sexta-feira, abril 20, 2012

Geração Concurso Público

Rodrigo Constantino, para a revista VOTO

“Aqueles que desistiriam da liberdade essencial para comprar um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.” (Benjamin Franklin)

Uma parcela cada vez maior dos brasileiros, especialmente da classe média, sonha com uma vaga no setor público. São milhares e milhares de pessoas estudando duro e fazendo cursinhos para disputar as vagas nos concursos para empregos em órgãos estatais. Pretendo expor basicamente dois pontos de vista sobre este fenômeno: 1) a decisão no âmbito individual parece perfeitamente racional; 2) quando afastamos a lupa e obtemos um campo de visão mais amplo, esta tendência parece altamente preocupante.

Sobre o primeiro aspecto, a escolha parece racional porque, de fato, o setor público tem oferecido as melhores vantagens no mercado de trabalho, de forma geral. Há a tão sonhada estabilidade no emprego, algo que muitos valorizam mais até do que o prazer naquilo que toma boa parte do dia, que é seu trabalho. E os salários, na média, são maiores do que no setor privado. Isso sem falar dos vários privilégios, como aposentadorias maiores e diversos auxílios, dependendo da profissão.

Vamos dedicar um pouco mais de tempo ao aspecto da adorada estabilidade no cargo. É fato que nem todos nasceram para uma vida mais arriscada, ousada, com aventuras e desafios em busca de sonhos e desejos. Muitos, de perfil mais acanhado, tímido e com forte aversão ao risco, acabam preferindo a segurança na rotina, na certeza de que o amanhã será a repetição do hoje, com seu emprego garantido sem muitas novidades. Para estas pessoas, a obediência estreita às regras definidas a priori é o que mais conforto traz.

Pessoas com este perfil se encaixam perfeitamente na burocracia estatal. Os trabalhos burocráticos demandam execução semi-automática, ou seja, valoriza mais a obediência que a inovação. Não há muito espaço para a criatividade. Por isso mesmo, os trabalhos burocráticos acabam sendo também medíocres, por não incentivarem a ousadia e a paixão pelo novo. Claro que nem todos os serviços públicos são desta natureza, mas é evidente que muitos – talvez a grande maioria – o são.

O outro aspecto que atrai muitos candidatos é o salário. De fato, para os poucos que se sobressaem na iniciativa privada, a recompensa costuma ser bem maior. Mas, na média, o salário público, especialmente se acrescido das inúmeras vantagens, tende a ser maior. A estatística nacional colocava, da última vez que vi, o salário médio do setor público como mais de duas vezes acima daquele do setor privado. Este sofre, não custa lembrar, justamente pelo excesso de obstáculos criados pelo governo, tais como altos tributos, encargos trabalhistas e a própria burocracia, além da baixa produtividade fruto da péssima educação.

Tendo conhecimento dos fatos acima, fica mais fácil compreender porque tantos brasileiros querem uma disputada vaga de concurso público. Os cursos preparatórios se espalharam como vírus, e estudantes determinados, com notas excelentes, dedicam-se horas diárias à leitura de vários livros. A principal habilidade que diferencia os vencedores dos demais não é necessariamente a inteligência, muito menos a capacidade criativa e inovadora, mas sim a memória. Aquele que decorar calhamaços de dados com mais facilidade tem maiores chances de passar. Um robô levaria todas em primeiro lugar!

Ora, mas qual o problema disso? Eis que chegamos no segundo ponto: a visão holística da coisa. O leitor provavelmente já entendeu que, para a sociedade como um todo, quanto maior for a parcela de trabalhos burocráticos, pior será o resultado geral. O motivo é evidente: a burocracia excessiva asfixia a criação, força-motora essencial à prosperidade. Claro que algumas funções terão que ser executadas pela burocracia estatal. Quase ninguém defenderia uma polícia privada com foco no lucro, por exemplo, ou então um sistema de justiça totalmente privado (câmaras de arbitragem, porém, fazem todo sentido).

Logo, certas tarefas cabem naturalmente ao estado, e o método será burocrático, ou seja, sem um mecanismo de precificação do resultado (i.e., o lucro). Mas o ideal para a sociedade como um todo é que tais tarefas sejam bastante restritas ao básico necessário. Mais que isso começa a prejudicar o dinamismo da economia, sem falar da perda das liberdades individuais (a tendência do burocrata é expandir seus tentáculos e poder, para garantir mais verbas ao seu gabinete).

