quarta-feira, agosto 12, 2009

As Bases Militares Americanas na Colômbia: Um Presente de Grego



Rodrigo Constantino

“Over grown military establishments are under any form of government inauspicious to liberty, and are to be regarded as particularly hostile to republican liberty.” (George Washington)

O governo americano deveria retirar suas bases militares instaladas na Colômbia. A idéia de que o governo americano representa a polícia mundial e que, portanto, será o guardião da democracia no planeta é perigosa, e pode ameaçar a própria liberdade no longo prazo. De fato, essa mentalidade vem desde o presidente Woodrow Wilson, e praticamente todos os outros que o sucederam usaram o discurso altruísta para justificar a estratégia expansionista militar. Cruzadas para salvar a civilização são típicas de impérios, como Roma tentando educar os bárbaros, ou a Espanha catequizando os índios, sempre com o uso de muita violência. E medidas imperialistas acabam servindo para limitar a liberdade do próprio povo, assim como oferecem um excelente pretexto para outros governos avançarem sobre a liberdade de seus cidadãos.

Que fique claro o seguinte: a revolução bolivariana patrocinada por Hugo Chávez representa um risco infinitamente maior para as liberdades individuais na América Latina do que as bases militares americanas. Quanto a isso não resta dúvida. Portanto, pode-se descartar toda a retórica do próprio Chávez e demais aliados socialistas: seu discurso é puro jogo de cena para justificar mais medidas totalitárias. Mas esse é justamente o tipo de conseqüência que a medida do governo americano acaba estimulando. O bode expiatório é oferecido de presente pelo governo americano. Todo tirano necessita de um inimigo externo para justificar suas atrocidades domésticas.

Do ponto de vista dos próprios americanos, tal medida deveria ser duramente combatida. O povo é forçado a pagar impostos para sustentar o expansionismo militar de seu governo, que em nome da cruzada pela democracia acaba se metendo em cada canto do planeta, em guerras que custam caro para o pagador de impostos e que ajudam a manchar a imagem dos próprios americanos pelo mundo. Muitos ditadores “amigos” acabam paradoxalmente sendo financiados em nome da defesa da democracia. Grandes impérios sucumbiram justamente por causa de uma extensão excessiva, de uma tentativa de resolver todos os “problemas” da humanidade. O governo americano apresenta déficit fiscal crescente, uma dívida pública astronômica, um modelo de bem-estar social insustentável, e ainda mete a mão no bolso dos cidadãos para bancar o xerife internacional. Tudo isso coloca em xeque o valor do dólar e as liberdades individuais dos próprios americanos. Portanto, o cidadão americano tem todo direito de condenar veementemente as aventuras internacionais de seu governo, que ameaçam sua liberdade.

Do ponto de vista dos latino-americanos defensores da liberdade, essa postura também deve ser criticada, pois oferece combustível ideológico para os inimigos da liberdade. Assim como o embargo americano a Cuba serve até hoje para alimentar uma ditadura assassina, que se faz de vítima indefesa diante do império gigante, essas medidas do governo americano acabam colocando mais lenha na fogueira antiamericana e, por tabela, anticapitalista dos perfeitos idiotas latino-americanos. O tiro sai pela culatra. O tiranete Chávez pode conquistar mais adeptos, e consegue o pretexto perfeito para se armar mais, na verdade contra seu próprio povo. As aventuras do governo americano têm resultado justamente no crescimento do antiamericanismo, sendo o caso do Vietnã o melhor exemplo.

Os libertários precisam deixar claro que condenam essas cruzadas militares de quaisquer governos. Focando mais no curto prazo, e apelando para o pragmatismo do realpolitik, pode-se argumentar que essa postura do governo americano conseguiu evitar que muitos países fossem vítimas do comunismo. O caso coreano é um típico exemplo. Mas devemos perguntar: qual o preço disso para a liberdade no longo prazo? Sacrificar os ideais libertários de não-agressão em nome de resultados imediatos pode ser fatal para a liberdade. O fato é que o governo americano não tem direito algum de forçar os cidadãos americanos a pagar por tais guerras, assim como não deveria ter o direito de realizar doações aos países pobres, que acaba sendo a transferência compulsória de recursos dos pobres americanos para os ricos e politicamente influentes dos países pobres. Cada indivíduo deve ser livre para escolher, e o fato de ser uma democracia não justifica de forma alguma a escravidão dos que se opõem. Afinal, isso seria apenas uma ditadura da maioria. Henry David Thoreau ofereceu a melhor crítica libertária a esta tirania, se negando a pagar seus impostos que financiavam uma guerra injusta.

