terça-feira, fevereiro 13, 2007

Fides et Ratio



Rodrigo Constantino

“So convenient a thing it is to be a reasonable creature, since it enables one to find or make a reason for everything one has a mind to do.” (Benjamin Franklin)

De todos os absurdos que observei nas reações passionais aos meus artigos sobre religião, o que mais me chocou foi a impressionante tentativa de alguns em inverter o fato de que a ciência está mais aberta à crítica que a religião. Que havia algum debate dentro do Cristianismo, é fato. Que dentro do suposto campo científico existe o “cientificismo”, um embuste que não respeita o método científico, é fato também. Mas chega a ser risível comparar a disponibilidade e estímulo ao debate dentro do campo científico com o que ocorre nas religiões de forma geral. Afinal, duvidar e questionar da própria fé já pode ser considerado pecado em alguns casos. Na ciência, como Popper sempre defendeu, as teorias pedem para ser refutadas, e o método científico consiste justamente nisso.

Será que Maomé pedia para ter seus dogmas questionados? Os muçulmanos, de forma geral, estão mais abertos ao debate crítico que a Royal Society? Será que os papas cristãos recebiam com satisfação duras críticas aos dogmas de sua fé? Não vamos esquecer que o mito do Pecado Original declara que o homem comeu o fruto proibido, da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Deus havia ameaçado Adão, sob pena de sofrer com sua ira. Nem mesmo a pergunta inocente do que era o bem e o mal agradara Deus. No Jardim do Éden não havia espaço para questionamentos e conhecimento humano. Não havia lugar para a razão! O castigo para o homem foi o trabalho, posto que ele teria que arrancar com seu suor o alimento da terra. Adão e Eva perderam a pureza, que por esta ótica, nada mais é que ignorância absoluta e obediência cega, sem questionamentos. Eis o que alguns consideram um estímulo ao debate aberto em busca do conhecimento verdadeiro!

Quem pode ignorar que a Igreja Católica criou a Inquisição e o Index Librorum Prohibitorum? Por acaso é uma postura adequada de quem defende o debate proibir a leitura de livros, sejam quais forem? Não parece a postura de ditadores socialistas que mandam queimar livros de autores liberais? Alguém imagina um cientista indo para a fogueira por questionar a teoria do “Big Bang”? Algum livro é vetado no meio científico, sob pena de punição para quem for pego com ele? O objetivo do Index era prevenir a corrupção dos fiéis. E isto pode ser comparado com a postura dos cientistas, por acaso? Isso lembra Hitler proibindo o livro de Mises, isso sim!

Olavo de Carvalho, um dos que inverte a postura entre a religião e a ciência, minimiza a polêmica, afirmando em um debate do Orkut que “toda e qualquer organização tem o estrito direito de exigir que nas suas escolas seja ensinada a sua doutrina e não outra qualquer”. Ou seja, para ele “não há nenhuma intolerância nisso”, já que “o Index é precisamente isso, nada mais”. Nada mais? Um índice de livros proibidos que durou até a metade do século XX não é nada demais e nem demonstra intolerância ao debate? Em 1948 ainda existiam cerca de quatro mil livros proibidos. Não é censura? Não é espantoso que autores como Galileu, Copérnico, Maquiavel, Erasmo de Roterdã, Espinosa, Locke, Pascal, Hobbes, Descartes, Rousseau, Montesquieu, Hume, Voltaire, Victor Hugo e Kant tenham pertencido a lista? Não é uma evidência de que o obscurantismo andava lado a lado com a fé dogmática? Curiosamente, o famoso livro de Hitler, Mein Kampf, nunca fez parte do Index, lembrando que Hitler se considerava cristão.

O falecido Papa João Paulo II, cuja postura era admirável em vários aspectos, tentou conciliar a fé e a razão na Encíclica Fides et Ratio. Não convenceu, na minha opinião. Em determinado trecho, ele diz: "As vias para chegar à verdade continuam a ser muitas: mas, dado que a verdade cristã tem valor salvífico, cada uma delas só pode ser percorrida se conduzir à meta final, ou seja, à revelação de Jesus Cristo". Ora, vários métodos da busca da verdade são possíveis contanto que todos eles levem à revelação de Cristo? Isso me parece mais uma racionalização de emoções já existentes. O indivíduo sente algo, acredita em algo a priori, e parte para uma tentativa de justificar esta crença buscando coisas que confirmem o que ele deseja que seja verdade. Isso é bem diferente da postura científica séria, onde os cientistas honestos partem de uma tese e tentam buscar dados que contradigam-na. A mente humana costuma buscar confirmações para aquilo que já acreditava antes. Poucos são os que realmente desafiam suas crenças, procurando justamente aquilo que possa derrubá-las, provar seus erros. Não pode restar muita dúvida de que é na ciência, mesmo com seus defeitos, que encontramos com maior freqüência esta postura e este método, enquanto nas religiões vemos, normalmente, a necessidade de acreditar falando mais alto que o desejo de realmente conhecer.

50 comentários:

augusto disse...

Constantino fora o absurdo dos padres comunas-marxistas acho q o resto é light

nem eles acreditam ou se esforçam q os fiéis acreditem na origem da vida como Adão e Eva

e outra, vc não acredita em vida após a morte. Morremos e acabamos?

Para onde vamos?
Acho q é nessa pergunta q está a origem de todas as religiões.

C. Mouro disse...

Desejo de igualdade – 13 – 02 – 2007 -- C. Mouro

Um indivíduo inseguro, receoso de não corresponder àquilo que valoriza, tende a tomar a mera opinião alheia como referência para a sua. É um mecanismo subconsciente, onde o organismo tenta se defender, afastando de si aquilo que o incomoda. E, percebendo que é mais fácil iludir aos outros que a si mesmo, subconscientemente ele opta por super valorizar a opinião alheia, ambicionando manipula-la em próprio benefício, para através dela tentar manipular a própria opinião sobre si.

