sexta-feira, agosto 14, 2009

O Resultado do Banco do Brasil



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou tão feliz com o resultado do Banco do Brasil que convocou uma entrevista coletiva, alertando que “se os bancos privados não seguirem o exemplo dos bancos públicos, vão começar a comer poeira”. Nunca antes na história desse país alguém tão medíocre ocupou cargo tão importante. Boa parte do crescimento do lucro veio do aumento na carteira de crédito ao consumo, que passou a representar dois terços da carteira total do banco. Chega a ser temerário um ministro da Fazenda celebrando e estimulando dessa maneira o aumento do crédito ao consumo, que apenas transfere consumo futuro para o presente, podendo inclusive criar uma bolha artificial.

Mas a obsessão do governo com o imediatismo é total, já que “no longo prazo estaremos todos mortos”. O que importa é estimular o crescimento do PIB até 2010, ano de eleição. Será que a crise mundial recente não ensinou nada aos governantes sobre estímulo artificial ao consumo corrente, sem lastro em poupança real? Os bancos que expandiram crédito de forma acelerada nos Estados Unidos foram os heróis por alguns anos, apenas para deixarem um rombo gigantesco depois, obrigando os pagadores de impostos a tampar o buraco. Não custa lembrar que o próprio Banco do Brasil já quebrou algumas vezes no passado, necessitando de injeção de dinheiro dos “contribuintes”.

Nada disso parece importar muito para o ministro. O Banco do Brasil voltou a ser o número um em ativos, e isso é o suficiente. Não importa também que o Itaú Unibanco, com menos ativos, tenha um valor de mercado duas vezes maior que o Banco do Brasil (R$ 128 bilhões contra R$ 65 bilhões), mostrando que cria muito mais valor para seus acionistas. Não vem ao caso também que o Itaú Unibanco consiga isso com 65 mil funcionários, contra 82 mil funcionários do Banco do Brasil (últimos dados disponíveis nos balanços). Falar em eficiência é irrelevante quando o foco é o tamanho. Freud explica.

Por fim, gostaria apenas de registrar mais um caso de esquizofrenia em nossa esquerda. Afinal, os esquerdistas detestam os banqueiros, mas adoram o maior banqueiro de todos, que é o próprio governo. Melhor não cobrar lógica dessa turma...

10 comentários:

Adamos Smithson disse...

"Nunca antes na história desse país alguém tão medíocre ocupou cargo tão importante."

Seu amigo Ciro Gomes já ocupou o mesmo cargo!

Rodrigo Constantino disse...

AS, Ciro não é medíocre. Ao contrário, ele é inteligente, bastante inteligente. O problema dele é safadeza mesmo, canalhice, sede por poder acima de tudo.

Já o Ântega é um cara medíocre. Acho que até ele deve ser perguntar todo dia COMO chegou lá... hehehehe

Adamos Smithson disse...

E a Zélia?

Adalberto Lassance disse...

Há alguns anos li no Correio Braziliense (não me lembro o autor) a seguinte definição do socialismo que anda por aí: "o socialista brasileiro (ou socialista de caviar) é aquele que tem o socialismo na ponta dos dedos e da garganta, mas é invariavelmente capitalista quando se trata do próprio bolso".
É necessário comentar mais alguma coisa?

Gato Preto disse...

Zélia e Manteiga dá uma briga boa.

Rodrigo Kumpera disse...

Não deixemos de esquecer de Dorneles, Funaro, Bresser e Nóbrega. O quarteto de patetas que afundaram nosso pais nos anos 80.

Não deixemos de lembrar do Ricupero e o enorme papelão na TV por satélite.

E tem o Palocci, o ministro do privacidade zero.

Epa, quase esqueci de lembrar do campeão dessa categoria, o Delfim Neto. O Lula sonha com esse toda noite.

Adamos Smithson disse...

Pois é... eu não chamaria o trio Palocci/Mantega/Meirelles de medíocre pois eles foram não-medíocres o suficientes para manter a política econômica que obteve melhores resultados para o Brasil dos últimos 50 anos, que foi a política do FHC/Malan/Franco.

Essa política pode até não ter sido perfeita, mas foi melhor do que todas as do Governo Militar, que até geraram crescimento, mas ao custo de uma enorme dívida pública e melhor do que a do Sarney/Collor, que não conseguiram controlar a hiper-inflação e deixaram o país estagnado.

etelmar disse...

rodrigo por favor, vc pode ajudar!
visite www.mundogump.com.br e lei o post "O Brasil precisa da sua ajuda"!
Um grande abraço, grata, Etel

André Barros Leal disse...

Acho que o maior problema do "Manteiga" não seria sua incapacidade evidente, mas sim o fato de ser um bolha que é desautorizado e desmentido o tempo todo, seja pelo presidente ou pela Dilma Sequestradora.

Não entendo como um cara assim se plha no espelho todo dia...

Everardo disse...

O Banco do Brasil não serve como prova de o governo é sempre incompetente na gestão de bancos. O BB também tem encargos sociais, não "lucrativos", que o Itaú Unianco não aceitariam. Apesar disso, cumpre o seu papel com eficiência e eficácia.