seu objetivo era já o Poder, atormentado por seus recalques - a historia de Hitler foi um tantosemelhante ...hehehe!

Se Marx entendesse de negócios e economia tanto quanto faz parecer, não teria falidoa Gazeta Renana (se não me falha a memória).

Aliás Marx não praticava nunca o que defendia, nem mesmo teria como justificar as razões para obter ganhos imerecidos explorando trabalhadores, bem como o fazia seu provedor e parceiro de autorias Engels, de quem Marx não passava de um "teúdo manteúdo" ...hehehe! (se é assim mesmo).

Marx, conforme fazem os políticos safados, e ele era um político (omitem esse fato por que?), era um embusteiro absolutamente falacioso e mentiroso. Um criador de fantasias e galanteador de imbecis. Sua notoriedade decorre da propaganda massificante - com recursos aristocráticos, certamente de tipos burgueses safados como Engels. Um teórico desprezivel que concebeu com seu parceiro mantenedor um imenso besteirol estapafúrdiocheio de asneiras, falácia, misticismo econômico, mentiras, fantasias e toda sorte de embustes para, com alguns galanteios arrebatadores de complexados, ludibriar imbecis e fomentar idéias oportunistas nossafados.

Só imbecis podem crer que os grandes empresários enrabichados com os governos para obterem vantagens diretas e indiretas em meio a corrupção generalizada, poderiam ter algum apreço pela livre iniciativa e livre concorrência. ...hehehe!

A aristocracia e agregados não deseja ser superada por quem "vem debaixo", aqueles que estão com o Poder não pretendem correr riscos:

"NÃO E DA NATUREZA DO PODER REDUZIR O PODER"

Istodeveria ser óbvio, mas os imbecis não querem ver isso porque se o fizerem, os galanteios que lhes são dirigidos terão que ser reconhecidos como falasos.

...hehehe! a questão é de querer crer.
A estupidez tem limites que só podem ser atropelados pela gigantesca vaidade característica dos imbecis. Só eles conseguem exibir humildade por pura vaidade. ...hehehe! ...dizem-se humildes por ostentação de soberba. ...hohoho! afinal, são imbecis que se apaixonam facilmente por galanteadores que deles só querem "aquilo" ...claro que é um "aquilo outro" e nem tanto "aquilo" que querem os galanteadores de mocinhas ingenuas e inseguras que sucumbem a conversa mole.

...hehehe!
Abração
C. Mouro

jabuticabo disse...

É importante lembrar que Hayek perdeu o debate ao redor do "cálculo socialista" em meados dos anos 30.

Ele então abandonou a pesquisa em teoria econômica pura, para ressurgir anos depois defendendo seus ideais libertários nos campos político e jurídico, com obras importantes como "Road to Serfdom".

70 anos depois, aspectos importantes da corrente neoclássica, teorias que assumem equilíbrio estável e que partem do pressuposto da eficiência dos mercados não encontram suporte ou reconhecimento em toda a comunidade científica como encontram, por exemplo, o modelo padrão da mecânica quântica na física ou a hipótese de Riemann na matemática.

Que isto não seja largamente reconhecido fora da comunidade acadêmica, ou mesmo nela, é testemunha do quão ideologizado é o debate econômico de hoje.

C. Mouro disse...

Hayek ganhou de goleada o debate ao redor do "cálculo socialista" no fim dos anos 80 e inicio dos anos 90.

...hehehe!

Onde enterraram a falecida URSS?
Coitada, sem receber a "ajuda humanitária" dos malvados burgueses, desabou de fome. ...hohoho!
Ronald Reagan cortou o trigo "de gartis" ...oh! ...que peninha! ...coitadinha da URSS teve que arriar as calças e pedir arrego. ...hohoho! Afinal, sem a ajuda dos malvados não se sustentaria.

Definitivamente Hayek venceu só com uma das mãos, sem precisar bater, foi só não alimentar os salafrários e eles bamberam as pernas ...hohoho!

...Foi leste europeu, foi URSS e até Cuba lançou um chapéu estendido para solcitar uma ajuda dos malvadões. ...hohoho!

Vou ler o Aluízio agora. ...hehehe!

Abs
C. Mouro

FIXtheMAD disse...