O argumento de que as bases militares objetivam apenas o combate às drogas também é falho. A guerra contra as drogas já foi perdida, tendo custado centenas de bilhões de dólares dos pagadores de impostos, assim como milhares de vidas. Está mais do que na hora dos governos reverem essa estratégia, adotando a legalização das drogas, uma postura tipicamente libertária, já que não cabe ao governo decidir o que cada indivíduo vai consumir. A proibição das drogas é que tem permitido o crescimento de grupos criminosos como as FARC, assim como foi a Lei Seca que pariu os mafiosos como Al Capone. Se o governo americano quisesse realmente combater os criminosos que hoje se armam vendendo drogas ilícitas, a melhor forma seria legalizar estas drogas. Quando a bebida alcoólica foi liberada novamente, os mafiosos sumiram do setor, dando lugar às empresas respeitadas de hoje.

Em resumo, o governo americano deve retirar as bases militares na Colômbia. Não pelo motivo alegado pela esquerda oportunista, que usa o império americano como pretexto para justificar o aumento do totalitarismo doméstico. Mas justamente para evitar esse discurso oportunista. Se a maioria dos latino-americanos desejar realmente o socialismo pregado por Chávez e seus marionetes, então não haverá nada que o governo americano possa fazer para evitar este triste destino. Talvez o povo tenha que sofrer sob um regime socialista para voltar a dar valor à liberdade. Sinceramente, espero que não seja preciso chegar a tanto. Mas entendo que as medidas do governo americano não ajudam nada neste sentido. Pelo contrário: acabam sendo como um presente de grego.

36 comentários:

cahegundelmachado disse...

Rodrigo, o que você propõe? Falando realisticamente? Que os EUA se retirassem de todos os países? O que aconteceria com essa medida? A liberdade aumentaria no mundo? Você citou o exemplo coreano. Qual o custo no longo prazo? No longo prazo, a situação é a seguinte: uma Coreia - a oprimida pelo Império - rica e democrática, e a outra vivendo na mais absoluta pobreza e tirania. Os EUA atuam também para promover a liberdade. O que teria sido da Europa não fosse o Plano Marshal? Seria mais ou menos livre? Em uma Europa dividida entre o nazismo e o comunista, o cidadão americano teria mais ou menos garantia de liberdade? Pois é...
Acho que o grande problema dos libertários é esse - e dos pacifistas de esquerda também: a crença de que basta um dos lados depor as armas, que a paz perpétua kantiana será garantida. A história demonstra o seu oposta. Si vis pacem, para bellum.

Abraço e parabéns pelo blog.

Petrucchio disse...

Excelente texto! Iria escrever algo sobre. Nem preciso, já que o texto abordou brilhantemente o tema.

Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...

Pela primeira vez discordo do que voce escreve. No que diz respeito as drogas, elas viciam e tiram a liberdade do consumidor. Ou seja, a opcao por parar de consumir a droga fica praticamente impossivel uma vez a que a pessoa esta viciada. Entao nao considero o mercado das drogas um mercado justo do ponto de vista libertario. Alem disso, certos tipos de droga deixam a pessoa totalmente fora de si o que pode causar danos aos demais. Acho que a solucao passa longe da legalizacao.

Sobre o Hugo Chaves, vai aqui uma materia de 30 minutos sobre o que esta acontecendo na Venezuela. Assisti ontem na ABC da TV aberta australiana. http://www.abc.net.au/foreign/content/2009/s2652832.htm (clicar em play video para assistir).

Abracos e continue escrevendo!
Vitor

Everardo disse...

Concordo plenamente com você, Rodrigo. Acho que as bases militares americanas na Colômbia, além de não resolverem o problema da droga, servem para justificar mais ações antidemocráticas no continente. Sempre pensei que o regime cubano, por exemplo, só existe por causa do embargo econômico. Ele não resistiria a uma abertura.

