domingo, julho 14, 2013

Tatuando o desamparo

Fonte: Folha
Rodrigo Constantino

O que leva alguém a encher o corpo todo de tatuagens e piercings? O tema veio à tona depois que uma jovem moça não só espalhou tatuagens estranhas até pela face, falando em "demônio", como tatuou os próprios olhos de vermelho, e ainda implantou um soco inglês de silicone nas mãos. A bizarrice chocou, e essa só pode ter sido sua intenção: chocar, chamar a atenção, clamar por um minuto de fama (que vai lhe custar o resto da vida desse jeito).

Em meu canal do Facebook, escrevi:  Isso é uma mente muito perturbada gritando por socorro, desesperada para chamar a atenção de alguém, que lhe imponha alguma limite. Não sou médico, nem psiquiatra, nem psicólogo, mas tenho um mínimo de bom senso, e ainda não perdi meu juízo no mundo moderno do relativismo exacerbado. 

Aqui, vou usar os argumentos de alguém da área. Trata-se de Joel Birman, renomado psicanalista, que escreveu um texto justamente com esse título: Tatuando o desamparo - A juventude na atualidade. Com a palavra, Birman:

As crianças e os jovens são muito mais deixados à deriva do que outrora no campo da família, pelo grande número de horas que ficam sem a presença dos pais, que saem para o trabalho. Não obstante a intensa agenda de atividades complementares à escola, a que são aqueles submetidos como um imperativo - esportes, aprendizado de línguas dentre outras - tal preenchimento de tempo não tem a mesma economia afetiva que a presença dos pais. Esses, no melhor dos casos, são substituídos por empregados, que também não têm a mesma incidência afetiva das figuras parentais.

O efeito maior disso é um sentimento de abandono que é provocado, pois, repito, a relativa ausência  materna não foi substituída pela maior presença paterna. A suplência não ocorre, já que o formalismo relacional que marca as atividades escolares e extra-escolares não supre a precariedade de investimentos das crianças e jovens.

[...]

Nesse contexto, os jovens ficam inapelavelmente entregues à cultura da televisão, que acabou por ter freqüentemente muito mais efeitos sobre eles do que os discursos escolar e parental. A exposição precoce à sexualidade e à violência se incrementa e se dissemina, provocando, em contrapartida, modalidades novas de sexuação e o engendramento da agressividade. Esses seriam, com efeito, os únicos meios que os jovens encontram para suprir a carência de cuidados e a solidão de suas existências.

[...]

Tudo isso conflui, no campo das elites e das classes médias altas, para uma condição paradoxal da juventude. Permanecem na casa dos pais, protegidos então por estes, mas querendo levar uma existência de adultos. Passam a viver assim quase maritalmente com seus namorados e namoradas, na casa dos pais. Com isso, a confusão geracional se institui também aqui, pela indiscriminação entre jovens e adultos, isto é, entre filhos e pais. Quem são eles, afinal de contas? Adultos ou crianças? Adolescentes protegidos ou adultos? O quadro que aqui se configura é eminentemente esfumaçado e borrado, com fronteiras e confins mal delineados. 

[...]

Quando a privação relativa se conjuga com a fragilização e a infantilização, declinando tudo isso no contexto social de falta de horizonte para o futuro, não deve nos espantar que as culturas das drogas e da violência se imponham como marcas da juventude hoje. Isso porque as drogas funcionam como antídotos para o sofrimento dos jovens, pelo gozo e pela onipotência que lhes possibilitam, o exercício da violência e da agressividade em geral são as contrapartidas para a impotência juvenil nos tempos sombrios da atualidade. 

[...]

Ao lado disso, diante da falta de horizonte de futuro e na posição infantilidade em que se situam hoje, a juventude se inscreve decididamente na cultura do espetáculo que perpassa a cultura contemporânea. Assim, todos querem ser celebridades e até mesmo como pop-stars, como contrapartida onipotente para a impotência vertiginosa em que estão lançados. 

[...]

A cultura da tatuagem, que hoje se dissemina, é uma das formas de singularização buscada atualmente pelos jovens, diante da invisibilidade identitária que os marca a ferro e fogo. Tal como os antigos marinheiros, lançados que eram na aventura de atravessar os incertos oceanos tempestuosos, sem lenço nem documento, com efeito, a juventude marca o seu corpo com tatuagens como formas desesperadas para adquirir alguma visibilidade, isto é, para ser identificada e singularizada. 

