sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Assim Falou Zaratustra



Rodrigo Constantino

Considero que minha “cruzada” contra o fanatismo religioso foi útil, pois despertou intensos debates sobre o tema, o que sempre leva a uma saudável reflexão. Não dos fanáticos em si, claro, mas o alvo não era este, já que, como disse Thomas Paine, “argumentar com uma pessoa que tenha renunciado ao uso da razão é como dar remédio para os mortos”. Espero que tenha ficado claro que luto contra o fanatismo, não contra qualquer pessoa religiosa em si. E pela reação de muitos, notei como ainda existem fanáticos, pessoas que realmente acreditam que antes da Bíblia nada de bom existia ou que são incapazes de questionar seus dogmas e criticar sua religião. A ciência parte de axiomas, que são verdades evidentes por si próprias, como a existência, por exemplo. Enquanto isso, as religiões partem de dogmas, que são “verdades” impostas que devem ser aceitas indiscutivelmente. Como considero as discussões calcadas nos argumentos fundamentais para a evolução humana, fica claro qual postura acho mais adequada.

Este artigo, com o qual pretendo finalizar esta luta inglória contra o fanatismo, será baseado num filósofo ainda mais virulento que Voltaire nas críticas religiosas. Não necessariamente endosso todas elas, mas as considero úteis para estimular uma reflexão. Antes disso, porém, cabe desfazer um mal entendido que possa ter ficado sobre o artigo que deu origem a esta empreitada, justamente sobre o livro de Voltaire. Alguns interpretaram a seguinte passagem como anti-semitismo do autor e, por conseguinte, meu: “Como eles [judeus] mesmos reconhecem, são um povo de ladrões que carregam para um deserto tudo o que roubaram dos egípcios”. Esta frase foi tirada de um contexto o qual Voltaire está claramente condenando as fábulas judaicas, alegando que quem nelas acredita literalmente, e aplaude, está enaltecendo um povo ladrão. Tanto que logo em seguida ele compara isso com as fábulas dos gregos, considerando-as mais suaves. Quem me conhece sabe que eu jamais seria um anti-semita. Em primeiro lugar, tratar todos os judeus como um grupo monolítico é típico de coletivistas, e sou um individualista. Em segundo lugar, tenho inúmeros artigos defendendo a posição de Israel na questão da Palestina, ou expondo o critério injusto de julgamento contra os judeus, especialmente na mídia. O rótulo de anti-semita simplesmente não cola em mim. Mas vamos a Zaratustra de Nietzsche!

Os ataques de Nietzsche às religiões em geral e ao Cristianismo em particular são bastante ácidos. Nietzsche começa afirmando que todos os deuses não passam de criações humanas: “Ah, meus irmãos, esse Deus, que eu criava, era obra humana e humana loucura, como todos os deuses!”. Entre os motivos para tal criação, ele diz: “Enfermos e moribundos, eram os que desprezaram o corpo e a terra e inventaram o céu e as gotas de sangue redentoras”. Para o filósofo, o desejo de morrer é que faz voltarem as costas à vida, e desprezarem o próprio corpo. “Há uma inconsciente inveja no vesgo olhar do vosso desprezo”, afirma Zaratustra. Para esses pregadores da morte, o recado não poderia ser mais duro: “Tratai, portanto, de que cesse essa vida que é somente sofrimento!”.

Sobre o conceito do bem e do mal, Nietzsche diz: “Em verdade, foram os homens a dar a si mesmos o seu bem e o seu mal. Em verdade, não o tomaram, não o acharam, não lhes caiu do céu em forma de voz. Valores às coisas conferiu o homem, primeiro, para conservar-se”. E em relação ao amor ao próximo: “O vosso amor ao próximo é o vosso mau amor por vós mesmos. Fugis para junto do próximo a fim de fugir de vós mesmos e desejaríeis fazer disto uma virtude; mas eu vejo claro em vosso ‘altruísmo’. Não vos suportais a vós mesmos e não vos amais bastante: então, quereis induzir o próximo a amar-vos, para vos dourardes com seu erro. O vosso mau amor por vós mesmos transforma, para vós, a solidão em cárcere”.

Mais à frente, Nietzsche questiona: “Podeis pensar em Deus? Mas é isto que significa o vosso desejo de verdade: que tudo se transforme no que pode ser humanamente pensado, humanamente visto, humanamente sentido! Deveis pensar, até o fim, os vossos próprios sentidos! Deus é um pensamento que torna torto tudo que é reto e faz girar tudo que está parado”.

Sobre o pecado original, Zaratustra diz: “Desde que os homens existem, sempre o homem se alegrou pouco demais; é somente este, meus irmãos, o nosso pecado original! E, se aprendermos a alegrar-nos melhor, será este o melhor modo de desaprendermos a fazer sofrer os outros e a inventar novos sofrimentos”.

Nietzsche não poupa os templos religiosos: “Oh, olhai essas choupanas que esses sacerdotes construíram para si! Igrejas, chamam eles a tais antros de cheiro adocicado. Oh, nessa falsa luz, esse ar abafado! Aqui, onde a alma, para elevar-se à sua eminência, não tem o direito de voar! Senão que, ao contrário, assim manda a sua fé: Subi a escada de joelhos, pecadores! E não souberam amar o seu Deus de outro modo, senão crucificando o homem!”.

