segunda-feira, novembro 09, 2009

Lançamento do livro novo em São Paulo



Lançamento do livro "Economia do Indivíduo - O Legado da Escola Austríaca", de Rodrigo Constantino

Livraria Capítulo 4 - Rua Tabapuã, 830, Itaim Bibi, São Paulo - SP - 10/11/2009 19:00

3 comentários:

Renan Guimarães disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renan Guimarães disse...

Prezado Rodrigo,
aproveito esse espaço para fazer uma breve crítica ao seu trabalho opinativo.
Ganhei de aniversário de um amigo o seu livro "Prisioneiros da Liberdade". Seu posicionamento é interessante, mas, na maioria das vezes, observo que a sua crítica é tão, mas tão parcial no aspecto liberal que acaba tornando-o cego para os eventuais problemas e mazelas que advém desse tipo de pensamento. O modo acrítico como você se refere aos EUA e às políticas liberais (como se o liberalismo sempre funcionasse com perfeição), por exemplo, é absurdo. Não discordo da hipocrisia socialista, mas a partir do momento em que a sua crítica não é auto-reflexiva com a sua própria visão, ela perde a credibilidade. Você pode dizer que um bolsa família é absurdo, mas salário mínimo? Isso é pensar de forma muito limitada. Veja bem: o problema não é a crítica aos demais sistemas e pontos de vista, mas a convicção quase religiosa no seu ponto de vista liberal, que é muito falho, como comprova a História. Foi esse sistema liberal e sem nenhuma regulamentação que monopolizou a economia global nos finais do séc. XIX e foi uma das causas da I Grande Guerra, por exemplo. Assim como foi a sua falta de regulamentação que propiciou a grande quebra de 29 (a crônica do seu livro que trata em parte do assunto menciona que o problema foi a intervenção do Estado em criar dinheiro não-correspondente às reservas de ouro - novamente o Estado tomou uma atitude estúpida, devido à ausência de regulamentação anterior a esse momento).
Sou um mero leitor, e sei que não vou mudar o modo do seu pensar, mas acho que não faria mal você refletir um pouco sobre o seu sistema libertário, sem, obviamente, se tornar um "socialista".
Sinceramente, a sua crítica é tão parcial que acaba tornando-o, em termos opinativos e práticos,igual aos socialistas/comunistas e interventores de plantão. A única diferença é que você se agarra a uma bandeira liberal e eles, socialista. Ser crítico é ser, acima de tudo, auto-crítico.

É possível criticar uma ideia e defender outra, mas ignorar os defeitos dessa outra não é nada contributivo a quem lê, ainda mais quando se fala de questões sócio-político-econômicas, as quais, historicamente, "quebram a nossa cara". Os extremos, pendendo para o lado socialista ou liberal, no final das contas acabam se encontrando: os dois, no fim, buscarão impôr, mesmo que pela violência, o seu pensar. É por isso que é importante ser auto-crítico, senhor Rodrigo.
Enfatizo, portanto, a necessidade de auto-crítica, pois as suas próprias ideias são falíveis, e isso não significa ser "politicamente correto", mas inteligente.

barros disse...

Rodrigo, o seu leitor (?) Renan Guimarães, contém todos as interpretaçoes que V tem combatido. É provável que seja um problema congenito; contudo, se ele for mais assíduo aos seus textos talvez ele chegue a adotar o V entendimento de economia...