No setor privado, por outro lado, a meritocracia representará o melhor incentivo à eficiência. Os piores são punidos no mercado, e os melhores recolhem as recompensas do bom serviço prestado. O processo dinâmico de tentativa e erro permite que os mais inovadores e criativos conquistem espaço vis-à-vis os mais obsoletos. A “destruição criadora” de que falava Schumpeter pode então funcionar com liberdade para garantir o progresso. Alguém consegue pensar em uma repartição pública entregando ao mundo um iPad?

Quando compreendemos isso tudo, salta aos olhos a preocupação com a crescente tendência dos jovens em buscar a estabilidade no setor público. Um país com inchaço estatal é um país engessado, sem dinamismo econômico, e com as liberdades ameaçadas.   

48 comentários:

Anônimo disse...

A relação de funcionários públicos sobre a população economicamente ativa é de 7%. Já quem trabalha com conta própria é de 22%. São dados do PNAD. Onde está o país com mais burocratas do que empreendedores ?

Jota Fanchin Queiroz disse...

Caro Rodrigo,
Belo texto, direto ao ponto. Apenas discordo da sua objeção à jurisidição privada.
Note, a jurisdição pública é em tese mais adequada pela presunção da imparcialidade. O que é um sofisma, pois a jurisdição pública é talvez ainda mais suceptível à influências que imparcializem as decisões. E pior, por essa presunção absoluta, não possui controle. Veja o STF.
Uma jurisdição privada obrigaria a lisura absoluta, sob pena de ser substituída. É a mulher de César tendo que parecer séria, além de ser séria.

BUSSOLA DE FINANCAS disse...

Rodrigo, esta é uma realidade que se apresenta de forma cada vez mais marcante em determinadas localidades. Cidades como Brasília, Rio de Janeiro são, por abrigarem sedes de diversas empresas estatais e públicas, pólos concentradores de interessados em carreiras públicas. São Paulo já não se enquadra neste perfil, ao meu juízo. A questão central é o elevadíssimo custo da mão de obra, que faz com que qualquer vaga na iniciativa privada custe ao menos o dobro do salário pago ao trabalhador. Portanto, há uma atração natural do emprego público que associado à estabilidade também se torna atrativo pelo aspecto financeiro.

Anônimo disse...

Minha familia acha que eu sou algum tipo de maluco por não querer ser um parasita público.
Eu acho que o brasil e esses parasitas vão num caminho insustentável.
Vamos ver quem ri por último.
ntsr

Rafa disse...

Ótimo texto, Constantino.

Só não entendi por que as consequências da burocracia e do monopólio estatal (i.e., falta de incentivo a inovação) não se aplicam a polícia e a justiça.

Poderia me recomendar algum livro sobre o tema?

Obrigado.

Anônimo disse...

só faltou saber que nem todo emprego público é para exercer cargo burocrático.

Anônimo disse...

Para ser funcionario publico deve haver merito por passar no concurso. E tal inic privada nao é menos burocrática, chata, na maior parte dos casos, mas gosta de trocar um pai de familia de 50 anos por um borracha de 20 q topa ganhar a metade. E daí? Problema do pai, lei da selva moderna...

Donizete Ferreira Beck disse...

Artigo Perfeito.

Anônimo disse...

O José Pastore numa reportagem de ontem no jornal valor econômico disse que a desoneração da folha de pagamento levou a uma queda dos encargos trabalhistas de 100% para 78%. E foi aprovado o fundo de pensão para servidor público, igualando ao trabalhador na iniciativa privada. Seria bom vc atualizar o seu discurso

Anônimo disse...

'A relação de funcionários públicos sobre a população economicamente ativa é de 7%.'

E daí? Nem que fosse 1%, se o povo tiver que trabalhar metade do ano pra sustentar esses vagabundos dá no mesmo

Anônimo disse...

E esse número, 7%, qual a fonte disso? Não faz o menor sentido, a maioria dos universitários tupiniquins estuda direito, e a maioria desses aí sonha em virar empregado do governo
O brasil sozinho tem mais adEvogados que o resto do mundo todo junto

Anônimo disse...

7%:

http://www.fetecsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=150:servidores-publicos-nao-chegam-a-6-da-populacao-no-brasil&catid=47:bandeira-de-luta&Itemid=78

Anônimo disse...