Do conceito de virtude: “Quanto mais se afundam, tanto mais ardentes lhes brilham os olhos e o anseio pelo seu Deus. Também, o grito desses, ai de nós, já abriu caminho até vossos ouvidos, ó virtuosos: ‘O que eu não sou, isso, isso é, para mim, Deus e virtude!’ Com sua virtude, querem arrancar os olhos dos inimigos; e se elevam somente para abaixar outrem. Cansados de dizer: ‘O que faz uma ação ser boa é ser desinteressada.’ Ah, meus amigos! Que o vosso ser próprio esteja na ação, tal como a mãe está no filho: seja esta a vossa palavra a respeito da virtude!”.

Sobre as rezas: “Rezar é uma vergonha. Não para todos, mas para mim e para ti e para quem tenha a consciência também na cabeça. Para ti, rezar é uma vergonha! E bem o sabes. É o teu demônio covarde dentro de ti que gostaria de ficar de mãos cruzadas sobre o ventre e levar vida mais cômoda. É esse covarde demônio que te inculca: ‘Existe um Deus!’ Com isto, porém, pertences à espécie de homens que temem a luz e que a luz nunca deixa tranqüilos; todos os dias, agora, deverás meter a cabeça mais fundamente na noite e na névoa!”.

Não concordo com todos os pensamentos de Nietzsche, mas reconheço muitas verdades duras em seu discurso. Sei que muitos irão automaticamente acusá-lo de ter ficado louco, ignorando sua doença física. Sei também que alguns vão tentar desqualificá-lo por uma injusta associação ao nazismo, mais por culpa de sua irmã que por suas próprias idéias, já que seria estranho associar ao nazismo quem afirmou que “chama-se Estado o mais frio de todos os monstros frios”. Mas nada disso importa. Um bom argumento independe de quem o fornece. É mais importante as pessoas focarem em o que é dito do que em quem disse. E o fato é que as palavras de Nietzsche não deixam de suscitar uma boa reflexão sobre os deuses que os homens parecem ter criado para suportar suas próprias fraquezas. Ou então sobre um foco mais egoísta na própria felicidade, em vez de viver enaltecendo o sofrimento próprio em prol de terceiros ou de outra vida qualquer. Afinal, “é a minha felicidade que deveria justificar a existência”. Assim falou Zaratustra.

33 comentários:

Marco Aurélio Antunes disse...

Retiradas as citações, o seu artigo se resume a dois parágrafos. Qualquer bobalhão cita Nietzsche. Você deveria ler muito mais sobre Nietzsche e sobre filosofia antes de escrever artigos desse tipo. Se você ainda não é capaz de interpretar o pensamento de Nietzsche de forma original, o melhor é ficar quieto.

Sergio Oliveira Jr. disse...

Não minha flor, quem tem que ficar quieto é vc por não apresentar nada melhor e ainda criticar o autor por estar escrevendo algo totalmente pertinente.

Deus possui milhões de formas, nomes e significados. Deus é uma coisa totalmente subjetiva. Cada um tem o seu Deus e de acordo com a lei deve ser respeitado.

O que é triste é ver tanta gente acreditando em coelhinho da páscoa, papai noel, milagre da santa no vidro, igreja universal, igreja renascer, médium psicografando coisas que foram perguntadas meia-hora antes numa entrevista, pessoas se aproveitando da condiçao desesperada de pessoas que perderam um ente querido, mãe diná, e essas coisas.

Mas é isso aí... Em terra de cego quem tem um olho só é maluco...

Rodrigo Constantino disse...

Mas Marco Aurélio, quem foi que disse que eu tinha a pretensão de falar algo originar sobre Nietzsche? Apenas considerei adequado divulgar suas principais idéias sobre o tema, e meu esforço foi apenas de compilar os trechos que achei melhores do livro. É um panfleto, melhor para quem ainda não leu o livro. Nada mais.

Rodrigo

Aguinaldo Pavão disse...

Parabéns, Rodrigo Constantino. A meu ver, você venceu com folga o debate. Acredito que os “Diálogos Sobre a Religião Natural” de Hume são extremamente valiosos para se discutir Deus e a religião numa perspectiva mais argumentativa que a de Nietzsche. Considero Nietzsche, no fundo, um pregador. Mas você tem razão em assinalar que ele traz elementos importantes para se pensar.

AGUINALDO PAVAO
Prof. Filosofia UEL

Anônimo disse...

Constantino, ainda aguardamos a refutação do artigo do Olavo (Constantinus Rodericus Grammaticus).

Outra coisa, você ainda nega que o Voltaire era anti-semita ou vai ficar se fazendo de sonso?

Aliás essa sua última fuga sua, foi porque viu que ia perder o debate de novo?

Viand Milliner disse...

Viand Milliner said...

é isso aí, Constantino! Dá-lhe neste pulha deste Nietzsche que, ainda que não cresce em Deus, também não crê no indivíduo! Eu sugiro que algum blog, o seu, o do Olavo de Carvalho ou o do Rei Naldo Azevedo encha de porrada este coitado deste coletivista traduzido de filósofo. Nietzsche disse que não acreditaria em um Deus que não soubesse dançar (isto está no "...Zaratu...", então acho que uma religião na qual Deus dançasse, como um culto religioso ao espírito de Fred Astaire, por exemplo ou ao provável culto de Michael Jackon quando este morrer (espero que não sacrifiquem criancinhas nos seus rituais) poderiam ter Nietzsche nas suas hostes de adoradores.