O medo de julgar-se inferior produz o medo das comparações desfavoráveis. Assim, em sua insegurança, ele ambiciona reduzir todos a sua dimensão, uma vez que considera mais difícil elevar-se.
A potência material, a riqueza, é de grande visibilidade, algo facilmente percebido pelo meio em que está inserido. De forma que se a riqueza for algo que presuma méritos, ele odiará a riqueza maior que a sua. Pois ela exibirá ao meio os méritos dos indivíduos mais ricos que ele. Então, se inconforma-se com sua capacidade de ostenta-la, de igualar-se aos mais ricos, ele passa a abomina-la como critério para reconhecimento de méritos. Na verdade apenas um tipo de mérito. Contudo, a riqueza por si só não presume qualquer mérito, como o reconhece Sócrates, que afirmou que o mérito está na capacidade de criar riqueza e não na simples posse desta. Ou seja, efetivamente a riqueza pode atribuir mérito, um tipo de mérito. E sendo facilmente apreendida torna-se um incomodo para os inseguros, que se incomodam com os méritos alheios. Assim, tal indivíduo ambiciona que tal evidência não fique exposta à contemplação geral, e ambiciona impedir que aconteça. Isso é motivado pela vaidade, que é o apreço exagerado pela opinião alheia (que tanto almeja manipular). Assim, surge a inveja, ou ódio pela diferença a si desfavorável. Deste modo, o invejoso dará grande valor às aparências, tentando superar as diferenças ante outros – o caso do sujeito que sacrifica benefícios menos perceptíveis ao meio para ostentar os mais fáceis: sacrifica-se para ostentar um belo carro, por exemplo. E assim, odiará aquele que, em sua mente deformada pela inveja, é o culpado deste seu sacrifício. E mais ainda o inculpará se nem mesmo lhe for possível assemelhar as aparências. Isso faz com que não só ambicione excessivamente a riqueza para si, como também ambicione reduzi-la nos outros, em próprio favor: não só ambiciona a própria riqueza, mas também ambiciona a pobreza alheia. Podendo assim ser “pago” ou corrompido de duas formas: com riqueza para si e com pobreza para os outros. Ou seja, tanto apreciará aqueles que lhe forneçam a riqueza quanto aqueles que empobreçam os outros, sobretudo os mais ricos e principalmente os ricos meritórios, aqueles cuja visível capacidade de criar riqueza lhes garanta inquestionável mérito: não se importarão tanto com os ricos sem mérito, sobretudo se tal for perceptível, mas seu ódio será imenso contra os meritórios. Esse tipo de coisa é o maior trunfo do socialismo.
Facilmente percebemos que socialistas não invejam seus líderes milionários, não os odeiam, não se importam com governantes ricos em países pobres, embora muito se importem com empresários ricos em países ricos. Entendem que os governantes que vivem nababescamente não podem a si ser comparados, nem possuem mérito em usurpar pela força as riquezas alheias, sobretudo se atuam no sentido de empobrecer os ricos que consideram iguais a si. Ou seja, querem a igualdade material apenas entre os que julgam iguais a si, com as mesmas oportunidades, dentre o povo comum.
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Os estóicos preconizavam que os indivíduos não se entregassem às emoções, resistindo a elas através da razão. A moral estóica abominava a inveja e via na riqueza algo desejável, importando-se muito com o meio de adquiri-la e não com ela. O rico Sêneca não via motivos para envergonhar-se da riqueza, embora não a tivesse como motivo de orgulho*, mais valorizando outras questões.

Contrário à visão estóica, o cristianismo afagou a inveja dos inconformados, atribuindo demérito à ambição por riqueza, chegando mesmo a considera-la um vício. A ponto de, em sua moral, valorizar os pobres por serem pobres e menosprezar os ricos por serem ricos; pelo menos no que tange ao senso comum que inspirou.
A condenação cristã aos desejos de bem estar “da carne” aliciou os invejosos para tal ideologia.
O cristianismo atuou em conformidade com a inveja, pois que condenou a ostentação não só da riqueza, mas também a ostentação do sincero orgulho individual, daquele que ama-se por estar em harmonia consigo; preconizando a humildade como um valor moral – ora, um deus é o dono da verdade, suas opiniões e anseios representam a “verdade absoluta”: a opinião de um deus não é subjetiva, é objetiva. Afinal, “reles humanos” não estão a altura de um deus, não podem julga-lo em suas opiniões. Desta forma, a condenação moral à ostentação do que pode ser percebido como mérito foi como uma brisa fresca para os inconformados com as diferenças facilmente percebidas. Além disso, tal ideologia valorizou coisas facilmente simuláveis para apreensão do meio: a humildade e a bondade.

Ao exaltar, como um mérito moral, a facilidade de perdoar, o cristianismo também aliciou aqueles que, não afeitos ao auto controle preconizado pelos estóicos, ambicionam não só o perdão de seus pares como também o perdão moral. Já que a moral é o meio pretensamente objetivo de julgar o comportamento humano - a moral ideológica é considerada objetiva para seus adeptos.
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Para o momento é o bastante para minha pretensão. Pois o objetivo é expor a vontade dos inconformados com as possíveis comparações, de igualarem todos a si.

Percebemos que os socialistas e marxistas, em sua ideologia, ao serem comparados a uma religião, tendem a afirmar que os liberais (sentido libertário, filosofia que defende a liberdade) também seguem uma ideologia ou religião. Afirmam que o “deus” liberal é o mercado: querem nivelar os liberais a si. Esquecem que um deus é um provedor que concede favores, a quem basta pedir para conseguir, e o mercado nada faz por ninguém. No mercado é o próprio indivíduo que deve agir, e nada se pode pedir ao mercado. Já que é apenas um ambiente onde indivíduos interagem, e não uma entidade capaz de prodígios. Já o Estado/governo é uma entidade poderosa, capaz de verbalizar sua vontade para determinar unilateralmente o que é certo e errado para a comunidade. Bem como capaz de conceder favores e alterar o curso natural segundo sua vontade – o mercado não tem vontade. Há mesmo aqueles que em nome de uma pretensa objetividade entendem a “praxis” como consgradora, desprezando a teoria, a argumentação lógica, como algo irrelevante, pífio, para a realidade. Com isso acalentando a idéia de que aquilo que puder ser instituído pelo governo será a verdade do momento. Por exemplo, aqueles que consideram que o direito deriva dos consensos estatais, práticos, e não de concepções lógicas. E assim almejam se fazerem governo para estabelecerem suas preferências como expressão do direito. Chegando ao absurdo de considerar que direito se relaciona com garantia prática, e até com a subjetividade de seus deuses (dos porta-vozes de deus), deturpando a idéia de direito natural.
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Também os ideológicos das religiões anseiam por igualar os ateus a si – nivelar por baixo – e dizem ser o ateísmo ou agnosticismo uma “religião”, chegando a afirmar que o “deus” destes é a razão. Embora a razão não seja uma entidade a qual se possa pedir algo através de manifestações ou cultos. Tão pouco em tal “religião” há um “fim supremo consagrador”, nem qualquer Paraíso a justificar os meios de alcança-lo.
A liberdade não é um fim redentor, que proporcionará a felicidade para todos. Ela é o meio justo dos indivíduos se relacionarem, e a razão entende que haverão infelizes na liberdade. Ela não produzirá “Utopias” onde um alegado “bem comum” se realizará, ela apenas é justa, é um direito de todos os indivíduos: ela é um meio justo de se viver, e não um fim a que a vida deva se submeter para atingir um estado de prometida felicidade coletiva; a liberdade é individual, seu caráter é negativo (ausência de coerção e opressão).