1- Existem diversos estudos refutando esse MITO DO INCHAÇO PÚBLICO, o nobre colega deveria conhecê-los.
2- Se mais gente se empenha em estudar e conseguir algo que não dependa , em grande parte, de camaradagem ou QUEM indica, creio que sobrará mais vagas para quem realmente quer estar na iniciativa privada.
3- Daqui a pouco você vai querer policiais pagos pela iniciativa privada.

Anônimo disse...

O que vejo, e já o disse aqui, é muito preconceito do pessoal da iniciativa privada em relação ao servidor público e vice-versa (a crítica não é ao Constantino). Para o pessoal da iniciativa privada, o servidor público é sempre um parasita acomodado, o que não é verdade; para os preconceituosos do setor público, o pessoal da área privada é destituído de espírito público e preocupado somente com o próprio bolso e sempre a fim de subornar o funcionário público, o que também não é verdade.

Há bons e maus profissionais em ambos os setores como também há muita gente que trabalha nos dois setores ao mesmo tempo (professores, médicos, advogados, engenheiros, etc.).

Toda generalização é apenas estereotipação e preconceito.

Mas o Constantino está certo na sua crítica ao tamanho do setor público no Brasil.

Anônimo disse...

Os 7% são dados do PNAD. São pessoas que estão trabalhando no serviço público (aliás menor do que em muitos países do mundo e parecido com os EUA). Obviamente que não leva em conta quem estuda para concurso. Apesar que o fato de tanta gente estudar para concurso não é um mal sinal. Pelo menos esse pessoal está estudando e se qualificando. Mesmo que não passe no concurso.

Anônimo disse...

E quem disse que essa é a realidade em todos os órgãos?
Prefiro mil vezes trabalhar para o governo ganhando mais e trabalhando para melhorar alguma coisa nesse país do que trabalhar para iniciativa privada e ganhar pouco pois os empresários só querem enriquecer as custas dos empregados!

Cada um tem seu ponto de vista e com certeza há parasitas, mas hoje em dia, muitos jovens estão entrando para fazer a diferença. Pode acreditar!

Anônimo disse...

Outra verdade: nem todas as carreiras públicas são valorizadas em matéria de remuneração. Em geral, a mão-de-obra menos qualificada é mais valorizada no setor público, mas não a qualificada. Ex: engenheiros, médicos, advogados renomados e professores especializados ganham mais na iniciativa privada que no serviço público. Muitos deles dividem o tempo nos dois setores e, por ganharem menos no público, dão prioridade à atividade privada.

Porém, no serviço público se vê distorções como um ascensorista de elevador ganhando mais que um servidor com nível superior (geralmente é nos poderes legislativo e judiciário).

Anônimo disse...

' pois os empresários só querem enriquecer as custas dos empregados!'

E tu quer enriquecer as custas do pagador de impostos! Só que pro empresário só trabalha pra ele quem quer, já eu, sou FORÇADO a te sustentar, seu vagabundo, pq se nao vou preso.

Anônimo disse...

'Pelo menos esse pessoal está estudando e se qualificando. '

Uma coisa n tem nada a ver com a outra.Essas provas de concurso cobram assuntos ridículos, que n fazem diferença nenhuma no dia a dia real de um bom profissional

Anônimo disse...

Olhem aí como esses concursos realmente selecionam os melhores:
AI COMO TO BANDIDA: QUESTÃO DE CONCURSO PÚBLICO
http://www.itaberabanoticias.com.br/emprego/ai-como-eu-sou-bandida

Anônimo disse...

"Para ser funcionario publico deve haver merito por passar no concurso"


Que grande mérito, ein? Que tal o mérito de receber um salário oriundo de trocas voluntárias?


"1- Existem diversos estudos refutando esse MITO DO INCHAÇO PÚBLICO, o nobre colega deveria conhecê-los."


É verdade, o estado só está presente em mais de 700 empresas e em quase 40% da economia...


"Há bons e maus profissionais em ambos os setores"


A diferença é que se os maus funcionários da esfera privada não forem demitidos, podem levar as empresas a falência; enquanto que os da esfera pública recebem aumento, i.e. políticos.


" Para o pessoal da iniciativa privada, o servidor público é sempre um parasita acomodado, o que não é verdade;"


É verdade, os funças não são acomodados. Querem sempre aumento, independente se os serviços prestados são necessários e/ou bem feitos.