Quis custodiet ipsos custodes? disse...

"A guerra é travada, pelos grupos dominantes, contra seus próprios súditos, e o seu objetivo não é conquistar territórios nem impedir que outros o façam, porém manter intacta a estrutura da sociedade." 1984 - George Orwell

Adamos Smithson disse...

Discordo. A não intervenção americana abre as portas para o domínio chavista. Em um mundo perfeito, concordo que um país não deveria interferir dessa forma em outro. No mundo real, onde existem forças como o Chavez com fome de novos países para seu império bolivariano, a abstenção dos EUA seria preocupante para a America Latina, para o povo Colombiano e até mesmo para o norte-americano. Veja: a tendência do "império" bolivariano é a auto-distruição. Mas até ela acontecer, o Chavez vai poder causar muitos estragos. No limite, estamos falando de guerras. O Plano Colombia é razoavelmente barato comparado ao custo de não fazê-lo. (você não pode desconsiderar o custo de não fazer a intervenção. Para um libertárii como eu, se os EUA optarem por não intervir, o Governo vai estar obrigando o contribuinte a arcar com o custo da não intervenção)

Podemos pensar, por exemplo, qual teria sido o impacto na vida do cidadão norte-americano se o Governo dos EUA não tivesse usado enormes recursos para influenciar o bloco capitalista durante a Guerra Fria. Bilhões de dolares teriam sido economizados, é verdade. Mas qual seria o custo? Um mundo soviético?

M disse...

Rodrigo, escrevo-lhe off-topic para sugerir a resenha de um livro: "Contra-história do liberalismo", de Domenico Losurdo. Gostaria de saber o que você pensa sobre esta obra.

http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=3531

Rodrigo Constantino disse...

Tenho muita coisa interessante para ler aguardando na fila, para perder tempo com a leitura de um marxista desses!

Rodrigo

Adamos Smithson disse...

Por que o Rodrigo não me responde, mas responde a todas as mensagens do Everardo, o comunista de plantão do blog?

É mais difícil responder aos meus comentários? É chato dizer que minhas opiniões são fascistas e idiotas e ter que me aturar citando trechos do Milton Friedman que
vão ao encontro da minha opinião?

Se fosse mera falta de tempo, você não ficaria respondendo ao Everardo, né?

ESTOU ME SENTINDO ABANDONADO! snif snif

Adamos Smithson disse...

Obs.: prevejo que os comentários desse artigo só vão ficar interessantes depois que eu começar a citar Diplomacy do Kissinger.

Michel Miotto Barbosa disse...

Rodrigo muito interessante seu texto,

Quero compartilhar contigo e outros duas duvidas.

Uma, em que vc se baseia para dizer que loucos com Hugo Chavez sao mais perigosos para A America Latina do que os EUA?

Dois, em " Do ponto de vista dos próprios americanos, tal medida deveria ser duramente combatida. O povo é forçado a pagar impostos para sustentar o expansionismo militar de seu governo, que em nome da cruzada pela democracia acaba se metendo em cada canto do planeta, em guerras que custam caro para o pagador de impostos e que ajudam a manchar a imagem dos próprios americanos pelo mundo.",
O povo Americano, apoia esse tipo de atitude? Qual a posicao do povo Americano sobre esse assunto de Politica Internacional?

Se apoiam - Isso nao os torna um povo mais perigoso para America Latina do que nosso lideres loucos aqui. Qual sua opiniao?


Se nao apoiam, porque governo Americano - um apos outro, fazem guerras pelo mundo como Policias, chamando isso de ajuda com exercitos e nao cooperacao economica?


Grande abraco

patricia m. disse...

Legalizacao das drogas - como se um drogado representasse um perigo (e um custo!) apenas para ele proprio e nao para toda a sociedade...

Quantos alcoolatras assaltam e matam para conseguir dinheiro para comprar a cachacinha de todo dia?

A nao ser que voce defenda veementemente que com a legalizacao do consumo o preco vai cair, e cair mesmo - fico aqui imaginando uma curva supply-demand para drogas, que interessante.