Olavo, Constantino, não briguem, vocês estão no caminho de uma grandeza sem tamanho e juntos. Como você pode deixar uma coisa tão desimportante quanto Deus interpor-se entre você e este gigante que é Olavo de Carvalho?

Sérgio Simas disse...

Texto fraquíssimo. Curioso ver alguém que nunca leu filosofia escolástica falar mal (o mesmo seria se falasse bem) da religião. Antes de ter uma excelente idéia da Bíblia, de São Tomás, São Boaventura, qualquer coisa que você escrever, Rodrigo, será fraca. Você vive de idéias soltas de 'liberdade', 'fanatismo' etc. Você tem boa capacidade de raciocínio, mas sua cultura não permite uma discussão válida. Infelizmente para você. Antes de discutir sobre determinados assuntos, tome consciência das suas limitações sobre filosofia e religião, ou então você parecerá uma criança entre adultos - não que eu ache Olavo um adulto, mas ele tem um conhecimento muito maior que o seu nesses assuntos citados. Um abraço.

Anônimo disse...

Rodrigo, parabéns, a pueril irritação do Olavo é sintomática da falta de argumentos, o Olavinho se deu mal. Você é absolutamente honesto em relação às suas idéias e em relação ao que escreve. As críticas que foram feitas a você são meras aleivosias desacompanhadas de idéias ou contraponto, vindas de pessoas que certamente estão com uma ponta de inveja por não terem qualquer bagagem ou capacidade de raciocínio para argumentar. Qualquer pessoa que concorde absolutamente com o Olavo, com você ou com quem quer que seja, é alguém que perdeu a capacidade de pensar, um imbecil mesmo. Obrigado pela reflexão trazida pelos seus textos. Morte aos recalcados que não conseguem articular suas próprias idéias rsrsrsrs

Anônimo disse...

Por falar em recalcado, bela a foto supra do Marco Aurélio Antunes huahuahauh, sobre isso sim deveria haver censura, tolerância zero!!!

Anônimo disse...

O resultado dessa briga toda, pra mim, é o seguinte: “nóis do povo semo ignorante sim, mais nois não é os único.” Foi xingação e carteirada pra todo lado e ficou tudo no campo do achismo. O Dr. Olavo disse que quem não for PhD no assunto não pode se manifestar em público mormente se “opinion maker” já que estaria fazendo a cabeça das pessoas de forma errada (?) e desonesta. Tá bom. Então fica assim. “Você aí que é ignorante cala a boca e segue o que Eu instruído digo, porque eu estudei e sei o que falo.” Sei. Mas aqui mesmo foram desancados e chamados de impostores, desonestos, estúpidos e ignorantes alguns dos mais célebres filósofos do passado. E aí? Se aqueles não merecem credibilidade esses merecem? E tem mais. E quem vai parar o Lulla de moldar a opinião de milhões com discursos na televisão e nos palanques? E os demais políticos? E os professores nas salas de aula? Quem vai impedi-los de se manifestarem e externarem suas opiniões com toda a autoridade que se arrogam? O Dr. Olavo? Então que tente! Os blogueiros, como o Constantino, escrevem para meia dúzia de leitores adultos e a maioria filósofos e/ou professores. Alguns dirão: “mas os exemplos não cabem porque eles não abordam temas filosóficos.” Não? Sei! Então tá. Fica assim.

Anônimo disse...

Nietzche,devido à doença,não podia se aprofundar nos estudos nem tecer longos comentários,daí a enxurrada de aforismos,dos quais podemos tirar o ouro e o estrume numa mesma página. Quanto à exaltação da alegria,esta era uma compensação à profunda misantropia e melancolia do filósofo,ele era um
"outsider" extremo,muito autodestrutivo
E não é verdade que devamos separar a vida de um filósofo de sua obra,pois,
como dizia Ortega y Gasset,"Yo soy yo e
mis circunstancias",e também que nós não somos feitos de compartimentos estanques.Você pinça "ad hoc" frases ao acaso para corroborar sua posição prévia.Filosofia e religião não são sua praia mesmo!

Marcos Monteiro disse...

Caro Rodrigo, um comentário e uma sugestão em relação ao seu texto.
1) "A ciência parte de axiomas, que são verdades evidentes por si próprias, como a existência, por exemplo". Não. Toda ciência parte de postulados, que por definição não fazem parte da própria ciência que inauguram. Isso vale até mesmo para a geometria.
2) para estimular uma discussão, porque você não escolhe uma afirmativa de Nietzche com a qual você concorde e a expõe para o debate?

José Antonio disse...

