terça-feira, novembro 24, 2009

O Câmbio Certo



Em artigo publicado hoje (24/11/09) no jornal Valor Econômico, Delfim Netto afirma:

"Supor que o mercado cambial deixado a si mesmo fixa o preço certo e nunca erra é demonstração da mais alta miopia teórica e histórica".

Delfim adora apontar as supostas "falhas de mercado", mas curiosamente não dedica muito tempo às "falhas de governo". Cai, portanto, na conhecida falácia do non sequitur: parte de uma premissa verdadeira (a imperfeição do mercado) e conclui algo que não se segue logicamente desta premissa (a intervenção estatal é desejável e melhora a situação).

A "mais alta miopia teórica e histórica", no fundo, é justamente acreditar na capacidade de burocratas definirem o tal "câmbio certo", seja lá o que for isso. Talvez Delfim Netto devesse incluir no seu artigo qual é esse mágico "preço certo" do câmbio, explicando sua lógica e sabedoria. Eu, por outro lado, não tenho esta capacidade, e não faço idéia de qual seria o "preço certo" do câmbio. Delfim, nos dê uma luz!

40 comentários:

ntsr disse...

Delfin Netto, o pai da inflação...

Ludwig disse...

Esse Delfim tem o monopólio da Onisciência!!!
Uau!!!
Mais um apólogo do Bem Comum!!

André Barros Leal disse...

Eu tenho na minha cabeça uma lista de pessoas que, mesmo caladas, já estão erradas. Outra característica dessas pessoas é o grande bem que fariam ao mundo se mantendo em silencio de preferencia caindo mortas (sem sentido figurativo).

Delfim Neto encabeça essa lista.

Adamos Smithson disse...

Agora me confundi: O Delfim Netto não foi o homem forte da Economia daquele governo que foi apoiado por 10 entre 10 dos combatentes do coletivismo (ou, por que não, do Bem Comum)?

Antonio disse...

Sobrou até pro Delfim...

ntsr disse...

'Agora me confundi: O Delfim Netto não foi o homem forte da Economia daquele governo que foi apoiado por 10 entre 10 dos combatentes do coletivismo (ou, por que não, do Bem Comum)?'

Nem história recente esse falso liberal sabe.
Foi do mdb, da OPOSIÇÃO à ditadura que saiu muita gente que hoje os petralhas chamam de 'neoliberais malditos desgraçados' e por aí vai

Adamos Smithson disse...

ntsr, não entendi... Me parece que o Delfim Netto foi o Ministro da Economia daquele Governo que recebeu intenso apoio dos que combatiam o Coletivismo, Comunismo, etc.

Não sei a que história recente você se refere, mas eu estava me referindo ao Governo Militar. O Delfim era o superministro, não era?!

Será que sou eu que não sei história recente?

ntsr disse...

Ditadura militar --> dois partidos: arena e mdb.Mdb era oposição.Mdb vira pmdb, uma parte do pmdb vira psdb, de onde sai gente que hoje a esquerda chama de neoliberal, como o Fernando Henrique

http://www.flickr.com/photos/cassivi/2862816323/

Lula, Ulisses e o 'neoliberal' FHC no mesmo palanque das diretas já

Everardo disse...

ntsr, o AS tem inteira razão. Você se enrolou todo. O Delfim é a própria politica econômica da ditadura. Ninguém teve mais poder e influência do que ele na economia e no planejamento. Essa lambança que você tentou montar é um exercício desesperado para ocultar a contradição.

Iconoclasta disse...

q palhaçada é essa de tachar o Delfim de liberal? o Delfim é um lobista, sem ideologia, sem partido, e, em que pese seu inegável preparo intelectual, sem pudor algum.

ntsr disse...

Everardo, hora nenhuma eu disse que o Delfim não era ministro da ditadura.
O que eu estava comentando, e que nem vc nem o AS entendeu, era esse negócio de '10 entre 10 liberais apoiaram a ditadura'.
Eu entendo que pode parecer complicado pra vc,mas na verdade é bem simples.Se esse negócio de '10 entre 10' fosse verdade, muita gente hoje taxada de 'neoliberal' não teria sido oposição na época da ditadura.Simples.

André Barros Leal disse...

somente essas cabeças limitadas esquerdistas tem a capacidade de comparar ditadura militar com capitalismo e livre mercado. As vezes acho que a idiotice que passa por essas mentes de esquerda é o exemplo perfeito de algo ilimitado!

José Carneiro da Cunha disse...

Concordo com você André.