E levando em consideracao o mundo real, como gosta de dizer um comentador aqui (esqueci o nome), quanto voce acha que os governos cobrarao de impostos para cada grama de droga consumida? O caso do cigarro eh emblematico, nao? Todos os governos que se prezam aumentaram absurdamente a carga de impostos em cima do cigarro - porque os fumantes custam caro, mas bem caro ao sistema publico de saude - aquele que nos, pagadores de impostos saudaveis, temos de sustentar. Ou o imposto que os fumantes pagam sobre o cigarrinho sustenta todo o custo deles com saude?

Pois bem, no mundo ideal os impostos so servem para pagar a defesa do pais e o judiciario, nao eh? Nao vamos pagar hospital para os fumantes odientos - que morram de cancer de pulmao em casa se nao tiverem grana para pagarem hospital particular - nao vamos pagar reabilitacao para drogado vagabundo - que estrebuchem nas "pracas de Amsterdam" as vistas de nossas criancas, e por ai vai.

Eu gosto mesmo do mundo ideal. Minha taxa de impostos seria minima...

igor disse...

Só vejo uma solução, joga uma bomba na bolívia, venezuela, equador e o problema acaba. Ea liberdade que o país tem, chamada de soberania, se os EUA, estão entrando em terra alheia com consetimento, qual seria o perigo para o Brasil?ow uma invasão como se o Eua não tivesse poder para invadir na hora que quisesse, nossos caças velhos e acabados,tsitsisti, bom quanto as drogas, acredito que a melhor situação seria mesmo legalizar com ressalvas, dos males o pior ter que cuidar de doentes do que lidar com sonegação fiscal, contrabando, melhor saber da dificuldade de vencer o inimigo do que não saber como vencê-lo-Sun Tzu.

Adamos Smithson disse...

Drogas são complicadas. Meu lado liberal diz que o Governo deve deixar o cidadão cuidar de sua saúde como quiser. Meu outro lado diz que essa liberalização não pode ser levada ao extremo. O governo deve, na minha opinião, garantir que só pessoas capacitadas tenham o direito de exercer a medicina.

Pensando beeeem libertariamente, se uma pessoa quisesse fazer uma cirurgia cerebral com um açougueiro porque é mais barato que fazer com um neurocirurgião, o Governo não deveria permiti-lo, por mais que isso negue à pessoa o direito de fazer dom sua saúde o que bem entender.

Se por um lado eu acho que o Governo não deveria se meter no direito do cidadão comprar e fumar maconha, por outro lado eu acho que existe alguma linha de corte a partir de onde a intervenção do Governo se justifica. A exigência de faculdade para exercer a medicina certamente esta depois dessa linha.

igor disse...

JOguei pesado bomba foi uma metáfora, queria dizer que acho que a preoculpação é muito forte, nossos vizinhos presicam de ajudar, e o nosso governo vem ajudando e muito, cadÊ a refinaria que o sr chaves prometeu em recife a construção seria em parceria da estatal venezuelana com a estatal brasileira, e pra ser mais atual furnas, de novo, gás (de novo), ou seja nós fazemos a nossa parte, sendo o primo rico, perdoamos sempre as asneiras bolivarianas!

Adamos Smithson disse...

Eu botei um não a mais ali no segundo parágrafo. Para um ultra-liberal, o Governo deveria permitir que o cara fizesse a operação com um açougueiro.

Erik disse...

Concordo que a instalação das bases seja um erro duplo, como afirma o Constantino. Primeiro por dar um presente para retóricos anti-capitalismo e anti-liberdade e, segundo, por insistir numa batalha que já foi perdida, a das drogas.

E sobre esta, qualquer análise racional que se faça sobre o assunto conduz para a conclusão de que a legalização é a melhor saída. São inúmeros argumentos, mas um só basta: uma só vida que se perde, de alguém que não está envolvido com drogas, não compensa a tentativa de proteger a saúde de terceiros que arbitrariamente procuram os entorpecentes.

No Rio de Janeiro, por exemplo, este problema é bem conhecido. Cidadão têm que aceitar subjetivamente conviver com uma probabilidade de levar uma bala de fuzil no peito, todos os dias, ao atravessar a zona norte (dados comprovam facilmente). Mas qual o objetivo da política de repressão às drogas, na qual implica este resultado?

Evitar que jovens consumam drogas. No entanto está mais do que claro que isso não funciona. O máximo que se consegue é variar o preço, o que não modifica muito a demanda.