Um abraço! ...e, zéfiní!
C. Mouro

Anônimo disse...

Seus textos são gigantescos!

Tem como resumir em um parágrafo da próxima vez?

Vamos ser objetivos porque poucas pessoas terão tempo de ficar meia hora lendo o seu livro.

Anônimo disse...

Mensagem anterior para o C.Mouro!

Flamarion Daia Júnior disse...

Rodrigo,

Você, o Janer, o Olavo e os comunistas, pelo que vejo, não sabem realmente o que é censura. Censura é quando um governo proibe que algo seja divulgado. Se o Zero Hora veta um artigo do Olavo, isso não é censura. Se o Mídia Sem Máscara veta um artigo do Janer, isso não é censura. Se a mídia burguesa não quer divulga manifestos comunistas, isso não é censura. E se a Igreja Católiva faz uma lista de livros proibidos a seus fieis, isso não é censura. E se você quiser deletar meu comentário, isso também não seria censura. Você manda em seu blog.

Se um governo proibe um livro de ser divulgado no território sub sua jurisdição, aí sim é censura.

Jpaulo disse...

Sr. Rodrigo, não sou "olavete" muito menos "rodriguete", não participo de nenhuma comunidade ou blog, sou um cidadão comum que quando posso visito alguns "sites". Vou procurar ser breve e claro ao mesmo tempo.
Vi que é formado pela PUC e com MBA, parece-me jovem e saudável, e provavelmente seus pais lhe dão ou deram uma ascensão facilitada à sociedade. Pelos textos que escreve o Sr. faz muitos questionamentos, sinal que possui muitas dúvidas.Afirma ser ateu, lógico então, não conhecer como funciona as religiões, generaliza todas e todos os crentes religiosos: "MAS CHEGA A SER RISÍVEL COMPARAR A DISPONIBILIDADE E ESTÍMULO AO DEBATE DENTRO DO CAMPO CIENTÍFICO COM O QUE OCORRE NAS RELIGIÕES DE FORMA GERAL" apenas citei essa. Como citei acima vc nunca deve ter experimentado a dor ou necessidade de um modo geral. A maioria das pessoas no mundo vive na miséria ou abaixo dela. O Sr. já imaginou-se um dia sem amigos, dinheiro ou credibilidade. Neste mundo basta ficar sem dinheiro e crédito que o resto desaparece.

Como já disse, sou cidadão comum, pertenço a "massa bovina", aqui a coisa funciona diferente, não temos nem o Estado nem dinheiro, vivemos cada dia, um ajuda o outro, dividimos o que temos suprimos o outro com o que nos sobra. Sei que conhece a pirâmide das necessidades humanas, e sabes o que está em sua base e sucessivamente.

Aqui em baixo Sr. Constantino, junto com essa gente, não conhecemos nenhum Voltaire, Carl Menger,Popper e outros, muito menos O Estado. Queira ou não é a Igreja que se faz presente, principalmente a Católica. Lógicamente, temos várias delas eivadas de outras finalidades como a financeira e politiqueira. Aqui a razão primeira fala mais alto,com certeza o Sr. não conhece o trabalho social desenvolvido por várias Comunidades Católicas, a mídia não se interessa em divulgar isso. Nelas não trabalha nenhum fundamentalista, mas pessoas disposta a doarem o melhor de si em prol do
próximo, e a maioria com cursos superiores, e doutorados: Médicos; psicólogos; psquiatras; dentistas. Dentre esses não identifiquei nenhum alienado ou irracional, todos alegres e tranquilos.

Imagine agora Sr., se uma pessoa perdesse tudo, tudo mesmo, e alguém estendesse a mão e a levantasse, resgatanto
sua dignidade com paciência e amor sem exigir-lhe nada. Parece mentira, mas existe.

Pela cultura que o Sr tem acredito que não tenha assistido uma comédia do Eddie Murphi, "Trocando as Bolas",a razão
é fraca diante de outras necessidades, basta recordar a pirâmide. A emoção bloqueia a razão e fé a sustenta.

Sei que algum de seus "rodriguetes" vai dizer que eu não deveria ter entrado aqui, mas diga a eles que os seus textos circulam alhures.

$ disse...

Flamarion,

Faço eco a sua ressalva contra o uso do termo "censura" discriminadamente. Fiz o mesmo comentário ao Janer, na época.

Uma ressalva à sua ressalva, no entanto. Durante a idade média, em que a Igreja Católica exercia poder de governo (diretamente pela Inquisição ou através de estados fantoches) - o Index era censura de verdade.

Anônimo disse...

Aproximar Hitler do cristianismo...bem,
aí você extrapolou de vez.O seu objetivo é apenas provar a superioridade de sua "religião",a da
"déesse raison",e exterminar tudo que não for "científico"(com aspas).Você não quer debate,então fique com o auê e as ovações de suas "rodriguetes"!

Rodrigo Constantino disse...

JPaulo, até que para um membro da "massa bovina" vc escreve bem!

Mas falando sério, seu comentário é sensacionalista. A virtude não é monopólio da Igreja, nem de perto. A solidariedade não depende da Igreja Católica. Indivíduos podem ser solidários sem fé divina. E a Igreja ajuda em parte pois é muito rica, o que já me parece uma hipocrisia.

