sexta-feira, julho 19, 2013

Corrupção na educação

Rodrigo Constantino

Deu no GLOBOEstudo de analistas do Tesouro diz que ineficiência compromete 40% das verbas para o ensino

Um estudo elaborado por analistas de finanças e controle da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, estima que pelo menos 40% dos recursos gastos pelas prefeituras brasileiras no ensino fundamental são desperdiçados, seja por corrupção ou ineficiência da máquina pública.

Publicado na página do Tesouro na internet, com a ressalva de que expressa a opinião dos autores e não necessariamente a do órgão, o texto diz que os recursos disponíveis são mais do que suficientes para o cumprimento das metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Logo, o problema dos municípios seria a má gestão e não a falta de dinheiro.

Nada de muito inesperado, mas quando quantificado, assusta, claro. Sabemos como gastos públicos costumam levar a desperdícios enormes, desvios, corrupção e ineficiência. Afinal, o mecanismo de incentivos é inadequado, trata-se do dinheiro da "viúva", sem o devido controle de quem realmente paga a conta.

Os liberais têm simpatia pela proposta de Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, para melhorar o fundamental setor de educação. Trata-se do "voucher", o vale-educação. Ainda há risco de o governo desviar, usar mal, praticar corrupção, sem dúvida. Mas esse risco é minimizado. O governo entrega para os mais pobres um vale-educação, e estes decidem em qual escola particular utilizá-los. Os interesses ficam mais alinhados.

Não é uma panaceia, não vai eliminar os desvios ou a ineficiência em certos locais, ou resolver o problema da má qualidade dos próprios professores. Mas é um grande passo na direção certa, ao gerar concorrência maior na oferta, e deixar o poder de escolha com a família, maior preocupada com a educação dos filhos.

Continuar como está não dá. E jogar mais recursos públicos ainda no setor, com este modelo atual, como querem quase todos os políticos, é pedir para aumentarem os desvios e a corrupção, sem a melhoria expressiva na qualidade do ensino. Privatizar a educação, eis o caminho.

4 comentários:

Edson Vergilio disse...

Concordo plenamente, já que temos muitos "professores" que nunca tiveram dons,talentos e muito menos méritos e competências para exercerem a nobre missão,mas cujos títulos são concedidos pelos editais de um concurso público que os torna estáveis em seus empregos e vitalícios em suas aposentadorias. Acredito que como recebem de qualquer jeito, mesmo sem terem condições de entregarem o produto/serviço (nunca ví ninguém vomitar o que nunca comeu) talvez a solução seria não permitirmos que estes entrassem nas salas de aulas ou mesmo pagarmos para que ficassem em casa que os custos ficariam menores. Que tal?

Anônimo disse...

Ingenuidade sua achar que as escolas públicas serão substituídas por novas escolas privadas que irão concorrer entre si. O que irá acontecer é que grandes grupos escolares vão tomar o lugar das públicas e vão formar um oligopólio e manipular os preços. E como quantificar o valor do voucher ? Aliás, vc deveria detalhar o projeto do voucher. Vc é muito genérico sobre isso.

Fernando disse...

Sou professor de uma escola pública que recebe milhões de reais por mês para sua manutenção e não consegue sequer ter papel higiênico e folha de oficio para os funcionários e alunos o que demostra a total ineficiência da gestão pública na educação. Precisamos privatizar já as escolas públicas.

Anônimo disse...

Essa ideia do voucher não é usada nos países nórdicos?