No entanto a política de repressão germina novos problemas: tráfico, violência, inchaço das cadeias e dos processos jurídicos, discriminação social, desperdício de dinheiro público, sensação de insegurança, afastamento de turistas, diminuição a atração de capital e empreendimentos, desvio de jovens, entre outros.

Outras metrópoles pelo mundo passam pelos mesmo problemas (no México parece que é ainda mais violento), além haver a possibilidade de que outras ainda venham passar -> imaginem a África atrasada passarem pelo mesmo processo de “desenvolvimento” do Brasil. Com a ascensão do dinheiro, da renda, etc, estarão condenados a passar pelo problema do narcotráfico urbano?

Então, está na hora dessa política ser revertida. E a equipe do Obama pode ser fundamental para que isso comece.

André Barros Leal disse...

Concordo plenamento com tudo o que está escrito.

Em relação à liberação do uso de drogas, nao vejo problema algum. Os ganhos para todos são evidentemente maiores do que o que temos hoje. Trafico e violencia gerada por traficantes simplesmente deixariam de existir.

E quanto ao fator vício que o Vitor citou? Não vejo problema algum. Uma substancia que causa vicio não é motivo para a sua proibição, visto o alcool e o tabaco. E o fator letal das drogas, é em principio reduzido drasticamente com a liberaçao, uma vez que há um, cuidado maior para o preparo.

Mas um detalhe deve ser dito... o governo tem que parar com essa mania de se intrometer na vida dos individuos. se eu consumo algo que me faz mal, o problema é meu e pronto.

Petrucchio disse...

Governo dos EUA = besta rica
Governo Chavista = besta pobre

as duas são bestas. mas se for pra escolher a "melhor", naturalmente a rica é "melhor"

vinicius_falcão disse...

Bom texto.

Lendo me lembrou (por causa do exército) o filme "A história soviética", que mostra a aproximação do governo URSS do facismo (por meio de documentos oficiais do governo soviético e não de suposições, fatos que não podem ser contestados). Mostra que, por exemplo, quando os soviéticos tomaram a Alemanha não destruiram os campos de concentração, simplesmente continuaram a matar pessoas (SIM, NA URSS HAVIA CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO - os alemães aprenderam com eles, o filme mostra isso também), melhor dizendo, a matar os próprios soviéticos, isso depois de Stálin, havia campos de extermínio que eram usados para fazer experiências científicas com pessoas vivas, cortavam os crânios (com as pessoas vivas) para mapear o cérebro, enfim, a crueldade não tinha limite. Mais o que assusta mais é que os Russos ("herdeiros dos soviétios") tratam os "funcionários" dos "campos de extermínio" como "veteranos de guerra" e protegem tais pessoas, também é espantoso saber que na Rússia existe um tipo de postura neo-nazista/neo-stalinista se alastrando cada vez mais, algo parecido com o "espírito alemão" depois da 1º guerra. Também espantoso é saber que nenhum país está preocupado com isso. Quem puder assista.

Georges disse...

É interessante como é difícil pensar em um mundo sem o governo. Seja para regulamentar o uso de substâncias ou para exercer profissões. Precisamos de governo para poder escolher um médico? Precisamos de governo para saber que drogas fazem mal? Mas as alternativas sem governo parecem muitas vezes confiar demais ou nos indivíduos ou na soma das ações individuais se neutralizando para o melhor. Mesmo assim, prefiro um governo pequeno, pois pelo menos tem menos cargos para apadrinhar e menos orçamento para desviar. E quando temos um poder muito grande ele certamente corrompe, como já foi dito. Mas hoje o que me preocupa mais é que estamos privatizando tudo que normalmente deveria ser público, e estatizando tudo que deveria ser privado. Uma grande inversão. Será que os Lulistas são visionários? Que perceberam que a saúde, a segurança e a educação é que devem ser privadas?
Rodrigo, uma coisa que sempre pergunto aos liberais pois me interessa realmente saber, é como seria o governo se um liberal fosse eleito presidente? Que mudanças são possíveis no curto prazo? Acredito que muito poderia ser feito e outro tanto muito difícil de implementar. Como melhorar o sistema de saúde? Como aumentar o número de crianças nas escolas e com qualidade de ensino? Como melhorar a pesquisa básica? Como tratar as milhões de pessoas que hoje estão sem emprego formal por falta de formação? Como atacar o défict da previdência?
Muitos problemas para serem enfrentados e vários interesses sendo contrariados. Quanto se consegue diminuir o governo e em quê velocidade? Que orgãos poderiam ser extintos numa canetada?
O que temem muitas pessoas não é somente o liberalismo como um fim mas o processo de destruição do modelo atual que se falhar poderia nos deixar no pior dos mundos como a Rússia de hoje que destruiu o governo comunista e implantou um sistema controlado por máfias e grupos sem ética dominando tudo e o governo que fica entre refém e títere dessas gangs.