Anônimo, não fui eu que aproximou Hitler do Cristianismo. Era ELE mesmo que se considerava um. Eu apenas levantei o fato do seu livro, Mein Kampf, não ser um dos proibidos pelo Index, enquanto Voltaire, Hume, Kant e até Victor Hugo foram vetados. Não acha isso curioso não?

Rodrigo

Jpaulo disse...

Obrigado pelo elogio, é obra da fé acredite. He!he!...
Concordo que a solidariedade não depende da Igreja Católica, mas é a única entidade que está pondo em prática. Sem analisar os objetivos, o Bolsa Família elegeu o Lula. Responda com sinceridade, vc já viu a pobreza de perto?

Anônimo disse...

Paulo Evaristo Arns tem o título de cardeal,e se diz católico,mas sabemos
que é da boca para fora apenas,ele é um comuna infiltrado na Igreja,usa esta
para facilitar a revolução.E Hitler,um
psicopata,compreendia o que é o cristianismo?Duvido.
Você usou o exemplo de Hitler apenas para denegrir a religião,espero que esteja consciente deste truque baixo.

O Direitista disse...

Rodrigo, sinceramente eu não entendi. Concordo que no Orkut o Olavo te chamou disso e daquilo e só apresentou alguns argumentos "avulsos". Mas agora, no site dele, ele comentou o seu texto "O túmulo do fanatismo" parágrafo por parágrafo, com argumentos. Por quê vc não faz uma tréplica no mesmo estilo? Não era este tipo de debate que vc queria?

Flamarion Daia Júnior disse...

$,

Concordo com sua ressalva.

Rodrigo Constantino disse...

Trecho do discurso de Galileu feito no julgamento da Inquisição, em 1633, acusado de heresia por afirmar que a Terra girava em torno do Sol:

"Mas, considerando que escrevi e imprimi um livro no qual discuto a nova doutrina [o heliocentrismo] já condenada e aduzo argumentos de grande força em seu favor, sem apresentar nenhuma solução para eles, fui, pelo Santo Ofício, acusado de veementemente suspeito de heresia, isto é, de haver sustentado e acreditado que o Sol está no centro do mundo e imóvel, e que a Terra não está no centro, mas se move; desejando eliminar do espírito de Vossas Eminências e de todos os cristãos fiéis essa veemente suspeita concebida mui justamente contra mim, com sinceridade e fé verdadeira, abjuro, amaldiçôo e detesto os citados erros e heresias, e em geral qualquer outro erro, heresia e seita contrários à Santa Igreja, e juro que no futuro nunca mais direi nem afirmarei, verbalmente nem por escrito, nada que proporcione motivo para tal suspeita a meu respeito."

Conta-se que ele teria murmurado depois "eppur se mueve". Galileu foi condenado a viver em prisão domiciliar até o fim da vida e a repetir, semanalmente, por três anos, os sete salmos penitenciais. Essa é a postura que pede o debate, que coloca a razão acima da fé dogmática, que está aberta à críticas, que estimula a busca pelo conhecimento!

Eliasib Rocha disse...

Deduzir do fruto proibido a proibição de conhecer o bem e o mal não apenas é de uma literalidade pueril, mas um inversão pura e simples. O fruto do bem e do mal é o fruto do mal e do bem indiferenciados, misturados, indiscerníveis. Proibir a confusão entre bem e mal é proibir o seu desconhecimento.

Comparar dois complexos tão imensos quanto religião e ciência com base num critério tão parcial e tolo quanto a "tolerância" é mais ou menos como comparar a inteligência do homem e da mulher com base nas estatísticas do Show do Milhão.

Sobre razão: você não tem a menor idéia do que significa, em filosofia, o termo "razão". Leia o terceiro capítulo de Anamnesis, do Voegelin, e descubra.

Olavo e Yuri têm razão: você não passa de mais um "señorito satisfecho".

Rodrigo Constantino disse...

"O fruto do bem e do mal é o fruto do mal e do bem indiferenciados, misturados, indiscerníveis. Proibir a confusão entre bem e mal é proibir o seu desconhecimento."

Não obstante essa interpretação meio forçada, quer dizer que o ideal para Deus era, para evitar confusão, manter-se na ignorância completa e obediência cega, não conhecendo nem o bem nem o mal, para não misturá-los? Pois não consta outra alternativa para o conhecimento do bem e do mal separados, que eu saiba. Consta?

"Comparar dois complexos tão imensos quanto religião e ciência com base num critério tão parcial e tolo quanto a "tolerância" é mais ou menos como comparar a inteligência do homem e da mulher com base nas estatísticas do Show do Milhão."

O que vc quer dizer com isso? Eu comparo em termos de tolerância no que tange à busca pelo conhecimento. Há um ambismo de diferença, intransponível até. Alguns gostariam de regredir à Idade Média...

"Sobre razão: você não tem a menor idéia do que significa, em filosofia, o termo "razão". Leia o terceiro capítulo de Anamnesis, do Voegelin, e descubra."

Apelo à autoridade.

"Olavo e Yuri têm razão: você não passa de mais um "señorito satisfecho"."

Ad hominem.

raul disse...

Constantino, alguém aceitou o tapa de luvas que você tanto quis dar e, até agora, você não compareceu. Depois de tanto "cospe aqui, pisa aqui", alguém cospiu e alguém pisou. Basófias e subterfúgios não adiantam mais. Honre sua palavra, se moleque de escola já não és.

Mario disse...

Caros C. Mouro, Constantino, e todos os ateus (ou agnósticos?) e materialistas. Vale, também, para aqueles que são castrados por qualquer das doutrinas religiosas.

Como já dito, pensamentos positivos atraem positividades. Na mesma medida, pensamentos negativos atraem negatividades, isto é, os iguais se atraem. O nosso dia-a-dia está cheio de FATOS comprovando. Isso tem explicação espiritual, portanto, científica. Muitos de vocês devem estar duvidando e rindo desta última afirmação, porém, ISTO É UM FATO e não vou aqui perder meu tempo explicando, até porque é matéria para um livro. Só deixo uma dica: como dito muitas vezes, TUDO É MANIFESTAÇÃO DE ENERGIA, tanto a matéria como o pensamento.