Sobre essa besteirada do câmbio, é útil ler a nota escrita pelo Pedro Ferreira e pelo Renato Cardoso, escrita para a resvista UFF da FGV.

abs

José Carneiro

José Carneiro da Cunha disse...

A revista é a UFF, eles são da FGV.

abs

Adamos Smithson disse...

ntsr, não sei se você era vivo na época, mas todos os Rodrigos Constantinos de 64 apoiaram a Ditadura, como forma de combate ao Coletivismo do Jango.

O FH era da oposição, sim. Mas ele não era nem um pouco "liberal". Tanto que ele aparece no Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano.

Adamos Smithson disse...

Aliás, é importante dizer: eu provavelmente também teria apoiado a Ditadura em 64. A alternativa era pior.

André Barros Leal disse...

quer saber de uma coisa... ninguem até agora falou, não sei por qual motivo, mas eu vou falar!

Por que esses coletivistas e babacas de esquerda que perdem tempo dando opiniões idiotas nesse blog, não fazem um grande favor à humanidade e se mudam para Cuba.

Acredito que o maior problema da ilha é que está cheia de pessoas que de uma forma ou outra, não acreditam no socialismo. AS e Everardo, juntem um grupo de alguns milhares e proponham a troca ao Castro da vez.

A troca é simples, voces e mais alguns milhares de idiotas socialistas vão para cuba ajudar a fazer daquela porcaria de ilha um paraiso, e nós brasileiros damos boas vindas aos cubanos traidores da causa aqui.

Acho que é um grande negócio.

Adamos Smithson disse...

André, eu não vou pra Cuba pois estou à direita do Brasil, que, por sua vez, està à direita de Cuba. Seria sair de um país que está à minha esquerda para ir para um país que está ainda mais à esquerda.

Por que eu deveria fazê-lo? Em nenhum momento eu critiquei o Brasil por ser muito "de direita". Eu critiquei o Rodrigo, pois certamente estou à esquerda dele, mas à direita do Brasil e de Cuba.

Entretanto, pensando na sua pergunta... Eu vejo muita gente aqui reclamando do coletivismo do Brasil. O que você deveria pergunta é porque essas pessoas não vão para o paraíso do anarco-capitalismo, a Somália, onde não existe governo para impôr o coletivismo ou o bem comum.

Quem critica constantemente o Brasil nesse blog é o Constantino, e não eu.

ps.: obrigado pela deixa!

André Barros Leal disse...

AS, para mim, não existe esse negocio de "sou liberal, mas..." que voce sempre usa. A Somalia é um exemplo de capitalismo? Só para deixar claro o que todos nós libertarios e defensores do livre mercado defendemos:

Nenhum indivíduo pode ou tem direito de INICIAR o uso de violencia (seja ela de qual forma for) contra outro individuo.

Por acaso a Somalia se caracteriza como um lugar onde essa regra impera? como voce tem a coragem de expressar esse tipo de mentira?

queria aproveitar e citar uma frase dita no filme Braveheart por Mel Gibson: Tudo que desejo é uma casa e uma família, mas isso não tem sentido algum se não tenho liberdade."

LIBERDADE, AS, entende esse conceito? qundo voce tiver ideia do que isso realmente significa... voce vai começar a ver o mundo como ele realmente é. Nao sou totalmente contra o governo. sou contra a limitação das liberdades individuais.

Adamos Smithson disse...

André, você parece compartilhar da opinião do Rodrigo, de que existem os anarco-capitalistas e todo o resto é Comunista. Eu não sou um "liberal, mas...". Sou um liberal que aceita algumas intervenções do Estado na Economia, assim como todos os liberais que não são anarco-capitalistas. Estou no grupo do Milton Friedman, enquanto o Rodrigo está no grupo do David Friedman.

Quanto a Somalia, você parece dizer que o liberalismo OU é um negócio utópico onde não exista violência porque ninguém é violento OU que o liberalismo só pode existir caso exista um Estado para prover segurança.

Posso dizer com grande certeza que essa não é a posição do Rodrigo.

Ele acredita num liberalismo em que cada indivíduo paga por sua própria segurança, pois o Estado não é capaz de oferecer ou determinar a segurança "justa" ou "adequada". Um liberal pode perfeitamente ir morar na Somalia, contratar seus seguranças particulares e viver uma vida segura.

Sim, sim, essa historia de "e por que você não vai pra Somalia" é idiota, mas é perfeita para responder a sua estupidez de "por que você não vai pra Cuba", ainda mais considerando-se que você está falando com alguém que está à direita do Brasil e, portanto, ainda mais à direita de Cuba.