"Se vossos guias vos disserem: ‘o reino está no céu', então as aves vos precederam; se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederam. Mas o reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se vos conhecerdes, sereis conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza." (Ensinamento de Jesus segundo o evangelho de Tomé)

Creio não existir maior sabedoria numa filosofia de vida que na essência do ensinamento socrática presente no oráculo de Delfos: "Temet nosce" (conhece-te a ti mesmo). O autoconhecimento é a chave que, principalmente, abre muitas portas para o conhecimento extra-individual. Ao longo dos seus anos de poderio, as religiões vêm trabalhando cada vez mais no sentido de distanciar o indivíduo do conhecimento do seu interior, e foi exatamente com esse intento que ocultaram o evangelho de Tomé, que contrariava muitos dos posicionamentos dogmáticos da "santa" Igreja. Elas incutem na cabeça de seus adeptos lições que versam sobre a insignificância da inteligência humano perante a exterior autoridade divina. A razão para uma tal atitude já podia também ser vislumbrada em capítulos da sabedoria grega, com a obra "Prometeu Acorrentado" de Ésquilo. Antes, segundo a tragédia, vivia o homem na total desordem, alheio ao poder dos deuses, até que apareceu o deus Prometeu para roubar o fogo de Zeus e entregá-los aos "efêmeros". Mas o fogo a que Ésquilo se referia, era o domínio das técnicas (agricultura, criação de animais, construções etc), a inteligência que iria conduzir o homem à libertação. A mensagem arquetípica do mito então fica clara: o uso coerente dos determinismo é a fonte de libertação humana. Isto vai na contra-mão do que vemos por parte de certas pessoas como uns "olavetes". Se amarmos e conhecermos primeiramente a nós mesmos, passaremos a adquirir a consciência do "nada sei" a lá Sócrates, e este será o primeiro passo no sentido da sabedoria.

Ao amigo "Aguinaldo Pavão", diria que, acima de tudo, todos nós ganhamos com o debate. Parabéns Constantino pela postura adotada! Teve coragem para expor suas idéias e capacidade para defendê-las.

R.G.S disse...

Rodrigo,

Cara, com toda sinceridade. Essa sua empreitada contra o fanatismo foi um erro. Cada problema ao seu tempo, é fato que ignorância e religião andam de mãos dadas. Num país com mais da metade da população composta por analfabetos funcionais, é de se esperar que você seja apedrejado ao questionar a "fé".

E neste ponto você vacilou, pois acabou pisando nos calos de um aliado importante na luta contra o esquerdismo: os conservadores. O monstro maior do momento é o PT, PSDB e cia, as raízes da idiotologia esquerdista brasileira. E, quando os liberais dizem que o crime é culpa do indivíduo, que o antiamericanismo exacerbado é uma asneira, que a política econômica atual nos leva para o precipício e que a esquerda é autoritária por natureza; os conservadores nos apóiam. Não da para atacar todas as cobras ao mesmo tempo, você acaba enredado.

Continue escrevendo, você é bom :)

pedro disse...

Não há futuro algum em qualquer forma de união entre liberais e conservadores. O liberalismo nunca apelará ao jovem, enquanto for injustamente associado ao pensamento supersticioso, moralista, autoritário e truncado do conservador.

augusto disse...

"São só dois os leitores que reclamaram, mas não custa: pedem-me para corrigir o suposto erro “entre mim e eles”. Não corrijo, não. Porque está certo. Errado, caros, seria “entre eu e eles”. “Entre” é preposição. Para ficar nos exemplos, sem cacetear com teoria gramatical, lá vai. Eu jamais poderia dizer: “A regra gramatical é essa; não depende de eu”. Esse “de” aí também é uma preposição, como “entre”. Agora, se o pronome for sujeito de uma outra oração, aí a coisa é diferente: “A regra é essa; não depende de eu querer ou não”. Ou: “Há uma grande diferença entre eu querer mudar a gramática e eu poder mudar a gramática”."


vc até pode continuar a criticar a "fé cega" mas bem q poderia repensar seu "ateismo cientifico", rs

Daniela Mann disse...

Cheguei aqui através do blog do Onildo!
Beijinhos da Daniela

Anônimo disse...

Um bom argumento para ser utilizado no orkut , é o fator psicológico dos participantes da comunidade do Olavo. Se você tem ou não razão, Constantino, é uma outra questão que não discutirei, pois você com a sua opinião, eu com a minha, naturalmente. E isso me basta. Mas, lembre-se que boa parte dos que apóiam cegamente o Olavo o fazem por preferirem enxergar um "pai" batendo no filho do que um "irmão" batendo no "pai". Você é jovem, igual a maioria que lá está. Reflita sobre isso.

Sáfar disse...

"Todo mito é perigoso porque induz o comportamento e inibe o pensamento. O cientista virou um mito. Existe uma classe especializada em pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Antes de mais nada, é necessário acabar com o mito de que o cientista é uma pessoa que pensa melhor que as outras" (Rubens Alves)

Anônimo disse...

"Cientistas, homens comuns, como todos os outros; freqüentemente querem que os outros acreditem que estão voando, quando na realidade só estão dando pulos coreográficos (Kierkegaard) ..." Hehehe...

Sáfar disse...