"Apesar que o fato de tanta gente estudar para concurso não é um mal sinal. Pelo menos esse pessoal está estudando e se qualificando. Mesmo que não passe no concurso."


O importante é estudar! Se é algo completamente inútil - há concursos que pedem até os atalhos do Word e do Excel! - não interessa!


"Em geral, a mão-de-obra menos qualificada é mais valorizada no setor público, mas não a qualificada."


E coloca valorizada nisso: quero ver alguém ganhar 2~3 mil reais na iniciativa privada para ficar jogando paciência e atendendo telefone.


"Prefiro mil vezes trabalhar para o governo ganhando mais e trabalhando para melhorar alguma coisa nesse país do que trabalhar para iniciativa privada e ganhar pouco pois os empresários só querem enriquecer as custas dos empregados!"


Acredito que a sua casa deve ter sido construída pelo governo, assim como seu computador e a cadeira que você está sentado também foram feitos por burocratas. É, agradeça também aos empresários que tornaram possível você ter o seu pãozinho e o seu café de manhã, enquanto na URSS as pessoas passavam fome.

samuel disse...

Rodrigo, o comentarista que TOMOU CONTA DO SEU BLOG, Anonymous said... das 8:57 PM; 3:03 AM; 8:06 AM; 9:59 AM;11:17 AM;11:17 AM que é a mesma pessoa, está ahi para divergir (provavelmente pago com verba pública). NÃO PARA CONTRIBUIR na elucidação do tema proposto.
Usa a estatística como um pombo usa o poleiro: para @#$R. Existe a outra estatística e que ele não trouxe ao seu Blog: QUE SÃO NECESSÁRIOS 20 EMPREGOS PRODUTIVOS PARA SUSTENTAR 01 BUROCRATA que é um emprego IMPRODUTIVO, PARASITA, OVERHEAD, ...
Apenas necessário em seu mínimo.
PARA UM MUNDO SEM BUROCRATAS recomendo ler: FREE TO CHOSE de Milton Friedman.

Anônimo disse...

Burocracia pode gerar empregos, contudo, não gera riqueza, e sim vive as custas da riqueza alheia.

Anônimo disse...

Bom texto, porém muito simplista ao traçar o perfil dos candidatos a concursos públicos.

Sou servidor publico federal atualmente. Mas fui micro empresario por 12 anos e não vi outra saida a não ser encerrar minhas atividades tamanha é a burocracia e dificuldades impostas pelo estado no tocante à tributação, contratação de mão de obra e rateio dos lucros (se é que me entende).

Eu acredito que o perfil dos concurseiros traçado no texto seja consequencia de um governo extremamente paternalista, ineficiente, burocratico, esquerdista populista e monopolista.

Quanto à estabilidade, vantagens infinitas e aposentadoria, cabe discussão muito seria sobre o assunto, pois toda essa propaganda contra é reflexo e frustração do restante da população pela mazelas a que são impingidas pelo proprio governo. Ele próprio demoniza o func. publico como se este fosse o grande mal pela sociedade estar vivendo pessimamente mal, O que reflete em positivamente na aprovação dos interlocutores pouco informados.

O serviço publico no país é sim, péssimo! Mas isso é oriundo de uma politica estabelecida pelo estado em que todo cidadão é considerado culpado até que prove o contrario.

Existem muitos pontos de vista para a mesma questão, mas muitos preferem seguir a manada, pois é mais comodo, como foi o caso do autor deste texto.

Apesar de acompanhar seu blog e concordar com a maioria das suas idéias, principalmente em relação à escola austriaca, acho que foi infeliz nesta matéria.

Anônimo disse...

Se esse artigo é tão verdadeiro, por que não propôs melhorias para esse "problema"?

Infelizmente estamos cheios de críticos que proproem uma FALÁCIA!! O mundo perfeito está em seus artigos, nada mais!!!

samuel disse...

PARA UM MUNDO SEM BUROCRATAS recomendo ler: FREE TO CHOOSE de Milton Friedman.

Anônimo disse...

"Prefiro mil vezes trabalhar para o governo ganhando mais e trabalhando para melhorar alguma coisa nesse país do que trabalhar para iniciativa privada e ganhar pouco pois os empresários só querem enriquecer as custas dos empregados!"

Perfeito exemplo da mentalidade tupiniquim.

1) Acha que o governo melhora alguma coisa;

2) Acha que empresários são malvados.

Isso aí campeão! Com pessoas como você, o Brasil vai longe...