Kelvin disse...

Patricia,

Sobre seu comentário, sou eu..Kelvin..rsrs parente do Celsius e Farheinheit...kkkk

Bem, concordo com o Rodrigo, essa história de poder militar só traz mais totalitarismo...e sobre a liberação das dogras o Rodrigo so está sendo coerente com o pensamento liberal dele. Mas eu acho q esse pensamento tem limites como vc colocou patricia..Um drogado não faz mal só a si...ai não sei como o liberalismo funciona ai...

Adamos Smithson disse...

Georges,

Se um governante liberal fosse eleito, ele faria exatamente o que o Rodrigo falou quando ele esteve em um programa de televisões discutindo com o Ciro Gomes.

O Rodrigo, disse: "O Governo deve cortar gastos." Meio lugar comum, mas vá lá.

O Ciro Gomes fez a pergunta mais óbvia que se pode fazer depois de uma afirmação dessas: "Cortar onde?".

Rodrigo gagueja, gagueja, e perde uma chance de fazer uma defesa decente de qualquer tipo de proposta. Veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=xxnn-lPglz4

Rodrigo, que parece gostar muito da economia-texto, parece mais uma vez ignorar a economia-número.

Destaco:

1:05 - Rodrigo: "36 ministérios, ministério da pesca."

Ciro: "Vamos reduzir todos, quanto você economiza?"

Rodrigo (mostrando que não faz a menor idéia dos números envolvidos na crítica dele sobre os ministérios): "Vamos parar de dar dinheiro pra ONG, MST". "Tem espaço, tem espaço"

Rodrigo: "Reduzir funcionalismo público..."

Ciro: "Reduzir funcionalismo em qual área?"

Rodrigo "Tem área... tem área" (como alguém propõe reduzir funcionalismo público e não é capaz de citar UMA área? Você está falando de funcionalismo público concursado e com estabilidade constitucional? Vai reduzir desreipeitando o estado de direito?!)

Rodrigo: "36% de imposto sobre o PIB".

Ciro: "Para pagar a dívida"

Rodrigo: "Não é verdade...." (é sim, basta ver o orçamento da união. Tirando os gastos financeiros, somos um dos países com menos gastos/pib do mundo.)

Rodrigo: "Isso não é mais a realidade atual."

Ciro: "Não é?!"

Rodrigo: "Cada vez menos, cada vez menos..." (é ou não é? Decida-se)

O grande problema do Liberalismo no Brasil é que os seus porta-vozes não têm a capacidade de fazer qualquer tipo de proposta séria. Limitam-se a ideologias de quadro-negro. Adam Smith é muito importante, sem dúvida. Mas se atrever a fazer propostas para o Brasil sem ler o orçamento da união é burrice.

Adamos Smithson disse...

Veja: não estou nem defendendo o Ciro nem criticando as propostas do Rodrigo.

Só não vejo sentido em sair por aí fazendo propostas como "Vamos cortar gastos YEAHHHH", sem ser capaz de citar os números associados às propostas.

Adamos Smithson disse...

Agora falando sério: a proposta "séria" do Rodrigo está nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=sNRi5ZgwFgs

Aos 6:45 ele diz que a solução dele é fechar Brasília (ou acabar com o Estado).

Depois, aos 6:58 ele deixa claro que a proposta dele é anarco-capitalista.