Nunca tive e nem tenho intenção de fornecer argumentos para que mudem suas DOUTRINAS, seus DOGMAS, suas IDEOLOGIAS. Nem os espíritos, superiores ou inferiores, fazem isso; eles AJUDAM nos nossos objetivos, para cima ou para baixo, respectivamente. Vale dizer: um espírito superior não ajuda um marginal a estuprar e matar e nem os políticos a roubar, mas, um espírito inferior (sem luz, das trevas, "de esquerda"), sim. Não porque ele (o espírito) seja mau, mas, por desconhecer o bem. Do outro lado acontece a mesma coisa: os espíritos bons não deixam espaço para os maus. Os espíritos também possuem e fazem uso do seu livre arbítrio. No mundo espiritual não existem brigas, guerras, disputas. O mal não existe; é apenas ausência do bem, assim como não existe escuridão, que é ausência de luz. Assim, os espíritos superiores AJUDAM os inferiores a evoluir (= ir para o bem), desde que estes permitam (novamente, o livre arbítrio).

Neste panorama, um ou outro espírito resolve vir ao mundo material (todos são obrigados), para aprender, para evoluir, para cumprir uma missão (solicitada ou auto-imposta), que é uma "lição de casa" (para o aprendizado). Há os que retornam diversas vezes, não só para este mundo (planeta Terra), mas, para muitos outros (mais evoluídos ou mais atrasados) também. Como dito, o "ser humano" é apenas uma jornada.

Se vocês se recusam a aprender e evoluir, o problema é, exclusivamente, de vocês (do espírito). Todos tem seu livre arbítrio e podem pensar e fazer o que bem lhes entender. Já ouviram dizer que o pior cego é aquele que não quer ver? Isto não se refere apenas aos 5 sentidos (os materialistas usam só estes). hehe

Para finalizar (estou perdendo meu precioso tempo): não há erros e nem incoerências na Bíblia. O que há são manipulações desde o início, a começar pela bobagem de dizer que os judeus são o "povo escolhido por Deus". O conteúdo da Bíblia foi passado pelos espíritos via canalizações (que os espíritas chamam de psicografia). As manipulações (visando o poder) a desvirtuaram, desviando nas traduções e nas interpretações e, na própria composição do Novo Testamento.

Para C. Mouro, em particular: pode rir e fazer suas piadinhas à vontade (coisas dos espíritos "de esquerda"). Rir faz bem. Um dia (pode ser numa outra encarnação) ficará chocado e se sentirá ridículo com isso e suas risadas serão de sí mesmo, por ter ridicularizado o que está aqui escrito.

Para todos: um dia (pode ser numa outra encarnação), estarão ouvindo uma pergunta: "Quer voltar para Casa?". E sua resposta será: "Sim! Preciso voltar para Casa.".

Leonardo Martins disse...

Rodrigo, a respeito do último parágrafo, acho que poderíamos ser mais claros aos seus leitores dando nome aos bois. Muitos não sabem o que é ciência. Mas podemos dizer-lhes que, construir hipóteses partindo de resultados desejados tem um nome bem definido, e este é PSEUDOCIÊNCIA. E esta é, talvez, a mais perigosa faceta do obscurantismo na atualidade. Karol Wojtyla surpreendeu a todos quando trouxe para a fé Católica aquilo que as seitas da ufologia, astrologia e toda aquela sopa de crenças está acostumada a usar para fundamentar seus absurdos.

Parabéns pela clareza de idéias.

Jpaulo disse...

Nossa cultura confia na ciência para distinguir o que é relativo do que não é.
Mas, sempre que pensamos a respeito, novas contradições surgem, e mesmo a confiança na ciência é uma questão de crença.

Ricardo Froes disse...

Como eu disse em comentário sobre um outro artigo, "Fides et Ratio" não resolve muita coisa, mas é a tentativa explícita mais importante da Igreja Católica no combate à fé cega. Pelo menos a tentativa de elaboração de um "intellectus fidei" é um ensaio de mudança na abordagem tradicional dos dogmas.

Daniel Correa disse...

Rodrigo,

tu estás correto quando dizes que a ciência se abre mais para questionamentos do que a Igreja. Certamente isto é verdade. Mas isto acontece porque o homem tem muito mais conhecimento da ciência natural do que das coisas de Deus.

Quanto a passagem bíblica que Deus adverte Adão sobre o bem e o mal, é muito interessante estudarmos ela. O primeiro ponto que precisamos entender é que Adão era imaturo. Ele precisava crescer espiritualmente. Foi por isso que Deus o aconselhou a comer da Árvore da Vida (Cristo), para crescimento.

O segundo ponto chave é que o homem foi formado para expressar Deus na terra (Gen 1:26).Este é o plano revelado em toda a Bíblia, principalmente nas cartas de Paulo a Éfeso, Colossenses e Filipenses.

O que Deus fez com Adão foi algo de Pai para Filho. Não creio que nenhum pai neste mundo ao ver seu filho crescer, ofereceria ao filho um brinquedo e uma arma para que a criança escolha qual dos dois irá usar. Deus disse para Adão não tocar e nem usar a arma, pois morreria. Ao conhecer a verdade comendo da Árvore da Vida, Adão iria amadurecendo e também saberia o que significa o Bem e o Mal.

Se ensinas teu filho a falar a verdade ao mesmo tempo está ensinando ele o que é a mentira. Este era o plano de Deus com Adão, e hoje é o plano de Deus com todos nós. Jesus morreu por todos e todos pertencem a ele, mesmo os que não crêem.

abraço
Daniel

Ricardo Froes disse...

“Por que eu devo permitir que o mesmo Deus que abandonou seu filho me diga como cuidar do meu?” Robert Green Ingersoll.

Anônimo disse...

Os estóicos preconizavam que os indivíduos não se entregassem às emoções, resistindo a elas através da razão. A moral estóica abominava a inveja e via na riqueza algo desejável, importando-se muito com o meio de adquiri-la e não com ela. O rico Sêneca não via motivos para envergonhar-se da riqueza, embora não a tivesse como motivo de orgulho*, mais valorizando outras questões.

Só faltou dizer que os estóicos eram extremamente religiosos

Daniel Correa disse...

Froes,

Jesus estava em semelhança de homem pecador nas últimas 3 horas da crucificação. Deus não tem comunhão com o pecado.