Seu contraponto ao liberalismo é inexistente, não li sequer um conjunto de argumentos objetivos. Existe sim um cinismo canhestro que proclama uma coleção de falácias lógicas espalhadas como frutinhas apodrecidas no chão de algum pomar estatal. A começar pelo erro perene que cometem muitos dos detratores do liberalismo, achando que o liberal o é, por crer que o liberalismo é a forma mais eficiente de se conduzir uma economia. Quem precisa demonstrar de forma diligente que seu cocktail ideológico encontra alguma lógica maquiavélica são os defensores do planejamento central.

Podem Alegrar-se!

Joseph E. Stiglitz já construiu uma teoria econômica neo keynesiana, os amantes do estatismo podem se agarrar a esse conjunto teórico para justificarem suas atrocidades.

Como um bando de escravos de um governo super esperto poderíamos em tese ter menos imperfeições econômicas.

Só nos falta agora é escolher quem serão nossos feitores. E quem serão os beneficiados da punjante escravocracia neo-socialista.

Not Whitout a Fight...

jabuticabo disse...

Nooossa! É isso aí... Hayek acaba com Marx, Keyens, Hegel, Lênin, o Homem-Aranha, o Hulk e a mula-sem-cabeça com uma mão amarrada nas costas!

Isso já não é nem debate ideologizado, é criancice mesmo...

C. Mouro disse...

...hehehe!

Fica com raiva não.
Desse jeito você "dá na pinta".
Que as idéias liberais defendem a justiça e a tecnica é já inegável.

As ideias intervencionistas e socialistas totalitárias defendem o Poder absoluto para a classe politica e estatal-burocrática. Nada têm em comum com idéias de justiça ou com conhecimento técnico, são meramente idéias politicas para obtenção do Poder despótico.

As idéias intervencionistas e socialistas totalitárias são caldo ideológico, embustes tecnicos e fraudes éticas. Se valem de galanteios a parcelas especificas de populações para inimiza-las a outras, até que de alguma forma todos estejam em conflito de interesses, para jamais se unirem e enfrentarem as classes parasitárias estatais. Isso é politica.

Perceba que estas idéias safadas, intervencionistas/socialistas, nunca se escoram nos fatos nem na lógica, mas sempre em grupos especificos que afirmam almejar proteger - coisa de rufiões e mafiosos: bandidagem - falam em pobres, trabalhadores, conterraneos(nacionalismo), raça/etnia e etc.. Nunca se sustentam na força dos argumentos, mas sempre convocando apoio numérico ao dizerem-se voltadas para o beneficio de grupos especícos contra outros:

pobres x ricos, proletário x burguês, assalariado x empresários, consumidores x produtores, nacionais x estrangeiros, negros x brancos, indios x brancos, gays x heteros, mulher x homem e etc., "nós" x eles em geral.

É assim que a súcia política e burocrática manipula as massas há muito tempo.
É o homem dominando o homem através de ideologias imbecis que oferecem paraísos em futuro incerto para que líderes obtenham Poder absoluto imediato.
Sempre são oferecidos fins fantasiosos para serem aceitos como justificativa para meios reais. Claro que fins inatingiveis eternizam os meios efetivamente desejados pelos líderes ideológicos.

A desgraça é que quanto mais fantasiosa a ideologia, quanto mais contraditória e estapafúrdia mais fanatizante é.

Os imbecis sofrem de atração irresistível pelo que é contraditório e estapafúrdio. Aliá está interessante as bobagens que andam falando sobre a tal crise de alimentos:
reclamam acusando o livre mercado do primeiro mundo ao mesmo tempo que acusam o protecionismo no tal primeiro mundo. ...hehehe!
Falam que o protecionismo impedia os "coitadinhos" de exportarem, mas os "coitadinhos" já andam pribindo exportação. ...hehehe!

Bom, se os preços estão subindo não se deverá mais praticar o protecionismo para impedir concorrência externa, né não?
Se tá faltando alimento, como afirmam, devem se despreocupar com protecionismos e comprar dos "coitadinhos" que sempre quiseram exportar, certo? ...Porra, mas os "coitadinhos crucificados pelos malvados" não querem que os preços subam internamente, mesmo que os governos estejam emitindo sem lastro e então já não querem exportar ...hehehe!

Bom, tá estranha a coisa, e o que andam falando se espremido só sai vento. Cada situação um besteirol que deve ser remodelado para outra, mas que falam como diagnostico geral ...hehehe!
É o saba do crioulo afro-social-descendente-econômico doido-ideológico. ...hohoho!

..Aí! ...perdeu, e perdeu de goleada. Contudo nada impede que gritem e xinguem e se rasguem todos! ...hehehe!