Apenas para constar, o FAQ do Instituto Liberal (do qual o Rod é diretor) diz que: "para os liberais caberia ao governo apenas a solução de três grupos de problemas econômicos: bens públicos, externalidades negativas e positivas, monopólios naturais." Pro Rodrigo, essa opinião do IL (que é praticamente identica à minha), deve ser exemplo do Fascismo que quer escravizar o cidadão na ditadura da maioria!!!

Estranho, né?

Rodrigo Constantino disse...

Prezado FAKE acima,

Que vc não é liberal e veio aqui com o nome de Adam Smith disfarçado, para poluir e para manchar a própria imagem do liberalismo (como se VC fosse um liberal), todos já sabem. Mas agora vc prova ser mau caráter, pois no vídeo mesmo do YouTube, há explicações mais detalhadas de onde cortar. Eu citei ao vivo ONGs e MST, e só esses dois já chegam a mais de R$ 12 bilhões por ano (não sou obrigado a saber os números corretos todos de cabeça, e não fui preparado para iss, pois nem sabia que iria "debater" com Ciro).

Os Ministérios todos, que citei também, dão outras dezenas de bilhões.

O funcionalismo cresceu em apenas 4 anos mais de R$ 40 bi, ou seja, VOLTAR ao que era antes de Lula assumir já cortaria outros R$ 40 bi por ano. E por aí vai.

Logo, o que vc está afirmando é que eu não tinha os dados certinhos NA HORA, ao vivo, de cabeça. Mas logo depois eu MOSTREI os dados, e no link do YouTube constam exemplos, que vc ignorou de propósito.

Logo, fica constatado aqui que vc não é liberal (todos já sabiam) e que não tem caráter, tendo vindo aqui para poluir e tentar queimar o filme do liberalismo que vc finge defender.

No mais, penso em barrar fakes no meu blog, pois não entendo alguém não ter nem sequer a CORAGEM de mostrar a identidade num debate.

Rodrigo

Adamos Smithson disse...

Sou mau caráter porque postei um link para um vídeo que VOCÊ colocou no youtube? Fala sério, né?

Só citei o vídeo pra mostrar que você gosta muito de encher o peito e dar opiniões cheio de poses usando palavras como dicotomia (hehehe) para parecer entendido, mas todo o seu despreparo fica claro quando alguém te questiona. Não me surpreende que você queira me proibir de postar no blog.

Você alega que estava despreparado para o debate. Isso não é desculpa, né? Pra sair por aí dizendo que deve-se cortar gastos, o mínimo que se espera é que você tenha, pelo menos por alto, noção de algum número, o que você claramente não tinha.

Naquele debate, a esquerda ganhou. Não porque seja inerentemente superior, o que não é, mas porque a direita estava tão mal representada.

Rodrigo Constantino disse...

Não seja cínico, fake.

Em primeiro lugar, eu te chamei de mau caráter por IGNORAR que no mesmo link que vc pegou os trechos, eu mostro SIM onde cortar.

Em segundo lugar, não falei em barrar VOCÊ no blog, mas FAKES em geral. Eu sigo regras isonômicas, e lembre-se que isso é MINHA propriedade. Vejo que alguns fakes, sem coragem para mostrar a verdadeira identidade, gostam apenas de poluir.

Rodrigo Constantino disse...

"Naquele debate, a esquerda ganhou. Não porque seja inerentemente superior, o que não é, mas porque a direita estava tão mal representada."

Ganhou? Com a postura arrogante do Ciro? Vc chama isso de ganhar? Afirmando que não há onde cortar UM BILHÃO de gastos? hahaha

Em tempo: não me vejo como "direita". Sou liberal, algo que vc claramente não é.

Rodrigo

Adamos Smithson disse...

Pra mim, direita e liberalismo são praticamente intercambiáveis. Tal qual esquerda e coletivismo. Essas são as definições que eu uso de esquerda e direita. Não estamos mais na revolução francesa, né?

Sim. Naquele debate, o Ciro ganhou. Se você tivesse argumentos para responder às perguntas dele, não existiria má educação capaz de cala-los.

E não sei quem te disse que você virou o chefe da polícia secreta do neoliberalismo, com autoridade de julgar quem é ou não liberal. As vezes parece um "eu sou liberaaaal, você não éééé".

Se você acha que não sou liberal pois defendo algumas intervenções do Estado na economia, releeia a definição do Instituto Liberal sobre as funções do Estado.