[...] 

Pode-se reconhecer em tudo isso, enfim, o desamparo que caracteriza a juventude hoje, que inscreve e marca dolorosamente no seu corpo, lancetado pelas tatuagens, a sua condição psíquica torturada. 

Entendo que cada caso é um caso, e somente uma análise mais profunda acerca da singularidade de cada um pode oferecer uma resposta mais clara. Mas considero a análise geral feita por Birman bastante acurada para explicar o fenômeno. 

Vale dizer que tatuagens ficaram banalizadas já, assim como drogas mais leves, como a maconha. Portanto, nessa busca desesperada por chamar a atenção e marcar sua singularidade no próprio corpo, a tendência pode ser exatamente essa escalada para drogas cada vez mais potentes e bizarrices tomando conta do corpo inteiro. Em minha leitura, agora corroborada pela análise de um especialista da área, esse tipo de aberração é um desesperado grito de socorro. 

33 comentários:

Diego Borges disse...

Só um detalhe: vi muita gente falando da tatuagem de demônio na testa da garota. Eu acho que ela quis fazer uma homenagem ao filme Devil´s Reject (no Brasil, Rejeitados pelo Diabo) do Rob Zombie.

MadGuitarMan disse...

Concordo, infelizmente muitos desses infelizes jovens agridem seus corpos de tal maneira com essas "modificações" irreversíveis que terminam por se suicidar, como aconteceu com o filho de um ex-Ministro gaúcho. Sou da opinião de que tatuadores, colocadores de piercings e outras aberrações deveriam ser enquadrados por lesão corporal.

Paulo Silveira disse...

"Portanto, nessa busca desesperada por chamar a atenção e marcar sua singularidade no próprio corpo, a tendência pode ser exatamente essa escalada para drogas cada vez mais potentes e bizarrices tomando conta do corpo inteiro. "

Rodrigo, gosto muito das suas ideias, mas realmente tem sido infeliz com o caso da garota tatuada.

Logo mais você estará alarmando aos pais sobre o perigo dos jogos de video game violentos e sua relação com os tiros em columbine.

Paulo Silveira disse...

"Portanto, nessa busca desesperada por chamar a atenção e marcar sua singularidade no próprio corpo, a tendência pode ser exatamente essa escalada para drogas cada vez mais potentes e bizarrices tomando conta do corpo inteiro. "

Rodrigo, gosto muito das suas ideias, mas realmente tem sido infeliz com o caso da garota tatuada.

Logo mais você estará alarmando aos pais sobre o perigo dos jogos de video game violentos e sua relação com os tiros em columbine.

Eve Takahashi disse...

Prezado Rodrigo, acompanho seu blog e respeito e admiro muito suas opiniões políticas mas desta vez ouso discordar do psicanalista. Entendo que esses casos de "jovens infelizes" são a minoria. Tenho 39 anos sou advogada sócia de um escritório e meu marido também da minha idade é tatuador. Tenho As costas fechadas com uma tatuagem estilo oriental que considero uma obra de arte e meu marido também tem o corpo completamente fechado em tatuagens e a tattoo de suas costas já ganhou prêmio. Logicamente convivo no meio de tatuadores e de clientes e reafirmo que esse perfil de cliente com problemas psicológicos é minoria. Pode ser moda pode ser arrepender sim claro e sempre digo que não acho legal alguém muito jovem fazer tatuagens grandes exatamente devido ao arrependimento. Ocorre que as tatuagens de hoje são verdadeiras obras de arte e a grande maioria dos clientes a fazem para exibir a arte, muitos fazem para homenagear alguém ou um momento ou simplesmente porque gostam. Pessoas com problemas existem em todos os lugares e nas diversas áreas e garanto que muitos tatuados tem muito mais caratér e ética do que a maioria dos engravatados que andam por aí! Esse final de semana tem convenção em Sp no Center Norte, vá lá e veja se realmente é como o psicanalista relatou.

Alex disse...