André Barros Leal disse...

AS, aparentemente voce nao entende um conceito importante... o Estado nao tem que intervir na economia. O Estado deve garantir a segurança das relaçoes entre individuos impedindo o uso da violencia e agindo contra os que a utilizam.

Em nenhum momento eu disse ser anarquista. Nao me lembro do Rodrigo ter dito qe era anarquista tambem. Alem disso, anarquia, tem como sinonimo, governo proprio. nao significa bagunça. nao significa falta de leis.

em conclusao, o governo tem como dever, prover segurança contra invasoes externas, prover segurança publica, prover tribunais e leis rígidas para que a justiça seja feita e, em muito limitado nivel, fornecer algum tipo de infra estrutura. repito; limitado a um nivel basico.

que tipo de intervencao o governo pode fazer na economia? o que é aceito? voce esta usando um computador que ficou muito mais barato ultimamente exatamente por causa de uma retirada de intervencoes que o governo fazia no mercado. as tvs de tela plana cairam de preço em meros 8 anos de mais de 40.000 para menos de 4.000, mas voce acha que o governo seria capaz de um trabalho mais eficiente.

me diga o que diabos o governo consegue fazer melhor do que o privado? os correios nao tem concorrencia por que o governo nao permite que as empresas privadas entreguem cartas. a petrobras é monopolista e tem apresentado reducoes no lucro na ordem de 30% ao ano.

eu quero realmente saber que bem maior é esse que o governo faz. os planos de saude sao obrigados a fornecer uma cobertura que eu nao preciso, por que? porque o governo exige isso atraves das agencias reguladoras. a varig nao pode ser comprada por uma empresa estrangeira e com isso salvar milhares deempregos e aposentadorias... isso mesmo... por causa do governo!

portanto, fique ai filosofando e apresentando falacias de nirvana acreditando que existe algum ser humano no governo que deseje o bem de todos acima de tudo.

Rothbard definiu muito bem o que é o governo: é uma quadrilha de bandidos que os individuos de bem permitem atraves de um voto que determinem as leis de um pais. pporem essa quadrilha deve ser sempre vigiada e ter suas açoes sempre limitadas por leis maiores.

quero lembrar a voce que tudo de mal que ocorreu no mundo até hoje foi fruto de governos. todas as guerras, todos os massacres... tudo por causa de governos sem limites.

e antes que eu me esqueça, preste atenção a muitos dos que comentam aqui. assim como eu, eles assinam o proprio nome. nós nos responsabilizamos por cada letra que escrevemos. certo ou errado, isso significa carater. eu sei que na hora que um governo de esquerda assumir de vez esse governo, tanto o Rodrigo, como eu seremos perseguidos. mas isso nao faz com que eu me esconda e me cale. isso, AS, é liberdade, e na luta por isso eu dou a minha vida. e toda a vez que o governo apresentar uma lei que limite a minha liberdade, eu a sigo até o limite do chicote, mas algo que eles nunca terão de mim e a minha cooperação com o cativeiro.

Everardo disse...

André, não custa lembrar que, apesar das "incompatibilidades", podemos enumerar mais ditaduras e ditadores mantidos pelo capitalismo na AL do que pela esquerda. Apenas na década de sessenta e setenta, foram 11. E não se pode dizer que foram leves. Por outro lado, a realidade cubana não pode ser explicad apenas pela sanha de um ditador. Ela era um bordéu dos milionários texanos e teria sido anexada aos EUA (como foi mais da metade do méxico e outras repúblicas bananeiras - com o foi a metade da ilha - ou você não sabe o que é Guantânamo?).

André Barros Leal disse...

Everardo, tem voo para Cuba toda semana. Boa viagem.

Não foi o capitalismo que manteve ditadura alguma. Essas ditaduras que você mencionou não apresentavam livre mercado e liberdade de expressão. Portanto nada tem a ver com o capitalismo. Talvez com uma face do socialismo que vocês da esquerda gostam de esquecer: Facismo e nazismo (propriedade privada com controle pelo governo)

Everardo disse...

André, você diz que ao AS que o estado não deve intervir na economia? Mas, quem vai garantir os contratos? O livre mercado é uma trapaça sustentada pelo estado elitista. As partes não são iguais. É um jogo igualzinho ao das máquinas caça-níqueis. Seria o reino da esperteza garantido pelo estado privado!