Quanto aos filhos, o melhor que temos a fazer é ensinar cada um o que Deus nos ensinou:

Rom 13:9 Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.


abraço
Daniel

Anônimo disse...

Rodrigo,

é de bom tom vc citar a fonte de onde extraiu o trecho da condenação de galileu.

Daniel Correa, parabéns pela sua participação. Continue assim.

Ricardo Froes disse...

Daniel:

Quanto a educar meus filhos, já o fiz com extremo sucesso sem um pingo de deus nenhum que pudesse me desorientar. Apenas a título de curiosidade, todos os quatro são ateus, embora sempre tenham estudado em um colégio religioso. Minha esposa - católica praticante - e eu demos a eles o pleno direito de escolha e nenhum deles, hoje entre 20 e 30 anos, sentiu a mínima necessidade de alguém, além dos pais, para lhes traçar diretrizes de vida ou dar conforto nas horas difíceis. E se nós, minha mulher e eu, morrermos, temos a certeza que entre eles não vai ter igreja alguma a intermediar vivos e mortos, porque da nossa vida ficarão os exemplos de caráter e bondade a serem lembrados, e deus nenhum tem alguma coisa a ver com isso.

Se você tiver filhos ainda em idade de serem educados, um conselho: dê chance a eles de optarem pelo que melhor lhes convier, sem interferências, e verá que o diabo não é assim tão feio como pintam.

Rodrigo Constantino disse...

Quando minha filha de 5 anos pergunta se vamos virar anjos quando morrermos, respondo assim: "Cada um acredita numa coisa, filha, mas o mais importante é vc sempre questionar, e também não ficar pensando muito na morte, pois o importante é a nossa vida aqui, nesse mundo."

Eu deixo a porta aberta, mesmo sabendo que essa coisa de anjo é como papai noel. Estimulo que ELA mesma faça os questionamentos e busque a resposta. E lembro que o importante na vida não é a morte, mas a própria vida.

Os crentes fazem o mesmo? Os crentes ensinam a pensar e questionar, ou assumem uma resposta definitiva, falando que SIM, ela vira um anjo e vai para o céu ao lado do Papai do céu, doutrinando a pobre criatura?

Rodrigo Constantino disse...

Ah sim, a fonte do discurso de Galileu é "100 Discursos Históricos", de Carlos Figueiredo.

italo disse...

Puxa vida,

bem ruinzinho, bem ruinzinho mesmo.

ITALO MARSILI

Anônimo disse...

Rodrigo,

pode jogar fora este livro do carlos figueiredo

O cara é jornalista/poeta conforme uma pesquisa simples que fiz via internet. è uma péssima fonte, pois fez um livro para vender dinheiro em cima de clichês batidos.

Vc deve se basear em trabalhos de historiadores para fundamentar sua opinião.

De jornalistas,e vc sabe muito bem disto,já basta a gente a simpatia ao PT ou temor ao aquecimento global.

Mas qdo é com a Igreja, para vc vale a autoridade de um jornalista. Muito honesto, hein ?

Alvaro Augusto disse...

Uma das diferenças entre ciência e religião é que uma teoria científica pode ser destruída. Para tanto, basta realizar um experimento que contradiga a teoria. É verdade que isso é mais fácil em ciências com a física e a química, e muito difícil das ciências sociais, mas em princípio é possível. Uma religão, por outro lado, não pode ser destruída. Prova disso é que as primeiras religiões do mundo (zoroastrianismo, budismo, juadísmo, etc) ainda estão por aí, mas é muito difícil encontrar uma pessoa esclarecida que acredite que o mundo é plano, crença comum na época em que tais religiões surgiram. E as religiões ficam mais fortes quando são atacadas, pois, em caso de perigo, os fiéis se reunem, coletam dados para provar que estão certos, e tornam-se mais fortes. Portanto, atacar uma religão é inútil, a não ser como exercício intelectual.

[ ]s

Alvaro Augusto
http://alvaroaugusto.blogspot.com

Rodrigo Constantino disse...

Responder aos anônimos é dureza.

Anônimo, o livro dele apelas compila discursos históricos. O que vc quer dizer? Que o discurso de Galileu não existiu? Que está errado?

Alvaro Augusto, assino embaixo.

Rodrigo

Klatuu o embuçado disse...

Portuga pergunta (com presumida inocência): quem é Olavo de Carvalho??? Actor porno? Múmia de Papa? Assombração medieval?

Filósofo????!???? Sim, talvez merecesse o designativo... na Alemanha de Hitler!!

Cumprimentos.

P. S. Penso que depois de Gilberto Freyre o Brasil não teve mais filósofos... claro, tem tido especialistas académicos, patetas preclaros e muito fala-só!

Ricardo Froes disse...

É injusto comparar teorias científicas com práticas religiosas. Por que não comparar a prática de ambos? Se você ficar embaixo de uma macieira, mais dia, menos dia, uma maçã vai cair. Nem que não seja sobre a sua cabeça, mas alguma vai cair, ao passo que se você obedecer a qualquer prática religiosa para fazer a maçã subir, vai ficar a ver navios, ou melhor, maçãs no chão, ao seu redor.

“Rezar para o sol ou rezar para Deus resulta na mesma proporção de pedidos atendidos.” Autor Desconhecido.

Anônimo disse...

Rodrigo

Provavelmente, este texto do Carlos Figueiredo está errado.
100 - Discursos Históricos

Pesquise nos volumes do Will Durant, historiador que está longe de ser simpático à Igreja na sua coleção História da Civilização.

Lá tem excelentes esclarecimentos
sobre Voltaire e Galileu. São livros acessíveis ao público leigo e com bastantes informações
sobre este episódio.

Muitas ponderações que o Olavo fez, estão relatadas inclusive neste livro.

Não digo que o livro do autor tenha propositalmente distorcido o texto, mas copiou de fontes não confiáveis.


Ao Alvaro Augusto - terra plana é mais um mito histórico criado para criticar A Igreja. Pode pesquisar que vc verá que não tem fundamento.

Anônimo disse...

Rodrigo

Só mais uma coisa.

Vc escreve sobre economia.

O que vc estudou sobre o assunto se fundamenta em textos de jornalistas ?