PHO

Anônimo disse...

A esquerda tem um negócio interessante, quando alguém prova pela lógica que A+B=C, ele acha que basta falar que não, que é igual a qualquer outra coisa, sem explicar direito nem como nem porque.
Tem até um artigo aqui sobre isso, mitomania esquerdista
Mas enfim, aqui vai mais um exemplo dessa brilhante lógica:

'Quanto à estabilidade, vantagens infinitas e aposentadoria, cabe discussão muito seria sobre o assunto, pois toda essa propaganda contra é reflexo e frustração do restante da população pela mazelas a que são impingidas pelo proprio governo. '

Propaganda contra? Então não querer passar metade do ano trabalhando pra sustentar esse pessoal é propaganda contra?
pfff

Anônimo disse...

Estudei pra "burro", fiz um concurso dificílimo e sobrevivo com pouco menos de R$ 20.000,00 por mês. Empresários ganham muito mais que eu sem ter estudado e ficam reclamando.

Anônimo disse...

Não consigo entender a lógica de quem fica aqui condenando o funcionário público. Como bem ponderou Rodrigo Constantino, o serviço público no Brasil é atraente e é racional a sua escolha por quem está no mercado de trabalho. O servidor público por acaso é culpado por optar por uma oferta que lhe é vantajosa em vários aspectos? Vocês queriam o que? Que ele fosse burro e jogasse capital fora investindo num país estatista?

É cada coisa que a gente vê!! Enquanto os esquerdistas têm inveja dos empresários bem-sucedidos, alguns liberais pobres têm inveja de servidores públicos bem-sucedidos.

E tem mais: tributo todo mundo paga. Pago mais de R$ 10.000,00 mensais só de imposto de renda retido na fonte.

Anônimo disse...

Não entendo qual o problema do serviço público pagar tão bem quanto a iniciativa privada, como em qualquer país sério desse planeta...Mas aqui tudo tem o tom elevado, que sempre descamba pro Comunismo etc. Daqui uns dias, Rodrigo começará um artigo sobre futebol, até que se chegue em Cuba, burocracia etc.

Anônimo disse...

Corrijo: pago mais de 10.000,00 por mês somando IR, previdência e assistência à saúde.

samuel disse...

O “Anonymous said... 9:06 PM” não tem vergonha de vir a este Blog dizer que ganha 20.000,00 por mês (mais 13º. + 14º. Mais férias + ... ) às custas de empresários que não estudaram e que o sustentam é ser um ALIENADO, SECTÁRIO, EGOISTA (eu e+ eu e o resto do mundo que se ph...) No mínimo está MORALMENTE desqualificado para estar neste Blog.

Anônimo disse...

"3- Daqui a pouco você vai querer policiais pagos pela iniciativa privada."

Viajou, o Rodrigo (e a maioria dos liberais) NÃO defende a privatização da polícia e do judiciário.

" Apesar que o fato de tanta gente estudar para concurso não é um mal sinal. Pelo menos esse pessoal está estudando e se qualificando. Mesmo que não passe no concurso."

+1

Em 2 meses de vida de concurseiro estudei mais do que em todo o período de meu curso em universidade federal

"Uma coisa n tem nada a ver com a outra.Essas provas de concurso cobram assuntos ridículos, que n fazem diferença nenhuma no dia a dia real de um bom profissional"

Você está enganado. É claro que existem macetes para se fazer provas, mas obviamente o indivíduo vai ter que aprender MUITO para passar.

"O importante é estudar! Se é algo completamente inútil - há concursos que pedem até os atalhos do Word e do Excel! - não interessa!"

Como se as provas de seleções da iniciativa privada fossem muito melhores, não é mesmo?

"Eu acredito que o perfil dos concurseiros traçado no texto seja consequencia de um governo extremamente paternalista, ineficiente, burocratico, esquerdista populista e monopolista."

É isso aí, eu mesmo não tenho perfil para o serviço público. Entretanto, tenho 21 anos e até hoje não vi lugar na iniciativa privada que pague R$10.000 por mês logo de cara.

"Estudei pra "burro", fiz um concurso dificílimo e sobrevivo com pouco menos de R$ 20.000,00 por mês. Empresários ganham muito mais que eu sem ter estudado e ficam reclamando."

Não é bem assim, empresário que ganha R$20.000 por mês sem estudar é geralmente o filhinho de papai que herdou o suor de seus antepassados.