Se você acha que só os anarco-capitalistas ou os minarquistas são os verdadeiros liberais, releeia com mais atenção Friedman, ao invés de ler só as orelhas e o banco de dados de citações. Ele disse, e estou citando de cabeça: "The consistent liberal is not an anarchist". Depois ele segue dizendo com a clareza e objetividade do gênio que era que a perfeita liberdade nunca poderia funcionar em um mundo de homens imperfeitos. Essa, Rod, é a diferença entre o mundo real e o quadro-negro. Isso não aparece na orelha dos livros.

@MauroVS disse...

Lula atrás do copo

Alinha-se ao narcoterrorismo das FARC como simpatizante.

Acolhe estrangeiros condenados membros de organizações terroristas. Simpatiza com grupos terroristas FARC, ETA, IRA, PAC, PO, Hezbollah, Hama, al-Qaeda, etc

Subordina-se a Muammar al-Ghaddafi a quem se referiu como "irmão e líder" presidente da União Africana, Clube dos Ditadores, que tem força armada para intervir nos países membros.

O chefe de Lula, Chavez, está implementando força armada multinacional para intervir nos paises membros da Alba ou Unasul.

Depois da reativação da quarta frota, mais bases no foco, para combater o terrorismo globalizado e unido com autocratas.

Aprendiz disse...

O que o público americano diria da presença de soldados amerianos nas bases colombianas?

Irrisório!!!

O cerne do acordo é uma aumento de algumas poucas centenas de soldadosamericanos em território colombiano. Tal número de soldados, se entrasse em confronto direto com qualquer exército da região (ou qualquer guerrilha) seria eliminado quase instantaneamente. Em comparação, os EUA possuem 1,5 milhão de soldados. Quanto ao poder de fogo, um único porta-aviões americano é incomparavelmente mais forte que aqueles poucos soldados com armas leves.

Portanto, mais um factóide criado por chavez, com o apoio do "gigante" amorim e o respaldo da imprensa brasileira chinfrim.

Aprendiz disse...

Rodrigo

Acho errado o AS vir aqui dizer que você só lê orelhas de livros. Você é economista (nós não) e tem pós-graduação. Portanto, já terá estudado muito mais economia do que nós todos juntos, fora tudo que você deve ter lido depois. A acusação do AS seria como se um leigo dissesse a um médico formado e com especialização que ele não sabe nada, e só conhece o que está escrito nas orelhas dos livros de medicina. Uma tremenda pisada na bola.

Mas, vendo a crítica pelo lado positivo, vejo que muitos economistas liberais ficam apenas no teórico. Quem se aprofunda e mantem-se ATUALIZADO sobre a realidade econômica do país (e, no caso do Brasil, os gastos do governo são uma parcela importante da realidade) conhece os grandes números de cor. Os adversários sabem os números na ponta da língua, pelo menos os grandes números, e distorcem à vontade. Os liberais também deveriam saber.

OJ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
OJ disse...

Prezada Patricia ou Patricinha.

Essa retórica de sustentar doença de fumantes com impostos dos não fumantes é a coisa mais idiota de se dizer.
Com certeza os mais de 90% de impostos pagos sobre o preço do cigarro sustenta não só o custo de tratamento como também pagaria meu plano particular de saúde, bem melhor do que a porcaria do SUS.
Gasto mais de R$ 300,00/mês com cigarro e R$ 270,00 são de impostos.
Quero ver com o que contribuem os vagabundos e patricinhas de praia para curar seus cancer de pele.
Com o que os gordos consumidores de MacDonalds contribuem para suas reduções de estomago, safenas e tratamento contra hipertensão?
Qual a porcentagem de fumantes, que buscam curas para os males causados pelo fumo, entre os milhares de pessoas que lotam o Guilherme Alvaro todos os dias?
A fumaça dos veículos a Diesel com alta porcentagem de enxofre não faz mal nenhum né?
Vamos acabar com o transporte público porque eu não uso, mas meu imposto vai para pagar os atropelamentos, as doenças causadas pela fumaça dos onibus etc...
Quem dependede transporte público que se lixe então?
Deixa de ser idiota.
Não fumante ignorante é uma droga...