Claro que não. Em história vc deve fazer o mesmo por honestidade intelectual

Anônimo disse...

Rodrigo

Só mais uma coisa.

Vc escreve sobre economia.

O que vc estudou sobre o assunto se fundamenta em textos de jornalistas ?

Claro que não. Em história vc deve fazer o mesmo por honestidade intelectual

Daniel Correa disse...

Ricardo,

respeito a tua posição. Quero te dizer que a moral humana é capaz de produzir cidadãos considerados como bons aos olhos do mundo, que respeitam o próximo, pagam suas contas, etc...

Quero lembrar que a árvore que Deus alertou que não comessemos, não se chamava "Árvore do Mal", ela se chama "Árvore do Bem e do Mal". Portanto, Deus alertou Adão que não tocasse nem comesse do bem também e não apenas do mal.

Nicodemus era uma pessoa boa (João 3), cheio de conhecimentos, respeitado, um padrão elevado da moral humana. Não matava, não roubava, etc... Jesus olhou para ele e disse: "Tu precisa nascer novamente".

Nicodemus não entendeu como uma pessoa boa como ele precisava nascer de novo, se tudo o que ele fazia era bom.
Jesus respondeu:

João 3:14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;

Apesar de ser uma pessoa boa, a serpente estava nele e precisava ser crucificada. Ela estava se manifestando através do bem. O que Deus ensina não é o bem, é a Vida. Vida é completamente diferente do bem.

Se ensinarmos nossos filhos pelo bem, eles terão um padrão humano bom, respeitado, porém quando morrerem serão condenados. Se ensinarmos nossos filhos pela Vida, eles terão um padrão humano mais elevado ainda e quando morrerem ressucitarão para a eternidade.

abraço
Daniel

Klatuu o embuçado disse...

Por acaso os cavalheiros já ouviram dizer que argumentar com idiotas... é coisa de idiota?

Antes de mais, vamos deixar de chamar filósofo ao senhor Olavo de Carvalho - não passa de um mau ensaísta de temática sócio-política e religiosa. Nem tem sistema ontológico que fundamente o seu pensamento, nem ideias próprias, nem (como vocês dizem) porra nenhuma! Nenhuma escola filosófica europeia reconheceria esse senhor como filósofo.
Além do mais, tudo o que afirma não passa de papagueado do que há muito foi pensado adentro do cristianismo anti-renascentista e outros becos do pensamento ocidental - os seus interesses filosóficos são idênticos ao da menina vaidosa que só quer chupa-chupa de cor diferente. E ainda o seu conhecimento da história da filosofia é de um autodidactismo de esforçado estudante de favela!

P. S. Afinal esse senhor frequentou alguma faculdade?? Tem doutoramento em filosofia??? É reconhecido por que grande filósofo contemporâneo????
(Pato Donald?)

Ricardo Froes disse...

Daniel:

Muito me alegra saber que todos os meus filhos vão para o inferno. Pelo menos vou ter excelente companhia.

"As pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e que elas vão para o céu de certa forma me deixam feliz por não estarmos indo para o mesmo lugar." Martin Terman.

Eliasib Rocha disse...

"Não obstante essa interpretação meio forçada"

Imagino a força que você deve ter feito para compreendê-la! Como é evidente que ainda assim não conseguiu, vou ajudá-lo: o fruto do bem e do mal é a mistura entre bem e mal, assim como o fruto de um casamento, o filho, é a mistura dos dois cônjuges. O trabalho, com o qual Deus apenou o homem, é uma repetição do mesmo simbolismo: aquilo que mantém sua existência será, ao mesmo tempo, causa de dor.Melhorou agora?

"Pois não consta outra alternativa para o conhecimento do bem e do mal separados, que eu saiba. Consta?"

Se você não consegue distinguir dois objetos quando perfeitamente distintos, mais difícil será dinstingui-los (e, portanto, conhecê-los) uma vez que tenham sido misturados.

"O que vc quer dizer com isso? Eu comparo em termos de tolerância no que tange à busca pelo conhecimento."

Parâmetro que pressupõe um sentido unívoco para a expressão "busca pelo conhecimento" nos dois domínios em comparação. Mas como você não tem a menor idéia do que, tanto em ciência quanto em religião, isso venha a ser, recorre ao expediente retórico da intolerância [rótulo odioso].


"Apelo à autoridade."

O conhecimento terá sempre autoridade perante a ignorância. Você pensa poder analisar um encíclica papal sem conhecer sequer os termos que a entitulam? Numa boa: você não apenas não sabe o que significa "razão", mas tbm não tem a menor idéia do que seja um "apelo à autoridade".

"Ad hominem"

Caramba!E tbm não sabe o que é um ad hominem! Rapaz, você é uma farsa total.

Klatuu o embuçado disse...

Rectifico minha opinião... Olavo de Carvalho não é um vulgar idiota... é um idiota delirante!
http://www.youtube.com/watch?v=unSgV77_5LY

Klatuu o embuçado disse...

P. S. Em Portugal temos um idiota idêntico... mas deixámo-lo a governar uma ilha: Alberto João Jardim, Presidente da Região Autónoma da Madeira. Este, entre muita idiotia de hospício, até já afirmou que os Norte-Americanos estavam a fazer um bloqueio naval ao Arquipélago para que a Madeira não vendesse as suas... bananas!

Serão parentes? :)

Klatuu o embuçado disse...

E que dizer desta funda demonstração de falta de cultura filosófica, histórica e política? Deste acervo de banalidades dignas de um concorrente a concurso televisivo de perguntas de algibeira??
Desta tenebrosa demonstração de analfabetismo???
http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/6634/olavo2.htm

Klatuu o embuçado disse...

olavo2.htm

Klatuu o embuçado disse...

Entendo agora o título da sua obra «O Imbecil Coletivo»... O autor é um imbecil que vale bem toda uma multidão de imbecis!

P. S. A Varig ainda tem voos para a Madeira?

Ricardo Froes disse...

Esses mensageiros espirituais que volta e meia dão pitacos por aqui são umas figuraças. Como diria o ilustre filósofo contemporâneo, Romário, entraram no ônibus no último ponto e ainda querem lugar na janela, ou um mais antigo, Sólon, quando afirmou "neminem stultum tacere posse."