André Barros Leal disse...

garantir contratos nao é intervenção na economia. é dever do judiciario. agora, sinceramente, voce acha que uma entidade que descumpra contratos tem vida longa no livre mercado? voce acha realmente que quem dá garantia a produtos é o governo por meio de uma lei? Se a lei determina uma garantia minima de um ano, por que fabricantes alongam esse prazo?

concorrencia, meu caro! sem ela, temos o socialismo e escasses de produtos como ocorreu inumeras vezes no passado. nenhuma agencia reguladora é necessaria. apenas o livre mercado e a garantia do governo ficar fora do negocio.

Voces tem medo o tempo todo do monopolio, essa fantasia que voces criaram que seria o final de qualquer relação empresarial no livre mercado. entretanto, se voce pensar bem, o que é muito dificil para a maioria da esquerda, vai notar que QUALQUER monopolio apenas se sustenta com a conivencia do governo.

voltando a sua questão... voce compraria algo de uma empresa com reputação de descumprir contratos?

Everardo disse...

André, se você entende que o "cumprimento do dever do judiciário" não é intervenção estatal, não poderei convencê-lo. Quanto à escassez, não existe a de dinheiro. Existe apenas a de alimentos e de outras coisas que o capital considera "insignificantes". O leilão ao inverso de dinheiro no mundo não produz alimentos, nem moradias, nem saúde, nem educação. Produz qual valor?

Rodrigo Constantino disse...

“Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem. É isto que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto de esforço de outrem. Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lágrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser ouro, são penhores de honra; por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carteira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo a seu redor existem homens que não traem aquele princípio moral que é a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a plantar trigo. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos, e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra.” (Ayn Rand)

Everardo disse...

"...que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra".
Perfeito, Rodrigo. Concordo sem restrições com essa frase (que, acredito, não estou descontextualizando). Esse é um dos motivos pelos quais as doutrinas socialistas diferem das individualistas. As últimas (especialmente o liberalismo econômico), entendem diferente de Ayn Rand. Desenvolvem um produto para a prateleira e entendem que são SEUS todos MÉRITOS. Tendem a apropria-se de tudo e a expropriar a todos. Não querem pagar impostos e também não querem concorrentes (essa é que é a verdade). Registram a propriedade do produto INCLUINDO toda a tecnologia desenvolvida pelos outros como se fosse SEU produto.

ntsr disse...

'(especialmente o liberalismo econômico), entendem diferente de Ayn Rand.'

acuma?


'Registram a propriedade do produto INCLUINDO toda a tecnologia desenvolvida pelos outros como se fosse SEU produto.'

Vc está imaginando demais, quando uma empresa quer a tecnologia de outra ela não rouba, ela licencia.

Everardo disse...

ntsr, a quem se paga a licença pela pipoca? Dirás que é técnica de domínio público. E pela técnica de plantação do milho? E pela extração do sal? Tecnologia e técnica de produção não são a mesma coisa. O conhecimento empírico, adquirido e transmitido por milhares de anos por todos os homens é incorporado a tudo o que vemos, fazemos, consumimos. TODA a tecnologia daquela pipoca não é um trabalho INDIVIDUAL do fabricante de pipoca, entende? No modernismo é que o capitalismo e o individualismo resolveram fazer essa apropriação indébita (e expropriação também). Tudo o que foi desenvolvido coletiva mente cai na mão de algum espertalhão que acha que nada deve à sociedade, mas apenas ao seu talento, ao seu próprio mérito. Chamam isso de MERITOCRACIA. E o produto acumulado é transmitido hereditáriamente ao feliz meritório que nasce daquela fortunda família.

Rodrigo Constantino disse...

"Tudo o que foi desenvolvido coletiva mente cai na mão de algum espertalhão que acha que nada deve à sociedade"

Everardo, o conhecimento "coletivo" estava disponível para todos, mas por acaso foi Michael Dell quem desenvolveu computadores mais baratos através da Dell, e POR ISSO ficou bilionário. O que ele deve à sociedade, além do que já deu, computadores mais baratos, e que POR ISSO, através de trocas VOLUNTÁRIAS, ficou rico?

Sinceramente, é muito constrangedor ver vc destilando sua INVEJA e seu COMPLEXO DE INFERIORIDADE aqui, disfarçados de ideologia (socialismo).

André Barros Leal disse...

Everardo... será que o excesso de ideologia de esquerda começou a afetar os neuronios? Processos judiciais nao sao intervencoes estatais na economia! voce deveria ler de novo o que se trata e depois expressar uma opinião pelo menos mais racional.

o unico comentario em relaçao ao que voce escreveu por ultimo é o seguinte...