Caro Rodrigo, faço coro com o Paulo Ribeiro e Eve Takahashi. Acho que você foi infeliz na sua avaliação, ainda mais ao lançar mão de argumentos da psicanálise, que são extremamente frágeis e, a meu ver, altamente questionáveis em sua validade empírica. Confesso que desconheço este autor, mas pelas passagens que você colocou, o cara me parece um sujeito extremamente obtuso que utiliza opiniões pessoais como argumentos que têm por base pré-conceitos um tanto pueris. Seus comentários sobre política e economia são mais apurados e criteriosos.

. disse...

"Sou da opinião de que tatuadores, colocadores de piercings e outras aberrações deveriam ser enquadrados por lesão corporal."

Isso é defender claramente o nefasto Estado-babá, geralmente defendido por conservadores e principalmente por socialistas. Se a pessoa decidiu fazer isso, que arque com as consequências! Da mesma forma que se uma empresa tiver feito uma má gestão e chegar a ponto de quebrar, seria a favor do governo deixá-la falir ao invés de injetar dinheiro! Quem mandou ser um gestor incompetente, ora?

Mari Plaza disse...

Pode-se reconhecer em tudo isso, enfim, o desamparo que caracteriza a juventude hoje, que inscreve e marca dolorosamente no seu corpo, lancetado pelas tatuagens, a sua condição psíquica torturada.

Esse pensamento é bem radical, acredito que toda ação extremada pode ser perigosa. Talvez o caso da garota deva ser analisado por profissionais se houver necessidade. Mas nem todos que tatuam merecem ser enquadrados nesse perfil. Tenho mais de 40 e fiz uma tatuagem de uma flor de lótus nas costas porque sua simbologia é importante para mim , possuo uma vida equilibrada e feliz. Então muito cuidado com generalizações.

IvanFR disse...

Concordo com quase tudo o que foi dito. A imagem dessa moça tatuada até nos olhos choca. Assim como me deixou chocado reportagem veiculada no Fantástico no domingo passado ou retrasado sobre pessoas que gastam alguns milhares de reais para fazer uma cirurgia "experimental" a fim de trocar a cor da íris dos olhos, mesmo correndo o sério risco de perder totalmente a visão.

Mas o problema é que a foto dessa moça (reproduzida aqui no blog) foi veiculada pela Folha de S. Paulo neste domingo falando do medo dos tatuadores a respeito do famigerado "ato médico". E a matéria, veiculada dessa maneira, dando voz à classe dos tatuadores (nada contra quem é), ao invés de ouvirem fisioterapeutas, enfermeiros ou psicólogos, pode fazer com que a população inadvertidamente se posicione a favor do "ato médico", que nada mais é do que uma lei anti-liberal que cria reserva de mercado injustificada aos médicos, impedindo que profissionais como fisioterapeutas e enfermeiros façam alguns diagnósticos e apliquem alguns tratamentos a que foram preparados durante a faculdade, sem a supervisão de um médico...puro corporativismo, a meu ver.

Mas, enfim, como eu disse, concordo com as palavras do psicanalista nesse texto do blog...

Blog para receber econoespaco disse...

Deveriam fazer exame de DNA nessa garota para ver se ela não é filha de Dilma com Ideli Salvatti.

Falando sério... desde que a pessoa tenha maturidade, deve ter o livre arbítrio para escolher se transformar nessa coisa de mau gosto.

Antes que alguém faça a pergunta classica: entre uma filha monstro feliz ou uma comedora compulsiva com alto risco de morte... iria na primeira opção sem dúvidas.

Blog para receber econoespaco disse...

Concordo.

Salvatti disse...

Ser um renomado psicanalista é, mais ou menos, como ser um renomado homeopata. Aliás, por onde anda a renomada sensitiva Mãe Dináh?

Ora, cadê Popper nessas horas?

Cuidar de um blog postando textos e mais textos tentando, desesperadamente, convencer as pessoas, é carência e bitolação de quem precisa de atenção? Porque eu conheço gente assim, apesar de não me ser possível generalizar.

Hoje em dia, todo mundo tem tatuagem. Meu irmão, piloto, pessoa de sucesso, tem duas grandes tatuagens. Colegas meus, engenheiros, arquitetos, empresários, muito bem formados e alocados, têm tatuagens. Minha tia tem tatuagem. É difícil definir sua natureza e extensão. Seria um grito existencial? Um adorno sexual? Uma roupa, um anel?