Abs
C. Mouro

jonas disse...

jabuticabo, Hayek venceu sim o debate sobre o calculo economico, debate que alias serviu para ressaltar tambem as falhas nos modelo de equilibrio que foram utilizados para tentar a demonstrar o funcionamento de uma economia socialista. A questão do conhecimento é alias lembrada ate hoje como uma das mais importantes constribuições dada a ciencia economica.

jabuticabo disse...

Por favor, vejam a história. A discussão do 'cálculo socialista' visava resolver a seguinte questão: uma economia planificada pode resolver eficientemente o problema da alocação de recursos, em comparação com a capitalista?

Na época, nos anos 30, Hayek quanto Von Mises foram derrotados no tal debate, que nada tinha a ver com liberdade ou autoritarismo, mas com ciência econômica.

Em pleno 2008, não dá para apoioar-se na Escola Austríaca, ou em Jevons ou Walras, para sustentar um argumento sobre a melhor alocação de recursos. Há de se aceitar que o estudo da ciência econômica hoje apresenta divisões, e que muitas vezes o debate é interditado por ideologices.

Rodrigo Constantino disse...

"Na época, nos anos 30, Hayek quanto Von Mises foram derrotados no tal debate"

Isso foi alguma piada?

C. Mouro disse...

Não é piada não, é criancice mesmo, como ele já confessou.

Perder debate ou ganhar debate... que raio é isso?
Onde foi este debate e quais foram os argyumentos "vencedores"? ...hohoho!

Devem ter sido aqueles que foram postos em prática nos paises socialistas para "resolver eficientemente o problema da alocação de recursos" ...hohoho!

A prova dos campeões "do debate" foi dada pela eficiência econômica dos paises do leste europeu, da URSS, da Coréia do Norte, de Cuba e etc. ...hahaha!

Dizem que os velhos voltam a ser crianças, e este está praticando criancices, ele mesmo já o disse aí pr cima. ...hehehe!

...É a prática conhecida academicamente como "lamber o selo" ...se colar, colou!
...ele está "lambendo o selo" pensando que são figurinhas de um jogo de bafo. ...hehehe!
...oh! coitado!

...hehehe!

Preciso de férias, ando rindo demais ultimamente.

Abraços
C. Mouro

jonas disse...

"A discussão do 'cálculo socialista' visava resolver a seguinte questão: uma economia planificada pode resolver eficientemente o problema da alocação de recursos, em comparação com a capitalista?"

A resposta é não. E as hipoteses teoricas dadas, baseavam-se em principios equivocados, como por exemplo, a de toda a informação necessaria esta "dada" ou pode ser obtida e administrada por um planejador, alias, grande falha dos modelos de equilibrio.

Jabuticaba, Sugiro que voce leia sobre o moderno processo de mercado de Kirzner (competição e atividade empresarial). Não é dedicado ao assunto, mas ajuda bastante a entender as falhas dos modelos de equilibrio, monopolio , competição etc.

jabuticabo disse...

... eu levantei a bola para você cortar, caro economista liberal e libertário: von Mises e Hayek perderam o debate ao redor do tal 'cálculo socialista' nos anos 30 e negar isto foi uma tolice.

Existia outra maneira de atacar o meu argumento sem tentar reescrever a história.

... você poderia ter começado com críticas a Keynes, a maior influência no pensamento econômico da época e talvez, na tradição da escola econômica que você segue, afirmar que a recuperação da Grande Depressão teria ocorrido apesar dos keynesianos e não por sua causa, dizer que aquilo tudo foi uma perda de tempo, um estatismo infantil, e daí justificar seu argumento com a reabilitação das teorias neoclássicas, o surgimento de hipóteses de equilíbrio geral, o modelo de Arrow-Debreu, para então dizer que, nesta interpretação, o debate do cálculo socialista teria sido vencido décadas depois por Hayek, ou melhor, por seus seguidores, com o que não concordo, mas esta seria então uma questão de opinião e uma discussão científica atual, e não uma tentativa de reescrita da história.

... então, e só então, eu precisaria repetir isso: a economia hoje é profundamente dividida em escolas, e as teorias de equilíbrio geral de hoje recebem críticas por todos os lados, não só dos economistas marxistas por aí, mas de John Kenneth Galbraith, Joseph Stiglitz, ou, para ficar em um exemplo local, de Delfim Netto, que em diversas ocasiões reiterou que considera falho o conceito de função de produção. E daí, talvez, houvesse uma discussão sobre economia que passasse do blá blá blá primário visto aqui, inclusive neste meu comentário.