"Não consigo entender a lógica de quem fica aqui condenando o funcionário público. Como bem ponderou Rodrigo Constantino, o serviço público no Brasil é atraente e é racional a sua escolha por quem está no mercado de trabalho. O servidor público por acaso é culpado por optar por uma oferta que lhe é vantajosa em vários aspectos? Vocês queriam o que? Que ele fosse burro e jogasse capital fora investindo num país estatista?

É cada coisa que a gente vê!! Enquanto os esquerdistas têm inveja dos empresários bem-sucedidos, alguns liberais pobres têm inveja de servidores públicos bem-sucedidos.
"

Amigo, seu comentário foi perfeito!

Anônimo disse...

Aos que criticam, ao meu entender, o questiomento que está sendo feito é se o método de entrar no serviço público é o mais adequado.
Será mesmo que um teste de memória, como dito pelo Constantino, vai selecionar os melhores profissionais?

E sem contar as vantagens oferecidas. A mais absurda é de emprego vitalício. Isso não existe! Querendo ou não, isso gera acomodação. E, com isso, quem se ferra sempre são os contribuintes que através dos impostos pagam e sustentam os salários e privilégio sdos servidores públicos. A troco de quê? De um péssimo serviço, péssimo atendimento, burocracia, lentidão, etc...
Ou alguém aqui está satisfeito com o serviço público?

Em resumo, muitos privilégios para pouca eficiência...

Rogério

Anônimo disse...

'Entretanto, tenho 21 anos e até hoje não vi lugar na iniciativa privada que pague R$10.000 por mês logo de cara.'

Roubo é roubo, nada paga mais.
Esses vermes fingem que não sabem que esse dinheiro não vem do mérito mas sim do uso da força.

Anônimo disse...

Esse pessoal falando que funça merece ganhar muito pq estudou muito, é uma coisa totalmente ridícula

Primeiro pq as provas de concurso público são ridículas, cobram assuntos que nenhum profissional sério precisa, a última pérola dessas cobra até assunto de novela.

Depois pq o valor do seu trabalho não tem necessariamente a ver com o tempo que vc passou 'estudando' antes, mesmo que alguém passasse a vida estudando engenharia pra criar uma bicicleta com dez rodas, ele não estaria melhorando a vida de ninguém com isso.Isso é um mito marxista sem sentido.

O único, único motivo pra esse povo ganhar muito é porque o pagador de impostos é FORÇADO a sustentar ele e só.

Anônimo disse...

'É cada coisa que a gente vê!! Enquanto os esquerdistas têm inveja dos empresários bem-sucedidos, alguns liberais pobres têm inveja de servidores públicos bem-sucedidos.
"
Amigo, seu comentário foi perfeito!'

Perfeitamente idiota.O pior empresário do mundo não obriga ninguém a nada, já um funça 'bem sucedido' é só um cara que provou que é bom em decoreba pra poder entrar pra gangue.Ler mil vezes e repetir, não precisa ter mais que o QI de um papagaio pra isso.

Anônimo disse...

'Corrijo: pago mais de 10.000,00 por mês somando IR, previdência e assistência à saúde.'

Isso é uma mentira, uma ficção contábil.
Qual a diferença entre o ladrão que rouba dez, devolve cinco e o que rouba cinco? Encheção de linguiça a parte, nenhuma.

Anônimo disse...

Bem, eu sou funcionário público e atuo numa atividade meio. Como vários aqui, questiono se o resultado final do serviço é bom ou não, se é eficiente ou não. Talvez outra fórmula seja mais eficaz que o serviço público.

Agora, essa estória de que servidor público não trabalha é piada. Eu mesmo trabalho o tempo todo, no local de trabalho, em casa, inclusive nos finais de semana, pois a demanda aumenta a cada dia. Com o aumento do número dos Estado-dependentes, o trabalho tem aumentado exponencialmente. É muito mais gente nas áreas fim (se trabalhando bem ou não é outra coisa) e somos nós da área meio que cuidamos da vida desse pessoal todo. É papelada que não acaba mais e o pessoal em cima, cobrando celeridade. E não é só burocracia não. Em muitos casos se tem de dar soluções administrativas e jurídicas para ontem. Há muita gente estressada por isso.

Justamente pelo fato de o Estado ser agigantado, não falta serviço para mantê-lo em funcionamento.