É ausência ou presença de? Ora, cita psicanalise quem nada entende de epistemologia.

Pelo dogma psicanalítico, diga-me, quem se salva?

Eu não tenho tatuagem, não gosto, acho horroroso e, com o tempo, estraga, prefiro a pele sem marcas. Sou conservador ou libertário? Se cada caso é um caso, onde está a acurácia do especialista?

Muito keynesiano para o meu gosto.

Marcio Salvatti

Bruno Sampaio disse...

Tenho o maior orgulho de todas as tatuagens que NÂO fiz!

Quando descobri que elas requerem constante manutenção (a pele muda, se move, se renova) fiquei ainda mais satisfeito com minha sábia resolução.

Não há nada no mundo que seja tão importante a ponto de eu querer colocar para sempre na minha pele.

Nada contra, mas que é vontade de chamar a atenção, isso é! Só que. com cada vez mais tatuados, a estratégia sai pela culatra. Como ser diferente com tantos diferentes iguais a você?

E sei de tatuador que não tatua rosto nem mãos, em hipótese alguma.

Ulysses disse...

Não sei mais me pareceu uma postagem "Politicamente correta" se é livre e sem medo, parece que a incompreensão sobre um determinado comportamento gera um medo, e inclina para que a liberdade tenha "limites", acredito o assunto ser muito de cunho pessoal e humano, de forma a qual não cabe ser categorizado por um pensamento clássico que nem de longe em suas análises teve próximo uma situação atual como a qual postada o tema, acho que invalida um pouco a categorização dentro de uma problemática.

Guilherme Constantino disse...

Julgar uma pessoa pela aparência é o mesmo que julgar um livro pela capa.

Mariana de Queiroz disse...

Olá, Rodrigo, eu sou a Mariana de quem voce tanto fala. Não entendi como voc^pode olhar apenas UMA foto e sair dizendo que preciso de tratamento, eu sou muito satisfeita com meu corpo, tenho um trabalho que amo, e nao preciso me encaixar em padrao NENHUM para fazer o que amo. Se eu estou em busca de algo, é viver minha vida da maneira que acho correta sem me intrometer na vida alheia, acho que deveria fazer o mesmo, ao inves de ficar fazendo diagnosticos para fotos aleatorias. Esteja em paz.

Janaina Perotti Fotografia disse...

Que pena, Rodrigo. Um currículo que nem o teu e uma mente tão pequena....

Rodrigo Constantino disse...

Mariana, respeito seu direito de ser assim, e quero respeito ao meu direito de emitir minha opinião.

Quanto à mensagem da paz, fico feliz em recebê-la, mas convenhamos: quem coloca um soco inglês de silicone implantado no punho e Devil tatuado na testa, além dos olhos vermelhos, não pode reclamar se o outro julgar que esse "body language" não é tão da paz assim...

Fique você na paz também, e espero que dê para reverter isso que vc fez quando vc se arrepender. Você era bonita, seu corpo não merecia essa agressão. Não é por "padrão" burguês ou coisa do tipo; é por bom senso estético.

Johnny disse...

Rodrigo, como já colocado, discordo com sua posição neste assunto. Conheço pessoas que não se tatuaram e se suicidaram, e pessoas que são tatuadas e são pessoas extremamente felizes e com relacionamento com pais muito bom.

Como já colocado , não adianta generalizar, lembro da historia de uma pessoa que tinha sido roubada por uma pessoa tatuada, viu que na prisão a grande maioria das pessoas era tatuada e fez a infeliz relação de que as pessoas tatuadas são criminosas, não o contrário (que as pessoas criminosas tem tatuagens).

Fazendo uma alusão a famosa frase de Nelson Rodrigues, toda generalização é burra.

Johnny disse...

Rodrigo, como já colocado, discordo com sua posição neste assunto. Conheço pessoas que não se tatuaram e se suicidaram, e pessoas que são tatuadas e são pessoas extremamente felizes e com relacionamento com pais muito bom.

Como já colocado , não adianta generalizar, lembro da historia de uma pessoa que tinha sido roubada por uma pessoa tatuada, viu que na prisão a grande maioria das pessoas era tatuada e fez a infeliz relação de que as pessoas tatuadas são criminosas, não o contrário (que as pessoas criminosas tem tatuagens).