Lembro-me da fascinante proposta de Uexküll, que, ao que me consta, ainda não foi explorada pela ficção científica. Uma pena ... Ele se pergunta sobre o que é a realidade, para cada animal. Se os animais fossem filósofos ou cientistas, que é que diriam? Que evidências aceitariam? As evidências para um coelho seriam as mesmas evidências para um tigre? Uma borboleta descreveria o mundo da mesma forma como uma minhoca? Impossível. Nossos órgãos sensoriais, nossos esquemas de interpretação, nossas avaliações das evidências são relativas aos nossos organismos. O mundo da borboleta é construído à sua imagem e semelhança. Ela não verá as coisas que não lhe interessam. O mesmo acontecerá com a minhoca. E se a comunidade dos bichos resolvesse escrever uma Enciclopédia interanimal da ciência unificada? Como é que as amebas reagiriam quando as borboletas lhes falassem do néctar das flores?
Roszak conta a estória de uma comunidade de sapos que viviam no fundo de um poço e de lá nunca haviam saído. Recebiam sempre a visita de um pintassilgo que lhes falava de árvores, montanhas, fontes cristalinas... Mataram o pintassilgo, um louco, cujas proposições eram sistematicamente contraditadas pelo teste intersubjetivo da comunidade sapal.
Uexküll conclui que há tantas realidades quantas formas orgânicas.
“Mas, e a realidade mesma, por detrás do relativismo de todas as interpretações?”
Teríamos de voltar à modéstia de Kant:
A coisa em si, além da atividade pela qual o sujeito a agarra e constrói, permanece para sempre além do conhecimento ...

O X disse...

“As criações científicas (...) não são apenas representações dos assim chamados eventos externos, mas arranjos para servir à nossa necessidade humana de coerência” (Lecky, op. cit. p. 75).
Teorias são amantes,
objetos do amor,
visões beatíficas do mundo,
filhas da paixão intelectual.
Numa carta que Freud escreveu a Einstein em 1932, ele se perguntava:
“Não será verdade que cada ciência, no fim, se reduz a um certo tipo de mitologia?” (Citado por Rieff. Freud: The Mind of the Moralist. p. 224).
Não se equivoquem. Mitologia, aqui, não é sinônimo de fábula. O mito é uma construção simbólica a que se liga o destino de comunidades e povos. Todas as vezes que uma teoria morre, tocam os sinos e escreve-se o obituário de um mundo, bem como de todos os sacerdotes que o serviam: velhos cientistas – compreende-se que eles se recusem a se converter às teorias novas. Amores novos não combinam com a dignidade dos velhos. Será necessário que eles morram para que a nova teoria triunfe, queimando velhos manuais, mudando a linguagem, invadindo laboratórios, descrevendo novos mundos, construindo novos panteões ... Não deveria ser assim se as teorias fossem neutras e se os métodos carregassem consigo a clareza.das evidências. Acontece que o desejo puro de saber é muito fraco frente ao desejo impuro de viver. É do desejo que brota a resistência. Para que houvesse um cientista dócil perante as evidências, seria necessário que o seu intelecto tivesse sido castrado de sua capacidade de amar. Morram os fatos. Viva a teoria!

Anônimo disse...

O Olavo,que escorregou feio no princípio da refrega,agora "baixou a bola" e esclaresceu o MÉTODO RODRIGUEANO de "debater" sem jamais correr o risco de ser derrotado.Parece-me que o Constantino precisa escrever tanto,em tantos blogs,atacando com autoridade suprema todo e qualquer assunto,AD MAIOREM GLORIAM RODERICUS.
Leiam a Parte 3 da contestação do Olavo ao Rodrigo,de longe a melhor,e concluam por si mesmos.

Mario disse...

Rodrigo,

É até possível aceitar sua "cruzada" contra o fanatismo religioso, porém, é possível perceber muito de seu fanatismo materialista também.

É muito engraçado que tenham aberto uma discussão sobre qual dos 2 lados é (mais) aberto a críticas ou contestações, se a ciência ou a religião, o que depende do indivíduo.

Uma sugestão que faço a todos: abram-se para RECEBER TODA E QUALQUER INFORMAÇÃO! PESQUISE!

Minha experiência pessoal: enquanto fui apenas cientista (com orgulho dizia ser cartesiano), muita coisa era de dificílima compreensão e entendimento. Por exemplo, a famosa equação de Einstein (E=mc2) diz que a energia é uma transformação da matéria, mas, que também o contrário é verdadeiro. Ora! Como algo impalpável pode transformar-se em algo palpável?

Estudando o espritualismo (não os dogmas espíritas) ficou muito fácil entender a lógica da equação.

Não é só! Ficou fácil entender que Adão e Eva são simples metáforas, por que e para que. Ficou fácil entender uma questão que tanto aflige você, Constantino, a respeito da gravidez da Virgem Maria.

Tudo com muita lógica... CIÊNCIA!!!

Continuo sendo um cientista, porém, com muito mais conhecimentos para entender a lógica.

Ricardo Froes disse...

Gozado que tem de tudo por aqui, menos "contras" que argumentem com lógica. "Texto fraquíssimo", aprenda tomística, leia escolástica, " tome consciência das suas limitações sobre filosofia e religião", seriam excelentes conselhos e críticas se viessem acompanhados de algum cartão de visitas, como uma boa constestação ao que foi dito sobre Nietsche. Tem gente que descobriu até que Adão e Eva são simples metáforas e passou a entender mais ciência pelo estudo do espiritualismo!

Ora, façam-me o favor! Comentem com algum discernimento! Se isso aqui fosse um palanque do PT, até que se justificariam as negativas veementes sem sustentação, mas falar de filosofia como se torce pelo Flamengo é dose!

malheiros disse...