Então, aceito a crítica da ineficiência, mas não a de que falta trabalho. Se este trabalho é produtivo ou não para a sociedade, é outra questão. Mas que é trabalho estafante, isto é sim.

Anônimo disse...

Servidor público que trabalha honestamente não é ladrão!! Alto lá!! Quem trabalha e recebe pelo trabalho realmente feito não pode ser chamado de ladrão!!

Funcionário público que trabalha pode, no máximo. ser chamado de empregado do ladrão (o Estado).

Que história é essa???

Anônimo disse...

Todo e qualquer cidadão deve contribuir para a sociedade em que vive, seja empregado, seja empresário, seja servidor público. A carga tributária está excessiva e deve ser reduzida para todos, é verdade. Mas disso não se segue que não se deva pagar impostos.

Tem muitos Al Capones por aqui querendo sonegar. Sonegação é crime!!!

Sonegou, eu autuo!!

Auditor Fiscal

Anônimo disse...

"O “Anonymous said... 9:06 PM” não tem vergonha de vir a este Blog dizer que ganha 20.000,00 por mês (mais 13º. + 14º. Mais férias + ... ) às custas de empresários que não estudaram e que o sustentam é ser um ALIENADO, SECTÁRIO, EGOISTA (eu e+ eu e o resto do mundo que se ph...) No mínimo está MORALMENTE desqualificado para estar neste Blog."

"Roubo é roubo, nada paga mais.
Esses vermes fingem que não sabem que esse dinheiro não vem do mérito mas sim do uso da força."

Prezado Anarco-capitalista, volte para seu mundinho da fantasia somaliano, pois aqui no mundo real o Estado tem papel fundamental.

"Primeiro pq as provas de concurso público são ridículas, cobram assuntos que nenhum profissional sério precisa, a última pérola dessas cobra até assunto de novela. "

Ah claro, Direito Constitucional, Administrativo, Português, Contabilidade, Economia etc. ninguém precisa, né?

"Perfeitamente idiota.O pior empresário do mundo não obriga ninguém a nada, já um funça 'bem sucedido' é só um cara que provou que é bom em decoreba pra poder entrar pra gangue.Ler mil vezes e repetir, não precisa ter mais que o QI de um papagaio pra isso."

"Enquanto os esquerdistas têm inveja dos empresários bem-sucedidos, alguns liberais pobres têm inveja de servidores públicos bem-sucedidos. "

"Qual a diferença entre o ladrão que rouba dez, devolve cinco e o que rouba cinco? Encheção de linguiça a parte, nenhuma."

Volte para seu mundinho da fantasia somaliano.

Roberto de Sousa Campos disse...

Sou paulista e moro em Recife há três anos. O fenômeno dos concursos públicos já é evidente em São Paulo, mas aqui no Nordeste é uma verdadeira epidemia.
Conversando com pessoas jovens com ensino superior praticamente TODAS pretendem "estudar para concurso". As causas do fenômeno são muitas: baixos salários na iniciativa privada, estabilidade, benefícios etc. Todavia, há algo que também pode explicar isso: a vontade de se "encostar" e poder aproveitar a vida sem grande esforço. O nordestino não abdica do seu tempo livre por nada... nem por dinheiro. Tenho funcionário, ofereço bonificações por trabalhos extras... mas as atividades de lazer são sagradas, mesmo estando endividados até o pescoço. A noção responsabilidade individual é inexistente por aqui. A culpa pelo endividamento é sempre de outra pessoa ou de alguma entidade abstrata (governo, patrão, operadora do cartão, financeira do carro etc...).

Anônimo disse...

Descobri que minha vocação é ganhar na mega-sena. Ainda não ganhei, mas um dia eu chego lá. Enquanto isso, vivo da renda de uma herança. Não nasci para trabalhar.

Anônimo disse...

A grande questão abordada no artigo nao é sobre a competencia dos funcionários publicos, os salarios que lhe são pagos, etc., o grande problema é a perda de pessoas com alta capacidade intelectual, que vão seguir carreira fazendo serviços burocraticos, sem criar ou inovar,quando possuem vocação para tal.

Anônimo disse...

Quem é que falou de somalia aqui? Bando de analfabetos funcionais, se a carga tributária é quase a metade do PIB claro que é roubo, até pros minarquistas.

Anônimo disse...

Anonimo das 0846, concordo com vc! Mas o que posso fazer se o proprio governo da incentivos errados ao mercado?