Fazendo uma alusão a famosa frase de Nelson Rodrigues, toda generalização é burra.

Rodrigo Constantino disse...

PS: Convenhamos, não era apenas "uma" foto "aleatória", mas uma forte mensagem marcada no corpo. No mais, quem não quer o julgamento alheio, não deveria posar para uma enorme foto no principal jornal de SP, não é mesmo? Está na chuva é para se molhar. Aprenda a conviver com as opiniões daqueles que divergem de você.

edufilo disse...

Eu particularmente não vejo sentido, tatuagem, já que não venho de uma etnia que segue essa norma. É um posicionamento pessoal, mas jamais vou ser contra que as tatuagens sejam feitas e particularmente, vejo algumas moças que ficam bem atraentes com as ditas cujas e enxergo uma expressão artística nos demais desenhos (meu critério tende ser pela simetria, por uma ideologia, ou ainda uma boa combinação de cores).
Quanto à moça em questão, dá pena, mas é aquela coisa, em espaço público temos que defender o direito das escolhas individuais serem respeitadas.
E vale sim a reflexão,nunca determinista sobre a adesão cada vez mais radical a formas mais diversas de chamar-se atenção, seja no corpo, na religião, nas atitudes, enfim.
A vaidade predomina sobre a virtude, em várias esferas que observamos na sociedade.

jota jota disse...

preconceito ,Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

Anônimo disse...

Rodrigo,

Assumindo que o dr. psicanalista esteja correto em seu julgamento ao afirmar que a raiz do sentimento de vazio dos jovens esteja na ausência dos pais em suas vidas, pergunto: não seria esta ausência um subproduto direto da economia de livre mercado? A necessidade de lutar dia e noite em uma sociedade ultra competitiva e totalmente voltada para o lucro não estaria impedindo que pudéssemos dar mais valor e atenção a outras coisas importantíssimas como o convívio familiar?

Daniel Cidade disse...

Rodrigo, ela tem o direito de ser como quiser e você tem o direito de emitir sua opinião, acredito que isso já esteja claro para você.

Agora vale esclarecer que você citar palavras de um especialista significa pouca coisa, uma vez que alguém poderia vir com um especialista que diga exatamente o oposto. O modelo de comunicação atual não preza mais pela autoridade irrefutável do especialista. Você como liberal economista deve saber disso, visto que deve conhecer economistas marxistas, as vezes com formação até maior que a sua. O que vale são os argumentos, teria valido mais você ter argumentado do que citado um monte de palavras de outra pessoa.

Dito isso, eu preciso discordar um pouco. Tudo o que foi dito pode se aplicar ou não para o caso da menina. Não existe um único motivo pelo qual as pessoas fazem as coisas. Diferentes pessoas fazem tatuagem por diferentes motivos. Algumas delas o fazem para chamar atenção, outras fazem por apreciação a arte, outras fazem para construir uma identidade, outras fazem para chocar a sociedade, entre milhares de outras possibilidades.

Vale lembrar que isso vale mais do que muitas outras coisas. Porque alguém compra ferrari, porsche e diversos outros carros caros? Talvez porque essa pessoa simplesmente goste, talvez porque essa pessoa queira um motor potente, capaz de menosprezar qualquer limite de velocidade do nosso país, talvez porque essa pessoa precise de atenção e queira chamar a atenção dos outros.

O que eu estou dizendo é que fazer o papel de moralista é muito complicado e frequentemente mesquinho. Eu poderia até pagar na mesma moeda e me perguntar porque alguém se importaria tanto com a vida privada de uma pessoa a ponto de escrever sobre ela em um blog. E poderia responder com um motivo pejorativo, talvez para conseguir atenção, para aparecer, para suprir alguma carência. Mas a verdade é que eu não sei, eu não conheço você e não faço a menor ideia dos motivos.

Você citou um psicanalista como se ele fosse capaz de fornecer uma resposta. Bom, eu te digo que ele não é capaz de fornecer essa resposta. A principal pessoa capaz de fornecer a resposta sobre os porquês da menina se tatuar desse jeito e fazer tudo o que fez, é ela mesma. Assim como trazer um psicanalista dizendo que quem escreve sobre a vida dos outros em blogs o faz porque (inserir algum motivo preconceituoso qualquer), não iria condizer com os motivos pelos quais você escreve no seu blog.