Opinião
21/02/2007 - 19h00
Assim falou Zaratustra
Rodrigo Constantino - Parlata

Considero que minha "cruzada" contra o fanatismo religioso foi útil, pois despertou intensos debates sobre o tema, o que sempre leva a uma saudável reflexão. Não dos fanáticos em si, claro, mas o alvo não era este, já que, como disse Thomas Paine, "argumentar com uma pessoa que tenha renunciado ao uso da razão é como dar remédio para os mortos". Espero que tenha ficado claro que luto contra o fanatismo, não contra qualquer pessoa religiosa em si. E pela reação de muitos, notei como ainda existem fanáticos, pessoas que realmente acreditam que antes da Bíblia nada de bom existia ou que são incapazes de questionar seus dogmas e criticar sua religião. A ciência parte de axiomas, que são verdades evidentes por si próprias, como a existência, por exemplo. Enquanto isso, as religiões partem de dogmas, que são "verdades" impostas que devem ser aceitas indiscutivelmente. Como considero as discussões calcadas nos argumentos fundamentais para a evolução humana, fica claro qual postura acho mais adequada.
Pois veja, concordo com você contra o fanatismo, qualquer fanatismo. Qualquer fanatismo é letal, seja qual for sua origem. Mas já não concordo quando você afirma, generalizadamente, que “as religiões partem de dogmas”. Nem sempre, nem todas. E, certamente, nem todos os religiosos baseiam sua fé em dogmas. Temos cérebro (gerado pela criação ou pela evolução), podemos raciocinar e concluir, mas também podemos, com o mesmo cérebro, sentir e acreditar. Sentir e acreditar seriam, então, funções cerebrais incompatíveis com a evolução humana? Vergonhosos atributos, que precisamos sufocar? Sua afirmação não configuraria um certo “fanatismo científico”?
Este artigo, com o qual pretendo finalizar esta luta inglória contra o fanatismo, será baseado num filósofo ainda mais virulento que Voltaire nas críticas religiosas. Não necessariamente endosso todas elas, mas as considero úteis para estimular uma reflexão. Antes disso, porém, cabe desfazer um mal entendido que possa ter ficado sobre o artigo que deu origem a esta empreitada, justamente sobre o livro de Voltaire. Alguns interpretaram a seguinte passagem como anti-semitismo do autor e, por conseguinte, meu: "Como eles [judeus] mesmos reconhecem, são um povo de ladrões que carregam para um deserto tudo o que roubaram dos egípcios". Esta frase foi tirada de um contexto o qual Voltaire está claramente condenando as fábulas judaicas, alegando que quem nelas acredita literalmente, e aplaude, está enaltecendo um povo ladrão. Tanto que logo em seguida ele compara isso com as fábulas dos gregos, considerando-as mais suaves. Quem me conhece sabe que eu jamais seria um anti-semita. Em primeiro lugar, tratar todos os judeus como um grupo monolítico é típico de coletivistas, e sou um individualista. Em segundo lugar, tenho inúmeros artigos defendendo a posição de Israel na questão da Palestina, ou expondo o critério injusto de julgamento contra os judeus, especialmente na mídia. O rótulo de anti-semita simplesmente não cola em mim. Mas vamos a Zaratustra de Nietzsche!
Os ataques de Nietzsche às religiões em geral e ao Cristianismo em particular são bastante ácidos. Nietzsche começa afirmando que todos os deuses não passam de criações humanas: "Ah, meus irmãos, esse Deus, que eu criava, era obra humana e humana loucura, como todos os deuses!". Entre os motivos para tal criação, ele diz: "Enfermos e moribundos, eram os que desprezaram o corpo e a terra e inventaram o céu e as gotas de sangue redentoras". Para o filósofo, o desejo de morrer é que faz voltarem as costas à vida, e desprezarem o próprio corpo. "Há uma inconsciente inveja no vesgo olhar do vosso desprezo", afirma Zaratustra. Para esses pregadores da morte, o recado não poderia ser mais duro: "Tratai, portanto, de que cesse essa vida que é somente sofrimento!".
Primeiro: lutas contra o fanatismo jamais serão inglórias. A glória está na própria luta, e no número de prosélitos que conseguimos convencer. Segundo: quais críticas você endossa, e quais você não endossa? É preciso tomar partido, ainda que sem fanatismo, ou contra ele. É fácil jogar palavras ao vento, e esperar que elas voem até desconhecidos destinos. Terceiro: é no mínimo estranho – e isso no sentido mais literal – taxar de roubo o êxodo judaico. É desconhecer – ou propositalmente ignorar, fanaticamente – o próprio contexto interno da pretensa “fábula”. E, por falar nisso, que bom que você não é anti-semita, numa época em que isso parece tão tentador, dadas as relações judaicas com os Estados Unidos, poderoso vilão de hoje.
Quarto: que tipo de acidez aguada e transparente é essa de dizer que os deuses são criação humana? Além do mais, de que enfermos e moribundos fala Nietzche? Parece que ele aplica à inteligência humana – capaz de sentir e acreditar, como mencionei acima – seu próprio preconceito fanático. Discordo do filósofo, ainda, quanto ao desejo de morrer. Há religiões que valorizam ao extremo a vida. Por outro lado, desprezar o corpo tem cheiro medieval.
Sobre o conceito do bem e do mal, Nietzsche diz: "Em verdade, foram os homens a dar a si mesmos o seu bem e o seu mal. Em verdade, não o tomaram, não o acharam, não lhes caiu do céu em forma de voz. Valores às coisas conferiu o homem, primeiro, para conservar-se". E em relação ao amor ao próximo: "O vosso amor ao próximo é o vosso mau amor por vós mesmos. Fugis para junto do próximo a fim de fugir de vós mesmos e desejaríeis fazer disto uma virtude; mas eu vejo claro em vosso ’altruísmo’. Não vos suportais a vós mesmos e não vos amais bastante: então, quereis induzir o próximo a amar-vos, para vos dourardes com seu erro. O vosso mau amor por vós mesmos transforma, para vós, a solidão em cárcere".