Rodrigo Constantino disse...

"von Mises e Hayek perderam o debate ao redor do tal 'cálculo socialista' nos anos 30 e negar isto foi uma tolice."

Ahhhh!!!!

O que vc chama de "perder o debate" é que a maioria ignorou que eles estavam CERTOS, preferindo insistir no ERRO???

É isso?

Logo, eles "perderam o debate" pois a maioria na época ficou na ignorância?

Sim, eles "perderam o debate". Não foram capazes de mostrar aos ignorantes que estavam certos... hehehe

Rodrigo

jabuticabo disse...

Eu penso que não foi assim que as coisas aconteceram.

Foi possível provar, no tal debate, que estaria ao alcance de uma economia planificada reproduzir a alocação de recursos idêntica àquela obtida pela arbitração através de um mercado.

Claramente não era possível provar, na frieza dos modelos econômicos, que uma economia de mercado levava a melhores resultados, e por isto é que perderam o debate.

Depois disso, Hayek e outros moveram sua defesa da solução do problema para o campo jurídico e político, com justificativas que tornam, mesmo hoje, a leitura de "Road to Serfdom" de Hayek, que aqui menciono pela segunda vez, muito atual.

E esta é a "vingança" da escola austríaca. A teoria econômica moderna parte de princípios ideológicos, culturais, dos preceitos defendidos por Hayek, para obter suas conclusões.

... famoso economista, vencedor do prêmio Nobel, disse uma vez que não via o mundo explodindo quando olhava pela janela, daí que sentia-se confortável por adotar o equilíbrio estável como uma hipótese a priori em sua teoria. Quem seria este economista?

Dicas:

1) Ele é Francês naturalizado americano e viveu na França ocupada pelos nazistas.

2) Pessoalmente, interpreto sua avaliação de que o mundo que vê pela janela não está explodindo à luz desta outra frase sua: "The dark outside world of Paris under German occupation exerted a strong containing pressure. "

João Bosco disse...

“O arbitrador que ganha com essas assimetrias de conhecimento, através dos preços diferentes praticados, exerce uma função essencial para o funcionamento econômico.”
VERDADE! Entretanto, ao praticar a arbitragem, ele concentra em suas mãos uma parte do excedente econômico do bem em questão, o que torna a alocação deste excedente econômico ineficiente. Sob este aspecto, a arbitragem é um mal necessário. A tendência dos mercados eficientes é eliminar os espaços de arbitragem através da simetria de informações.

“A idéia de que a assimetria de informações impede a livre concorrência é totalmente falsa, já que nem mesmo faria sentido falar em concorrência real caso houvesse perfeita simetria de conhecimento. Os problemas econômicos, afinal, surgem sempre como conseqüência de mudanças. Se todos soubessem de tudo, nenhum plano individual seria necessário para corrigir decisões erradas anteriores.”
CONFUSO & CONTRADITÓRIO! É claro que a assimetria de informações impede a livre concorrência! Só pra exemplificar,o que o governo faz quando subsidia um bem ou fator de produção qualquer é justamente incluir assimetria na cadeia produtiva desviando os preços de seus valores de equilíbrio conduzindo à escassez ou a possibilidade de arbitragem. Ademais, simetria de informação não é saber tudo e sim saber da mesma forma que os demais agentes do mercado. Quando há desvio de conhecimento do preço de equilíbrio isto se dá aleatoriamente e sem viés ( em outras palavras, há desvio padrão, mas a média é zero...).

jonas disse...

"afirmar que a recuperação da Grande Depressão teria ocorrido apesar dos keynesianos e não por sua causa, dizer que aquilo tudo foi uma perda de tempo, um estatismo infantil, e daí justificar "

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=97

Gisa disse...

Rodrigo, não sou intelectual, não sou um poço de cultura, mas não sou também boçal como esses esquerdopatas nojentos e doentes, que não enxergam a desgraceira que estão afundando nosso país.
Até quando teremos que aguentar tudo isso? Porque quando penso que moralmente,eticamente, chegamos ao fundo do poço, percebo que ele ainda é bem mais profundo.
Não vejo mais saída para esse país, pois o povo brasileiro, como disse o Faustão há algum tempo, não é mais país de terceiro mundo, mas sim de outro mundo.