Keli Goldas disse...

Rodrigo, concordo plenamente contigo.
Vi pessoas condenando o teu texto e dizendo que ele beira ao politicamente correto. Não sei, mas acho que na verdade tem muita gente aí defendendo a garota para ser justamente "politicamente correto". Ah parem de ser hipócritas! É Esse relativismo mentiroso e enraizado na esquerda que está destruindo o nosso país. Medroso é aquele formula sua opinião pensando sempre em agradar dois lados.

É nítido que não é normal uma pessoa fazer isso com o seu próprio corpo. A que pontos chegamos minha gente, para que as pessoas achem isso normal? Não é para de conservador mais e sim caso médico! Podem me chamar do que for, mas é a minha opinião. Não rejeito e nem digo que a men

Bianca Rodrigues disse...

Ridícula essa matéria. As pessoas são livres para tomar as decisões e atitudes que bem entenderem da própria vida.

Anônimo disse...

Cara, você não sabe do que está falando e não devia se meter onde não foi chamado.
Ela deveria te processar por uso indevido da imagem, e por você emitir comentários vexatórios em relação à imagem dela.
Cada um faz o que quer com o corpo e você deveria se preocupar com sua vida e sua família, que devem fazer coisas que você também não aprovaria.
Pelo jeito você é um retrógrado idiota, que vive na vontade de fazer algumas coisas e tem medo de ser rejeitado pela "sua" sociedade.
Aconselho que procure uma igreja evangélica para buscar "aquela cura" de que tanto falam.
Meta-se com sua vida e procure postar coisas mais produtivas no seu blogzinho. Sugestão de pauta : deixe cada um fazer o que quer, porque sua opinião não vale nada".

Caue Fattori disse...

Nunca li tanta merda em um post só, cara pra uma pessoa tão "inteligente e estudada" você é um idiota ignorante, acho que você nunca foi julgado por ninguém,Não sou deus, não posso te julgar
Mas age de uma forma e denota um certo ar superficial sem mais

Caue Fattori disse...

Nunca li tanta merda em um post só, cara pra uma pessoa tão "inteligente e estudada" você é um idiota ignorante, acho que você nunca foi julgado por ninguém,Não sou deus, não posso te julgar
Mas age de uma forma e denota um certo ar superficial sem mais

Politica sem Medo disse...

Caro Rodrigo, pelos comentarios da para se ter uma ideia de quanta gente de mente vazia ha. Voce esta certissimo na sua opiniao a respeito dessa garota que mutilou seu corpo todo so para parecer diferente e para se mostrar, senao nao estaria em manchetes de jornais. E aqueles que a defendem devem ser tambem tatuados e que pensam como ela dizendo que sao livres para fazer o que querem do corpo. Azar o deles que precisam sofrer para serem notados. Nosso corpo e um presente de Deus e se eles nao tem respeito por ele quem eles acham que os respeitara?

Adriana Queiroz disse...

Sr. Rodrigo, a "mocinha" em questão tem mãe, irmãs, avó e uma família que a ama muito e que a aceita exatamente do jeito que ela quiser ser.
É perigoso falar daquilo que não se conhece, pois julgar o que não se conhece é, adivinha o quê? - Preconceito!
E, aproveitando, bizarro é aproveitar o brilho alheio para escrever receitas de bolo em "blogs" medíocre!
Bom dia!

Adriana Queiroz, mãe e fã número 1 de Mariana Queiroz.

Anônimo disse...

ATÉ PARECE DEVIA SAIR UMA LEI PRA CADA UM CUIDAR DA SUA VIDA,E PARAR DE DA OPINIÃO NA VIDA ALHEIAA QUE PAIS É ESSE....

AMOOOOOO TATUAGEM SOU FELIZ E VOU MORRER COM ELAS,NÃO USO DROGA,CADA UM TEM O MOTIVO PRA FAZER QUALQUER DESENHO EM SEU CORPO....
DILMA QUE PRECISA DE UM PSIQUIATRA KKKKKKKKKKKKK FORAAAA