É talvez imprudente concordar ou discordar de um texto que conhecemos apenas por comentários alheios. Melhor faria eu se lesse o original. Mas, sinceramente, não engulo sequer os pequenos trechos que você pinçou, e os outros que já conheci, que dirá a obra toda. Por exemplo, em parte do trecho acima, lê-se “em verdade...” Isso se lê também ao longo de todo o Novo Testamento bíblico, dito, segundo consta ali, por Jesus. Será o inconsciente do filósofo pondo as mangas de fora? Sei lá. No caso, prefiro pensar em plágio consciente do que em valorização inconsciente.
Mais à frente, Nietzsche questiona: "Podeis pensar em Deus? Mas é isto que significa o vosso desejo de verdade: que tudo se transforme no que pode ser humanamente pensado, humanamente visto, humanamente sentido! Deveis pensar, até o fim, os vossos próprios sentidos! Deus é um pensamento que torna torto tudo que é reto e faz girar tudo que está parado".
Segundo o filósofo, então, Deus não pode ser “humanamente pensado... visto... sentido”? Então há um Deus acima da inteligência humana? Minha distorção é proposital – as mesmas armas do filósofo. E, pelo que sei, as religiões em geral afirmam que Deus torna reto tudo que é torto, e faz parar nossa inquietação.
Sobre o pecado original, Zaratustra diz: "Desde que os homens existem, sempre o homem se alegrou pouco demais; é somente este, meus irmãos, o nosso pecado original! E, se aprendermos a alegrar-nos melhor, será este o melhor modo de desaprendermos a fazer sofrer os outros e a inventar novos sofrimentos".
Bom, aí já estamos adentrando outras searas. Ao tempo de Nietzche, talvez não houvesse religiões que pregam a alegria. Ou melhor, as religiões conhecidas por ele. Concordo integralmente com ele – alegrar-nos é o melhor caminho. Ser felizes e fazer felizes. O próximo como a nós mesmos...
Nietzsche não poupa os templos religiosos: "Oh, olhai essas choupanas que esses sacerdotes construíram para si! Igrejas, chamam eles a tais antros de cheiro adocicado. Oh, nessa falsa luz, esse ar abafado! Aqui, onde a alma, para elevar-se à sua eminência, não tem o direito de voar! Senão que, ao contrário, assim manda a sua fé: Subi a escada de joelhos, pecadores! E não souberam amar o seu Deus de outro modo, senão crucificando o homem!".
Dois pontos. Um: novamente a questão da atualidade do discurso. Nietzche certamente estava obcecado pela Igreja Católica de sua época. Hoje, há inúmeros templos – até católicos - que são verdadeiras obras-primas de beleza, luz e limpeza. Dois: o filósofo diz antes que o homem criou seu próprio bem e mal, mas desdenha do próprio conceito ao esquecer que nem todos crucificaram Jesus, à sua época, muito menos hoje. E o fizeram justamente por não amá-lo o suficiente.
Do conceito de virtude: "Quanto mais se afundam, tanto mais ardentes lhes brilham os olhos e o anseio pelo seu Deus. Também, o grito desses, ai de nós, já abriu caminho até vossos ouvidos, ó virtuosos: ’O que eu não sou, isso, isso é, para mim, Deus e virtude!’ Com sua virtude, querem arrancar os olhos dos inimigos; e se elevam somente para abaixar outrem. Cansados de dizer: ’O que faz uma ação ser boa é ser desinteressada.’ Ah, meus amigos! Que o vosso ser próprio esteja na ação, tal como a mãe está no filho: seja esta a vossa palavra a respeito da virtude!".
Sobre as rezas: "Rezar é uma vergonha. Não para todos, mas para mim e para ti e para quem tenha a consciência também na cabeça. Para ti, rezar é uma vergonha! E bem o sabes. É o teu demônio covarde dentro de ti que gostaria de ficar de mãos cruzadas sobre o ventre e levar vida mais cômoda. É esse covarde demônio que te inculca: ’Existe um Deus!’ Com isto, porém, pertences à espécie de homens que temem a luz e que a luz nunca deixa tranqüilos; todos os dias, agora, deverás meter a cabeça mais fundamente na noite e na névoa!".
Sinceramente: puro preconceito medieval. Ainda que disfarçado de filosofia. E fanatismo, também.
Não concordo com todos os pensamentos de Nietzsche, mas reconheço muitas verdades duras em seu discurso. Sei que muitos irão automaticamente acusá-lo de ter ficado louco, ignorando sua doença física. Sei também que alguns vão tentar desqualificá-lo por uma injusta associação ao nazismo, mais por culpa de sua irmã que por suas próprias idéias, já que seria estranho associar ao nazismo quem afirmou que "chama-se Estado o mais frio de todos os monstros frios". Mas nada disso importa. Um bom argumento independe de quem o fornece. É mais importante as pessoas focarem em o que é dito do que em quem disse. E o fato é que as palavras de Nietzsche não deixam de suscitar uma boa reflexão sobre os deuses que os homens parecem ter criado para suportar suas próprias fraquezas. Ou então sobre um foco mais egoísta na própria felicidade, em vez de viver enaltecendo o sofrimento próprio em prol de terceiros ou de outra vida qualquer. Afinal, "é a minha felicidade que deveria justificar a existência". Assim falou Zaratustra.
Novamente: com quais concorda e dos quais discorda? Palavras ao vento caem por aí. Abre parênteses: nada mais comum que criticar o Estado e utilizá-lo, mesmo que como argumento. Fecha parênteses. Quanto à reflexão, claro, sempre é boa. Ao menos para nós, que tentamos não aderir a nenhum (sublinhei) fanatismo. E acho que “é a minha felicidade” que justifica a minha existência.
Tudo isso para tentar de algum modo ínfimo demonstrar que “palavras são palavras, nada mais do que palavras”, ou seja, palavras podem ser arranjadas de toda espécie de modo, justificando toda espécie de argumento, permitindo toda espécie de conclusão. São úteis, claro, porque são instrumento de nossa comunicação uns com os outros, e não podemos prescindir delas, sob pena de voltarmos aos hieróglifos. Mas o que fazemos com as idéias que elas expõem é que importa. Sem fanatismo.