Podem até nao desejarem concorrentes, mas isso será algo inevitável, a nao ser que os amigos do governo não permitam a entrada de outros players no mercado.

Quem ROUBOU tecnologia que eu saiba foram os paises socialistas.

Rodrigo, sabe o que mais me irrita nesses palhaços da esquerda? Eles defendem a igualdade de posse e social, mas são os ultimos a colocar o dinheiro deles no bolo. E o pior, na hora da compra de qualquer coisa, eles adoram a concorrencia e o livre mercado, procuram o melhor pelo menor preço e nem se importam se é muamba ou sonegação.

Nao perde tempo citando a nossa guia intelectual Ayn Rand, eles não tem nivel suficiente para entender a mensagem.

ntsr disse...

Que eu saiba meritocracia tem a ver com trabalho, esforço, o cara cobra pelo TRABALHO de fazer a pipoca, não pelo conhecimento de como fazer.
Mesmo que todo mundo saiba como fazer, quem resolveu gastar tempo e energia fazendo foi ele, pra que eu deveria pagar pro outro que tb sabe mas resolveu ficar o dia todo dormindo?

ntsr disse...

Ops, só me corrigindo,meritocracia não exatamente como esforço mas sim resultados

Everardo disse...

Imagino quanto não terá trabalhado o sujeito que ganha dez milhões dóllares em 25 segundos, na bolsa. Ou quanto trabalho foi "desfeito" (isso é possível?) quando "investidores" perdem cinco bilhões de dóllares em um dia apenas. E a isso chamam "trabalho". O que seria especulação, então? O mundo está aos poucos conhecendo o valor da economia real. Por mim, especulador deve quebrar, mesmo, e trabalhar, como os outros humanos.

ntsr disse...

Bom, como já disse eu nao sou economista, mas quando as pessoas investem em uma empresa ela tem mais dinheiro pra crescer, gerar empregos e criar riquezas
E esse negócio de especular, o cara pode ganhar muito mas também pode perder, o risco é dele.Se o problema for ele ter sorte então as loterias do governo tem que ser proibidas também

André Barros Leal disse...

evrardo, eu nao condeno o sujeito que arrisca na bolsa e ganha fortunas. ao contrario que a esquerda prega, o sucesso de um nao significa o meu fracasso. Por que eu deveria odiar alguem por ganhar dinheiro? eu quero mais que ganhem muito! e gastem a vontade, ou guardem, a ideia é liberdade.

mas sou contra (e radicalmente contra) um cara apostar em investimentos mil, e quando tudo vai errado, em vez de arcar com o prejuizo, o FDP inventa uma historinha ao governo e consegue uma ajuda.

eu defendo o livre mercado. para o ganho ou para a perda. o importante é que cada um ganhe ou perda conforme suas escolhas.

voltando ao tópico em questão, lembro que esse "economista" Delfim Netto fez fortuas para muitos apadrinhados quando começou a politica inflacionaria. agora o safado vem dar uma de conhecedor de causa...

fejuncor disse...

Única taxa “ideal” que me ocorre é 1:1, hipotética ausência de câmbio, firmas concorrendo sem vantagem (ou dependendo dele desvantagem) como aquelas situadas num mesmo país ou países distintos sob mesma moeda – como a zona do Euro, por exemplo. Fim das flutuações do valor do dinheiro através das fronteiras. O que a experiência do bloco europeu nos trás é que com essa equiparação de preços, elas precisam ser mais competitivas. Os preços ainda variam, mas pode-se identificar bons os maus negócios mais facilmente. Entretanto a postura do Estado sempre foi, e é, a de, “brigando” com o mercado, procurar acobertar interesses, em prejuízo dos consumidores. Nem que seja mascarando deficiências: e o câmbio pode servir como ótimo mascarador destas que, em geral, existem por culpa dele próprio. Concorda, Rodrigo?

André Barros Leal disse...

Fejuncor,

esse negocio de taxa ideal é falacia. a taxa ideal é aquela que o mercado assumir sem intervençoes. O valor de algo é perceptível por cada um de nós. se a maioria achar que o vale mais possuir dolares do que reais, a taxa sobe, so contrario ela desce. qualquer força exercida de forma a interromper esse fluxo natural, é intervenção

fejuncor disse...

Por isso mesmo eu coloquei entre "", tão falaz que a resposta correta seria: nenhum. Qual o câmbio certo? Sem câmbio, ou um por um, que é o mesmo.