"O trabalho com o qual deus apenou os homens" é digno de registro. Não bastasse nascermos nus, desdentados, pelados e indefesos, ainda assim somos obrigados a pagar pelo que não cometemos. Ou será pela pressuposição do que iremos fazer depois de crescidos?

O trabalho é uma pena (lato sensu), para quem não tem rumo na vida e para os que levam a sério um deus que só castiga. Para mim e tantos outros que têm mais o que fazer do que dar perder seu tempo com crenças, é um prazer incomensurável, principalmente quando recebemos os frutos sem ter que dividir com ladravazes que se atribuem portadores das mensagens divinas.

E como são arrogantes e presunçosos esses núncios de deus! Enquanto eu uso a razão para admitir minhas dúvidas eles usam a fé para ter certeza.

"Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?" Epicuro.

Luiz disse...

Observando a literalidade atroz com que você "interpretou" o simbolismo do fruto do conhecimento do bem e do mal, ocorreu-me alertar-lhe neste espaço que já não estamos mais no Édem e que, presumindo que o Cristianismo certamente sabe disso, não necessitamos evitar "conhecer" (nada a ver com o que as filhas de Lot fizeram com ele na caverna) o bem e o mal. Logo, Cristianismo não pressupõe, tanto menos impõe, obtusidade.

Mas observando suas intervenções nesta área de comentários, bem como sua "saída pela esquerda" ante a aceitação do debate por parte do Olavo, desisti.

Vejamos:

Em sua intervenção das 11h08min você - em tom de "mãe, óia eu destruindo o Cristianismo" - diz que foi o próprio Hitler que se declarou cristão. Tento recusar-me a acreditar que seu argumento seja o mesmo que pretender que eu abjure a religião se o capeta levantar-se dos infernos e pedir para se submeter ao Batismo Cristão, mas não vejo outra saída. Você vê?

Em sua intervenção das 5h05min, você - no mesmo tom de "mãe, óia eu mostrando que o Cristianismo não aceita ser discutido" - cita um discurso, de autenticidade já posta em dúvida nesta área de comentários, de Galileu abjurando sua tese mercê da força da Inquisição. Supondo que tudo o que você diz seja verdade (e esquecendo que Galileu continuou a ensinar sua teoria ERRADA abertamente), somente posso concluir que você toma um exemplo episódico de desvio da conduta da Igreja Católica e tenta, por alquimia talvez, transformá-lo em argumento contra o Cristianismo e contra as religiões em geral. Você tem certeza que isso não é patifaria?

Quanto a sua intervenção das 06h02, lembro que Adão "conheceu" Eva e deste "conhecimento" adveio como fruto Set, por exemplo, 'if you know'. 'Do you know?'

Intervenção das 8h11min: E disse Rodrigo: "mesmo sabendo que essa coisa de anjo é como papai noel". Maiz o ómi sábi tudo! 'Seria' o professor de Deus 'se Ele existisse'. E, a propósito de sua insinuação acerca da conduta dos 'crentes', observo que a meus filhos confesso minha dúvida e ressalto minha vontade de saná-la. E você, o que faz? Essa eu sei responder: você mente. Parabéns!

Mas é muito fácil ter um MBA, hein?

Luiz

Rerisson C. disse...

Caro Rodrigo,

Creio que você realmente acredita honestamente no que escreveu neste post, e é por isso que escrevo aqui para apontar aspectos que você precisa repensar.

Primeiro, existe a questão menos importante de que você romantiza a ciência demais. O trecho...

“Isso é bem diferente da postura científica séria, onde os cientistas honestos partem de uma tese e tentam buscar dados que contradigam-na.”

... simplesmente não corresponde à realidade nas pesquisas científicas e acadêmicas. Todos nós, cientistas, sempre estamos mais comprometidos em provar a nossa hipótese do que em tentar refutá-la. Achar que as coisas não são assim é um pouco de auto-engano sobre a condição humana em geral e a sua específica. Ou por acaso, todo dia que você acorda, você está comprometido em buscar argumentos, fatos e dados que provem que o LIBERALISMO ESTÁ ERRADO? Não. Você busca provas de que ele está certo e está muito pouco disposto a aceitar qualquer crítica que tente te provar as vantagens do socialismo.

Não lembro agora quem foi que disse que as revoluções científicas não ocorrem quando um modelo científico se prova errado, mas quando surge um novo programa com OUTRAS perguntas.

Mas essa é a questão menor. (Fora outros detalhes que me parecem equívocos sobre a história bíblica e do catolicismo). O que é realmente importante é isso:

Você tenta negar que exista debate e questionamento na religião dizendo que elas não estimular nem sequer permitem que se questione a existência de Deus, enquanto a ciência está disposta a questionar os seus resultados e análises sempre. Sua lógica é que, ao não questionar Deus, a teologia seria como uma ciência que não estivesse disposta a questionar seus resultados.

Permita-me dizer, em nome da honestidade intelectual: essa comparação é equivocada! Primeiro, as ciências questionam os dados, as análises, etc. Mas as ciências são todas fundadas em certas premissas básicas que são totalmente inquestionáveis. E a própria ciência em geral se funda em várias pressuposições que NUNCA poderão ser questionadas ou mesmo provadas.

Da mesma forma, a teologia não questiona Deus, pois Deus é a premissa básica em que se fundamenta toda a disciplica; assim como a ciência não questiona as verdades lógicas e matemáticas em que se funda. Nem um dos dois tipos de premissas pode ser PROVADO cientificamente, e não pode ser questionado em seu respectivo campo.

Ou por acaso vemos todos os dias cientistas questionando as validades do método científico?

O equivalente teológico/religioso de questionar um dado ou uma análise ou uma teoria NÃO é questionar a existência de Deus (o que, aliás, vários teólogos/filósofos fizeram). O equivalente teológico é questionar análises, dados ou teorias específicas sobre a aplicação de princípios gerais da teologia.

Você, como uma pessoa inteligente e bem-intencionada que eu acredito ser, deve ser capaz de reconhecer que a comparação que você propôs, embora seja muito popular e sedutiva à primeira vista, simplesmente não se mantêm. Vai contra a razão e a lógica (razão e lógica desenvolvidas por séculos pelos filósofos e teólogos, muito antes de surgirem as ciências modernas e, inclusive, a economia).