Felipe disse...

É impressionante como as olavetes agridem com pseudo-arrogância (arrogância de verdade precisaria de conhecimanto...), sem nada acrescentar ao assunto.
Como poderiam, se nada tem dentro da cabeça além de um paradigma cristão conservador engessado, que só sabe acusar, sem nada aprender? Parabéns pelos artigos Rodrigo. Embora eu discorde de alguns pontos quanto à economia, e não seja propriamente contra a religião, acho importante o debate contra o fanatismo religioso, especialmente a forma mais cretina: gente orgulhosa e egoísta travestida de cristãos que querem livrar a humanidade da ignorância.
O tom "superior" dessa gente nula, bossal, é a coisa mais ridícula que tenho visto em fóruns, blogs, e portais.
Siga em frente e não se deixe intimidar por gente inútil.

Cris disse...

Olá, tudo bem??
Adorei seu blog.
Cheguei até aqui procurando frases de Nietzsche no Google, pois acabei de ler o livro (maravilhoso) "Quando Nietzsche chorou".
Parabéns, tu escreve muito bem.
Abraços!

H K Merton disse...

Nietzche morreu louco. Não se esqueça disso. Todo fanatismo leva à insanidade, seja por Deus ou pelo não-Deus.

Valmir disse...

Não gostei .Lutar contra o fanatismo já é um fanatismo. Lê Nietzsche é um saco .Eu nâo consequir lê Assim Falou Zaratustra por inteiro . Existe fragmentos que valem apena como o andarilho do livro Humano , demasiado humano.
Não gosto da postura que muitos adotam de se fecharem para certas idéias ostentando certezas e verdades ditas indiscutíveis,como aqueles que pensavam que o homen era o centro do universo e que o mundo girava em torno de si , existe quêm considera uma ameaça tudo quanto afete essa sua consciência certinha (como escreveu Hermann Hesse) recusando que lhe chamen a atenção ou ensinem qualquer coisa , sente concretamente o contato com as realidades que o cercam. E, instintiva e amargamente, afasta-se de todos quantos vê perderem de algum modo o sentido da realidade das coisa: os videntes,os filósofos,os gênios ,os profetas,os loucos.

Anônimo disse...

"Oh .. Filósofos da verdade, advogados dos próprios preconceitos".(cf. Nietzsche)

Que porra é essa? Esse bando de filósofos idiotas ... idólatras da verdade, metafísicos descarados ...
Aqui só tem isso!! um monte de comentários sem fundamento .. e para minha surpresa ... um professor de filosofia patético !!!!
"Aliás essa sua última fuga sua, foi porque viu que ia perder o debate de novo?"

Ganhar um debate !!! Eis seu objetivo estéril. Acho que não aprendeu muito no curso de filosofia, e se aprendeu ... ainda bem que nçao cheguei a fazer tal curso !!!! pretendo afirmar as minhas verdades ... e não impô-las as ninguém !!!

Rodrigo !!! Parabéns pelo artigo !!! Liberdade para falar, pensar, viver.

Não é por nunca ter visto um ET que me impede de falar sobre extraterrestres ...

H K Merton disse...

Nietzche morreu louco. Não se esqueça disso. Todo fanatismo leva à insanidade, seja por Deus ou pelo não-Deus.

Sara Modenesi disse...

Rodrigo,

Sou evangélica, e sem fanatismo, uso de argumentações para discussõs para os mais diversos temas, principalmente agora, em ano de vestibular.
Passando apenas para agradecer a sua crítica. Está sendo muito útil na minha pesquisa escolar. Mas continuo crendo que Nietzche morreu por insanidade (salvo também pela sífilis), afinal, passar todos os suas últimos dias trancado em um quarto significa o que mais senão uma loucura? E olha que eu bem sei o que é ser louco.
Beijinhos.