terça-feira, dezembro 15, 2009

Luto Keynesiano



Faleceu esta semana o keynesiano Paul Samuelson, um dos mais influentes economistas da atualidade. O "mainstream" econômico está de luto. Muitos aproveitam para enaltecer o grande legado de Samuelson. Entre suas contribuições relevantes, vários citam a transformação da economia numa verdadeira ciência. Em outras palavras: Samuelson ajudou muito a trazer a matemática para a economia, com fórmulas cada vez mais complexas. Seria o caso de perguntar, lembrando outro grande economista falecido, o Prêmio Nobel Hayek, da Escola Austríaca: será que tanta matemática realmente fez bem para a ciência econômica? Hoje em dia, economistas entendem de mais de econometria, e de menos de bom senso. A "arrogância fatal" dos economistas modernos, crentes em sua capacidade de moldar e prever o fenômeno complexo que é a economia, foi bastante alimentada por esse excesso de matemática. Muitos economistas simplesmente perderam o contato com a realidade, com a praxeologia, com a ação humana!

E como homenagem a Samuelson, destaquei uma frase sua, escrita em 1989 (atentai para a data), para mostrar como os keynesianos sempre flertaram com regimes autoritários, justamente pela pretensão de que podem controlar a economia de cima para baixo com seus modelos complexos:

"The Soviet economy is proof that, contrary to what many skeptics had earlier believed, the socialist command economy can function and even thrive." (Paul Samuelson, 1989)

E para os que acreditam que isso pode ser um ponto fora da curva, nada como a declaração do próprio Keynes, no prefácio de seu livro "Teoria Geral" na edição alemã de 1936:

"The theory of aggregate production, which is the point of the following book, nevertheless can be much easier adapted to the conditions of a totalitarian state than the theory of production and distribution of a given production put forth under conditions of free competition and a large degree of laissez-faire. This is one of the reasons that justifies the fact that I call my theory a general theory."

Esses keynesianos... já causaram estrago demais na ciência econômica e na vida das pessoas. Está na hora de abandonar suas teorias em prol do intervencionismo estatal na economia, e abraçar a Escola Austríaca!

8 comentários:

Ludwig disse...

Esses caras, na verdade, são safados. Jamais foram e serão economistas. Eles são apenas cretinos manipuladores. Eles são os sacerdotes do Bem Comum! Pobreza, desemprego, crises, salários baixos... Tudo obra dessas Eminentes criaturas!
Ainda bem que esse Samuelson faleceu. Que grande serviço à humanidade ele prestou com a sua morte!

ntsr disse...

Epa...isso é considerado científico, mesmo SEM evidências de que functiona???

Antonio disse...

Nem na hora da morte vcs não perdem a chance de falar mal de alguém.

Rodrigo Constantino disse...

Antonio, estou criticando as IDÉIAS do falecido. Isso é extremamente importante, já que elas ainda causam tanto estrago, e que muitos seguidores aproveitaram sua morte justamente para enaltecer essas idéias.

André Barros Leal disse...

Os Keynesianos vieram como messias salvadores para os governos. Melhor do que ter que conviver com a falta de popularidade dos aumentos de impostos, veio uma corrente economica que dizia claramente: gastem a vontade!

por que será que todos os governos abraçaram essa corrente com tanto amor? por que será que a escola austriaca, que preza pela contençao de gastos governamentais e pela não existencia de endividamento do setor público é sempre tratada como "fringe science"?

ps. esquerdistas de plantão, essa é uma pergunta retórica.

fejuncor disse...

Adeptos de tal corrente têm fé.

Suas teses padecem de certezas, logo, de um esquerdismo vulgar, reducionista. Aquele mecaniscismo óbvio: baixa-se taxa de juros e investimentos são relançados. No mundo real as coisas são muito mais complicadas.

Trata-se, portanto, de não ter mais paciência com certo discurso político, um discurso simplista que se apresenta como mestria matemática. Ceticismo é obrigação de quem milita academia. Certeza é indicativa de seita, expressa dogmatismo (não como rigor às premissas sim como algo que não pode ser questionado, como os dogmas religiosos). Ao falar de política econômica, fazendo críticas nesse tom, não se está fazendo ciência e sim política.

Aliás, quem vende certeza são os pregadores religiosos e os políticos. Cientistas falam de possibilidades, de associações e por aí vai

fejuncor disse...

Objurgo a abordagem puramente teórica, romântica, hidráulica. Porque isso? Porque deixa de lado, não leva em conta o principal. Porque minimiza os problemas do mundo real. Porque idealiza a realidade.

Se objetivo é o trabalho crítico, isso só se conseguirá quando houver competência pra desnudar o véu cientificista que encobre a ideologia barata escondida em resultados pseudocientíficos. Mas não basta parar aí. É indispensável ir além: só trabalho na contestação acadêmica é ineficaz, sem mostrar a base material que sustenta aqueles discursos sacanas estes trabalhos não passam de idílicos.

Fabio Duarte disse...

Ainda bem que vc os chamou de "mainstream", pois o Keynesianismo virou o Gramscismo economico, deixando raro o encontro de liberais.
Vide a faculdade de economia que estudei.